Lusodescendente vai lançar “1ª rede social mesmo social”

O lusodescendente Stéphane de Freitas criou “a 1.ª rede social mesmo social”, cujo objetivo é substituir o dinheiro pela entreajuda e que vai ser lançada oficialmente em novembro em França e em janeiro em Portugal.

Segundo Batizada Indigo, a rede substitui o dinheiro pela entreajuda e vai chegar ao público depois de uma fase de testes de dois anos e meio, com 24.000 pessoas, tendo sido, em 2015, “o projeto com mais ‘crowdfunding’ em França” e tendo tido o apoio da Microsoft.

Após o lançamento em França e em Portugal, será também lançada na Grécia e na Costa do Marfim.

“Tive o privilégio de ser convidado, no início deste ano, para o salão VivaTech (Paris) e pude falar no palco logo após o Mark Zuckerberg. Anunciei que a Indigo podia ser a primeira rede social mesmo social. Hoje, as redes sociais só fazem ‘business’, mas há 600 milhões de pessoas que, no dia-a-dia, nem sequer podem ter acesso a comida ou roupa ou coisas elementares para a vida delas”, explicou à Lusa Stéphane de Freitas.

A rede Indigo baseia-se na solidariedade: um membro pode oferecer um bem ou um serviço a alguém que necessite, aumentando, em troca, o seu coeficiente ‘GoodVibes’ que lhe vai permitir aceder a outros bens e serviços que ele próprio precise.

“Cada vez que uma pessoa pede um serviço ou um objeto e você lho der, o seu coeficiente ‘GoodVibes’ aumenta e você também pode ter contrapartidas. Quanto mais você ajudar associações, mais o seu coeficiente aumenta. E quanto mais esse coeficiente aumentar, mais o preço das coisas diminui”, acrescentou o lusodescendente.

A ideia nasceu na sequência da criação, em 2012, da associação La Coopérative Indigo, cujo objetivo era facilitar os laços sociais. Face à constatação que “as 571 pessoas mais ricas do mundo tinham tanta riqueza quanto meio mundo”, Stéphane de Freitas tentou imaginar “o sistema económico mais justo que pudesse existir”.

“Fui ver economistas, alguns conhecidos, e eles disseram-me que este sistema se um dia existisse, seria uma revolução e realmente um meio para mudar o mundo, mas que era uma utopia, um sonho”, contou.

O jovem de 32 anos pensou então que a sua geração é capaz de mudar “uma sociedade em pirâmide para algo muito mais colaborativo” já que é capaz de “descarregar a aplicação ‘Pokémon Go’ 60 milhões de vezes em três semanas” ou transformar um vídeo “em algo viral com milhões de visualizações”.

Além de França, o país onde nasceu e onde tem feito outros projetos de índole social, Stéphane de Freitas quer lançar oficialmente a aplicação em Portugal e na Grécia devido às crises financeiras por que passaram e ao espírito de solidariedade que demonstraram, um valor que também vê como basilar em África.

O lusodescendente é também realizador do documentário “À voix haute : La Force de la parole”, que foi nomeado para os prémios do cinema francês Césars 2018 na categoria de “Melhor Filme Documentário” e que deixou um alerta sobre a importância de “saber falar”.

O filme retrata o concurso de eloquência que ele criou, num distrito dos subúrbios de Paris, para ajudar jovens dos bairros socialmente desfavorecidos a falar em público, ganhar confiança e encorajar o dialogo entre pessoas de meios diferentes.

A pedagogia “Porter sa voix” que o lusodescendente criou e que é retratada no filme foi, entretanto, adotada por 60 escolas em França e 100 novas escolas devem adotar o programa em breve, tendo o conceito sido exportado para outros países.

No final de setembro, Stéphane de Freitas lançou, ainda, o livro “Porter sa voix”, em França, no qual fala dos problemas que teve na adolescência por ser português e oriundo de um bairro social dos subúrbios de Paris e no qual defende o domínio da oralidade para contrariar a violência social.

Stéphane de Freitas está, também, a preparar um novo documentário «Solidarité» que vai sair em setembro de 2019 em França e que conta com o apoio da Netflix.

O documentário segue cinco militantes associativos no Brasil, Nova Iorque e em França, “heróis anónimos que querem mudar o mundo e que foram vítimas de violência”, e conta com a participação dos músicos Seu Jorge, Mathieu Chedid, Nekfeu, Youssou N’Dour, entre outros.

Alfa/Lusa.

Alimentação dos pais influencia hábitos alimentares dos filhos

A alimentação e educação dos pais influência a aquisição de hábitos alimentares na infância, refere um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) a propósito do Dia Mundial da Alimentação, que hoje se assinala.

Em declarações à Lusa, Sofia Vilela, autora do estudo e investigadora da Unidade de Investigação em Epidemiologia do ISPUP, explicou que o estudo, desenvolvido desde 2014, evidenciou “o papel fundamental” dos pais como “atores principais” na educação alimentar e criação de hábitos nas crianças.

“Os pais são os atores principais nesta questão e nem sempre percecionam que os laços que estabelecem e o que cedo ensinam a estas crianças se vai manter ao longo da vida. É importante que os pais entendam que o desenvolvimento da criança está relacionado com uma maior e melhor nutrição ao longo do dia”, afirmou Sofia Vilela.

O estudo, desenvolvido no âmbito do Programa Doutoral em Saúde Pública da Universidade do Porto (UP) e intitulado “Tracking the acquisition of eating habits in children and its effects on behaviours related to appetite and on adiposity”, focou-se na evolução dos hábitos alimentares de cerca de cinco mil crianças, com quatro e sete anos, da cidade do Porto.

Com o objetivo de perceber “se os hábitos se mantinham ou alteravam ao longo da infância”, a investigadora analisou questões como a qualidade alimentar, o consumo de alimentos energéticos, o número de refeições, a variedade alimentar e ainda os fatores que influenciam a aquisição de hábitos alimentares.

Segundo Sofia Vilela, o estudo revelou existir “uma estabilidade nos comportamentos alimentares das crianças”, algo que acredita estar relacionado com “uma maior variedade alimentar”.

“Concluímos que as crianças que são expostas a uma maior variedade de alimentos, como diferentes tipos de fruta, vegetais, carnes e peixes, têm uma melhor relação com a comida, visto que têm maior prazer e se tornam menos seletivas”, salientou.

O estudo, que incluiu também a participação de cerca de 500 crianças num inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF), revelou que as crianças que praticam “menos de seis refeições por dia (entre refeições principais e lanches) apresentam um maior risco de vir a ter excesso de peso e obesidade”, questão que a investigadora acredita merecer “uma maior atenção por parte pais”.

“Muitas das vezes os pais não percecionam que a criança tem excesso de peso e isso resulta na conservação dos mesmos hábitos alimentares. Esta é uma questão que merece a atenção dos pais, porque tem impacto quer na alimentação das crianças, quer no risco de poderem vir a ter excesso de peso”, acrescentou.

Alfa/Lusa

Portugal/Orçamento: treze medidas que mexem diretamente no seu bolso

Aumentos nas pensões e para os Funcionários Públicos, livros escolares gratuitos, propinas mais baratas… e também sacos de plásticos e bebidas com açúcar mais caros. 13 mudanças que o Orçamento vai trazer à vida dos portugueses.

© Rafael Marchante/ REUTERS

1. Pensionistas vão ser aumentados

Todas as pensões vão ser aumentadas, mas, tal como aconteceu em 2017 e 2018, as pensões de valor mais baixo (até 1,5 Indexantes de Apoios Sociais) vão ter um aumento extra que, somado ao que resultar da atualização que decorre da lei, irá totalizar 6 ou 10 euros. O aumento extraordinário chega já em janeiro. Como este aumento é atribuído por pensionista e não por pensão, prevê-se que chegue a 1,6 milhões de pessoas. Para quem tem pensões mais baixas o aumento ficará livre de impostos, e mesmo quem recebe valores mais elevados e paga IRS também contará com mais euros no final do mês.
Estará também em cima da mesa o fim das penalizações para as carreiras contributivas de mais de 40 anos.

2. Funcionários públicos vão progredir na carreira e ter aumento médio de 3%

A partir de janeiro os funcionários públicos que tenham direito a progredir na carreira começam a receber 50% do acréscimo nos salários. Este valor mantém-se até ao final de abril. A partir de maio esse aumento passa para 75%. A restante fatia de 25% chegará em dezembro. São permitidas progressões e mudanças de nível ou escalão. Mário Centeno continua, no entanto, a estabelecer os 50 milhões como limite do valor das subidas nos cofres do Estado.

3. Passes vão ser mais baratos

A medida prevê uma fatura de 83 milhões de euros para o Estado para a comparticipação nos passes. Ainda não se sabe que valor terão – porque as autoridades locais e as empresas de transportes terão que o fixar. A partir de 1 de abril de 2019 estará disponível o « passe intermodal na área metropolitana de Lisboa », podendo introduzir « alterações no sistema de tarifário e no modelo de financiamento ». Em Lisboa prepara-se um valor de 30 euros por mês na cidade de Lisboa e 40 euros por mês nos 18 municípios da área metropolitana.

4. Fatura da energia baixa mais de 10%

Apesar do IVA total não baixar, prevê-se um abaixamento fruto de mudanças no défice tarifário e da baixa do IVa da potência contratada.

5. Propinas vão ser mais baratas

As propinas máximas vão ser fixadas em « duas vezes o valor do indexante de apoios sociais ». Isto, no ano que vem poderá ser de 856 euros, menos 212 euros do que o valor aplicado atualmente – segundo o BE.

6. Os manuais escolares vão ser gratuitos até ao 12º ano

Esta medida só abrange o ensino público e gratuito. Serão também oferecidas licenças digitais a todos os alunos do ensino público. Para que os manuais sejam gratuitos têm de ser devolvidos à escola – com exceção das disciplinas com provas finais do 9.º ano.

7. Carros elétricos continuam a ter ajuda

Em 2018, este apoio foi de 2250 euros por automóvel . Houve 1400 candidaturas recebidas e 83 excluídas, enquanto nos pedidos para motociclos e ciclomotores foram registadas 28 candidaturas e a exclusão de três.

8. Sacos de plástico vão ficar mais caros

Esta espécie de imposto passa de 8 cêntimos para 12.

9. Bebidas com açúcar vão ser mais caras

Atualmente, segundo o código dos Impostos Especiais sobre o Consumo (IEC), as bebidas cujo teor de açúcar seja inferior a 80 gramas por litro ficam sujeitas a um imposto de 8,22 euros por cada 100 litros. Já aquelas em que o teor de açúcar ultrapassa os 80 gramas por litro são tributadas em 16,69 euros por cada 100 litros. A proposta de Orçamento para o próximo ano prevê a introdução de dois novos escalões de tributação. No primeiro, para as bebidas cujo teor de açúcar é inferior a 25 gramas por litro, o imposto a pagar será de um euro por cada 100 litros; o segundo escalão prevê que as bebidas com açúcar entre 25 e 50 gramas por litro fiquem sujeitas a um imposto de seis euros por cada 100 litros; o terceiro, onde se enquadram as bebidas cujo teor de açúcar varia entre os 50 e os 80 gramas por litro, o imposto a pagar deverá ser de oito euros por cada cem litros; e o último, para as bebidas com mais de 80 gramas de açúcar por litros, o imposto a pagar será de 20 euros por cada cem litros.

10. Primeira prestação do IMI baixa

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai continuar a ser pago em três prestações, mas o valor da primeira prestação baixa para 100 euros. O imposto deve ser pago « em uma prestação, no mês de maio, quando o seu montante seja igual ou inferior a 100 euros ».

11. Acaba o Pagamento Especial por Conta

As empresas e empresários em nome individual podem pedir a dispensa do PEC, devendo fazê-lo até ao final do terceiro mês do respetivo período de tributação, desde que as obrigações declarativas relativas aos dois períodos de tributação anteriores tenham sido cumpridas. Esta dispensa é atribuída « por três períodos de tributação ».

12. IRS será entregue até mais tarde

A entrega do IRS será até 30 de junho

13. Tabelas do IRS não serão alteradas

Isto implica alguma perda de poder de compra devido à falta de ajuste da inflação prevista de 1,4%.

 

Alfa/DN/ Dinheiro Vivo/ Lusa

França: Remodelação governamental

Após uma série de demissões no governo francês, Emmanuel Macron decidiu reestruturar o Executivo e, à semelhança do primeiro-ministro português, nomeou vários novos ministros e secretários de Estado.

Christophe Castaner à saída do conselho de ministros de 3 de outubro. LP/Frédéric Dugit

 

Christophe Castaner, 52 anos, substitui Gérard Collomb e terá Laurent Nuñez como secretário de Estado no ministério do Interior.

Castaner, antigo socialista, próximo de Emmanuel Macron, ocupava o cargo de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares enquanto Laurent Nuñez liderava a Direção Geral da Segurança Interna.

Macron nomeou ainda como ministro da Cultura Franck Riester, 44 anos, deputado eleito em 2017 nas listas do partido conservador « Os Republicanos », que substitui Françoise Nyssen.

O Presidente francês substituiu ainda o ministro da Agricultura, pasta que passa a ser assumida pelo senador Didier Guillaume, antigo socialista, que substitui Stéphane Travert.

Jacqueline Gourault, até agora ministra delegada do Interior, sobe na hierarquia ao ser designada titular do Ordenamento do Território, cargo que ocupava Jacques Mézard.

Deixa igualmente o Executivo a secretária de Estado da Economia e Finanças, Delphine Gény Stéphan, substituída por Agnès Pannier-Runacher.

O centrista Marc Fesneau substituirá Castaner na pasta dos Assuntos Parlamentares e o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, passará a assumir também competências na área da Juventude.

Haverá também três novos secretários de Estado nos departamentos de Transição Ecológica, Solidariedade e Saúde, Educação e Juventude.

O Governo remodelado reúne-se na quarta-feira na habitual reunião semanal do Conselho de Ministros.

Alfa/Lusa/DN

 

Portugal: Há dez novos secretários de Estado no Governo

António Costa reconduziu cinco secretários de Estado e nomeou dez novos outros, nas pastas atingidas pela remodelação no Governo.

Foto: EPA

Há dez novos secretários de Estado, depois da remodelação no Governo, anunciada pelo primeiro-ministro. Segundo uma nota publicada, esta terça-feira, no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, na última noite, a indicação dos nomes dos próximos secretários de Estado, por António Costa.

Os novos secretários de Estado são: Luís Goes Pinheiro (Modernização Administrativa), Ana Pinto (Defesa), João Correia Neves (Economia), João Torres (Defesa do Consumidor), João Paulo Catarino (Valorização do Interior), Ângela Ferreira (Cultura), João Sobrinho Teixeira (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Francisco Ventura Ramos (Adjunto e da Saúde), Raquel Bessa de Melo (Saúde) e João Galamba (Energia).

Nos ministérios que sofreram alterações, há, no entanto, cinco secretários de Estado que vão, ainda assim, ser reconduzidos: Ana Mendes Godinho (Turismo), José Mendes (que passa de Adjunto e do Ambiente para Adjunto e da Mobilidade), Carlos Martins (Ambiente), Célia Ramos (Ordenamento do Território e Conservação da Natureza) e Ana Pinho (Habitação).

Assiste-se, assim, à saída do Governo de Marcos Perestrello (Defesa), Miguel Honrado (Cultura), Paulo Ferreira (Adjunto e do Comércio), Ana Teresa Lehmann (Indústria), Jorge Seguro Sanches (Energia), Fernando Araújo (Adjunto e da Saúde), Rosa Matos Zorrinho (Saúde) e Maria Fernanda Rollo (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior).

A cerimónia de posse dos secretários de Estado será esta quarta-feira, pelas 11h00, no Palácio de Belém.

 

Rita Carvalho Pereira/TSF

Portugal/OE2019: Muitos milhões para as famílias, poucos para as empresas

IRS, prestações sociais, pensões e aumentos na função pública podem valer mil milhões de euros para as famílias. Empresas ganham menos de 100 milhões.

 

À semelhança dos últimos anos, o Orçamento do Estado (OE) está focado nas famílias e pode valer, somando várias medidas, perto de mil milhões de euros para os agregados familiares.

A proposta de Orçamento apresentada pelo governo prevê alterações ao IRS que podem valer quase 300 milhões: mais de 150 através de ajustes nas tabelas de retenção e pagamento de reembolsos incluídos na segunda fase de reforma do IRS, e outros 140 milhões na eliminação da sobretaxa de IRS para os trabalhadores independentes.

Mas atenção: no próximo ano as tabelas de retenção do imposto não vão ser atualizadas – nem sequer no valor da inflação – o que significa que algumas famílias, que estejam no limite de passar para o escalão seguinte, podem ser penalizadas.

Nas prestações sociais há também um reforço: a segunda fase da prestação social para a inclusão, de apoio a pessoas com deficiência, vale mais de 150 milhões de euros, e os agregados com menores rendimentos vão receber mais 60 milhões de euros de abono de família.

Há medidas com impacto negativo, como ofim da isenção de IVA nas atividades tauromáquicas (de alguma forma equilibrado com a redução para 6% do IVA sobre os espetáculos culturais), e o aumento dos impostos sobre as bebidas açucaradas e alcoólicas.

Para os funcionários públicos o ganho pode ser maior:o ministério das Finanças sublinha que vai gastar 800 milhões de euros na administração pública.

O governo estima que o efeito líquido do descongelamento das carreiras valha 274 milhões de euros, aos quais vai somar 50 milhões para os aumentos salariais cuja distribuição está ainda por decidir.

Os pensionistas vão beneficiar de 230 milhões, entre os 66 milhões das pensões antecipadas nas longas carreiras os quase 140 do aumento extraordinário das pensões e os perto de 30 milhões do complemento extraordinário de pensões mínimas.

Já do lado das empresas a história é bem diferente: explicam-se em poucas linhas os benefícios constantes na proposta de Orçamento do Estado para as companhias: por um lado o fim da obrigatoriedade do Pagamento Especial por Conta (PEC) e, para as empresas que invistam no interior, os benefícios em IRC, podem valer, somados, 100 milhões de euros.

Haverá outras que vão ter mais despesa: as que têm carros de serviço cuja tributação vai aumentar. Nas energéticas também há alterações: as que produzem renováveis vão passar a pagar a Contribuição Extraordinária sobre Sector Energético.

 

Hugo Neutel/TSF

Inundações em França: número de mortes sobe para 13

Departamento de Aude, no sul de França, atingido por chuvas fortes e inundações. O município de Pezens foi evacuado devido ao risco de uma barragem transbordar. Escolas estão encerradas e autoridades pedem que as pessoas fiquem em casa.

As chuvas torrenciais que caíram sobre o Aude durante a noite de domingo para segunda-feira causaram a morte de 13 pessoas e cinco feridos graves, segundo um novo balanço provisória fornecido pela proteção civil francesa.

Cerca de mil habitantes do município de Pezens, no noroeste de Carcassonne, foram transportados de manhã como medida preventiva por causa dos riscos de galgamento de uma barragem.

Em Trèbes, a água do Orbieu, afluente do rio Aude, atingiu a marca de 7,68 metros, a 38 centímetros da marca histórica atingida em 1891.

Uma mulher « foi arrastada pela água em Villardonnel » e duas pessoas desaparecidas foram encontradas sem vida em Villegailhenc, disse Alain Thirion ao canal noticioso francês BFMTV.

Com mais de 250 intervenções dos bombeiros registadas durante a noite, o departamento de Aude, perto da região de Toulouse, foi particularmente afetada, já que, no espaço de cinco horas, entre 160 e 180 mm de água caíram sobre Carcassonne, uma situação que não se vivia, desde 1891, segundo a AFP.

Há cerca de « quinze municípios numa situação delicada e seis numa situação preocupante », segundo o autarca.

https://twitter.com/MeteoContact/status/1051778374954311680

Os municípios de Villemoustaussou, Villegailhenc e Conques apresentam níveis superiores a dois metros de água, enquanto Villardonnel, Floure e Trèbes são as cidades que sofreram maior impacto.

« É absolutamente necessário evitar andar de carro », disse Alain Thirion, lembrando que a maioria das estradas foi cortada e a autoestrada está « numa situação delicada ».

O departamento de Aude foi colocado em alerta vermelho na manhã desta segunda-feira por causa das fortes chuvas que resultaram no corte de muitas estradas, informou a Météo France.

Um balanço anterior de seis mortos foi anunciado pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, que se irá deslocar ao departamento de Aude na tarde desta segunda-feira.

O governo regional de Aude disse que quatro mortes aconteceram nos arredores da cidade de Villegailhenc, onde a força das águas e detritos destruíram uma ponte, após a queda de chuvas torrenciais.

Em Villegailhenc, uma testemunha, Ines Siguet, disse que as águas subiram tão rapidamente que as pessoas ficaram presas nos telhados das suas casas e foram levadas de helicóptero para um local seguro.

A testemunha divulgou um vídeo de uma estrada danificada após a ponte que existia ter sido levada pelas águas.

« Não há mais nada, só há um buraco. (…) Foi muito violento », disse Ines Siguet à Associated Press (AP) por telefone.

Outras estradas também foram afetadas com as inundações, deixando a cidade isolada, disse a estudante de 17 anos.

Alain Thirion, o autarca de Aude, disse que alguns dos mortos pareciam ter sido arrastados pelas águas das enchentes.

Em Conques-sur-Orbiel o rio subiu mais de seis metros, declarou Thirion.

As imagens da televisão mostravam enormes fluxos de água a passar pelas cidades e aldeias, com carros encalhados pelas ruas.

As escolas foram fechadas e as autoridades estavam a incentivar as pessoas a ficarem em casa.

Com mais de 250 intervenções dos bombeiros registadas durante a noite, o departamento de Aude foi particularmente afetado, já que, no espaço de cinco horas, entre 160 e 180 mm de água caíram sobre Carcassonne, uma situação que não se vivia desde 1891, segundo a agência de notícias francesa AFP.

https://twitter.com/Meteo_Pyrenees/status/1051700923465109504

Alfa/DN/AFP/BFMTV.

Portugal vence na Escócia por 3-1 e ganha três novos internacionais

 A seleção portuguesa de futebol venceu hoje a Escócia por 3-1, em jogo particular disputado no estádio Hampden Park, em Glasgow, em que o selecionador Fernando Santos promoveu a estreia de três novos internacionais.

O extremo Hélder Costa teve uma estreia memorável, ao ser titular e inaugurar o marcador, aos 43 minutos, tendo o avançado Éder, que não marcava desde que apontou o histórico golo do triunfo sobre a França na final do Euro2016, aumentado a vantagem, aos 74.

O avançado Bruma marcou pela primeira vez pela seleção lusa, aos 84 minutos, num jogo que, além de Hélder Costa, também se estrearam pela ‘equipa das quinas’ o defesa Pedro Mendes e o guarda-redes Cláudio Ramos, que ainda sofreu o golo de Steven Naismith, aos 90+3.

Alfa/Lusa.

Leslie fez 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências – oficial

A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Proteção Civil, de acordo com o balanço mais atualizado desta autoridade.

De acordo com o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), todos os feridos apresentavam ferimentos ligeiros, ainda que tenham sido transportados a uma unidade de saúde parar receberem tratamento. A ANPC registou ainda três pessoas assistidas no local, que não necessitaram de ser levadas a unidades de saúde.

A tempestade fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências, segundo Rui Laranjeira.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afetado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu.

No terreno estiveram 6.373 operacionais e 2.002 meios terrestres.

A maioria das estradas cortadas devido ao mau tempo já foi reaberta, indicou Rui Laranjeiro, destacando-se o IC2, o IP3 e a A1, na região de Coimbra.

Centenas de milhares de habitações sem eletricidade, pessoas desalojadas, estradas cortadas, voos cancelados, danos na via púbica e árvores caídas, são o resultado da passagem da passagem da tempestade Leslie pelo continente.

Centenas de milhares de clientes a Norte do Tejo estão sem energia elétrica desde a noite de sábado devido aos danos causados pela tempestade tropical Leslie, disse à agência Lusa a EDP Distribuição, classificando a situação de “muito grave”.

Face às previsões existentes, o INEM ativou no sábado a sua Sala de Situação Nacional para acompanhar e articular com as restantes entidades de Proteção Civil os efeitos da passagem da tempestade.

Na Madeira, onde estavam inicialmente os maiores receios das autoridades, a tempestade passou ao início da tarde de sábado sem provocar grandes sobressaltos.

Alfa/Lusa.

Thierry Henry nomeado treinador do Mónaco, João Tralhão adjunto

O ex-futebolista internacional francês Thierry Henry foi hoje nomeado treinador dos franceses do Mónaco, clube que comandará até 2021 e no qual terá como adjunto o português João Tralhão, que liderava os sub-23 do Benfica.

“O Mónaco anuncia a nomeação de Thierry Henry para o posto de treinador da equipa profissional. Ele compromete-se por três anos, até junho de 2021. Henry, de 41 anos, começa a trabalhar segunda-feira e será acompanhado por João Tralhão, dos sub-23 do Benfica, e Patrick Kwame Ampadu, da academia do Arsenal”, anunciou o clube, em comunicado.

Thierry Henry, que sucede ao português Leonardo Jardim, demitido após mais de quatro anos no cargo, volta, assim, ao Mónaco, clube em que se formou como jogador e alinhou entre 1993 e 1999, cumprindo um total de 141 jogos, nos quais marcou 28 golos.

“Em primeiro lugar, devo agradecer ao Mónaco, por me dar estar oportunidade de treinar esta equipa, desde clube especial para mim. Estou muito contente por voltar e extremamente determinado em ultrapassar os desafios que nos esperam. Estou ansioso por conhecer os jogadores e começar a trabalhar”, disse Henry.

Campeão do Mundo em 1998, um ano depois do título francês ao serviço dos monegascos, em 1997, Henry conta ainda no currículo de jogador com um Europeu (2000), uma ‘Champions’ (2009) e dois títulos espanhóis (2009 e 2010), pelo FC Barcelona, e dois títulos ingleses (2002 e 2004), ao serviço do Arsenal.

O gaulês, que passou também pelos New York Red Bulls, dos Estados Unidos, pertencia, desde 2016, ao ‘staff’ da seleção belga, sendo um dos adjuntos do selecionador, o espanhol Roberto Martinez, que conduziu a Bélgica ao bronze no Mundial de 2018.

“O seu conhecimento do futebol, a sua paixão pelo jogo, a sua exigência ao mais alto nível e a sua identificação às nossas cores tornaram esta nomeação uma evidência. Thierry Henry está consciente da tarefa que tem pela frente e impaciente para começar”, disse o diretor-geral do Mónaco, Vadim Vasilyev.

O vice-presidente do clube monegasco adiantou ainda que o ex-internacional gaulês conta com a “confiança e o apoio” da direção do clube para imprimir uma “nova dinâmica à equipa e levar a bom porto a sua missão”.

Alfa/Lusa.