A seleção portuguesa de futebol deu hoje um passo de gigante rumo às meias-finais da Liga das Nações, ao vencer por 3-2 a Polónia, em Chorzow, no terceiro encontro do Grupo 3 da Liga A.
A formação da casa abriu, por Krzysztof Piatek, aos 18 minutos, e fechou, por Jakub Blaszczykowski, aos 77, o mercador, mas, pelo meio, Portugal marcou três golos, por André Silva, aos 31, Kamil Glik, na própria baliza, aos 43, e Bernardo Silva, aos 52.
Na classificação, e finalizada a primeira volta, Portugal, que se tinha estreado com um triunfo por 1-0 na receção à Itália, passou a somar seis pontos, contra um de italianos e polacos.
A formação das ‘quinas’ volta a jogar a 17 de novembro, em Itália, sem Pepe, que hoje viu o segundo amarelo em dois jogos, mas pode garantir as meias-finais já no domingo, se a Polónia e a Itália voltarem a empatar, em Chorzow.
A seleção portuguesa de futebol de sub-21 manteve-se hoje na corrida à fase final do Europeu da categoria de 2019, ao golear fora o Liechtenstein por 9-0, no seu nono e penúltimo encontro no Grupo 8 de apuramento.
Em Vaduz, a formação comandada por Rui Jorge, que assumiu provisoriamente o comando do agrupamento, resolveu o encontro na primeira parte, com um autogolo de Noah Graber, no minuto inicial, e tentos de Heriberto, aos 27, e João Filipe, aos 45.
Na segunda parte, Heriberto foi o protagonista, alcançando o ‘póquer’ com tentos aos 46, 62 e 90+2 minutos, com Diogo Gonçalves, aos 58, de grande penalidade, Diogo Jota, aos 84, e Gil Dias, aos 90+1, a completarem a goleada.
Portugal soma agora 19 pontos, contra 18 da Roménia, que pode voltar ao comando na sexta-feira, se vencer em casa o País de Gales, num jogo que tem em atraso, e também 18 da Bósnia-Herzegovina.
Na terça-feira, a formação das ‘quinas’ recebe os bósnios, no Funchal, e basta-lhe o empate para garantir o segundo lugar, sendo que o primeiro, e respetivo apuramento direto, não deverá fugir aos romenos, que, no mesmo dia, são anfitriões do Liechtenstein.
Caso seja segundo, Portugal precisa de ser um dos quatro melhores, entre os nove grupos de qualificação, para se qualificar para os ‘play-offs’, que apuram os últimos dois finalistas – juntam-se aos vencedores dos agrupamentos.
Nas contas para os melhores segundos, só são somados os resultados com primeiro, terceiro, quarto e quinto, sendo que, batendo os bósnios, Portugal totalizaria 16 pontos, que devem chegar para ser um dos quatro melhores. Mesmo 14 podem bastar.
O FC Porto, o Benfica e o Sporting vão visitar o Vila Real, o Sertanense e o Loures, respetivamente, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, ditou hoje o sorteio realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras.
Os ‘dragões’ vão jogar com uma equipa dos distritais, enquanto ‘águias’ e ‘leões’ defrontam conjuntos do Campeonato de Portugal, terceiro escalão.
O Desportivo das Aves, detentor do troféu, visita o Sacavenense, igualmente do Campeonato do Portugal.
Os jogos da terceira eliminatória estão marcados para 21 de outubro.
Programa da terceira eliminatória da Taça de Portugal em futebol, que tem jogos agendados para 20 e 21 de outubro, cujo sorteio se realizou hoje, na Cidade do Futebol, em Oeiras:
Sertanense (CP) – Benfica (L)
Vila Real (D) – FC Porto (L)
Moura (CP) – Marítimo (L)
Valenciano (D) – Vitória de Guimarães (L)
Loures (CP) – Sporting (L)
Fátima (CP) – Boavista (L)
Armacenenses (CP) – Vitória Setúbal (L)
Torreense (CP) – Rio Ave (L)
São Martinho (CP) – Moreirense (L)
Lusitano Vildemoinhos (CP) – Nacional (L)
Cova Piedade (II) – Portimonense (L)
Mirandela (CP) – Feirense (L)
Amora (CP) – Belenenses (L)
Felgueiras 1932 (CP) – Sporting de Braga (L)
Maria da Fonte (CP) – Santa Clara (L)
Estoril Praia (II) – Tondela (L)
Pedras Salgadas (CP) – Desportivo de Chaves (L)
Sacavenense (CP) – Desportivo das Aves (L)
Vale Formoso (D) – Coimbrões (CP)
Casa Pia (CP) – Angrense (CP)
Silves (D) – Desportivo de Chaves (Satélite) (CP)
Limianos (CP) – Sporting da Covilhã (II)
Farense (II) – Arouca (II)
Montalegre (CP) – Oriental (CP)
Fafe (CP) – Penafiel (II)
Paços de Ferreira (II) – Gafanha (CP)
União Madeira (CP) – União de Santiago (CP)
Espinho (CP) – Académico de Viseu (II)
Santa Iria (CP) – Praiense (CP)
Águeda (CP) – Louletano (CP)
Vilafranquense (CP) – Anadia (CP)
Leixões (II) – Amarante (CP)
Nota: Distritais (D), Campeonato de Portugal (CP), II Liga (II), I Liga (L).
O treinador português Leonardo Jardim deixou o comando técnico do Mónaco após mais de quatro temporadas no cargo, anunciou o clube da liga francesa de futebol, em comunicado.
No comando dos monegascos, Leonardo Jardim conquistou uma liga francesa, em 2016/17, época em que também conduziu o clube às meias-finais da Liga dos Campeões.
Após levar o Mónaco ao pódio da liga francesa durante quatro temporadas consecutivas, o português não resistiu aos maus resultados do início desta época, no qual venceu apenas um dos 12 encontros oficiais disputados, ocupando o 18.º e antepenúltimo lugar do campeonato.
« Estou grato e orgulhoso por ter treinado o Mónaco durante mais de quatro anos. Dei todos os dias o máximo de mim e trabalhei com paixão. Conseguimos grandes vitórias e vou guardar essas recordações para sempre », referiu Leonardo Jardim.
O vice-presidente do clube Vadim Vasilyev manifestou « profundo respeito » pelo trabalho de Leonardo Jardim, que se impôs « como uma referência na Europa e sai com um balanço extremamente positivo ».
« A sua passagem vai ficar como uma das mais belas páginas da história do clube. Leonardo fará sempre parte da família do Mónaco », disse o dirigente.
Antes de chegar ao clube do Principado, Leonardo Jardim, de 44 anos, tinha treinado, entre outros, o Sporting de Braga, o Olympiacos, da Grécia, e o Sporting.
Paris vai ser palco de “um dia dedicado a Portugal” com uma gala e um encontro de associações lusófonas no próximo sábado, 13 de outubro, no Hôtel de Ville.
“É um dia dedicado a Portugal em Paris. Temos a gala à noite e durante o dia, acontece o encontro nacional de associações portuguesas em França. Portanto, temos um dia inteiro em que a Câmara de Paris está mobilizada para a comunidade portuguesa”, disse à Lusa Luciana Gouveia, delegada-geral da Associação Cap Magellan, que está encarregue da programação artística da gala.
A oitava edição da Noite de Gala, oferecida pela Câmara Municipal de Paris e programada pela Cap Magellan, vai juntar 650 convidados, entre artistas, empresários, dirigentes associativos, políticos, professores e « estudantes lusófonos ou lusófilos ».
Nos salões nobres do Hôtel de Ville, no centro de Paris, vão subir ao palco o fadista Rodrigo Costa Félix, enquanto António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, João Grande, fundador dos Táxi e Boss AC vão atuar ao lado de jovens nomeados para o prémio revelação artística.
“O espírito da Cap Magellan, desde o início, é juntar artistas consagrados em Portugal com jovens lusodescendentes e lusófonos, lançar desafios aos primeiros para agilizarem momentos especiais com jovens desconhecidos”, explicou Luciana Gouveia.
A gala, que vai ser apresentada por José Carlos Malato e pela lusodescendente Sónia Carneiro, vai também recompensar projetos associativos, estudantes, cantores, jovens empreendedores e iniciativas cidadãs.
O evento realizou-se pela primeira vez em 2011, depois de um « Tratado de Amizade » entre Paris e Lisboa assinado pelos então autarcas António Costa e Bertrand Delanoë, e assinala-se, todos os anos, perto da data da Implantação da República Portuguesa.
“A gala vem de uma iniciativa política das câmaras municipais de Paris e Lisboa. O objetivo da associação é propor uma programação memorável e que a noite de gala seja incontornável da programação anual para a comunidade portuguesa de Paris e até de França de forma geral. Gostávamos que servisse de exemplo para outras cidades de França e até devia ser uma reivindicação da comunidade, mas aí entramos noutro debate que é a nossa eterna transparência », acrescentou a dirigente associativa.
Ao longo do dia, a Coordenação das Comunidades Portuguesas da França (CCPF) vai organizar o 15.º Encontro Nacional das Associações Portuguesas de França e o 2° Encontro das Associações Lusófonas, sob o tema « O mundo associativo na Europa/O Futuro da Europa ».
« Na véspera das eleições europeias de 2019 e numa altura em que alguns países europeus escolheram o recolhimento ideológico, o futuro da Europa parece comprometido. A Coordenação das Comunidades Portuguesas da França propõe às associações portuguesas e lusófonas de vir refletir sobre estas questões europeias », indica o evento criado numa página Facebook.
Entre as questões em debate vão estar « Que futuro para a Europa e para qual Europa? Que papel as associações podem desempenhar na construção da Europa? O que a Europa pode trazer ao mundo associativo? Qual é o lugar da língua portuguesa e das culturas de língua portuguesa na Europa? ».
Os convidados das mesas-redondas são o antigo embaixador em França Francisco Seixas da Costa, os historiadores Miguel Guerra e Vítor Pereira, o escritor Nuno Gomes Garcia, Adeline Afonso, presidente da associação Jeunes Européens -Paris, Ricardo Lopes, fundador e diretor da revista JG Jumelage/Geminações, Ana-Maria Torres, conselheira municipal na cidade de Bordéus, e Luísa Semedo, presidente da secção regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas.
O dia dedicado à cultura portuguesa acontece no fim-de-semana em que Portugal volta a estar em destaque na Festa das Vindimas de Montmartre, com iguarias, vinhos e artesanato.
Portugal participa no evento pelo segundo ano consecutivo e vai estar representado pelo município de Reguengos de Monsaraz, pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.
Portugal destaca-se dos outros Estados-membros nas áreas da educação e conhecimento, mostrando as estatísticas que, por exemplo, mais de metade dos empregadores (54,6%) não frequentou o ensino secundário ou superior (UE 16,6%).
Portugal tem de investir na educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE), considera a diretora da Pordata, Maria João Valente Rosa, a propósito do “Retrato de Portugal”, hoje apresentado, em Bruxelas.
Pela negativa, Portugal destaca-se dos outros Estados-membros nas áreas da educação e conhecimento, mostrando as estatísticas que, por exemplo, mais de metade dos empregadores (54,6%) não frequentou o ensino secundário ou superior (UE 16,6%).
Os dados mostram ainda que quase metade (43,3%) dos trabalhadores por conta de outrem também não tem escolaridade para além do 9.º ano (UE 16,7%).
Nestes dois campos, não só Portugal está muito acima da média da UE como ocupa o lugar cimeiro entre os 28 Estados-membros.
Nos extremos opostos estão, respetivamente a Polónia, onde só 1% dos empregadores não frequentaram o ensino secundário ou superior, e a Lituânia com 3,5% de trabalhadores sem estes níveis de escolaridade.
“A educação é uma área em que temos evoluído, mas ainda não estamos lá. Há ainda muito caminho a fazer”, disse a responsável da Pordata à Lusa.
Pela positiva, Maria João Valente Rosa escolhe o indicador da mortalidade infantil: em 1961, Portugal tinha a taxa mais elevada (89 por mil) e em 2017 apresentava 3,2 mortes de crianças com menos de um ano por cada mil nascimentos, uma média abaixo da da UE (3,6 por mil).
O nível de mortalidade infantil, salienta a responsável da Pordata, é um indicador do desenvolvimento e das condições de vida, revelando não só os avanços médicos, mas também sociais.
O livro da Pordata é uma compilação de dados estatísticos do Eurostat é “uma visão panorâmica e simples da realidade portuguesa em relação aos outros países da Europa”, adiantou.
“Os factos são o melhor espelho da sociedade em que vivemos”, salientou Maria João Valente Rosa.
A sexta edição do “Retrato de Portugal na Europa”, é apresentada hoje em Bruxelas, no mesmo dia em que a Fundação Francisco Manuel dos Santos – que a Pordata integra – recebe, no Parlamento Europeu, o prémio de Cidadão Europeu.
Fundo confirma que Portugal deve abrandar para 1,8% em 2019, o que é compatível com o défice de 0,3% estimado pela missão em setembro. Economia volta a divergir na zona euro.
Christine Lagarde chefia o FMI.
A economia portuguesa deverá registar, em 2019, o maior abrandamento desde a crise de 2012 e, neste cenário, tornará a divergir face à média da zona euro, projeta o Fundo Monetário Internacional (FMI) no novo panorama sobre o crescimento mundial (World Economic Outlook), apresentado nesta terça-feira de manhã em Bali, Indonésia.
Tal como avançou a missão que veio a Portugal para fazer avaliar o pós-programa de ajustamento, o produto interno bruto (PIB) de Portugal deve crescer, neste ano, 2,3% em termos reais, mas no ano que vem perde força e só cresce 1,8%, valor que também fica abaixo dos 1,9% estimados para o conjunto da zona euro.
Na previsão, o FMI ainda não avança com os valores atualizados para o défice público e a dívida, mas o novo cenário de crescimento de 2019 é totalmente consistente com o défice de 0,3% do PIB anunciado pela missão do fundo em meados de setembro (abaixo do prognóstico de 0,7% para 2018, marca que coincide com a do governo). Nessa altura, o valor avançado para o rácio da dívida apontava para uma descida de 120,8% em 2018 para 117,2% do PIB no ano que vem.
Os valores relativos às finanças públicas serão alvo de análise e comentário na quarta-feira, quando for apresentado o estudo do Monitor Orçamental (Fiscal Monitor), que é coordenado por Vítor Gaspar, antigo ministro das Finanças de Portugal, hoje chefe do departamento de assuntos orçamentais do FMI.
O ambiente externo que se perfila para 2019 voltou a ser menos favorável e é o fator impeditivo mais citado pelo FMI no novo outlook. Complica mais o ajustamento orçamental em muitas economias, Portugal incluído. E exige mais vigor nas chamadas reformas estruturais.
Este abrandamento económico de Portugal, oficializado agora ao mais alto nível pela instituição chefiada por Christine Lagarde, é de meio ponto percentual em 2019 e o maior desde 2012, altura em que a recessão se agravou 2,2 pontos percentuais.
A receita de impostos, que tem sido crucial e até dominante a fazer descer o défice português, tenderá a perder gás. A execução orçamental fica mais apertada e haverá mais pressões para poupar em rubricas da despesa.
« Demasiado otimistas em abril »
Portugal e outros países crescem menos porque, essencialmente, o ambiente envolvente se tornou mais obscuro e incerto. Essa ideia já pairava há uns meses, desde que os EUA começaram a ameaçar dificultar as relações comerciais com outros países (como a China), mas agora os efeitos negativos já são reais.
Só para se ter uma ideia, 13 dos 19 países que compõem a zona euro vão crescer menos em 2019 do que no corrente ano. O maior parceiro económico de Portugal, Espanha, deve desacelerar 0,5 pontos percentuais, crescendo apenas 2,2% no ano que vem. Alemanha e França mantêm os ritmos respetivos de 2018 (1,9% e 1,6%) pelo que a zona euro trava apenas uma décima (2% em 2018 e 1,9% no próximo ano).
Maurice Obstfeld, o economista-chefe que no final deste ano será substituído no cargo por Gita Gopinath, recordou que « em abril, a recuperação ampla da economia mundial levou-nos a projetar um crescimento de 3,9% para este ano e o próximo », no entanto, tendo em conta o que aconteceu desde essa altura, « esses números parecem ser demasiado otimistas ». A economia vai evoluir a um ritmo de 3,7% neste dois anos em análise.
A revisão em baixa é explicada pelas muitas incertezas que pairam no comércio mundial e na confiança dos investidores e empresários, mas também por algumas políticas domésticas « que parecem ser insustentáveis » no longo prazo, observou o diretor do departamento de estudos económicos.
13 dos 19 países que compõem a zona euro vão crescer menos em 2019 do que no corrente ano
Um dos casos mais flagrantes será o dos Estados Unidos, que estão a crescer com a ajuda de « políticas orçamentais pró-cíclicas » que terão o seu fim. « Os EUA irão entrar em declínio quando partes desse estímulo orçamental começarem a ser revertidas », alerta Obstfeld. A economia norte-americana, a maior do mundo, deve arrefecer de 2,9% este ano para 2,5% no próximo.
A China também deve perder gás (de 6,6% para 6,2%) e só não será pior porque o governo vai tentar segurar a situação, « prolongando os desequilíbrios financeiros internos » do gigante asiático, observa o perito.
No meio de tudo isto, além do problema da possível rutura no comércio mundial, a zona euro tem ainda o brexit pela frente, numa altura em que há « menos munições monetárias » do que havia quando rebentou a crise de há dez anos, observa o economista-chefe do FMI, numa referência aos bancos centrais cujos juros estão em zero ou próximos disso.
Embaixada prepara anúncio de um novo investimento francês « de peso » em Portugal. Será um novo centro na área das tecnologias da informação.
As empresas francesas são as segundas maiores investidoras diretas estrangeiras em Portugal e não pretendem perder na posição.
Querem apostar cada vez mais nas áreas digitais mas veem obstáculos – falta mão-de-obra qualificada. A rede dos Conselheiros do Comércio Externo da França em Portugal (CCEF) diz que estão por preencher até três mil postos de trabalho, a somar aos mais de 46 mil empregos já gerados pelas multinacionais do país.
« Faltam entre dois mil e três mil empregados qualificados, sobretudo com competências digitais, relacionados com técnica, engenharia », estima Pierre Debourdeau, presidente do grupo de conselheiros mandatado pelo governo francês para apoiar os trabalhos da embaixada francesa.
Mais de metade das empresas francesas com operações no país reconhecem este desafio, segundo o estudo Desafios e Impactos da Transformação Digital em Portugal, que é apresentado nesta terça-feira pela CCEF e BNP Paribas na 6.ª conferência Franco-Portuguesa que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
O baixo nível de digitalização do setor privado em Portugal, a escassez de capital para apoiar os mais bem-sucedidos entre as startups do país e a elevada concentração das tecnologias de informação em Lisboa e no Porto são outros dos desafios apontados.
O stock de investimento direto de França em Portugal era em junho de 6,3 mil milhões de euros
Apesar das dificuldades, é no setor digital que se espera o próximo reforço de investimento francês em Portugal. A Embaixada de França revela que o país voltará a ser escolhido para a instalação de um centro de serviços por uma empresa francesa. Sem indicar qual a empresa ou em que zona do país será feito o investimento, Debourdeau diz que esta será « de peso ». E engrossará a lista de operações em que já se encontram nomes como Altran, Webhelp, BNP Paribas, Europcar, Natixis ou Teleperformance.
A CCEF estima que atualmente entre 30% e 50% das despesas com formação nas subsidiárias de empresas francesas no país sejam dedicadam à conversão digital dos trabalhadores. « Temos aqui uma obrigação de chegar ao nível de formação que em França é obrigatório. » Neste país, as empresas estão obrigadas a uma contribuição para formação equivalente a 0,2% da massa salarial dos trabalhadores.
O stock de investimento direto de França em Portugal era em junho de 6,3 mil milhões de euros, abaixo dos 6,7 mil milhões de euros de 2017, ano em que cresceu 140%. Mas Jean-Michel Casa, o embaixador de França em Portugal, assegura que o investimento irá continuar a subir. »O investimento francês está a crescer mais do que o investimento estrangeiro de outros países. Não vejo razões para esta tendência mudar. O crescimento da economia portuguesa está lá. O interesse em Portugal é evidente. »
A Costa da Caparica, em Almada, vai ser a sede mundial do naturismo durante os próximos dias, com um encontro internacional em que estarão representados cerca de 40 países e uma centena de dirigentes associativos de várias partes do globo.
De quinta-feira a domingo, estarão em discussão no 36.º Congresso Mundial de Naturismo questões relacionadas com a atividade de cada organização, estando previstas também atividades no concelho de Sesimbra, onde se situa a praia do Meco, uma das mais conhecidas, entre as oito consideradas oficiais em Portugal para a prática naturista.
Segundo a Federação Portuguesa de Naturismo, criada há 41 anos, Almada é o único concelho português com duas praias oficiais naturistas (Adiça e Bela Vista), no “pequeno universo” nacional.
A Câmara Municipal de Almada “apostou mais neste mercado, ainda por descobrir pelos empresários, num país à beira mar plantado e com mais horas de sol por ano na Europa”, afirma a federação em comunicado.
Cerca de 40 federações e delegados ou correspondentes em países onde ainda não estão constituídas estas organizações vão participar no encontro, esperando que a iniciativa contribua para fazer crescer uma forma de estar considerada uma filosofia de vida, “sem pudor, sem preconceitos”, em respeito pelo outro e pela natureza.
“Pela família, pelo próximo e pelo próprio, onde possa existir uma nudez social que é tão natural que ninguém reparará no corpo nu como tal, mas sim como uma pessoa que ali está ao lado, naturalmente”, defendem.
É a primeira vez que o congresso, que se realiza de dois em dois anos, vai decorrer em Portugal e é também a primeira vez que a federação portuguesa é presidida por uma mulher, Filipa Gouveia Esteves, eleita em março.
De acordo com dados da federação, haverá mais de 10.000 praticantes em Portugal.
O evento é organizado pela Federação Naturista Internacional, cuja responsável máxima é a presidente da Federação Naturista da Áustria, Sieglinde Ivo.
A par dos trabalhos, realizar-se-ão passeios nos concelhos de Almada e Sesimbra, que apoiaram a iniciativa, segundo a organização.
Estão também referenciadas como naturistas as praias do Salto e dos Alteirinhos (litoral alentejano), das Adegas, da ilha de Tavira e da Barreta (Algarve).
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