Portugal. Governo diz que « não está em causa nenhum processo » para reparação do passado colonial

Governo contraria em comunicado o Presidente Marcelo e diz que « não está em causa nenhum processo » para reparação do passado colonial.

O Governo afirmou hoje “não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas com o propósito” de reparação pelo passado colonial português e defendeu que se pautará “pela mesma linha” de executivos anteriores.

“A propósito da questão da reparação a esses Estados e aos seus povos pelo passado colonial do Estado português, importa sublinhar que o Governo atual se pauta pela mesma linha dos Governos anteriores. Não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas com esse propósito”, refere o executivo, em comunicado da Presidência do Conselho de Ministros.

No texto, o executivo PSD/CDS-PP sublinha que “o Estado português, através dos seus órgãos de soberania – designadamente, do Presidente da República e do Governo -, tem tido gestos e programas de cooperação de reconhecimento da verdade histórica com isenção e imparcialidade”.

O Presidente da República defendeu hoje que Portugal deve liderar o processo de assumir e reparar as consequências do período do colonialismo e sugeriu como exemplo o perdão de dívidas, cooperação e financiamento.

À margem da inauguração do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, em Peniche, Marcelo Rebelo de Sousa foi instado a esclarecer declarações feitas na terça-feira, durante um jantar com correspondentes estrangeiros em Portugal, no afirmou que Portugal deve « assumir a responsabilidade total » pelo que fez no período colonial e « pagar os custos » e que mereceram críticas do Chega, IL e CDS-PP.

No comunicado, o Governo começa por referir que “as relações do povo português com todos os povos dos Estados que foram antigas colónias de Portugal são verdadeiramente excelentes, assentes no respeito mútuo e na partilha da história comum”.

“O mesmo se diga das relações institucionais Estado a Estado, como bem provam as comemorações dos cinquenta anos do 25 de Abril de 1974”, salienta o texto de oito pontos.

Depois de referir que irá atuar na “mesma linha” de anteriores Governos e que não existe “nenhum processo ou programa de ações específicas” com o propósito de reparação colonial, o executivo dá alguns exemplos do que considera serem “gestos e programas de cooperação de reconhecimento da verdade histórica com isenção e imparcialidade”.

“Assim se compreende, a título de exemplo, a assunção do contributo decisivo da luta desses povos pela sua independência para o fim da ditadura ou o pedido de desculpas pelo trágico massacre de Wyriamu”, em Moçambique, aponta-se.

Por outro lado, refere-se que, “no quadro da cooperação cultural e histórica, o Estado Português financiou, em Angola, o Museu da Luta de Libertação Nacional; em Cabo Verde, a musealização do campo de concentração do Tarrafal; em Moçambique, a recuperação da rampa dos escravos na Ilha de Moçambique”.

“A tudo isso acresce, globalmente, a prioridade dada às políticas gerais de cooperação e à sua materialização em áreas tão significativas como a educação, a formação, a língua, a cultura ou a promoção da saúde, para além da cooperação financeira, orçamental e económica”, acrescenta o texto.

O comunicado da Presidência do Conselho de Ministros conclui que “a linha do Governo português é e será sempre esta: aprofundamento das relações mútuas, respeito pela verdade histórica e cooperação cada vez mais intensa e estreita, assente na reconciliação de povos irmãos”.

O tema voltou a agenda esta semana pela voz de Marcelo Rebelo de Sousa que hoje reiterou que, ao longo da sua presidência, tem defendido que Portugal tem de “liderar o processo” em diálogo com esses países.

Para tal, defendeu, Portugal tem de ter “formas de reparar” as consequências do colonialismo, exemplificando com o perdão de dívidas, a cooperação, a concessão de linhas de crédito e de financiamento que, disse, têm sido estabelecidos.

Questionado pelos jornalistas, o Presidente da República disse também que o atual Governo deveria continuar com o processo de levantamento dos bens patrimoniais das ex-colónias em Portugal, que teria sido iniciado pelo anterior executivo, para posteriormente devolvê-los.

Portugal. Perdão de dívidas e financiamento: reparar consequências do colonialismo

Perdão de dívidas e financiamento podem ser formas de reparar consequências do colonialismo

O Presidente da República defendeu hoje que Portugal deve liderar o processo de assumir e reparar as consequências do período do colonialismo e sugeriu como exemplo o perdão de dívidas, cooperação e financiamento.

« Sempre achei que pedir desculpa é uma solução fácil para o problema. Peço desculpa… nunca mais se fala nisso. Assume-se a responsabilidade por aquilo que de bom e de mau houve no império. O assumir significa, de facto, isso », disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem da inauguração do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, em Peniche.

A sugestão de que Portugal assumisse responsabilidades por crimes cometidos durante a era colonial tinha sido deixada pelo chefe de Estado durante um jantar na terça-feira com correspondentes estrangeiros em Portugal, em que o Presidente propôs o pagamento de reparações pelos erros do passado.

Instado a esclarecer as declarações feitas na altura, o Presidente da República sublinhou que, ao longo da sua presidência, tem defendido que Portugal tem de « liderar o processo » em diálogo com esses países.

« Não podemos meter isto debaixo do tapete ou dentro da gaveta. Temos obrigação de pilotar, de liderar este processo, porque se nós não o lideramos, assumindo, vai acontecer o que aconteceu com países que, tendo sido potências coloniais, ao fim de x anos perderam a capacidade de diálogo e de entendimento com as antigas colónias », alertou.

Para tal, Portugal tem de ter « formas de reparar » as consequências do colonialismo, exemplificando com o perdão de dívidas, a cooperação, a concessão de linhas de crédito e de financiamento que, disse, têm sido estabelecidos.

Questionado pelos jornalistas, o Presidente da República defendeu que o atual Governo deveria continuar com o processo de levantamento dos bens patrimoniais das ex-colónias em Portugal, iniciado pelo anterior Governo, para posteriormente devolvê-los.

« É uma questão que tem que ser tratado pelo novo Governo, em respeito com as funções executivas do Governo e tem que ser tratada em contacto com esses estados », disse.

Além do património das ex-colónias, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que « está por resolver » também os problemas dos antigos combatentes e dos « espoliados » dos seus bens nas ex-colónias e obrigados a regressar a Portugal.

No mesmo jantar com jornalistas correspondentes, o Presidente da República já tinha sublinhado que os crimes cometidos durante a era colonial, incluindo massacres, tiveram custos e lembrou que algumas ações nunca foram punidas e bens saqueados nunca foram devolvidos.

As declarações do chefe de Estado provocaram reações imediatas de alguns partidos, com o CDS a rejeitar « revisitar heranças coloniais » e « deveres de reparação » e Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, a considerar que quem declara ser obrigação de Portugal « indemnizar terceiros » pelo passado, está a atentar « contra os interesses do país ».

O líder do Chega, André Ventura, acusou Marcelo de trair os portugueses, enquanto, à esquerda, Mariana Mortágua do BE defendeu ser importante que Portugal faça um debate sobre o seu passado colonial e Paulo Raimundo do PCP considerou haver espaço para a cooperação com as antigas colónias.

Não foi a primeira vez que Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu a reparação de crimes do passado.

Há um ano, na sessão de boas-vindas ao Presidente brasileiro Lula da Silva, que antecedeu a sessão solene comemorativa do 49.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República, defendeu que Portugal devia um pedido de desculpa, mas acima de tudo devia assumir plenamente a responsabilidade pela exploração e pela escravatura no período colonial.

Durante mais de quatro séculos, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram raptados, transportados à força para longas distâncias por navios e mercadores maioritariamente europeus e vendidos como escravos.

Alfa/ com Lusa

FCPorto/eleições: o « Rei do Norte » poderá ser destronado?

Alfa – Daniel Ribeiro

Antigo treinador André Villas-Boas ameaça destronar Pinto da Costa, “rei” do FC Porto há 42 anos com uma história repleta de títulos.

Ex-treinador é o primeiro a colocar seriamente em causa a liderança até agora quase unânime do presidente portista, dando voz ao descontentamento cada vez maior dos sócios com a gestão do FC Porto, que vive atualmente numa situação financeira difícil.

Os sócios votam neste sábado das 9h às 20h, no Estádio do Dragão, num ambiente de alguma tensão entre os sócios e sob vigilância das forças da ordem.

Pinto da Costa é protagonista do mais longo reinado na história do futebol mundial.

Villas-Boas é o concorrente mais difícil que Pinto da Costa enfrentou em toda a sua longa e rica carreira.

Madeleine Pereira est l’invitée de Didier Caramalho

Madeleine Pereira est artiste, scénariste, dessinatrice. Elle vient de publier sa première bande-dessinée : Borboleta, aux éditions Sarbacane. Un album touchant qui relève à la fois de l’autobiographie familiale et de la BD historique, bien que la fiction y occupe une part importante.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 26 avril 2024, un jour après le cinquantenaire de la Révolution des Œillets :

 

Madeleine Pereira a 27 ans. Elle a deux sœurs (Alice et Louise) et une mère franco-brésilienne. Mais le sujet de sa première bande-dessinée, c’est son père.

Hélio Pereira (Pedro dans la BD) est né au Portugal dans les années 1960, il est arrivé en France en 1973 (à l’âge de 13 ans) et a visiblement toujours été avare de paroles concernant son passé. Ne répondant jamais aux questions de ses filles, esquivant sans cesse le sujet, Madeleine s’est donc donné un objectif : saisir les rares mots de son père en plein vol, comme qui chasse un papillon. Son filet ? Un feutre et un crayon, des couleurs et tons sensibles, la fragilité de son trait et un mensonge. Elle prétexte la préparation d’une BD sur l’histoire familiale pour que son père lui parle enfin. Raté. Il la renvoie vers des amis : Maria M., Manuel F., José R., Helder G., Luis R. et sa tante Elsa – qui, librement réinterprétés, deviennent Guida, Nuno, João, Jaime et Joana.

Et comme la chenille en papillon, le mensonge se mue en vérité. Toutes ces petites histoires font la grande et Borboleta vient de naître. Un titre curieux que Madeleine justifie dans l’entretien ci-dessus.

Madeleine Pereira | Borboleta. Sarbacana, 171 p., 24 €
Madeleine Pereira | Borboleta. Sarbacane, 176 p., 24 €

Madeleine Pereira était aujourd’hui accompagnée de son père, et l’heure passée dans l’ALFA 10/13 était sa première fois à la radio… Nous croyons et lui souhaitons que ce ne sera pas la dernière. Nous nous reverrons, Madeleine !

Didier Caramalho

Pedro Abrunhosa com Cante Alentejano em Paris. Os destaques do Passagem de Nível de domingo, 28/04

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 28 de abril 2024. Entre as 12h00 e as 14h00

-Departamento do Val-de-Marne (94), três anos de gestão da maioria de direita criticadas pela oposição de esquerda.
Convidada:  FATIHA  AGGOUNE,  Presidente do Groupe Val-de-Marne en commun

50 Anos da Revolução dos Cravos, testemunho da luso-descendente Christine Pires Beaune, deputada do grupo socialista e vice-presidente do Grupo de Amizade França-Portugal da Assembleia Nacional francesa.

-Livro: La Révolution des Oeillets, Regard d’un correspondant du Monde à Lisbonne, éditions de l’Atelier.
Convidado : José Rebelo, antigo jornalista, correspondente em Portugal do diário francês entre 1974 e 1976.

Changer de Vie, a vida e a obra de José Mário Branco, um documentário de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, projecção seguida por um debate, sábado 4 de maio às 18h00, no Ciné Malraux de Bondy, 25 cours de la République – Bondy
Convidado: Pedro Fidalgo, realizador, que vai participar no debate

-Dia 8 de Maio, concerto de Pedro Abrunhosa, na sala do Olympia, a 08 de maio, em Paris, com a participação do Grupo Cultural e Etnográfico Os Camponeses de Pias
Convidado: António Lebre, coordenador do Grupo de Cante

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00

-Nota: no domingo 5 de Maio as barreiras da “passagem de nível” vão estar « fechadas »

25 Abril/50 anos. Centenas de milhares gritaram em Lisboa: « Abril sempre, fascismo nunca mais ». 

REPORTAGEM 25 Abril: Centenas de milhares de pessoas desfilaram em Lisboa na festa dos 50 anos. Foi uma das maiores manifestações de sempre na capital portuguesa.

A festa dos 50 anos de democracia levou à rua centenas de milhares de pessoas que encheram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para celebrar o 25 de Abril no tradicional desfile comemorativo.

Pintada com as cores dos cravos vermelhos, dos cartazes e das bandeiras de Portugal, de partidos e movimentos da sociedade civil, a Avenida da Liberdade voltou hoje a ser palco do tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril. Hoje, uma festa especial, que assinalou o cinquentenário da revolução dos cravos.

« É a primeira vez. O meu pai costumava vir muito. Em honra dele vim aqui com a minha irmã e as minhas duas filhas », conta à Lusa João Cabral, de 42 anos.

De mão dada com a filha de quatro anos, explica que a trouxe ao desfile, embora considere ser « muito cedo » para falar com ela sobre a importância do 25 de Abril.

Atrás das duas chaimites, que seguiram na frente do desfile, uma coluna de centenas de milhares de pessoas fazia a festa de cravo ao peito ou em punho, num desfile que percorreu lentamente a avenida ao longo de mais de quatro horas.

« Se alguém pudesse duvidar que eles não passarão, temos aqui a demonstração disso mesmo », disse o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, já no discurso de encerramento do desfile, quando muitos ainda não tinham sequer chegado a meio do percurso.

Como habitualmente, o desfile foi também um encontro de gerações, algumas que já tinham saído à rua há 50 anos, outras que nasceram em democracia e fazem questão de a celebrar, e até os filhos dessas, que viveram hoje o seu primeiro 25 de Abril.

« Eu não estava lá, mas estou aqui », lia-se num dos muitos cartazes que enfeitavam a multidão.

Com um brilho nos olhos, enquanto observa o início do desfile, Isabel Lagoa, de 72 anos, não tem dúvidas em afirmar que o 25 de Abril « foi o dia mais feliz » da sua vida.

« Significa tudo. A liberdade das amarras do fascismo », sublinha.

Com a mesma idade que Isabel Lagoa tinha em 1974 (22 anos), a jovem Catarina Rocha diz à Lusa que vê reflectido nos avós a importância que teve a revolução dos cravos.

« Vejo pelos meus avós a alegria que foi o 25 de Abril. Para os jovens o 25 de Abril é liberdade », afirma.

Nas faixas centrais da Avenida, centenas de milhares de pessoas participaram no desfile, desde a rotunda do Marquês de Pombal até à Praça do Rossio, num passo lento, que às 16:30, uma hora após começar, deixava as pessoas que ainda não tinham saído do ponto de partida a questionarem-se se a marcha ainda não teria arrancado.

Nas laterais, outras tantas aproveitaram a sombra das árvores para ver o desfile passar, vendo-se também muitos jovens sentados no cimo das árvores e das paragens de autocarro. Apesar de não estarem a participar na marcha, não esqueceram o cravo vermelho, nem as palavras de ordem.

No meio da felicidade e festejos, José Marques, de 80 anos e ex-preso político, reconheceu que « há muita coisa que falta », ressalvando que « a democracia vai-se fazendo ao longo da vida ».

Após 50 anos, mais de metade da sua vida já foi passada em democracia, mas no cinquentenário da revolução dos cravos, lamenta que o país tenha descoberto finalmente « aqueles que no 25 de Abril preferiam estar no 24 de Abril », referindo-se ao partido de extrema-direita Chega.

O alerta foi também deixado por Vasco Lourenço, sem referir o partido de André Ventura, falando em « tempos de incerteza e enorme preocupação », pelo contexto internacional, mas não só.

Sem especificar, alertou que « novos ditadores estão no terreno ou ameaçam surgir no horizonte », pondo em causa os valores de Abril e encerrou o discurso, antes de se ouvir a segunda senha da revolução – « Grândola, Vila Morena », de José Afonso – com a frase que, durante a tarde, foi sendo repetida em uníssono: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais ».

Alfa com Lusa

Histórias de Abril – 50 anos da Revolução dos Cravos

Treinador Sérgio Conceição renova com o FC Porto até 2028

O treinador Sérgio Conceição prolongou contrato com o FC Porto por mais quatro épocas, até junho de 2028, anunciou hoje o vice-campeão nacional de futebol, na antevéspera das eleições ‘azuis e brancas’ para o quadriénio 2024-2028.

“A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem, nos termos do artigo 29º Q do Código dos Valores Mobiliários, informar o mercado que chegou a acordo para prolongar por quatro épocas desportivas, ou seja, até 30 de junho de 2028, o contrato de trabalho que liga a sociedade ao treinador da sua equipa principal de futebol, Sérgio Paulo Marceneiro Conceição », indicou a SAD portista, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Recordista de jogos, vitórias e conquistas no comando do FC Porto, que já orienta desde 2017/18, o técnico, de 49 anos, foi campeão nacional em 2017/18, 2019/20 e 2021/22 e tinha renovado pela última vez há três anos, ficando ligado até ao final desta temporada.

Além das conquistas alternadas de três edições da I Liga, o antigo extremo internacional português venceu três taças de Portugal (2019/20, 2021/22 e 2022/23), três supertaças Cândido de Oliveira (2018, 2020 e 2022) e uma Taça da Liga (2022/23), mas vive agora o momento de menor fulgor desportivo dessas quase sete épocas inteiras nos ‘dragões’.

O FC Porto já está arredado do título de campeão nacional e quase afastado da próxima Liga dos Campeões, ao ser terceiro colocado da I Liga a quatro jornadas do final, com os mesmos 62 pontos do Sporting de Braga, a 18 do líder isolado Sporting – que enfrenta no domingo, no Dragão, num encontro da 31.ª ronda -, e a 11 do Benfica, detentor do cetro.

A época iniciou com uma derrota face às ‘águias’ na Supertaça Cândido de Oliveira (2-0), em Aveiro, prosseguindo com os afastamentos na fase de grupos da Taça da Liga e nos oitavos de final da Liga dos Campeões, ao perder no desempate por grandes penalidades (4-2, após igualdade 1-1 nas duas mãos) com o Arsenal, vice-campeão e líder da Liga inglesa.

A única chance de o FC Porto evitar uma inédita época em ‘branco’ sob alçada de Sérgio Conceição passa pela final da Taça de Portugal, em 26 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras, com os vencedores das últimas duas edições da prova a defrontarem o Sporting.

O treinador natural de Coimbra tinha sido contratado para suceder a Nuno Espírito Santo no verão de 2017, regressando ao clube no qual acabou a sua formação como jogador e conquistou cinco troféus em duas passagens pelo conjunto principal (1996-1998 e 2004).

Antes do FC Porto, Sérgio Conceição treinou Olhanense (2012-2013), Académica (2013-2014), Sporting de Braga (2014/15), Vitória de Guimarães (2015/16) ou os franceses do Nantes (2016/17), iniciando a carreira nos bancos como adjunto dos belgas do Standard Liège (2010/11), um dos clubes representados durante uma década e meia como atleta.

A renovação do treinador tinha sido avançada desde quarta-feira por Pinto da Costa e foi consumada no último dia de campanha previsto no regulamento eleitoral ‘azul e branco’.

As eleições dos órgãos sociais do FC Porto para o quadriénio 2024-2028 são disputadas por três candidaturas, lideradas por Pinto da Costa (lista A), André Villas-Boas (B), antigo treinador da equipa de futebol, e Nuno Lobo (C), empresário e professor, incluindo ainda uma lista independente ao Conselho Superior comandada por Miguel Brás da Cunha (D).

O ato eleitoral decorrerá no sábado, entre as 09:00 e as 20:00, no Estádio do Dragão, no Porto, numa altura em que Pinto da Costa está a cumprir o 15.º mandato seguido, desde 1982, e detém o estatuto de dirigente com mais títulos e longevidade do futebol mundial.

 

Com Agência Lusa.

Histórias de Abril – 50 anos da Revolução dos Cravos

A Rádio Alfa assinala os 50 anos da Revolução dos Cravos com Histórias de Abril. Testemunhos na primeira pessoa de quem viveu o 25 de Abril de 1974.

Revolução dos Cravos! 25 de Abril, sempre!

Entre dia 1 e 24 de Abril de 2024, a Rádio Alfa deu a palavra à homens e mulheres que viveram, há 50 anos, a Revolução dos Cravos. De segunda à sexta-feira, no ALFA 10/13 com Didier Caramalho, pôde ouvir às 10h30 em português e às 12h30 em francês, um testemunho seguido sempre da leitura de um poema e da análise de uma música relacionada com a Revolução dos Cravos.

António Manuel Ribeiro, cantor e líder dos UHF. ‘É urgente o amor’ de Eugénio de Andrade, ‘Venham mais cinco’ de Zeca Afonso:

 

Artur Silva, jornalista e co-fundador da Rádio Alfa em 1987. ‘Para que tu, liberdade’ de José Jorge Letria, ‘A cantiga é uma arma’ do GAC (testemunho em francês):

 

Carlos Brito, cartunista. ‘Pedra filosofal’ de António Gedeão, ‘Pedra Filosofal’ de Manuel Freire:

 

Francisco Fanhais, cantor exilado em França e ex-sacerdote. ‘Grândola, Vila Morena’ de Zeca Afonso:

 

Jean-Marc Hémion, professor de filosofia. ‘O Futuro’ de Ary dos Santos, ‘E depois do Adeus’ de Paulo de Carvalho (testemunho em francês):

 

Daniel Ribeiro (1953-2025), jornalista e ex-diretor da Rádio Alfa. ‘Mulheres do meu país’ de Maria Teresa Horta, ‘Tanto mar’ de Chico Buarque:

 

João Heitor, livreiro. ‘Flor da liberdade’ de Miguel Torga, ‘Somos Livres’ de Ermelinda Duarte:

 

Luís Filipe Pedrosa, professor de história e diretor da secção portuguesa no liceu internacional de Saint-Germain-en-Laye:

 

Manuel Miranda, guitarrista e fadista. ‘Fado Peniche’ de David Mourão-Ferreira, ‘Abandono’ de Amália Rodrigues:

 

Dominique Hummel, turista francesa em Portugal, em 1975. ‘A cor da Liberdade’ de Jorge de Sena, ‘O que faz falta’ de Zeca Afonso:

 

Manuel do Nascimento, escritor e historiador. ‘Cantata da paz’ de Sofia de Mello Breyner, ‘Cantata da paz’ de Francisco Fanhais:

 

Manuel Dante (Nello), artista e diretor dum cabaret em França. ‘Abril de Abril’ de Manuel Alegre, ‘Põe-te a pau, companheiro’ de Paulo de Carvalho (testemunho em francês):

 

Nuno Cabeleira, vice-consûl de Portugal em Paris em 1974. ‘Revolução’ de Sofia de Mello Breyner, ‘O Patrão e Nós’ de Fausto:

 

Pauline Santiago, amiga de Zélia e Zeca Afonso. ‘Meu país liberto’ de Frassino Machado, ‘Trova do vento que passa’ de Adriano Correia de Oliveira:

 

Sérgio Godinho, cantor exilado em França e no Canadá. ‘Liberdade para a Liberdade’ de José Augusto Seabra, ‘Eu vim de longe’ de José Mario Branco:

 

Tim, cantor e líder dos Xutos E Pontapés. ‘Salgueiro Maia’ de Manuel Alegre, ‘O povo unido jamais será vencido’ de Luís Cilia:

 

Ricardo José, jornalista e retornado:

 

Helena Morna, jornalista, apresentadora e filha de Alvaro Morna (estemunho em francês):

 

François Hollande, Presidente da República Francesa de 2012 a 2017, deputado do PS (testemunho em francês):

 

Nuno Saraiva, ilustrador, cartunista e filho de um capitão de Abril:

 

Os testemunhos (portugueses e franceses) foram recolhidos, os guiões foram escritos e os poemas narrados por Didier Caramalho. A sonoplastia é de Jorge Leandro. O genérico inical tem vozes de Zeca Afonso e Inês Cordeiro. Um agradecimento especial a todos os convidados.

« Histórias de Abril » é uma rúbrica especial do ALFA 10/13 nos 50 anos do 25 de Abril de 1974.

Para completar os testemunhos, a Rádio Alfa propõe agora:

  • uma bibliografia seletiva sobre a Revolução dos Cravos:

LEONARD, Yves. Sous les œillets la révolution. Le 25 avril 1974 au Portugal. Paris : Chandeigne, avril 2023. 136 p.

REZOLA, Maria Inácia. Mitos de Uma Revolução. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2008. 436 p.

CANIVET DA COSTA, Sandra. La Révolution des œillets – 25 avril 1974, le jour de la Liberté. Bourges : Cadamoste, avril 2024. 50 p.

FANHA, José. Era uma Vez o 25 de Abril. Lisboa : Nuvem de Tinta, abril de 2023. 88 p.

PALHETA, Ugo. Découvrir la Révolution des œillets. Portugal (1974-1975). Paris : Editions Sociales – Les Propédeutiques, avril 2024. 200 p.

PEREIRA, Victor. C’est le peuple qui commande : la Révolution des Œillets : 1974-1976. Paris : Editions du Détour, 2023, 265 p.

MATEUS, José ; GAUDÊNCIO, Suzana ; VARELA, Raquel. 25 de Abril – Roteiro da Revolução. Lisboa : Parsifal PT, Março de 2017. 192 p.

FILOCHE, Gérard. La Révolution des Œillets. Portugal. 1974. Paris : Editions Atlande, avril 2024, 712 p.

  • uma série de entrevistas (em português e em francês) sobre a Revolução dos Cravos. Realizadas por Didier Caramalho:

« É contra ventos e marés que temos que nos preparar para manter vivas as aspirações de Abril » – Francisco Fanhais

« Salazar a cultivé de son vivant la rhétorique de l’invisibilité et la volonté d’être masqué » – Yves Léonard

« Pour consolider l’union des gauches, il faut s’inspirer du Portugal, du 25 avril 1974 » – Gérard Filoche

« Le 25 avril 1974 est une révolution politique, sociale et culturelle » – Victor Pereira

« Le salazarisme est une variété spécifique de fascisme » – Ugo Palheta

« O 25 de Abril é um marco fundamental na liberdade e nos direitos » disse Daniel Bastos

Histoires d’avril – les 50 ans de la Révolution des Œillets

Radio Alfa célèbre les 50 ans de la Révolution des Œillets avec Histoires d’avril. Des récits à la première personne de celles et ceux qui ont vécu le 25 avril 1974.

Révolution des Œillets ! 25 avril, toujours !

Du 1er au 24 avril 2024, Radio Alfa a donné la parole aux hommes et aux femmes qui ont vécu, il y a 50 ans, la Révolution des Œillets. Du lundi au vendredi, dans l’émission ALFA 10/13 préparée et présentée par Didier Caramalho, vous pouviez écouter, à 10h30 en portugais et à 12h30 en français, un témoignage, suivi de la lecture d’un poème et de l’analyse d’une chanson en lien avec la Révolution des Œillets.

António Manuel Ribeiro, chanteur et leader des UHF. ‘É urgente o amor’ de Eugénio de Andrade, ‘Venham mais cinco’ de Zeca Afonso :

 

Artur Silva, journaliste et cofondateur de Radio Alfa en octobre 1987. ‘Para que tu, liberdade’ de José Jorge Letria, ‘A cantiga é uma arma’ du GAC :

 

Carlos Brito, dessinateur de presse et caricaturiste. ‘Pedra filosofal’ d’António Gedeão, ‘Pedra Filosofal’ de Manuel Freire :

 

Francisco Fanhais, chanteur exilé en France et ancien prêtre. ‘Grândola, Vila Morena’ de Zeca Afonso :

 

Jean-Marc Hémion, professeur de philosophie à Rennes. ‘O Futuro’ de Ary dos Santos, ‘E depois do Adeus’ de Paulo de Carvalho :

 

François Hollande, président de la République française de 2012 à 2017 :

 

Daniel Ribeiro (1953-2025), journaliste et ancien directeur d’antenne de Radio Alfa. ‘Mulheres do meu país’ de Maria Teresa Horta, ‘Tanto mar’ de Chico Buarque :

 

João Heitor, libraire. ‘Flor da liberdade’ de Miguel Torga, ‘Somos Livres’ d’Ermelinda Duarte :

 

Luís Filipe Pedrosa, professeur d’histoire et directeur de la section portugaise au lycée international de Saint-Germain-en-Laye :

 

Manuel Miranda, guitariste et fadiste. ‘Fado Peniche’ de David Mourão-Ferreira, ‘Abandono’ d’Amália Rodrigues :

 

Dominique Hummel, une Française au Portugal en 1975. ‘A cor da Liberdade’ de Jorge de Sena, ‘O que faz falta’ de Zeca Afonso :

 

Manuel do Nascimento, écrivain et historien. ‘Cantata da paz’ de Sofia de Mello Breyner, ‘Cantata da paz’ de Francisco Fanhais :

 

Manuel Dante (Nello), artiste et cabaretier à Tours, ‘retornado’. ‘Abril de Abril’ de Manuel Alegre, ‘Põe-te a pau, companheiro’ de Paulo de Carvalho :

 

Nuno Cabeleira, vice-consul du Portugal à Paris en 1974. ‘Revolução’ de Sofia de Mello Breyner, ‘O Patrão e Nós’ de Fausto :

 

Pauline Santiago, amie de Zélia et Zeca Afonso. ‘Meu país liberto’ de Frassino Machado, ‘Trova do vento que passa’ d’Adriano Correia de Oliveira :

 

Helena Morna, journaliste, animatrice et fille d’Alvaro Morna :

 

Sérgio Godinho, chanteur-compositeur exilé en France puis au Canada. ‘Liberdade para a Liberdade’ de José Augusto Seabra, ‘Eu vim de longe’ de José Mário Branco :

 

Tim, chanteur et leader des Xutos & Pontapés. ‘Salgueiro Maia’ de Manuel Alegre, ‘O povo unido jamais será vencido’ de Luís Cilia :

 

Ricardo José, ancien journaliste de Radio Alfa et ‘retornado’ :

 

Les témoignages ont été recueillis, les textes rédigés et les poèmes narrés par Didier Caramalho. Le générique d’ouverture inclut les voix de Zeca Afonso et d’Inês Cordeiro. Les traductions en français sont interprétées par Rémi Caramalho. Un remerciement tout particulier à tous les invités.

« Histoires d’avril » est une rubrique spéciale de l’émission ALFA 10/13 à l’occasion des 50 ans du 25 avril 1974.

Pour compléter les témoignages, Radio Alfa propose également une bibliographie sur la Révolution des Œillets :

  • LEONARD, Yves. Sous les œillets la révolution. Le 25 avril 1974 au Portugal. Paris : Chandeigne, avril 2023. 136 p.
  • REZOLA, Maria Inácia. Mitos de Uma Revolução. Lisbonne : A Esfera dos Livros, 2008. 436 p.

  • CANIVET DA COSTA, Sandra. La Révolution des œillets – 25 avril 1974, le jour de la Liberté. Bourges : Cadamoste, avril 2024. 50 p.

  • FANHA, José. Era uma Vez o 25 de Abril. Lisbonne : Nuvem de Tinta, avril 2023. 88 p.

  • PALHETA, Ugo. Découvrir la Révolution des œillets. Portugal (1974-1975). Paris : Éditions Sociales – Les Propédeutiques, avril 2024. 200 p.

  • PEREIRA, Victor. C’est le peuple qui commande : la Révolution des Œillets : 1974-1976. Paris : Éditions du Détour, 2023. 265 p.

  • MATEUS, José ; GAUDÊNCIO, Suzana ; VARELA, Raquel. 25 de Abril – Roteiro da Revolução. Lisbonne : Parsifal PT, mars 2017. 192 p.

  • FILOCHE, Gérard. La Révolution des Œillets. Portugal. 1974. Paris : Éditions Atlande, avril 2024. 712 p.

Radio Alfa propose aussi une série d’entretiens (en portugais et en français) sur la Révolution des Œillets, réalisés par Didier Caramalho:

« Salazar a cultivé de son vivant la rhétorique de l’invisibilité et la volonté d’être masqué » – Yves Léonard

« Pour consolider l’union des gauches, il faut s’inspirer du Portugal, du 25 avril 1974 » – Gérard Filoche

« Le 25 avril 1974 est une révolution politique, sociale et culturelle » – Victor Pereira

« Le salazarisme est une variété spécifique de fascisme » – Ugo Palheta

« É contra ventos e marés que temos que nos preparar para manter vivas as aspirações de Abril » – Francisco Fanhais

« O 25 de Abril é um marco fundamental na liberdade e nos direitos » disse Daniel Bastos

« Uma ideia de futuro » – « 25 de Abril, quinta-feira » – 50 anos da Revolução dos Cravos – Portugal

Portugal – Revolução dos Cravos, 50 anos – Liberdade

« Uma ideia de futuro » – concerto e projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira »

Espetáculo de projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira », na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, 24 de abril de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA

 

« Uma ideia de futuro » – concerto e projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira » promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e produzida pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), no âmbito das Festas de Abril, na Praça do Comércio, em Lisboa, 24 de abril de 2024. – Videomapping composto por fotografias de Alfredo Cunha e música de Rodrigo Leão, numa parceria com a Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de abril. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Espetáculo pirotécnico e drones .promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e produzida pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), no âmbito das Festas de Abril, na Praça do Comércio, em Lisboa, 24 de abril de 2024. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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