Portugal. Grupo racista armado invade casa e agride imigrantes no Porto. Montenegro condena os ataques

Grupo racista armado invade casa e agride imigrantes no Porto

O Governo já reagiu através do primeiro-ministro, Luís Montenegro, qie escreveu uma mensagem este sábado na rede social X condenando os ataques:

“Condeno veementemente, em meu nome pessoal e do Governo português, os ataques racistas desta noite no Porto. Exprimo a nossa solidariedade com as vítimas e reafirmo tolerância zero ao ódio e violência xenófoba. E elogio o trabalho das nossas forças de segurança”, escreveu o PM português. A polícia terá detido alguns membros do grupo racista. 

Internacional português de râguebi morre em acidente de viação em França

O internacional português de râguebi Pierre-Mathieu Fernandes morreu hoje em França, aos 22 anos, vítima de acidente de viação, informou o seu clube, em comunicado, informação confirmada momentos depois pela Federação Portuguesa de Râguebi (FPR).

“Foi com profunda tristeza e uma grande emoção que tivemos conhecimento da morte de um dos nossos jogadores, Pierre-Mathieu Fernandes, num acidente de viação esta manhã. Pierre-Mathieu tinha apenas 22 anos”, escreveu o Vienne, sem adiantar mais detalhes.

Além de já ter jogado na seleção principal, Fernandes sagrou-se vice-campeão europeu de râguebi ao serviço de Portugal em 2021.

“A FPR deixa os mais sinceros sentimentos a toda a família do Pierre e agradece o seu contributo para a modalidade”, escreveu o organismo, numa nota de pesar publicada nos seus canais oficiais.

Formado no Clermont, o pilar lusodescendente jogava atualmente no Vienne Rugby, da Nationale 1, terceiro escalão competitivo francês, depois de ter alinhado, na época passada, no Chambéry.

 

Com Agência Lusa.

PR Marcelo lamenta morte de refém luso-israelita em Gaza

« Presidente lamenta falecimento de português em Gaza » – lê-se no site oficial da Presidência da República portuguesa.

« Confirmado o trágico falecimento de Dror Or, cidadão português raptado para Gaza, o Presidente da República apresenta as suas condolências aos familiares, em particular aos filhos, e renova o apelo à libertação imediata e incondicional de todos os reféns que se encontram em Gaza e à urgência de um cessar-fogo », acrescenta a Presidência da República.

O refém israelita de nacionalidade portuguesa Dror Or, de 49 anos, estava detido na Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas de 07 de outubro em Israel, foi declarado morto, anunciaram ontem as autoridades israelitas e os familiares.

O Governo israelita adiantou na rede social X, que Dror Or foi « assassinado e o seu corpo está detido em Gaza », acrescentando que Alma, Noam e o seu irmão Yahli são agora órfãos.

Isabel Ribeiro et Dan Inger dos Santos présentent « Saudade Ici et Là-bas »

Saudade Ici et Là-bas se joue jusqu’au 28 mai au Studio Hébertot, dans le 17è arrondissement parisien. Cette pièce a été écrite par Isabel Ribeiro, mise en scène par Alexis Desseaux et compte sur les interprétations de Dan Inger dos Santos, Isabel Ribeiro et Simon Quintana.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 3 mai 2024 :

 

Quelquefois, les souvenirs remontent à la surface. Fureteurs, ils surgissent, envahissent et marquent profondément. Idalio, Joana et Manu vont le comprendre au moment de vendre la maison familiale au Portugal. Les souvenirs ancrés dans la pierre charrient ceux d’une famille déracinée. Des histoires d’émigrations. Histoires qui surgissent, envahissent et marquent profondément, là aussi. Et surtout, qui résistent à l’effacement. Le temps passe, mais les gens restent et racontent. Une certaine façon d’être vivant et de rendre hommage à la chose la mieux partagée du monde : a saudade.

Saudade Ici et Là-bas est une pièce de théâtre musicale qui questionne le déracinement et la transmission. Quitter sa terre pour en faire d’une autre son nouveau chez-soi. Une quête aux couleurs de la lusophonie. A travers confidences et chansons, sauts dans le temps, chacun découvrira la part de saudade qui l’habite.

Du 29 avril au 28 mai 2024, les lundis à 19h et mardis à 21h. De Isabel Ribeiro. Mis en scène par Alexis Desseaux. Avec Isabel Ribeiro, Dan Inger Dos Santos et Simon Quintana. Lumière : Stéphane Dumoutier. Son : Cédric Le Cesne. Décor : L’Atelier By B.Nat. Production : Cinetheact.

Didier Caramalho

PR Marcelo termina visita a Cabo Verde “em forma” contra quem o acha “caquético”

PR Marcelo termina visita a Cabo Verde “em forma” contra quem o acha “caquético”

Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem sentir-se em forma após hora e meia em pé numa aula magna proferida na Universidade de Cabo Verde, perante centenas de pessoas, sobretudo estudantes.

No final, pediu aos jovens que não se deixem acomodar, sentindo-se como alguém que entrou na sala “com 76 anos” e sai “com menos 25”.

“Cada vez que tenho oportunidade de dar uma aula, ganho em idade e forma física. Não sei se é uma boa ideia para quem acha que eu devia estar mais caquético ou velho”, acrescentou.

“Em qualquer caso, tem hoje uma resposta que necessariamente não lhe agrada: junto de jovens sinto-me ainda mais jovem”, concluiu, após uma semana em que tem sido alvo de críticas e comentários, após diversas declarações feitas num jantar com jornalistas estrangeiros, em Lisboa.

Marcelo recusou-se a comentar temas da atualidade política portuguesa, por estar no estrangeiro, onde tem insistido na fraternidade das relações com as ex-colónias.

Na aula magna, o chefe de Estado anteviu a celebração de 50 anos de independências de países lusófonos, em 2025, como uma oportunidade para manter viva a celebração conjunta do 25 de Abril, deste ano.

“Para o ano há uma grande ocasião: vão ser celebradas as independências”, pelo que as celebrações são uma “boa ideia”, disse, prometendo promover a ideia junto de outros chefes de Estado.

Marcelo respondia a um dos participantes, guineense, cujo pai foi preso pela PIDE, polícia política da ditadura colonial, que questionou se o 25 de Abril não podia passar a ser uma celebração conjunta com as ex-colónias, em vez de estes países serem convidados para um evento, na data, em Portugal.

O Presidente português disse que a celebração dos 50 anos, em Portugal, foi nesse sentido e que cabe a cada sociedade promover o debate sobre um “passado, presente e futuro de todas estas sociedades”.

Com o homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves, na primeira fila, Marcelo pediu às centenas de estudantes na plateia que sejam “exigentes, críticos e livres” para se construir uma democracia em tempos de crise – tema da aula magna -, reiterando que uma democracia imperfeita e inacabada é sempre preferível a uma ditadura, mas desta vez dizendo-o perante uma grande plateia, na Uni-CV.

“Tenho uma esperança ilimitada em vós, jovens cabo-verdianos”, disse, destacando a dinâmica cultural, porque, quando esta existe, a “dinâmica cívica irrompe naturalmente”, referiu.

A aula foi o último momento da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Cabo Verde, centrada nas comemorações dos 50 anos da libertação dos presos do Tarrafal.

Alfa/ com Lusa

« Nojento Português »: Frédéric Augis condenado por insulto a Cédric de Oliveira

Frédéric Augis (presidente de Tours Métropole Val-de-Loire et autarca de Joué-lès-Tours), foi condenado a uma pena de um ano de inelegibilidade e ao pagamento de uma multa de 12.000 euros por insultar o lusodescendente Cédric de Oliveira (presidente dos autarcas d’Indre-et-Loire et autarca de Fondettes), de « sale Portugais« .

O caso remonta a 4 de abril do ano passado. Os insultos aconteceram depois da aprovação do orçamento da Área Metropolitana de Tours Val-de-Loire. Já durante um beberete, Frédéric Augis atacou verbalmente Cédric de Oliveira. Irritado com o posicionamento oposicionista de Oliveira, Augis terá começado por dizer: “Tu não és mais do que um pequeno vice-presidente.” Para de seguida atirar: “Tu não és mais do que um nojento português.” A expressão em francês, “sale portugais”, insulto racista, foi ouvida pelo visado e diversas testemunhas.

Augis foi então condenado a uma pena suspensa de inelegibilidade de um ano e a uma multa de 12 mil euros, por “insultar pessoa que detém autoridade pública” e “insulto público de natureza racial por parte de pessoa que detém autoridade pública”.

Emission spéciale « Sale Portugais – Affaire Augis/De Oliveira » – ALFA 10/13

« Avant de partir, ma mère m’a dit : ‘Jeannot, n’éteins pas le feu' » – João Lança

João Lança est le fils de Linda de Suza. Après le décès de sa mère le 28 décembre 2022, Jeannot a souhaité lui rendre hommage. Un mausolée en chanson, sorti le 26 avril dernier, qui s’appelle De Fado en Mélodies. Une édition triple album chez Warner France, ainsi qu’une édition double vinyle. 68 titres, entre classiques et inédits, pour sauvegarder l’histoire de cette chanteuse populaire.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 2 mai 2024 :

 

Rendant hommage à sa mère, véritable trait d’union entre le Portugal et la France, De Fado en Mélodies recense la quasi-totalité des singles historiques de Linda de Suza de 1978 à 1991. Ce digipack Best-Of 3CD 68 titres contient aussi 5 titres de la comédie musicale La valise en carton (inspiré du livre homonyme publié en 1984) et de nombreux titres rares. Enfin, cet hommage passe par un duo inédit du titre « L’étrangère » réalisé en 2023, où l’on entend la voix du fils en portugais avec celle de la mère, en français.

Une première fois pour João Lança à Radio Alfa, heureux de respecter les derniers mots de sa mère, « Jeannot, n’éteins pas le feu ». Et le feu était bel et bien vivant dans l’ALFA 10/13, aujourd’hui.

Didier Caramalho

« Linda de Suza est le trait d’union entre la France et le Portugal, une artiste exceptionnelle » dit Laurent Jeanne, maire de Champigny-sur-Marne

1.º de Maio/Portugal: CGTP-IN critica « Governo dos grupos económicos »

1.º de Maio: CGTP-IN critica « Governo dos grupos económicos »

O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, afirmou que Portugal tem “um Governo dos grupos económicos” e que é “urgente uma rutura” que faça o país crescer, para que todos consigam viver e trabalhar condignamente.

“Temos muito caminho pela frente, muito caminho para trilhar. Temos um Governo dos grupos económicos […], mas ainda na semana passada tivemos uma das maiores manifestações de sempre em defesa e afirmação dos valores de Abril”, disse Tiago Oliveira perante milhares de pessoas concentradas nos jardins da fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.

Quando se assinala o Dia do Trabalhador, o secretário-geral da CGTP-IN deixou a garantia de que a intersindical vai estar atenta e alertou no sentido de esclarecer e mobilizar os trabalhadores para a luta.

“Cabe a todos nós, em cada empresa, em cada local de trabalho, lutarmos por uma vida melhor”, disse.

Recordou a manifestação por ocasião do 25 de Abril, que classificou como “uma das maiores de sempre em defesa e afirmação dos valores de Abril”, para defender que a manifestação de hoje, que juntou milhares de pessoas, é a prova de que “Maio afirmou Abril”.

“Hoje, como há anos, dizemos aqui estamos e estaremos sempre, na luta por um mundo melhor, mais justo e solidário, onde o valor do trabalho seja reconhecido, para pertencer ao povo o que o povo produzir”, defendeu.

Destacou que o poder de mudança está nas mãos dos trabalhadores e na sua capacidade de luta e mobilização, apontando que cada um é construtor de tudo o que de bom existe na sua vida e que “é possível uma vida melhor”.

“É imperioso prosseguir a intensificar a luta porque é urgente uma rutura, uma real mudança, que coloque o país a produzir e a crescer, que garanta a todos os que aqui querem viver e trabalhar as condições que hoje são negadas”, disse Tiago Oliveira.

Para o líder da CGTP-In, “é urgente” que os salários tenham um “geral e significativo” aumento porque esse é o “elemento central” para conseguir a rutura pela qual a intersindical luta, uma vez que só isso “garante o combate às desigualdades” ou a valorização de profissões e carreiras.

Tiago Oliveira frisou que “é possível aumentar os salários com o nível de riqueza que hoje se produz”, deixando novamente a reivindicação de um aumento salarial de 15% a que corresponda pelo menos 150 euros em todos os ordenados, além do aumento do salário mínimo nacional para mil euros.

Além do aumento dos salários, a CGTP quer também que haja uma redução do tempo de trabalho para 35 horas sem quaisquer perdas de remuneração, bem como o “reforço e melhoria dos serviços públicos”.

Durante o seu discurso, Tiago Oliveira aproveitou para exigir, logo no início da sua intervenção, que “parem de tocar os tambores da guerra”, defendendo que “a solução dos conflitos deve ser feita pela via política” e aproveitando para enviar a “todos os povos do mundo, uma palavra de fraternidade”.

Na opinião do secretário-geral da CGTP, a guerra de Israel na Palestina – “responsável por mais de 34 mil mortes, quase metade crianças” – é a prova de que “não são os povos, não são os trabalhadores que promovem as guerras”.

No final, a CGTP-In aprovou, por unanimidade, uma resolução que exige o aumento dos salários, o combate à exploração e a garantia de direitos, que inclui, entre outros, a reposição do direito da contratação coletiva, o aumento das pensões de reforma ou o reforço do investimento nos serviços públicos.

Alfa/ com Lusa

1.º de Maio: Dia do Trabalhador comemora-se em todo o mundo

O Dia do Trabalhador é hoje comemorado em Portugal, França e todo o mundo.

O 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, teve origem nos acontecimentos de Chicago de há 137 anos, quando se realizou uma jornada de luta pela redução do horário de trabalho para as oito horas, que foi reprimida com violência pelas autoridades dos Estados Unidos da América, que mataram dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais.

Há 50 anos, em Portugal, a celebração do 1.º de Maio, apenas uma semana após a revolução do 25 de abril e a conquista do direito de manifestação – e a liberdade –  levou à rua centenas de milhares de pessoas numa das maiores jornadas de manifestações de sempre no país.

Emigração de jovens formados em Portugal preocupa bispo responsável pela Pastoral Social. Entrevista

ENTREVISTA: Emigração de jovens formados em Portugal preocupa bispo responsável pela Pastoral Social

O bispo de Santarém manifesta-se “incomodado” com a necessidade de emigrar de muitos jovens portugueses após concluírem os seus estudos universitários, considerando que isso “não corresponde àquilo que era expectável” 50 anos depois do 25 de Abril.

“Preocupa-me que os jovens, ao fazerem um curso na universidade, tenham de ir trabalhar para outro país da Europa para terem um rendimento, com o qual possam sustentar o seu próprio futuro. Isto incomoda-me. Não corresponde àquilo que era expectável”, disse José Traquina em entrevista à agência Lusa, classificando como estranho que o país faça um “investimento grande na formação, em universidades”, o qual é colocado depois ao serviço no estrangeiro.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, órgão da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) “não quer dizer que as pessoas não possam emigrar, claro, mas há qualquer coisa aqui que não corresponde, que não está bem”.

Fazendo o balanço da evolução da sociedade portuguesa nos 50 anos pós-revolução, José Traquina afirma perentório que há aspetos “muito positivos e é bom e é necessário reconhecê-lo”, apontando, desde logo, o fim da guerra nas antigas colónias de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, a par da liberdade de expressão e o combate à pobreza do país.

“Eu tinha já 20 anos e incomodava-me saber que estava ali alguém a poder ouvir [as conversas]. Quando me dei conta dessa perigosidade, era uma coisa que incomodava, não poder estar a falar à vontade, porque havia gente que ouvia, que denunciava, era uma coisa esquisita esse ambiente. Mas a outra dimensão era a pobreza do país. Era um Portugal enorme, com muitas províncias, mas vivia muito mal, a maioria”, recorda o bispo.

Com a revolução “conseguiu-se mais saúde, mais vida, mais estradas, mais hospitais, mais escolas, mais formação. Houve tudo mais ao longo de 50 anos, é preciso reconhecê-lo”, afirma, alertando, no entanto, para a necessidade de “fazer o balanço dos anos de 1985/1990 para cá”.

“A situação económica do país oscilou”, com a entrada em cena de “grandes grupos económicos, grandes estabelecimentos comerciais”, o que levou a que « o pequeno comércio fosse abafado”.

“Isto alterou a fisionomia que havia numa sociedade remediada. E convém que nesta altura, ao fazer 50 anos [da revolução], se pense como é que queremos isto em termos de futuro. Como é que se vai conseguir uma situação remediada das pessoas”, alertou o prelado, para quem é preocupante “ver o número de pobres [em Portugal], cuja percentagem não desce”.

Sobre o futuro da democracia, não tem a perceção de que possa estar em risco, sublinhando que o hipotético perigo para a democracia “resulta da pouca formação das pessoas”.

“Quem tem formação e tem consciência do que é viver debaixo da ditadura, ou o que é viver no caos, prefere uma democracia que funcione, mas, para haver democracia, tem de haver homens políticos bem formados. Tem de haver gente que tenha um sentido de justiça e de coerência de vida”, considera o bispo de Santarém, avisando que “se entra no sistema democrático gente que não é séria e, portanto, quer fazer a seu modo”, sabe-se que “não resulta”.

Alerta, no entanto, para o aumento da agressividade na sociedade portuguesa, o que aponta para uma lacuna na formação.

“Um dos problemas da sociedade portuguesa é ter aumentado a violência e a agressividade em famílias, escolas, o que denuncia que há uma falha na formação humana. Por que razão é que, para nos entendermos, temos de andar à briga uns com os outros? Então, não somos capazes de dialogar? Havendo mais formação intelectual, não somos capazes de dialogar? É estranho”, lamenta.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x