Entrevistas.
Tal como outros programas da Rádio Alfa, o Passagem de Nível do dia 24/03 estará tembém em direto da Festa Feira e Romaria de Nanterre – das 12h às 14h.
Um programa de Artur Sllva

O primeiro-ministro cessante, António Costa, enalteceu ontem à noite a « relação única que a França e Portugal desenvolveram graças à comunidade portuguesa » naquele país e a capacidade empreendedora dos portugueses que emigraram desde a década de 1960.
Falando em francês, antes de um concerto comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, na Câmara de Paris, António Costa prestou homenagem aos mais de 900 mil portugueses que desde os anos 60 do século passado emigraram para França e que muito contribuíram para o desenvolvimento daquele país.
Acompanhado pela presidente da Câmara de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que antes já tinha elogiado a comunidade lusa em França, o líder do executivo português salientou a capacidade empreendedora dos portugueses emigrados, que « vingaram na vida » e deram um « contributo muito importante » para o desenvolvimento daquele país.
Numa altura em que o radicalismo de direita usa o combate à imigração como bandeira política, António Costa fez o contraponto, lembrando que a terceira geração dos emigrantes da década de 60 não cortou as relações com Portugal, continuando com « a ligação ao seu povo ».
O primeiro-ministro lembrou a forma como os portugueses de Paris festejaram a conquista do Euro2016 em futebol, parecendo que estavam no seu país, para deixar a imagem da relação com as suas raízes e com o país de acolhimento.
Antes, Anne Hidalgo tinha elogiado também a comunidade portuguesa, apontando o caso dos festejos do Euro2016 como um caso de integração bem conseguida.
Como se estava a falar dos emigrantes, mas também dos exilados, António Costa aproveitou para lembrar Mário Soares, o socialista que seria o primeiro Presidente da República civil após o 25 de Abril, arrancado uma ovação da sala.
Costa e Hidalgo assistiram a um concerto franco-português, comemorativo da Revolução dos Cravos, pela Orquestra Parisiense Centenária “Colonne”, dirigida pelo maestro Cesário Costa, com muitas músicas de intervenção que marcaram o período revolucionário, como o Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso, E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, ou mesmo Um Cheirinho de Alecrim, de Chico Buarque.
Antes o primeiro-ministro português e a autarca parisiense estiveram reunidos cerca de meia hora.
Alfa/ com Lusa
Os investigadores acrescentam ter descoberto “outros corpos durante a remoção dos escombros”, elevando assim para 115 o total de mortos encontrados até ao momento enquanto se mantêm as operações de busca e resgate, acrescenta a agência AFP, citando um comunicado da Comissão.
Segundo o governador da região de Moscovo, Andréi Vorobióv, quase vinte corpos foram encontrados sob os escombros do edifício Crocus City Hall, na cidade de cidade de Krasnogorsk, no noroeste da capital russa, refere a agência EFE.
“Mais vinte corpos foram também descobertos sob os escombros e as buscas decorrerão, pelo menos, durante mais uns dias”, escreveu o governado no Telegram.
Andréi Vorobióv informou ainda que já tinha visitado o local onde ocorrera o atentado terrorista, advertindo que o número de vítimas mortais “aumentará consideravelmente” à medida que prosseguem as operações de busca e resgate.
Num balanço anterior, as autoridades tinham avançado com um total de 93 mortos no atentado terrosrista perto de Moscovo, um dos maiores da história moderna da Rússia, acrescenta a EFE.
Para os investigadores, as mortes foram causadas por ferimentos de balas e pela inalação de fumos do incêndio provocado pelos atacantes.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) informou ainda ter detido 11 pessoas relacionadas com o atentado.
Entre os detidos encontram-se quatro terroristas que participaram pessoalmente no ataque, segundo informou o diretor daquele organismo federal, Alexandr Bórtnikov, ao Presidente russo, Vladimir Putin.
Os suspeitos, que ofereceram resistência, foram detidos na estrada na região de Briansk, na fronteira com a Ucrânia.
De acordo com os serviços de segurança russos, os terroristas pretendiam atravessar a fronteira com a Ucrânia e tinham « contactos » com representantes ucranianos, informação rapidamente desmentida pela Ucrânia que se afasta de qualquer ligação com este atentado.
Até ao momento, 107 pessoas feridas no ataque encontram-se a receber cuidados médicos em hospital da capital russa e nos arredores.
Segundo fontes médicas, 16 feridos, entre os quais uma criança, encontram-se em estado considerado “muito grave”, e 44 em estado considerado “grave”.
Com Agência Lusa.
A princesa de Gales, de 42 anos, foi internada numa clínica de Londres a 16 de janeiro para uma cirurgia abdominal extensa. Na altura, a família real escusou-se a prestar qualquer esclarecimento sobre os motivos da intervenção. Fonte oficial garantiu apenas que não se tratava de cancro.
Kate revelou esta sexta-feira que só após a cirurgia lhe foi diagnosticado o cancro. Na mensagem divulgada, a princesa de Gales começa por agradecer as mensagens de apoio que tem recebido e garantiu que se sente bem e a ficar « mais forte a cada dia ».
« Têm sido ums meses muito duros para toda a nossa família, mas tenho uma equipa médica fantástica que tem tomado muito bem conta de mim e pela qual estou tão grata », sublinhou.
Referindo depois que a doença que a levou a precisar de cirurgia não era cancerígena, Kate explicou que foram os exames feitos após a intervenção que revelaram o cancro. « A minha equipa médica aconselhou-me então a fazer um ciclo de quimioterapia preventiva e estou agora na fase inicial desse tratamento », detalhou.
Garantindo que já disse aos filhos que vai recuperar da doença, Kate agradeceu ainda o apoio do marido, o príncipe de Gales. « Ter o William ao meu lado é uma grande fonte de conforto e tranquilidade. Tal como são o apoio e a gentileza que têm sido demonstrados por muitos de vós. Significa tanto para nós os dois », disse Kate.
« Nesta altura, também penso nas vidas daqueles que foram afetados pelo cancro. Todos aqueles que estão a enfrentar esta doença, em que forma for, por favor, não percam a fé ou a esperança. Não estão sozinhos », afirmou ainda.
Não foi revelado o tipo de cancro que foi diagnosticado a Kate.
Recorde-se que, em janeiro, também o rei Carlos III revelou que foi diagnosticado com cancro, depois de ter feito tratamento a um problema na próstata. O Palácio de Buckingham referiu apenas que o monarca, de 75 anos, não tem cancro na próstata, mas também não divulgou qual o cancro de Carlos.
Com Agência Lusa e Le Parisien.
CONSIDERAÇÕES SOBRE OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS
Apurados os resultados dos Círculos das Comunidades, gostaria de partilhar algumas considerações. Em primeiro lugar, queria agradecer a todos os que se envolveram e apoiaram a nossa campanha e as nossas iniciativas, muito particularmente aos colegas de lista, Nathalie Oliveira, Alfredo Stoffel e Joana Benzinho, mas também aos coordenadores das secções e aos militantes e simpatizantes que disseram presente nesta campanha e ainda a todos os que estiveram presentes nos nossos eventos e nos deram algum do seu tempo para ouvir as nossas propostas.
Foi uma campanha muito difícil, dadas as circunstâncias em que fomos para eleições, com a dissolução da Assembleia da República pelo Presidente da República, e a demissão do nosso Primeiro-ministro devido a um caso da justiça que, sublinhe-se, surgiu num momento que obviamente nos prejudicou e sem que, até agora, tenha havido desenvolvimentos que confirmem as razões da abertura do processo. É importante reter estes factos.
Infelizmente, o nosso camarada Augusto Santos Silva não foi eleito, por poucos votos (3.657). Ficou em segundo lugar o Chega, um partido destituído de humanidade, que tem ganho espaço com uma retórica contra os estrangeiros e contra a corrupção, que, assinale-se, tem os mecanismos institucionais para ser combatida e com meios à altura. Registe-se também que o Chega ficou em segundo lugar com a ajuda da rede de apoio do bolsonarismo, que tentou o assalto ao poder e às instituições democráticas no Brasil, a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos com Donald Trump.
Na Europa, conseguimos manter o deputado, e o PSD não conseguiu eleger. Lamento também que não tenhamos conseguido manter o segundo lugar na Europa. O Chega ficou em primeiro lugar com 18,31% dos votos (42.972), o PS em segundo com 16,22% dos votos (38.061) e a AD com 14,21% dos votos (33.350). O PS ganhou na Alemanha, Bélgica, Reino Unido e França (em todos os consulados com exceção de Marselha, onde
ganhou o Chega), a AD ganhou em Espanha e em “Restantes Países da Europa” (agrega vários países com menos eleitores) e o Chega ganhou na Suíça e no Luxemburgo.
O resultado mais surpreendente é o da Suíça, onde o Chega obteve quase 40% do total dos seus votos, desequilibrando os resultados. Esta votação é anómala, porque em todas as mesas de voto houve uma proporção entre as três principais forças partidárias (PS, AD e Chega) quanto aos votos expressos, sendo que, nas 160 mesas de contagem de votos, 80 no primeiro dia e 80 no segundo, o PS ganhou em 87, o Chega em 59 e a AD em 14.
Mas esta situação na Suíça merece reflexão para se compreender o que se passou, porque a votação foge completamente do padrão. É preciso compreender se é apenas o efeito de descontentamento ou se há algo mais.
Relativamente ao Luxemburgo, onde o Chega também ganhou, é um pouco incompreensível, porque a presença dos deputados do PS é regular e os governos do PS têm dado imensa atenção à nossa comunidade no Grão- Ducado. Além disso, é constrangedor que, num país onde quase metade da população é estrangeira, a comunidade portuguesa possa vir a ficar rotulada como sendo apoiante da extrema-direita.
É algo, portanto, que precisamos de combater para que esta imagem injusta não fique colada à nossa comunidade no Luxemburgo.
Estes resultados, tanto na Europa como fora da Europa, são muito ilustrativos da necessidade de o PS reforçar a atenção às comunidades e fazer aquilo que ficou suspenso antes das eleições, que é uma renovação da estrutura do partido para estabelecer uma ligação sólida e permanente com as nossas estruturas e militantes no estrangeiro, sendo absolutamente necessário imprimir uma dinâmica diferente na informação, nos contactos,
na utilização das redes sociais e nas iniciativas.
Aliás, as atividades associadas às comunidades devem alargar-se para além dos que estão
diretamente implicados, e envolver também outros dirigentes do partido, deputados de outros círculos eleitorais e autarcas. É preciso criar uma estrutura bem identificada para as comunidades e para as secções e os militantes no estrangeiro.
Se, por um lado, podemos elogiar o aumento da participação nestas eleições, decorrente da implementação do recenseamento automático em 2017 por um governo do PS, que foi de 333.520 votantes, por outro, temos a lamentar que, tal como sobejamente alertámos, os votos nulos tenham ficado perto dos 40 por cento, a exemplo do que aconteceu nas três últimas eleições. Apesar da insistência do Grupo Parlamentar do PS para que fosse substituída a fotocópia do Cartão do Cidadão, o PSD manteve-se intransigente. E o resultado foi que os votos nulos representaram nos dois círculos eleitorais 36,68%, o equivalente a 122.327 votos anulados, muito mais do que o triplo que tiveram os partidos mais votados na Europa, o que é inaceitável.
Portanto, temos grandes desafios pela frente, em que além do PSD temos agora também um partido extremista para combater, para os quais precisamos de todos e de um partido forte, coeso e combativo, virado para o combate político contra os nossos adversários.
Temos de ter um partido mais forte e organizado nas comunidades, ter propostas importantes para a vida concreta dos nossos compatriotas residentes no estrangeiro, dinamizar as secções e torná-las mais operativas, para melhor defendermos as comunidades portuguesas e os nossos valores.
Estamos juntos neste combate.
Paulo Pisco
Deputado do PS
Rafael Leão, aos 24 minutos, Matheus Nunes, aos 33, Bruno Fernandes, aos 45, Bruma, aos 57, e Gonçalo Ramos, aos 61, selaram o triunfo luso, enquanto o ‘leão’ Viktor Gyökeres, aos 58, e Gustaf Nilsson, aos 90, marcaram para os suecos.
A formação das ‘quinas’, que somou o 11º triunfo em 11 jogos sob o comando do espanhol Roberto Martínez, volta a jogar na terça-feira, em Ljubljana, face à Eslovénia, cumprindo mais três jogos em junho antes da fase final do Euro2024.
Com Agência Lusa.
Fábio Silva inaugurou o marcador, aos 52 minutos, antes de Carlos Borges, aos 87, Chermiti, aos 90+4, e Mateus Fernandes, aos 90+7, consumarem a goleada de Portugal, que regressou aos triunfos na fase de apuramento, depois de ter sofrido a primeira derrota, em novembro do ano passado, diante da Grécia.
A seleção comandada por Rui Jorge, que na terça-feira recebe a Croácia, novamente em Faro, a partir das 17:30, somou a quinta vitória em seis partidas e lidera o Grupo G, com 15 pontos, mais quatro do que a Grécia, segunda classificada, com 11, e mais cinco face aos croatas, terceiros, que têm menos dois jogos realizados e que hoje visitam Andorra.
As Ilhas Faroé estão na quarta posição, com sete pontos em seis encontros, enquanto Andorra (seis jogos) e Bielorrússia (oito) têm ambas três pontos.
O primeiro classificado de cada um dos nove grupos e os três melhores segundos apuram-se diretamente para o Europeu do próximo ano, juntando-se à anfitriã Eslováquia, enquanto os restantes segundos colocados terão de disputar um play-off para determinar os derradeiros três apurados.
Com Agência Lusa.
Os dados do Banco de Portugal, divulgados hoje, mostram que subiram de 349,5 milhões de euros, em janeiro do ano passado, para 352,26 milhões de euros, em janeiro último, as remessas enviadas pelos emigrantes para Portugal.
Em sentido contrário, os imigrantes a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países 51,48 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 7,6% face aos 47,83 milhões de euros enviados em janeiro de 2023.
No que diz respeito aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, houve um aumento de 13,13% das remessas dos emigrantes, resultante da subida de 26,96 milhões de euros, em janeiro do ano passado, para 30,5 milhões, em janeiro de 2024.
Como é costume, Angola representa a grande maioria destes montantes, já que os emigrantes portugueses a trabalhar no segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana enviaram 30 milhões de euros este ano, o que representa uma subida de 14,68% face aos 26,16 milhões enviados em janeiro de 2023.
Já os lusófonos africanos a trabalhar em Portugal enviaram 3,6 milhões de euros, o que equivale a uma descida de 0,55% face a janeiro do ano passado, segundo os dados divulgados pelo regulador financeiro.
Com Agência Lusa.
José Dias Fernandes é emigrante há 50 anos e trabalha em França como empresário. O cabeça de lista do Chega é, desde ontem, um dos deputados eleitos pelo círculo da Europa. Vive actualmente em França, mas durante anos foi imigrante ilegal. Chegou a ser expulso de França duas vezes até conseguir obter a residência legal.
Numa entrevista ao LusoJornal, José Dias Fernandes conta que foi durante os anos 1980 que conseguiu a sua autorização de residência em França.
Relembre-se, no seu programa, o Chega propõe criminalizar todos os imigrantes que tenham residência ilegal em solo português e impedir a permanência de imigrantes ilegais em território nacional.
Rádio Alfa com Público
« André Ventura diz o que as pessoas querem ouvir » segundo Vítor Matos
Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.
A Léa, Julie, Toni e o Édouard agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.
Esta semana em estúdio esteve a Isabel Ribeiro, atriz e cantora. Atualmente em turné, um dos assuntos foi a peça de teatro « Saudade Ici et là-bas ».

Aqui fica a emissão: