Britânicos investigam morte de português numa carrinha da polícia em Manchester

A morte de um português de 30 anos enquanto estava sob custódia policial em Manchester no sábado está a ser investigada pelas autoridades britânicas, confirmou hoje a Agência Independente para a Conduta da Polícia (IOPC).

Até agora, as autoridades reuniram vídeos capturados pelas câmaras usadas pelos agentes da polícia, imagens de videovigilância, filmagens feitas por uma testemunha num telemóvel e testemunhos recolhidos junto dos residentes.

O homem foi formalmente identificado como André Moura, residente na região de Manchester, no norte de Inglaterra, nos últimos cinco anos, que tinha sido detido na sexta-feira 06 de julho por volta das 23:30 horas em Oldham, na sequência de um « incidente doméstico ».

A polícia da Grande Manchester alega que na origem da detenção esteve a « conduta desordeira » do português, o qual teve de ser controlado com o recurso a gás pimenta quando já estava no exterior da sua residência.

André Moura foi então colocado numa carrinha da polícia para ser transportado para a esquadra de Ashton-under-Lyne, mas quando chegou os agentes constataram que o português estava inanimado.

Apesar de ter sido chamada uma ambulância que o transportou para o Hospital Tameside, foi dado como morto por volta das 01:30 horas de sábado 07 de julho.

Uma primeira autópsia não encontrou as razões da morte, pelo que serão feitos mais testes, incluindo toxicológicos.

A diretora regional da IOPC, Amanda Rowe, apresentou as « sinceras condolências » à família, nomeadamente à companheira, e afirmou que as averiguações feitas até agora « ajudam a construir uma imagem do que aconteceu no final da noite de sexta-feira », porém apelou ao contacto de mais testemunhas e de pessoas que tenham feito imagens do incidente.

Golfinhos em risco de desaparecer das águas nacionais por captura acidental

O primeiro semestre de 2018 foi marcado pela morte de 27 golfinhos na costa portuguesa, número superior aos anos anteriores e atribuído à captura acidental, o que poderá apressar a extinção da espécie nas águas nacionais, revelaram investigadores.

“A presença destes golfinhos em águas nacionais pode desaparecer por completo em menos que 20 anos”, alertou hoje uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA) e da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS).

Dos 27 golfinhos mortos registados na costa, entre janeiro e junho de 2018 (conhecidos por botos no norte do país), 25 foram encontrados entre o Minho e a Nazaré. Destes, a grande maioria foi encontrada entre o Porto e a Nazaré e, segundo a equipa de biólogos, “as marcas que alguns cadáveres apresentam, como barbatana caudal amputada ou marcas lineares no corpo, indicam que os animais foram apanhados acidentalmente por redes de pesca”.

“Este valor já ultrapassa em muito os valores registados para o primeiro semestre dos anos anteriores”, aponta Catarina Eira, bióloga do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro.

Coordenadora de um projeto dedicado à conservação de espécies marinhas portuguesas como o boto e o roaz, que é cofinanciado por fundos europeus, o LIFE marpro (2011-2017), Catarina Eira aponta a zona entre o Porto e a Nazaré, onde um terço dos botos está concentrado, como “a mais preocupante” para a conservação da espécie.

“A zona entre o Porto e a Nazaré concentra uma atividade de pesca bastante intensa. Apesar dos esforços desenvolvidos pelos pescadores para evitarem as capturas acidentais, a arte xávega acaba por ser responsável por uma parte da mortalidade”, refere.

Outro fator é a quantidade considerável de pesca ilegal na zona, normalmente realizada por pequenas embarcações muito perto da costa que, “além de prejudicar os pescadores que desenvolvem a sua atividade de acordo com a lei, por ser muito costeira, também ocasiona alguma mortalidade de boto”.

Catarina Eira considera crucial que se aprove a classificação como Sítio de Importância Comunitária (uma figura de proteção ambiental da Rede Natura 2000) da zona marinha entre a Praia da Maceda (Ovar) e a Praia da Vieira (Leiria), pela abundância de botos que alberga.

Graças à consciencialização e colaboração dos pescadores, a equipa do projeto LIFE marpro conseguiu testar diferentes artes de pesca e materiais de redes, para perceber o que poderia diminuir o número de capturas acidentais. Foi assim que descobriram que uma das soluções mais eficazes é o uso de “pingers”, pequenos aparelhos eletrónicos que se fixam às redes de pesca e que emitem um som que avisa os cetáceos sobre a presença da rede, embora seja ainda uma tecnologia cara.

“Com a aprovação do Sítio [de Importância Comunitária] poderia ser posto em prática o Plano de Gestão também proposto para estas áreas, o qual inclui várias medidas que podem prevenir a extinção do boto em Portugal como o alargamento do uso de ‘pingers’ a todas as redes de xávega, o combate à pesca ilegal ou o ensaio de novas medidas de mitigação de capturas em redes de cerco e fundeadas”, conclui.

Alto Minho prepara classificação dos Caminhos de Santiago com projeto europeu

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho vai integrar uma candidatura europeia, a submeter aos próximos fundos comunitários, com vista à futura classificação dos Caminhos de Santiago como Património da Humanidade, informou hoje o presidente daquela estrutura.

« O objetivo final que pretendemos alcançar é a valorização e a classificação do Caminhos de Santiago. É um processo complexo. Há um trabalho longo para ser feito, mas que tem de ser feito desta forma. O Caminho francês já foi classificado, o Caminho português está agora a dar os primeiros passos. Vai sair legislação nacional que nos vai ajudar. O que estamos a fazer agora é a beber informação doutros países, de outros projetos similares para podermos incorporar no nosso processo esse conhecimento », explicou José Maria Costa.

O líder da CIM e presidente da Câmara de Viana do Castelo, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião do projeto de cooperação interregional europeu CultRinG – Cultural Routes as an Investment for Growth and Jobs, explicou que a candidatura conjunta está ainda numa fase inicial de preparação.

« A segunda reunião que está hoje a acontecer em Viana do Castelo vai ajudar a construir a candidatura em que a CIM do Alto Minho está envolvida com outros cinco países, Itália, Chipre, Lituânia, Suécia e a Bélgica, para apresentar aos próximos fundos comunitários, prevendo-se um investimento global de 1,2 milhões de euros », explicou o autarca no encontro com os jornalistas realizado a bordo do navio-museu Gil Eannes.

Os Caminhos de Santiago, percurso religioso até Santiago de Compostela, na Galiza, estão classificados como Património da Humanidade pela UNESCO, em Espanha e França. Em Portugal detêm o estatuto de Itinerário Cultural Europeu.

« A classificação é um trabalho de anos. Nestas coisas temos de dar passos certos, não podemos queimar etapas. O pior que nos podia acontecer era vender gato por lebre. Temos de ter procedimentos claros, de maturação de processos para que a certificação decorra com naturalidade. Isso faz-se sabendo como os outros fizeram, quais foram as dificuldades que enfrentaram, como ultrapassaram essas dificuldades, para que possamos beber essa experiência », reforçou José Maria Costa.

O autarca explicou que o processo passa, numa primeira fase, pela « certificação nacional pelos Ministérios da Cultura e dos Negócios Estrangeiros para posterior apreciação pelo Conselho da Europa ».

José Maria Costa explicou que o projeto europeu em que a CIM do Alto Minho está agora envolvida abrange o Caminho da Costa e o Caminho Central.

O Caminho Português da Costa – que integra os Caminhos de Santiago – liga Porto a Valença.

De acordo com o ‘site’ do Caminho Português da Costa, trata-se de um percurso de 149,5 quilómetros, com uma duração média de sete dias e de dificuldade média-baixa.

O projeto agora apresentado « tem como objetivo promover e valorizar os investimentos nas rotas culturais europeias, em especial as certificadas pelo Conselho da Europa, como forma de contribuir para o crescimento e emprego das regiões parceiras ».

« No âmbito deste novo projeto, existe um desafio comum em termos de avaliação e exploração dos benefícios das rotas culturais existentes e de outras que possam vir a ser implementadas, com ligações às Pequenas e Médias Empresas (PME), às comunidades de acolhimento, ao desenvolvimento sustentável do turismo cultural, de modo a que os objetivos de crescimento e emprego possam ser atingidos mais rapidamente », sustentou.

A reunião hoje realizada em Viana do Castelo « incidiu no intercâmbio de experiências e na elaboração de planos de ação para o desenvolvimento e ‘upgrading’ de rotas culturais, o diagnóstico da realidade do território em termos de património e da rota cultural existente, através da avaliação do desenvolvimento económico, benefícios diretos e indiretos para o crescimento e emprego, entre outros ».

Alfa/Lusa

Portugal defende o título europeu de hóquei em patins na Corunha

O campeonato da Europa de hóquei em patins começa no sábado, com a seleção portuguesa a defender o título em casa da atual campeã mundial, a Espanha, num torneio disputado de 14 a 22 deste mês, na Corunha.

Dois anos depois de levantar o troféu, em Oliveira de Azeméis, a equipa de Luís Sénica inicia a caminhada na competição diante de Andorra, no domingo, depois de a Espanha inaugurar o torneio no dia anterior, diante da Inglaterra.

A seleção das ‘quinas’ é a ‘cabeça de cartaz’ do grupo A, que, além de Andorra, conta também com a França, formação que pode ‘correr por fora’ pela conquista, Suíça e Áustria.

O grupo B vai ter mais uma equipa, num total de seis, contando também com outra favorita, a Itália, que perdeu na final contra Portugal em 2016, contando ainda Holanda, Bélgica e Alemanha e as já referidas Espanha e Inglaterra.

Portugal parte para a competição com o guarda-redes Ângelo Girão, Vítor Hugo e Henrique Magalhães, do Sporting, atual campeão nacional, o ‘guardião’ Pedro Henriques, Diogo Rafael e o ‘capitão’ João Rodrigues, que já assinou pelo Barcelona, Hélder Nunes, Rafa Costa, Gonçalo Alves, do FC Porto, e com Poka, que esta temporada alinhou no Valongo, mas também já assinou pelos ‘azuis e brancos’.

Ferran Font, do Sporting, e Jordi Adroher, do Benfica, são os ‘portugueses’ na seleção espanhola, Alex Mount, da Sanjoanense, Charlie Oakes e William Rawlinson, do Hóquei Académico de Cambra, na Inglaterra, e Reginaldo Migalhas, da Juventude Azeitonense, representa a Holanda.

Por outro lado, a Bélgica alinha três jogadores nascidos em Portugal, Nuno Rilhas, de 45 anos, Marco Miguéis e Sérgio Rita, e o treinador da Áustria, João Nuno Meireles, fecha o ‘rol’ de portugueses.

A seleção belga é aquela que já não marca presença num europeu há mais tempo, 22 anos, sendo que outra curiosidade da equipa é que vai alinhar aquele que se vai tornar no jogador mais velho de sempre a jogar na competição, Serge Berthels, com 52 anos, e que competiu em 1996.

De ambos os grupos vão sair quatro equipas, para depois serem disputados os quartos de final, no dia 20 de julho, num modelo em que o primeiro classificado defronta o quarto da outra tabela, e em que o segundo lugar disputa com o terceiro o acesso à meia-final.

Em 2016, Portugal venceu na final a Itália, na altura a campeã europeia, reconquistando um título que fugia desde 1998, apesar de ser a seleção que mais vezes levantou o troféu, num total de 21 vezes.

Porém, entre 2000 e 2012, todos os campeonatos europeus foram conquistados pela Espanha, um hexacampeonato que, ainda assim, deixa os espanhóis a uma distância considerável de títulos, com um total de 16.

Fora de portas, a seleção portuguesa já não vence um título desde 1993, quando conquistou o campeonato do Mundo em Itália, e em Espanha já não festeja desde 1987, ano em que se sagrou campeã europeia, em Oviedo.

Alfa/Lusa

« Tourada é tortura » – Opinião. Luísa Semedo

Na sua última crónica antes das férias de verão, Luísa Semedo fala contra as touradas. « Tourada é tortura, não é cultura », diz a presidente da secção Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas. Volte a ouvir aqui: 

Fraude: o vinho francês afinal era espanhol

Fraude em França: dez milhões de garrafas de vinho francês que afinal era espanhol. Caso ditará penas de prisão e multas pesadas para os prevaricadores. Portugal está exposto ao risco de fraudes como aquela que foi desvendada pelas autoridades francesas, admite o especialista João Paulo Martins

Alfa/Expresso, por Hugo Tavares da Silva

Garrafas de vinho com rótulo francês, com vinho francês lá dentro, num restaurante francês. Mas, afinal, sem o vinho francês. É mais ou menos isto que se está a passar em alguns restaurantes e, provavelmente, supermercados franceses. Uma investigação do Governo francês, que durou dois anos, identificou mais uma fraude no mercado do vinho: dez milhões de garrafas, que prometiam vinho francês e continham vinho espanhol, foram manipuladas.

A fraude foi detetada pelo Ministério da Economia francês, conta esta quarta-feira o « El País ». Este caso ditará penas de prisão e multas pesadas para os prevaricadores. As garrafas vestem um rótulo enganador, dizendo que se trata de um vinho local. Ou, um outro exemplo, anuncia-se vinho da casa que nem sequer é daquele país. E ainda rótulos com a flor de lis, um castelo antigo qualquer ou referências a engarrafamento ou produção em França.

“Vender gato por lebre é crime”, começa a explicar este caso ao Expresso João Paulo Martins, jornalista e crítico de vinhos. “O que as pessoas poderão ter menos noção é que há uma enorme circulação deste vinho, chamado vinho a granel, de preço baixo, entre os vários países. Nós sabemos que, pelo menos por enquanto, a França ainda é o maior produtor de vinho mundial, mas importa dezenas de milhões de litros de vinho a granel por ano.”

Em 2016, conta o « Jornal Económico », o vinho a granel espanhol custava €0,34 por litro, muito abaixo dos €0,75/€0,90 do vinho a granel francês. “O grande negócio do vinho é desta ordem de grandezas e preços. É este o vinho que se consome. Mesmo cá em Portugal, a grande maioria do vinho que se vende é nas grandes superfícies. As pessoas compram, por norma, até dois, três euros”, explica o crítico.

E continua: “Há regras que não facilitam a vida de quem quer vender a dez tostões. Há limites de produção. O vinho não pode ser vendido demasiado barato senão não é rentável. Há um grande volume de negócio: há várias empresas em Portugal que negociam volumes na casa dos dez milhões de litros. Esta é a realidade do vinho em geral. Depois, o vinho especial, que compramos nas garrafeiras, é um nicho minúsculo. Para todos os grandes produtores — franceses, italianos, espanhóis e depois os portugueses –, o grande negócio é o vinho barato”.

Este outro artigo do « El País », de abril, dava conta que Espanha exporta para os países comunitários 1600 milhões de litros de vinho, sendo que mais de metade é vinho a granel (900 litros). França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Portugal representam 90% dos países compradores.

Estará Portugal exposto? “Estamos, no sentido em que esse vinho pode cá entrar. Mas creio que o consumidor do vinho barato não está disponível para pagar mais por esse vinho ser francês. É uma coisa para a qual não tenho fundamento estatístico, tenho sensação, pelas marcas e tipo de vinho que se vendem. Em Portugal, o vinho estrangeiro representa uma franja muito marginal de negócio. O vinho estrangeiro que mais se vende cá é champagne. Duvido que, se alguém metesse vinho no mercado a 90 cêntimos e dissesse que era francês, as pessoas iam preferir isso a vinho de Lisboa, Setúbal, Tejo ou Alentejo”, reflete.

O caminho passa pela fiscalização, explica João Paulo Martins. “Não se pode andar com o vinho de um lado para o outro sem guias, sem toda a documentação oficial que mostre donde vem, para onde vai, quem é o emissor, o destinatário, etc. É uma questão de fiscalização, que cabe às entidades fiscalizadoras, da política, fronteiras, alfândegas… Não quer dizer que não possa haver fraude na mesma, nem todas as estradas têm o mesmo nível de policiamento.”

Ainda assim, este crítico ressalva que o transporte de vinho de uma região para outra não corresponde em todos os casos a fraude. É que “o vinho regional pode incorporar 15% do vinho de outra região”. Ou seja, se uma marca vende bastante, 15% é uma quantidade significativa. “O facto de haver vinho de Lisboa a ir para o Alentejo não é por si fraude. A lei prevê isso. Há muitos vinhos que se comercializam como ‘vinho de mesa’, ou apenas ‘vinho’ mesmo, que não diz donde é.”

Em Portugal, mais do que fraudes desta natureza, tem sido observado outro fenómeno mais recorrente: a falsificação. “Há tentativas de falsificação de vinhos caros, como Barca Velha, Pêra Manca, vinhos do Porto e Madeira. Tem havido problemas. Nunca é em quantidades significativas, e estas marcas estão cada vez mais a apostar em métodos [de fiscalização], como hologramas e identificadores especiais. É um problema mundial. A falsificação é uma tentação.”

Os responsáveis pela manipulação das dez milhões de garrafas em França enfrentam agora até dois anos de prisão e 300 mil euros de multa, ou mais, dependendo do volume de negócios.

Croácia bate Inglaterra no prolongamento e assegura a sua primeira final

Um golo de Mandzukic, na segunda parte do prolongamento, permitiu hoje à Croácia vencer a Inglaterra por 2-1 e apurar-se pela primeira vez para a final de um Mundial de futebol.

Em Moscovo, a equipa inglesa até começou melhor e adiantou-se npo marcador logo aos cinco minutos, através de um exemplar livre direto de Kieran Trippier, mas os croatas reagiram e empataram já no decorrer da segunda parte, por intermédio de Ivan Perisic, aos 68.

O golo que ditou a primeira final de um campeonato do mundo aos croatas surgiu já em tempo de prolongamento, aos 109 minutos, através do ponta de lança da Juventus Mario Mandzukic.

Na final do Mundial2018, os croatas vão defrontar a França, que na terça-feira venceu a Bélgica por 1-0, em jogo agendado para as 17:00 de domingo (horas francesas), em Moscovo.

Alfa/Lusa.

Nani regressa ao Sporting

Nani chega ao Sporting a ‘custo zero’, desvinculando-se em definitivo do Valência, da liga espanhola de futebol, e volta a Alvalade disposto a « muito trabalho, ambição e dedicação » e ajudar a « dar a volta a uma fase complicada ».

Na conferência de imprensa do extremo de 31 anos, Sousa Cintra, presidente da SAD ‘leonina’, assegurou que o Sporting « não despendeu qualquer verba » e que o Valência « cedeu o jogador a título definitivo ».

« Gosto de apresentar coisas boas… o bom filho à casa do pai volta », disse com evidente orgulho Sousa Cintra, no auditório estádio do clube, elogiando um jogador que « vive de alma e coração no Sporting e que demonstrou classe em grandes clubes da Europa ».

« É um reforço muito importante e foi grande o entusiasmo que lhe vi quando lhe falámos deste projeto », disse ainda, vincando que regressa com José Peseiro, o treinador que o lançou na I Liga – « coisas do destino… ».

O jogador admitiu que teve « algumas propostas aliciantes » nas que preferiu o Sporting, « por questão de orgulho e de palavra »

« É sempre bom voltar a casa, que bem conheço e onde me sinto bem. Espero muito trabalho, ambição e dedicação », explicou, acrescentando: « Estamos aqui para dar a volta de uma fase complicada, para que possamos todos no final ser felizes. »

Nani destacou que é « uma opção pessoal » e que « era importante voltar a Portugal ». « Agora, devemos pensar em construir um grupo forte e coeso, depois tudo é possível », disse ainda.

Sobre as agressões em Alcochete e a crise que se seguiu, não quis comentar. « O que aconteceu é passado, é para encerrar », disse o jogador, que viaja ainda hoje para se juntar ao estágio do Sporting na Suíça.

O jogador foi formado no Real Massamá e no Sporting, no qual chegou à equipa principal em 2005/06 antes de rumar ao Manchester United. Regressa pela segunda vez a Alvalade, depois de o clube o inglês o ter emprestado em 2014/15.

Além de Sporting e e Manchester United, ao qual esteve vinculado oito anos (2007-2015), Nani alinhou nos turcos do Fenerbahçe, em 2015/16, e, na época seguinte, nos espanhóis do Valência, que o cederam na temporada passada aos italianos da Lazio.

Nani conta 24 golos nas 112 ocasiões que jogou pela seleção portuguesa, ao serviço da qual se sagrou campeão da Europa em 2016.

Além do título europeu, Nani conquistou uma Liga dos Campeões (2007/08), um Mundial de Clubes (2008), quatro Ligas inglesas (2007/08, 2008/09, 2010/11 e 2012/13), duas Taças da Liga inglesa (2008/09 e 2009/10), sempre pelo Manchester United, e duas Taças de Portugal (2006/07 e 2014/15), pelo Sporting.

Alfa/Lusa.

Real Madrid homenageia Cristiano Ronaldo com vídeo arrepiante

O Real Madrid publicou, um vídeo de homenagem a Cristiano Ronaldo. Da apresentação aos golos decisivos, são mais de seis minutos de magia, que terminam com um simples « Obrigado, Cristiano ».

Imprensa/Transferência do ano: Reflexos

Uma transferência galáctica. Depois de nove anos no Real Madrid, aos 33 anos Cristiano Ronaldo muda-se para a Juventus de Turim.

Por Itália os jornais cobrem as primeiras páginas com fotografias e letras gigantescas a anunciar a chegada do melhor do Mundo ao campeonato da série A.

Em Espanha a primeira página do jornal « Marca » está preenchida com bolas de futebol, cada uma delas a representar um golo do português nos 438 jogos em Madrid com o título: « Não haverá outro igual », parte Cristiano, a lenda dos 451 golos ao serviço do Real.

Ao meio da capa a fotografia da “chilena” que Ronaldo protagonizou precisamente em Turim quando defrontou a Juventus na última época, na Liga dos Campeões.

O Real Madrid recebe 100 milhões de euros. Outros 12 são para repartir em comissões e pagamentos solidários.

O Sporting, clube que formou Ronaldo, encaixará 2,25 milhões de euros, ao abrigo do mecanismo de solidariedade da FIFA.

O Nacional da Madeira, clube por onde Ronaldo passou depois do Andorinha, terá direito a 250 mil euros.
« Negócio do século » para a imprensa italiana:
Os jornais diários italianos fizeram esta quarta-feira capa com a transferência do futebolista português Cristiano Ronaldo para o Juventus, transação descrita como « o negócio do século ».

O diário italiano La Gazzeta dello Sport escreveu « Eu vou! », aludindo ao grito de Cristiano Ronaldo para celebrar a transferência para o novo clube.

O diário romano Corriere dello Sport faz título com « Seja a luz », para destacar a importância que a contratação de Ronaldo vai ter não só para o Juventus, mas também para o futebol italiano em geral.

Tuttosport, de Turim, escreve « Aqui está! », agregando uma fotomontagem do jogador português a celebrar um golo com a camisola da Juventus.

A chegada de Cristiano Ronaldo à Juventus também faz capa nos diários generalistas italianos, como La Republica, Corriere dela Sera ou o La Stampa.

Para o La Stampa, o português vai abrir uma nova era no futebol italiano, que já não contava com a presença de um vencedor vigente da Bola de Ouro há 11 temporadas — altura em que o brasileiro Kaká estava no AC Milan.

Sétimo português a jogar na « Juve »:
Na quarta-feira, a Juventus confirmou a contratação de Cristiano Ronaldo, de 33 anos, por quatro temporadas, até junho de 2022, mediante o pagamento de 100 milhões de euros ao Real Madrid.
Ronaldo vai ser o sétimo português a juntar-se ao clube de Turim, depois de Rui Barros, Paulo Sousa, Dimas, Jorge Andrade, Tiago e João Cancelo, contratado neste defeso ao Valência.
A Juventus domina o historial do campeonato italiano, com 34 títulos de campeão, sete dos quais conquistados ininterruptamente desde 2011/12 — os quatro últimos sob o comando do atual treinador, Massimiliano Allegri.

Aos 33 anos, o capitão da seleção portuguesa vai defender o quarto clube na carreira sénior, depois de Sporting (2002/03), Manchester United (2003/04 a 2008/09) e Real Madrid (2009/10 a 2017/18).

Cinco vezes vencedor da Bola de Ouro, em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, Cristiano Ronaldo estava ligado contratualmente até 30 de junho de 2021 ao emblema « merengue », ao serviço do qual conquistou quatro Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, duas Supertaças Europeias, dois campeonatos, duas Taças do Rei e duas Supertaças de Espanha.

Alfa/RTP.