PM francês anuncia suspensão da reforma das pensões até janeiro de 2028

O primeiro-ministro francês anunciou hoje a suspensão “até janeiro de 2028” da reforma das pensões aprovada em 2023, condição inegociável dos socialistas para não apresentarem uma moção de censura ao segundo Governo de Sébastien Lecornu.

“Vou propor ao parlamento, neste outono, que suspendamos a reforma das pensões de 2023 até às eleições presidenciais. A idade de reforma não será aumentada de agora até janeiro de 2028, tal como solicitou especificamente a CFDT [o principal sindicato de França]”, disse Lecornu no discurso de política geral perante os deputados da Assembleia Nacional.

No entanto, o governante advertiu “muito claramente” que “suspender por suspender não faz sentido” e sublinhou que não se trata de fazer “qualquer coisa”, pelo que esta suspensão terá de “ser compensada”, já que “custará 400 milhões de euros em 2026 e 1,8 mil milhões em 2027”.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 13 Outubro 2025

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira Hora:

 

Segunda Hora:

Cabo Verde faz história, São Tomé despede-se com vitória

Cabo Verde apurou-se hoje pela primeira vez para o Campeonato do Mundo de futebol, tornando-se a 22ª seleção finalista na edição de 2026, ao triunfar na receção ao Essuatíni (3-0), na 10ª e última jornada da qualificação africana.

No Estádio Nacional, na Praia, os ‘tubarões azuis’, 70.º classificados do ranking da FIFA, assinalaram o dia mais importante da sua história com três golos na segunda parte, de Dailon Livramento (48 minutos), do Casa Pia, de Willy Semedo (54), e do recém-entrado Stopira (90+1), do Torreense, garantindo o primeiro lugar do Grupo D, único de acesso direto à fase final da prova.

Cabo Verde terminou com 23 pontos, contra 19 dos Camarões, recordistas africanos de presenças em Mundiais (oito) e cinco vezes campeões continentais, que empataram em casa com Angola (0-0) e terão de aguardar até terça-feira para saber se vão ser um dos quatro melhores segundos colocados das nove ‘poules’ com entrada no play-off, que se realiza em novembro e definirá o representante africano na repescagem intercontinental.

Nessa contabilidade, os jogos de cada equipa frente aos sextos e últimos classificados dos respetivos grupos vão ser descontados, devido à retirada de Eritreia na ‘poule’ E.

Quarto país lusófono a aceder à fase final, após Brasil, Portugal e Angola, Cabo Verde juntou-se a Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia e Gana entre as seleções do seu continente no Mundial2026, cujo lote de estreantes também inclui, para já, Jordânia e Uzbequistão.

Atrás dos ‘tubarões azuis’ e dos Camarões ficou a Líbia, terceira, com 16 pontos, que ainda poderia rumar ao play-off, mas não passou do ‘nulo’ na Maurícia (0-0), quinta, com seis, atrás de Angola, quarta, com 12, e à frente do Essuatíni, sexto e último, com três.

No Grupo H, a já apurada Tunísia finalizou um percurso invencível e sem golos sofridos na receção à Namíbia (3-0), ao marcar por Ali Abdi, de penálti, Hannibal Mejbri e Ferjani Sassi, para contabilizar 28 pontos em 30 possíveis, bem distante dos 15 dos namibianos.

A Namíbia terminou na segunda posição, fora do acesso à próxima fase e em igualdade pontual com a Libéria, terceira, que empatou na Guiné Equatorial (1-1), quinta, com 11.

Sob alçada do treinador português Ricardo Monsanto, que foi expulso perto do fim, São Tomé e Príncipe quebrou uma série de nove derrotas na qualificação com um triunfo na receção ao Malawi (1-0), realizada na Tunísia, voltando a vencer pela primeira vez desde março de 2022, na sequência de quatro empates e 13 derrotas nas diversas competições.

Ronaldo Lumungo, do Paços de Ferreira, festejou de penálti e encaminhou os primeiros três pontos do conjunto lusófono, sexto e último, atrás dos malauianos, quartos, com 13.

Já na ‘poule’ B, cuja vaga direta será decidida entre Senegal e RD Congo, Sudão do Sul e Togo empataram (0-0), enquanto, no Grupo C, que tem Benim, África do Sul e Nigéria na luta pelo comando, o Lesoto venceu na receção em solo sul-africano ao Zimbabué (1-0).

A 23ª edição do Mundial decorre entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 e contará pela primeira vez com 48 seleções participantes, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá, todos automaticamente qualificados como anfitriões, aos quais se juntam já 19 apurados.

 

Com Agência Lusa.

Trump pede paz sustentada em Gaza e um perdão a Netanyahu

O Presidente dos EUA, Donald Trump, apelou hoje à consolidação de uma paz duradoura no Médio Oriente e pediu ao Parlamento israelita um perdão para os processos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No dia em que Israel e o Hamas assinam um plano de paz para Gaza e os islamitas libertaram os últimos reféns do conflito iniciado a 07 de outubro de 2023, Trump foi ao Knesset, o Parlamento de Israel, para descrever o momento como o « fim de uma era de terror e morte » e o início de uma nova etapa, marcada pela « grande concórdia e harmonia duradoura para Israel e para toda a região ».

Improvisando numa parte do discurso que durou mais de uma hora, Trump aproveitou para pedir ao Knesset para dar um perdão a Netanyahu nos processos judiciais em que está envolvido.

« Após tantos anos de guerra e perigos implacáveis, os céus estão calmos hoje, as armas e as sirenes silenciaram e o sol nasce sobre uma terra sagrada finalmente em paz. Uma terra e uma região que, se Deus quiser, viverão em paz por toda a eternidade », afirmou o chefe de Estado norte-americano, perante uma plateia que incluiu membros do Governo israelita, líderes da oposição e representantes diplomáticos de países árabes.

Trump destacou que o dia de hoje ficará registado como « o amanhecer histórico de um novo Médio Oriente », sublinhando que o plano de paz agora assinado, e que prevê a desmilitarização imediata da Faixa de Gaza e o fim da ameaça do Hamas, foi possível graças a uma « coligação inédita de nações responsáveis ».

« Não é apenas o fim de uma guerra. É o fim de uma era de morte e sofrimento. É o início de uma nova página para Israel, para os palestinianos e para todas as nações que escolheram a paz em vez do ódio », disse Trump.

O Presidente norte-americano fez questão de agradecer o papel dos países árabes e muçulmanos que, segundo disse, foram decisivos para pressionar o Hamas a libertar os reféns que ainda retinha.

« Tivemos muita ajuda, incluindo de países que ninguém esperava. Quero agradecer-lhes profundamente. É uma vitória para Israel e para o mundo », esclareceu o líder norte-americano.

Trump saudou igualmente as Forças de Defesa de Israel pela operação militar « Rising Lion », que classificou como « brilhante » e « determinante » para o desfecho do conflito e acrescentou que a cooperação militar entre os EUA e Israel foi essencial para alcançar a vitória no terreno, mas frisou que « o tempo da guerra acabou » e que « agora é tempo de transformar vitórias militares em paz sustentável ».

Numa longa intervenção, marcada por um tom celebratório e por momentos de improviso, Trump elogiou os seus principais assessores, incluindo o genro Jared Kushner e o empresário Steven Witkoff, a quem atribuiu um papel central nas negociações com os países árabes e muçulmanos.

O discurso foi interrompido por instantes por um deputado comunista que gritou a Donald Trump enquanto mostrava um cartaz onde se lia « Reconheçam a Palestina », antes de ser expulso da sala.

Para o futuro próximo, o Presidente norte-americano anunciou a criação do Board of Peace, uma plataforma internacional para coordenar a reconstrução de Gaza com o apoio de países árabes ricos, garantindo que os EUA vão liderar esse esforço e que « os recursos necessários já estão garantidos ».

« Hoje, muitos dos que foram nossos adversários estão prontos para ser nossos parceiros. E, quem sabe, até nossos amigos. Este é um momento que vai ser recordado por gerações como o instante em que tudo começou a mudar — e a mudar para melhor », afirmou Trump, fazendo um apelo direto à liderança palestiniana.

« Esta é a vossa oportunidade de escolher a construção em vez da destruição, o desenvolvimento em vez do fanatismo », disse Trump.

O líder norte-americano reafirmou ainda o seu compromisso com a expansão dos Acordos de Abraão, instando outros países da região a juntarem-se à iniciativa.

Na parte final do discurso, Trump dirigiu-se ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com um comentário espontâneo: « Agora podes ser um pouco mais simpático, Bibi. Já não estás em guerra », antes de pedir um perdão para os seus processos judiciais.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Autárquicas: imprensa destaca vitoria do PSD nas principais câmaras do país

A conquista pelo PSD, sozinho ou em coligação com várias forças, de vários câmaras, das cinco maiores do país, incluindo Lisboa e Porto, e os resultados aquém do esperado pelo Chega são destaque hoje nos editoriais dos jornais.

No editorial do Diário de Notícias (DN), assinado pelo diretor do jornal Filipe Alves, o destaque vai para cinco conclusões sobre as eleições autárquicas de domingo pela reconfiguração do mapa político e pelas tendências.

De acordo com Filipe Alves, a primeira conclusão é a de que o Governo da AD saiu reforçado, tendo conquistado sozinho ou em coligação com o CDS-PP e a Iniciativa Liberal o maior número de câmaras a nível nacional incluindo as maiores cinco do país: Lisboa, Porto, Gaia, Sintra e Cascais.

“A segunda conclusão é de que o PS deixou de ser o partido mais votado nas autárquicas, tendo perdido as batalhas cruciais em Lisboa e no Porto e visto perder o seu peso ao nível territorial”, escreve o diretor do DN.

Destaca ainda como terceira conclusão a de que o “Chega foi consagrado como uma força efetiva a nível autárquico, embora não tenha conseguido acabar com o bipartidarismo e não tenha obtido as dezenas de câmaras ambicionava” e a quarta, “a erosão da CDU, que durante décadas tem sido a terceira força a nível autárquico”.

A quinta e ultima conclusão destacada no editorial do DN diz respeito ao desaparecimento do Bloco de Esquerda como uma força efetiva a nível autárquico.

Por sua vez, o Jornal de Notícias (JN) destaca no editorial que o PSD foi o grande vencedor da noite eleitoral, pelo número de câmaras conquistadas, as vitórias de Carlos Moedas em Lisboa e Pedro Duarte no Porto e nos concelhos de Sintra, Cascais e Gaia.

Destacam também, que o PS foi relegado para o segundo lugar e a conquista pelo Chega de algumas presidências de câmaras, sendo a mais importante Albufeira, mas aquém das suas ambições.

No editorial do JN, é ainda destacado a perda dos comunistas de autarquias como Setúbal e Évora, a sobrevivência do CDS a nível nacional, “com a assistência do PSD” e a “grande vitória, que foi o aumento da participação eleitoral.

No editorial do Correio da Manhã (CM), assinado por Carlos Rodrigues, é destacado que “as notícias sobre o fim do bipartidarismo são claramente precipitadas”.

“Para os que pensavam que o poder do PSD e do PS fazia parte do passado, o resultado das autárquicas serve como prova da enorme resiliência dos dois maiores partidos, fundada essencialmente na implantação local”, é referido no editorial.

É destacado também que “André Ventura tem muito caminho pela frente para consolidar o carisma pessoal e amadurecê-lo em estruturas partidárias sólidas e duradouras”., referindo que o voto de domingo “acentuou também a necessidade de diálogo”.

No editorial do jornal Público, Manuel Carvalho destaca que o PS e o PSD continuam a ser as forças hegemónicas no terreno, realçando que o PSD aumentou o número de câmaras e consolidou a sua força nos maiores municípios do país e o resultado do Chega, que ficou aquém do esperado.

“A CDU e o CDS podem, em especial o CDS, dizer que a noite deste dia 12 foi feliz. O partido de Nuno Melo sobrevive na política nacional com o amparo do PSD, mas a nível local continua a revelar uma notável capacidade de resistência”, escreve Manuel Carvalho.

O Observador realça também hoje que as autárquicas reforçaram confiança no Governo, com PSD a tornar-se na maior força autárquica e o resultado aquém do Chega nas eleições de domingo.

Já o Expresso realça que “os sociais-democratas conquistaram mais 22 câmaras e os socialistas perderam 22”.

“Enquanto o PSD arrebatou as cinco grandes, o PS ganhou cinco capitais de distrito. Numa noite de derrota do PCP, o Chega ficou muito abaixo das expetativas, mas ganhou as suas primeiras três autarquias”, escreve o jornal.

Confira todos os resultados das Eleições Autárquicas 2025 Aqui***

 

Os resultados das eleições autárquicas de domingo resumidos números.

+++ PSD ganha 136 câmaras, sozinho e em coligações +++

O PSD, sozinho ou em coligações com várias forças, foi o partido com mais presidentes de câmara eleitos, 136. Com este resultado, conquista a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).

+++ PS passou a segundo partido, com 128 câmaras +++

O PS era, desde 2021, o primeiro partido autárquico, mas perdeu esse lugar nas eleições de domingo. Sozinho, o PS conquistou 126 câmaras. E conseguiu mais duas em coligação com o Livre e PAN.

+++ 20 câmaras para os grupos de cidadãos +++

Os Grupos de Cidadãos conseguiram a presidência de 20 câmaras, mais uma do que 2021.

+++ CDU com 12 câmaras e o pior resultado de sempre +++

A CDU obteve o seu pior resultado de sempre. Conquistou apenas 12 câmaras municipais e perdeu as duas capitais de distrito que detinha – Évora e Setúbal.

+++ Chega consegue três câmaras +++

Depois de ter sido o segundo partido nas legislativas de maio, o Chega conseguiu eleger três presidentes de câmara – São Vicente (Madeira), Albufeira (Algarve) e no Entroncamento (distrito de Santarém). Teve pouco mais de 600 mil votos, quando nas legislativas tinha atingido 1,4 milhões de votos.

+++ CDS continua 4.º partido autárquico com seis câmaras +++

O CDS-PP continua a ser o quarto partido com mais presidentes de câmaras, seis eleitos em listas próprias e mais um em coligação com o PSD. O CDS concorreu sozinho a 43 câmaras municipais e em coligação com o PSD, parceiro de governo, e outros partidos em cerca de 150 municípios.

+++ PSD, sozinho e em coligação, à frente de seis dos dez concelhos mais populosos +++

Coligações que juntaram o PSD, CDS-PP e outros partidos ficaram à frente em seis dos 10 maiores concelhos em número de habitantes – Lisboa, Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia, Cascais e Braga. O PS ganhou os restantes: Loures, Almada, Amadora e Matosinhos.

+++ Abstenção de 40,74% +++

A abstenção nas eleições autárquicas de domingo cifrou-se em 40,74%, segundo dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Foi a mais baixa desde 2005, mais de cinco pontos percentuais abaixo da registada há quatro anos.

Com Agência Lusa.

PSD voltou a ser “maior partido do poder local”

O presidente do PSD afirmou hoje que os sociais-democratas voltaram a ser « o maior partido no poder local”, com mais votos, mais mandatos, mais presidentes de Junta e de Câmara, estando em condições de liderar a ANMP e ANAFRE.

Luís Montenegro reagia aos resultados autárquicos na sede do PSD/Porto, onde o partido acompanhou a noite eleitoral.

O PSD, sozinho e em coligação, conseguiu entre 134 e 135 câmaras, segundo dirigentes do partido, o que lhe permitirá voltar a liderar a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias, que tinha perdido em 2013.

Luís Montenegro começou por agradecer aos portugueses a confiança que foi depositada no PSD, salientando que o partido que lidera “teve mais votos, mais mandatos, elegeu mais presidentes de junta de freguesia, elegeu mais presidentes de Câmara Municipal e obteve uma vitória histórica nos cinco maiores concelhos do país”.

O PSD, sozinho ou coligado, venceu em Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Sintra e Cascais.

“Convido-vos a procurarem nos vossos apontamentos o último primeiro-ministro do PSD que venceu eleições autárquicas no exercício da função”, afirmou, numa referência implícita ao antigo primeiro-ministro Cavaco Silva, que as venceu em 1985, já primeiro-ministro.

Nas mais recentes vitórias autárquicas do PSD (em 2001, 2005 e 2009), o partido estava na oposição.

“Eu não vou dizer que é um resultado histórico, mas é extraordinariamente relevante”, disse, pedindo à comunicação social uma “análise objetiva da performance eleitoral do PSD” desde que assumiu a liderança do partido em 2022.

Montenegro já tinha salientado que os sociais-democratas lideram atualmente as duas Regiões Autónomas e são também o maior partido na Assembleia da República.

“Isso dá-nos uma grande responsabilidade, a responsabilidade de não falhar, a responsabilidade de traduzir em decisões concretas, em objetivos e em resultados, aquilo que é a confiança que recebemos do povo”, afirmou, assegurando que não irá desperdiçar “a expressão de um caminho de estabilidade, de confiança”.

O líder do PSD deixou ainda um remoque aos seus adversários políticos, dizendo que “toda a gente se apresentou como ganhador”.

“Cada um apresenta o seu ângulo, mas do ponto de vista objetivo, nós éramos a segunda força com maior representação em termos de presidência da Câmara, somos a primeira, éramos a segunda força com maior representação em termos de residentes de Junta, somos o primeiro. Não éramos a força política que tinha mais votos e mais mandatos, neste momento somos. Eu não sei o que é que posso dizer mais para poder comprovar a vitória eleitoral que tivemos”, afirmou.

Montenegro salientou que traçou o objetivo de voltar a colocar o PSD como maior partido autárquico mal assumiu a liderança, em 2022.

“Bem sei que muitos consideraram esse um objetivo inalcançável, difícil, por que a diferença de representação face ao PS era muito significativa”, disse, referindo-se às 35 câmaras que separavam os dois partidos em 2021.

Montenegro admitiu que o PSD teve “algumas surpresas menos agradáveis”, considerando que “faz parte das noites eleitorais das eleições autárquicas”, sem concretizar, mas numa noite em que o partido perdeu bastiões como Viseu ou Bragança, e capitais de distrito como Coimbra e Faro.

“Tivemos muito mais, não vou dizer surpresas, mas o reconhecimento de vitórias eleitorais, mais do que qualquer outra força política”, considerou.

 

Com Agência Lusa.

Médio Oriente: Trump declara « terminada a guerra » em Gaza

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje durante a viagem para Israel que a guerra entre Telavive e o grupo extremista palestiniano Hamas “está terminada”.

“A guerra está terminada. A guerra acabou, entendem?”, afirmou Trump, em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One (avião presidencial) durante a viagem para Israel, onde estará na segunda-feira seguindo depois para o Egito para participar numa “cimeira da paz” para oficializar o acordo de cessar-fogo para Gaza, na presença de dezenas de líderes europeus e árabes.

O governante norte-americano fez esta declaração após ter sido questionado sobre um comentário do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que sugeria que as operações militares de Israel não tinham terminado completamente.

Trump, que irá reunir-se com as famílias dos reféns israelitas e que posteriormente fará um discurso perante o parlamento israelita (Knesset), também disse acreditar que o cessar-fogo na Faixa de Gaza será mantido.

O republicano observou que uma das razões pelas quais acredita que o acordo promovido por Washington será mantido é porque as pessoas estão “cansadas” do conflito, tendo ainda acrescentado que as duas partes “estão felizes” com o compromisso alcançado.

Esta primeira fase da trégua envolve a retirada parcial do Exército israelita para a denominada “linha amarela” – linha divisória entre Israel e Gaza demarcada pelos Estados Unidos -, a libertação de 48 reféns (vivos e mortos) em posse do Hamas e de 1.950 presos palestinianos e a abertura de canais humanitários para o fornecimento de alimentos e medicamentos.

“Todos estão felizes, sejam judeus, muçulmanos ou países árabes, todos os países estão a dançar nas ruas. E é um momento que acho que não se repetirá”, afirmou Trump.

A guerra em Gaza foi desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

A retaliação de Israel provocou mais de 67 mil mortos e cerca de 170.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

A ofensiva israelita também destruiu quase todas as infraestruturas de Gaza e provocou a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

Israel também impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde mais de 400 pessoas já morreram de desnutrição e fome, a maioria crianças.

 

Com Agência Lusa.

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