PRESIDENTE DE “MÉTROPOLE DE TOURS” CHAMOU “SALE PORTUGAIS” AO MAIRE DE FONDETTES CÉDRIC DE OLIVEIRA

PRESIDENTE DE “MÉTROPOLE DE TOURS” CHAMOU “SALE PORTUGAIS” AO MAIRE DE FONDETTES CÉDRIC DE OLIVEIRA (na foto de abertura)

 

Notícia publicada pelo nosso cronista Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, que aqui se publica:

 

No passado dia 4 de abril, o Presidente da Área Metropolitana de Tours, Frédéric Augis, proferiu insultos racistas contra o jovem Maire de Fondettes, Cédric de Oliveira, Vice-Presidente daquela estrutura, mas a notícia só foi tornada pública esta semana.

Cédric de Oliveira é o 9° Vice-Presidente da Métropole de Tours, com o pelouro dos equipamentos culturais e da comunicação, mas também é o Presidente da Associação dos Maires de Indre-et-Loire.

Tudo aconteceu depois de um Conselho da Área metropolitana em que foi votado o Orçamento para 2023, quando se estava já no momento de partilha de uns croquetes. Frédéric Augis enervou-se e chamou “Sale Portugais” a Cédric de Oliveira, quando estavam em pequeno comité, mas com várias testemunhas.

Os dois homens são de Direita – Frédéric Augis é membro do partido Les Républicains, e Cédric de Oliveira é “Divers Droite” – mas o Presidente queria que Cédric de Oliveira integrasse o Grupo da Maioria na Métropole e teria interpelado brutalmente o Maire de Fondettes. Este, surpreendido com o “ataque”, teria tentado perceber porque estava Frédéric Augis e agir assim.

Foi nessa altura que Frédéric Augis teria começado por dizer que “Tu não és mais do que um simples pequeno Vice-Presidente” e acrescentou “Tu não és mais do que um ‘sale portugais’”. Várias pessoas utros assistiram à cena, como por exemplo o Maire de Berthenay, o Maire de Villandry, o Maire de Rochecorbon e vários Diretores de serviços, assim como o pessoal que serviu o cocktail.

CÉDRIC DE OLIVEIRA NÃO APRESENTOU QUEIXA

Cédric de Oliveira considera que o ato “revela uma grande brutalidade”, lamenta as “palavras indignas”, mas não apresentou queixa, mesmo se ameaça prevenir o Procurador da República se tal voltar a repetir-se. Decidiu, no entanto, publicar uma carta aberta ao Presidente da Área Metropolitana e no dia 11 de abril enviou uma carta à Préfecture para assinalar o incidente, tendo depois falado ao telefone com o Préfet Patrice Latron. Isto quer dizer que o incidente pode vir a ter consequências penais.

“Este tipo de propósitos racistas é profundamente ofensivo e não deve ter lugar em nenhum debate e em nenhum momento, sobretudo quando são pronunciados entre autarcas republicanos e no seio de uma instituição republicana como é o caso da Metrópole” escreveu Cédric de Oliveira na carta aberta enviada esta semana a Frédéric Augis.

Frédéric Augis não negou esta “derrapagem grave” e escreveu, também ele, uma carta com pedido de desculpas a Cédric de Oliveira.

Curiosamente, o antigo Presidente da Metrópole de Tours, Wilfried Schwartz, teve de demitir-se, há cerca de dois anos, por ter dado uma bofetada ao seu antigo Chefe de Gabinete e há apenas poucas semanas Frédéric Augis foi reeleito à Presidência da Métropole.

Atualmente, há quem diga que os nervos estão à flor da pele por causa das próximas eleições para o Senado que vão ter lugar em setembro.

 

REAÇÕES DE INDIGNAÇÃO

Nenhuma das partes quer falar com a imprensa, mas o Maire de La Riche, Filipe Pereira Pousos, também ele de origem portuguesa, reagiu e disse que, se for verdade o que se passou, Frédéric Augis não pode continuar a Presidir a Área metropolitana. “Esta frase nauseante revela uma atitude descomplexada, distante da coesão a que aspiram os cidadãos, sejam quais forem as suas origens. Esta é uma calúnia racista de outra época que cai nas malhas da lei. Gostaria de expressar o meu total apoio ao colega Cédric de Oliveira. Também penso sinceramente na Comunidade portuguesa da Touraine, nos pais e avós cuja história se confunde com a do nosso Departamento há várias décadas. É particularmente o caso de La Riche, onde vivem muitas famílias de origem portuguesa e cuja população mantém uma geminação de mais de trinta anos com a vila de Estarreja. Racismo é crime. Resta-nos aguardar a abertura de inquérito para apurar a realidade dos fatos”.

 

Filipe Pereira Pousos afirma que “tenho orgulho das minhas origens portuguesas. Este episódio choca-me” e diz que lhe faz lembrar a sua recente expulsão da Direção da Metrópole. Lembra “o desprezo do Presidente, expresso durante uma Conferência de Maires. O meu discurso foi ignorado pelo Presidente com um simples ‘obrigado pelo texto magnificamente escrito e muito bem lido’ quando eu o interrogava sobre o lugar da cidade de La Riche na governança metropolitana”.

E para terminar, Filipe Pereira Pousos foi claro: “Se as afirmações racistas forem confirmadas por ele ou durante um inquérito judicial, o Sr. Augis não poderá continuar como Presidente da Metrópole”.

Também a Secção do Partido Socialista da Indre-et-Loire reagiu. “Os eleitos da República têm, mais do que nunca, a responsabilidade de defender a democracia. O debate político é uma troca de argumentos de fundo… As invetivas prejudicam gravemente a necessária serenidade dos debates. E devem ser condenadas com mais firmeza quando assumem um caráter racista”.

Também o antigo Deputado e antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Carlos Gonçalves, reagiu nas redes sociais. “Gostaria de manifestar a minha total solidariedade para com o meu amigo Cédric de Oliveira que, segundo a comunicação social local, foi vítima de insultos racistas por parte do Presidente da ‘Métropole de Tours’”.

“O Cédric de Oliveira é o Presidente do Município de Fondettes e é uma das grandes figuras políticas do Departamento da Indre-et-Loire. Apesar de ter nascido em França foi sempre com orgulho que assumiu as suas origens e não é fácil ver-se acusado de ser um ‘sale Portugais’ num país com a tradição democrática como é a França” escreve Carlos Gonçalves. “Pelo que vi da resposta do Cédric de Oliveira a este insulto, só prova que apesar de ter origem noutras latitudes, está a ter um comportamento, esse sim, digno de um país que aprendemos a conhecer como a terra da igualdade, da liberdade e da fraternidade. Estamos contigo”.

Leia mais, sobre este tema, nesta ligação. Notícia publicada há três dias pelo canal France3 régions:

https://france3-regions.francetvinfo.fr/centre-val-de-loire/indre-loire/tours/sale-portugais-frederic-augis-le-president-de-tours-metropole-accuse-d-insulte-raciste-2748602.html

Lisboa vai ter uma escola para formar feministas

Lisboa vai ter uma escola para formar feministas

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whatsapp sharing buttonLisboa vai ter a primeira escola feminista do país, dirigida “a toda a gente” que tenha interesse em saber mais sobre a busca da igualdade enquanto “atitude perante a vida”.

Fundada por Marta Martins e Valquíria Porto, a manamiga, « coletivo ainda pequeno”, vai ser inaugurada na próxima quarta-feira.

Não falta espaço no Largo Residências, que se instalou no antigo quartel de Cabeço da Bola, em Lisboa, onde proliferam projetos artísticos, culturais e sociais. Foi ali que a escola feminista do projeto manamiga escolheu assentar arraiais, desde logo para beneficiar da rede de coletivos, que permitirá “formar comunidade” e “pensar junto”, destaca Valquíria Porto, formada em administração de empresas e especializada em comunicação e consultoria de marca.

Em conversa com a Lusa, as fundadoras contam que o projeto de criar uma escola feminista surgiu de conversas e partilhas diárias reveladoras de “camadas de opressão, de desigualdade e de exploração” das mulheres, que nem sempre as percecionam como tal.

“Sendo mais ténue ou mais acentuada, essa desigualdade, essa opressão é patente, existe e vivemo-la no dia-a-dia”, assinala Marta Martins, gestora cultural e diretora executiva da Artemrede.

Além dos números “flagrantes” da violência doméstica, do feminicídio, da discriminação, da desigualdade salarial, há “as coisas” do quotidiano. “Não somos valorizadas, somos caladas, temos menos oportunidades de acesso a determinados espaços – espaços de poder, por exemplo”, reflete.

É desse quotidiano de desigualdade e discriminação que ambas partem para a defesa de uma educação feminista, que abra caminho a uma tomada de consciência.

Com esse fim, a manamiga é dirigida “a toda a gente”, tanto a quem já tem algum conhecimento ou interesse sobre o feminismo, como também a quem defende a igualdade de género mas recusa o rótulo de feminista.

“Queremos que percebam que são feministas exatamente por serem a favor da igualdade de género e que o feminismo é uma atitude perante a vida, uma forma de imaginar um outro futuro, um futuro mais igual, mais justo, mais solidário” para “homens, mulheres e pessoas não-binárias”, realça Marta Martins.

O feminismo – frisa – “é uma luta transversal”, que abarca outras causas, como a igualdade de classes, o respeito pela diversidade, o combate ao racismo ou a justiça climática.

Tendo presente que “estão sempre a aparecer coisas novas”, Valquíria Porto descreve o feminismo como um movimento que “abraça, pega a mão de todo o mundo”, e que não é apenas uma teoria, mas “uma práxis”.

O projeto educativo da manamiga propõe um leque amplo de cursos e formações, do mais elaborado ao mais simples (a página oficial, https://manamiga.pt/, já lista os cursos disponíveis a partir de maio).

Uma das propostas passa por um curso mensal, “mais leve”, chamado “Feminismo no dia-a-dia”, destinado a quem quer “entender um pouco melhor sobre género, […] saber como é a linguagem não-binária” ou como se deve “portar com um colega de trabalho” ou falar com os filhos sobre o machismo sistémico, para que não o reproduzam.

“Há um preconceito da sociedade relativamente à palavra feminismo, à palavra feminista, como se ela estivesse datada, como se já não fosse necessária, porque os direitos estão todos na lei. A verdade é que […] existe igualdade jurídica, mas não existe igualdade real, quotidiana, e por isso é que o feminismo é tão importante e tão urgente”, justifica Marta Martins.

Reconhecendo que a palavra feminismo tem uma carga negativa, a fundadora não duvida de que é por isso que a escola que agora será lançada é tão importante. Mas, concede, “a luta feminista mete medo a muita gente”.

Ambicionando chegar às escolas, a manamiga – que, por ora, subsiste com recursos e financiamento próprios – poderá tornar-se numa associação em breve”. Entretanto, está à procura de parcerias (em estudo está, por exemplo, uma colaboração com a Biblioteca de Belém, onde se encontra o espólio feminista da escritora Ana de Castro Osório).

O projeto manamiga tem já uma agenda cultural feminista, disponível nas redes sociais, que desde novembro divulga projetos artísticos e culturais de mulheres ou de temas transversais ao feminismo.

No início, recordam as fundadoras, tiveram de “ir atrás” dessa informação, mas hoje já são contactadas pelos próprios grupos que querem divulgar os seus projetos na agenda.

A inauguração da primeira escola feminista em Portugal vai acontecer no dia 19, às 19:00, com uma assembleia aberta a quem queira debater os temas da educação e do feminismo no país.

Paris Saint-Germain vence Lens por 3-1 com golo e assistência de Vitinha

O Paris Saint-Germain venceu este sábado o Lens, por 3-1, em jogo da 31ª jornada da Liga francesa.

 

Os golos foram de Mbappé aos 19′, com assistência de Vitinha. Nuno Mendes assistiu Vitinha aos 37’ para o segundo golo parisiense. O terceiro golo é da autoria de Messi aos 40′.

O Lens que jogou reduzido a 10 desde o minuto 19, expulsão de Samed, marcou por Frankowski aos 60’ de grande penalidade.

Mbappé passou a ser o melhor marcador da história do PSG ao somar 139 golos, mais um do que Edinson Cavani (138).

Danilo, Nuno Mendes e Vitinha foram titulares no PSG. David Costa, internacional sub21 português, entrou aos 84′ na equipa do Lens.

O PSG ocupa a primeira posição, com 72 pontos. O Lens está em segundo, com 63 pontos.

 

Resultados e calendário da 31ª jornada da Ligue 1:

 

Sexta-feira, 14 de abril:

Toulouse – Lyon, 1-2

 

Sábado, 15 de abril:

Rennes – Reims, 3-0

Paris Saint-Germain – Lens, 3-1

 

Domingo, 16 de abril:

Lille – Montpellier, 13h

Auxerre – Nantes, 15h

Brest – Nice, 15h

Clermont – Angers, 15h

Estrasburgo – Ajacio, 15h

Mónaco – Lorient, 17h05

Marselha – Troyes, 20h45

FC Porto vence Santa Clara e fica a quatro pontos do líder Benfica

O FC Porto colocou-se hoje a quatro pontos do líder Benfica, ao vencer em casa o Santa Clara, por 2-1, em jogo da 28ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Uribe inaugurou o marcador, aos 34 minutos, de grande penalidade, com Namaso a fazer o 2-0, aos 80, já depois de Otávio ter falhado um penálti, aos 42, com os ‘dragões’ a aproveitarem a derrota do Benfica em Chaves (1-0) horas antes, passando a ter 67 pontos, a quatro pontos das ‘águias’.

O Santa Clara, que sofreu a nona derrota seguida, ainda reduziu por Tagawa, aos 90+2, e mantém-se no 18º e último lugar, com 15 pontos.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 14 abr:

Famalicão – Vitória de Guimarães, 2-1 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 15 abr:

Estoril Praia – Portimonense, 0-1 (0-0)

Marítimo – Paços de Ferreira, 3-1 (2-0)

Desportivo de Chaves – Benfica, 1-0 (0-0)

FC Porto – Santa Clara, 2-1 (1-0)

 

– Domingo, 16 abr:

Rio Ave – Casa Pia, 16:30

Sporting de Braga – Gil Vicente, 19:00

Sporting – Arouca, 21:30

 

– Segunda-feira, 17 abr:

Vizela – Boavista, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Benfica perde em Chaves, FC Porto pode aproximar-se

O líder Benfica perdeu hoje em casa do Desportivo de Chaves, por 1-0, em jogo da 28ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e pode ver o FC Porto aproximar-se ainda mais.

Após duas derrotas caseiras, com FC Porto, para o campeonato, e com o Inter de Milão, para a Liga dos Campeões, os ‘encarnados’ sofreram a terceiro desaire, com um golo de Abass (90+4).

O Benfica mantém-se na liderança, com 71 pontos, mas pode ver o FC Porto ficar a quatro, caso vença hoje o lanterna-vermelha Santa Clara, enquanto o Chaves subiu a 10.º, com 36.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 14 abr:

Famalicão – Vitória de Guimarães, 2-1 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 15 abr:

Estoril Praia – Portimonense, 0-1 (0-0)

Marítimo – Paços de Ferreira, 3-1 (2-0)

Desportivo de Chaves – Benfica, 1-0 (0-0)

FC Porto – Santa Clara, 21:30

 

– Domingo, 16 abr:

Rio Ave – Casa Pia, 16:30

Sporting de Braga – Gil Vicente, 19:00

Sporting – Arouca, 21:30

 

– Segunda-feira, 17 abr:

Vizela – Boavista, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Teatro e dança lusófonos terão « espaço forte » nas próximas edições do Festival de Avignon

Teatro e dança lusófonos terão « espaço forte » nas próximas edições do Festival de Avignon

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whatsapp sharing buttonO diretor do Festival de Avignon, Tiago Rodrigues, disse que ser português terá influenciado negativamente a presença do teatro e da dança lusófonos na edição deste ano da mostra, mas terão « espaço forte » no futuro, pela sua « enorme qualidade ».

« Talvez, neste primeiro ano, o facto de eu ser português tenha influenciado pela negativa a presença da criação portuguesa ou de língua portuguesa por uma espécie de pudor, muito português, mas que não será levado ao exagero, porque não é o facto de eu ter nacionalidade portuguesa que deve prejudicar a criação portuguesa », afirmou Tiago Rodrigues em entrevista à agência Lusa.

« Neste primeiro ano, era importante para mim dar um sinal de que não chegava, como às vezes acontece, com uma bagagem de amigos e cúmplices que iria ocupar este espaço de visibilidade tão importante para a criação artística », confessou.

O encenador português vai dirigir este ano pela primeira vez o Festival de Avignon, tendo sido nomeado em julho de 2021 e tendo entrado em funções em setembro de 2022, e apresentou a programação deste que é um dos maiores festivais do mundo de teatro e da dança na primeira semana de abril.

Para Tiago Rodrigues, a linha condutora da programação para este ano foi o espírito de Jean Vilar, criador deste festival.

« Pensar o Festival de Avignon a partir de Jean Vilar é como pensar uma democracia a partir da sua Constituição, ou seja, é preciso ler o texto fundador e depois praticá-lo em função do que são os nossos tempos, a criação artística das artes performativas de hoje e aquilo que são os fenómenos económicos e sociais do nosso tempo », indicou.

Desde logo, uma das preocupações da equipa de Tiago Rodrigues, que trabalha em parceria com as codiretoras Marta Bizarro e Géraldine Chaillou, foi que o Festival não fosse afetado pelas restrições económicas, levando o novo diretor a reunir com os órgãos públicos de financiamento e também com os mecenas.

« A primeira escolha foi a de manter a capacidade de produção e de acolhimento junto dos artistas, para que o festival não fosse vítima deste contexto económico, isso exige um grande esforço e escolhas difíceis noutros âmbitos do Festival », declarou Tiago Rodrigues.

A prioridade do encenador português foi « dar prioridade » ao artístico, embora nalguns casos, os custos de produção, devido a matérias-primas, viagens e recursos humanos, tenham aumentado cinco a seis vezes face a anos anteriores.

Uma medida inovadora para democratizar o Festival, como defende, foi abrir as bilheteiras em abril em vez de junho, o que permite ao público planificar com mais tempo a visita a esta mostra que decorre entre 05 e 25 de julho.

Outra medida, foi o aumento dos preços do palco principal, o mítico Pátio de Honra do Palácio dos Papas.

« É uma política tarifária Robin dos Bosques. No Pátio de Honra do Palácio dos Papas sabemos que temos o público que tem mais meios, porque já eram preços mais caros e resolvemos subir apenas os preços mais caros, um valor de cinco euros, e mantivemos os médios e mais baratos. Os jovens com menos de 26 anos continuam a pagar 10 euros por cada bilhete », explicou o diretor do Festival de Avignon.

Entre as obras programadas para esta edição de 2023 há uma peça de teatro lusófona, da autoria da encenadora e dramaturga brasileira Carolina Bianchi, a dupla de coreógrafos Sofia Dias e Vítor Roriz vão entrar no espetáculo « Paysages Partagés », concebido por Caroline Barneaud e Stefan Kaegi, e duas atrizes portuguesas, Isabel Abreu e Carolina Passos-Sousa, estão integradas no espetáculo de Mathilde Monnier, « Black Lights ». Um espaço lusófono que deverá ser alargado nos próximos anos.

« O teatro português e de língua portuguesa – assim como a dança contemporânea portuguesa ou criada em países de língua portuguesa – terá certamente um espaço forte no Festival de Avignon nos próximos anos, não por causa do diretor deste Festival ser português, mas porque tem uma enorme qualidade e diversidade para encontrar o seu espaço », sublinhou.

Tiago Rodrigues terá um momento de « encontro com público » durante o festival, já que durante uma única noite a sua peça « By Heart » vai ser intepretada em Avignon.

« Neste primeiro ano, eu decidi não criar uma peça nova, mas, apesar de tudo, poder apresentar uma única noite o espectáculo ‘By Heart’ para ter um encontro com o público. No futuro, como eu fui escolhido enquanto artista para dirigir o Festival de Avignon, existe uma expectativa legítima para que eu crie espectáculos no Festival de Avignon, e isso acontecerá mais cedo ou mais tarde », declarou.

Dentro dos 44 espetáculos que apresenta, esta edição do Festival de Avignon não deixa de refletir o momento que se vive no Mundo, abrindo no Pátio de Honra do Palácio dos Papas com « Welfare », uma peça a partir do filme de Frederick Wiseman de 1973, que fala sobre exclusão e faz um retrato das disfuncionalidades da sociedade em que vivemos.

« O que identificamos hoje nas artes performativas é uma hipersensibilidade à vulnerabilidade íntima, coletiva e social, com uma dimensão política no olhar », observou o encenador.

A viver em França há mais de seis meses, Tiago Rodrigues não está alheio ao clima político no país, mostrando-se preocupado e interessado pelos movimentos sociais gauleses a partir de Avignon.

« Olhando para França a partir de Avignon e circulando por França, olho com grande respeito para aquilo que é o direito inalienável de todas as pessoas de se manifestarem, de participarem civicamente, de o fazerem o mais pacificamente possível e, portanto, olho com preocupação aquilo que é o perigo de polarização ainda mais profunda de uma sociedade como a francesa, onde a ascensão da extrema-direita é terrivelmente preocupante, mas também com extremo interesse porque há um debate de fundo que participa deste movimento social que é o do presente e futuro do Estado social, numa democracia europeia », concluiu.

50 anos do PS português, exílios parisienses, História… os temas do Passagem de Nível de domingo, 16/04

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 16 de abril de 2023. Entre as 12h00 e as 14h00

Destaques:

50° Aniversário da fundação do Partido Socialista português: as comemorações têm início no dia 19 de Abril. Foi na Alemanha que, em 1973, a Acção Socialista Portuguesa (ASP) se transformou em Partido Socialista. A origem desse partido também tem raízes em Paris e a Livraria Portuguesa em Paris foi um centro nevrálgico.
Convidados: entrevistas realizadas em Dezembro 2002
Luís Gaspar da Silva, (1931-2014) foi Cônsul e Embaixador de Portugal em França e fundador do Partido socialista
Dino Monteiro, (1941-2019) fundador do PS e da Livraria Portuguesa em Paris
Antonio Brotas, exilado político em França que chegou a Paris em 1957
José Maria Rebelo, exilado político brasileiro que esteve ligado à Livraria Portuguesa
Germano Lima, militante socialista em França

-O lusodescendente João Martins Pereira, conselheiro municipal em Charenton-le-Pont, foi reconduzido nas suas funções de Secretário Nacional dos “Jeunes Socialistes” com a pasta da Europa e Internacional

 

L’exil parisien des portugais de 1961 à 1975 – Mémoire & Résistance; Résistance, de 17 de Abril até 6 de Maio, na Association Les Hauts de Belleville, 43 rue du Borrégo Paris 20.
Exposição, encontros e leituras com poetas e cinema-debate à volta do filme “Capitaines d’Avril” da realizadora Maria de Medeiros

Convidados:
Laurène Oliveira Soares, Delegada à animação da Association Les Hauts de Belleville
Vasco Martins, Presidente da associação Memória Viva / Mémoire Vive

25 Anos da assinatura do Tratado de Amizade entre Paris e Lisboa
Convidado: Hermano Sanches Ruivo, Conselheiro municipal de Paris

 

-Livro: “La Grande Pagode” de Miguel Szymanski, tradução de Daniel Matias, éditions Agullo

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Ucrânia: EUA devem parar de encorajar guerra e UE começar a falar de paz – Lula da Silva

Ucrânia: EUA devem parar de encorajar guerra e UE começar a falar de paz – Lula da Silva

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonO Presidente brasileiro defendeu hoje, no final de uma visita à China, que os Estados Unidos devem parar de « encorajar a guerra » na Ucrânia e a União Europeia « começar a falar de paz ».

« Os Estados Unidos devem parar de encorajar a guerra e começar a falar de paz, a União Europeia deve começar a falar de paz », disse Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas, em Pequim, antes de partir para os Emiratos Árabes Unidos.

Desta forma, explicou, a comunidade internacional poderá « convencer » o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que « a paz é do interesse de todo o mundo ».

Lula, que voltou ao poder em janeiro, após dois mandatos entre 2003 e 2010, fez uma visita de dois dias à China para reforçar os laços económicos com o seu principal parceiro comercial. Aproveitou também a oportunidade para dizer que o Brasil estava « de volta » à cena internacional que espera ter um papel na mediação no conflito na Ucrânia.

O líder terá agora de gerir um delicado ato de equilíbrio entre os Estados Unidos, com os quais mantém fortes laços, e a China.

A viagem à China, que incluiu uma parte mais económica em Xangai e uma parte mais política em Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping, aconteceu após a visitar Washington em fevereiro.

Lula disse estar convencido de que o fortalecimento dos laços entre Brasília e Pequim não prejudicaria a relação do seu país com os Estados Unidos.

Ao contrário de várias potências ocidentais, a China e o Brasil nunca impuseram sanções financeiras à Rússia e ambos estão a tentar posicionar-se como mediadores.

O Presidente brasileiro está a promover a ideia de um grupo de países cujo objetivo seria trabalhar pela paz na Ucrânia, e antes da visita à China prometeu que este grupo seria « criado » quando regressasse a Brasília.

« É necessária paciência » para falar com Putin e Zelensky, disse. « Mas, acima de tudo, temos de convencer os países que fornecem armas, que encorajam a guerra, a parar », acrescentou.

Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou na sexta-feira que a reunião entre os chefes da diplomacia brasileiro e russo, na segunda-feira em Brasília, terá como temas principais a guerra na Ucrânia e o desenvolvimento de potenciais parcerias.

Na primeira viagem do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, ao Brasil desde 2019, as duas diplomacias vão abordar “o potencial da parceria estratégica brasileiro-russa (…) e as perspetivas da cooperação em áreas de interesse comum, com foco em comércio e investimentos, ciência e tecnologia, meio ambiente, energia, defesa, cultura e educação, bem como o fortalecimento do diálogo político sobre temas bilaterais, internacionais e regionais”, indicou o Itamaraty em comunicado.

Sergei Lavrov estará em Brasília na segunda-feira, onde será recebido no Palácio Itamaraty pelo seu homólogo, Mauro Vieira.

“A visita também será ocasião para tratar do conflito na Ucrânia. O Brasil tem defendido, nos foros internacionais e em contactos bilaterais, a cessação imediata de hostilidades e a importância de conjugar esforços diplomáticos que facilitem o alcance de solução pacífica negociada”, acrescentou.

ATUALIZAÇÃO/França. Tribunal Constitucional validou a idade de partida para a reforma aos 64 anos

Alfa

ATUALIZAÇÃO/França. O Tribunal Constitucional anunciou esta tarde ter validado a idade de partida para a reforma aos 64 anos, o ponto mais polémico da revisão do sistema das pensões proposto pelo Governo.

O Tribunal, conhecido em França como Conseil Constitutionnel, rejeitou igualmente um projeto de Referendo de Iniciativa Partilhada (RIP) a propósito do mesmo tema.

Leia o despacho da Lusa sobre este assunto: 

Conselho Constitucional francês valida o essencial da revisão da lei das pensões

linkedin sharing buttonO Conselho Constitucional francês validou hoje o essencial do projeto de revisão da lei das pensões, um dos principais objetivos do segundo mandato presidencial de Emmanuel Macron, contra o qual sindicatos, oposição e manifestantes protestam há meses.

Os membros do Conselho Constitucional censuraram alguns aspetos secundários do diploma, mas não alteraram a sua principal medida, que aumenta de 62 para 64 anos a idade legal de aposentação em França, segundo um comunicado daquele organismo.

EUA. É lusodescendente o jovem Jack Teixeira, detido pelo FBI no caso da fuga de documentos secretos

(Foto de abertura publicada nas redes sociais)

« É lusodescendente o militar Jack Teixeira, detido pelo FBI no caso dos documentos secretos », informou o canal televisivo SIC-Notícias. 

Jack Teixeira, de 21 anos, é neto de portugueses, mas não tem dupla nacionalidade. Foi detido pelo FBI no caso da fuga de documentos secretos sobre a guerra na Ucrânia. A informação também foi divulgada por outros jornais portugueses, como o Jornal de Notícias.

É lusodescendente o militar Jack Teixeira, detido esta quinta-feira pelo FBI no caso da fuga de informação de documentos secretos do Pentágono, confirmou a SIC.

À SIC, o jornalista Ricardo Durães, que está em Nova Iorque, avança que a mãe de Jack Teixeira é “norte-americana de segunda geração” com origem na Irlanda e o pai tem origens portuguesas.

Jack é membro do ramo de informações da Guarda Aérea Nacional de Massachusetts e era também o administrador de um chat privado online – com conteúdo racista e sobre armas – onde os documentos começaram a ser divulgados na passada semana. Deste grupo fariam parte 20 a 30 membros, a maioria jovens.

Jack Teixeira vai ser presente a juiz de Boston esta sexta-feira.

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