Chuva ajuda a controlar incêndios. Arderam desde domingo 135 mil hectares em Portugal

Cerca de 135 mil hectares arderam entre domingo e sexta-feira

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whatsapp sharing buttonOs incêndios florestais consumiram entre domingo e sexta-feira cerca de 135.000 hectares, totalizando este ano a área ardida em Portugal quase 147.000 hectares, a terceira maior da década, segundo o sistema europeu Copernicus.

As zonas mais afetadas pelos fogos dos últimos dias são a região de Viseu Dão Lafões, com uma área consumida pelas chamas superior a 52.000 hectares, Tâmega e Sousa (mais de 25.000 hectares), Região de Aveiro (mais de 24.000 hectares), seguido da Área Metropolitana do Porto, Alta Tâmega e Ave, com uma área ardida superior a nove mil hectares cada.

De acordo com o sistema europeu de observação da Terra Copernicus, que recorre a imagens de satélite com resolução espacial a 20 metros e 250 metros, a contabilização da área ardida desde domingo chega aos 135.752 hectares.

Foto PAULO NOVAIS/LUSA

O sistema europeu Copernicus dá também conta que este ano ocorreram em Portugal 170 incêndios significativos.

Em comparação com os restantes países da União Europeia, Portugal está este ano no topo da tabela em percentagem de área ardida, seguido do Chipre, Bulgária, Croácia e Grécia.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não regista hoje ocorrências significativas de incêndio, apesar de ainda existirem meios no terreno, nomeadamente 226 operacionais e dois meios aéreos no fogo da região de Castro Daire (Viseu).

Pela primeira vez desde domingo que a página da internet da ANEPC não tem hoje “vermelhos” de incêndios ativos.

O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias.

Os incêndios atingiram as regiões do norte e centro do país e provocaram 17 feridos graves e cinco mortos contabilizados pelas autoridades, tendo ainda deixado um rasto de destruição.

Alfa/ com Lusa

França tem finalmente Governo que já é contestado à esquerda e à direita

A França tem finalmente um novo Governo, liderado pelo primeiro-ministro Michel Barnier, dois meses depois de uma crise política e que está já a ser atingido por críticas da oposição de esquerda e de direita.

Ainda mal tinha sido anunciada pelo secretário-geral do Eliseu, Alexis Kohler, na noite de hoje, a nova equipa governamental, composta por 39 membros, começou a ser contestada duramente pela oposição.

Para Jordan Bardella, líder da Assembleia Nacional, de extrema-direita, este novo Governo “representa o regresso do macronismo” e “não tem futuro”.

No outro extremo, o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon – cujo movimento, França Insubmissa, faz parte da coligação maioritária de esquerda na Assembleia Nacional – apelou a que os franceses se “livrem o mais rapidamente possível” deste Governo.

O novo executivo foi “arrancado a ferros”, após 15 dias de negociações lideradas pelo primeiro-ministro Michel Barnier, ele próprio nomeado após difíceis manobras políticas.

A tendência da equipa governamental inclina-se claramente para a direita, a família política de onde vem Michel Barnier.

A única figura da esquerda é o novo ministro da Justiça, Didier Migaud, um antigo socialista afastado da política ativa e desconhecido do público em geral.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que mergulhou o país na incerteza ao decidir dissolver a Assembleia Nacional em 09 de junho, após a derrota nas eleições europeias, deu a sua aprovação à nova equipa após as negociações hoje terminadas.

O governo de Barnier terá de conseguir afirmar-se contra a Assembleia que resultou das eleições legislativas antecipadas, fragmentadas em três blocos inconciliáveis: a esquerda, que ficou em primeiro lugar nos resultados eleitorais, mas está ausente do Governo; o centro-direita macronista; e a extrema-direita, que fica numa posição de ‘árbitro’ do jogo político.

A primeira reunião de Conselho de Ministros realiza-se na tarde de segunda-feira e espera-se que Barnier faça uma primeira intervenção sobre política geral em 01 de outubro.

A prioridade do seu Governo será a aprovação do orçamento, numa altura em que a França se depara com uma dívida elevada e é alvo de um procedimento europeu por défice excessivo.

Entre as figuras salientes do novo Governo, conta-se o novo ministro do Interior, Bruno Retailleau, que está a ser fortemente contestado por macronistas e pelos partidos da esquerda.

Figura próxima da direita liberal-conservadora, defensora da “ordem”, da autoridade” e da “firmeza”, Retailleau pretende implementar uma política dura de imigração, um tema que preocupa os franceses e que inflama regularmente a discussão política.

Do lado dos macronistas, o centrista Jean-Noel Barrot foi nomeado para os Negócios Estrangeiros.

Antigo ministro para os Assuntos Europeus, este jovem funcionário – de 41 anos – terá de rapidamente se afirmar e dar-se a conhecer numa cena internacional explosiva, marcada por dois grandes conflitos, na Ucrânia e no Médio Oriente.

O novo ministro das Forças Armadas, Sébastien Lecornu, leal ao chefe de Estado, é um dos poucos a manter o seu cargo e o seu Ministério será um dos únicos a beneficiar de um orçamento com mais dinheiro, neste contexto de crise internacional.

Rachida Dati, uma figura que divide opiniões à direita, também mantém a sua pasta como ministra da Cultura.

A esquerda tem vindo a denunciar que o resultado eleitoral está a ser deturpado e não poupa críticas às opções políticas de Macron, como o faz agora a eurodeputada de esquerda radical Manon Aubry, classificando a equipa de Barnier de estar refém dos interesses da extrema-direita.

Ambientalistas e ativistas da França Insubmissa já se manifestaram hoje em várias cidades de França a pedido de associações, organizações estudantis, ambientalistas e feministas, contra o governo Macron-Barnier e promete “aumentar a pressão popular”.

Confira com a BFMTV.

 

Com Agência Lusa.

Empresários portugueses na Alemanha otimistas sobre futuro da Inteligência Artificial

Empresários portugueses na Alemanha otimistas sobre futuro da Inteligência Artificial

Vários empresários portugueses a viver na Alemanha assumem os muitos desafios que a utilização da Inteligência Artificial (IA) irá trazer, mas admitem estar otimistas em relação às soluções e oportunidades de futuro.

“É um pau de dois bicos. Uma oportunidade e um risco”, assume Paulo Nunes, fundador e diretor executivo da empresa TwoImpulse, que ajuda outras empresas a tornarem-se mais eficientes através da tecnologia.

“Os trabalhos que se chamavam de colarinho branco, em que as pessoas passavam os dias sentadas no escritório a passar papel de um lado para o outro, têm agora uma oportunidade de deixar fazer esse trabalho tedioso. Podem passar a usar a sua capacidade para um trabalho mais criativo”, realça o português, que fundou a sua empresa na Alemanha, em Munique, há oito anos.

“A burocracia e a língua são uma barreira de entrada a muitas empresas portuguesas. Mas como falo a língua, conheço a burocracia e estou bastante integrado, vi uma boa oportunidade. A empresa opera na Alemanha, os clientes estão cá, mas temos uma grande parte do talento a trabalhar em Portugal”, diz, em declarações à Lusa.

Paulo Nunes participou no “Entrepreneur network”, uma iniciativa organizada pela Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA) que juntou profissionais e empreendedores. Para o empresário português, a IA traz “mais oportunidades que riscos”. Uma opinião partilhada por Daniela Marques, diretora executiva da Marley Spoon Europa.

“Ter estas soluções só nos vai ajudar a responder rapidamente a grandes problemas da sociedade ou exigências do consumidor”, assume a portuguesa, que começou na Marley Spoon, uma empresa dedicada à entrega de refeições prontas a cozinhar, há oito anos, como manager de logística.

“É verdade que muitos trabalhos vão ser obsoletos, mas cabe às empresas definir estratégias para investir em pessoas, reintegrá-las noutro tipo de trabalho, ensiná-las a adaptar-se a outros meios. Isso é muito importante e as empresas têm de assumir essa responsabilidade”, frisou.

Nuno Martins, diretor executivo da Caixa, defende que a IA vai “mudar muito” a forma como trabalham, sublinhando a importância de a “colocar ao serviço da boa utilização”.

“É o mesmo que o telemóvel para as crianças, é algo que andou muito rápido e que temos de usar no bom caminho”, exemplificou.

“Através dos motores de busca podemos ter acesso a essa forma de retirar informação da web de uma forma filtrada e com interações que consigam melhorar a ligação a esses sistemas (…) agora vem para ser feita na ótica do utilizar e democratizar o seu uso. Torna mais universal a sua utilização e acelera o que já estava em curso”, apontou, não escondendo os desafios que se avizinham.

O encontro, que decorreu em Berlim, contou com vários oradores e participantes, entre eles o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, o embaixador de Portugal em Berlim, Francisco Ribeiro Menezes, Tiago Taveira, fundador e diretor técnico da Cozero, uma empresa de software na área ambiental, e Pedro Lucena, fundador da startup Salectiv.

Alfa/ com Lusa

Adenda ao programa Passagem de Nível de domingo, 22: a difícil rentrée escolar em França

Adenda: programa Passagem de Nível de domingo, 22 – das 12h às 14h

-Educação em França: rentrée escolar 2024/2025 sem ministro da Educação, abandono da reforma do “brevet” nos colégios, milhares de alunos sem professor, petição a favor de Estados Gerais da Educação, temas a desenvolver com Grégoire Ensel, vice-presidente da FCPE (Fédération des Conseils de Parents d’Élèves)

« O 25 de Abril é um marco fundamental na liberdade e nos direitos » disse Daniel Bastos

Daniel Bastos apresenta Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência, no dia 21 de Setembro, na Casa de Portugal André de Gouveia, na Cidade Internacional Universitária de Paris.

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 20 de Setembro de 2024:

 

O livro – que tem uma edição bilingue, em português e inglês – foi concebido pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico inédito de Fernando Mariano Cardeira (antigo oposicionista, militar desertor, emigrante e exilado político) e prefaciado pelo investigador José Pacheco Pereira. A apresentação na Casa de Portugal André de Gouveia ficará a cargo de Paulo Pisco, deputado do PS eleito pelo círculo eleitoral da Europa.

Daniel Bastos | Memórias da ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência.

No ano em que se celebram cinquenta anos de liberdade e democracia em Portugal, a apresentação deste livro em Paris constitui um reconhecimento dos laços que unem Portugal e França.

Didier Caramalho

Passagem de Nível de 22/9. José Cesário e « para que todos contem ». Sumário do programa

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 22 de setembro de 2024. Entre as 12h00 e as 14h00

 

José Cesário secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, em directo na Rádio Alfa para abordar diversos temas: Ensino da Língua Portuguesa, Consulados, Serviço Nacional de Saúde, Conselho das Comunidades Portuguesas – CCP (tomada de posse no mês de outubro)

-A Associação “TPS – Também somos portugueses” lançou inquérito sobre as eleições portuguesas de 2024 para quem vive no estrangeiro
Convidado: Paulo Costa, porta-voz da TPS

Aulas gratuitas de português para estudantes matriculados em BTS (Brevet de Technicien Supérieur) numa escola pública de Paris ou arredores
Convidada: Marie-Madeleine Ferreira-Chartier, professora na École Nationale de Commerce (ENC – Bessières) Paris 17

-Educação em França: rentrée escolar 2024/2025 sem ministro da Educação, abandono da reforma do “brevet” nos colégios, milhares de alunos sem professor, petição a favor de Estados Gerais da Educação, temas a desenvolver com Grégoire Ensel, vice-presidente da FCPE (Fédération des Conseils de Parents d’Élèves)

Dança “Carcaça” é o titulo do espectáclo apresentado dias 24 e 25 de setembro, no Théâtre des Louvrais, Place de la Paix -Pontoise (95)
Marco da Silva Ferreira, coreógrafo, bailarino e director artistico da Companhia Pensamento Avulso, interroga-se sobre o que constrói uma identidade colectiva, através da fusão de danças folclóricas portuguesas com danças sociais actuais.

Literatura, o Festival AMERICA decorre de 26 a 29 de setembro em Vincennes (94) com a participação da escritora portuguesa Isabela Figueiredo.
Entretanto, no dia 16 de novembro em Saint-Nazaire, o romance La Grosse (éditions Chandeigne) receberá o Prémio Laure Bataillon para a melhor obra traduzida em 2024, com a presença da autora, Isabela Figueiredo e do tradutor João Viegas

-Cinema, o filme “Voyages em TÊTES étrangères” do realizador António Amaral, continua a obter prémios em festivais internacionais, enquanto se aguarda a saída em sala.
Uma longa-metragem que, através da ficção cientifica, aborda o exílio, o desenraizamento e o militantismo dos colectivos de “sans papiers”

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00 e em podcast – www.radioalfa.net

Incêndios. Chuva, temperaturas em baixa, menos vento, bombeiros, fogos em Portugal controlados

Chuva, temperaturas mais baixas, menos vento e ação dos bombeiros ajudam a controlar fogos que ainda lavram em certas regiões do centro e norte de Portugal. 

Registados nesta sexta-feira, 20, poucos fogos ativos em todo o país.

1ª Jornada Luso-Francesa de Indústrias de Defesa – participam associações industriais e 50 empresas

1ª Jornada Luso-Francesa de Indústrias de Defesa – Embaixada de Portugal em França, dias 2 e 3 de outubro.

A Embaixada de Portugal em França anuncia em comunicado de imprensa a realização da 1ª Jornada Luso-Francesa de Indústrias de Defesa, que terá lugar em Paris, nos dias 2 e 3 de outubro, com a participação de todas as associações industriais do sector e de mais de 50 empresas, francesas e portuguesas.

« Este evento visa dar seguimento ao aprofundamento do relacionamento bilateral entre Portugal e a França no âmbito das indústrias de defesa, fomentando a partilha de informação sobre os programas de aquisição dos dois países, a integração de entidades nas cadeias de fornecimento e o estabelecimento de parcerias e consórcios com vista à preparação de candidaturas ao Fundo Europeu de Defesa, proporcionando visitas a empresas francesas e oportunidades de B2B e B2G entre os participantes » lê-se no comunicado.

A jornada é organizada por uma parceria bilateral entre Portugal e França e integram a Embaixada de Portugal em Paris, a Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, o Estado-Maior-General das Forças Armadas, a aicep Portugal Global, a idD Portugal Defence e a AED Cluster Portugal, do lado português, e a Direction Générale de l’Armament (DGA), o Groupement des Industries Françaises Aéronautiques et Spatiales (GIFAS), o Groupement des Industries de Construction et Activités Navales (GICAN) e o Groupement des Industries Françaises de Défense et
de Sécurité Terrestres et Aéroterrestres (GICAT), do lado francês.

É anunciado igualmente que « grande parte dos participantes são pequenas e médias empresas, estando também presentes grandes empresas francesas como a Airbus, Exail, KNDS, MBDA, Naval Group, Safran e Thales, bem como as portuguesas CEiiA, Critical Software, Edisoft/Thales Portugal, EID, Sonae e Tekever, entre muitas outras ».

Durante a manhã de 3 de outubro, até às 11h15, o programa é aberto à imprensa.

Para mais informações, contactar: adidodef.paris@emgfa.pt ; aicep.paris@portugalglobal.pt

Incêndios/Portugal. Ainda há fogos em curso, mas há « uma certa acalmia » – ministra

Alfa

Apesar de ainda se registarem, hoje 5ª feira ao início da noite, 14 fogos rurais ativos no Norte e Centro de Portugal, 9 deles com grande dimensão, Margarida Blasco, ministra da Administração Interna, confirmou depois das 20h o que se sentiu no país desde o início da manhã: « Vive-se uma certa acalmia », disse, referindo-se a uma situação longe da catástrofe que o país conheceu desde domingo passado.

As temperaturas desceram, o vento perdeu intensidade e, finalmente, muitos fogos começaram a ser mais facilmente controlados por mais de 5 mil operacionais depois de 3/4 dias de tragédia e terrível destruição em muitas regiões, com 7 mortes e dezenas e dezenas de feridos, casas queimadas, estradas cortadas e milhares de hectares de mato, zonas e empresas agícolas e não só ardidas.

Os habitantes de Portugal, sobretudo no norte no centro, viveram autênticas cenas de pânico nestes dias – e ainda continuam a viver nalgumas regiões onde os fogos continuam ativos esta noite.

« Foi acionado “nestes dias mais críticos” o maior dispositivo de combate aos incêndios alguma vez mobilizado », afirmou a ministra da Administração Interna.

A ministra expressou ainda o seu “profundo e sentido pesar às famílias das vítimas mortais” e agradeceu aos operacionais que continuam a combater os incêndios, assim como aos parceiros europeus, a Marrocos e aos autarcas.

Nesta sexta-feira, 20, é dia de luto em Portugal de solidariedade e pesar com as vítimas dos incêndios.