Rádio Alfa. Estamos a emitir para Paris, Lyon, Estrasburgo e Lille

A RÁDIO ALFA pode agora ser ouvida também, através do sistema radiofónico digital, DAB, nas regiões de LYON, ESTRASBURGO, LILLE e PARIS.

Na região parisiense pode continuar a ser sintonizada, claro, em FM, 98.6.

Ouça igualmente em todo o mundo em radioalfa.net 

Para receberem as emissôes da Alfa em DAB, os ouvintes necessitam de adquirir um aparelho recetor de rádio – disponível no  mercado, incluindo para os automóveis – que possua este sistema de difusão, que tem qualidade de som e, logo, de conforto escuta, muito superior ao atual, em FM.

O Sistema DAB é o futuro da rádio. A Alfa é uma das dezenas de empresas radiofónicas que está desde o início presente no novo modo de difusão em França

River Plate bate Boca Juniors no prolongamento e conquista Taça Libertadores

O River Plate conquistou hoje pela quarta vez a Taça Libertadores em futebol, ao bater o Boca Juniors por 3-1, após prolongamento, na segunda mão da primeira final 100% argentina da prova, disputada no Santiago Bernabéu, em Madrid.

Darío Benedetto adiantou os ‘xeneides’, aos 44 minutos, mas os ‘milionários’, que repetiram 1986, 1996 e 2015, deram a volta ao resultado, com tentos de Lucas Pratto, aos 68, do ex-portista Juan Quintero, aos 109, e de Pity Martínez, aos 120+2.

O encontro realizou-se em Madrid porque adeptos do River Plate atacaram o autocarro do Boca Juniors quando este se dirigia para o Monumental Nünez, a casa dos novos campeões sul-americanos, que deveria ter recebido a segunda mão a 24 de novembro.

O River Plate, que vai agora disputar o Mundial de clubes, igualou os compatriotas do Estudiantes no quarto lugar do ‘ranking’, que é liderado pelos também argentinos do Independiente, com sete cetros, contra seis do Boca.

Na primeira mão, no La Bombonera, a 11 de novembro, registou-se uma igualdade a dois golos, numa final em que os golos apontados fora não valiam a ‘dobrar’.

Alfa/Lusa.

Sporting vence Desportivo das Aves e segura segundo lugar da I Liga

O Sporting somou hoje a quarta vitória seguida na I Liga de futebol, ao derrotar em casa o Desportivo das Aves, por 4-1, na 12.ª jornada, e conservou o segundo lugar, a dois pontos do FC Porto.

Na estreia de Marcel Keizer em jogos no Estádio José Alvalade, o Sporting viu-se a perder, após um golo de Rodrigo Defendi (17 minutos), mas deu a volta e somou a quarta vitória sob comando do treinador holandês, segunda no campeonato.

Bas Dost marcou por duas vezes (40 e 48), a primeira de grande penalidade, e passou para o topo da lista de marcadores da Liga, com oito golos, enquanto Nani (45+1) e Diaby (59) fizeram os restantes tentos, o último já depois de o Sporting estar reduzido a 10, por expulsão de Acuña (57).

O Sporting, que fez 17 golos nos quatro jogos de Marcel Keizer, passou a somar 28 pontos e manteve a segunda posição, atrás do FC Porto, e com um ponto de vantagem sobre o Sporting de Braga e dois em relação ao Benfica.

Resultados da 12.ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 07 dez:

FC Porto – Portimonense, 4-1 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 08 dez:

Belenenses – Desportivo de Chaves, 1-0 (1-0)

Tondela – Sporting de Braga, 0-1 (0-1)

Vitória de Setúbal – Benfica, 0-1 (0-1)

– Domingo, 09 dez:

Nacional – Boavista, 0-0

Moreirense – Santa Clara, 0-1 (0-0)

Vitória de Guimarães – Rio Ave, 3-2 (2-1)

Sporting – Desportivo das Aves, 4-1 (2-1)

– Segunda-feira, 10 dez:

Feirense – Marítimo, 21:15

Alfa/Lusa.

Emmanuel Macron fala aos franceses na segunda-feira

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai dirigir-se à nação na segunda-feira às 20:00, anunciou hoje o Eliseu, após o silêncio em relação às últimas manifestações dos « coletes amarelos ».

O Eliseu não forneceu mais detalhes sobre a intervenção de Macron.

Esta será a primeira intervenção pública de Macron na sequência das últimas manifestações dos « coletes amarelos », já que foi o primeiro-ministro, Edouard Philippe, que deu a cara na gestão dos protestos que assumiram momentos de grande violência.

Durante a manhã, Emmanuel Macron vai reunir-se com os sindicatos, entidades patronais e altas instituições do Estado, preparando terreno para enfrentar a crise dos « coletes amarelos ».

No sábado, o primeiro-ministro francês tinha anunciado que Emmanuel Macron iria propor « medidas » que visam « recuperar a unidade nacional ».

« O Presidente da República vai falar. Vai propor medidas que vão contribuir para o diálogo e que permitirão, assim espero, que a nação francesa se encontre e esteja à altura dos desafios que existem e que vão continuar a surgir nos próximos anos », disse o chefe do Governo no sábado, sem avançar detalhes.

Durante esta fase de ‘mutismo’ do Presidente francês, termo escolhido pelas agências noticiosas para aludirem ao silêncio de Macron, Philippe e vários ministros esforçaram-se para transmitir a mensagem de que Macron está consciente do descontentamento e abriu « uma fase de escuta ».

O porta-voz do Governo, Benjamin Griveaux, fez em seu nome um ato de contrição ao contar que o chefe de Estado « reconheceu que algumas das suas palavras poderão ter ferido », numa alusão a frases que davam uma imagem arrogante de Macron e que alimentaram o ódio contra o Presidente francês, visível nos atos dos « coletes amarelos ».

A questão agora é que tipo de medidas poderão acalmar o descontentamento porque os números de participantes nas manifestações de sábado, 136.000 segundo o Ministério do Interior, estão em linha com as da semana anterior.

O dispositivo de segurança « excecional » (89.000 agentes) que o Governo mobilizou em véspera do quarto sábado consecutivo de mobilização dos « coletes amarelos » limitou a violência física.

O ex-primeiro-ministro Alain Juppé destacou que as « consequências de tudo isto são desastrosas », não só para o comércio, como para o turismo, mas, pior ainda, provocam « danos na imagem internacional de França ».

O conservador Juppé, ‘padrinho’ político de Philippe, insistiu que « isto deve cessar » e que o Presidente da República deve falar « rápido e forte » e que algumas das exigências dos « coletes amarelo » « merecem resposta, nomeadamente no caso do poder de compra.

Já numa linha mais distante está o chefe da diplomacia, Jean-Yves Le Drian, antigo barão socialista, que sublinhou que « agora a questão principal é o poder de compra », manifestando-se convencido que as palavras de Macron demonstrarão « que entendeu este movimento » e irá fixar a direção para que França se encaminha para « um novo contrato social indispensável ».

Independentemente da solução, uma coisa é certa, « a crise atual terá um impacto significativo sobre o nível de crescimento no final do ano », de acordo com o ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire.

Por sua vez, a Federação do Comércio e Distribuição antecipou que o setor vai perder mais de 1.000 milhões de euros em faturação e o presidente da Confederação de Pequenas e Médias Empresas, François Asselin, advertiu que haverá « muitas quebras », em entrevista ao Le Journal du Dimanche.

Asselin adiantou que as perdas poderão chegar 10.000 milhões de euros e terá o seu corolário de despedimentos.

Alfa/Lusa.

Coletes amarelos. Macron recua, mas inquieta europeus

“Coletes amarelos”. Macron recua, mas continua a inquietar europeus. Presidente Emmanuel Macron vai finalmente falar ao país no início da semana. Vai recuar perante a revolta dos “coletes amarelos”, mas diplomatas europeus continuam inquietos. “Se ele cair a porta fica aberta para Marine le Pen”, diz um embaixador ao Expresso.

Alfa/Expresso. Adaptação. Por Daniel Ribeiro

França voltou ao caos, ontem, sábado. Menor em Paris do que nos dois sábados precedentes, mas muito maior em grandes cidades da província como Bordéus ou Marselha.

O Presidente Emmanuel Macron precisava de mostrar que as autoridades eram capazes de limitar os estragos em Paris e de certo modo conseguiu-o embora as pilhagens e os confrontos tivessem de novo atravessado a cidade de lés a lés. Desta vez até chegou ao chique bairro do Marais e, também, à praça da República e à zona do bairro dourado do Parque Monceau (onde está instalado o Consulado-Geral de Portugal), além dos problemas já habituais nos Campos Elísios e ruas e avenidas mais próximas.

Nas manifestações, a palavra de ordem mais ouvida continuava a ser “Macron demissão”, gritada em coro por todo o lado e escrita em monumentos e um pouco por todo o lado, incluindo no resto do país. A segunda e terceira continuava a ser o aumento do poder de compra e dos salários e das pensões e a baixa dos impostos.

Na província, o centro de Bordéus viveu um inferno, com incêndios simultâneos de diversas barricadas gigantes e confrontos e pilhagens graves.

Cenas de caos aconteceram um pouco por todo o país – de Paris e Bordéus a Lyon, Nantes, Avignon, Toulouse, Saint-Étienne ou Marselha, entre outras cidades. E, apesar da violência, durante quatro sábados consecutivos, os “coletes” continuam a ter o apoio de dois terços da população.

Finalmente consciente, diz-se nos corredores do poder em Paris, de que há “um corte profundo” entre ele e os franceses, Emmanuel Macron vai falar ao país provavelmente amanhã, segunda-feira, à noite. E recuará, designadamente na fiscalidade e nas ajudas aos assalariados mais desfavorecidos.

Segundo as informações recolhidas pelo Expresso em Paris, estará disposto quase a “pedir desculpa” (de forma indireta, claro) aos franceses “pela sua arrogância”, designadamente por ter chamado, na Dinamarca, “gauleses refratários à mudança”, aos seus compatriotas. Ou pela forma displicente e fanfarrã como encarou o caso do seu ex-chefe de segurança, Benalla, suspeito de ter tentado montar uma polícia paralela no Eliseu e que foi filmado a bater em manifestantes no passado dia um de maio, em Paris.

O Presidente jogará tudo na sua comunicação ao país. Falará sob pressão porque os “coletes” querem ouvir respostas claras e concretas e marcaram, entretanto, para o próximo sábado, novas manifestações para todo o país.

Emmanuel Macron, que desejou ser Júpiter, no Eliseu, vai descer ao terreno. Esteve durante vários dias fechado no Palácio Presidencial, mas soube que, por exemplo no edifício da Ópera Garnier foi escrito: “Macron = Louis 16”, numa alusão ao rei guilhotinado pela Revolução Francesa.

Diplomatas europeus em Paris contatados este fim de semana e nos últimos dias pelo Expresso, seguem com muita apreensão o que se passa em França. Para eles, um descalabro de Macron, que foi o seu herói há poucos meses por ter travado o populismo, poderia abrir as portas do poder a Marine le Pen, a líder nacionalista e populista francesa.

Se ele cair a porta fica aberta para Marine le Pen”, diz um embaixador ao Expresso.

 

Coletes amarelos. França está a arder e autarca fala em “cenas de apocalipse” (atualizado com balanços)

Violência, incêndios e pilhagens por todo o país. Situações muito graves em cidades da província

Alfa/Expresso (com Lusa), Por Daniel Ribeiro

JULIEN DE ROSA/EPA

Em Bordéus diversas barricadas arderam no centro da cidade, em Toulouse, Saint-Étienne, Marselha, Nantes e Lyon há relatos de confrontos e de lojas e centros comerciais pilhados. Em Paris verificaram-se confrontos durante a noite na Praça da República

O Presidente da Câmara de Saint-Étienne, Gael Perdriau (direita, do partido Os Republicanos) fala esta noite nas televisões de “cenas de apocalipse” na sua cidade e responsabiliza o Presidente Emmanuel Macron pela violência. “Ele concentrou todas as forças da polícia para controlar a situação em Paris, desleixou as outras regiões e não fala ao país, está fechado no Eliseu, as pessoas não compreendem o seu silêncio e revoltam-se, ofendidas”, disse.

De Bordéus, às 20h40 locais (menos uma hora em Lisboa) chegavam imagens terríveis: o centro da cidade estava com diversas barricadas em chamas e a situação parecia completamente fora de controlo.

De Marselha, Nantes e Lyon chegavam igualmente notícias alarmantes sobre confrontos muito violentos durante este sábado de manifestações de “coletes amarelos”.

Em Paris, os incidentes mais importantes decorriam na Praça da República. No entanto, por volta das 21h locais, a situação parecia estar controlada pela polícia no centro da capital, onde se continuava a viver apesar de tudo uma grande tensão , com momentos de confrontos esporádicos muito violentos e pilhagens.

Nos Campos Elísios, viam-se cenas que pareciam quase surrealistas. Toda a célebre avenida estava ocupada por centenas de policias e respetivos veículos e as flamejantes iluminações de Natal estavam acesas. Mas não havia civis, nem qualquer turista a passear na “mais bela avenida do mundo”, como dizem os prospetos turísticos franceses. Nem um café nem uma loja estavam abertos a essa hora nos Campos Elísios.

O Governo, pela voz do primeiro-ministro, Édouard Philippe, anunciou antes das 20 horas que a situação estava controlada na capital e que chegou “a hora do diálogo”. Na mesma ocasião, Philippe informou que o Presidente Emmanuel Macron vai falar ao país « brevemente ».

BALANÇO PROVISÓRIO DAS AUTORIDADES

O balanço provisório dos incidentes dá conta de pelo menos 1385 pessoas presas e mais de 130 feridos, anunciou este sábado o ministro do Interior francês, Christophe Castaner.

Os protestos dos « coletes amarelos » reuniram hoje 125.000 pessoas em toda a França, dos quais 10.000 em Paris, disse ainda o governante.

O ministro do Interior adiantou que 135 pessoas ficaram feridas nos protestos, incluindo 17 polícias.

« Há 1385 detenções, à hora que vos falo, e esse número vai aumentar. Havia 975 pessoas identificadas e esse número vai aumentar », declarou o ministro.

O número de detenções tem como referência as 18h locais (17h em Lisboa) prevendo-se que possa aumentar devido aos distúrbios que continuam a atingir a capital francesa, bem como outras cidades, de acordo com Castaner, que falou aos media junto do primeiro-ministro, Éduouard Philippe, que saudou a ação da polícia.

« As forças de ordem fizeram com que se respeitasse a lei », sublinhou Philippe, acrescentando que agora é o momento para o diálogo, que ele próprio iniciou este sábado com os « coletes amarelos » e que « deve continuar ».

Em Paris, até ao início da tarde, tinham sido identificadas 651 pessoas e 534 estavam sob custódia.

No total foram mobilizados para todo o território francês 89.000 membros das forças da ordem, 8000 dos quais para Paris.

Veículos blindados da polícia militarizada foram excecionalmente mobilizados para a capital francesa e circularam para dissuadir os manifestantes ou destruir barricadas.

Benfica vence em Setúbal e mantém distância para o FC Porto na I Liga

O Benfica venceu hoje no terreno do Vitória de Setúbal, por 1-0, em jogo da 12.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e subiu provisoriamente a terceiro, aguardando o resultado do Sporting no domingo.

No Estádio do Bonfim, o avançado brasileiro Jonas fez o seu quarto golo na Liga, aos 17 minutos, e deu ao Benfica a terceira vitória seguida no campeonato, que permite aos ‘encarnados’ alcançar os 26 pontos, permanecendo a quatro do líder FC Porto e a um do Sporting de Braga.

O Benfica espera agora pelo desfecho do jogo do Sporting, que recebe o Desportivo das Aves no domingo e, em caso de vitória, retoma a segunda posição, a dois pontos dos ‘dragões’.

Resultados da 12ª jornada da I Liga de futebol (Horas de Paris):

– Sexta-feira, 07 dez:

FC Porto – Portimonense, 4-1 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 08 dez:

Belenenses – Desportivo de Chaves, 1-0 (1-0)

Tondela – Sporting de Braga, 0-1 (0-1)

Vitória de Setúbal – Benfica, 0-1 (0-1)

– Domingo, 09 dez:

Nacional – Boavista, 16:00

Moreirense – Santa Clara, 16:00

Sporting – Desportivo das Aves, 21:00

Vitória de Guimarães – Rio Ave, 18:30

– Segunda-feira, 10 dez:

Feirense – Marítimo, 21:15

Alfa/Lusa.

Coletes amarelos. França está a arder, mas não em Paris

Em Bordéus, há diversas barricadas a arder no centro da cidade, em Toulouse, Saint-Étienne, Marselha, Nantes e Lyon há relatos de confrontos e de lojas e centros comerciais pilhados. Em Paris continuavam a verificar-se confrontos ao princípio da noite na Praça da República.

Alfa/Expresso. Adaptação. Por Daniel Ribeiro

O Presidente da Câmara de Saint-Étienne, Gael Perdriau (direita, do partido Os Republicanos) fala esta noite nas televisões de “cenas de apocalipse” na sua cidade e responsabiliza o Presidente Emmanuel Macron pela violência. “Ele concentrou todas as forças da polícia para controlar a situação em Paris, desleixou as outras regiões e não fala ao país, está fechado no Eliseu, as pessoas não compreendem o seu silêncio e revoltam-se, ofendidas”, disse.

De Bordéus, às 20h40 locais (menos uma hora em Lisboa) chegavam imagens terríveis: o centro da cidade estava com diversas barricadas em chamas e a situação parecia completamente fora de controlo.

De Marselha, Nantes e Lyon chegavam igualmente notícias alarmantes sobre confrontos muito violentos durante este sábado de manifestações de “coletes amarelos”.

Em Paris, os incidentes mais importantes decorriam na Praça da República. No entanto, por volta das 21h locais, a situação parecia estar controlada pela polícia no centro da capital, onde se continuava a viver apesar de tudo uma grande tensão.

Nos Campos Elísios, viam-se cenas que pareciam quase surrealistas. Toda a célebre avenida estava ocupada por centenas de policias e respetivos veículos e as flamejantes iluminações de Natal estavam acesas. Mas não havia civis, nem qualquer turista a passear na “mais bela avenida do mundo”, como dizem os prospetos turísticos franceses. Nem um café nem uma loja estavam abertos a essa hora nos Campos Elísios.

O Governo, pela voz do Primeiro-ministro, Édouard Philippe, anunciou antes das 20 horas que a situação estava controlada na capital e que chegou “a hora do diálogo”. Na mesma ocasião, Philippe informou que o Presidente Emmanuel Macron vai falar ao país « brevemente ».

O balanço provisório dos incidentes, em Paris, no chamado Ato IV (quarto sábado consecutivo de protestos) das manifestações dos “coletes amarelos” deste sábado é de mais de 1100 pessoas presas e de mais de 70 feridos.

Pinheiro construído de ontem para hoje no Téléthon da Rádio Alfa

SOLIDARIEDADE

Em princípio este Pinheiro muito especial vai ser exposto no Consulado-Geral de Portugal em Paris. Foi construído durante o Téléthon 2018 na Rádio Alfa

Coletes amarelos: Embaixador em França aconselha os portugueses a serem discretos neste sábado, em Paris

O embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, afirmou que a sua principal preocupação para este sábado, dia em que estão previstos mais protestos dos “Coletes amarelos”, é que “não haja efeitos colaterais na Comunidade portuguesa”.“A minha preocupação principal é que não haja efeitos colaterais na Comunidade portuguesa das cenas de violência lamentáveis que vimos nestes sábados. É claro que não está em causa o direito ao protesto, isso são crises políticas normais em democracia”, afirmou, em declarações à Lusa, o diplomata português, que cumpriu ontem um ano em Paris.O Embaixador Jorge Torres Pereira adiantou que a recomendação é manter ‘low profile’ (discrição), revelando estar otimista em relação aos protestos previstos para este sábado. “A recomendação é o ‘low profile’, não nos expormos. Aqui, na Embaixada, não estamos muito longe do Trocadero e da avenida Kleber [onde no passado sábado foram queimados vários carros]. Não é assim tão longe. Mas é uma questão de bom senso, não teremos os carros da Embaixada estacionados à frente do edifício”, referiu.

O diplomata acrescentou: “A minha expectativa é que não se vai repetir a sensação de quase descontrolo como no sábado passado”.

“Não vale a pena fazer uma dramatização exagerada. No sábado passado fui ao teatro à noite. Claro que, quando voltei, havia um cenário quase de Beirute, mas isso é outra coisa. As pessoas não devem ficar com a ideia de que houve um estado insurrecional que não se podia fazer o que quer que seja”, explicou o Embaixador.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português advertiu os cidadãos para que evitem “deslocações não necessárias” a Paris no sábado, face à “forte possibilidade de confrontos” nas manifestações convocadas pelos “Coletes Amarelos”.

Há três semanas que os Franceses saem à rua, bloqueando rotundas e autoestradas do país, primeiro para exigir a suspensão de um novo imposto sobre os combustíveis, mas depois também para denunciar o empobrecimento.