ESPAÇO ABERTO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO – 21 DE OUTUBRO 2023

Todas as semanas a equipa do Espaço Aberto recebe em estúdio as associações lusófonas para a divulgação das atividades associativas. Divulgue também a suas, telefone 0145109860

NUANCES DU BRÉSIL – RAUL SEIXAS

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«Nuances do Brasil » Encontre o seu artista preferido, conheça as novas promessas e nuances da MPB (Música Popular Brasileira).

Apresentação: Marluce Campos-Perrottet
Todos os Domingos das 15h às 16h com radiofusão à 1h00 de Terça-feira.

Esta semana: Raul Seixas

 

 

PASSAGE À NIVEAU – 22 OCTOBRE 2023

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 22 de Outubro 2023
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

Sumário 

Opinião. Paulo Pisco: A guerra eterna e a criação do Estado da Palestina

A guerra eterna e a criação do Estado da Palestina – (artigo de opinião publicado no jornal Público, que nos foi enviado para publicação no nosso site pelo deputado socialista Paulo Pisco). 

 

« Ao longo dos últimos 75 anos, os palestinianos têm sido expulsos e desapossados das suas terras e dos seus bens, dos seus empregos, dos seus recursos, condenados à pobreza, à prisão e à morte.

Se Israel quisesse verdadeiramente acabar com o conflito israelo-palestiniano, já teria permitido há muito tempo a criação do Estado da Palestina. Se não o fez em 75 anos, é de duvidar que o venha a permitir no futuro, a menos que seja obrigado. E esta é a razão maior que explica o conflito sangrento e a insegurança em que uns e outros vivem. Como escrevia há uns anos o jornal britânico Independent, “enquanto o fantasma de 1948 continuar a vaguear, não haverá esperança de paz no Médio Oriente”.

As coisas começaram mal nas Nações Unidas com o Plano de Partilha proposto para a criação dos dois Estados, porque entregou desproporcionalmente a Israel 56 por cento do território, onde viviam meio milhão de judeus e 440 mil palestinianos, enquanto os Palestinianos ficaram com 42 por cento da terra, onde estavam 820 mil palestinianos e cerca de 10 mil judeus. Perante este desequilíbrio, não é de admirar a recusa dos termos do Plano de Partilha e toda a tragédia que se seguiu, indissociavelmente ligada à degradação das suas condições de vida e à perda de território por parte dos palestinianos, que apenas têm hoje uma parte ínfima daquilo que as Nações Unidas lhes destinaram em 1947.

O tempo, o alheamento e a condescendência da comunidade internacional têm sido os grandes aliados de Israel. Os acordos de paz de Oslo, em 1993, trouxeram a esperança na criação dos dois Estados. Mas logo a seguir se percebeu que os tempos não estavam para a paz nem para os moderados, quando o primeiro-ministro Yitzhak Rabin foi assassinado por um ultranacionalista em 1995. Talvez tenha sido aí também que os acordos de Oslo morreram. Tudo tem acontecido para que a solução de dois Estados a viver em paz e segurança lado a lado fique cada vez mais longe e inviável, com custos humanos imensos e as relações internacionais completamente envenenadas, perante a infinita tolerância de todos.

É então que o Hamas surpreende tudo e todos em 7 de outubro com um monstruoso e impensável ataque terrorista contra civis indefesos, matando indiscriminadamente mais de um milhar de israelitas, a grande maioria civis, muitos jovens e também crianças. O ataque é indesculpável e só prejudica as esperanças de paz, com o risco acrescido de envolver outros países na guerra.

A legítima resposta de Israel não se fez esperar, mas, como sempre, mais uma vez desproporcionada e desumana, para decapitar definitivamente o Hamas. Só que, ao mesmo tempo, está a arrasar tudo com bombardeamentos incessantes, matando também milhares de civis, entre eles muitas centenas de crianças, usando bombas de fósforo proibidas pelas convenções internacionais e provocando um novo êxodo em direção ao Egipto, a fazer lembrar uma segunda Nakba, (catástrofe) gravada na memória dos palestinianos logo a seguir à criação do Estado de Israel, com a deslocação em massa provocada por ataques de milícias israelitas a aldeias palestinianas.

Ao longo dos últimos 75 anos, os palestinianos têm sido expulsos e desapossados das suas terras e dos seus bens, dos seus empregos, dos seus recursos, condenados à pobreza, à prisão e à morte. Tudo está nas mãos de Israel, que define quem pode sair e entrar dos territórios, a quantidade e qualidade da energia e água que consomem, as terras que trabalham. Hoje, tanto a Faixa de Gaza como a Cisjordânia são duas prisões a céu aberto, espaços hipersecurizados numa humilhação permanente e em flagrante violação dos direitos humanos, com territórios impunemente ocupados por 700 mil de colonos, contra todas as Resoluções das Nações Unidas, que condenam em vão a contínua construção de colonatos.

Não há como não estar condoído com a dor de Israel depois da carnificina do Hamas. Mas a evolução pode ser de tal modo catastrófica, que foi o próprio presidente Biden a advertir que seria uma má ideia Israel ocupar a parte norte da Faixa de Gaza e a dizer que não se pode perder de vista a criação do Estado da Palestina.

Portanto, a tão almejada paz e segurança que israelitas e palestinianos mereciam, tem sido preterida por outros objetivos, quiçá até à expulsão total dos palestinianos daquela que também é a sua terra. A crescente regressão democrática e o aumento da radicalização ultranacionalista dos sucessivos governos dos últimos anos só tem piorado as coisas. A verdade é que o Estado da Palestina continua por criar e, provavelmente, nunca será criado e o mundo nunca terá paz por causa disso. »

Mais duas reféns libertadas pelo Hamas: duas octogenárias israelitas. Macron já está em Israel

Alfa

Duas idosas reféns israelitas do movimento islamita Hamas foram libertadas ontem à noite em Gaza, juntando-se a duas mulheres norte-americanas que saíram de cativeiro na sexta-feira, informou o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

As novas reféns libertadas são duas octogenárias israelitas. Os maridos continuam cativos em Gaza.

Entretanto, chegou esta manhã cedo a Israel o Presidente francês, Emmanuel Macron, que deseja contribuir para o relançamento de conversações para um cessar fogo em Gaza e na região.

30 franceses foram mortos no conflito e 7 estão desaparecidos.

Eis o que refere uma nota da Presidência francesa sobre os objetivos desta viagem:

« Le Président de la République se rendra en Israël le mardi 24 octobre 2023. Cette visite répond à trois objectifs majeurs : marquer la pleine solidarité de la France avec Israël face à l’une des attaques les plus graves contre sa population depuis la fondation de l’État, poursuivre la mobilisation pour éviter une escalade dangereuse dans la région et rappeler l’importance de préserver les populations civiles, et enfin, pour ouvrir une perspective politique et trouver un large consensus international, nécessitant l’engagement d’un grand nombre de partenaires pour la sécurité d’Israël et la reprise décisive d’un véritable processus de paix. »

Sobre o cessar fogo, o Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que as discussões sobre um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas só serão possíveis após a libertação de todos os reféns detidos pelo movimento islamita palestiniano.

Desporto Associativo – 21 de Outubro 2023

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h, só… na Rádio Alfa.

 

Esta semana com apresentação de Manuel Alexandre.

 

 

PR Macron em Israel nesta terça-feira, 24

Alfa

O Presidente francês, Emmanuel Macron vai deslocar-se a Israel nesta terça-feira, 24, anunciou oficialmente ontem à noite o Palácio do Eliseu.

Macron deverá encontrar-se com o chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu.

Será uma visita num contexto difícil, quando Israel intensifica os ataques a Gaza e prepara uma ofensiva terrestre no território controlado pelo Hamas.

Segundo alguma imprensa, Emmanuel Macron deverá « provavelmente » deslocar-se também ao Líbano e ao Egito.

Segundo uma nota do Eliseu a visita será a 24 e 25 deste mês.