Lídia Jorge, José Vieira da Silva, Guilherme d’Oliveira Martins, na Gulbenkian de Paris

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Até terça-feira, 29, a Europa em debate na Gulbenkian de Paris. Entre os partiipantes, destaque para as presenças de José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Guilherme d’Oliveira Martins, antigo ministro das Finanças e da Educação e ainda da escritora Lídia Jorge. 

Volte a ouvir aqui a crónica de segunda-feira, de Miguel Magalhães, diretor da delegação da Fundação em Paris:

 

Carlos Queiroz deixa seleção do Irão após eliminação na Taça Asiática

O treinador português Carlos Queiroz disse hoje que vai deixar a seleção de futebol do Irão, após a eliminação nas meias-finais da Taça Asática, derrota com o Japão (3-0), a “última etapa” no cargo.

“Esta foi a minha última etapa aqui”, atirou o técnico, em conferência de imprensa, na qual fez ainda referência à música ‘My Way’ (À minha maneira”, em tradução livre), de Frank Sinatra, destacando o papel que teve no futebol iraniano ao longo de oito anos.

Segundo Queiroz, o mais importante « é o legado » que deixa. « Muitos jogadores passaram a jogar na Europa, e penso que há um futuro brilhante para o futebol iraniano se continuarem no bom caminho”, destacou.

O técnico luso mencionou ainda as “muitas coisas” que conseguiu para a seleção, como um centro de performance ou um “campo onde treinar”, além de ter ajudado a criar “uma base” e “uma geração de jovens”, que podem manter o nível do futebol alcançado.

Em entrevista à agência noticiosa France Presse, em 18 de janeiro, Queiroz confirmou o convite da Colômbia para orientar a seleção sul-americana, que vai disputar no verão a Copa América, dizendo estar “honrado e orgulhoso” pela possibilidade.

O Japão eliminou o Irão nas ‘meias’ com um ‘bis’ de Yuya Osako, aos 56 e 67 minutos, o último de grande penalidade, e um golo de Genki Haraguchi, aos 90+1.

Carlos Queiroz, à frente do Irão desde 2011, depois de ter passado também pela seleção portuguesa, disputou pela terceira vez a Taça Asiática, competição em que não passou dos quartos de final em 2011 e 2015.

Alfa/Lusa/Antena 1.

Moreirense e Vitória de Guimarães sobem ao quinto lugar

Moreirense e Vitória de Guimarães uniram-se hoje provisoriamente no quinto lugar, com triunfos por 2-1 frente ao Nacional e Feirense, respetivamente, na 19.ª jornada da I Liga de futebol.

Ao somarem 31 pontos, ultrapassaram o Belenenses, que só joga na quarta-feira, no Dragão, frente ao FC Porto, que lidera o campeonato com 46 pontos, mais cinco do que o Benfica (segundo), seis do que o Sporting de Braga (terceiro) e oito do que o Sporting (quarto).

Tozé, com golos aos cinco e 45+1 minutos, foi o artífice do triunfo do Vitória de Guimarães em Santa Maria da Feira: primeiro, aproveitou um alívio falhado para atirar entre as pernas do guarda-redes e, depois, desviou a bola de forma artística, sem hipóteses de defesa.

O central brasileiro Philipe Sampaio tinha dado empate efémero, aos 45, ao desviar de cabeça um livre na esquerda, insuficiente para tirar a equipa do penúltimo lugar, com 14 pontos, mais dois do que o lanterna-vermelha Desportivo de Chaves.

Em Moreira de Cónegos, o Moreirense impôs-se ao Nacional por 2-1, acabando o desafio em sofrimento quando poderia ter conseguido resultado bem mais tranquilo: aos 90, Camacho viu o segundo amarelo para os forasteiros, três minutos depois de o companheiro Hamzaoui ter feito o golo que ainda alimentou o sonho dos insulares.

Chiquinho foi quem mais brilhou, com golos aos 15 e 56 minutos, primeiro aproveitando um flagrante erro da defesa, que ‘colaborou’ no segundo tento, com desvio que enganou o guarda-redes.

Hamzaoui estreou-se a marcar pelo Nacional, surgindo em velocidade, fintando o guarda-redes e atirando para a baliza deserta.

O Moreirense vinha de dois desaires consecutivos, enquanto a equipa de Costinha sofreu a quarta derrota consecutiva e com isso é 14.ª com 19 pontos.

A expulsão de Jorge Fernandes (39) fragilizou o Tondela, que veria Ponck (58) marcar de cabeça e depois Mama Balde (73) ampliar em desvio pouco ortodoxo, permitindo o troinfo do Desportivo das Aves por 2-0.

Os avences de Augusto Inácio deixam provisoriamente a zona de descida, averbando 18 pontos, enquanto o Tondela tem mais um, 19.

No Funchal, o Rio Ave voltou a sorrir, impondo-se ao Marítimo, por 2-0, e acabando assim com longo jejum de 10 jogos sem vencer na Liga, o que lhe permitiu subir ao nono lugar, com 24 pontos, enquanto os insulares, que vinham de três triunfos, estão agora no 11.º com 20.

O primeiro êxito de Daniel Ramos como técnico do Rio Ave – dois empates e uma derrota – verificou-se precisamente frente ao clube que orientou entre 2016 e 2018: foram trocados abraços antes da partida, mas depois fez por justificar os três pontos.

Diego Lopes, aos 52 minutos, e João Schmidt, aos 90+1, de grande penalidade, ‘selaram’ o triunfo.

Na terça-feira, o Benfica recebe o Boavista às 20:00, a mesma hora em que Desportivo de Chaves é anfitrião do Portimonense: às 22:15, o Sporting de Braga medirá forças com o Santa Clara.

O líder FC Porto joga somente na quarta-feira, recebendo o Belenenses (22:15).

Resultados da 19ª jornada da I Liga de futebol (Horas de Paris):

– Segunda-feira, 28 jan:

Marítimo – Rio Ave, 0-2 (0-0 ao intervalo)

Moreirense – Nacional, 2-1 (1-0)

Tondela – Desportivo das Aves, 0-2 (0-0)

Feirense – Vitória de Guimarães, 1-2 (1-2)

– Terça-feira, 29 jan:

Portimonense – Desportivo de Chaves, 20:00

Benfica – Boavista, 20:00

Sporting de Braga – Santa Clara, 22:15

– Quarta-feira, 30 jan:

Vitória de Setúbal – Sporting, 20:00

FC Porto – Belenenses, 22:15

Programa da 20ª jornada:

– Sexta-feira, 01 fev:

Rio Ave – Tondela, 21:00

– Sábado, 02 fev:

Desportivo de Chaves – Marítimo, 16:30

Boavista – Feirense, 19:00

Desportivo das Aves – Sporting de Braga , 21:30

– Domingo, 03 fev:

Santa Clara – Portimonense, 16:00

Nacional – Vitória de Setúbal, 16:00

Sporting – Benfica, 18:30

Vitória de Guimarães – FC Porto, 21:00

– Segunda-feira, 04 fev:

Belenenses – Moreirense, 21:15

Alfa/Lusa.

“Não sou extremista, sou equilibrado, até a Fátima fui”. Quem é Jérôme Rodrigues

“Família portuguesa era católica, a francesa era mais comunista. Não sou extremista, sou equilibrado, até a Fátima fui… não sou concretamente católico, mas sou batizado, há um equilíbrio nisto tudo, sou uma pessoa aberta”  Quem é o luso-francês que faz tremer Emmanuel Macron.

Alfa/Expresso. Adaptação – Por Daniel Ribeiro (Leia artigo completo no Expresso-Diário de segunda, 28/3)

Jérôme Rodrigues, atingido por um disparo, no sábado à tarde, na praça da Bastilha, em Paris, quando filmava, de cara destapada e com um telemóvel, uma manifestação do movimento, falou esta segunda-feira com o Expresso, no hospital onde foi operado durante cinco horas ao olho direito. Militante ‘colete amarelo’ desde a primeira hora, diz que não é um radical. “A família portuguesa era católica, a francesa era mais comunista. Não sou um extremista nem um vândalo, de modo nenhum”.

Quando recebeu o Expresso, ao fim da manhã desta segunda-feira, Jérôme Rodrigues já tinha dado, desde domingo, diversas entrevistas no hospital. Mesmo antes de ser uma das 18 vítimas atingidas nos olhos por disparos da polícia, o barbudo luso-francês já era muito conhecido em França. Era um dos rostos da fação França Em Cólera, uma das mais fortes e mais bem organizadas do movimento dos ‘coletes amarelos’, que nasceu na internet há cerca de três meses.

Jérôme era um “habitué” de todas as manifestações (onze sábados seguidos) e também dos debates que há várias semanas se têm multiplicado nos estúdios das TV francesas.

Nas entrevistas, no hospital, acusou a polícia de o ter visado pessoalmente. Ao Expresso repetiu o mesmo. Era conhecido e, neste sábado, andava de colete amarelo e de cara destapada na linha da frente, a filmar os confrontos com o telemóvel e a transmiti-los em direto nas redes sociais, bem como a tentar convencer alguns camaradas a saírem dos locais mais perigosos. “Eu não sou um ‘casseur’, nem um vândalo, ando sempre de cara destapada!”.

Depois de ter sido ferido, apresentou queixa em tribunal contra a polícia, o Governo e o Presidente Emmanuel Macron. É politicamente radical, mas não apela à violência. “Sou pacifista, quem provoca esta violência nem sequer é a polícia, é o Governo e o Presidente, que não páram de nos chamar extremistas!”, exclama.

No entanto, queira ou não, Jérôme está no olho do furacão da batalha política em França, designadamente da polémica sobre a utilização pela polícia de armamento comprovadamente perigoso, proibido noutros países europeus. E o seu caso já levou alguns políticos a pedir a demissão do ministro do Interior, Cristophe Castaner.

Ao Expresso fala espontaneamente em português, à frente de seis repórteres franceses e outros estrangeiros. “Sou um português de origem”, explica-lhes.

“O meu pai veio para França em 1978, por amor. Apaixonou-se pela minha mãe, francesa, que tinha ido de férias a Portugal e … foi assim”, diz. “Agora já voltaram para Portugal, vive-se melhor lá”, acrescenta.

O pai é de Celas (Coimbra) e Jérôme nasceu em França, há 39 anos, em Montreuil, na periferia leste de Paris (no complicado departamento 93, principal palco da revolta das periferias em 2005 – “na altura era tudo pacífico, tudo funcionava calmamente entre os habitantes, não é como agora”, informa).

“VIVE-SE MELHOR EM PORTUGAL”

Conviveu desde pequeno com pessoas de todas as origens, raças, religiões e culturas, trabalhou na Eurodisney e no Club Méditeranée, depois no comércio e, hoje, é canalizador. “Sou uma pessoa aberta, pacífica, não sou extremista, de modo nenhum!”, explica.

“Da família portuguesa recebi uma educação católica, da francesa um pouco mais comunista”, diz ao Expresso. “Por isso sou equilibrado, fui a Fátima e tudo, não sou concretamente católico, mas sou batizado, há um equilíbrio nisto tudo, sou uma pessoa aberta”.

Não nasceu em Portugal, mas fala português com alguma fluência. “O meu pai queria que eu aprendesse português, estudei quando era criança às quartas-feiras à tarde (ensino da ‘língua de origem’ para os filhos de emigrantes quando os estudantes franceses descansavam)”.

Jérôme não tem dupla nacionalidade porque, diz, “a papelada é complicada no consulado”.

Mas este ‘colete amarelo’ adora Portugal. À frente de todos os jornalistas presentes no hospital onde está em convalescença afirmou, em francês: “A França deveria inspirar-se em Portugal, onde por exemplo os velhos vivem melhor. Portugal é um país onde as pessoas vivem mais felizes. Em Miranda do Corvo, onde os meus pais residem, até o Presidente da República toma banho num rio sem segurança nenhuma à volta dele, Portugal interessa-me muito e o Governo até dá incentivos para o regresso dos emigrantes, Portugal é um eixo do progresso!”.

Quanto à política francesa, na qual hoje é um importante protagonista, diz que não lhe interessa. “Envolvi-me no movimento dos ‘coletes’ porque há muitos anos o esperava, mas não quero ser político, nem vou participar no Debate Nacional lançado pelo Presidente Macron, porque é fumo para os olhos”. “Eu luto pelo fim dos privilégios!”, conclui.

Quando foi ferido, Jérôme filmava a manifestação na Bastilha, neste sábado à tarde, porque é militante dos ‘coletes’ e porque adora filmar. “Tenho muitos filmes de Portugal, vou lá sempre!”, exclama.

Rali de Portugal regressa à zona centro em 2019

O Rali de Portugal de 2019 vai regressar à zona Centro do país, com a partida em Coimbra e passagens por Lousã, Góis e Arganil, anunciou hoje o organizador Automóvel Club de Portugal (ACP).

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, salientou o regresso a territórios que estavam afastados da prova desde 2001 e vincou a expectativa da organização de este ano “aumentar o retorno” económico de 138 milhões de euros gerados na anterior edição, apesar de considerar “excecional” a magnitude dos números do ano passado.

“Este ano o Rali vai ser excecional, estamos muito contentes por poder voltar ao Centro e nos aproximarmos do velho figurino do Rali de Portugal”, afirmou.

O programa do Rali conta com um percurso de 1.463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de classificação. O ‘shakedown’ tem lugar a 30 de maio no circuito de Baltar, em Paredes, seguindo-se a partida da porta férrea da Universidade de Coimbra.

Para dia 31 estão previstas passagens por Coimbra, Lousã, Góis, Arganil e Lousada. No dia seguinte (01), o Rali está já plenamente instalado no Norte, com especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante e Vila Nova de Gaia. Por fim, a 02 de junho, Montim, Fafe e Luílhas acolhem as derradeiras etapas, antes da consagração dos vencedores em Matosinhos.

“O Rali de Portugal tem sido uma etapa essencial do mundial de ralis e é a mais vista no campeonato do mundo. É sobretudo pela paixão à volta do Rali que o ACP trabalha para levar aos fãs mais espetáculo e mais emoções”, frisou o líder da entidade organizadora, sem deixar de apontar “as dificuldades para obter apoios públicos”.

Entre as novidades agendadas para esta edição do Rali preveem-se também zonas de assistência só para pneus e zonas de assistência para outras reparações e a imposição de os carros não poderem ser reparados no final do Rali, sendo selados e seguindo no estado em que estão para a prova seguinte, o Rali de Itália.

Por fim, Carlos Barbosa lançou um apelo aos fãs, pedindo um comportamento exemplar em defesa da continuidade do Mundial de Ralis em solo português.

“É fundamental que o comportamento do público seja rigoroso, porque não faz sentido amanhã o presidente da Comissão do Campeonato do Mundo de Rali ser português e ser ele próprio a tirar o Rali de Portugal por razões de segurança”, afirmou.

A 53ª edição do Rali de Portugal, sétima etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), decorre entre 30 de maio e 02 de junho.

Alfa/Lusa.

« Somos humanos, não somos só dinheiro » – Jérôme Rodrigues à Rádio Alfa

Mensagem gravada para os ouvintes da Rádio Alfa, ao meio dia de hoje, num hospital de Paris, onde o lusodescendente e « colete amarelo », Jérôme Rodrigues, recupera depois de ter sido operado a um olho. Ficou gravemente ferido no olho direito no sábado, na praça da Bastilha, devido alegadamente ao disparo, pela polícia, de uma bala de borracha:

Na foto: Jérôme Rodrigues, esta segunda-feira, no hospital:

 

Juventus estava a perder, mas Ronaldo e Cancelo estavam em jogo

A primeira derrota esteve à vista, mas Ronaldo e Cancelo evitaram-na

Dois golos portugueses concretizaram a reviravolta da Juventus na visita à Lazio, permitindo ampliar a vantagem na classificação.

Cancelo foi protagonista

FotoLUSA/CLAUDIO PERI
Alfa/Lusa e outras fontes

Austrália atinge recordes de temperatura com milhares de animais vítimas de calor

Quem vive na cidade australiana de Adelaide suportou os 46.6 graus que se fizeram sentir esta quinta-feira, o dia mais quente dos últimos 80 anos. A 300 quilómetros, em Port Augusta, os termómetros atingiram os 49,5 graus, um novo recorde. Na região Norte, o calor extremo levou à morte de 90 cavalos selvagens. A Austrália está a viver sb uma segunda onda de calor há duas semanas.

A cidade de Adelaide, no Sul da Austrália, registou uma temperatura de 46.6 graus centígrados, o que faz desta quinta-feira o dia mais quente alguma vez vivido numa qualquer capital do país desde que há 80 anos começaram a ser feitos registos de temperatura.

Um novo recorde também foi registado em Port Augusta, a 300 quilómetros de Adelaide.

O calor vai propagar-se para os estados de Nova Gales do Sul e Vitória, que vão esta sexta-feira registar as temperaturas mais elevadas. Desde a semana passada que diariamente são atingidos novos recordes de temperatura por todo o a Austrália.

A Austrália está desde 12 de janeiro sob uma forte onda de calor. Na semana passada, os termómetros registaram 45 graus, o que levou as autoridades a acionar o “código vermelho”, enviando os sem-abrigo para abrigos.

As autoridades fazem alertas de saúde e pedem às pessoas que permaneçam em ambientes fechados e diminuam a atividade física, em particular os idosos, doentes crónicos e crianças.

As ondas de calor consecutivas têm sido constantes ao longo do Verão, estação que o instituto de Meteorologia previu como mais quente e seco do que a média, como consequência das alterações climáticas.

Cavalos selvagens morrem desidratados

Noventa cavalos selvagens foram descobertos mortos ou moribundos, junto a um poço seco de Alice Springs, na semana passada. Cerca de 40 dos animais morreram de fome e desidratação, mas os sobreviventes também foram abatidos.

A descoberta foi feita por guardas, na sequência do alerta de uma comunidade aborígene. As imagens são perturbadoras. Citado pela BBC, Ralph Turner, o morador que fotografou e divulgou as imagens do local, classificou o cenário como uma “carnificina”.

Com cerca de 25 mil habitantes, Alice Springs regista há mais de duas semanas temperaturas superiores 42ºC, mais de 6ºC acima da média de janeiro, de acordo com o Instituto australiano de Meteorologia.

Peixes, morcegos, camelos

O calor extremo provoca receios de mais mortes em massa de peixes, nos Lagos Menindee, no estado vizinho de Nova Gales do Sul. “Não há oxigénio na água, vem outro dia quente e pode estar cheio de peixe”, lamentava um morador. Neste estado já foram encontrados cerca de um milhão de peixes nas margens dos rios.

Ainda na Nova Gales do Sul foi divulgada a morte em massa de morcegos nativos, encontrando-se sob ameaça outras espécies de animais selvagens.

Na região de Goldfields, no Oeste da Austrália, as autoridades abateram 2.500 camelos que, chegados do deserto de Gibson, estavam a morrer de sede.

Conselho Central da Terra está ainda a ponderar a realização de um abate de emergência de 120 cavalos, cabras e burros, porque os animais estão a ter problemas de saúde e não podem ser reunidos ou transportados.

Alfa/RTP.

Jérôme Rodrigues foi operado e falou à RTP. Veja a reportagem

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O luso-francês que ficou ferido durante a manifestação dos Coletes Amarelos, Jerome Rodrigues, falou com a correspondente da RTP em França, Rosário Salgueiro. Veja a reportagem.

Jérôme Rodrigues foi ferido já no final do percurso da manifestação dos coletes amarelos na Praça da Bastilha.

Alfa/RTP.

PSG firme na liderança. Lille é segundo

O líder Paris Saint-Germain goleou hoje na receção ao Rennes, por 4-1, em jogo da 22ª jornada da I liga francesa de futebol, mas só na última meia hora é que as suas individualidades conseguiram desbloquear a partida.

Com um golo logo aos 7 minutos, pelo uruguaio Edinson Cavani, a cabecear após um cruzamento do argentino Di Maria, o PSG parecia ter o caminho aberto para mais uma goleada, mesmo sem poder contar com o brasileiro Neymar, que saiu lesionado da última quarta-feira, frente ao Estrasburgo, para a Taça de França.

No entanto, o Rennes conseguiu surpreender e empatar aos 28 minutos, pelo avançado senegalês M’Baye Niang, a desviar a bola de calcanhar para o fundo das redes, cruzada pelo maliano Hamari Traoré.

A resistência do Rennes prolongou-se até ao minuto 60, altura em que Di Maria fez o segundo golo, ao ‘picar’ a bola sobre o guarda-redes Tomas Koubek, após um lançamento de trinta metros do defesa central Thiago Silva.

Nessa altura já o PSG tinha aumentado a intensidade do jogo e os golos começaram a surgir com naturalidade: o terceiro aos 66 minutos, por Kilyan Mbappé, que não foi egoísta e ofereceu o quarto a Edinson Cavani, aos 71, quando estava em boa posição para finalizar.

Com este triunfo, o PSG mantém-se firme na liderança, com 56 pontos, mais 13 do que o Lille, que é segundo, e mais 16 do que o Lyon, que é terceiro, mas a equipa parisiense tem menos dois jogos do que os seus mais diretos perseguidores.

O Lyon, com o guarda-redes português Anthony Lopes na baliza, foi horas antes a Amiens vencer por 1-0, graças a um golo do central belga Jason Denayer, aos 50 minutos, enquanto Toulouse e Angers não foram além de um ‘nulo’, mas o costa-marfinense Max Gradel desperdiçou um penálti para a equipa da casa, aos 73.

O Montpellier, com o internacional português Pedro Mendes a titular no eixo da defesa, recebeu e venceu o Caen por 2-0, seguindo em sexto lugar, com 35 pontos, os mesmos do quinto, o Estrasburgo.

Alfa/Lusa/RTP.