TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 13 DE ABRIL 2024 – ANNIE CICATELLI
25 Abril: Os discos proibidos que saíram do armário da rádio portuguesa
O 25 de Abril abriu as portas de um armário onde estavam os discos proibidos de passar na rádio e que nesse “dia inicial inteiro e limpo” puderam finalmente tocar, marcando o início de uma revolução musical em Portugal.
António Macedo é um homem da rádio e não esconde o entusiasmo ao recordar os dias loucos da música que se seguiram ao 25 de Abril, uma revolução que acompanhou primeiro em Angola, antes de regressar a Portugal, em 1975.
À Lusa, o radialista que durante anos foi a voz do “Programa da Manhã”, na Antena Um, afirmou que o que mais mudou na rádio após o 25 de Abril é que “o que estava proibido deixou de estar proibido – e havia muita canção, muitas canções proibidas”.
Na Rádio Renascença, por exemplo, havia uma lista de canções proibidas e, na emissora nacional radiodifusão, os discos eram mesmo riscados com um prego.
Após o 25 de Abril, foi possível libertar as canções todas que estavam proibidas, que eram mesmo muitas, e que “eram canções de combate, que denunciavam, de uma maneira ou outra, sobretudo a guerra colonial, mas também o estado em que vivíamos, o chamado Estado Novo, que era um estado policial, uma ditadura, em que não havia liberdade de opinião, liberdade de imprensa, liberdade de expressão e as outras liberdades todas, incluindo a liberdade cívica”.
“As canções que estavam proibidas eram canções que tratavam disso, de poetas como Manuel Alegre, como o disco do Adriano Correia de Oliveira (“Canto e as Armas”), cujas músicas estavam todas proibidas, ou o “Cantaremos”, que também tinha várias faixas interditas.
Inclusive a “Lágrima de preta”, um poema do António Gedeão e música de José Niza, e que “é uma das mais espetaculares pérolas da música portuguesa”, estava proibida, tal como numerosas de José Afonso, a começar, como é lógico, pela “Vampiros”, porque era “um grande hino da sociedade”.
António Macedo ilustra a madrugada da libertação com um episódio ocorrido nas ocupadas instalações do Rádio Clube Português: “O técnico de som José Ribeiro, hoje reformado, arrombou o armário onde estavam os discos proibidos e entregou-os a quem estava a fazer a emissão. É uma imagem que diz tudo. Aqueles discos foram para a cabine, onde não tinham lugar, tinham lugar num armário, que estava a fechado à chave”.
Os discos ficaram à disposição, embora os militares tenham optado pelas marchas militares, mas após o golpe consumado, esses discos começaram a rodar.
Na altura ainda em Angola, António Macedo foi-se apercebendo através dos relatos dos companheiros que existia uma “sede brutal de dar o direito às pessoas de conhecerem aquilo que as pessoas não sabiam que existia”.
“Foi um bombardeamento de canções de intervenção, de protesto, do que estava proibido e o que foi gravado imediatamente a seguir ao 25 de Abril”, indicou.
E explicou: “Os estúdios, as editoras, estavam mais viradas para a circunstância de, no encadeamento de liberdade, dar a possibilidade de, em liberdade, os que tiveram tantas músicas proibidas, poderem gravar em liberdade”.
Simultaneamente, começam também a gravar os que vinham da música rock, da música elétrica, como o Fernando Tordo, o Paulo de Carvalho, o Carlos Mendes, e surgem nomes do passado que “gravam coisas novas para um novo tempo, o tempo da liberdade”, como o António Calvário que alcança grande êxito com o tema “Mocidade”, disse.
“Aumentou brutalmente a diversidade da música portuguesa que passava na rádio”, ao mesmo tempo que os músicos da parte elétrica começaram a gravar mais, e tudo isso vai “desembocar no período do final dos anos 70, início dos anos 80 [do século XX], do chamado ‘boom’ do rock português, com o Rui Veloso logo à cabeça”.
Para o radialista, “tudo isso foi possível por causa do 25 de Abril”.
Desafiado a escolher a banda sonora da liberdade, António Macedo põe duas a tocar: A canção da liberdade, enquanto conceito, e a canção da sua liberdade.
A primeira é a “Liberdade”, de Sérgio Godinho, na qual o artista canta que « só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação ».
A canção da sua liberdade é a “Canção com Lágrimas”, de Manuel Alegre e de António Correia de Oliveira.
“É uma canção que me põe sempre a chorar e é a canção da minha liberdade. É a canção da minha vida, é a canção que antes do 25 de Abril nunca pude passar na rádio – porque fala da guerra e da morte na guerra – e foi a primeira canção que a 25 de Abril eu passei na rádio”, recorda.
Rádio Alfa com LUSA
Macron revela planos alternativos para cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos
Emmanuel Macron já tinha assegurado dispor de opções para a cerimónia de inauguração, mas é a primeira vez que se refere a cenários alternativos. Jogos Olímpicos começam a 26 de julho, em Paris.
O presidente francês revelou esta segunda-feira planos alternativos para a cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos, como limitá-la no espaço ou fazê-la no Estádio de França, mostrando-se convencido de que a poderá realizar no Sena, apesar da ameaça terrorista. Os Jogos Olímpicos acontecem entre 26 de julho e 11 de agosto, em Paris, França.
Macron fez referência a duas hipóteses: realizar a cerimónia nos jardins do Trocadero, que no plano inicial seria o ponto final do desfile das delegações pelo Sena, ou fazê-la no Estádio de França, em Saint-Denis, a norte de Paris, que acolherá as provas de atletismo.
A cerimónia de abertura, prevista para dia 26 de julho, será a primeira realizada fora de um estádio. Cerca de 10.500 atletas desfilarão pelo coração da capital francesa em barcos no rio Sena, ao longo de um percurso de seis quilómetros.
Para limitar os riscos de segurança, Macron admite que os organizadores decidam encurtar o itinerário do desfile ou transferi-la para o Estádio de França, tornando-a num evento mais convencional.
A organização planeava originalmente uma grandiosa cerimónia de abertura para até 600 mil pessoas, a maioria assistiria gratuitamente nas margens do rio Sena. Contudo, as preocupações de segurança e logística levaram o governo francês a reduzir progressivamente as suas ambições. No início deste ano, o número total de espetadores foi reduzido para cerca de 300 mil.
O governo francês também decidiu que os turistas não terão acesso gratuito para assistir à cerimónia de abertura, por questões de segurança. O acesso gratuito será apenas para convidados.
Com Agência Lusa e BFMTV.
ESPAÇO ABERTO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO – 13 DE ABRIL 2024
Todas as semanas a equipa do Espaço Aberto recebe em estúdio as associações lusófonas para a divulgação de seus eventos.
Divulgue os seus ligando: 01 45 10 98 60
BASTIDORES – 13 DE ABRIL 2024 – GRUPO MUSICAL BORA LÁ
«Bastidores » Conversas com artistas na Rádio Alfa. Apresentação: Sónia Marinho.
Todos os Sábados das 16h às 17h – Esta Semana o grupo Bora lá.
O Livro da Semana: “Anno Domini, 1348”, Sérgio Luís de Carvalho.
O Livro da Semana, próximas edições:
17, 21 e 25 de ABRIL: SÉRGIO LUÍS DE CARVALHO, autor de “ANNO DOMINI, 1348”
O LIVRO DA SEMANA, às quartas (13h30), aos domingos (14h30) e às quintas (03h). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.
Ou ouça aqui:
1348 foi o ano mais traumático da história europeia. E é este ano que trata o primeiro romance de Sérgio Luís de Carvalho, recentemente reeditado, mas publicado originalmente em 1990, depois de ter ganhado o Prémio Literário Ferreira de Castro.
Este romance histórico, com o título “Anno Domini, 1348”, é talvez o grande romance português que retrata a Peste Negra, tal como ela foi, não fosse o Sérgio, além de romancista, um consagrado medievalista com ampla obra publicada sobre a Idade Média.
E a nós, que até já tivemos direito à nossa pandemia, é-nos talvez difícil imaginar o impacto brutal da epidemia do século XIV, período pré-científico no qual os caprichos divinos tudo explicava. Nesse tempo, não se conhecia o infinitamente pequeno, como sejam as bactérias ou os vírus, e a epidemia acabou por matar mais de metade da população europeia. À Peste, juntaram-se a fome e as guerras endémicas. E eis a razão pela qual os historiadores chamam a este período “A grande crise do século XIV” que, por incrível que pareça, deixou as sementes para a modernidade europeia.
“Anno Domini, 1348” é então narrado por João Lourenço, o protagonista, que era um tabelião, que realmente existiu em Sintra, tendo sido vitimado pela Peste Negra, como o atesta a documentação da época.
Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Sérgio Luís de Carvalho e descubra um romance que também foi publicado em França, com o título ”Le bestiaire inachevé”, tendo sido muito bem recebido pela crítica.
França reforçou segurança em escolas judaicas e locais de culto após ataque de Irão a Israel
França reforçou segurança em escolas judaicas e locais de culto após ataque de Irão a Israel
O Ministro do Interior francês pediu ontem aos presidentes de câmara para que reforçassem a segurança nos locais de culto e nas escolas religiosas judaicas, na sequência do ataque do Irão a Israel e antes das celebrações do Pessach judaico.
Gérald Darmanin apelou aos responsáveis do poder local que assegurem uma presença « estática e visível » de agentes da autoridade em frente dos locais de culto e dos edifícios « mais sensíveis ou emblemáticos ».
No período que antecede o Pessach, a Páscoa judaica (22 a 30 de abril), o ministro solicitou aqueles responsáveis para prestarem « especial atenção » aos « serviços e reuniões que tradicionalmente atraem um grande número de pessoas ».
O Ministro do Interior pediu também que, a partir de segunda-feira, sejam colocados « guardas permanentemente em frente das escolas religiosas, aquando da entrada e saída dos alunos ».
Gérald Darmanin solicitou ainda « patrulhas regulares da polícia e da ‘gendarmarie’ [força militar] » à porta das « lojas especializadas ».
Esta decisão foi tomada devido ao « nível muito elevado da ameaça terrorista », ao « nível elevado e contínuo de atos antissemitas » e à « persistência das tensões internacionais, incluindo o ataque do Irão a Israel » no sábado à noite, explicou na mensagem.
Alfa/ com Lusa
Benfica vence Moreirense e reforça segundo lugar da I Liga
O Benfica reforçou hoje o segundo lugar da I Liga de futebol, ao vencer na receção ao Moreirense por 3-0, em jogo da 29ª jornada da prova, reduzindo para quatro pontos a desvantagem para o líder Sporting.
Numa equipa com muitas alteraçoes em relação à última jornada e ao jogo para a Liga Europa frente ao Marselha, o Benfica não se ressentiu e chegou ao intervalo a vencer já por 2-0, com golos de Kökçü (18 minutos) e Tomás Araújo (45+1), tendo o argentino Rollheiser, aos 78, se estreado a marcar pelos ‘encarnados’, num jogo em que o Moreirense pouco incomodou.
Com esta vitória, o Benfica reforça o segundo lugar, com 70 pontos, menos quatro do que o comandante Sporting, que conta menos um jogo, e mais 11 do que FC Porto e Sporting de Braga, terceiro e quarto classificados, respetivamente, enquanto o Moreirense baixou ao sétimo posto nesta ronda, contando 43 pontos, os mesmos do que o Arouca, que subiu a sexto.
Resultados da 29ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sexta-feira, 12 abr:
Gil Vicente – Sporting, 0-4 (0-4 ao intervalo)
– Sábado, 13 abr:
Vitória de Guimarães – Farense, 1-1 (0-1)
FC Porto – Famalicão, 2-2 (1-2)
Estoril Praia – Sporting de Braga, 0-1 (0-0)
– Domingo, 14 abr:
Estrela da Amadora – Rio Ave, 2-2 (1-1)
Arouca – Boavista, 2-1 (2-0)
Portimonense – Casa Pia, 2-2 (2-1)
Benfica – Moreirense, 3-0 (2-0)
– Segunda-feira, 15 abr:
Vizela – Desportivo de Chaves, 21:15
Com Agência Lusa.
PASSAGE À NIVEAU – 14 Abril 2024
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
Domingo 14 de Abril 2024
Entre as 12h00 e as 14h00
Aqui fica a emissão:



