Empate em casa. PSG dececiona na estreia na Ligue 1 com Gonçalo Ramos a titular

PSG dececiona na estreia na Ligue 1 com Gonçalo Ramos a titular

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O Paris Saint-Germain dececionou na sua estreia na Liga francesa de futebol, ao empatar ontem sem golos na receção ao Lorient, numa partida em que o português Gonçalo Ramos se estreou e cumpriu os 90 minutos pelos parisienses.

Além de Ramos, cuja titularidade surpreendeu na medida em que a sua contratação ao Benfica foi muito recente, o PSG não apresentou, como já se esperava, as suas duas maiores figuras, Kylian Mbappé e Neymar, que ainda podem sair do clube nesta ‘janela’ de transferências de verão.

No primeiro jogo oficial do técnico Luis Enrique, o PSG dominou, teve 75% de posse de bola, mas apenas dois remates enquadrados à baliza, um deles de Gonçalo Ramos, aos oito minutos, que só não deu golo porque o guarda-redes suíço Yvon Mvogo fez uma defesa fantástica.

No ‘onze’ do campeão francês, que entrou com o ‘pé esquerdo’ no campeonato, entraram mais dois jogadores portugueses, Danilo Pereira, que foi capitão e jogou os 90 minutos, tal como Ramos, e o médio Vitinha, que seria substituído aos 68, pelo espanhol Fabian Ruiz.

Horas antes deste jogo, um golo do avançado português Vitinha consumou a reviravolta e deu a vitória ao Marselha sobre o Reims, por 2-1, no Vélodrome.

O avançado português, ex-Sporting de Braga, foi titular e marcou aos 73 minutos, garantindo o triunfo à equipa da casa, acabando após o final da partida por ser eleito o melhor jogador em campo.

Antes do remate certeiro do antigo avançado do Sporting de Braga, o japonês Ito tinha dado vantagem aos Reims, logo aos 10 minutos, mas Ounahi, que deu nas vistas no último Campeonato do Mundo ao serviço de Marrocos, repôs a igualdade, aos 23.

Já neste arranque da temporada, o Marselha pode ser adversário do Sporting de Braga no play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, caso ultrapasse o Panathinaikos na terceira pré-eliminatória (os gregos estão em vantagem, por 1-0, após a primeira mão) e os minhotos confirmem a passagem perante o Backa Topola (3-0 para os portugueses no primeiro jogo).

PR promulga diploma do Conselho das Comunidades mas chama-lhe « oportunidade desperdiçada »

PR promulga diploma do Conselho das Comunidades mas chama-lhe « oportunidade desperdiçada »

 

Alfa/ com Lusa
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whatsapp sharing buttonO Presidente da República promulgou ontem o decreto que define as competências e o modo de funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas, mas considera-o « uma oportunidade largamente desperdiçada », apelando a « maior ambição [de mudanças] no futuro ».

O Presidente da República já tinha anunciado na quinta-feira que decidira promulgar as alterações à lei 64 A do funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas, mas com “uma certa dor no coração” e desilusão, defendendo que se podia ter ido mais longe.

“Está muito perto de ser promulgado um diploma que eu promulgo, embora com reparos, um pouco desiludido com o diploma, sobre o Conselho das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo”, afirmou.

Na nota da Presidência divulgada ontem no site oficial, em que promulga o diploma da Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa considera que este « introduz algumas inovações positivas, mesmo se tímidas, na composição, organização e funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas ». Assim como “na ligação” do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) « aos órgãos do poder político, nomeadamente, de soberania ».

« Nessa medida, faz sentido não punir os nossos concidadãos espalhados pelo mundo, heróis do dia-a-dia, e que tanto esperaram e esperam por maior reconhecimento nacional, não aplicando os melhoramentos adotados », realça.

Mas faz questão de afirmar que « o diploma fica longe do que dele se poderia esperar, trinta anos depois da criação do Conselho e tendo mudado tanto, como mudaram, as Comunidades e as suas variadas formas de acompanhar a evolução dos tempos ».

E fica longe, desde logo « porque deveria ser um diploma de consenso nacional e não o foi no Parlamento ».

Mas também fica longe, na opinião do Presidente, no aumento do « número de conselheiros, na recusa do ensaio do voto eletrónico, na definição imediata de meios mais ambiciosos de ação, no relacionamento com novas ou renovadas estruturas nas Comunidades ».

« Numa palavra, foi uma oportunidade largamente desperdiçada », conclui.

O que explica « a posição negativa unânime » dos membros do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas.

« Ainda assim, entre maior espírito reformista a prazo incerto e os passos limitados dados desde já, parece realista concretizar estes passos, não desistindo de apelar a maior ambição no futuro », reforçou.

E « nestes termos, o Presidente da República promulgou o Decreto da Assembleia da República que define as competências, modo de organização e funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas, alterando a Lei n.º 66-A/2007, de 11 de dezembro.

O parlamento aprovou as alterações à lei que regula o funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas com os votos favoráveis do PS e do PAN, contra do PSD, Chega e IL e abstenção do PCP e Livre, no dia sete de julho.

O texto final das alterações à lei 66-A de 2007 aprovado, e discutidas nos últimos anos com o Governo e os conselheiros, que em cada um dos seus países de acolhimento servem de ponte entre o executivo e os emigrantes portugueses, mereceu as declarações de voto de deputados de vários partidos.

Entre as várias alterações aprovadas, constam a limitação dos mandatos para os conselheiros a 12 anos, a obrigatoriedade – ainda que não vinculativa – do CCP, como órgão de consulta do Governo, ser ouvido em iniciativas do executivo que digam respeito à diáspora.

Os conselheiros passam também a assistir aos trabalhos da Assembleia da República, incluindo comissões parlamentares, que versem sobre matérias das comunidades portuguesas, especialmente quando sujeitas a consulta obrigatória.

E o número de conselheiros sobe para 90 e não para 100 como desejado pelo CCP para poder dar reposta aos apelos de uma comunidade emigrante portuguesa em crescendo.

Paulinho garante vitória do Sporting sobre o Vizela com golo aos 90+9 minutos

Paulinho garante vitória do Sporting sobre o Vizela com golo aos 90+9 minutos

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Um golo de Paulinho, aos 90+9 minutos, deu ontem ao Sporting uma vitória por 3-2 na receção ao Vizela, em jogo da primeira jornada da I Liga portuguesa de futebol, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Viktor Gyökeres, reforço mais caro da história dos ‘leões’, marcou aos 14 e 15 minutos, mas os vizelenses empataram no segundo tempo, com tentos de Essende, aos 75, e Nuno Moreira, aos 77, antes de o avançado português garantir o triunfo dos ‘verdes e brancos’ no último lance da partida.

Com o triunfo, o Sporting junta-se a Gil Vicente, Casa Pia e Famalicão, todos com três pontos, depois de aquelas três equipas também terem vencido na ronda inaugural, diante de Portimonense, Farense e Sporting de Braga, respetivamente.

Luís Montenegro, líder do PSD, quer voto eletrónico dos emigrantes e mais deputados pelas Comunidades

Alfa

Num encontro, hoje, com representantes das Comunidades portuguesas no estrangeiro, em Albufeira, Algarve, Luís Montenegro defendeu uma mudança profunda de políticas públicas para evitar a contínua saída de mão-de-obra qualificada do país.

E pediu mudanças na lei eleitoral sobre o voto dos portugueses residentes no estrangeiro.

O líder do PSD defendeu que o país deve apostar mais na sua comunidade de portugueses no estrangeiro e dar-lhe mais importância.

“As comunidades portuguesas têm de ser encaradas como um conjunto de pessoas a quem nós queremos dar o mesmo que a qualquer outro português, seja em que condições for, quer estejam cá ou lá”, disse Luís Montenegro, presidente do PSD no referido encontro com a comunidade portuguesa no estrangeiro em Albufeira.

Luís Montenegro defendeu designadamente a aposta numa maior participação cívica e política dos emigrantes, destacando que, na proposta para revisão do projeto constitucional do PSD, consta a possibilidade da lei eleitoral consagrar o voto eletrónico. E referiu também a necessidade de as Comunidades serem melhor representadas em Portugal, com mais deputados na Assembleia da República.

Ouça aqui um extrato do discurso de Montenegro sobre as mudanças que propõe em termos de voto e de representação dos portugueses que vivem fora de Portugal:

Calçada de Lisboa é belíssima nos sítios turísticos. Nos restantes está ao abandono

(foto de abertura: DR, numa rua adjacente à Avenida da Liberdade)

Alfa

A calçada de Lisboa e os seus desenhos em calcário branco e escuro, são o encanto dos turistas que a olham, mas os buracos, por vezes bem grandes em pequeníssimos passeios e as pedras soltas nas zonas periféricas dos sítios turítíscos como Belém ou ruas adjacentes da Avenida da Liberdade e de outros locais são muito criticados.

Sobretudo em bairros históricos como os de Alfama, Bairro Alto, Mouraria e etc…, os buracos estão por todo o lado nos minúsculos passeios.

Quem passeia nas zonas centrais de Belèm, da Avenida da Liberdade ou do Chiado fica maravilhado.

Mas se sair dessas zonas de eleição, o espetáculo é outro – basta caminhar « fora do circuito » algumas desenas de metros.

Caminhar por estes locais é mesmo, muitas vezes, perigoso – e todos se queixam, de idosos lisboetas, a ricos residentes estrangeiros, mulheres que gostam de andar de sapato alto ou deficientes.

Por exemplo, para quem anda de cadeiras de rodas, muitos dos passeios de Lisboa são impraticáveis – têm de circular nas ruas e ruelas, onde circulam automóveis.

O mesmo acontece com quem anda de saltos altos altos – por exemplo a fadista Mísia queixa-se disso; os homens menos habituados à cidade como os turistas ou os residentes estrangeiros recém-chegados, que usam sapatos de sola, também – escorregam e caem com frequência, mesmo quando não chove, até passarem a usar ténis….

 

 

Emigrantes cumprem promessas e procuram conforto no Santuário de Fátima

Emigrantes cumprem promessas e procuram conforto no Santuário de Fátima, informa com destaque a agência Lusa.

 

Muitos emigrantes estão a chegar esta manhã ao Santuário de Fátima, numa romaria anual que coincide com os dias da peregrinação de 12 e 13 de agosto à Cova da Iria.

Aproveitando as poucas sombras possíveis no recinto do santuário, homens e mulheres que aproveitam as férias anuais para passar por Fátima contam à agência Lusa que, além de agradecerem o ano que passou, procuram, em grande medida, “conforto”.

Emigrante no Luxemburgo, António Matos, natural do distrito de Braga, todos os anos se desloca a Fátima nas férias. “Vir de férias a Portugal e não vir a Fátima, não pode ser”, confessa, enquanto a mulher, Paula Soares, de olhos cheios de lágrimas, corrobora: “se não viermos, não ficamos bem”.

Embora não fiquem para as cerimónias desta noite e de domingo, o casal, com uma filha menor, vai estar no santuário até à tarde, “pagando promessas”, regressando depois ao norte do país.

Também Maria de Fátima Azevedo de Felgueiras, e radicada em Paris, não esconde que “todos os anos em agosto, desde há 22 anos”, tem de visitar a Cova da Iria.

À saída da basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a emigrante explica que ali vai, essencialmente, “agradecer a Nossa Senhora o ano, seja bom, seja ruim”.

Preparada para passar o dia de sábado no santuário, mas com regresso a Felgueiras previsto para o fim do dia, Fátima Azevedo passa a palavra a uma familiar, Glória, que não é emigrante e assegura que, neste dia de sábado, aproveita para “ir à missa, pagar promessas, pôr umas velinhas à santinha e dar uma esmolinha ao santuário, que precisa para estas obras todas”.

“Gosto da leveza que este lugar tem. Este lugar é santo. Sinto-me bem aqui. Sinto a presença de Deus”, acrescenta Glória Azevedo.

Preparados para deixarem o santuário a meio da tarde, estão José Costa e Flora Vieira, de Amarante, mas emigrantes na Suíça.

José, “há quarenta e tal anos” que vai a Fátima anualmente: “pelo passeio e para pedir pela família e pelo mundo”.

Comum às diferentes pessoas ouvidas pela Lusa, está o facto de não terem colocado a hipótese de anteciparem a visita ao santuário para o fim de semana passado, dia em que o Papa Francisco rezou na Capelinha das Aparições. “Era muita gente e muita confusão”. O mesmo argumento para não ficarem para a noite de hoje e manhã de domingo.

A Peregrinação do Migrante e do Refugiado, presidida pelo arcebispo de Luanda, Filomeno Dias Vieira, tem como tema “Livres de escolher se migrar ou ficar” e está integrada na 51.ª Semana das Migrações, promovida pela Obra Católica Portuguesa para as Migrações, organismo da Comissão Episcopal da Pastoral Social e das Mobilidade Humana (CEPSMH).

Numa mensagem para esta semana, a Comissão Episcopal sublinha que as migrações são um “fenómeno incontornável”, que pode “servir de instrumento para uma maior justiça social”.

A peregrinação de hoje e domingo, considerada uma das maiores do ano à Cova da Iria, conta tradicionalmente com muitos emigrantes portugueses que se encontram no país em gozo de férias, bem como com um crescente número de imigrantes radicados em Portugal.

A peregrinação segue o programa habitual, com a recitação do terço, na Capelinha das Aparições, a partir das 21:30, seguida de procissão de velas e liturgia da Palavra, no altar do recinto, a marcar o primeiro dia.

No domingo, e depois de uma noite de vigília, será novamente recitado o terço, na Capelinha, a partir das 09:00, a que se seguirá a missa, a bênção dos doentes, a consagração e a procissão do Adeus.

Cumprindo uma tradição iniciada há 83 anos por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica de 17 paróquias da então diocese de Leiria, no domingo terá lugar a tradicional oferta de trigo ao Santuário de Fátima.

Fátima espera milhares hoje e domingo na peregrinação do Migrante e Refugiado

Fátima espera milhares hoje e domingo na peregrinação do Migrante e Refugiado

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Alfa/ com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonMilhares de católicos são esperados hoje e no domingo em Fátima para a Peregrinação do Migrante e do Refugiado, presidida pelo arcebispo de Luanda, Filomeno Dias Vieira, e que tem como tema “Livres de escolher se migrar ou ficar”.

Esta peregrinação está integrada na 51.ª Semana das Migrações, promovida pela Obra Católica Portuguesa para as Migrações, organismo da Comissão Episcopal da Pastoral Social e das Mobilidade Humana (CEPSMH).

Numa mensagem para esta semana, a Comissão Episcopal sublinha que as migrações são um “fenómeno incontornável”, que pode “servir de instrumento para uma maior justiça social”.

A peregrinação de sábado e domingo, considerada uma das maiores do ano à Cova da Iria, conta tradicionalmente com muitos emigrantes portugueses que se encontram no país em gozo de férias, bem como com um crescente número de imigrantes radicados em Portugal.

A peregrinação segue o programa habitual, com a recitação do terço, na Capelinha das Aparições, a partir das 21:30, seguida de procissão de velas e liturgia da Palavra, no altar do recinto, a marcar o primeiro dia.

No domingo, e depois de uma noite de vigília, será novamente recitado o terço, na Capelinha, a partir das 09:00, a que se seguirá a missa, a bênção dos doentes, a consagração e a procissão do Adeus.

Cumprindo uma tradição iniciada há 83 anos por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica de 17 paróquias da então diocese de Leiria, no domingo terá lugar a tradicional oferta de trigo ao Santuário de Fátima.

Famalicão vence Braga no jogo inaugural da edição 2023/24 da I Liga portuguesa de futebol

Golo de espanhol Aranda garante vitória do Famalicão em Braga, destaca a agência Lusa, que acrescenta:

« Um golo do avançado espanhol Óscar Aranda, em tempo de descontos, permitiu hoje ao Famalicão vencer em casa do Sporting de Braga por 2-1, no jogo inaugural da edição 2023/24 da I Liga portuguesa de futebol.

Os bracarenses entraram melhor na partida e foram premiados logo aos nove minutos, quando Ricardo Horta inaugurou o marcador, fazendo assim o primeiro golo da prova, mas o Famalicão reagiu e virou o resultado na segunda metade, através de Afonso Rodrigues, aos 67, e de Aranda, que chegou ainda esta semana para reforçar o plantel famalicense, aos 90+5

Com este resultado, o Famalicão torna-se no primeiro líder da prova com três pontos, numa jornada inaugural que vai decorrer até segunda-feira, dia em que o vice-campeão nacional FC Porto joga em casa do Moreirense e o campeão nacional Benfica em casa do Boavista ».

PR Marcelo promulga lei sobre Conselho das Comunidades Portuguesas com « dor no coração »

Alfa (Foto de abertura: arquivo Alfa)

Marcelo com « dor no coração » promulga lei sobre o Conselho das Comunidades Portuguesas. PR revela desilusão: lei podia ter ido mais longe », diz.

O Presidente lamenta que « uma lei tão importante » não tenha reunido « consenso no parlamento », mas mesmo assim promulga o diploma, « embora com reparos ».

Em declarações à TVI e à RTP, numa praia algarvia, declarou-se desiludido e afrmou: « podia-se fazer um bocadinho mais ».

Marcelo referiu que « há passos importantes que são dados, mas há outros que se podia ter dado, e essa desilusão aliás foi do próprio Conselho Permanente do Conselho das Comunidades, que achou que se podia ter ido um bocado mais longe ».

E afirmou ainda ser « uma pena que uma lei tão importante, que é nacional, no fundo não tenha tido consenso no parlamento ».

Portugal de « braços abertos » a emigrantes para viver, investir ou fazer turismo

Portugal de « braços abertos » a emigrantes para viver, investir ou fazer turismo

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Alfa/ com Lusawhatsapp sharing buttonO secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse ontem que Portugal está de “braços abertos” a receber os emigrantes para viver, investir ou fazer turismo e exortou-os a manterem o vínculo ao “cordão umbilical” que é a língua portuguesa.

“Esta terra e este país estão de braços abertos para vos receber, seja se quiserem vir viver, investir ou simplesmente se vêm em turismo”, afirmou Paulo Cafôfo, que esteve, em Montalegre, distrito de Vila Real, a celebrar o Dia do Emigrante.

A iniciativa que homenageia os emigrantes foi promovida pela Câmara de Montalegre e incluiu um concurso de gado de raça barrosã e ainda a final do torneio de chegas de bois, uma tradição mais acarinhada na região do que um jogo de futebol.

O secretário de Estado salientou que a diáspora “é um ativo do país”, recordando que são cerca de cinco milhões os portugueses espalhados pelo mundo.

“Têm uma importância vital para o desenvolvimento do país, nomeadamente para os territórios do interior e de baixa densidade (…) O futuro de Portugal não se pode fazer sem a diáspora portuguesa, sem os portugueses e portuguesas que residem no estrangeiro. Nós seremos um país sem futuro se não olharmos para o contributo que podem dar”, afirmou.

Ao dirigir-se diretamente aos emigrantes, Paulo Cafôfo exortou-os a manter a ligação à língua portuguesa, salientando que é uma responsabilidade de quem é pai ensinar o português aos seus filhos.

“Porque deixar de falar português é perder a língua que é o cordão umbilical que nos liga (…) Ouçam música portuguesa, vejam televisão portuguesa, leiam livros portugueses e falem português em casa para manter o vínculo”, defendeu.

A esse propósito, já em declarações aos jornalistas, referiu que há “mais de 72 mil crianças e jovens a aprender português no mundo », numa rede de ensino do português no estrangeiro que “implica um investimento anual de 30 milhões de euros”.

“E estamos com um investimento de 17 milhões de euros na digitalização do ensino”, referiu, especificando que vão ser distribuídos ‘tablets’ com ferramentas para aprendizagem da língua, que irão “permitir uma maior motivação e maior aprendizagem”.

Para os lusodescendentes que queiram estudar em Portugal, o secretário de Estado destacou que este ano há 7% de vagas disponíveis na primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior e 2,5% na segunda fase.

Depois, elencou ainda o apoio do Governo português às associações no estrangeiro que dinamizam atividades ligadas ao nosso país, referindo que, este ano, já foram entregues 900 mil euros de apoios a associações.

Paulo Cafôfo lembrou ainda os programas lançados pelo Governo, nomeadamente o Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), criado em 2020, que conta com 260 emigrantes com estatuto de investidor, um valor de investimento de 153 milhões de euros e que “está continuadamente a aumentar”.

No âmbito do programa Regressar, há quase 20 mil pessoas voltaram para Portugal.

“Sendo que há a curiosidade de 77% das pessoas que regressaram terem entre os 25 e os 44 anos e desses 38% têm o ensino superior. Estamos a conseguir captar pessoas que durante os períodos de crise tiveram de sair de Portugal”, frisou.

Além dos apoios, Paulo Cafôfo afirmou que este “é também um sinal político que o Governo dá”, o “tal sinal de braços abertos para receber quem nunca se esqueceu” de Portugal.

No âmbito da iniciativa “ligar Portugal à diáspora” que está a realizar, o secretário de Estado vai também hoje a Fafe contactar com a comunidade emigrante e assistir à apresentação do livro “As Fafeiras” e à exibição do filme “Erosão” sobre temáticas da emigração.

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