1.º de Maio: Dia do Trabalhador comemora-se em todo o mundo

O Dia do Trabalhador é hoje comemorado em Portugal, França e todo o mundo.

O 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, teve origem nos acontecimentos de Chicago de há 137 anos, quando se realizou uma jornada de luta pela redução do horário de trabalho para as oito horas, que foi reprimida com violência pelas autoridades dos Estados Unidos da América, que mataram dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais.

Há 50 anos, em Portugal, a celebração do 1.º de Maio, apenas uma semana após a revolução do 25 de abril e a conquista do direito de manifestação – e a liberdade –  levou à rua centenas de milhares de pessoas numa das maiores jornadas de manifestações de sempre no país.

Emigração de jovens formados em Portugal preocupa bispo responsável pela Pastoral Social. Entrevista

ENTREVISTA: Emigração de jovens formados em Portugal preocupa bispo responsável pela Pastoral Social

O bispo de Santarém manifesta-se “incomodado” com a necessidade de emigrar de muitos jovens portugueses após concluírem os seus estudos universitários, considerando que isso “não corresponde àquilo que era expectável” 50 anos depois do 25 de Abril.

“Preocupa-me que os jovens, ao fazerem um curso na universidade, tenham de ir trabalhar para outro país da Europa para terem um rendimento, com o qual possam sustentar o seu próprio futuro. Isto incomoda-me. Não corresponde àquilo que era expectável”, disse José Traquina em entrevista à agência Lusa, classificando como estranho que o país faça um “investimento grande na formação, em universidades”, o qual é colocado depois ao serviço no estrangeiro.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, órgão da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) “não quer dizer que as pessoas não possam emigrar, claro, mas há qualquer coisa aqui que não corresponde, que não está bem”.

Fazendo o balanço da evolução da sociedade portuguesa nos 50 anos pós-revolução, José Traquina afirma perentório que há aspetos “muito positivos e é bom e é necessário reconhecê-lo”, apontando, desde logo, o fim da guerra nas antigas colónias de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, a par da liberdade de expressão e o combate à pobreza do país.

“Eu tinha já 20 anos e incomodava-me saber que estava ali alguém a poder ouvir [as conversas]. Quando me dei conta dessa perigosidade, era uma coisa que incomodava, não poder estar a falar à vontade, porque havia gente que ouvia, que denunciava, era uma coisa esquisita esse ambiente. Mas a outra dimensão era a pobreza do país. Era um Portugal enorme, com muitas províncias, mas vivia muito mal, a maioria”, recorda o bispo.

Com a revolução “conseguiu-se mais saúde, mais vida, mais estradas, mais hospitais, mais escolas, mais formação. Houve tudo mais ao longo de 50 anos, é preciso reconhecê-lo”, afirma, alertando, no entanto, para a necessidade de “fazer o balanço dos anos de 1985/1990 para cá”.

“A situação económica do país oscilou”, com a entrada em cena de “grandes grupos económicos, grandes estabelecimentos comerciais”, o que levou a que « o pequeno comércio fosse abafado”.

“Isto alterou a fisionomia que havia numa sociedade remediada. E convém que nesta altura, ao fazer 50 anos [da revolução], se pense como é que queremos isto em termos de futuro. Como é que se vai conseguir uma situação remediada das pessoas”, alertou o prelado, para quem é preocupante “ver o número de pobres [em Portugal], cuja percentagem não desce”.

Sobre o futuro da democracia, não tem a perceção de que possa estar em risco, sublinhando que o hipotético perigo para a democracia “resulta da pouca formação das pessoas”.

“Quem tem formação e tem consciência do que é viver debaixo da ditadura, ou o que é viver no caos, prefere uma democracia que funcione, mas, para haver democracia, tem de haver homens políticos bem formados. Tem de haver gente que tenha um sentido de justiça e de coerência de vida”, considera o bispo de Santarém, avisando que “se entra no sistema democrático gente que não é séria e, portanto, quer fazer a seu modo”, sabe-se que “não resulta”.

Alerta, no entanto, para o aumento da agressividade na sociedade portuguesa, o que aponta para uma lacuna na formação.

“Um dos problemas da sociedade portuguesa é ter aumentado a violência e a agressividade em famílias, escolas, o que denuncia que há uma falha na formação humana. Por que razão é que, para nos entendermos, temos de andar à briga uns com os outros? Então, não somos capazes de dialogar? Havendo mais formação intelectual, não somos capazes de dialogar? É estranho”, lamenta.

Tribuna Desportiva – 30 Abril 2024

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Tribuna Desportiva é um dos programas mais antigos da Rádio Alfa.

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

Tribuna Desportiva 30 de Abril 2024. Em estúdio – Átila Fontinha e Fabio Pereira US Créteil Lusitanos -Tiago Castro e Valter Viegas US LUSITANOS de SAINT-MAUR e Joel Conceição – Ex-jogador Associação Académica de Coimbra e Nacional.

 

Thorigny-sur-Marne celebra os 50 anos da Revolução do Cravos

Thorigny-sur-Marne celebra os 50 anos da Revolução do Cravos este fim-de-semana de 3, 4 e 5 de Maio, no Centro Cultural “Le Moustier”, com a presença da Rádio Alfa durante os 3 dias.

Sexta-feira, 3 de Maio, jantar de fado a partir das 20h00. Em palco, Paulo Ramos, Manuel Miranda e Céline Pereira, com transmissão em directo no programa « Só Fado » a partir das 21h.
Mais Informações e reservas pelo telefone 07 55 99 78 88.

Sábado, 4, a partir das 10h, cerimónia comemorativa, projeção de documentário, o programa Espaço Aberto, ao vivo e em directo, com Manuel Pinto Lopes e Chico Chico.
Às 20h30, noite de baile com DJ

No sábado e domingo, há mercado português, na Rue du Moustier, entre as 10h e as 18h.

No domingo, 5 de Maio, das 10h à 11h, Missa na Igreja “Saint-Martin de Thorigny-sur-Marne”.

Das 15h à 18h, Festival de folclore.

No próximo fim-de-semana, todos os caminhos vão dar a Thorigny-sur-Marne,
com a rádio que nos liga.

Europeias/Portugal: 17 partidos e coligações concorrem às eleições de 09 de junho

Europeias: 17 partidos e coligações concorrem às eleições de 09 de junho

 

Um total de 17 partidos e coligações concorre às eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho, o mesmo número que em 2019, só havendo quatro forças partidárias reconhecidas pelo Tribunal Constitucional que não irão a votos.

De acordo com as listas ontem afixadas no Tribunal Constitucional (TC), concorrem às eleições europeias de 09 de junho a Aliança Democrática (coligação composta pelo PSD, CDS e PPM), PS, Chega, Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda, CDU (coligação PCP/PEV), Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP.

No total, são duas coligações (AD e CDU) e 15 partidos. Dos 24 partidos reconhecidos pelo Tribunal Constitucional, só quatro não vão a votos: Aliança, PCTP/MRPP, Juntos Pelo Povo (JPP) e (A)TUA (antigo PRPP).

No que se refere à candidatura do MAS, o Tribunal Constitucional emitiu um acórdão em que se lê que foram apresentadas duas listas em nome do partido.

Nesse acórdão, o TC sublinha que a apresentação de candidaturas “cabe aos órgãos competentes dos partidos políticos” e refere que só aceitou a lista submetida pelo mandatário João Carlos de Gouveia Pascoal, sem especificar o nome de quem apresentou a outra lista.

A lista da AD é encabeçada pelo antigo jornalista e comentador televisivo Sebastião Bugalho, seguido do vice-presidente do PSD Paulo Cunha, enquanto a do PS é liderada pela ex-ministra da Saúde Marta Temido e tem como número dois o ex-líder parlamentar socialista Francisco Assis.

O Chega aposta no diplomata Tânger Correia como número um, enquanto a Iniciativa Liberal escolheu o seu antigo presidente João Cotrim Figueiredo como cabeça de lista. Também o Bloco de Esquerda apostou num ex-líder para encabeçar a sua candidatura às europeias, apresentando Catarina Martins.

A CDU (coligação integrada pelo PCP e pelo PEV), apostou no antigo líder parlamentar João Oliveira como cabeça de lista e o Livre no investigador Francisco Paupério, que concorrerá pela primeira vez a eleições. Já o número um do PAN às europeias é o dirigente do partido Pedro Fidalgo Marques.

Terminado o prazo de apresentação de candidaturas, o Tribunal Constitucional (TC) irá fazer, esta terça-feira, o sorteio das listas, para lhes atribuir uma ordem no boletim de voto.

Às últimas eleições europeias, em 2019, tinham concorrido 17 partidos e coligações, o maior número de sempre neste tipo de sufrágio, equivalente ao deste ano. O PS tinha ganho as eleições, com 33,38%, elegendo nove eurodeputados. O PSD ficou em segundo, obtendo seis mandatos, seguido do BE e CDU, ambos com dois eurodeputados, e do CDS e PAN, que elegeram os dois um representante.

Alfa/ com Lusa

Polícia francesa desmobiliza protesto na Universidade Sorbonne

A polícia francesa interveio hoje na Universidade Sorbonne, em Paris, para expulsar ativistas mobilizados pela causa palestiniana que montaram tendas dentro do recinto universitário.

Segundo a agência France Presse (AFP), cerca de 50 manifestantes foram levados para fora do edifício e depois removidos em grupos, supervisionados pela polícia, poucos dias depois de uma mobilização marcada por tensões noutra universidade de renome da capital francesa, a Sciences Po Paris.

« Havia cerca de 50 pessoas quando a polícia chegou a correr ao pátio. A evacuação foi bastante brutal, com cerca de dez pessoas arrastadas para o chão, mas nenhuma prisão », disse Rémi, de 20 anos, estudante de história e geografia, citado pela AFP.

Várias dezenas de estudantes reuniram-se ao meio-dia de hoje em frente à Sorbonne e no interior do edifício, onde montaram tendas – uma dúzia, segundo a reitoria, entre 20 e 30 de acordo com um manifestante. Uma bandeira palestiniana foi colocada no chão.

« Os anfiteatros foram evacuados por volta do meio-dia », disse a reitoria, que decidiu fechar a Sorbonne na tarde de hoje.

Cerca de 150 pessoas reuniram-se em frente à universidade, na presença de três deputados do partido de esquerda radical França Insubmissa.

Na sexta-feira, um dia de bloqueios e mobilização, pontuado por tensões, foi realizado na Sciences Po Paris, na presença de vários deputados daquele partido.

Os protestos têm como pano de fundo a invasão do Exército israelita na Faixa de Gaza, onde nos últimos seis meses mais de 34 mil pessoas morreram, na maioria civis, mergulhando o território numa grave crise humanitária.

A ofensiva israelita é uma retaliação pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, que em 07 de outubro matou mais de 1.100 pessoas e fez cerca de 250 reféns.

 

Com Agência Lusa.

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