Dinamarca perde com Eslovénia e Portugal falha disputa pelo quinto lugar do Europeu

A Eslovénia venceu hoje a Dinamarca, tricampeã do mundo, por 28-25, na última jornada do Grupo II da ronda principal do Europeu de andebol, afastando Portugal da disputa pelo quinto lugar.

Portugal, que empatou hoje com os Países Baixos (33-33), foi ultrapassado pela Eslovénia no Grupo II, com seis pontos, mais um do que a seleção lusa, que ficou em quarto, a três pontos da Dinamarca e a um da Suécia, que tem menos um jogo.

A Eslovénia garantiu igualmente uma vaga no torneio pré-olímpico para Paris2024, com Portugal a ter de esperar pelo fecho do Grupo I para saber se terá ainda hipóteses, com Alemanha e Hungria, já apuradas, a lutarem com a Áustria, pelos lugares atrás da França, já qualificada para as meias-finais.

 

Com Agência Lusa.

Eleições/Portugal: Raimundo diz que o verdadeiro “safanão nisto tudo” é com voto na CDU

Eleições: Raimundo diz que o verdadeiro “safanão nisto tudo” é com voto na CDU

 

O secretário-geral do PCP disse hoje, em Faro, que o voto de protesto deve ser encaminhado nas eleições legislativas de março para a CDU, que considerou ser a única solução para quem quer dar um “safanão nisto tudo”.

À margem de uma ação de contacto com a população na rua mais comercial da cidade algarvia, Paulo Raimundo foi questionado pelos jornalistas sobre o chamado voto de protesto parecer estar, segundo as sondagens, a mudar da esquerda para a direita.

“O voto no PCP e da CDU é sempre um voto de protesto, que alia o protesto às soluções. Esta é a grande diferença. Aqueles que estão disponíveis para dar um safanão nisto tudo, como se costuma ouvir na rua, a única solução que têm é votar no PCP e na CDU”, afirmou o dirigente comunista.

Segundo Paulo Raimundo, é o PCP e a coligação com Os Verdes que dão “o verdadeiro safanão” aos grupos económicos que “têm os 25 milhões de euros de lucros por dia, enquanto há milhares e milhares de pessoas apertadas, que não conseguem pagar as suas contas da água e da luz”.

Minutos depois, no breve discurso às dezenas de apoiantes presentes na ação, o secretário-geral do PCP reconheceu que existe um “sentimento brutal de injustiça”, mas reiterou que “não vale a pena” pegar nesse voto de protesto e entregá-lo “a partidos que mais não são do que marionetas e atrelados na trela desses mesmos grupos económicos e ao serviço deles”.

Em relação à viabilização de uma reedição da ‘geringonça’ após as eleições de 10 de março, Raimundo garantiu que “não há nenhuma possibilidade de haver um governo de esquerda em Portugal sem a participação do PCP e da CDU, muito menos contra o PCP e a CDU”.

Para o dirigente comunista, a “questão fundamental” é se, após as legislativas, “há ou não há” condições para aumentar os salários e garantir que as pessoas têm acesso ao Serviço Nacional de Saúde, à habitação e a outros direitos.

“Tudo o que seja fora disto é para nós nos entretermos com arranjos que não têm nenhuma solução na vida das pessoas”, reforçou.

Paulo Raimundo reiterou que o PCP, depois de 10 de março, estará “ao lado de tudo o que for positivo” e “contra tudo o que for negativo”, recordando que foi assim quando a esquerda conseguiu “afastar o Governo do PSD e do CDS”, que considerou “as barrigas de onde vêm agora o Chega e a Iniciativa Liberal”.

Sobre as medidas anunciadas no fim de semana pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, na convenção da Aliança Democrática, o secretário-geral do PCP criticou a “chuva de promessas”.

“Vindo de quem vem, que são só os principais recordistas do corte de pensões, no corte de direitos, no corte de salários, no corte dos subsídios de Natal, é um bocadinho, no mínimo, inconsistente”, vincou.

Paulo Raimundo, ao lado da cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Faro, Catarina Marques, disse que a CDU quer recuperar na região o eleito perdido em 2019, e enfatizou que o problema dos salários “muito baixos” é geral no país, mas tem no Algarve “uma dimensão muito particular”, face à precariedade dos contratos a prazo no setor turístico.

Alfa/ com Lusa

Eleições/Portugal: BE quer maioria de esquerda para “virar a página” nas políticas de habitação

Eleições: BE quer maioria de esquerda para “virar a página” nas políticas de habitação

 

A coordenadora do BE pediu hoje uma maioria de esquerda para “virar a página” nas políticas de habitação, defendendo medidas como a fixação de tetos às rendas ou de proteção do património cultural nos centros das cidades.

“É preciso virar a página, é preciso uma política para a habitação, para a forma como ocupamos e pensamos o território, completamente diferente daquela que existe hoje. Virar a página significa outra política de habitação, não só face àquilo que a direita fez, mas também face àquilo que a maioria absoluta do PS fez”, afirmou Mariana Mortágua.

A líder bloquista falava aos jornalistas na Academia de Amadores de Música, no Chiado, em Lisboa, que está em risco de expulsão das suas instalações, onde está desde 1957, porque a sua renda vai aumentar de 542 para 3.728 euros.

Mariana Mortágua considerou necessário “proteger as cidades das rendas especulativas”, designadamente fixando tetos às rendas, tabelados de acordo com os rendimentos, mas também limitar o alojamento local e criar “um regime de proteção do pouco património cultural” que resta nos centros das cidades.

“É preciso utilizar mais edifícios públicos que ainda existem, para que possam manter-se nos centros das cidades. Ninguém compreende que escolas que ontem foram importantes – como a Escola Superior de Teatro, de Música – tenham sido deslocadas para outras zonas periféricas da cidade para depois os edifícios serem vendidos para serem criados hotéis”, criticou.

Mariana Mortágua afirmou que situações como a que está a vivenciar a Academia de Amadores de Música começaram em 2012, com a chamada “Lei Cristas”, aprovada durante o Governo PSD/CDS, mas mantiveram-se devido ao PS, considerando que “há responsabilidades divididas”.

Interrogada se, tendo em conta que houve uma ‘geringonça’ após o Governo do PSD e CDS, o BE também não partilha responsabilidades nesta matéria, Mariana Mortágua respondeu que “o BE esteve sempre do lado das medidas para baixar o preço das casas”, referindo que sempre quis acabar com os vistos ‘gold’, com o regime dos residentes não habituais ou com a lei Cristas.

“A crise da habitação tem responsáveis e os seus responsáveis têm os seus votos registados em cada momento. (…) É essa página que nós queremos virar e é precisamente para virar essa página que queremos maiorias e compromissos”, afirmou.

Questionada se vê, da parte do PS, vontade para virar essa página, Mariana Mortágua respondeu que “será a força das eleições que ditará como é que se vira a página”, mas acrescentou que é necessária uma maioria de esquerda “porque Portugal não aguenta mais especulação imobiliária, não aguenta que os preços das casas continuem a subir”.

“As cidades não podem ser só turismo, também são habitação, também são cultura. E é preciso proteger as cidades da expansão desenfreada do turismo, dos hotéis, do alojamento local”, defendeu.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da direção administrativa da Academia de Amadores de Música, Pedro Martins Barata, referiu que o aumento da renda para os 3.728 representa uma subida anual de custos na ordem dos 30 mil euros, o que “é absolutamente insustentável” e forçará a academia, criada em 1884, a abandonar as instalações.

Martins Barata explicou que a academia chegou a acordo com o proprietário, permitindo que se mantenha no local até agosto de 2025, e está agora a procurar, com a câmara municipal, uma nova instalação no centro de Lisboa, mas destacou a perda de património que a saída das instalações representa.

Fernando “Lopes-Graça foi aqui chefe do coro da academia e foi compositor quase residente durante 20 anos. Muita da resistência ao regime pré-25 de Abril esteve aqui. José Saramago foi presidente da nossa assembleia-geral, Alexandre O’Neill cantou no coro. (…) É isso tudo que vai desaparecer”, disse.

PASSAGE À NIVEAU – 21 DE JANEIRO 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 21 de Janeiro 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

Protégé : Podcasts Rádio Alfa

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Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em Cabo Verde num périplo que o levará também a Angola

Cabo Verde quer reforçar parceria com EUA na segurança marítima e cibersegurança.

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Antony Blinken, começou em Cabo Verde um périplo que o levará também a Angola, à Costa do Marfim e Nigéria.

Mulher morre atropelada em protesto de agricultores no sul de França

(Foto © Twitter/le_jarl, publicada por « Notícias ao Minuto »

Mulher morre atropelada em protesto de agricultores no sul de França

Uma mulher morreu e dois familiares ficaram feridos na sequência de um atropelamento quando participavam hoje num protesto de agricultores, que bloqueavam uma estrada perto da cidade de Pamiers, nos Pirenéus, sul de França.

Os três ocupantes do veículo que embateu na barreira foram detidos e colocados sob custódia, segundo uma fonte policial em declarações à Agência France Presse (AFP).

Em comunicado, a prefeitura de Ariège, sul de França, declarou que « uma pessoa morreu » e « duas ficaram gravemente feridas » num « grave acidente de viação » ocorrido às 05h45 (hora local), em Pamiers « no local da manifestação agrícola ».

« Acabo de saber que ocorreu um acidente de viação em Pamiers, na região de Ariège, e que três dos nossos membros sofreram um acidente grave », perto de um ponto de bloqueio, declarou pouco antes na RMC Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, o principal sindicato agrícola francês.

« Uma mulher morreu. O marido e a filha estão em estado grave », acrescentou.

De acordo com uma fonte policial, « um carro embateu na barreira de estrada por razões desconhecidas ».

Uma mulher « de cerca de trinta anos » morreu, enquanto um « homem de quarenta anos  » e um « menor » ficaram « gravemente » feridos, precisou a mesma fonte, que acrescentou que as « três vítimas estavam junto à barreira ».

Nos últimos dias, os agricultores franceses têm vindo a manifestar descontentamento, nomeadamente bloqueando estradas, para exigir medidas que vão desde a simplificação administrativa até ao pedido de melhores indemnizações em casos de catástrofe.

Alfa/ com Lusa e Notícias ao Minuto

Portugal/Eleições. Santos Silva é o cabeça de lista do PS no círculo Fora da Europa

(Foto de arquivo)

Eleições: Santos Silva cabeça de lista do PS no círculo Fora da Europa e Álvaro Beleza em Vila Real

 

 

O presidente da Assembleia da Republica, Augusto Santos Silva, vai voltar a encabeçar a lista do PS no círculo Fora da Europa, e o médico e presidente da SEDES, Álvaro Beleza, será “número um” por Vila Real.

Além de Augusto Santos Silva e de Álvaro Beleza, fonte da direção do PS adiantou hoje à agência Lusa que a ex-secretária de Estado e atual deputada Jamila Madeira repetirá como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Faro nas legislativas antecipadas de 10 de março.

Álvaro Beleza, conotado com a ala mais à direita do PS, apoiou Pedro Nuno Santos na corrida à liderança deste partido, ao contrário de Augusto Santos Silva e de Jamila Madeira que apoiaram a candidatura derrotada do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

A Comissão Política do PS reúne-se na terça-feira à noite para aprovar a versão final das listas de candidatos a deputados às próximas eleições legislativas, encontro que será antecedido por uma reunião do Secretariado, o órgão de direção.

Na reunião do Secretariado Nacional do PS, que terá lugar ao fim da tarde, os membros da direção deste partido analisam os principais problemas no processo de elaboração das listas concorrentes aos diferentes círculos eleitorais e apresentam a seguir a proposta final à Comissão Política Nacional.

Pelos estatutos do PS, cabe ao secretário-geral, Pedro Nuno Santos, indicar um terço do total de lugares, sendo os restantes dois terços da responsabilidade das comissões políticas federativas de cada círculo eleitoral.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, vai voltar a ser cabeça de lista no círculo de Aveiro, e Alexandra Leitão, que coordena o programa eleitoral dos socialistas, também repetirá como “número um” em Santarém.

Até agora, as principais novidades são as escolhas da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, para encabeçar a lista no círculo eleitoral de Lisboa, que desde 2015 teve António Costa como “número um”, e do presidente do Conselho Económico e Social, Francisco Assis, para liderar a lista pelo Porto.

Tal como aconteceu nas eleições legislativas de 2022, Ana Catarina Mendes volta a encabeçar a lista por Setúbal, o mesmo acontecendo com Francisco César nos Açores.

No Porto, sabe-se que a primeira indicação da Federação desta estrutura é o de João Torres, membro do Secretariado Nacional e futuro diretor da campanha do PS, que deverá ocupar a segunda posição neste círculo eleitoral.

Em Lisboa, na lista encabeçada por Mariana Vieira da Silva, o ex-secretário de Estado e presidente da Comissão Parlamentar de Defesa Marcos Perestrello surge em segundo lugar, e o ministro das Finanças, Fernando Medina, na terceira posição.

Alfa/ com Lusa

Remessas de emigrantes sobem 2,7% em novembro para 324,6 milhões de euros – BdP

As remessas dos emigrantes subiram 2,7% em novembro face ao período homólogo de 2022, para 324,6 milhões de euros, enquanto as verbas enviadas pelos imigrantes aumentaram 0,8%, para 48,2 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.

De acordo com os dados disponibilizados hoje na página do regulador financeiro nacional, os emigrantes enviaram 324,6 milhões de euros em novembro de 2023, o que representa uma subida de 2,7% face aos 316,2 milhões de euros enviados em novembro de 2022.

Em sentido inverso, os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países de origem 48,2 milhões de euros em novembro do ano passado, o que representa uma subida de 0,8% face aos 47,85 milhões de euros enviados em novembro de 2022.

Já as remessas provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) caíram 12,8%, passando de 31,71 milhões de euros, em novembro de 2022, para 27,66 milhões de euros em novembro do ano passado.

Para esta quebra muito contribuiu a forte descida de 14% das remessas provenientes dos emigrantes em Angola, de 31,1 milhões de euros em novembro de 2022, para 26,75 milhões de euros em novembro do ano passado.

Olhando para o total dos 11 meses de 2023, constata-se que os 3.644,27 milhões de euros enviados pelos emigrantes estão 2,5% acima dos 3.555,52 milhões de euros enviados de janeiro a novembro de 2022, o que significa que é muito provável que as remessas, para o conjunto do ano passado, batam o recorde de 3.892,26 alcançado no ano anterior.

 

Com Agência Lusa.