Presidente da República anuncia que comemorações do 10 de Junho vão ser na ilha Terceira (Açores) e no Luxemburgo

O Presidente da República, António José Seguro, anunciou hoje que a ilha Terceira, na Região Autónoma dos Açores, e o Luxemburgo vão acolher este ano as comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

O anúncio foi feito através de uma nota da Presidência da República, que salienta que a escolha dos Açores “assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional”.

“Ao celebrar esta data nos Açores, o Presidente da República sublinha a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, reforçando simultaneamente os valores da unidade nacional e da coesão territorial”, refere-se.

A nota acrescenta que, no dia 12 de junho, o Presidente da República participa, na Madeira, numa sessão comemorativa dos 50 anos de autonomia e 40 anos de integração europeia.

As comemorações do 10 de Junho vão também assinalar-se este ano no Luxemburgo, “país que acolhe uma das mais expressivas e dinâmicas comunidades na diáspora”.

“Esta decisão reforça o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e afirmação de Portugal no mundo”, afirma a nota.

No seu discurso de tomada de posse, a 09 de março, na Assembleia da República, António José Seguro já tinha anunciado que pretendia continuar a prática do seu antecessor de assinalar este dia em território nacional e no estrangeiro.

« Como escreveu Jorge de Sena, Portugal é feito dos que partem e dos que ficam – sentimento que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tão bem interpretou quando, inovando, decidiu realizar as comemorações do Dia de Portugal, em território nacional e na diáspora; prática essa que decidi continuar, por partilharmos a mesma interpretação », disse na altura.

No ano passado, as comemorações do 10 de Junho, em território nacional, decorreram no Algarve, em Lagos. Já no estrangeiro foram escolhidos Estugarda e Munique, na Alemanha, para celebrar o Dia de Portugal junto de comunidades emigrantes portuguesas.

 

Com Agência Lusa.

Governo « fará mesmo tudo » para acordo na concertação social sobre reforma laboral – PM

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo “fará mesmo tudo e esgotará todas as possibilidades” para obter um acordo na concertação social sobre a reforma laboral, antes de a levar à Assembleia da República.

“O governo trará uma proposta de alteração à lei do trabalho a esta assembleia, trará se não houver acordo. Mas fará tudo, fará mesmo tudo, esgotará todas as possibilidades para que ela chegue à Assembleia da República com um acordo subscrito em sede de concertação social”, afirmou, durante o debate quinzenal e em resposta a questões colocadas pela líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão.

Montenegro adiantou que “é isso que está a acontecer, de resto, com sentido de equilíbrio, de adesão à realidade, de colocarmos a nossa economia no leque daquelas economias que são atrativas por todos os fatores de competitividade e também pela dinâmica laboral”.

 

PM diz que não exclui ninguém mas que há posições tão “inconciliáveis que não devem ter sequência”

O primeiro-ministro afirmou hoje que não exclui ninguém das negociações do pacote laboral, mas também não faz “exercícios de cinismo negocial”, sublinhando que “há posições de tal maneira inconciliáveis que não devem ter sequência”.

“Não excluímos ninguém da negociação da legislação laboral. Mas também não fazemos exercícios de cinismo negocial. Há posições negociais que são de tal maneira inconciliáveis que não devem ter sequência. Eu tive a ocasião de dizer isso mesmo ao secretário-geral da CGTP”, afirmou Luís Montenegro numa resposta ao secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, no debate quinzenal desta tarde.

O líder do PCP tinha acusado o líder do Governo de, em relação ao pacote laboral, “ser forte com os fracos e fraco com os poderosos” e disse que o primeiro-ministro mostrou “tudo menos coragem” ao “decidir com quem se debate e quem se exclui do debate”.

O primeiro-ministro disse que o executivo “tem sempre as vias de diálogo abertas” e não deixará de as ter, mas ressalvou que “um processo negocial pressupõe que haja a probabilidade mínima de chegar a um entendimento”.

“É isso que justifica que no prosseguimento das negociações devam intervir aqueles que estão interessados e que têm essa expectativa. Manifestamente não é o caso desse parceiro social, com todo o respeito que temos pela sua posição”, acrescentou.

 

Primeiro-ministro defende que “lei do retorno” de imigrantes “é equilibrada”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que a que “lei do retorno” de imigrantes que o Conselho de Ministros vai aprovar “é equilibrada” e dá o sinal de que « não vale a pena vir ilegalmente para Portugal ».

Esta posição foi defendida pelo chefe do Governo no debate quinzenal desta tarde, no parlamento, em resposta a uma intervenção do líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio.

O primeiro-ministro indicou, tal como tinha feito na sua intervenção inicial, que o Conselho de Ministros aprovará na quinta-feira uma nova « lei do retorno » de imigrantes.

“Uma decisão que tem em vista remeter para a Assembleia da República a proposta de lei de retorno, que nós já tivemos o ensejo de aprovar numa primeira apreciação no Conselho de Ministros no ano passado, que foi sujeita a consulta pública, consulta na qual obtivemos 110 contributos e que emana também do trabalho da Comissão de Migrações e Asilo que, estamos a querer, possa, juntamente com a estratégia de integração de imigrantes, terminar o novo edifício jurídico deste especial ponto do ponto de vista da nossa demografia, do ponto de vista da nossa capacidade e competitividade económica”, indicou.

O primeiro-ministro defendeu que “esta lei de retorno é uma lei equilibrada”, que prevê “uma consequência para a imigração ilegal” e que visa dizer aos imigrantes e às redes de imigração ilegal que “não vale a pena vir ilegalmente para Portugal, vale a pena cumprir as regras”.

“Para isso é preciso agilizar prazos e procedimentos, é o que nós queremos. E também não queremos um recurso abusivo ao mecanismo do asilo para ter procedimentos judiciais que suspendem o processo de retorno. Não, quem estiver por bem, fica, quem estiver por mal, vai embora, é esse o nosso princípio”, afirmou o chefe de Governo.

Luís Montenegro disse que, com as medidas adotadas pelo seu Governo, já houve “uma redução de 60% da entrada de imigrantes”, mas referiu que o “objetivo não era reduzir por reduzir, o objetivo era legalizar, era regular, era saber quem vem e para que é que vem”.

“É um sinal de coesão social e é um sinal também de competitividade económica”, defendeu, considerando que há “uma ala” no parlamento “que se mantém adepta do regime da porta escancarada, ainda não conseguem perceber, à data de hoje, o efeito que isso teve”.

O líder parlamentar do CDS-PP salientou que este é um Governo reformista e “não é o Governo do PS, liderado por António Costa, que tinha um verdadeiro horror às reformas estruturais e que fugia delas como o diabo da cruz”.

E referiu que o executivo PSD/CDS-PP a concluir a “reforma das leis da imigração, para dar mais rigor na entrada, para dar mais humanismo na integração, e para devolver a Portugal aquilo que o país perdeu nos últimos anos de governação socialista, o controlo das suas fronteiras”.

Considerando que “a esquerda e a geringonça deitaram mesmo o edifício todo abaixo”, o deputado argumentou que o atual Governo, “em menos de dois anos, reconstruiu o edifício por completo”.

“E esta reforma da lei do retorno dos imigrantes ilegais é mesmo a última pedra que faltava construir neste edifício e na reconstrução deste edifício. Se entra ilegal e está ilegal, tem que sair imediatamente de Portugal e regressar ao seu país de origem. É legal, é justo e é simples”, sustentou.

O deputado centrista defendeu também que “nunca, como até hoje, se reduziram tanto os impostos sobre o rendimento das famílias e das empresas” e também que “os últimos sinais dão mesmo esperança que será possível chegar a um acordo na concertação social” em relação à reforma laboral, mesmo “contra os desejos mais profundos da esquerda e da extrema-esquerda que querem que tudo fique rigorosamente na mesma”.

Na sua intervenção, Paulo Núncio disse ainda que o CDS exigiu “um esclarecimento cabal relativo à pensão atribuída a Mário Centeno pelo Banco de Portugal”, considerando que se trata de “uma situação escandalosa e muito pouco transparente”.

 

Com Agência Lusa.

Sporting de Braga dá a volta ao Ferencváros e está nos ‘quartos’

 O Sporting de Braga apurou-se hoje para os quartos de final da Liga Europa de futebol, ao vencer em casa o Ferencváros por 4-0, depois da derrota da semana passada na primeira mão dos oitavos de final.

Os minhotos, que tinham perdido por 2-0 na Hungria, inverteram o rumo da eliminatória com golos de Ricardo Horta (11 e 53 minutos), do austríaco Florian Grillitsch (15) e do espanhol Gabri Martínez (34).

A formação minhota vai participar pela quarta vez nos quartos de final da Liga Europa, depois de 2010/11, em que perdeu a final com o FC Porto, 2015/16 e 2021/22.

Na próxima ronda, o Sporting de Braga vai defrontar os gregos do Panathinaikos ou os espanhóis do Betis, com a primeira mão a realizar-se no Minho, em 09 de abril, e a segunda fora de casa, no dia 16 do mesmo mês.

 

Com Agência Lusa.

Sporting goleia Bodo/Glimt e apura-se para os quartos de final

O Sporting apurou-se hoje para os quartos de final da Liga dos Campeões de futebol, ao golear em casa o Bodo/Glimt por 5-0, após prolongamento, para inverter a derrota que tinha sofrido na primeira mão dos ‘oitavos’.

Depois do desaire por 3-0 na Noruega, Gonçalo Inácio (34 minutos), Pedro Gonçalves (61) e Luis Suárez (78, de grande penalidade) empataram a eliminatória no tempo regulamentar, antes de Maxi Araújo (92) e Rafael Nel (120+1) consumarem a qualificação dos bicampeões nacionais.

Esta é segunda vez que o Sporting vai disputar os ‘quartos’ da principal competição europeia de clubes, após a campanha de 1982/83, então na Taça dos Campeões Europeus, sendo que na próxima fase da ‘Champions’ os ‘leões’ terão pela frente o Arsenal.

A partida da primeira mão dos quartos de final joga-se no Estádio José Alvalade, em Lisboa, em 07 ou 08 de abril, e a segunda em Londres, no dia 14 ou 15 do mesmo mês.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 16 Março de 2026

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira Hora:

 

Segunda Hora:

 

[PODCAST] Tribuna Desportiva – Rádio Alfa 21h-23h com Manuel Alexandre Armindo Faria Marco Martins e Eric Mendes
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Esta semana:
•Pedro Peixoto – Treinador /Comentador (Estúdio)
•Fábio Pereira – Jogador US LUSITANOS de SAINT-MAUR (Estúdio)
•José Madeira – Jogador Râguebi FC Grenoble Rugby
•Francisco Bruno – ex-Lobo /Treinador Adj. GDD Rugby – Grupo Desportivo Direito _Oficial (APENAS no DIRETO e REDIFUSAO)
Para ouvir também:
•Rui Borges – Conf. UEFA Champions League Sporting CP
•Pedro Gonçalves – Conf. UEFA Champions League Sporting CP
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*Pode Participar na Tribuna Desportiva – Radio Alfa através do ‘Watsalfa’ +33 6 62 10 98 60.
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** Programa com redifusão às zero horas na noite de quarta para quinta-feira e Podcast em radioalfa.net
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Arquivo « muito rico » de José Mário Branco tem nova plataforma ‘online’ de consulta

O acervo do músico português José Mário Branco, com milhares de documentos, entre escritos, fonogramas e imagens, vai passar a estar disponível numa nova plataforma digital ‘online’, a apresentar esta semana na Universidade Nova de Lisboa.

Essa nova plataforma do Centro de Estudos e Documentação José Mário Branco – Música e Liberdade, acessível em cedjmbbase.pt, pretende “continuar a ideia de disponibilização pública da informação, mas espelhando na íntegra” a forma como o músico a organizou.

“É um arquivo muito rico em termos de conteúdos, que achamos que interessam não só a pessoas que queiram trabalhar sobre música, mas também sobre outros aspetos da vida cultural e política dos últimos 60/70 anos”, explicou à Lusa um dos curadores do centro de estudos, Ricardo Andrade.

A nova plataforma de pesquisa vai ser apresentada na quinta-feira, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, num dia dedicado a debater as várias dimensões de atividade daquele centro de estudos, criado em 2021.

José Mário Branco, um dos mais importantes nomes da música portuguesa do século XX, morreu aos 77 anos, em novembro de 2019.

O músico e produtor tinha encetado em vida um trabalho de identificação e catalogação da sua obra com o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança e com o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, daquela universidade, tendo dado origem a um arquivo ‘online’.

Depois da morte, a família decidiu ceder e depositar naquela universidade todo o arquivo de José Mário Branco, que está ainda em processo de digitalização, sendo agora aberto para consulta pública na nova plataforma ‘online’.

“Era vontade dele que a documentação em papel, sonora e videográfica estivesse toda na mesma plataforma”, explicou Ricardo Andrade, dando conta da existência de cerca de 60 caixas com documentos, dos quais estão disponíveis para consulta cerca de 5.500 itens.

“Ao espelhar na íntegra a documentação tal como ela nos chegou à faculdade, isso diminui a necessidade de manuseamento físico da documentação e [o utilizador] tem oportunidade de ver documentos nas pastas, a sua sequência, o relacionamento entre projetos, sobre o que [José Mário Branco] pensava sobre cada disco e espetáculo”, explicou o investigador.

Ricardo Andrade esclarece que, de momento, a nova plataforma ‘online’ só tem disponível para consulta documentação em papel, “mas irá ter documentação digital, porque nos anos 1980 [José Mário Branco] começa a trabalhar muito com computadores, e terá também gravações”.

O investigador reconhece que “é um processo muito longo”: são mais de 60 caixas, “200 suportes digitais em muitos formatos e várias centenas de suportes fonográficos obsoletos, com gravações caseiras, de estúdio, em formatos diferentes, além da coleção de vinis e CD”.

“Não é só um acervo relevante para a compreensão do percurso do José Mário Branco, mas também das muitas pessoas com as quais se cruzou, para as quais trabalhou, as múltiplas organizações nas quais esteve envolvido”, disse.

A título de exemplo, desse trabalho de investigação foram produzidos para o público um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999, editado em 2018, e o livro “José Mário Branco – Entrevistas para a imprensa 1970-2019”, que saiu em 2025.

Ricardo Andrade adiantou que há ainda “algum material inédito, no sentido de não publicado”, e está em produção um volume sobre o percurso musical de José Mário Branco, uma espécie de « biografia musical », a partir de todo este arquivo e de cerca de 100 horas de conversas tidas entre dois dos curadores do centro de estudos com o músico.

Segundo Ricardo Andrade, mantém-se igualmente em processo a criação de uma fundação, pela família, cumprindo uma vontade expressa de José Mário Branco, e que ficará responsável pela gestão do acervo deixado.

A apresentação da nova plataforma ‘online’ e do trabalho atual do centro de estudos, na quinta-feira, contará com a presença dos curadores e representantes da família, assim como dos responsáveis dos centros de investigação envolvidos, de arquivistas e musicólogos.

 

Com Agência Lusa.