Portugal tem 44 praias sem poluição

Torres Vedras lidera com sete praias sem poluição na água.

 

(foto) A praia do Navio, em Santa Cruz, Torres Vedras
Foto Orlando Almeida / Global Imagens

 

Portugal tem 44 zonas balneares sem qualquer poluição na água, e os concelhos de Torres Vedras, com sete praias, e o de Grândola, com quatro, lideram a lista elaborada pela associação ambientalista Zero.

« É um número significativo, representa cerca de 7% do total das 608 zonas balneares em funcionamento este ano », disse esta quinta-feira à agência Lusa o presidente da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, Francisco Ferreira.

Em comparação com 2017, este ano há mais 11 zonas balneares classificadas pela associação como ‘zero poluição’.

Com base em dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Zero identificou as praias que, nas três últimas épocas balneares, tiveram sempre classificação ‘excelente’ e, nas análises à água, não apresentaram contaminação pelos dois parâmetros microbiológicos previstos na legislação para controlo (escherichia coli e enterococos intestinais).

« Os concelhos com maior número de praias com zero poluição são Torres Vedras, com sete, Grândola, com quatro, Aljezur e Tavira com três cada um », avançou Francisco Ferreira.

Em Torres Vedras são praias ‘zero poluição’ as Amanhã, Centro, Física, Mirante e Pisão, em Santa Cruz, a que se junta Navio e Santa Helena.

No concelho de Grândola, não registaram poluentes as zonas balneares deAberta Nova, Atlântica, Carvalhal e Melides. Em Aljezur são indicadas as praias de Amado, Monte Clérigo e Vale dos Homens, e em Tavira Cabanas-Mar, ilha de Tavira-Mar e Terra Estreita.

Do total das 44 zonas balneares sem poluição, apenas duas são interiores. As outras são costeiras ou de transição.

« Enquanto que de 2016 para 2017 tivemos uma redução do número de ‘praias zero’, este ano o número de zonas balneares classificadas como ‘zero poluição’ aumentou, o que nos deixa particularmente satisfeitos », salientou o presidente da associação de defesa do ambiente.

Para o ambientalista, o aumento em 33% do número de praias sem poluição na comparação com o ano passado « é promissor ».

O presidente da Zero referiu ainda que, « nas praias interiores é mais difícil conseguir este tipo de registo e há que destacar quer a praia de Santa Luzia, na Albufeira de Santa Luzia em Pampilhosa da Serra, quer Montes na Albufeira de Castelo do Bode, em Tomar ».

Com a época balnear a começar em vários locais ao longo da costa portuguesa, a associação de defesa do ambiente aconselha a que só sejam frequentadas praias classificadas como zonas balneares, onde há vigilância e onde se conhece a qualidade da água.

Alerta ainda que não devem ser deixados resíduos na praia, sendo encaminhados para a recolha seletiva, e devem ser preservados a paisagem e os ecossistemas envolventes das zonas balneares.

 

Alfa/DN/Lusa

Merkel abre a porta a acordo com Macron sobre reforma da zona euro

Chanceler alemã diz estar preparada para chegar a um compromisso, a três semanas de cimeira chave sobre o tema.

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a Alemanha deve estar preparada para chegar a um compromisso com a França no que diz respeito à reforma da zona euro, mostrando a sua abertura para negociar a três semanas de uma cimeira europeia em que o futuro do bloco está em jogo.

« Acho que vamos ao encontro um do outro com reformas à união monetária, mas estas reformas não são as únicas reformas de que precisamos », afirmou, mencionando as políticas de asilo, migração, desenvolvimento e segurança, segundo a agência Reuters.

« Com estas reformas, só vamos trabalhar com acordos », afirmou Merkel, num debate sobre a Europa promovido pela televisão alemã WDR.

« Aqueles que não forem capazes de chegar a um compromisso, vão contribuir para a rutura da Europa », afirmou.

Emmanuel Macron defendeu em março, durante a visita de Merkel a Paris após ter sido confirmada para um quarto mandato à frente da Alemanha, a necessidade de preparar um « roteiro claro e ambicioso até final de junho » para refundar a União Europeia, procurando ultrapassar as diferenças que existem entre ambos.

Merkel tem estado dividida entre chegar a acordo com Macron e manter os parceiros conservadores, que acusam o líder francês de procurar « uma união de transferências », na qual os países que recusam qualquer reforma seriam compensados com dinheiro alemão.

« Pessoalmente, não vejo fundos tão extensos que possam ser administrados a nível intergovernamental como a proposta francesa prevê », afirmou Merkel à WDR.

« Mas consigo imaginar que temos que fazer algo, e algo mais do que para os países que não estão no euro, para a convergência da zona euro », acrescentou.

Alfa/Dn/Reuteurs

Sá Pinto diz que “não estão criadas condições” para regressar agora ao Sporting

O treinador Ricardo Sá Pinto afirmou hoje que « não estão criadas condições » para regressar ao comando da equipa de futebol do Sporting e revelou que vai continuar a treinar no estrangeiro, após abandonado os belgas do Standard Liège.

« Estou triste com o que se está a passar no clube. Não existe a estabilidade nem estão criadas as condições que eu acho fundamentais e necessárias para voltar nesta altura ao Sporting. Muito provavelmente, irei voltar ao Sporting no futuro, mas nesta altura, não », afirmou aos jornalistas.

O antigo jogador e técnico dos ‘leões’ falava à margem de uma visita a uma escola em Lisboa, após ter regressado da Bélgica, onde orientou o Standard Liège na última época. O antigo internacional português admitiu que tem uma « ligação eterna » ao Sporting, mas confessou que deverá continuar a trabalhar fora de Portugal.

« O futuro, em princípio, não passará por Portugal. A minha ligação ao Sporting é eterna, mas, para mim, treinar o Sporting, não é só um trabalho, é muito mais do que isso. É uma grande responsabilidade emocional. O meu sucesso ou insucesso no Sporting terá sempre um impacto muito grande na minha vida profissional e pessoal », referiu.

Por outro lado, Sá Pinto, que enquanto jogador disputou 227 jogos pelos ‘verde e brancos’, frisou que apenas « com união e estabilidade » será possível que o clube de Alvalade ultrapasse o período conturbado que tem vivido.

« Tenho amigos no Sporting que estão divididos, que estão dos dois lados. Não é um clube unido nesta altura e eu apelo a essa união. Só todos juntos conseguirão fazer um Sporting forte, como já foi anteriormente. Tem de haver união em torno do Sporting », salientou.

Ricardo Sá Pinto abordou ainda a presença de Portugal no Mundial2018, considerando que a seleção nacional deve apresentar-se « sem pressão » e pensando « jogo a jogo ».

« O discurso e a forma de estar têm de ser os mesmos do último Europeu. A seleção deve pensar jogo a jogo, passar a fase de grupos e tentar ir o mais longe possível. A equipa tem de continuar unida. Só as grandes equipas podem fazer grandes campeonatos e temos de manter essa linha do Europeu », analisou o antigo futebolista, que somou 45 internacionalizações pela seleção principal e esteve presente nos Europeus de 1996 e 2000.

Alfa/Lusa.

10 Junho: Recenseamento automático vai acabar com « desigualdade incompreensível »

O secretário de Estado das Comunidades considerou hoje que o recenseamento automático, em discussão no parlamento, acabará com “uma desigualdade incompreensível” entre portugueses, pedindo aos emigrantes que votem “para mostrar que valeu a pena”.

 

“Aproxima-se a data da votação final, na Assembleia da República, do recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro. O Governo fez o seu trabalho e provou que é possível concretizar esta importante medida política”, afirma José Luís Carneiro, na tradicional mensagem aos cidadãos portugueses por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se assinala no próximo domingo.

Caso esta medida venha a ser aprovada pelos deputados, refere, “os portugueses no estrangeiro vão receber uma carta a perguntar se querem ser inscritos nos cadernos de recenseamento eleitoral para poderem votar” e “deixam de ter que deslocar-se aos consulados, muitas vezes centenas de quilómetros, para se recensearem”.

“Iremos pôr um fim a uma desigualdade incompreensível entre os portugueses que vivem em Portugal e os portugueses que vivem no estrangeiro”, considera o governante, que sublinha a importância de os emigrantes “participarem nos futuros atos eleitorais, seja qual for o sentido de voto, para mostrarmos que valeu a pena promover esta importante mudança nas condições de participação cívica e política das comunidades portuguesas”.

Na mensagem, que é também publicada na página online do Portal das Comunidades, o secretário de Estado reitera “o empenho do Governo no reforço humano e material dos serviços consulares”.

“Após vários anos marcados por constrangimentos, é agora tempo de repor, gradualmente, a capacidade de resposta dos serviços consulares. Trata-se de uma questão de justiça para os trabalhadores consulares, que todos os dias dão o seu melhor, mas também para os portugueses que por esta via reforçam a sua vinculação a Portugal”, afirma.

Carneiro também aponta como exemplo da “ligação inabalável” dos emigrantes a Portugal o “esforço solidário no apoio aos territórios afetados pelos trágicos incêndios de 2017”.

Este ano, as cerimónias oficiais do 10 de Junho decorrem entre os Açores e os Estados Unidos da América, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente do governo açoriano, Vasco Cordeiro.

“Adicionalmente, o Dia de Portugal será assinalado um pouco por todo o mundo, nos diversos continentes, graças ao trabalho conjunto da nossa rede diplomática e consular, do movimento associativo português na diáspora e de muitos cidadãos portugueses e lusodescendentes que, a título individual, dão o seu contributo para que a história, a cultura e as tradições de Portugal sejam enaltecidas com particular entusiasmo e significado”, menciona o governante.

Algo que o Governo vê como “um sinal inequívoco de que, apesar de estarem fisicamente longe, os portugueses no mundo têm o seu coração em Portugal”.

Alfa/Lusa

Grevistas da CGD França receberam deputado do BE e vão a Belém

Os trabalhadores em greve da sucursal francesa da Caixa Geral de Depósitos vão ser recebidos em Belém, Lisboa, e contaram, hoje, em Paris, com o apoio do deputado bloquista Moisés Ferreira no quinto protesto « contra a alienação » da sucursal.

À oitava semana de greve, durante a manifestação junto ao Consulado-Geral de Portugal, Moisés Ferreira reafirmou a solidariedade do Bloco de Esquerda com os grevistas, cerca de um mês depois de a deputada Mariana Mortágua se ter disponibilizado, em Paris, para « dar voz e megafone » à sua luta.

« Seja megafone, altifalante ou outra coisa qualquer, aquilo que nós queremos é efetivamente dar visibilidade a esta luta e torná-la mais visível também em Portugal porque é preciso que em Portugal se saiba que aqui se está a defender o interesse público », afirmou à Lusa Moisés Ferreira.

O deputado acrescentou que vai « recolher o que está a acontecer aqui para levar ao parlamento, para levar ao Governo » e que o Bloco de Esquerda vai fazer novas perguntas ao executivo de António Costa sobre a situação da CGD em França, nomeadamente sobre ações judiciais movidas contra dirigentes sindicais e contra os membros da comissão de negociação dos trabalhadores em greve.

« Para nós é injustificável e inadmissível que qualquer administração atue desta forma, tentar intimidar e tentar fazer tábua rasa dos direitos do trabalho. Portanto, sendo inadmissível, nós vamos exigir junto do Governo e da Assembleia da República que seja tomada uma posição quanto a esta posição de força da administração da Caixa Geral de Depósitos », afirmou o deputado que foi membro das duas comissões parlamentares de inquérito à CGD.

Moisés Ferreira disse, também, que, depois das reuniões, em Paris, de Mariana Mortágua com os trabalhadores grevistas, a 09 de maio, o BE questionou o executivo, através de uma pergunta escrita, sobre a alienação da sucursal francesa da CGD e sobre o movimento de greve, mas « o Governo ainda não deu resposta ».

Cristina Semblano, porta-voz da intersindical FO-CFTC, adiantou à Lusa que « uma pequena delegação » de trabalhadores em greve vai ser recebida em Belém, a 21 de junho, pelos assessores para os assuntos do trabalho e para a economia, em resposta ao « pedido de audiência urgente ao Presidente da República », enviado em 29 de maio.

A responsável, que é também membro da comissão de negociação dos trabalhadores em greve, afirmou que o objetivo da audiência é mostrar as razões que justificaram o movimento de greve que « está a ser gerido de forma muito pouco célere » pela direção, o que « tem impacto ao nível comercial, financeiro e ao nível de reputação e imagem » do banco público.

« A França é um país que tem uma imigração portuguesa muito importante, de mais de um milhão de pessoas. Por conseguinte, nós estimamos que a sucursal de França deve ser mantida no perímetro das instituições da Caixa Geral de Depósitos. É um ativo que não deve ser alienado. Dirigimo-nos ao Presidente da República porque temos sentido sempre, desde a sua eleição, que a emigração é algo que o preocupa », afirmou.

De acordo com Cristina Semblano, a notificação que a intersindical FO-CFTC e os membros da comissão de negociação dos trabalhadores em greve receberam para comparecerem a uma audiência por « delito do abuso do direito de greve », a 12 de junho, no Tribunal de Grande Instância de Paris, « só vai revoltar ainda mais os trabalhadores » e adiantou que « as pessoas continuam determinadas ».

Cristina Semblano precisou que nesse dia a Justiça francesa se deve também pronunciar sobre « o delito de entrave por não entrega do plano de reestruturação da CGD », que já tinha dado entrada junto no Tribunal de Grande Instância e que foi apresentado pela comissão de trabalhadores.

O protesto de hoje foi o segundo desta semana e o quinto desde o início do movimento, estando marcada nova manifestação, para esta sexta-feira, junto à Embaixada de Portugal em França, no dia em que há uma receção de comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A porta-voz da intersindical FO-CFTC avançou, também, que « para a semana vão haver novas manifestações », incluindo uma junto à sede da Autoridade de Controlo e de Resolução, o organismo francês de supervisão dos bancos.

A greve na sucursal em França da Caixa Geral de Depósitos, que tem 48 agências e mais de 500 trabalhadores, começou a 17 de abril e foi apoiada pela intersindical francesa FO-CFTC, mas não foi seguida pelos sindicatos CGT e CFDT.

Na terça-feira, à margem de uma conferência organizada pela Caixa Geral de Depósitos, em Setúbal, o presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, escusou-se a comentar o conflito com os trabalhadores da sucursal em França e as notícias divulgadas nos últimos dias sobre a alegada intenção do banco de encerrar 75 balcões até final deste mês.

A redução da operação da Caixa Geral de Depósitos fora de Portugal (nomeadamente Espanha, França, África do Sul e Brasil) foi acordada em 2017 com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público.

Em 24 de maio, o Governo aprovou os cadernos de encargos com as condições para a venda dos bancos da Caixa Geral de Depósitos na África do Sul e em Espanha, segundo comunicado de Conselho de Ministros.

Em 10 de maio, Paulo Macedo afirmou querer manter a operação da CGD em França e adiantou que está a negociar isso com as autoridades, apesar de ter sido também acordada a sua venda, mas acrescentou que isso só acontecerá se a « operação for sustentável, rentável e solidária » com os esforços feitos pelo banco.

Alfa/Lusa

Portugal mantém quarto lugar no último ‘ranking’ da FIFA antes do Mundial2018

A seleção portuguesa de futebol manteve-se hoje no quarto lugar do ‘ranking’ da FIFA, na última atualização antes do início do Mundial2018, que se disputa na Rússia, de 14 de junho a 15 e julho.

A ‘equipa das quinas’ mantém-se atrás da Alemanha, que mantém a liderança, do Brasil e da Bélgica, com quem empatou a zero num encontro particular no sábado.

A Espanha, primeira adversária de Portugal no Grupo B do Mundial2018, caiu do oitavo lugar para o 10.º, por troca com a Polónia, na única alteração no ‘top-10’ da hierarquia mundial.

Em relação aos outros adversários de Portugal, o Irão, de Carlos Queiroz, caiu para a 37.ª posição e foi ultrapassado pela Austrália (36.ª) como melhor equipa da Confederação Asiática, enquanto Marrocos subiu um posto para o 41.º lugar.

Além do Brasil, o país de língua oficial portuguesa mais bem colocado continua a ser Cabo Verde, apesar de ter caído para 65.º.

Em relação às 32 equipas que vão estar presentes no Mundial2018, a anfitriã Rússia é a pior posicionada, depois de ter descido para o 70.º posto.

– ‘Ranking’ da FIFA em 07 de junho:

1. (1) Alemanha, 1.558 pontos.

2. (2) Brasil, 1.431.

3. (3) Bélgica, 1.298.

4. (4) Portugal, 1.274.

5. (5) Argentina, 1.241.

6. (6) Suíça, 1.199.

7. (7) França, 1.198.

8. (10) Polónia, 1.183.

9. (9) Chile, 1.135.

10. (8) Espanha, 1.126.

(…)

37. (36) Irão, 708.

52. (54) Burkina Faso, 604.

65. (58) Cabo Verde, 478.

114. (106) Moçambique, 282.

121. (104) Guiné-Bissau, 255.

137. (138) Angola, 209.

185. (186) Macau, 60.

186. (187) São Tomé e Príncipe, 51.

190. (190) Timor-Leste, 45.

Alfa/Lusa.

“Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas”. Conversa de Macron com Trump correu mal

Macron sobre uma conversa mal sucedida com Trump: “Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas…”

Alfa/Expresso

O tema da conversa eram as tarifas protecionistas agora impostas pelos EUA aos seus aliados mais próximos. O presidente norte-americano não terá gostado de ser criticado

(foto arquivo)

Há dias que havia informações de que uma recente conversa telefónica entre os presidentes de França e dos Estados Unidos tinha corrido mal. Emmanuel Macron esperava fazer valer a sua boa relação com Donald Trump para o convencer de que não havia nada a ganhar com uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a Europa – designadamente, com taxas alfandegárias impostas unilateralmente pelos EUA ao arrepio de acordos comerciais há muito em vigor.

Trump, que reage mal às críticas, não terá apreciado a lição. As polémicas taxas entraram mesmo em vigor, e a União Europeia já anunciou retaliações. Agora Macron parece ter confirmado publicamente, embora de forma algo indireta, que a conversa de facto não correu bem.

Durante uma conferência de imprensa com o primeiro-ministro israelita, que está de visita a Paris, perguntaram ao presidente francês se era verdade, como afirmou a CNN na segunda-feira, que a conversa com Trump tinha sido terrível. Macron, que é conhecido por não fazer o tipo de confidências aos jornalistas que outros presidentes fazem e fizeram, respondeu invocando a figura de um famoso chanceler alemão do século XIX.

« Como Bismarck costumava dizer, se explicássemos às pessoas como são feitas as salsichas, é pouco provável que elas continuassem a comê-las. Portanto, eu gosto quando as pessoas veem a refeição pronta, mas não creio que os comentários de cozinha ajudem a criar a refeição ou a comê-la ».

Tradução: as relações internacionais tratam-se com a porta fechada. Ao público cabe apreciar, ou não, o resultado final. Para garantir que a mensagem era bem entendida, Macron acrescentou: « Aqui em Paris não fazemos comentários sobre como correu, ou quão quentes, frias, calorosas ou terríveis as coisas foram. Simplesmente vamos e fazemos as coisas ».

UE quer sistema de alerta de catástrofes em todos os Estados-membros

A União Europeia (UE) quer criar em todos os Estados-membros um sistema de alerta via telemóvel às populações para situações de emergência como incêndios ou atentados terroristas, e melhorar os serviços de localização de chamadas.

 

Esta decisão, tornada pública esta quarta-feira, está incluída no pacote legislativo sobre regras para telecomunicações e que foi acordado pelo Conselho da UE e o Parlamento Europeu.

O objetivo da medida é « aumentar a proteção dos cidadãos em situações de emergência », o que inclui, segundo um comunicado da Comissão Europeia, uma recolha mais precisa da localização de quem faz uma chamada de emergência, a inclusão de mensagens de texto e chamadas de vídeo nas comunicações de emergência e a criação de um sistema de transmissão pública de avisos para os telemóveis.

No que respeita à localização, o novo código para as comunicações eletrónicas prevê que a informação sobre a localização da chamada possa ser procurada através da rede usada e do próprio aparelho.

O código passa a incluir mensagens de texto ou de vídeo na categoria de chamadas de emergência.

O sistema público de alerta via telemóveis permitirá, por seu lado, que « cidadãos e viajantes estejam informados sobre ameaças iminentes ou em curso na área onde estão localizados ».

Após os atentados de março de 2016, a Bélgica criou um sistema de alerta rápido – BE-Alert – através do qual, por inscrição, os cidadãos sejam informados através de um SMS sobre situações de perigo.

 

Alfa/JN

Camisola da seleção por 140 euros ? Fãs estão indignados

Os utilizadores das redes sociais têm vindo a manifestar o seu desagrado em relação ao preço da camisola mais cara, que é a utilizada pelos jogadores.

 

A camisola oficial da Seleção Nacional está à venda na loja oficial da Nike e no site da Federação Portuguesa de Futebol por 140 euros, o que tem motivado duras críticas nas redes sociais.

« A camisola de futebol 2018 Portugal Vapor Match Home para homem é a mesma camisola usada pelos profissionais em campo. Conta com tecnologia Nike VaporKnit para oferecer respirabilidade excecional e mobilidade leve », pode ler-se no site da marca.

Entre as principais características, a marca destaca o « ajuste estreito », que permite que o corpo se mova livremente, e « as mangas raglã », que possibilitam uma amplitude de movimentos natural.

Há uma versão mais barata

Nas redes sociais, os utilizadores vão mostrando o seu desagrado. Mas a verdade é que a Nike tem também disponível um outro modelo, a versão Stadium, que está à venda por 85 euros. O preço elevado da versão Match explica-se pelo facto de ser igual à que os jogadores utilizam em campo, sendo mais cara devido aos materiais e à tecnologia.

Alfa/DN