Mau tempo. Depois de Ciáran, nova tempestade – « Domingos » – atinge França e Portugal no sábado

Alfa

Mau tempo continua a atingir alguns países da Europa ocidental. Depois da forte depressão Ciáran, uma nova tempestade – « Domingos » – vai atingir designadamente França e Portugal no sábado, 04. Mas a tempestade « Domingos » deverá ser menos violenta do que a anterior, segundo as autoridades dos dois países. 

Em França, « Domingos » deverá atingir sobretudo regiões do oeste do país.

Ciáran matou sete pessoas, devido sobretudo a quedas de árvores provocadas por violentas rajadas de vento: duas na Bélgica (entre elas uma criança de cinco anos), duas em França, uma no centro de Madrid, uma na Alemanha e uma nos Países Baixos.

Em França fez ainda 16 feridos, incluindo sete bombeiros – e o setor dos transportes foi particularmente perturbado no oeste de França.

Em Portugal, Ciáran foi sentido sobretudo no norte e no centro do país com mais de 1000 ocorrências registadas até quinta-feira à noite.

O mau tempo continua a sentir-se hoje, sexta-feira, 03, designadamente em França e Portugal. Para sábado, em Portugal, prevê-se chuva forte nas mesmas regiões do norte e centro com a tempestade « Domingos ».

Um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aponta para “períodos de chuva forte e persistente na noite e manhã de dia 04 no Norte e Centro, em especial no litoral e nas regiões montanhosas, passando gradualmente a regime de aguaceiros a partir da tarde”.

Tempestade Ciáran atinge duramente a França. Portugal também sente os efeitos da depressão

Alfa

Foto de Arquivo

Portugal continental está a sentir os efeitos da depressão Ciáran desde a madrugada de hoje, quinta-feira, 02, com precipitação e vento por vezes muito forte, mas segundo as autoridades a tempestade não atingirá o território nacional com a mesma violência que está a atingir outros países europeus, como a França.

No noroeste da França foram registados ventos de 200 km/h na noite de ontem para hoje.

França, Inglaterra e outros países da Europa ocidental estão a enfrentar alguns dos ventos mais fortes registados em várias décadas.

Em França, a Météo-France alertou para ventos excecionais  no noroeste, na Bretanha, na Normandia e no Pays de la Loire. No extremo noroeste do país as ondas do mar estão a atingir cerca de 10 metros de altura.

ONU admite que ataques a campo de refugiados podem ser « crimes de guerra »

Foto: ONU/Eskinder Debebe

Alfa/ com Lusa

ONU admite que ataques a campo de refugiados podem ser « crimes de guerra »

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que os bombardeamentos de Israel contra o campo de refugiados palestinianos de Jabaliya, na Faixa de Gaza, « podem constituir crimes de guerra ».

« Dado o elevado número de vítimas civis e a escala de destruição na sequência dos ataques aéreos israelitas ao campo de refugiados de Jabaliya, estamos seriamente preocupados com o facto de se tratar de ataques desproporcionados que podem constituir crimes de guerra », escreveu o Alto Comissariado numa mensagem na rede social X (antigo Twitter).

Já esta quarta-feira o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez também saber, através de um porta-voz, que está chocado com o bombardeamento israelita no campo de refugiados de Jabaliya.

« O secretário-geral está chocado com a escalada da violência em Gaza, causando a morte de palestinianos, incluindo mulheres e crianças, em ataques aéreos israelitas em áreas residenciais do densamente povoado campo de refugiados de Jabaliya »
, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, no seu briefing diário à imprensa.

Dezenas de palestinianos foram mortos no bombardeamento de terça-feira ao maior campo de refugiados da Faixa de Gaza, um ataque que o exército israelita confirmou, indicando que visava um dos responsáveis pelo ataque do Hamas de 07 de outubro.

Já esta quarta-feira, a defesa civil de Gaza anunciou que o exército israelita tinha voltado a atacar o campo de refugiados e que este novo bombardeamento tinha « matado famílias inteiras ».

Mais de 8.500 pessoas foram mortas e milhares de outras ficaram feridas nos bombardeamentos com que Israel retaliou o ataque desencadeado pelo Hamas, considerado como uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia e que controla Gaza desde 2007, quando expulsou do território o partido Fatah, que governa a Cisjordânia.

Israel tem lançado ataques aéreos contra Gaza desde 7 de outubro, quando militantes do Hamas atacaram aldeias e postos militares israelitas, matando cerca de 1.400 pessoas e fazendo 240 reféns.

As forças israelitas também intensificaram as suas operações na Cisjordânia, ocupada desde a guerra árabe-israelita de 1967.

Biden pede « uma pausa » humanitária na guerra entre Israel e Hamas

Biden pede « uma pausa » humanitária na guerra entre Israel e Hamas

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Alfa/ com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente dos Estados Unidos apelou para a necessidade de « uma pausa » humanitária na guerra entre Israel e o movimento islamita Hamas, depois ser interrompido por uma manifestante a pedir um cessar-fogo.

« Precisamos de uma pausa », disse Joe Biden, na quarta-feira.

Biden falava a uma multidão de apoiantes, em Minneapolis, sobre as motivações para se candidatar à presidência em 2020, quando foi interrompido por uma mulher: « Presidente, se está preocupado com o povo judeu, como rabina, preciso que peça um cessar-fogo ».

A presença do líder norte-americano na cidade atraiu mais de mil manifestantes, que empunhavam bandeiras palestinianas e cartazes com slogans: « Pare de bombardear crianças », « Palestina livre », « Cessar-fogo agora ».

O Presidente norte-americano disse entender a motivação da manifestante, que acabou por ser retirada do local.

Quando questionado, Biden notou que uma pausa « significa dar tempo para tirar os prisioneiros ». Mais tarde, funcionários da Casa Branca esclareceram que o Presidente se referia aos reféns e à ajuda humanitária.

« Isto é incrivelmente complicado para os israelitas », continuou Biden. « É incrivelmente complicado também para o mundo muçulmano (…) Eu apoiei uma solução de dois Estados, desde o início », notou.

« O facto é que o Hamas é uma organização terrorista. Uma organização absolutamente terrorista », salientou.

Biden observou que tem trabalhado na ajuda humanitária, dizendo ter convencido o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o Presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sissi, a permitir a entrada de ajuda em Gaza.

Durante a crise no Médio Oriente, que teve início em 07 de outubro com uma ofensiva do Hamas a Israel, os Estados Unidos têm afirmado que não vão ditar a forma como os israelitas levam a cabo as operações militares em resposta ao ataque do grupo islamita.

No entanto, Joe Biden tem enfrentado uma pressão crescente de grupos de defesa dos direitos humanos, de líderes mundiais e até membros do Partido Democrata, que afirmam que o bombardeamento israelita de Gaza é um castigo coletivo e é tempo de um cessar-fogo.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse, na quarta-feira, que o recém-confirmado embaixador de Biden em Israel, Jack Lew, seria enviado em breve para o Médio Oriente e teria como uma das missões « apoiar os esforços dos EUA para criar as condições para uma pausa humanitária para enfrentar o agravamento das condições humanitárias enfrentadas pelos civis palestinianos ».

Em 07 de outubro, o grupo islamita Hamas desencadeou um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo mais de duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O conflito entre Israel e o Hamas classificado como uma organização terrorista pela UE e pelos Estados Unidos, causou já milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

Israel/Hamas. Macron diz « detestar o debate » sobre o valor da vida de um judeu e de um palestiniano

A frase do dia, em destaque: Israel/Hamas. Macron diz « detestar o debate » sobre « o valor » da vida de um judeu e de um palestiniano.

Esta declaração do Presidente francês foi proferida hoje, quarta-feira, durante uma visita a Astana, no Cazaquistão: 

« Je déteste ce débat qui divise les gens et où l’on dit : pour moi les vies juives sont plus importantes ou pour moi les vies palestiniennes sont plus importantes », a déclaré le chef de l’Etat français, affirmant que « chaque vie compte dans ce monde ».

Estrangeiros começaram a sair de Gaza. Feridos graves palestinianos também já estão no Egito

Fronteira de Rafah aberta. Dezenas de estrangeiros (muitos com dupla nacionalidade) e feridos palestinianos deixaram Gaza e já se enontram no Egito.
Dezenas de estrangeiros saíram do território de Gaza, esta quarta-feira, atravessaram a fronteira com o Egito em Rafah, que foi aberta ao trânsito de pessoas pela primeira vez desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
Depois de as autoridades egípcias terem anunciado uma abertura excepcional da passagem, para a saída de quase 90 feridos e algumas centenas de estrangeiros (muitos com dupla nacionalidade), um primeiro grupo cruzou a fronteira, que nos últimos tempos tem sido utilizada para o envio de ajuda humanitária.

França promete uma « luta impiedosa » contra o antissemitismo no país

Foto oficial: « Service photo de Matignon – Benoît Granier »

França promete uma « luta impiedosa » contra o antissemitismo no país

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Alfa/ com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonA primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, prometeu ontem uma “luta impiedosa” contra o aumento do antissemitismo após a descoberta de ‘graffiti’ antijudaicos em edifícios de vários bairros da capital.

A descoberta em plena guerra entre Israel e o Hamas, em que milhares de israelitas e palestinianos foram mortos e centenas de israelitas foram feitos reféns em Gaza.

“A situação no Médio Oriente não serve como justificação para o antissemitismo”, afirmou Borne perante a Assembleia Nacional durante uma sessão de perguntas.

“Nada justifica o antissemitismo, o meu governo está determinado a travar uma luta impiedosa contra o mesmo”, acrescentou.

Desde o ataque do Hamas a Israel, a 07 de outubro, as autoridades francesas registaram 857 atos antissemitas, disse hoje o ministro do interior, Gerald Darmanin.

“São tantos atos de antissemitismo em três semanas como os registados até agora neste ano”, afirmou Darmanin.

O ministro do Interior disse que a polícia e as autoridades judiciais iniciaram várias investigações sobre os ‘graffiti’ antijudaicos em torno da capital francesa e prometeram às comunidades judaicas em todo o país “protegê-las, absoluta e completamente, dia e noite”.

O ‘graffiti’ incluía uma Estrela de David azul estampada em vários edifícios da capital.

“Estou a chorar porque sinto novamente o ódio que existia quando éramos crianças”, afirmou Marie, uma moradora de um edifício com ‘graffiti’.

Carine Petit, presidente da Câmara Municipal do 14º distrito de Paris, recordou aos residentes que estes ‘graffiti’ provocam memórias dolorosas.

“Este ato de marcar (edifícios) faz lembrar os anos da Segunda Guerra Mundial, que levaram ao extermínio de milhões de judeus”, afirmou Petit numa declaração publicada no X, antigo Twitter.

ESPAÇO ABERTO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO – 28 DE OUTUBRO 2023

Todas as semanas a equipa do Espaço Aberto recebe em estúdio as associações lusófonas para a divulgação das atividades associativas. Divulgue também a suas, telefone 0145109860

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