BCE baixa uma décima previsões de crescimento na zona euro para 2018 e 2019

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O Banco Central Europeu (BCE) reviu hoje em baixa as suas previsões de crescimento na zona euro para 2018 e 2019 para 1,9% e 1,7%, respetivamente, uma décima abaixo do indicado há três meses.

Em setembro, o banco central tinha antecipado um crescimento de 2% na zona euro em 2018 e de 1,8% em 2019. Para 2020, a previsão mantém-se em 1,7%.

No final da reunião de política monetária da instituição, o seu presidente, Mario Draghi, indicou que os riscos para a economia na zona euro são agora mais sombrios, tendo passado da designação de « globalmente equilibrados » a « orientados para baixo », um sinal de pessimismo.

Em conferência de imprensa, o presidente do BCE disse que se mantém a incerteza por fatores geopolíticos, pelo protecionismo, pela vulnerabilidade das economias emergentes e pela volatilidade dos mercados financeiros.

Alfa/Lusa.

FC Porto foi a melhor equipa da fase de grupos, Benfica em 21º

Com 16 pontos somados em 18 possíveis (15 golos marcados e seis sofridos), o FC Porto foi a melhor equipa da fase de grupos da Liga dos Campeões.

A equipa de Sérgio Conceição qualificou-se no primeiro lugar do seu grupo com uma pontuação que não encontrou igual nesta edição de 2018/19.

Já o Benfica, que quarta-feira venceu o AEK por 1-0, encerrou a sua participação com sete pontos, fruto de dois triunfos contra os gregos e ainda mais um empate com o Ajax, na Luz. Nos seis jogos, o Benfica marcou seis golos e sofreu 11.

O Porto arrecadou 67,95 milhões de euros apenas nesta primeira fase.

Um terrorista-gangster trava “coletes amarelos”

O ataque de um terrorista, num mercado de Natal em Estrasburgo (dois mortos, 13 feridos, seis deles graves), fez passar o movimento dos “coletes amarelos” para segundo plano. A declaração, pelo Governo, do “estado de emergência atentados” pode levar à proibição de manifestações previstas para este fim de semana. À hora de fecho desta edição, o terrorista continuava em fuga

Alfa/Expresso. Artigo publicado no Expresso/Diário de quarta-feira, às 18 horas de Portugal

emoção é enorme em França depois do ataque terrorista, com arma de fogo e punhal, ao princípio da noite desta terça-feira, na zona mais turística e central da cidade francesa de Estrasburgo, capital da região da Alsácia, no leste do país. O ataque, numa das cidades mais simbólicas da Europa, sede do Parlamento Europeu, foi esta quarta-feira a principal notícia no território francês.

O regresso do terrorismo a França, nas vésperas das festas de Natal e de fim de ano, é um choque para um país em crise grave, muito afetado pela violência das últimas semanas devido ao movimento muito radical dos “coletes amarelos”.

“Foi um horror”, declarou uma testemunha. “Ouvimos vários tiros”, afirmou outra. “Estamos em choque”, disse um homem que teve de refugiar-se, com a mulher e os dois filhos, num dos comércios da zona atingida, onde a família esteve retida durante mais de cinco horas, até perto das duas horas da madrugada desta quarta-feira.

O terrorista, identificado rapidamente pelas autoridades como sendo Chérif C., é um francês de origem magrebina, nascido em Estrasburgo há 29 anos, e ainda não tinha sido detido à hora de fecho desta edição.

Chérif é bem conhecido, como delinquente, pela polícia francesa e também pelas comngéneres alemã e suíça. Com Ficha S – de islâmico radicalizado – nos serviços de segurança franceses desde 2016, terá sido indiciado e acusado, segundo a imprensa francesa, em dezenas de casos de delito comum, designadamente assaltos a bancos e outros crimes. Terá sido preso e condenado, por esse motivo, várias vezes em França, na Alemanha e na Suíça.

A ministra francesa da Justiça, Nicole Belloubet, informou que ele cumpriu duas penas de prisão, de dois anos cada uma, em França. Foi igualmente condenado a “27 meses de prisão na Alemanha, por assaltos”, disse um porta-voz do ministério do Interior da região de Bade-Wurtemberg.

O Ministério Público francês afirma, nesta quarta-feira, que se tratou, “sem dúvida alguma” de “um atentado”.

“É um gangster, com 29 anos e 27 condenações no penal, o que é enorme para a sua idade. É um homem que se radicalizou na prisão e que decidiu ontem passar à ação, como islamita, quando era procurado por um assalto a um banco”, explicou um comentador no canal televisivo BFMTV.

“É muito bem conhecido dos serviços da polícia e da Justiça”, confirmou Rémi Heitz, procurador da República de Paris.

“COLETES AMARELOS” ENTRE EMOÇÃO E CONSPIRAÇÃO

A notícia deste atentado de Estrasburgo foi recebida como um choque por muitos dos manifestantes dos “coletes amarelos” que continuavam nesta quarta-feira a bloquear estradas em França e pretendem organizar novas manifestações, em todo o país, no próximo fim de semana.

Nos bloqueios de estradas – e também na rede Facebook – há grande emoção com o atentado, mas também se desenvolvem “teorias da conspiração”.

“É uma bênção para o Governo, porque nós, os ‘coletes’, passamos para segundo plano”, disse um dos manifestantes. “Se o estado de emergência se confirmar não nos poderemos manifestar”, exclamou outro.

Muito longe de Estrasburgo, em Bordéus, a cidade mais atingida pelos incêndios e pela violência de passado sábado durante concentrações dos “coletes amarelos”, as manifestações programadas para o próximo fim de semana já foram oficialmente proibidas. Outras medidas idênticas poderão ser tomadas noutras regiões.

Num debate, esta tarde, no Parlamento francês, o líder da esquerda não alinhada, Jean-Luc Mélenchon, pediu ao Governo para responder aos terroristas deixando as pessoas manifestarem-se. “Eles não nos intimidam, a melhor resposta ao terrorismo é que a França deve continuar a viver e a manifestar-se!”, declarou o chefe do movimento França Insubmissa. O primeiro-ministro, Édouard Philippe, respondeu-lhe positivamente, e Mélenchon aplaudiu-o.

Coletes amarelos. Macron desiludiu. Opinião: Luísa Semedo

Macron desiludiu. A urgência social são migalhas. E as prisões preventivas são um escândalo. Volte a ouvir aqui a última crónica (de quarta-feira) de Luísa Semedo, presidente para a Europa do Conselho das Comunidades:

Polícia francesa pede ajuda para encontrar o atirador de Estrasburgo

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Autoridades pedem a quem se cruzar com o suspeito para entrar em contacto com a polícia, mas para não intervir. Chérif Chekatt é considerado um « indivíduo perigoso ».

A polícia francesa lançou um pedido de ajuda para encontrar o suspeito do tiroteio de terça-feira à noite em Estrasburgo. Chérif Chekatt, de 29 anos, é suspeito de ter aberto fogo num mercado de Natal, provocando dois mortos e 13 feridos.

A mensagem foi publicada na rede social Twitter e é acompanhada por uma fotografia do cidadão francês, considerado um « indivíduo perigoso ».

https://twitter.com/PoliceNationale/status/1072919322610335750

Na mesma publicação, a polícia nacional solicita a quem vir o suspeito para não intervir sozinho, mas para ligar para o número 197.

Segundo algumas testemunhas presentes no local, o atirador gritou « Allahu Akbar » (Deus é grande) quando abriu fogo no mercado de Natal.

Tal como o DN noticiou, Chekatt, filho de pais marroquinos que nasceu a 4 de fevereiro de 1989 em Estrasburgo, terá estado envolvido em pelo menos 25 processos judiciais, incluindo vários casos de roubo em França e na Alemanha. Foi condenado em 20 ocasiões. Era também um « ficha S » desde 2016, isto é, era um indivíduo que já estava na mira das autoridades por ser considerado uma ameaça à segurança nacional (S é de Segurança do Estado »).

Na sua passagem pela cadeia, já tinha sido identificado o seu caráter violento e radicalização religiosa.

De ministro do Interior francês, Christophe Castaner, mais de 700 polícias, soldados e outros membros das forças de segurança estão a tentar encontrar o suspeito, que ficou ferido durante o ataque.

Chérif Chekatt mede 1.80 metros, tem peso corporal normal, barba e uma marca na testa.

Alfa/DN

Presidente francês aumenta mobilização de militares

O Presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu “aumentar a mobilização dos militares” no âmbito da operação Sentinela, um dia após o atentado que fez pelo menos dois mortos em Estrasburgo, anunciou hoje o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe.

“São 500 militares que, a partir de hoje, vão completar o dispositivo” Sentinela e “1.300 que, nos próximos dias, irão juntar-se aos já mobilizados” para manter seguros os espaços e “garantir a segurança dos franceses”, declarou Philippe, numa breve comunicação feita no Ministério do Interior.

A alguns dias dos festejos de fim do ano, “o objetivo é permitir a segurança dos espaços onde se concentrem pessoas”, prosseguiu o chefe do executivo francês, referindo-se, “nomeadamente, aos mercados de Natal um pouco por toda a França”.

Na terça-feira à noite, um homem abriu fogo no mercado de Natal de Estrasburgo, fazendo dois mortos, um ferido em morte cerebral e mais 12 feridos, cinco dos quais em estado crítico, depois de gritar “Allah Akbar” (“Alá é grande”).

Após uma troca de tiros com um soldado, conseguiu escapar e continuou hoje a ser ativamente procurado.

A polícia nacional emitiu hoje um apelo a testemunhas para localizar o autor do atentado no mercado de Natal de Estrasburgo, Cherif Chekatt.

“Indivíduo perigoso, não intervenha sozinho”, adverte a polícia nacional na sua conta da rede social Twitter, descrevendo o fugitivo como um indivíduo de 1,80 metros e “constituição normal” e apelando a qualquer pessoa na posse “de informações que permitam localizá-lo” para marcar o número 197.

O primeiro-ministro francês assegurou “a total determinação do Governo para que este indivíduo seja detido e julgado nas melhores condições e o mais rapidamente possível”.

As autoridades desencadearam em todo o país, na terça-feira à noite, o nível de “emergência de atentado”, o mais elevado do plano ‘Vigipirate’, o que permite “a mobilização excecional de meios” durante o período de caça ao homem.

Há 7.000 militares destacados em permanência no âmbito do dispositivo Sentinela e mais 3.000 são mobilizáveis a qualquer momento para reforçar pontualmente a proteção.

Após a vaga de atentados ‘jihadistas’ de 2015 e 2016, o plano ‘Vigipirate’ foi alterado, criando três níveis “adaptados à ameaça: o nível de “vigilância”, o nível de “segurança reforçada – risco de atentado” e o nível “emergência de atentado”.

Alfa/Lusa.

Benfica vence AEK Atenas na despedida da Liga dos Campeões

 O Benfica venceu hoje o AEK de Atenas, por 1-0, na sexta e última jornada do Grupo E da Liga dos Campeões de futebol, garantindo o estatuto de cabeça de série na Liga Europa.

Na marcação de um livre direto, do qual resultou a expulsão de Galanopoulos, o lateral espanhol Grimaldo marcou o único golo da partida, aos 87 minutos, permitindo ao Benfica interromper uma série de cinco jogos sem vencer em casa na ‘Champions’.

O Benfica já tinha garantido o terceiro lugar no Grupo E, ficando um total de sete pontos, atrás do Bayern Munique (14) e do Ajax (12), com o AEK a terminar sem qualquer ponto.

Com este resultado, o Benfica assegurou o estatuto de cabeça de série no sorteio dos 16 avos de final da Liga Europa.

Concluída a última jornada, ficam conhecidos todos os 16 apurados para os oitavos de final.

Liga dos Campeões: Dortmund (ALE), Atlético Madrid (ESP), Barcelona (ESP), FC Porto (POR), Schalke (ALE), Bayern (ALE), Ajax (HOL), Manchester City (ING), Real Madrid (ESP), Roma (ITA), Juventus (ITA), Manchester United (ING), Tottenham (ING), Liverpool (ING), Paris Saint-Germain (FRA) e Lyon (FRA).

Liga Europa: Club Brugge (BEL), Benfica (POR) e Valência (ESP), Galatasaray (TUR), Inter (ITA), Nápoles (ITA), Viktoria Plzen (R.CHE) e Shakhtar (UCR).

Afastados das competições europeias: Mónaco (FRA), PSV Eindhoven (HOL), AEK Atenas (GRE) e Young Boys (SUI), Lokomotiv Moscovo (RUS), Estrela Vermelha (SER) e CSKA Moscovo (RUS).

Alfa/Lusa.

Os « coletes amarelos » e a pressão fiscal em França. Opinião. Por Pascal de Lima

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A França será a campeã do mundo da pressão fiscal, segundo um relatório da OCDE. Mas o economista e professor de ScencesPo, Pascal de Lima, explica que não é bem assim. Ouça aqui a sua crónica de terça-feira:

Ataque em Estrasburgo. Novo balanço: 2 mortos, 14 feridos

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 A polícia francesa indicou inicialmente o número de vítimas mortais resultantes do ataque de terça-feira à noite em Estrasburgo, fixando-o em quatro.

Mas, mais tarde, a prefeitura da região apenas confirmou dois mortos e vários feridos, seis deles em estado grave.

Posteriormente, já passava das duas horas desta quarta-feira, o ministro do interior indicou que há três mortos e seis feridos graves e que o atacante, um homem de 29 anos, continuava em fuga a essa hora.

Mas, esta manhã, o balanço da Prefeitura da região apontava de novo para dois mortos, 14 feridos, sete em estado grave.

O ministro elevou o nível de defesa em França para « estado de emergência atentados ».

Ainda segundo a polícia francesa, o autor do ataque,  em fuga, foi ferido numa troca de tiros antes de abandonar o local.

O Ministério Público francês anunciou, entretanto, a abertura de uma investigação por homicídio e tentativa de homicídio relacionada com uma organização terrorista, assim como por associação terrorista.

« Às 20h, um indivíduo armado entrou no perímetro do mercado de Natal pela ponte de Corbeau e dirigiu-se à rua de Orfèvres. O indivíduo abriu fogo, ferindo várias pessoas », anunciou a Procuradoria.

 

 

Jean-Claude Junker, presidente da Comissão Europeia, condena o ataque e afirma que está solidário com as vítimas.

Alfa/(com Lusa e diversos media franceses).

Suspeito da morte de lusodescendente admite ter filmado agressões sexuais a crianças

O principal suspeito da morte da jovem lusodescendente Maëlys de Araújo admitiu ter filmado agressões sexuais contra a afilhada e a prima, de quatro e seis anos de idade, respetivamente, antes de, alegadamente, matar a mais nova.

A confissão de Nordahl Lelandais surgiu durante uma audição, num tribunal em Grenoble, quando o suspeito afirmou que, por estar sob o efeito de álcool e drogas « não distinguia entre uma mulher e uma criança », noticiou hoje a agência AFP.

Os vídeos das agressões, filmados pelo Lelandais e posteriormente apagados, foram recuperados do telemóvel do suspeito.

As gravações terão sido feitas durante o verão de 2017, pouco tempo antes do desaparecimento de Maëlys de Araújo, de oito anos, no final de agosto.

O acusado admitiu ainda, de acordo com a AFP, que cita uma fonte do tribunal, que se sentia « atraído » por crianças, mas que esta teria sido a sua primeira agressão contra menores.

O antigo treinador de cães do exército, de 35 anos, está detido na prisão de Saint-Quentin-Fallavier desde 10 de julho, depois de ter passado cinco meses numa unidade psiquiátrica, após a confissão do assassínio, em fevereiro.

Maëlys de Araújo desapareceu numa festa de casamento, em Pont-de-Beauvoisin, na noite de 27 de agosto de 2017 e, em 31 de agosto, Nordahl Lelandais foi detido para interrogatório.

Em 03 de setembro, o francês foi formalmente acusado de sequestro, na sequência da descoberta de vestígios de ADN da menina no seu carro e, em novembro, foi acusado de homicídio.

Em 14 de fevereiro deste ano, após a descoberta de um rasto de sangue da criança no seu carro, Lelandais confessou que a matou « involuntariamente » e levou a polícia até ao local montanhoso onde enterrou os seus restos mortais.

No mês seguinte, em 19 de março, na audição pelos juízes de instrução do tribunal de Grenoble, Nordahl Lelandais indicou que a menina entrou no seu carro para ir ver os seus cães e atribuiu a sua morte a uma bofetada que lhe deu quando ela entrou em pânico dentro da viatura.

Apesar de quase todos os restos mortais da criança terem sido encontrados em fevereiro, as causas exatas da morte ainda estão por determinar.

Entretanto, em 29 de março, Nordahl Lelandais admitiu ter matado um militar, dado como desaparecido desde abril de 2017 e conduziu os investigadores ao local onde foram descobertos os ossos do cabo Arthur Noyer, de 23 anos.

Em julho, Nordahl Lelandais começou a ser investigado também por agressão sexual a uma prima de seis anos, que teria acontecido apenas uma semana antes da festa de casamento em que Maëlys desapareceu.

Segundo a advogada dos pais de Maëlys de Araújo, estes temem que mais corpos sejam descobertos, uma vez que as confissões do suspeito apenas têm sido motivadas pela apresentação de provas.

Alfa/Lusa.