Treze sindicalistas detidos em França após explosão junto à Prefeitura de Marselha – autoridades

(foto de abertura: arquivo)

Treze sindicalistas detidos em França após explosão junto à Prefeitura de Marselha

email sharing button
Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonTreze sindicalistas franceses foram ontem detidos após um dispositivo de gás que transportavam ter explodido no exterior da Prefeitura da região de Marselha, França, divulgaram as autoridades locais.

O incidente ocorreu pouco depois das 14h00 locais, quando uma carrinha descarregou dezenas de contadores de gás usado diante do portão da Câmara Municipal local, um dos quais explodiu pouco depois.

A explosão verificou-se quando vários agentes da polícia se dirigiam ao veículo para impedir a descarga, um dos quais foi ligeiramente atingido pelos fragmentos do rebentamento, indicaram as autoridades policiais regionais.

A carrinha arrancou imediatamente e tentou a fuga, mas foi perseguida por vários agentes, que conseguiram detê-la várias centenas de metros à frente.

De seguida, os agentes procederam à detenção das 13 pessoas que estavam no interior da carrinha, os quais vão responder por crimes de desobediência à autoridade e associação criminosa.

A acção foi reivindicada pela secção de energia do sindicato CGT em Marselha.

A « CGT Energy Marseille » justificou tratar-se de uma ação « simbólica e pacífica » perante a Prefeitura, numa atitude « contra a reforma » das pensões.

Ao contrário da versão policial, a CGT negou ter havido « qualquer tipo de explosão », alegando que « 13 camaradas foram injustamente detidos ».

A França tem vindo a atravessar uma grave crise social e política desde Janeiro motivada pela reforma das pensões aprovada pelo governo de Emmanuel Macron.

Este protesto prende-se com o aumento da idade mínima de reforma de 62 para 64 anos, algo a que se opõem firmemente todos os sindicatos, que até à data já organizaram 12 dias de protestos e greves nacionais e tencionam continuar com as mobilizações no futuro.

Lula em Portugal. Polémica/Ucrânia. PS defende o Presidente do Brasil com exemplo de Macron

PS considera que Lula tem procurado fomentar « a busca pela paz » na Ucrânia e responde ao PSD com exemplo de Macron.

email sharing button
Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO PS considerou ontem que o Presidente do Brasil tem procurado fomentar “a busca pela paz” na Ucrânia, tal como o chefe de Estado francês, salientando não ter ouvido o PSD pedir uma demarcação de Emmanuel Macron.

Em declarações à Lusa, a vice-presidente da bancada do PS Jamila Madeira considerou que “a posição de Portugal, do Governo e do PS têm sido absolutamente claras desde o primeiro minuto”, em solidariedade para com a Ucrânia e com a “defesa do direito internacional e condenação do Estado que invadiu”, a Rússia.

A vice presidente da bancada do PS declarou: “Aquilo que nós vemos – como vimos fomentada nos últimos dias pelo Presidente Macron e agora também fomentada pelo Presidente Lula – é uma preocupação legítima de Portugal, dos portugueses, dos cidadãos do mundo que é a busca pela paz.”

Horas antes, o primeiro vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, tinha instado o Governo a “tomar uma posição pública e formal” demarcando-se das declarações do Presidente brasileiro de que a União Europeia, a NATO (Aliança Atlântica) e os Estados Unidos da América (EUA) estão a estimular a guerra na Ucrânia.

“Aquilo que nós vemos – como vimos fomentada nos últimos dias pelo Presidente [francês Emmanuel] Macron e agora também fomentada pelo Presidente Lula – é uma preocupação legítima de Portugal, dos portugueses, dos cidadãos do mundo que é a busca pela paz”, contrapôs a deputada socialista.

Para Jamila Madeira, “sem prejuízo de condenar veementemente o momento de violação do direito internacional de provocação desta guerra pela Rússia”, é necessário “tentar procurar o mais possível que, no quadro mundial, se retome a premissa da paz”.

“Não creio que haja nenhuma dúvida sobre essa matéria e, em relação à diplomacia que cada Estado promove, todas as ações que possam ser no sentido da paz são por nós acompanhadas com os instrumentos habituais. Assim como vimos o Presidente Macron – e não creio que o PSD venha dizer que nos temos de demarcar dele – também acredito que sejam essas as motivações, bem verbalizadas em vários momentos, do que o Presidente Lula está a promover”, afirmou.

Questionada sobre a posição do presidente da IL, Rui Rocha, que defendeu hoje que a Assembleia da República “não pode receber um aliado de Putin como Lula no 25 de Abril”, a vice-presidente da bancada socialista respondeu de forma indireta.

“Não vejo nenhuma alteração das nossas relações, nem nenhuma alteração da posição portuguesa relativamente a essa matéria”, afirmou.

Lula da Silva será recebido e discursará na Assembleia da República numa sessão de boas vindas no dia 25 de Abril, marcada para as 10:00, hora e meia antes da tradicional sessão solene que assina o aniversário da Revolução dos Cravos.

A deputada socialista admitiu que existem posições diferentes da de Portugal sobre a guerra na Ucrânia até no quadro dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas fez questão de sublinhar as relações “cada vez mais robustecidas entre Portugal e o Brasil”, quer ao nível dos Estados, quer dos povos.

Sobre eventuais críticas à posição da União Europeia (UE) nesta guerra, Jamila Madeira defendeu que a UE tem procurado “criar condições de apoio aos cidadãos e condições de resistência para que a guerra que acontece” na Ucrânia “possa ter fim o mais breve possível”.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente do Brasil defendeu no sábado, no final de uma visita à China, que os EUA “devem parar de encorajar a guerra » na Ucrânia e que a União Europeia “deve começar a falar de paz”.

Sporting empata com Arouca e atrasa-se na luta pela Liga dos Campeões

O Sporting atrasou-se hoje na luta pelo apuramento para a Liga dos Campeões, ao empatar em casa com o Arouca (1-1), em jogo da 28ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Antony adiantou os arouquenses aos 38 minutos, mas Pedro Gonçalves, no segundo penálti de que dispôs, depois de ter falhado um aos 35, empatou aos 87.

Apesar de ter somado o oitavo jogo sem perder na I Liga, o Sporting, quarto classificado, com 58 pontos, ficou a 13 pontos do líder Benfica, a nove do FC Porto e a sete do Sporting de Braga, enquanto o Arouca consolidou o quinto posto, com 45.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sexta-feira, 14 abr:

Famalicão – Vitória de Guimarães, 2-1 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 15 abr:

Estoril Praia – Portimonense, 0-1 (0-0)

Marítimo – Paços de Ferreira, 3-1 (2-0)

Desportivo de Chaves – Benfica, 1-0 (0-0)

FC Porto – Santa Clara, 2-1 (1-0)

 

– Domingo, 16 abr:

Rio Ave – Casa Pia, 1-1 (0-1)

Sporting de Braga – Gil Vicente, 1-0 (1-0)

Sporting – Arouca, 1-1 (0-1)

 

– Segunda-feira, 17 abr:

Vizela – Boavista, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Ligue 1. Vitinha marca dois golos na vitória do Marselha por 3-1 diante do Troyes

O antigo avançado do SC Braga, Vitinha, estreou-se hoje com dois golos, na vitória do Marselha, (3-1) na receção ao Troyes.

 

O avançado português marcou aos 2′ e 64′. O turco Cengiz Under, aos 40’ e Mama Baldé, antigo jogador de Aves e Sporting, marcou o golo do Troyes, aos 90+1′.

O marselheses assumem o segundo lugar, de uma forma isolada, a oito pontos do PSG e com um de avanço sobre o Lens.

O Troyes, com Rony Lopes a titular, é 18º, com 21 pontos.

 

Resultados da 31ª jornada da Ligue 1:

 

Sexta-feira, 14 de abril:

Toulouse – Lyon, 1-2

 

Sábado, 15 de abril:

Rennes – Reims, 3-0

Paris Saint-Germain – Lens, 3-1

 

Domingo, 16 de abril:

Lille – Montpellier, 2-1

Auxerre – Nantes, 2-1

Brest – Nice, 1-0

Clermont – Angers, 2-1

Estrasburgo – Ajacio, 3-1

Mónaco – Lorient, 3-1

Marselha – Troyes, 3-1

Alex Rins vence GP das Américas. Miguel Oliveira foi quinto

O piloto espanhol Alex Rins (Honda) venceu hoje o Grande Prémio das Américas de MotoGP, terceira prova do Mundial de velocidade, em que o português Miguel Oliveira (Aprilia) foi quinto classificado.

Oliveira, que partiu de 15º, cortou a meta a 9,989 segundos do vencedor, com o italiano Luca Marini (Ducati) a ser segundo, a 3,498, e o francês Fábio Quartararo (Yamaha) em terceiro, a 4,936.

O italiano Marco Bezzecchi (Ducati), que foi sexto, aproveitou a desistência do italiano Francesco Bagnaia (Ducati) quando liderava, por queda, para cimentar o comando do campeonato, com 64 pontos.

 

Com Agência Lusa.

 

Braga vence Gil Vicente e coloca-se a seis pontos do líder Benfica

O Sporting de Braga, terceiro classificado, venceu hoje em casa o Gil Vicente, por 1-0, em jogo da 28ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, colocando-se a seis pontos do líder Benfica.

Ricardo Horta marcou, aos 30 minutos, o único golo da partida e permitiu ao Sporting de Braga passar a somar 65 pontos, a seis do Benfica, a dois do FC Porto, segundo classificado, e com oito de avanço sobre o Sporting, quarto, que recebe hoje o Arouca.

O Gil Vicente, que somou o quinto jogo consecutivo sem vencer, mantém-se no 13.º posto, com 31 pontos.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sexta-feira, 14 abr:

Famalicão – Vitória de Guimarães, 2-1 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 15 abr:

Estoril Praia – Portimonense, 0-1 (0-0)

Marítimo – Paços de Ferreira, 3-1 (2-0)

Desportivo de Chaves – Benfica, 1-0 (0-0)

FC Porto – Santa Clara, 2-1 (1-0)

 

– Domingo, 16 abr:

Rio Ave – Casa Pia, 1-1 (0-1)

Sporting de Braga – Gil Vicente, 1-0 (1-0)

Sporting – Arouca, 21:30

 

– Segunda-feira, 17 abr:

Vizela – Boavista, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Visita de Lula da Silva a Portugal. Polémica sobre a Ucrânia e a receção a um « aliado de Putin »

(foto de abertura: Ricardo Stuckert / Presidência brasileira)

 

A próxima visita do Presidente brasileiro a Portugal está a provocar forte polémica, acentuada pelas suas recentes posições sobre a guerra na Ucrânia, favoráveis a negociações.

Pela voz de Paulo Rangel, vice-presidente do PSD, este partido instou o Governo a demarcar-se da posição de Lula da Silva sobre a Ucrânia e a guerra provocada pela invasão russa.

O líder da Iniciativa Liberal defendeu que o Parlamento não pode receber “um aliado de Putin como Lula” no 25 de Abril, data em que ele deverá pronunciar um discurso na Assembleia da República.

O partido Chega também é veementemente contra a receção no Parlamento a Lula da Silva.

Paulo Rangel disse que o Governo deve « tomar uma posição pública e formal » demarcando-se das declarações do Presidente brasileiro de que a União Europeia, NATO e EUA estão a estimular a guerra na Ucrânia.

Já o partido IL tomou a seguinte posição: 

« A Assembleia da República [AR] que convidou Zelensky para discursar em 21 de Abril de 2022 não pode receber um aliado de Putin como Lula no 25 de Abril. E o Presidente da República que atribuiu a Ordem da Liberdade a Zelensky não pode estar confortável com a presença de um aliado de Putin como Lula na AR no 25 de Abril », escreveu o chefe do partido, Rui Rocha.

O Presidente do Brasil tem estado em visita à China e aos Emirados Árabes Unidos. Em ambos os países deixou críticas à União Europeia e aos EUA, acusando-os de prolongarem a guerra. 

“A Europa e os EUA continuam a contribuir para a continuação da guerra. Portanto, têm de se sentar à volta da mesa e dizer: ‘basta’”, afirmou Lula da Silva.

PRESIDENTE DE “MÉTROPOLE DE TOURS” CHAMOU “SALE PORTUGAIS” AO MAIRE DE FONDETTES CÉDRIC DE OLIVEIRA

PRESIDENTE DE “MÉTROPOLE DE TOURS” CHAMOU “SALE PORTUGAIS” AO MAIRE DE FONDETTES CÉDRIC DE OLIVEIRA (na foto de abertura)

 

Notícia publicada pelo nosso cronista Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, que aqui se publica:

 

No passado dia 4 de abril, o Presidente da Área Metropolitana de Tours, Frédéric Augis, proferiu insultos racistas contra o jovem Maire de Fondettes, Cédric de Oliveira, Vice-Presidente daquela estrutura, mas a notícia só foi tornada pública esta semana.

Cédric de Oliveira é o 9° Vice-Presidente da Métropole de Tours, com o pelouro dos equipamentos culturais e da comunicação, mas também é o Presidente da Associação dos Maires de Indre-et-Loire.

Tudo aconteceu depois de um Conselho da Área metropolitana em que foi votado o Orçamento para 2023, quando se estava já no momento de partilha de uns croquetes. Frédéric Augis enervou-se e chamou “Sale Portugais” a Cédric de Oliveira, quando estavam em pequeno comité, mas com várias testemunhas.

Os dois homens são de Direita – Frédéric Augis é membro do partido Les Républicains, e Cédric de Oliveira é “Divers Droite” – mas o Presidente queria que Cédric de Oliveira integrasse o Grupo da Maioria na Métropole e teria interpelado brutalmente o Maire de Fondettes. Este, surpreendido com o “ataque”, teria tentado perceber porque estava Frédéric Augis e agir assim.

Foi nessa altura que Frédéric Augis teria começado por dizer que “Tu não és mais do que um simples pequeno Vice-Presidente” e acrescentou “Tu não és mais do que um ‘sale portugais’”. Várias pessoas utros assistiram à cena, como por exemplo o Maire de Berthenay, o Maire de Villandry, o Maire de Rochecorbon e vários Diretores de serviços, assim como o pessoal que serviu o cocktail.

CÉDRIC DE OLIVEIRA NÃO APRESENTOU QUEIXA

Cédric de Oliveira considera que o ato “revela uma grande brutalidade”, lamenta as “palavras indignas”, mas não apresentou queixa, mesmo se ameaça prevenir o Procurador da República se tal voltar a repetir-se. Decidiu, no entanto, publicar uma carta aberta ao Presidente da Área Metropolitana e no dia 11 de abril enviou uma carta à Préfecture para assinalar o incidente, tendo depois falado ao telefone com o Préfet Patrice Latron. Isto quer dizer que o incidente pode vir a ter consequências penais.

“Este tipo de propósitos racistas é profundamente ofensivo e não deve ter lugar em nenhum debate e em nenhum momento, sobretudo quando são pronunciados entre autarcas republicanos e no seio de uma instituição republicana como é o caso da Metrópole” escreveu Cédric de Oliveira na carta aberta enviada esta semana a Frédéric Augis.

Frédéric Augis não negou esta “derrapagem grave” e escreveu, também ele, uma carta com pedido de desculpas a Cédric de Oliveira.

Curiosamente, o antigo Presidente da Metrópole de Tours, Wilfried Schwartz, teve de demitir-se, há cerca de dois anos, por ter dado uma bofetada ao seu antigo Chefe de Gabinete e há apenas poucas semanas Frédéric Augis foi reeleito à Presidência da Métropole.

Atualmente, há quem diga que os nervos estão à flor da pele por causa das próximas eleições para o Senado que vão ter lugar em setembro.

 

REAÇÕES DE INDIGNAÇÃO

Nenhuma das partes quer falar com a imprensa, mas o Maire de La Riche, Filipe Pereira Pousos, também ele de origem portuguesa, reagiu e disse que, se for verdade o que se passou, Frédéric Augis não pode continuar a Presidir a Área metropolitana. “Esta frase nauseante revela uma atitude descomplexada, distante da coesão a que aspiram os cidadãos, sejam quais forem as suas origens. Esta é uma calúnia racista de outra época que cai nas malhas da lei. Gostaria de expressar o meu total apoio ao colega Cédric de Oliveira. Também penso sinceramente na Comunidade portuguesa da Touraine, nos pais e avós cuja história se confunde com a do nosso Departamento há várias décadas. É particularmente o caso de La Riche, onde vivem muitas famílias de origem portuguesa e cuja população mantém uma geminação de mais de trinta anos com a vila de Estarreja. Racismo é crime. Resta-nos aguardar a abertura de inquérito para apurar a realidade dos fatos”.

 

Filipe Pereira Pousos afirma que “tenho orgulho das minhas origens portuguesas. Este episódio choca-me” e diz que lhe faz lembrar a sua recente expulsão da Direção da Metrópole. Lembra “o desprezo do Presidente, expresso durante uma Conferência de Maires. O meu discurso foi ignorado pelo Presidente com um simples ‘obrigado pelo texto magnificamente escrito e muito bem lido’ quando eu o interrogava sobre o lugar da cidade de La Riche na governança metropolitana”.

E para terminar, Filipe Pereira Pousos foi claro: “Se as afirmações racistas forem confirmadas por ele ou durante um inquérito judicial, o Sr. Augis não poderá continuar como Presidente da Metrópole”.

Também a Secção do Partido Socialista da Indre-et-Loire reagiu. “Os eleitos da República têm, mais do que nunca, a responsabilidade de defender a democracia. O debate político é uma troca de argumentos de fundo… As invetivas prejudicam gravemente a necessária serenidade dos debates. E devem ser condenadas com mais firmeza quando assumem um caráter racista”.

Também o antigo Deputado e antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Carlos Gonçalves, reagiu nas redes sociais. “Gostaria de manifestar a minha total solidariedade para com o meu amigo Cédric de Oliveira que, segundo a comunicação social local, foi vítima de insultos racistas por parte do Presidente da ‘Métropole de Tours’”.

“O Cédric de Oliveira é o Presidente do Município de Fondettes e é uma das grandes figuras políticas do Departamento da Indre-et-Loire. Apesar de ter nascido em França foi sempre com orgulho que assumiu as suas origens e não é fácil ver-se acusado de ser um ‘sale Portugais’ num país com a tradição democrática como é a França” escreve Carlos Gonçalves. “Pelo que vi da resposta do Cédric de Oliveira a este insulto, só prova que apesar de ter origem noutras latitudes, está a ter um comportamento, esse sim, digno de um país que aprendemos a conhecer como a terra da igualdade, da liberdade e da fraternidade. Estamos contigo”.

Leia mais, sobre este tema, nesta ligação. Notícia publicada há três dias pelo canal France3 régions:

https://france3-regions.francetvinfo.fr/centre-val-de-loire/indre-loire/tours/sale-portugais-frederic-augis-le-president-de-tours-metropole-accuse-d-insulte-raciste-2748602.html

Lisboa vai ter uma escola para formar feministas

Lisboa vai ter uma escola para formar feministas

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa/Lusa
whatsapp sharing buttonLisboa vai ter a primeira escola feminista do país, dirigida “a toda a gente” que tenha interesse em saber mais sobre a busca da igualdade enquanto “atitude perante a vida”.

Fundada por Marta Martins e Valquíria Porto, a manamiga, « coletivo ainda pequeno”, vai ser inaugurada na próxima quarta-feira.

Não falta espaço no Largo Residências, que se instalou no antigo quartel de Cabeço da Bola, em Lisboa, onde proliferam projetos artísticos, culturais e sociais. Foi ali que a escola feminista do projeto manamiga escolheu assentar arraiais, desde logo para beneficiar da rede de coletivos, que permitirá “formar comunidade” e “pensar junto”, destaca Valquíria Porto, formada em administração de empresas e especializada em comunicação e consultoria de marca.

Em conversa com a Lusa, as fundadoras contam que o projeto de criar uma escola feminista surgiu de conversas e partilhas diárias reveladoras de “camadas de opressão, de desigualdade e de exploração” das mulheres, que nem sempre as percecionam como tal.

“Sendo mais ténue ou mais acentuada, essa desigualdade, essa opressão é patente, existe e vivemo-la no dia-a-dia”, assinala Marta Martins, gestora cultural e diretora executiva da Artemrede.

Além dos números “flagrantes” da violência doméstica, do feminicídio, da discriminação, da desigualdade salarial, há “as coisas” do quotidiano. “Não somos valorizadas, somos caladas, temos menos oportunidades de acesso a determinados espaços – espaços de poder, por exemplo”, reflete.

É desse quotidiano de desigualdade e discriminação que ambas partem para a defesa de uma educação feminista, que abra caminho a uma tomada de consciência.

Com esse fim, a manamiga é dirigida “a toda a gente”, tanto a quem já tem algum conhecimento ou interesse sobre o feminismo, como também a quem defende a igualdade de género mas recusa o rótulo de feminista.

“Queremos que percebam que são feministas exatamente por serem a favor da igualdade de género e que o feminismo é uma atitude perante a vida, uma forma de imaginar um outro futuro, um futuro mais igual, mais justo, mais solidário” para “homens, mulheres e pessoas não-binárias”, realça Marta Martins.

O feminismo – frisa – “é uma luta transversal”, que abarca outras causas, como a igualdade de classes, o respeito pela diversidade, o combate ao racismo ou a justiça climática.

Tendo presente que “estão sempre a aparecer coisas novas”, Valquíria Porto descreve o feminismo como um movimento que “abraça, pega a mão de todo o mundo”, e que não é apenas uma teoria, mas “uma práxis”.

O projeto educativo da manamiga propõe um leque amplo de cursos e formações, do mais elaborado ao mais simples (a página oficial, https://manamiga.pt/, já lista os cursos disponíveis a partir de maio).

Uma das propostas passa por um curso mensal, “mais leve”, chamado “Feminismo no dia-a-dia”, destinado a quem quer “entender um pouco melhor sobre género, […] saber como é a linguagem não-binária” ou como se deve “portar com um colega de trabalho” ou falar com os filhos sobre o machismo sistémico, para que não o reproduzam.

“Há um preconceito da sociedade relativamente à palavra feminismo, à palavra feminista, como se ela estivesse datada, como se já não fosse necessária, porque os direitos estão todos na lei. A verdade é que […] existe igualdade jurídica, mas não existe igualdade real, quotidiana, e por isso é que o feminismo é tão importante e tão urgente”, justifica Marta Martins.

Reconhecendo que a palavra feminismo tem uma carga negativa, a fundadora não duvida de que é por isso que a escola que agora será lançada é tão importante. Mas, concede, “a luta feminista mete medo a muita gente”.

Ambicionando chegar às escolas, a manamiga – que, por ora, subsiste com recursos e financiamento próprios – poderá tornar-se numa associação em breve”. Entretanto, está à procura de parcerias (em estudo está, por exemplo, uma colaboração com a Biblioteca de Belém, onde se encontra o espólio feminista da escritora Ana de Castro Osório).

O projeto manamiga tem já uma agenda cultural feminista, disponível nas redes sociais, que desde novembro divulga projetos artísticos e culturais de mulheres ou de temas transversais ao feminismo.

No início, recordam as fundadoras, tiveram de “ir atrás” dessa informação, mas hoje já são contactadas pelos próprios grupos que querem divulgar os seus projetos na agenda.

A inauguração da primeira escola feminista em Portugal vai acontecer no dia 19, às 19:00, com uma assembleia aberta a quem queira debater os temas da educação e do feminismo no país.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x