Ligue 1. NANTES EMPATA EM JOGO MARCADO PELA HOMENAGEM A SALA

O Nantes recebeu e empatou com o Saint-Etienne (1-1), em jogo a contar para a 22ª ronda do campeonato francês.

A partida ficou marcada pelas várias homenagens a Emiliano Sala, avançado dos ‘canaris’ que desapareceu enquanto viajava sobre o Canal da Mancha.

 

https://twitter.com/B24PT/status/1090707800467128324

 

A primeira parte acabou por ficar marcada pela expulsão de um jogador de cada equipa: Fábio pelo Nantes e M’Villa pelo Saint-Etiènne.

No segundo tempo surgiram os golos: Cabella (58’) colocou os verts em vantagem, mas Waris (70’), ex FC Porto, empatou num golo dedicado a Sala.

Com este resultado, o Saint-Etiènne manteve o quarto lugar com 37 pontos, a três do Lyon, terceiro classificado. Já o Nantes ocupa o 14º posto com 24 pontos.

Resultados 22ª jornada

Sexta-feira

Marselha – Lille, 1-2

Sábado

Dijon – Mónaco, 2-0

Guingamp – Stade Reims, 0-1

Nice – Nimes, 2-0

Estrasburgo – Bordéus, 1-0

Domingo

Montpellier – Caen, 2-0

Amiens – Lyon, 0-1

Toulouse – Angers, 0-0

PSG – Rennes, 4-1

Quarta-feira

Nantes – Saint-Étienne, 1-1

Classificação

Equipa Jogos Pontos
1.PSG 20 56
2.Lille 22 43
3.Lyon 22 40
4.Saint-Etienne 22 37
5.Estrasburgo 22 35
6.Montpellier 21 35
7.Nice 22 34
8.Marselha 21 31
9.Stade Reims 22 31
10.Rennes 22 30
11.Nimes 22 29
12.Bordéus 21 28
13.Toulouse 22 26
14.Nantes 22 24
15.Angers 22 24
16.Dijon 21 20
17.Caen 22 18
18.Amiens 22 18
19.Mónaco 22 15
20.Guingamp 22 14

Alfa/abola.

ESTRASBURGO MARCA LUGAR EM FINAL INÉDITA DA TAÇA DA LIGA

O Estrasburgo venceu o Bordéus por 3-2, num jogo a contar para as meias-finais da Taça da Liga francesa. A formação da Alsácia-Lorena volta à final da competição depois do triunfo em 2005 frente ao Caen.

O Bordéus até entrou melhor e Sankharé (14’) enviou os girondinos em vantagem para o intervalo. No entanto, o Estrasburgo conseguiu a reviravolta no segundo tempo com um golo de Ajorque (49’) e um bis de Mothiba (55’ e 60’). Briand (82’) ainda fez o segundo tento do Bordéus, mas não conseguiu evitar a derrota.

Com este resultado, o Estrasburgo vai defrontar o Guingamp de Pedro Rebocho numa final inédita da Taça da Liga.

Mónaco cede Tielemans ao Leicester e Adrien Silva faz caminho inverso

 O futebolista belga Youri Tielemans vai jogar no Leicester por empréstimo do Mónaco, que recebe, também numa cedência temporária, o português Adrien Silva, confirmou hoje a agência noticiosa francesa AFP.

Segundo fontes próximas do negócio, faltam apenas os exames médicos do médio português para o negócio ser anunciado, sendo que Adrien se junta ao técnico Leonardo Jardim, que o orientou no Sporting.

O internacional português, de 29 anos, chegou aos ‘foxes’ depois de sair do Sporting e de ser campeão europeu por Portugal, mas jogou pouco nos ingleses e vai ser o sétimo reforço dos monegascos em janeiro.

O clube voltou a apontar Leonardo Jardim para o comando técnico, depois de o ter despedido em outubro e substituído por Thierry Henry, e procura fugir à despromoção, tendo contratado, também por empréstimo, Gelson Martins ao Atlético de Madrid, contando também com Rony Lopes.

Por seu lado, Tielemans, de 21 anos, fez 20 jogos e cinco golos pelo Mónaco esta temporada, mas não figura nos planos do técnico luso.

Alfa/Lusa/AFP.

Muitos dos « coletes amarelos » feridos gravemente não são « casseurs ». Opinião.

A crise dos coletes amarelos já fez demasiadas vítimas, tanto polícias como « coletes ». Muitos dos manifestantes feridos gravemente não são « casseurs » nem sequer extremistas, como é o caso do luso-francês Jérôme Rodrigues.

Volte a ouvir aqui a crónica desta quarta-feira de Daniel Ribeiro, que visitou Jérôme Rodrigues, na segunda-feira, no hospital onde foi operado ao olho direito:

Sporting empata em Setúbal e cede terreno

O Vitória de Setúbal e o Sporting empataram 1-1, em encontro da 19ª jornada da I Liga de futebol, resultado que pode atrasar ainda mais os ‘leões’ na luta pelo título.

Um golo do venezuelano Cádiz, aos 24 minutos, adiantou os sadinos no marcador, tendo o Sporting igualado já na reta final da partida, aos 80 minutos, através do seu goleador, o holandês Bas Dost, numa altura em que jogava com menos uma unidade, depois da expulsão de Ristovski, aos 55.

Com este empate, os ‘leões’ conservam o quarto posto, agora com 39 pontos, menos quatro do que o Sporting de Braga (terceiro), cinco do que o Benfica (segundo), equipa que recebem na próxima jornada, e sete do que o FC Porto (líder), que recebe ainda hoje o Belenenses, enquanto o Vitória sobe ao 10.º lugar com 20.

 

Taça Davis: Capitão diz que portugueses têm “vontade de ganhar e fazer história”

Rui Machado vai estrear-se como capitão da seleção portuguesa de ténis na eliminatória com o Cazaquistão, de acesso ao Grupo Mundial da Taça Davis, e assume que os jogadores « têm vontade de ganhar e fazer história » em Astana.

« A expectativa é disputar uma excelente eliminatória e sair do Cazaquistão com a vitória. Sempre que jogamos a Taça Davis é para dar o máximo, representar Portugal da melhor maneira e, se possível, fazer história. E, nesta eliminatória, pode fazer-se história », sublinha, referindo-se a um confronto que apurará a equipa vencedora para a fase final da Taça Davis, a realizar-se entre os dias 18 e 24 de novembro, em Madrid.

Enquanto Portugal vai discutir o acesso ao Grupo Mundial pela terceira vez, depois de 1994 frente à Croácia e 2017 diante da Alemanha, o Cazaquistão vai lutar pelo regresso à fase final de uma prova, na qual já alcançou cinco vezes os quartos de final, jogando em casa, no National Tennis Center, onde regista 10 vitórias nas últimas 11 eliminatórias.

« É uma seleção muito forte em casa, onde tem um grande historial de vitórias. Tem um número um (Mikhail Kukushkin, 55.º ATP) muito experiente, que tem apresentado um excelente nível na Taça Davis e no circuito mundial, e muito conhecido de todos os jogadores. O número dois (Alexander Bublik) e o três (Aleksandr (Nedovyesov) também são bons jogadores, um com um ténis muito agressivo e o outro, que já foi top-100, nos últimos meses tem feito bons resultados. São adversários competitivos e de certeza que vai ser uma eliminatória bastante difícil », prevê Machado, em declarações à agência Lusa.

Apesar de antecipar que a « principal dificuldade vai ser jogar fora de casa, nas condições às quais o Cazaquistão está habituado e no seu ambiente, em que os jogadores tendem a superar-se », Rui Machado acredita nas « armas » de Portugal, « com jogadores em grande forma, muito nível competitivo, experiência e vontade de ganhar e fazer história ».

Além de enaltecer os « feitos históricos de João Sousa », número 39 do ‘ranking’ ATP, « ano após ano e ainda agora no Open da Austrália », o capitão assegura ter o vimaranense chegado ao Cazaquistão « bastante confiante, com ritmo e em grande nível de forma » para se juntar a Pedro Sousa (101.º ATP), João Domingues (213.º) e Gastão Elias (246.º).

« O Pedro iniciou a época em piso rápido e fez o último encontro com o Alex Di Minaur, que tinha vencido em Sydney e estava em excelente forma. Apesar da derrota, fez um grande encontro e demonstrou um bom nível. O João fez três encontros muito competitivos no Open da Austrália e ficou à porta do quadro principal de um ‘Grand Slam’. E o Gastão Elias, que jogou alguns torneios nos Estados Unidos, já fez umas meias-finais num ‘challenger’ e parece estar no caminho certo para voltar ao seu melhor nível », avaliou.

Embora nunca tenha disputado um ‘qualifying’ para o Grupo Mundial enquanto jogador, Rui Machado diz ser « igual a responsabilidade » como capitão.

« Jogar a Taça Davis é sempre uma grande responsabilidade, seja de acesso ao Grupo Mundial ou para não descer de divisão. Queremos fazer história e vamos entrar em ‘court’ para ganhar », assegura Machado, que, mesmo após o final da carreira competitiva, esteve « sempre envolvido na Taça Davis como responsável técnico da Federação Portuguesa de Ténis, dando apoio à então equipa técnica e jogadores ».

Alfa/Lusa.

Destroços em praia francesa devem pertencer ao avião de Emiliano Sala – investigação

A investigação britânica ao desaparecimento do avião que transportava o futebolista Emiliano Sala, de Nantes para Cardiff, revelou hoje que foram encontrados destroços que deverão pertencer à avioneta.

 

 

“Depois de um exame preliminar, concluímos que é provável que os encostos são provenientes do avião desaparecido”, anunciou hoje o gabinete de inquérito a acidentes aéreos (AAIB), em comunicado.

Os destroços foram encontrados numa praia francesa, mais de uma semana depois de ter desaparecido dos radares o voo em que seguia Emiliano Sala, transferido para o Cardiff, e o piloto inglês Dave Ibbotson.

Na quinta-feira, as autoridades de Guernsey deram por terminadas as buscas pelo avião privado, considerando que as hipóteses de sobrevivência dos dois ocupantes são “extremamente remotas”.

Em 21 de janeiro o avião privado, um monomotor Piper PA-46-310P Malibu, desapareceu pelas 20:00 dos radares.

O jogador, de 28 anos, tinha sido recrutado ao Nantes pelo Cardiff por cerca de 17 milhões de euros e ele mesmo se encarregou de marcar o voo, recusando a oferta de transporte oferecida pelo clube galês.

Na carreira, Emiliano Sala chegou a representar os portugueses do FC Crato, dos campeonatos distritais, antes de seguir para França, onde representou Bordéus, Orléans, Chamois Niortais, Caen e Nantes.

Alfa/Lusa/BFMTV.

Ciclista belga expulso da Volta a San Juan por simular ato sexual

O belga Iljo Keisse (Deceuninck-Quick Step) foi hoje expulso da Volta a San Juan em bicicleta, por “comportamento que atenta à honra e reputação da corrida” argentina, ao simular um ato sexual com uma funcionária de um bar.

Na sexta-feira, a jovem, de 18 anos, posou para uma fotografia com corredores da equipa belga, entre eles Keisse, que simulou um ato sexual, tendo, mais tarde, apresentado queixa nas autoridades.

A fotografia foi depois publicada em órgãos de comunicação social locais.

O corredor belga, de 36 anos, pediu desculpas publicamente, reconhecendo ter-se tratado de “um gesto estúpido, num momento estúpido”.

Um tribunal local condenou Keisse a uma multa de cerca de 3.000 pesos argentinos (cerca de 70 euros) por “ofensa à moral pública”.

Na Argentina, um ato como o do belga é considerado abuso sexual.

Alfa/Lusa.

Conselho da Europa “seriamente preocupado” com resposta francesa a ‘coletes amarelos’

A comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, Dunja Mijatovic, disse estar « seriamente preocupada » com os extensos ferimentos causados por balas de borracha e outros métodos da polícia francesa para dispersar os manifestantes dos « coletes amarelos ».

Conselho da Europa “seriamente preocupado” com resposta a ‘Colete amarelos’. A comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos lamenta “o alto nível de tensão que prevalece atualmente em França” e diz que “há uma necessidade urgente de acalmar a situação”.

LOUISA GOULIAMAKI/GETTY

Alfa/Lusa/Expresso

A comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, Dunja Mijatovic, disse estar « seriamente preocupada » com os extensos ferimentos causados por balas de borracha e outros métodos da polícia francesa para dispersar os manifestantes dos « coletes amarelos ».

A comissária reuniu-se esta semana com autoridades francesas para conversar sobre as questões dos direitos relacionados aos dois meses de protestos dos « coletes amarelos ».

Numa declaração na quarta-feira, Dunja Mijatovic lamentou « o alto nível de tensão que prevalece atualmente em França » e disse que « há uma necessidade urgente de acalmar a situação ».

A comissária alertou contra medidas que estão atualmente em debate no Parlamento francês e que poderiam limitar o direito das pessoas a se manifestarem. Este seria um esforço para reprimir os agitadores que usam protestos para atacar a polícia.

Mais de 2000 pessoas, incluindo manifestantes e polícias, ficaram feridas durante os protestos dos « coletes amarelos » desde que começaram em novembro, a partir das redes sociais e devido ao aumento dos combustíveis e da perda do poder de compra dos franceses, alargando-se para outras questões posteriormente.

Lídia Jorge: identidade europeia oscila entre lado « luminoso » e « obscuro »

Lídia Jorge diz que identidade europeia oscila entre lado « luminoso » e « obscuro »

Lídia Jorge diz que identidade europeia oscila entre lado luminoso e obscuro

Foto: Mauricio Duenas Castaneda

Alfa/Lusa
A escritora portuguesa Lídia Jorge afirmou hoje em Paris que a Europa sempre teve « uma crise identitária » e que a identidade europeia oscila entre o lado « luminoso » e o lado « obscuro ».

« Por um lado, a Europa criou o sistema filosófico mais generoso do mundo, as raízes do Humanismo, os ideais mais elevados, e, ao mesmo tempo, no mundo dos negócios e da economia, foi exatamente o contrário. É uma pátria mortal. Não compreendemos a Europa e os seus países sem compreender estes diferentes lados: um luminoso e outro obscuro », afirmou a escritora.

Lídia Jorge falava na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian na capital francesa, na conferência « Cultura, Identidade, Democracia », debatendo estes temas com a politóloga francesa Catherine Wihtol de Wenden.

A escritora considera que a ideia de uma identidade nacional ou europeia fixa é « uma doença ».

“A Europa teve sempre uma crise identitária, agora calha-nos a nós vivê-la. O mesmo acontece em todos os séculos. E uma identidade é formada por várias identidades. Uma identidade fixa é uma doença », disse Lídia Jorge.

A escritora portuguesa referiu que as eleições europeias, em maio, podem trazer « menos discussão e mais destruição » ao seio das instituições europeias, mas confia, acima de tudo, na cultura europeia.

« A Europa culturalmente tem tanta força, é tão importante e a troca tem sido tão forte entre as cidades, entre as universidades, que continuo com esperança no futuro da identidade europeia », salientou.

Catherine Wihtol de Wenden, diretora emérita do centro de investigação na Sciences Po Paris, considera, por seu lado, que a identidade europeia está em permanente evolução.

« Uma identidade europeia é necessariamente evolutiva e, no debate atual, parece que a identidade devia ficar cristalizada num sonho ou num passado que era melhor », disse a investigadora.

Para Wihtol de Wenden, o ressurgimento dos nacionalismos está ligado ao medo.

« Muita gente tem medo da mundialização, de novos modos de vida. Estamos a avançar para uma configuração que não conhecemos e isso faz-nos voltar ao que conhecemos, como as fronteiras, o Estado e até aos sistemas autoritários », explicou a politóloga, indicando ainda que em França abundam os mitos criados para gerar coesão nacional no século XIX.

« França vive no mito da autoctonia, porque quisemos definir a história da França entre pessoas que não tinham muito a ver umas com as outras e que nem partilhavam a mesma língua. Assim, no início da escola republicana, inventámos o mito dos gauleses », assinalou Catherine Wihtol de Wenden, referindo que em França um em cada quatro franceses tem pelo menos um avô ou bisavô de outra nacionalidade, o que devia ser o suficiente para destruir os argumentos de quem se opõe à imigração como argumento de destruição da sociedade francesa.

Esta conferência aconteceu no âmbito do ciclo « Débats croisés » proposto e organizado por Álvaro Vasconcelos, antigo diretor do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia.