Portugal. Programa do Governo é esta 4ª feira aprovado em Conselho de Ministros e entregue no parlamento

Governo: Programa é hoje aprovado em Conselho de Ministros e entregue no parlamento

Foto: Luís Montenegro durante uma visita recente à Rádio Alfa, com o jornalista Ricardo José (foto Manuel Alexandre)

 

O programa do XXIV Governo Constitucional vai ser hoje (dia 10/04) entregue na Assembleia da República ao final da manhã, depois de aprovado em Conselho de Ministros.

A entrega do documento ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, será feita às 11:45 e, para meia hora depois, está marcada a conferência de imprensa do Conselho de Ministros, que se reunirá a partir das 09:00, na residência oficial do primeiro-ministro, para aprovar o documento.

Este Conselho de Ministros tinha sido anunciado no sábado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa reunião informal que juntou todo o Governo em Óbidos, e em que disse à comunicação social que o trabalho sobre o programa já estava “muito adiantado”.

« Há sempre um trabalho de articulação, de coordenação, de redação, mas continuaremos nos próximos dias o trabalho. Teremos uma reunião do Conselho de Ministros na quarta-feira às 09:00 onde vamos aprovar o Programa do Governo e remetê-lo ao parlamento », disse, então.

Nessa ocasião, o primeiro-ministro assegurou também que “os compromissos da campanha são para cumprir”.

Na terça-feira à tarde, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, já tinha informado que estava a ser acertado um momento simbólico de entrega do programa do Governo no parlamento pelo ministro dos Assuntos Parlamentos, Pedro Duarte, que acontecerá no final da conferência de líderes.

Na semana passada, no final do primeiro Conselho de Ministros do executivo, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, escusou-se a responder se o programa do Governo terá, ou não, muitas diferenças em relação ao programa eleitoral.

No programa eleitoral da AD (coligação pré-eleitoral entre PSD, CDS-PP e PPM para as eleições de 10 de março), prevê-se, entre outros compromissos, a apresentação um Plano de Emergência para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos primeiros 60 dias do executivo e a recuperação integral do tempo de serviço congelado dos professores de forma faseada nos próximos cinco anos (à razão de 20% ao ano)

Redução das taxas de IRS até ao 8.º escalão de rendimentos (entre 0,5 e três pontos percentuais), um IRS máximo de 15% para os jovens até aos 35 anos e a descida da taxa de IRC dos atuais 21% para 15% em três anos (ao ritmo de dois pontos percentuais por ano) são outras promessas expressas no programa eleitoral da AD, a par do aumento Salário Mínimo Nacional para 1.000 euros até final da legislatura, a evolução do salário médio para 1.750 euros e a subida do valor de referência do Complemento Solidário para Idosos (CSI) para 820 euros em 2028.

O Programa do XXIV Governo Constitucional será apresentado e discutido na Assembleia da República entre quinta e sexta-feira e, concluído o debate, o executivo entra em plenitude de funções. O PCP anunciou uma moção de rejeição ao documento, mas que o PS já disse não viabilizar.

Alfa/ com Lusa (texto)

MP arquivou maioria dos inquéritos a denúncias de abusos na igreja

A maioria dos inquéritos abertos pelo Ministério Público (MP) a denúncias de abusos de menores na igreja católica acabou arquivada, quase sempre por prescrição dos factos ou falta de indícios de crime, segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a informação atualizada sobre denúncias de alegados abusos sexuais na igreja católica cometidos por clérigos ou outras pessoas ligadas à instituição, dos 15 inquéritos abertos na sequência das 25 denúncias anónimas remetidas pela Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais contra Crianças na Igreja Católica em Portugal, 13 já conheceram despacho de arquivamento.

A falta de indícios de crime, a impossibilidade de identificar vítimas e alegados abusadores, a morte dos denunciados ou a prescrição dos factos são as principais causas destes arquivamentos.

Apenas dois inquéritos permanecem em investigação no que resultou do trabalho desta comissão independente, criada pela própria igreja católica para estudar o problema, à semelhança do que já havia sido feito noutros países, e cujas conclusões apontam para um universo potencial de quase cinco mil vítimas ao longo de décadas.

As quatro denúncias remetidas ao MP pela Comissão de Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis do Patriarcado de Lisboa deram origem a sete inquéritos, todos já arquivados, por prescrição, falta de indícios ou por não se ter comprovado a prática de crime.

Quanto às denúncias remetidas pelo Grupo Vita – que sucedeu à comissão independente enquanto estrutura nomeada pela igreja católica para acompanhar estes casos – foram arquivadas 13 das 20 denúncias encaminhadas, quase todas por prescrição.

A PGR dá ainda conta de outros casos, como uma denúncia remetida por um membro da igreja católica ao MP de Sintra, cujo inquérito foi arquivado por prescrição, e uma outra, de um particular, encaminhada pela Presidência da República, cujo inquérito foi arquivado pela morte do denunciado.

Também encaminhada pela Presidência da República chegou ao MP uma denúncia que envolve o bispo José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), e que terá alegadamente encoberto um caso de abusos sexuais por um padre num orfanato em Moçambique.

Houve ainda quatro denúncias remetidas diretamente à PGR, que resultaram na abertura de três inquéritos, todos arquivados.

 

Com Agência Lusa.

Golo de Bernardo Silva no empate eletrizante entre Real e City

Um golo do futebolista Bernardo Silva ajudou hoje o Manchester City a empatar frente ao Real Madrid (3-3), um desfecho também verificado no Arsenal-Bayern Munique (2-2), no arraque dos quartos de final da Liga dos Campeões.

No Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, os primeiros 15 minutos foram verdadeiramente eletrizantes, com o médio Bernardo Silva a dar ‘show’ logo aos dois minutos, num lance de mestre que ‘gelou’ os adeptos ‘merengues’.

Num livre à entrada da grande área, todos em campo pensavam que o jogador luso iria cruzar, mas a bola foi direta à baliza, onde Lunin já não chegou a tempo para impedir o 1-0.

A vantagem durou apenas 10 minutos, já que Rúben Dias desviou para o fundo das redes uma bola que ia para fora, rematada por Camavinga.

Os atuais detentores do troféu, o primeiro da história dos ingleses, acusaram o golo consentido e, logo a seguir, voltaram a ceder, permitindo a reviravolta pelos ‘pés’ de Rodrygo.

Um passe longo de Vinicus Júnior embalou o compatriota nas costas da defensa inglesa, que ficou aos ‘papéis’, possibilitando a Rodrygo enquadrar-se bem para bater Ortega, que foi traído por um ligeiro desvio de Akanji.

No segundo tempo, os ‘merengues’, com 14 títulos, o último em 2021/22, podiam ter aumentado a vantagem e deixado a eliminatória muito bem encaminhada, mas falharam, e os ingleses, com Matheus Nunes no banco, repuseram a igualdade no marcador e ainda passaram para a frente.

Foden, aos 66 minutos, com um ‘disparo’ colocado à entrada da área, bateu Lunin, que voltaria a sofrer o terceiro, mas pelo central Gvardiol (71).

Só que o emblema da capital espanhola não deixou de carregar sobre os britânicos e um golaço de Fede Valverde voltou a repor justiça no marcador, deixando tudo em aberto para um novo duelo, mas em Manchester, dentro de uma semana.

À mesma hora, em Londres, também houve reviravolta entre ‘gunners’ e bávaros, que são recordistas de presenças nos ‘quartos’ da Liga dos Campeões (22), campeões europeus em seis ocasiões e procuram salvar a época, já que estão eliminados da Taça da Alemanha e praticamente fora da corrida pela Bundesliga.

Com o luso Fábio Vieira no ‘banco’ e Cédric Soares fora da ficha de jogo, o ‘carrasco’ do FC Porto nos oitavos de final até começou melhor, quando um remate de pé esquerdo de Saka, servido por Ben White, bateu o guardião Neuer, aos 12 minutos.

Contudo, tal como no Santiago Bernabéu, houve reviravolta, mas para os visitantes, que responderam pouco depois, num lance em que a defesa dos londrinos meteu ‘água’ e deixou ‘via aberta’ para Goretzka entregar a bola a Gnabry (18).

O artilheiro Harry Kane, que na época de estreia pelos alemães soma 39 golos e 10 assistências, não quis passar ao lado de um jogo contra um adversário que conhece muito bem, depois de 10 épocas no rival Tottenham.

O ponta de lança inglês mostrou-se competente da marca do castigo máximo, depois de o colega de equipa Leroy Sané ter sido travado na grande área por William Saliba.

A equipa comandada por Mikel Arteta não baixou os braços e foi em busca do 2-2, que aconteceu por intermédio de Trossard (76), numa altura em que o luso Raphaël Guerreiro já tinha sido lançado por Thomas Tuchel nos visitantes.

 

Com Agência Lusa.

Portugal ganha em Malta na corrida para o Europeu feminino de 2025

A seleção portuguesa feminina de futebol somou hoje o segundo triunfo em dois jogos no Grupo B3 de qualificação para o Campeonato da Europa de 2025, ao vencer Malta por 0-2, em encontro disputado em Ta’Qali.

Carole Costa, aos 48 minutos, de penálti, e a suplente Ana Capeta, aos 78, selaram a vitória da formação das ‘quinas’, que se tinha estreado na sexta-feira com um 3-0 caseiro face à Bósnia-Herzegovina.

Num grupo que apura os três primeiros para os ‘play-offs’ e coloca o vencedor na Liga A da Liga das Nações 2025/26, Portugal passou a somar seis pontos, contra quatro da Irlanda do Norte, que hoje ganhou por 3-1 em Zenica, um de Malta e zero das bósnias.

3ª jornada:

– Sexta-feira, 31 mai:

Portugal – Irlanda do Norte, 21:45

 

Com Agência Lusa.

 

 

Benfica e Marselha sem adeptos nos jogos fora no seu duelo da Liga Europa

Os adeptos do Benfica e do Marselha vão ser impedidos de acompanhar as suas equipas nos jogos fora dos quartos de final da Liga Europa de futebol, respeitando a vontade das autoridades lusas e francesas.

Em comunicado, o Benfica revela ter sido notificado hoje pelas autoridades gaulesas da proibição de adeptos seus no desafio da segunda mão, cenário que resultou em recomendação idêntica das forças policiais portuguesas quanto aos seguidores marselheses e que foi acatada pelos ‘encarnados’.

As forças da ordem francesas socorreram-se dos exemplos de comportamento incorreto dos adeptos benfiquistas em anteriores eliminatórias, nas visitas ao Inter e Real Sociedade, respetivamente em Milão e San Sebastian, para decretar que, entre 17 e 19 de abril, estes estão “interditos” de acederem ao estádio Vélodrome.

Face a esta decisão, o Benfica contactou novamente as forças da lei nacionais “que alertaram – em face desta decisão das autoridades gaulesas – para o elevado potencial de risco quanto à presença de adeptos do Marselha em Lisboa para o jogo desta quinta-feira”.

Segundo os lisboetas, está em causa a “elevada probabilidade de ocorrência de situações de alteração da ordem pública, nomeadamente através da perpetração de atos de violência associada ao desporto a envolver adeptos de ambos clubes, bem como com as Forças de Segurança ».

Assim, o Benfica decidiu “anular” os bilhetes já emitidos e adquiridos pelos rivais para o desafio de quinta-feira no Estádio da Luz, apelando a estes seguidores que se abstenham de viajar para Portugal, tal como aos do Benfica que não se desloquem a França, “a fim de evitar potenciais situações de tensão ».

“O Sport Lisboa e Benfica lamenta profundamente a decisão das autoridades francesas, apenas hoje comunicada, a qual coloca em causa o espírito das competições europeias, privando-as da presença dos adeptos, a essência do futebol, para apoiar as suas equipas na deslocação ao campo adversário, nesta eliminatória dos quartos de final da Liga Europa”, deplorou o clube luso.

No domingo, os antagonistas tinham emitido um comunicado conjunto no qual solicitavam às autoridades de ambos os países que permitissem a presença de adeptos rivais em ambas as partidas.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 08 Abril 2024

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

A Tribuna Desportiva é um dos programas mais antigos da Rádio Alfa.

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

Foto. Pedro Peixoto e Shelley Ndalla (Treinador e Capitão) AS Chatou (N3)

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 6 DE ABRIL 2024 – FERNANDO ROCHA E A BANDA

 

O programa dos lusodescendentes e lusodependentes da Cap Magellan, todos os sábados das 14h às 16h só… na Rádio Alfa!
A Léa, a Julie, o Toni e o Edouard agitaram mais uma tarde com música, cultura e atualidades.
Esta semana a Tempestade 2.1 recebeu em entrevista o humorista Fernando Rocha com a banda. Falamos do espetáculo Pi100pé, lançado pelo próprio Fernando Rocha.

Portugal. Passos Coelho pede “sinal forte” e entendimentos para responder aos que votaram desiludidos

Passos pede “sinal forte” e entendimentos para responder aos que votaram desiludidos

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho pediu ontem que se dê um “sinal muito forte” para responder aos que expressaram desilusão nas últimas eleições e que não se criem desentendimentos teatrais no espaço político.

Na apresentação do livro “Identidade e Família”, em que marcaram presença os líderes do Chega, André Ventura, e do CDS-PP, Nuno Melo, Passos Coelho defendeu que tem de haver uma capacidade de as pessoas “se entenderem coletivamente” e avisou que não se pode dizer aos eleitores que se tem “muito respeito pelas suas preocupações”, mas não pela escolha que fizeram nas urnas.

“Isso é um bocadinho um insulto às pessoas, não podemos dizer ‘estou muito preocupado com os seus anseios, mas se fizer esta escolha, daqui não leva nada, se fizer aquela escolha, comigo não fala’”, afirmou.

Sem explicitar os destinatários, mas numa aparente referência a PSD e Chega, o antigo primeiro-ministro disse que “quando há identidades firmadas” não há que ter medo de os espaços políticos “se diluírem ou confundirem entre si”.

“É fundamental olhar para as pessoas que ficaram desiludidas nestes anos (…) e que deram um sinal muito claro nas últimas eleições que estão cansadas disso. É bom que todos aqueles que receberam um sinal de confiança muito forte para pôr fim a isso que ponham realmente fim a isso e que deem às pessoas razões para acreditar que vale a pena fazer um jogo diferente”, disse.

E insistiu: “Temos de salvaguardar esta capacidade de nos podermos entender, eu sei que, por vezes, no plano da política há uma intenção grandemente simbólica de usar uma certa linguagem deliberadamente para nos desentendermos ou nos fazermos desentendidos”.

“Eu acho que era preferível que oferecêssemos às pessoas uma imagem diferente. Há muitas pessoas que se começam a maçar desse teatro, trata-se de uma teatralização que não é genuína, não é autentica, é tática”, disse, avisando que as pessoas não gostam de ser tratadas “como figurantes ou meros pretextos para outros realinhamentos”.

O antigo presidente do PSD defendeu que “a política só ganha” se as pessoas forem tratadas “com inteligência”: “Deixá-las decidir e, quando decidem, devemos respeitar as suas escolhas e decisões, sabendo que cada um tem a sua fatia, o seu argumento”, disse.

À entrada, Passos Coelho tinha sido questionado se ficava satisfeito com a presença de André Ventura na apresentação do livro, respondendo afirmativamente: “Fico satisfeito com essa e com a presença de muitas outras pessoas”.

Questionado como responde a quem o acusa de se estar a aproximar do Chega, deixou uma garantia: “Não me diga, eu sou do PSD, julgo que não há ninguém que tenha dúvidas sobre isso”.

No final, o líder do Chega fez questão de cumprimentar Passos Coelho e elogiou a sua intervenção: “Foi brilhante, como sempre”.

“Já nos cumprimentámos e já o felicitei pela sua eleição e pela prestação que tem tido no parlamento, temos de reconhecer o mérito dos outros. Bom mandato, os meus amigos mantenham uma certa…”, respondeu Passos Coelho, com Ventura a completar a frase com a palavra “cortesia”.

Aos jornalistas, à saída, Ventura considerou que a intervenção de hoje de Passos Coelho tocou mais “em bandeiras do Chega, como a ideologia de género, a família ou a imigração”.

“É justo dizer que há um caminho de convergência na lógica do dr. Pedro Passos Coelho, mas apenas isso. Essa convergência talvez permita um candidato presidencial, porque não Pedro Passos Coelho?”, sugeriu.

A apresentação do livro « Identidade e Família – Entre a Consciência da Tradição e As Exigências da Modernidade » decorreu numa livraria totalmente sobrelotada em Lisboa e, a meio, no exterior, houve um pequeno protesto de cerca de uma dezena de jovens, alguns de máscara, outros com bandeiras arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQI+, que gritavam palavras de ordem, mas que dispersaram antes da saída dos participantes.

Alfa/ com Lusa

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