Estoril vence FC Porto e apura-se para a ‘final four’ da Taça da Liga

O Estoril Praia venceu hoje o FC Porto por 3-1, em jogo da segunda jornada do Grupo D da Taça da Liga de futebol, apurando-se para a ‘final four’ da prova e afastando o detentor do troféu.

Depois de ter vencido na primeira jornada o Leixões, da II Liga, por 2-1, a equipa da ‘linha’ estava a um triunfo de assegurar pela primeira vez a presença na fase decisiva da prova e começou bem, ao inaugurar o marcador aos 22 minutos, através de Cassiano.

Respondeu o FC Porto ainda na primeira parte, com um golo de Pepê, aos 34 minutos, tendo o triunfo dos ‘canarinhos’ surgido já numa altura em que o empate parecia ir prevalecer, com Rafik Guitane a fazer o 2-1, aos 90+1, e João Carlos a fechar o marcador, aos 90+6, na conversão de uma grande penalidade.

Com esta vitória, o Estoril fecha a sua participação no Grupo D na frente, com seis pontos, sendo que FC Porto e Leixões vão cumprir calendário quando se defrontarem na terceira jornada, em jogo agendado para 23 de dezembro.

 

Com Agência Lusa.

Morreu Manuel Madeira, cineasta, poeta e militante, que viveu dezenas de anos em Paris

« POÈTE, CINÉASTE ET MILITANT ASSOCIATIF – MANUEL MADEIRA N’EST PLUS »

O autor do filme « Crónica de emigrados”, era natural do Alentejo, onde nasceu em 1936. 

O intelectual e antigo resistente contra o fascismo em Portugal é aqui evocado pelo professor e tradutor Dominique Stoenesco, num artigo publicado no Lusojornal:

 

« Le 3 décembre dernier, Manuel Madeira nous a quittés. Rappeler sa biographie c’est évoquer la vie d’un rebelle, dans le sens noble du terme. Son itinéraire est marqué par le refus d’un quotidien ennuyeux et par la révolte permanente face aux idées fixes, face à l’obscurantisme.

Né en 1936 dans la province de l’Alentejo, militant actif contre le fascisme portugais et contre la guerre coloniale, il est contraint de quitter son pays. En arrivant en France, en 1962, il travaille comme ouvrier aux usines Renault et parallèlement il côtoie de grands noms de la poésie et du cinéma français (Jacques Prévert, Jacques Tati, Jean-Luc Godard). Passionné par le Septième Art, il part pour fréquenter un cours de cinéma en Pologne et, de retour en France, enseigne cette discipline à l’IDEC et à l’Université. Puis il réalise plusieurs films documentaires sur l’immigration en France, comme “O presépio português” (1977) ou “Crónica de emigrados” (1979, sélectionné pour le premier festival de cinéma Méditerranéen), sans oublier «O Circo», un court métrage sélectionné pour le Festival de Cannes dans le cadre de la Quinzaine des réalisateurs.

Co-fondateur de l’émission de télévision «Mosaïque», sur FR3 (1977-1987), Manuel Madeira a été également à l’origine de la création de l’Association Memória Viva et a collaboré dans plusieurs revues et journaux, français et portugais. Par ailleurs, il a été membre du Comité de rédaction de la revue Latitudes-Cahiers lusophones (1997-2012).

En 1980, il coordonne et publie, avec Yvette Tessaro, son épouse, et Alberto Melo, un livre au titre explicite, traduisant le sentiment de milliers d’hommes et de femmes qui travaillent durement sur le sol français, “Saudades não pagam dívidas” (littéralement, «les regrets ne paient pas les dettes»), un recueil d’œuvres d’expression émigrée, édité à Paris avec le concours de l’Association l’Oeil Étranger, et comprenant des poèmes recueillis dans les associations ou auprès de poètes anonymes, sur des thèmes tels que le «salto», la terre promise, le racisme, le bidonville de Champigny-sur-Marne ou la Révolution du 25 avril ; des témoignages authentiques qui constituent la mémoire collective de l’immigration portugaise en France.

Manuel Madeira a commencé à écrire de la poésie à l’âge de 19 ans. Il a publié en français “Les mois chauds” (éd. PJO, 1973), livre dans lequel il évoque son parcours de militant politique, puis “Perturbations” (éd. L’Oeil Étranger, 2006), où il s’interroge, notamment, sur “l’enfance que je n’ai pas eue”. Dans son dernier recueil de poèmes, “Já cá não está quem falou” (“Il n’est plus là celui qui a parlé”), publié également aux éditions L’Oeil Étranger, en 2012, on trouvera 76 poèmes et une dizaine d’illustrations dont il est lui-même l’auteur.

 

Dans le poème «Rio Mondego», qui figure dans son dernier livre, sans jamais se séparer d’un lyrisme mesuré, mais toujours sur un ton doux-amer ironique qui lui est caractéristique, Manuel Madeira fait un clin d’œil aux œillets du 25 avril qui attendent, qui sait, un nouveau printemps…:

“…as ninfas que choram / infinitas horas a morte / de dona Inês com lágrimas / de pedras nas ogivas / manuelinas onde brotam / rosas de ouro e cravos / de Abril que florescem / num vaso de argila junto / com anémonas marinhas…”

(«…les nymphes qui pleurent / de longues heures la mort /de dona Inès avec des larmes / de pierres dans les ogives / manuélines où éclosent / les roses d’or et les œillets / d’avril qui fleurissent / dans un vase en argile avec /des anémones marines…»). »

Israel/Gaza. Famílias de 4 reféns luso-israelitas rezam em Lisboa pela sua libertação e o « fim do pesadelo »

Famílias de quatro reféns luso-israelitas sequestrados em Gaza desde há dois meses pelo grupo extremista islâmico Hamas, estiveram ontem na sinagoga de Lisboa em oração e para rezar pela sua libertação e o “fim do pesadelo”.

No final da cerimónia, os presentes (cerca de uma centena de pessoas) foram convidados a rezar pela libertação dos reféns, mas também pelos “soldados heróicos que estão a lutar em Gaza e no norte do Líbano”, segundo a organização, citada pela agência Lusa.

Aeroporto: Alcochete é « solução com mais vantagem » – CTI 

A comissão técnica independente identificou Alcochete como a solução com mais vantagem para o novo aeroporto, entre as duas opções viáveis, segundo o relatório hoje divulgado.

A opção que envolve o Campo de Tiro de Alcochete é identificada como a que apresenta mais vantagens, entre as duas soluções viáveis para um ‘hub’ (aeroporto que funciona como plataforma de distribuição de voos) intercontinental, segundo o relatório publicado na página da comissão técnica independente (CTI).

De acordo com o relatório preliminar da comissão técnica independente responsável pela avaliação ambiental estratégica para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, que estudou nove opções, são viáveis as soluções Humberto Delgado + Campo de Tiro de Alcochete, até ficar unicamente Alcochete com mínimo de duas pistas, bem como Humberto Delgado + Vendas Novas, até ficar unicamente Vendas Novas, também com um mínimo de duas pistas.

Já as opções Humberto Delgado + Montijo e Montijo como ‘hub’ foram classificadas como “inviáveis para um ‘hub’ intercontinental”, por razões aeronáuticas, ambientais e económico-financeiras “devido à sua capacidade limitada para expandir a conectividade aérea”.

Humberto Delgado + Santarém e Santarém como aeroporto único “não são opção por razões aeronáuticas (de navegação aérea)”, apontou a CTI.

Uma resolução do Conselho de Ministros aprovada no ano passado definiu a constituição de uma CTI para analisar cinco hipóteses para a solução aeroportuária de Lisboa, mas previa que pudessem ser acrescentadas outras opções, o que veio a acontecer.

O relatório entrará depois em consulta pública durante 30 dias úteis, prazo findo o qual a CTI, após avaliar « a racionalidade, o mérito, a oportunidade e a pertinência técnica de cada um desses contributos, à luz dos fatores críticos para a decisão », fará então o relatório final.

Com a elaboração deste relatório final ficará concluído o mandato da CTI.

Nas cinco opções inicialmente consideradas estão uma solução dual, em que o aeroporto Humberto Delgado (AHD) terá o estatuto de aeroporto principal e o do Montijo o de complementar; uma outra solução dual alternativa, em que o aeroporto do Montijo adquirirá, progressivamente, o estatuto de aeroporto principal e o AHD o de complementar; a construção de um novo aeroporto internacional no Campo de Tiro de Alcochete (CTA), que substitua, de forma integral, o AHD; uma outra solução dual, em que o AHD terá o estatuto de aeroporto principal e um aeroporto localizado em Santarém o de complementar; e a construção de um novo aeroporto internacional localizado em Santarém, que substitua, de forma integral, o AHD.

A estas opções, a CTI acrescentou mais quatro, nomeadamente AHD + Campo de Tiro de Alcochete; Vendas Novas + Pegões; AHD + Vendas Novas-Pegões e Rio Frio + Poceirão.

O quadro de avaliação estratégica para cada uma destas opções tem em conta « cinco fatores críticos » de decisão, nomeadamente segurança aeronáutica, acessibilidade e território, saúde humana e viabilidade ambiental, conectividade e desenvolvimento económico e investimento público e modelo de funcionamento.

 

Com Agência Lusa.

Seleção feminina de Portugal perde com França e baixa à Liga B das Nações

A seleção femimina de Portugal perdeu hoje 0-1 com a França e falhou assim a permanência na Liga A da Liga das Nações de futebol, em jogo disputado em Leiria.

Num jogo em que precisava de vencer para manter intactas as aspirações de permanência, além de beneficiar de um triunfo da Áustria sobre a Noruega, que veio a suceder, a seleção lusa não conseguiu transformar em golo as inúmeras oportunidades criadas ao longo da partida, num jogo em que a formação contrária acabou por marcar já aos 90+3 minutos, através de Geyoro.

Com este resultado, Portugal fechou o Grupo 2 na quarta e última posição, com três pontos, baixando à Liga B, numa ‘poule’ ganha pela França, com 16 pontos, tendo a Áustria ficado no segundo posto, com 10, e a Noruega no terceiro, com cinco.

 

Com Agência Lusa.

CASTING para a curta-metragem “SARDINE”

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Está aberto um CASTING para a  curta-metragem “SARDINE”, de Justine Le Guilloux e produzida pela “Folle Allure Films”.

O filme conta uma história de família e imigração, de Portugal na década de 1930 a França em 2022,  através do olhar de quatro gerações de crianças.

A  produção procura atores para vários papéis franco-portugueses importantes:

– Amália: tem entre  9 e 11 anos e fala português sem sotaque francês.

– Alcino e Arménio: têm entre 35 e 50 anos, e falam português sem sotaque francês, também.

– Elvira: de 35 a 45 anos e fala, igualmente, português sem sotaque francês.

– Crianças franco-portuguesas: entre 9 e 13 anos que NÃO falam em português no filme.

O casting está aberto para iniciantes que devem morar na região parisiense e terá lugar em Paris. As filmagens acontecem na primavera de 2024, na Borgonha.

Para participar,  prepare fotos suas de retrato e corpo inteiro, naturais e de boa qualidade, e as seguintes informações: Nome, número de telefone, cidade de residência, data de nascimento, altura, língua materna e nível de português.

Deve gravar também um pequeno vídeo de 1 a 2 minutos, no qual você se apresenta e fala em português. Depois, deve enviar tudo para: castingsardine@gmail.com.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 2 DE DEZEMBRO 2023: VICTOR PEREIRA

“TEMPESTADE 2.1”

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan.
Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Édouard agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.
Esta semana em estúdio Victor Pereira, historiador especialista de Portugal do século XX e pesquisador no Instituto de história contemporânea da Nova universidade de Lisboa.

Aqui fica a emissão:

ESPAÇO ABERTO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO – 2 DE DEZEMBRO 2023

Todas as semanas a equipa do Espaço Aberto recebe em estúdio as associações lusófonas para a divulgação das atividades associativas. Divulgue também a suas, telefone 0145109860

O Livro da Semana. Miguel d’Alte apresenta “Os crimes do verão de 1985”

O Livro da Semana. Próximas edições:

6, 10 e 14 de DEZEMBRO : MIGUEL D’ALTE, autor de “OS CRIMES DO VERÃO DE 1985”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (13h30), aos domingos (14h30) e às quintas (03h). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

 

ou ouça aqui:

 

 

A viver no Luxemburgo, Miguel d’Alte estreou-se no romance com “O lento esquecimento de ser”, e, um ano depois, o seu segundo trabalho já se encontra nas livrarias. “Os crimes do verão de 1985” é um thriller que decorre na ilha fictícia de Poço Negro e gira em redor do desaparecimento de duas crianças e uma adolescente durante uma tempestade. A casa de férias da família Mariz, uma poderosa família lisboeta ligada à finança, fica em estado de sítio, tal é o frenesim mediático causado pelo desaparecimento. As provas, meramente circunstanciais, apontam para Romeu, o namorado violento de Beatriz, a adolescente desaparecida, que é filho da elite local. A polícia e os tribunais consideram-no culpado e Romeu, que confessou o crime, é atirado para a prisão durante uma dúzia de anos. Os corpos das três vítimas, esses, nunca foram encontrados.

Em 2012, vinte e sete anos depois, o jornalista Ademar Lear regressa a Poço Negro. Ele é um nativo da ilha que teve uma participação ativa nas buscas nessa fatídica noite de 1985. Ademar tornou-se célebre graças aos casos mediáticos que investigou, mas essa fama tornou-se numa praga que lhe atormenta a vida. Esse regresso à ilha coincide com a passagem de Elias, um documentarista estrangeiro que investiga o caso e que tem novas provas que podem revolucioná-lo.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Miguel d’Alte e descubra o que conduziu aos crimes do verão de 1985.