Morreram 75 pessoas afogadas até ao fim de julho, o 3º valor mais alto desde 2017

Setenta e cinco pessoas morreram afogadas em Portugal continental até 31 de julho, o terceiro valor mais alto dos últimos cinco anos, segundo dados do relatório do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS).

Em comunicado hoje divulgado, a FEPONS precisa que entre 01 de janeiro e o último dia de julho foram registadas 75 mortes, a maioria no mar (34).

Vinte e uma das mortes sucederam em rio, sete em poço, quatro em barragem, duas em vala, duas em piscina, duas em lago, uma em tanque, uma em fossa e outra em canal de rega.

No ano passado tinham sido registadas, em igual período, 71 mortes por afogamento, em 2022 tinham sido 88 e em 2021 sido 62.

Quanto ao primeiro semestre deste ano, segundos os dados da FEPONS, morreram 62 pessoas, tendo a maioria dos afogamentos ocorrido no mar (27), seguindo-se em rio (20), em poço (sete), em barragem (três), em vala (dois), em lago (dois) e um em fossa.

Segundo o relatório, a maioria das pessoas que morreram por afogamento eram homens (34), com idades entre os 20 e os 24 anos.

A maioria dos casos ocorreram durante banhos de mar em lazer, pesca, atividades de parapente, por quedas de pessoas e viaturas à água, e causas desconhecidas.

A Federação destaca igualmente que em 100% dos afogamentos foram em locais não vigiados e não presenciados.

Quanto à distribuição geográfica, 17,7% dos casos aconteceram nos distritos do Porto e Setúbal, 11,3% em Lisboa, 8,1% em Aveiro e 6,5% em Coimbra, Viana do Castelo e Madeira.

A Federação indica que o afogamento “já vinha em valores elevados, continuando a ser um problema de saúde público em Portugal, tal como o catalogou a Organização Mundial de Saúde em 2014, a nível mundial”.

O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

O registo é realizado por links de recortes de jornal ou imagens destes, que devem ser enviados por qualquer pessoa para o e-mail observatoriodoafogamento@gmail.com ou postadas no facebook do observatório em facebook.com/observatoriodoafogamento.

A época balnear deste ano começou no feriado do 1.º de maio no concelho de Cascais e em alguns locais da Madeira.

A época balnear de cada ano é definida em portaria publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a respetiva época, considerando-se até à publicação que a nível nacional a época balnear decorre entre 01 de maio e 30 de outubro. Entre essas datas, as câmaras municipais determinam quando se inicia e termina a época balnear no seu território, optando algumas por começar mais cedo e terminar mais tarde.

 

Com Agência Lusa.

Portugal. Costa na Academia Socialista que culmina com o discurso de rentrée de Pedro Nuno

Costa participa na Academia Socialista que culmina com o discurso de rentrée de Pedro Nuno – Lusa

 

O ex-primeiro-ministro António Costa vai participar na Academia Socialista, que decorre em Tomar entre 28 de agosto e 01 de setembro, dia do discurso de ‘rentrée’ do líder do PS, Pedro Nuno Santos.

Segundo o programa desta iniciativa de formação e reflexão política dirigida aos jovens, ao qual a agência Lusa teve acesso, o jantar que marca o regresso do presidente eleito do Conselho Europeu e antigo secretário-geral do PS a iniciativas do partido será no sábado, 31 de agosto.

Na tarde do último dia da Academia Socialista, domingo, 01 de setembro, expectativas voltadas para o discurso de Pedro Nuno Santos que marcará o reinício da atividade política do PS depois das férias.

Cerca de 80 jovens entre os 18 e os 30 anos estarão em Tomar ao longo dos cinco dias da terceira edição da Academia Socialista, cuja sessão de abertura, na quarta-feira, contará com as intervenções da cabeça de lista pelo PS nas últimas europeias, a eurodeputada Marta Temido, o ex-ministro Duarte Cordeiro, o secretário-geral da JS, Miguel Costa Matos e o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão.

Para esse primeiro dia, o convidado do jantar será o presidente do PS, Carlos César, que fará um discurso.

Da agenda de quinta-feira, 29 de agosto, fazem parte momentos como uma intervenção de Giacomo Filibeck, secretário-geral do Partido Socialista Europeu ou uma aula sobre “Relações Internacionais, Segurança e Defesa” que será dada por Bernardo Pires de Lima.

No mesmo dia os participantes vão ainda ter uma aula de “Políticas de Habitação” com a presidente da Câmara de Matosinhos e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, um jantar com a intervenção da antiga deputada pelo BE Ana Drago e uma noite de comédia com o Jovem Conservador de Direita.

Na sexta-feira, 30 de agosto, a convidada para o jantar será a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, mas antes disso haverá um programa ao longo do dia com aulas sobre economia ou sobre coesão territorial – esta última com a ex-ministra desta área Ana Abrunhosa – ou ainda uma dedicada ao ambiente que marca uma segunda participação nesta Academia Socialista do ex-ministro Duarte Cordeiro.

O momento alto de sábado será o discurso que será feito ao jantar por António Costa, mas até lá os participantes na Academia Socialista terão outras atividades, desde logo com uma simulação da Assembleia da República, que contará com a presença do deputado Pedro Delgado Alves.

Além de tempo para os trabalhos de grupo, está ainda prevista uma visita ao Museu Nacional Resistência e Liberdade no Forte de Peniche, que será acompanhada por José Pedro Soares, que foi preso político naquela prisão entre de junho de 1973 a abril de 1974.

Na manhã do último dia, que terminará com o discurso da rentrée de Pedro Nuno Santos, os participantes na Academia Socialista terão tempo ainda para apresentar os seus trabalhos de grupo.

“A terceira edição da Academia Socialista terá, em parte, como objetivo preparar as próximas eleições autárquicas, pelo que os participantes vão ser convidados a pensar numa política pública para responder aos desafios do concelho anfitrião, Tomar”, refere o PS na nota enviada à Lusa.

Esta será a primeira `rentrée´ da era de Pedro Nuno Santos, que venceu as eleições internas do PS em dezembro de 2023 e sucedeu a António Costa na liderança do partido, após a demissão do antigo primeiro-ministro na sequência da Operação Influencer.

Turistas franceses ‘presos’ no Aeroporto da Madeira

Centenas de turistas, entre eles vários franceses, estão retidos no Aeroporto da Madeira ‘Cristiano Ronaldo’ devido aos ventos fortes.

 

“Estamos presos aqui há cinco dias sem ter nenhuma informação da nossa empresa, apenas um balcão para 200 pessoas: não aguentamos mais ”explica uma turista francesa, acompanhada pela avó, à BFMTV. “Passamos nossas primeiras noites em bancos no chão sem conseguir comer. Todos os hotéis estão lotados.” Outros turistas franceses dizem estar « fartos da situção » e que só querem « voltar a casa o mais rapidamente possível ».

A estes ventos violentos que paralisam o tráfego aéreo juntam-se os incêndios violentos, que já consumiram cerca de 5.000 hectares de vegetação.

O incêndio registava até às 12:00 de hoje 4.937,6 hectares de área ardida, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Copernicus).

A atualização da área ardida foi divulgada pela agência europeia ao início da noite de hoje e reporta-se aos dados recolhidos até cerca das 12:00.

O reforço dos meios aéreos para combater o incêndio na ilha é “necessário e urgente”, afirmaram hoje representantes dos bombeiros profissionais, assegurando que “um meio aéreo não é suficiente” num fogo com aquelas características.

“Mais uma vez, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) solicitam ao Governo da Região Autónoma da Madeira e ao Governo da República que coloquem em ação mais um meio aéreo”, apelaram as associações, em comunicado conjunto divulgado ao final da tarde.

Entretanto, fonte do Governo da República disse à Lusa que o executivo iria ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para serem enviados dois aviões Canadair, com tipologia própria para intervir na Madeira, para ajudar nas operações no arquipélago, que dispõe de um único meio aéreo (um helicóptero).

 

Com Agência Lusa.

LCE: Vitória SC vence Zrinjski e adianta-se no play-off

O Vitória SC venceu hoje os bósnios do Zrinjski por 3-0, em jogo da primeira mão do play-off de apuramento para a Liga Conferência de futebol, estando em boa posição para marcar presença na fase regular.

Após o nulo registado ao intervalo, os vimaranenses entraram da melhor manira na etapa complementar e, no espaço de cinco minutos, colocaram-se com uma vantagem confortável no marcador, após os golos de Ricardo Mangas (46 minutos) e de Borevkovic (51), tendo João Mendes (88) fechado a contagem e deixado o Vitória bem encaminhado na eliminatória.

A segunda mão está agendada para 29 de agosto, em Mostar, com o vencedor desta eliminatória a apurar-se para a Liga Conferência, algo que o Vitória de Guimarães falhou nas duas últimas épocas.

 

Com Agência Lusa.

Oficial. João Félix no Chelsea

 O futebolista internacional português João Félix é reforço do Chelsea para a nova temporada, tendo assinado um contrato por sete épocas, até 2031, finalizando a sua ligação ao Atlético Madrid, anunciou hoje o clube inglês.

No seu site oficial, o emblema londrino assinalou o regresso do avançado de 24 anos, que já tinha representado o clube na segunda parte da época de 2022/23, mas por empréstimo dos ‘colchoneros’.

« Estou muito feliz por regressar ao Chelsea e mal posso esperar para começar. Adorei o tempo que passei no Chelsea e disse aos meus amigos e familiares que, um dia, gostaria de voltar à Premier League. Poder fazê-lo agora e, ainda por cima, com o Chelsea é muito bom. Estou muito entusiasmado por estar de regresso », afirmou João Félix, em declarações divulgadas pelos ‘blues’.

Apesar de nenhum dos emblemas ter adiantado os valores envolvidos no negócio, tanto a imprensa espanhola como a inglesa referem que o Chelsea pagou 50 milhões de euros (ME) fixos pela transferência do avançado luso, aos quais poderão acrescer cinco milhões mediante o cumprimento de determinados objetivos.

Félix abandona assim definitivamente o Atlético Madrid, após uma ligação de cinco anos, numa passagem algo conturbada pelo clube, com vários episódios de conflito, não só com o técnico Diego Simeone, mas também com os adeptos do clube da capital.

Formado no Benfica e depois de uma segunda parte da época de 2018/19 em ‘grande’ na equipa principal – em que foi determinante para a conquista do título de campeão português -, Félix seguiu para o Atlético Madrid numa transferência recorde de 120 ME, mas nunca se afirmou em Espanha, apesar de ter ajudado a conquistar o título de 2020/21.

Em 2022/23, o avançado esteve emprestado ao Chelsea na segunda metade da época, registando quatro golos em 20 jogos pelo emblema da Premier League.

Na última temporada, Félix viveu nova cedência, desta vez ao FC Barcelona, mas, apesar de um bom arranque, acabou por terminar a temporada fora do habitual ‘onze’ inicial da equipa catalã.

Pela seleção nacional, o avançado tem 41 jogos e oito golos, tendo ficando recentemente ligado à eliminação de Portugal na Euro2024 nos quartos de final, com a França, ao falhar a grande penalidade que ditou o adeus luso no desempate por castigos máximos.

Nos ‘blues’, Félix vai juntar-se a outro internacional luso, no caso o extremo Pedro Neto, que foi contratado no início deste mês ao Wolverhampton, por 60 ME.

 

Com Agência Lusa.

 

https://twitter.com/CFCBlues_com/status/1826225320426631654

Paralímpicos: Portugal com comitiva ‘curta’, mas com recorde de modalidades

Portugal vai apresentar-se nos Jogos Paralímpicos Paris2024 com uma das mais pequenas comitivas de sempre, na qual leva os dois medalhados de Tóquio2020, mas pode orgulhar-se de ter representação em 10 modalidades, duas das quais em estreia.

 

Com 94 medalhas conquistadas nas 11 participações anteriores, Portugal vai estar representado em Paris por 27 atletas, com a segunda comitiva mais pequena de sempre, apenas superior à de Seul1988.

Depois de ter competido em oito modalidades nos Jogos Tóquio2020, Portugal atingirá em França a marca recorde de 10 modalidades, estreando-se no triatlo e no powerlifting, e repetindo presenças em provas de atletismo, badminton, boccia, canoagem, ciclismo, judo, natação e tiro.

Há três anos, depois de os Jogos terem sido adiados um ano devido à pandemia de covid-19, Portugal teve em Tóquio a sua participação menos medalhada desde 1972, com duas subidas ao pódio, para receber dois bronzes, e 23 diplomas.

Os dois medalhados de Tóquio2020, o canoísta Norberto Mourão e o lançador do peso Miguel Monteiro, integram a comitiva para Paris2024, na qual Cristina Gonçalves, do boccia, que somará a sua quinta participação em Jogos, é a única campeã paralímpica presente, com três ouros.

Simone Fragoso protagoniza um feito pouco habitual, mas não inédito, de marcar pela quarta vez presença em Jogos Paralímpicos, mas agora numa modalidade diferente.

Depois de presenças em provas de natação em Pequim2008, Londres2021 e Rio2016, a atleta vai participar no torneio de powerlifting, modalidade na qual Portugal estará representado pela primeira vez, depois de ter beneficiado de um convite.

Num grupo com sete estreantes e composto por 17 atletas do género masculino e 10 do género feminino, Portugal apresenta uma média de idades de 31,3 anos, sendo David Araújo, do boccia, o mais novo, com 17 anos, e o ciclista Luís Costa, que repete as presenças do Rio2016 e Tóquio2020, o mais velho, com 51.

Nos Jogos Paralímpicos Paris2024, cujo programa contempla 22 desportos, o boccia é a modalidade mais representada, com sete elementos – em competições individuais de várias categorias e em equipas BC1/BC2 -, seguida do atletismo, com seis, e da natação, com quatro.

A veterana e medalhada Cristina Gonçalves lidera a seleção de boccia, à qual se juntam os estreantes Ana Correia, José Gonçalves e David Araújo, e os repetentes André Ramos, Carla Oliveira e Ana Sofia Costa.

Nas provas de atletismo, Mamudo Baldé é o único estreante, numa equipa que conta com o medalhado de Tóquio2020 Miguel Monteiro e com os também repetentes em Jogos Paralímpicos Carolina Duarte, Ana Filipe, Carina Paim e Sandro Baessa.

Miguel Monteiro, Carolina Duarte e Sandro Baessa chegam às competições de atletismo com subidas recentes ao pódio, pois foram todos medalha de prata nos últimos Mundiais de atletismo, disputados em maio, na cidade japonesa de Kobe.

Marco Meneses, Diogo Cancela – ambos com medalhas em Europeus e Mundiais -, Daniel Videira e o estreante Tomás Cordeiro vão ser os representantes portugueses na natação, numa seleção sem representação feminina.

Na canoagem, Portugal estará representado por Alex Santos e Norberto Mourão, bronze em Tóquio, enquanto no ciclismo marcarão presença Luís Costa na vertente de estrada e Telmo Pinão nas vertentes de estrada e pista.

No judo competirão em Paris Miguel Vieira, campeão europeu e mundial de -60 kg J1, e Djibrilo Iafa, enquanto no badminton, Beatriz Monteiro volta a ser a representante portuguesa e, no tiro, Margarida Lapa fará a sua estreia paralímpica.

Como acontece desde os Jogos Seul1988, a competição paralímpica partilha as instalações com a olímpica e deverá juntar cerca de 4.400 atletas, em 559 eventos, de 22 modalidades.

O contrato-programa de preparação para os Jogos Paralímpicos Paris2024 tem um valor global de 9,2 milhões de euros e as bolsas pagas aos atletas paralímpicos, bem como os prémios pela conquista de medalhas, são iguais às dos atletas olímpicos, valendo uma medalha de ouro um prémio de 50.000 euros, uma de prata 30.000 e uma de bronze 20.000.

Ao longo de 12 participações, 11 das quais consecutivas, Portugal conquistou 94 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo 25 de ouro, 30 de prata e 39 de bronze.

 

Com Agência Lusa.

 

Composição da Missão:

Chefe de Missão Luís Figueiredo
Diretor Executivo da Missão Jorge Correia
Diretor de Comunicação e Protocolo Sandro D. Araújo
   
Modalidade Atleta Disciplina(s)
Atletismo Ana Filipe Salto em Comprimento T20
Carina Paim 400m T20
Carolina Duarte 400m T13
Miguel Monteiro Lançamento do Peso F40
Mamudo Baldé 100m T54, 400m T54
Sandro Baessa 1500m T20
Badminton Beatriz Monteiro Singulares SU5
Boccia Ana Correia Individuais BC2
Ana Sofia Costa Individuais BC3
André Ramos Individuais BC1, Equipas BC1/BC2
Carla Oliveira Individuais BC4
Cristina Gonçalves Individuais BC2, Equipas BC1/BC2
David Araújo Individuais BC2, Equipas BC1/BC2
José Gonçalves Individuais BC3
Canoagem Alex Santos 200m KL1
Norberto Mourão 200m VL2
Ciclismo Luís Costa Contrarrelógio H5, Prova em Linha H5
Telmo Pinão Contrarrelógio C2, Prova em Linha C2, Perseguição Individual C2, Quilómetro C2
Judo Djibrilo Iafa -73kg J1
Miguel Vieira -60kg J1
Natação Daniel Videira 100m Costas S6
Diogo Cancela 400m Livres S8, 100m Mariposa S8, 200m Estilos SM8
Marco Meneses 50m Livres S11, 400m Livres S11, 100m Costas S11, 200m Estilos SM11
Tomás Cordeiro 100m Costas S10, 100m Bruços SB9, 200m Estilos SM10
Powerlifting Simone Fragoso -41kg
Tiro Margarida Lapa R5 10m Carabina SH2
Triatlo Filipe Marques PTS5

Incêndio na Madeira continua ativo. Deflagrou hà uma semana

Incêndios/Madeira: Fogo chegou ao Pico Ruivo e reforço de meios a caminho

O incêndio da Madeira progrediu e atingiu o Pico Ruivo esta noite, de acordo com a proteção civil regional, que pediu um novo reforço de mais 45 operacionais do continente, que já deverá chegar hoje à região.

“O pior cenário que temos neste momento é o que decorre da propagação do [fogo] no Curral das Freiras que progrediu pela cordilheira central da região e atingiu o Pico Ruivo [no concelho de Santana]. Esta é uma zona muito complexa. Não se consegue atuar nesta zona devido às condições do terreno”, adiantou à agência Lusa presidente do Serviço Regional de Proteção Civil.

De acordo com António Nunes, os operacionais estão a tentar conter a progressão para sítios mais problemáticos, encontrando-se no local 11 operacionais, com o apoio de cinco meios.

“Face ao evoluir desta forma desfavorável foi solicitado à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] o reforço de pessoal que veio do continente e está previsto durante o dia de hoje recebermos mais 45 elementos”, adiantou.

Segundo António Nunes, terá de ser avaliada a utilização de helicópteros no local.

“A operação dos meios aéreos a estas altitudes é bastante complexa. Não é uma coisa que se faça de forma linear. Nós temos que fazer uma avaliação e ver se os pilotos, o helicóptero, têm capacidade para o fazer, pois ventos àquela altitude são muito erráticos e nós não queremos ter mais um problema com a perda do helicóptero”, contou.

No que diz respeito a outras zonas da ilha, segundo António Nunes, na Serra de Água, na Ponta do Sol, o fogo está a evoluir favoravelmente.

“Temos a esperança que se consiga terminar aquela frente durante o dia hoje. No local estão 64 operacionais, com o apoio de 16 meios. No Curral das Freiras, que ontem [terça-feira] era uma preocupação grande devido às residências que ali existem, neste momento não temos qualquer problema. Temos pessoal em prevenção, que fizeram umas linhas de corta-fogo para evitar que este desça a encosta para salvaguarda das habitações”, disse.

Cerca das 08:00, estavam no local 22 operacionais, com o apoio de sete meios terrestres.

O incêndio rural na Madeira deflagrou há uma semana, dia 14 de agosto, nas serras da Ribeira Brava, propagando-se na quinta-feira ao concelho de Câmara de Lobos, e, já no fim de semana, ao município da Ponta do Sol.

Nestes oito dias, as autoridades deram indicação a perto de 200 pessoas para saírem das suas habitações por precaução e disponibilizaram equipamentos públicos de acolhimento, mas muitos moradores já regressaram, à exceção da Fajã das Galinhas, em Câmara de Lobos, e da Furna, na Ribeira Brava.

O combate às chamas tem sido dificultado pelo vento, agora mais reduzido, e pelas temperaturas elevadas, mas não há registo de destruição de casas e infraestruturas essenciais.

Três bombeiros já receberam assistência hospitalar por exaustão e sintomas relacionados com “mau estar e indisposição”, não havendo mais feridos.

Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, indicados pelo presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, António Nunes, apontam para 4.392 hectares de área ardida até às 12:00 de terça-feira.

A Polícia Judiciária está a investigar as causas do incêndio, mas o presidente do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, diz tratar-se de fogo posto.

Alfa/ com Lusa

Vuelta2024: João Almeida terceiro em etapa vencida por Primoz Roglic

O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) terminou hoje a quarta etapa da Volta a Espanha em terceiro lugar, que lhe permite subir à segunda posição da classificação geral, agora liderada por Primoz Roglic (BORA-hansgrohe), vencedor da tirada.

O esloveno venceu ao sprint o percurso de 170,5 quilómetros que ligou Plasencia a Pico Villuercas, em 4:26.49 horas, à frente do belga Lennert Van Eetvelt (Lotto Dstny), segundo, e do ciclista luso, terceiro.

Roglic subiu ao primeiro lugar da geral, com menos oito segundos do que João Almeida, atual vice-líder, e 32 face ao espanhol Enric Mas (Movistar), que é terceiro.

A quinta etapa da Volta a Espanha realiza-se na quarta-feira, entre Fuente del Maestre e Sevilha, num total de 177 quilómetros.

 

Com Agência Lusa.

« Até 25 mil polícias e ‘gendarmes’ mobilizados para os Jogos Paralímpicos » – Gérald Darmanin

Serão até 25 mil polícias e ‘gendarmes’ que estarão mobilizados para garantir a segurança durante os Jogos Paralímpicos de Paris, de 28 de agosto a 8 de setembro, anunciou, hoje, o ministro do Interior, Gérald Darmanin.

 

« O máximo será de 25 mil policiais na ‘Ile de France e Châteauroux’, disse o ministro em conferência de imprensa.

 

 

 

« Teremos o apoio das três forças de intervenção » (BRI, Raid, GIGN) com 300 soldados e « 10 mil agentes de segurança privada », disse Darmanin, que ressalvou, que não houve nenhuma « ameaça clara » contra os Jogos.

A segurança de delegações « sensíveis », como a de Israel, « será cuidada da mesma forma que nos Jogos Olímpicos », disse Darmanin, que afirmou que Israel terá 27 atletas, dois árbitros e o presidente do comité paralímpico que estarão « permanentemente protegidos ».

Tony Estanguet, presidente do comité organizador dos Jogos de Paris, saudou a decisão de manter « o nível de mobilização para garantir a segurança na ‘mudança’ para a chama paralímpica ».

A cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos será realizada em 28 de agosto na ‘Place de la Concorde’ e também será dirigida por Thomas Jolly (como as cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos).

O sueco Alexander Ekman será o responsável pela coreografia dos 150 dançarinos, dos quais cerca de 20 serão pessoas com deficiência.

Os Jogos Paralímpicos coincidirão com a ‘rentrée’ escolar e política, que aguarda a formação de um novo governo.

Em relação aos transportes em Paris, em particular ao metro, a ministra, Amélie Oudéa-Castera, garantiu que « mais de 65 estações de metro estarão acessíveis a pessoas com deficiência ».

 

Rádio Alfa com AFP e UOL Brasil.

Portugal. Chega propõe referendo sobre imigração como condição para viabilizar OE2025

Chega propõe referendo sobre imigração como condição para viabilizar OE2025

O Chega vai propor ao parlamento a realização de um referendo sobre imigração, anunciou hoje o presidente do partido, admitindo que será “mais uma das condições” para a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura anunciou que « o Chega proporá no parlamento a convocação de um referendo em data a definir em conjunto entre os vários órgãos de soberania, mas que devia ser apontado para o início do próximo ano, para o mês de janeiro ».

O líder do Chega indicou que o objetivo é os portugueses serem chamados a pronunciar-se se deve ser estabelecido um “limite anual de imigrantes no país, definido previamente por lei, que possa ser revisto » periodicamente e também se “concordam ou não com a definição de quotas previamente enquadradas por áreas de especialização e por necessidades da economia”.

Esta é uma de “três grandes propostas incontornáveis para a viabilização do Orçamento do Estado para 2025” que o partido anunciou hoje. O Chega quer também um « reforço financeiro para o controlo de fronteiras » e a revisão dos « subsídios e apoios sociais que são pagos a estrangeiros ».

André Ventura insistiu numa ideia que tem defendido, de que “ninguém deve receber um subsídio social em Portugal antes de descontar cinco anos para o sistema de Segurança Social português ».

Questionado diretamente se as três propostas são condições para a aprovação do Orçamento do Estado, Ventura disse que « são condições para a negociação do Orçamento » e destacou o referendo.

“Caso o referendo não vá para a frente pela mão do Governo fica difícil haver o nosso voto no Orçamento do Estado, a favor, que é o que o Governo precisa para passar o Orçamento”, defendeu mais à frente, referindo que é “mais uma das condições para aprovação do Orçamento do Estado”, a par de outras que o partido tem vindo a definir.

O líder do Chega sustentou que « a convocação de um referendo não deve ser sequer alvo de qualquer contestação, uma vez que é chamar os portugueses às urnas para decidirem pior eles próprios » e disse já ter contactado informalmente o PSD.

« Estamos a fazer um esforço total para que haja condições políticas para uma aprovação orçamental », indicou, manifestando abertura para « ajustar as propostas » e para as « discutir e enquadrar ».

André Ventura sustentou que « o país sente a pressão migratória nas suas várias dimensões, na habitação, saúde, segurança e criminalidade, mas também na diversidade e na pressão cultural ».

« Portugal deve receber bem aqueles que o procura, protegê-los e integrá-los na sua economia e no seu crescimento económico. Isto não quer, no entanto, dizer que Portugal possa ficar à mercê de portas completamente abertas, sem qualquer controlo e com um drama que todos os dias aumenta e se intensifica em muitas das nossas regiões », acrescentou.

Considerando que a « imigração não deve ser nem tabu nem objeto de arremesso político », o líder do Chega argumentou que o referendo constitui uma oportunidade para um « debate vivíssimo sobre o tema ».

Nos termos da Constituição, “os cidadãos eleitores recenseados no território nacional podem ser chamados a pronunciar-se diretamente, a título vinculativo, através de referendo, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo, em matérias das respetivas competências, nos casos e nos termos previstos na Constituição e na lei”.

Um controlo mais apertado da imigração é uma das bandeiras do Chega, que convocou para dia 21 de setembro uma manifestação « contra a imigração descontrolada e insegurança nas ruas ».

Alfa/ com Lusa