Portugal/Eleições. AD vence por pouco, PS assume derrota e Chega com votação histórica. Resultados

Portugal/Eleições legislativas: AD vence por pouco, PS reconhece a derrota e Chega alcança resultado histórico. 

Eis os resultados globais das legislativas antecipadas em Portugal com resultados de todas as freguesias apurados (faltando ainda conhecer os resultados nos círculos do estrangeiro, que elegem quatro deputados):

AD – 29,5% e 79 deputados

PS – 28,5% e 77 deputados

CH – 18,1% e 48 deputados

IL – 5,1% e 8 deputados

BE – 4,5% e 5 deputados

CDU – 3,3% e 4 deputados

Livre – 3,3% e 4 deputados

PAN – 1,9% e 1 deputado

No termo da noite eleitoral, já na madrugada de segunda-feira, 11 de março, Luís Montenegro, presidente do PSD e líder da AD, defendeu que todos os partidos com assento parlamentar têm o dever de assegurar condições de governabilidade ao Governo que pretende formar na sequência das legislativas de domingo. “Espero que PS e Chega não constituam aliança negativa”, afirmou Montenegro.

Já Pedro Nuno Santos, líder do PS, prometeu liderar a oposição e disse que não obstaculizará a formação do novo Governo.

Quanto a André Ventura, presidente do Chega, considerou que os portugueses deram à direita um mandato para governar Portugal e defendeu que só um partido « muito irresponsável » deixará o PS governar, insistindo na necessidade de um acordo de governo com o PSD.

O presidente da IL, Rui Rocha, afirmou que o cenário político que saiu das eleições legislativas é complicado e que os próximos dias serão determinantes para a sua clarificação, mostrando-se disponível para assumir responsabilidades e ser parte da solução de Governo.

 

 

Sporting ‘passa’ em Arouca, Benfica recupera em casa com Estoril

O Sporting foi hoje ao reduto do Arouca vencer por 0-3, na 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e segue na liderança, perseguido pelo Benfica que voltou às vitórias ante o Estoril Praia (3-1).

O sétimo lugar do Arouca, que tem o quinto melhor ataque do campeonato, fazia antever dificuldades para os ‘leões’, até depois de Rúben Amorim admitir fadiga na equipa após o empate de quinta-feira com a Atalanta (1-1) na Liga Europa, mas o resultado conta outra história.

O melhor marcador do campeonato, o sueco Viktor Gyökeres, adiantou os lisboetas aos 19 minutos, fazendo o 19.º tento desta temporada na Liga, com o moçambicano Geny Catamo (90+1) e o dinamarquês Morten Hjulmand (90+6) a completarem o triunfo.

Os ‘verdes e brancos’ passaram a somar 62 pontos e têm ainda um jogo em atraso, podendo abrir para os rivais um ‘fosso’ de quatro pontos, enquanto o Arouca, que vinha de duas vitórias, segue em sétimo, com 34.

Em dia de eleições legislativas, o Benfica entrou em campo no Estádio da Luz pressionado pela vitória do rival, mas também pela do FC Porto, terceiro classificado, ante o Portimonense (3-0) na sexta-feira.

Kökçü, aos 15 minutos, adiantou os ‘encarnados’ a jogar em casa, mas Rodrigo Gomes, um dos destaques individuais deste campeonato, empatou a contenda sete minutos depois.

No segundo tempo, o brasileiro Marcos Leonardo, aos 45+2, e Tiago Gouveia, aos 49, resolveram cedo um triunfo confortável para a ‘ressaca’ dos lisboetas, depois da goleada na última ronda, ante os ‘dragões’, por 5-0, e o empate a duas bolas com o Rangers (2-2) na Liga Europa.

Assim, seguem a um ponto do Sporting a nove rondas do final da I Liga.

Finalista vencido da Taça da Liga, o Estoril Praia vive uma má fase da temporada e não vence há cinco jornadas seguidas, descendo a posição de ‘play-off’ de manutenção, com 22 pontos, face à vitória de sexta-feira do Estrela da Amadora ante o Casa Pia (3-1).

A 25.ª ronda fecha na segunda-feira com o embate entre o Gil Vicente, nono classificado, e o Desportivo de Chaves, 18.º e último posicionado com 18 pontos, já a cinco da zona de permanência.

 

Resultados da 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 08 mar:

Portimonense – FC Porto, 0-3 (0-1 ao intervalo)

Estrela da Amadora – Casa Pia, 3-1 (0-0)

 

– Sábado, 09 mar:

Vizela – Farense, 2-1 (0-1)

Rio Ave – Sporting de Braga, 0-0

Boavista – Moreirense, 1-0 (0-0)

Vitória de Guimarães – Famalicão, 1-0 (1-0)

 

– Domingo, 10 mar:

Arouca – Sporting, 0-3 (0-1)

Benfica – Estoril Praia, 3-1 (2-1)

 

– Segunda-feira, 11 mar:

Gil Vicente – Desportivo de Chaves, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal/Eleições. AD vence sem maioria, Chega cresce

Eleições legislativas em Portugal, primeiras estimativas (RTP):

 

A AD vence as eleições legislativas com uma votação entre 29 e 33 por cento, de acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP. O PS fica na segunda posição, com 25 a 29 por cento e o Chega recolhe 14 a 17 por cento da votação, segundo a RTP.

RTP:

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« AD à frente na contagem de votos, Chega perto dos 20%: festa na AD, PS começa a admitir derrota, Ventura quer negociar governo » – escreve esta noite o jornal Expresso. 

 

Abstenção pode ser a menor desde há cerca de 20 anos, segundo projeções feitas depois do fecho das mesas de voto – entre 32% e 38%, segundo a RTP.

 

 

 

Tão amigos que eles eram. Uma pequena história de Marcelo e Costa numa festa da Rádio Alfa

História com H (grande) ou h (pequeno)? Uma reportagem do jornalista Daniel Ribeiro, em junho de 2016, então diretor da Rádio Alfa e correspondente do jornal Expresso – publicada neste jornal a 13 de junho de 2016, com este título:

Marcelo e Costa em Paris. “São tão giros, eles são mesmo amigos”

Num almoço VIP, na festa da Rádio Alfa, este domingo, a convite do presidente da Câmara de Créteil (Laurent Cathala), Marcelo e Costa fizeram longos discursos e brincaram um com o outro. “Costa foi meu aluno e por vezes o aluno ultrapassa o professor”, disse Marcelo.

 

Texto publicado no Expresso, a 13/06/2016

« Na vasta tenda VIP da festa da Rádio Alfa estavam cerca de duzentos convidados, diversos políticos franceses da região parisiense e muitos portugueses – as comitivas do presidente e do primeiro-ministro e, sobretudo, muitos empresários emigrantes com as respetivas esposas.

O almoço começara muito tarde, às 16 horas, o programa do último dos três dias da visita estava muito atrasado, mas mesmo assim António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa não encurtaram os discursos, sobretudo o presidente que falou longamente, de improviso, durante mais de meia hora.

Passaram o tempo a brincar um com o outro, até quando abordaram a sua coabitação no poder, em Portugal. O tema fora trazido para o almoço por Valérie Pécresse, presidente da região Ile-de-France (Paris). No seu discurso, a política francesa, de direita, comparara a coabitação de Marcelo e Costa com a de Jacques Chirac e Lionel Jospin. Marcelo respondeu-lhe em francês com ironia dizendo que o seu problema na coabitação com Costa era falar depois dele, porque o “senhor primeiro-ministro fala dos mesmos temas e diz coisas que eu também queria abordar”. António Costa também discursara em francês e de improviso.

Mesmo quando lhe enviou uma pequena farpa sobre as 35 horas (de trabalho semanal), fê-lo com grande elegância e cordialidade. “O povo português é trabalhador, trabalha muito, por vezes até mais no estrangeiro do que em Portugal – e reparem que não estou a aludir ao debate sobre as 35 horas”, disse Marcelo.

Foram discursos descontraídos e muitos dos presentes sentiram que existia uma real amizade entre ambos. “O senhor primeiro-ministro é um político, um político inteligente, foi meu aluno e por vezes o aluno ultrapassa o professor”, disse Marcelo. “São tão giros, eles são mesmo amigos porque só os amigos podem dizer as coisas que eles dizem, a brincarem desta maneira um com o outro”, comentou uma das senhoras portuguesas presentes (no almoço).

Já antes, durante os discursos no palco da festa, ambos estiveram a brincar à chuva. O público riu e aplaudiu quando António Costa, sorridente, pegou no guarda-chuva de Olívia Vaz, jornalista da Rádio Alfa, para o proteger. Estiveram ambos sob o mesmo guarda-chuva onde se lia “Fidelidade” durante alguns minutos. Nesse momento, Marcelo sorriu e disse: “Reparem que quem tem o guarda-chuva é o primeiro-ministro de esquerda e quem é apoiado é o Presidente que veio da direita”.

No almoço VIP, Marcelo definiu-se como sendo “rigorosamente centrista”, mas a imagem de ambos sob o mesmo guarda-chuva será a que melhor retrata o clima de concórdia, de respeito e de amizade pessoal que sem dúvida transmitiram durante toda a visita a Paris. Há empatia entre ambos, o próprio Marcelo o sublinhou e Costa não o desmentiu – “tenho uma relação muito saudável e sólida com o presidente da República”, referiu Costa.

Visivelmente, ambos desejam que a coabitação continue em Portugal e Marcelo sublinhou querer mesmo uma convergência mais alargada, em termos políticos, a outros partidos. Costa não disse que não e, aparentemente, espera por mudanças no PSD.

Em França nada perturbou a viagem do Presidente da República e do primeiro-ministro. Andaram sempre quase de mãos dadas e estiveram juntos em praticamente todo o lado. Menos na missa de domingo, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Paris. Marcelo reconheceu, nesse aspeto, a existência de visões diferentes. “Eu vou à missa e o primeiro-ministro não”, disse ».

Leia aqui a reportagem original publicada no Expresso:

https://expresso.pt/politica/2016-06-13-Marcelo-e-Costa-em-Paris.-Sao-tao-giros-eles-sao-mesmo-amigos

Desporto Associativo – 09 Março 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

Iolanda vence 56.º Festival da Canção com canção “Grito” 

Iolanda vence 56.º Festival da Canção com canção “Grito” 

A cantora Iolanda, com o tema “Grito”, venceu a 56.ª edição do Festival da Canção e vai representar Portugal no 68.º Festival Eurovisão da Canção, em maio, na Suécia.

Iolanda estará como representante de Portugal em Malmo, na Suécia, 50 anos depois da primeira vitória daquele país no Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Waterloo”, dos ABBA.

A canção “Grito” foi escolhida entre 12 temas finalistas por um método de votação em que metade da pontuação foi atribuída por um júri, composto por representantes de sete regiões de Portugal continental e ilhas, e a outra metade por voto direto do público.

As restantes 11 canções em competição foram: “Change”, de Silk Nobre; “Criatura”, de Rita Onofre; “Memory”, de Noble; “O Farol”, de Buba Espinho; “Teorias da conspiração”, de Nena; “Aceitar”, de No Maka (Emanuel Oliveira e Duarte Carvalho), com Ana Maria; “Primavera”, de Cristina Clara; “Pontos finais”, de Rita Rocha; “Doce Mistério”, de Leo Middea; “Bem longe daqui”, dos Perpétua; e “Pelas Costuras”, de João Borsch.

A Suécia venceu em maio do ano passado a 67.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, disputada em Liverpool, no Reino Unido, com o tema “Tattoo”, interpretado por Loreen, que já tinha conquistado o primeiro lugar no Festival da Eurovisão da Canção em 2012, com “Euphoria”.

Foi a 7.ª vitória da Suécia no Festival Eurovisão da Canção, depois dos triunfos de 1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015.

Portugal classificou-se no ano passado em 23.º lugar, com Mimicat e a canção “Ai coração”, e venceu a competição em 2017, com “Amar pelo dois”, canção escrita por Luísa Sobral e interpretada pelo irmão, Salvador Sobral.

CLASSIFICAÇÃO FINAL do Festival da Canção:

1. ‘Grito’, de Iolanda – 22 pontos (1º lugar para júri; 2º lugar no televoto)
2. ‘… Pelas Costuras’, de João Borsch – 18 (5º para júri; 1º lugar no televoto)
3. ‘Doce Mistério’, de Leo Middea – 18 (2º para júri; 3º lugar no televoto)
4. ‘Change’, de Silk Nobre – 12 (4º para júri; 6º no televoto)
5. ‘Pontos Finais’, de Rita Rocha – 11 (7º para júri; 4º no televoto)
6. ‘O Farol’, de Buba Espinho – 10 (3º para júri; 9º no televoto)
7. ‘Memory’, de Noble – 7 (10º para júri; 5º no televoto)
8. ‘Criatura’, de Rita Onofre – 5 (6º para júri; 11º ex-aequo no televoto)
9. ‘Bem Longe Daqui’, de Perpétua – 4 (12º para júri: 7º no televoto)
10. ‘Teorias da Conspiração’, de Nena – 4 (8º para júri; 10º no televoto)
11. ‘Aceitar’, de No Maka com Ana Maria – 3 (11º para júri; 8º no televoto)
12. ‘Primavera’, de Cristina Clara – 2 (9º para júri; 11º ex-aequo no televoto)

Texto: Alfa com Lusa e Blitz/Expresso. Imagem RTP

« Grito », Iolanda na semifinal do Festival:

Portugal/Eleições: Marcelo apela ao voto e lembra situação internacional

Eleições: Marcelo apela ao voto e lembra situação internacional 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou hoje ao voto nas eleições de legislativas de domingo e considerou que é nos tempos difíceis « que mais importa votar ».

Numa declaração ao país na véspera das eleições legislativas, Marcelo Rebelo de Sousa apontou a preocupação com « a urgência de acelerar a recuperação da economia », numa altura em que se sentem os efeitos da situação de tensão a nível internacional, lembrando as guerras na Ucrânia e em Gaza, as subidas de preços, os custos dos juros e alguns problemas sociais.

« Em tempos assim, em que as guerras vieram relançar guerras económicas e sociais que esperávamos ultrapassadas pelo fim da pandemia, é nesses tempos que importa mais votar » disse o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou os efeitos do « compasso de espera provocado pelas guerras na saúde, na habitação, na educação e noutras áreas sociais, para os mais jovens sobretudo no desemprego, para os menos jovens sempre a garantia futura das pensões das reformas ».

« O que se passará lá fora este ano e nos anos seguintes? », questionou o Presidente, para considerar que essa é « uma preocupação silenciada » que acaba por condicionar tudo o resto.

Marcelo Rebelo de Sousa mencionou as eleições norte-americanas, as eleições europeias, o futuro da guerra na Ucrânia, o Médio Oriente, as tensões no Mar Vermelho, a economia mundial e « novamente a subida de preços e o custo dos juros ».

Na sua mensagem, o presidente apelou à participação mesmo dos que « se cansaram ou desiludiram » e insistiu que é em « momentos mais graves como estes que mais importa votar ».

O Presidente lembrou também que em 2024 « passam 50 anos do 25 de Abril e 49 do primeiro voto direto de todas as mulheres e homens de mais de 18 anos em séculos de vida de Portugal », numa alusão às eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.

« Fecha-se um ciclo de meio século da nossa história e abre-se outro com novos desafios, novas exigências, novas ambições, mas sempre com os mesmos valores: democracia, liberdade e igualdade », disse.

« Porque os tempos são mesmo muito difíceis lá fora e por isso cá dentro, baixar os braços é sempre a pior solução », lançou Marcelo Rebelo de Sousa para apelar ao voto, num momento « de dar nova vida em estabilidade e em segurança à nossa liberdade, à nossa igualdade, à nossa democracia ».

Mais de 10 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são chamados às urnas no domingo.

Nas legislativas anteriores, em 30 de janeiro de 2022, a taxa de abstenção situou-se nos 48,54%, tendo-se verificado uma descida em relação às legislativas de 2019.

Alfa/Lusa

PR Marcelo fala ao país neste sábado, 09, véspera das legislativas e « dia de reflexão ». PS pede-lhe contenção

Alfa
A informação foi anunciada no site da Presidência portuguesa e a comunicação do chefe de Estado a partir do Palácio de Belém está marcada para as 20 horas.
Com efeito, pode ler-se no site oficial, tal como consta da agenda de Marcelo Rebelo de Sousa: « Mensagem do Presidente da República a propósito da realização das Eleições Legislativas 2024 ».
O Chefe de Estado deverá fazer o apelo habitual ao voto no dia que antecede as Legislativas, segundo a imprensa portuguesa.
Sublinhe-se que este sábado é dia de reflexão e que Marcelo Rebelo de Sousa habitualmente faz uma declaração com apelo ao voto.
No entanto, o Presidente do PS, Carlos César, escreveu a Marcelo e pediu contenção em dia de reflexão.
O dirigente socialista pediu designadamente a Marcelo para não condicionar as legislativas de domingo e evocou eventuais « bloqueios institucionais »
Os socialistas não gostaram de ler os cenários pós-eleitorais do Presidente publicados ontem, sexta-feira, pelo semanário Expresso, que consideraram serem inaceitáveis por significarem, segundo eles, que Marcelo entrou na campanha eleitoral a favor da AD, a apenas dois dias do voto.
Carlos César escreveu, segundo a carta divulgada pela Rádio Renascença, que a « maior parte dos que votaram » neste Presidente da República « ficaria ainda mais desiludida se, ao ter anunciado intervir amanhã [sábado] voltasse a deixar uma mensagem que não é aquela que se espera de um Presidente da República no dia de reflexão de uma eleição livre de condicionamentos ou, pior ainda, de bloqueios institucionais ao mais alto nível do Estado ».

FC Porto vence Portimonense e aproxima-se provisoriamente do duo da frente

O FC Porto aproximou-se hoje provisoriamente do topo da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa do Portimonense, por 0-3, no jogo de abertura da 25ª jornada.

Com o líder Sporting e o Benfica, segundo classificado, a jogarem apenas no domingo, os ‘dragões’ colocaram-se a quatro pontos dos ‘leões’, que têm ainda outro jogo em atraso, e a três das ‘águias’, graças aos golos de Nico González (sete minutos), Galeno (59) e Pepê (79).

O Portimonense, que somou o sexto jogo consecutivo sem vencer no campeonato, ocupa o 14.º lugar, com 23 pontos, cinco acima da zona de despromoção direta e um do 16.º lugar, de acesso ao play-off de manutenção.

 

Com Agência Lusa.

Dia Internacional das Mulheres marcado por marchas em onze cidades portuguesas

Ilustração de abertura, arquivo da https://plataformamulheres.org.pt/

Dia Internacional das Mulheres marcado por marchas em onze cidades portuguesas

O combate às desigualdades laborais, falta de apoio na parentalidade ou a pobreza são algumas das lutas que vão marcar as marchas de hoje em onze cidades do país, quando se assinala o Dia Internacional das Mulheres.

Hoje é dia da VI Greve Feminista Internacional, convocada pela Rede 08 de Março, que organiza igualmente marchas em Aveiro, Barcelos, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Guimarães, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu, sob o mote “Feministas em união contra toda a opressão”.

À semelhança dos anos anteriores, a organização espera “dezenas de milhares de pessoas” que vão sair à rua para chamar a atenção para as “desigualdades laborais, a precariedade, a falta de apoio à parentalidade, as frágeis condições de habitação, a pobreza e a desigual atribuição dos papéis de género”, refere a Rede 08 de Março, em comunicado.

“Protestamos contra a violência doméstica, a violência sexual, a violência obstétrica, o assédio nos espaços público e privado em contexto laboral, o sistema de justiça machista, a transfobia, o tráfico de meninas e mulheres, a negação dos direitos sexuais e reprodutivos, o racismo e a xenofobia, entre muitas outras formas de violência de género que assentam na estrutura básica da nossa sociedade”, acrescenta.

Salienta que o contexto atual é de inflação e escalada de violência contra as mulheres, razões pelas quais entende que é preciso sair à rua para exigir o alargamento da rede de casas de abrigo, mais habitação social e mais apoios para as mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, bem como o fim das penas suspensas e da “impunidade” do agressor.

O coletivo pede “penas efetivas para os agressores de qualquer tipo de violência”, a existência de gabinetes de apoio à denúncia de casos de assédio nas universidades e nos locais de trabalho, acautelando penalizações para as empresas que “permitam o assédio moral e sexual”.

Quer “uma política de consciencialização pública para o assédio”, o fim do trabalho precário, salários iguais para trabalhos iguais, “o fim dos ataques aos direitos de parentalidade e o reforço dos apoios sociais a famílias monoparentais e a mães desempregadas”.

Entre outras tantas exigências, a Rede 08 de Março pede o reconhecimento do valor social do trabalho doméstico e dos cuidados, mais formação sobre inclusão de pessoas LGBTQI+ para profissionais de saúde, o acesso universal e efetivo à interrupção voluntária da gravidez ou o fim de todas as violências obstétricas.

Quer também “a correção dos currículos preconceituosos, particularmente dos vieses colonialistas”, o direito à autodeterminação dos corpos para todas as pessoas, educação sexual inclusiva nas escolas, o fim das políticas racistas e colonizantes ou a “autodeterminação dos corpos com diversidade funcional”.

“A Greve Feminista Internacional, organizada em Portugal pela Rede 8M, pretende tornar o Dia Internacional da Mulher num dia de luta política, focada nas reivindicações mais importantes das mulheres e na sua plena emancipação”, refere o coletivo.

A Greve Feminista Internacional tem quatro eixos – consumo, trabalho, cuidados e estudantil – e “surge do processo de articulação com outros movimentos feministas em países como Espanha, Itália e Alemanha”.

A Rede 8 de Março é uma plataforma nacional que reúne coletivos, sindicatos e pessoas singulares que se mobilizam para a construção da Greve Internacional Feminista, a 8 de Março, e de outras datas relacionadas com a questão da mulher, como o 25 de Novembro.

Alfa/Lusa

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