Incêndio na Andaluzia causa mais de uma dezena de mortos e pelo menos 23 desaparecidos

As primeiras investigações apontam para a queda de um cabo elétrico como causa do incêndio, que está já a ser apontado como o maior alguma vez registado na região de Almería.

 

Um fogo florestal que começou na quinta-feira em Los Gallardos causou pelo menos 12 mortos e oito feridos, quatro deles em estado grave, segundo as autoridades de Andaluzia, no sul de Espanha. A maioria das vítimas mortais será de nacionalidade estrangeira.

Os feridos foram transferidos para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha. Há também pelo menos 23 pessoas desaparecidas.

Suspeita-se que a origem do incêndio tenha sido uma linha privada de eletricidade que abastecia uma habitação e um restaurante que já se encontram abandonados.

A empresa de eletricidade Endesa, principal fornecedora de eletricidade na zona, afirma que a linha elétrica apontada como origem do incêndio não pertence à sua rede, tal como referiu a empresa Red Eléctrica. A região da Andaluzia é atravessada nesta altura por uma vaga de calor, associada a ventos fortes que alimentaram a velocidade do fogo.

Antonio Sanz, conselheiro regional da Presidência, Saúde e Emergências, explicou que as vítimas foram surpreendidas por um « incêndio de propagação extremamente rápida » numa zona de terreno complexo e com casas dispersas na encosta.

As vítimas, que se suspeita serem turistas estrangeiros, tentaram abandonar o local por um percurso diferente da via de evacuação designada e foram alcançadas pelas chamas.
As autoridades acreditam que a maioria das vítimas era britânica, com base na posição do volante dos veículos encontrados no local, embora a identificação formal ainda esteja pendente.
Quatro das vítimas morreram dentro de um veículo, enquanto outras sete foram encontradas sem vida depois de, aparentemente, terem abandonado os seus carros para tentarem fugir a pé.

 

Foi necessário evacuar várias localidades e foram retiradas mais de mil pessoas.
O vice-delegado do governo regional da Andaluzia informou que 23 pessoas continuam desaparecidas. A Unidade Militar de Emergência (UME) mobilizou 200 agentes e 70 viaturas de diversos tipos para auxiliar nos esforços de combate ao incêndio na região.
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Com RTP e Agências.

 

Jorge Jesus diz que veio « para ganhar » e manifesta orgulho ao assumir seleção

O treinador Jorge Jesus foi hoje apresentado como selecionador português de futebol, com o técnico a expressar o “grande orgulho” de chegar à seleção nacional e a vontade de ganhar.

“Viemos para ganhar, viemos para vencer, estamos convencidos que quando chegamos a qualquer lado, vencemos. (…) Temos uma seleção para poder acreditar e valorizar o espetáculo, valorizar os jogadores e a seleção. Um grande orgulho que tenho em ter esta oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo, a seleção do meu país. Sou orgulhoso e convicto de tudo o que é português”, começou por dizer Jorge Jesus.

O treinador, de 71 anos, que nas últimas épocas esteve a trabalhar no estrangeiro, nos sauditas do Al Nassr, falou após uma introdução do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, numa conferência sob o lema “viemos para vencer”.

« Agora sou um treinador de 12 milhões, do povo português, ansioso de poder ganhar. Certezas absolutas também as tenho e o que quero é que Portugal esteja ligado, os adeptos, os portugueses dentro e fora do país encheram-nos de vaidade [no Mundial2026], não senti desportivamente… « , disse.

Jesus sublinhou que chega para vencer, mas lembrou que não passa só pelo treinador e disse ser um sortudo por encontrar Lourenço Coelho na FPF, com quem trabalhou no Benfica, e que não vai ter receio de nada.

“O nosso caminho é ganhar”, acrescentou, lembrando a estreia em 24 de setembro, diante do País de Gales.

O treinador assume a seleção nacional poucos dias após a eliminação de Portugal nos oitavos de final do Mundial2026 de futebol, diante da Espanha (1-0), e sucede ao espanhol Roberto Martínez.

 

Jorge Jesus vai falar com jogadores e Cristiano Ronaldo não é problema

The new Portuguese soccer head coach Jorge Jesus attends a press conference after signing a contract through 2030, at Cidade de Futebol, in Oeiras, Portugal, 10 July 2026. Jorge Jesus, aged 71, succeeds Spain’s Roberto Martínez. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O novo selecionador português de futebol, Jorge Jesus, afirmou hoje que Cristiano Ronaldo, com quem trabalhou no Al Nassr, nunca vai ser um problema para ele ou para a seleção.

“Ainda não falei com Cris [Cristiano Ronaldo], nunca vai ser problema para a seleção ou para mim. Aquilo que o Cris é como jogador e a polémica que houve, cada um pensa como quiser. Quando tiver que tomar uma decisão, vou falar com o Cris, não por ser o Cris, falo com todos individualmente. O Cris é um símbolo do futebol português, da seleção, de Portugal e vai ficar sempre na história”, disse o técnico.

Jorge Jesus acrescentou ser fácil trabalhar com o capitão da seleção, com quem foi campeão saudita pelo Al Nassr, revelando que o avançado quer continuar a jogar na Arábia Saudita e que, sobre a seleção, falará com o jogador para saber o que quer fazer.

“Desde que eu perceba até onde ele pode chegar e eu possa chegar. A partir daqui as coisas serão fáceis. O que é que ele quer fazer para o futuro da carreira. Sei que quer continuar no Al Nassr, a partir do momento que esteja a jogar e que tenha condições para ser selecionado, eu o farei, dentro de um limite e de umas condições, que eu achar as melhores para a seleção. Vai ser assim”, disse o técnico.

 

Pedro Proença realça entrada numa nova era com chegada de Jorge Jesus

The new Portuguese soccer head coach Jorge Jesus (L) and the president of the Portuguese Soccer Federation (FPF) Pedro Proença (R) pose holding a Portugal’s jersey during the presentation after signing a contract through 2030, at Cidade de Futebol, in Oeiras, Portugal, 10 July 2026. Jorge Jesus, aged 71, succeeds Spain’s Roberto Martínez. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, realçou hoje a entrada numa nova era na FPF com a contratação de Jorge Jesus para novo selecionador nacional.

« Hoje, iniciamos uma nova era na FPF, de ambição, do tamanho do nosso talento », começou por afirmar Proença, na cerimónia de apresentação do treinador luso, de 71 anos, que tem passagens marcantes por Benfica, Sporting, Flamengo, entre outros clubes de renome.

A data de entrada em funções de Jorge Jesus não passou em claro: « Logo hoje, no dia em que assinalamos 10 anos da vitória no Euro2016, iniciamos uma nova era, num dia especial para a FPF, para nos lembrarmos daquilo a que devemos aspirar, à grandeza. Cultura de vitória de Jorge Jesus, cujo perfil traduz aquilo que queremos para esta nova fase ».

O líder federativo explicou como a FPF chegou ao perfil escolhido, tendo realçado que pretendia um treinador que conseguisse preparar uma equipa capaz de disputar a próxima Liga das Nações, o Euro2028 e o Mundial2030, que Portugal vai disputar em casa.

« Uma equipa preparada não apenas para competir, mas para vencer. O tempo do talento português, tenho a certeza que o nosso selecionador vai potenciar tudo isto ao máximo. Queremos ser a melhor seleção do mundo, e conseguiremos isso com um treinador exigente, unânime, um dos melhores da nossa história », afirmou.

Poucos momentos antes do início da cerimónia, a FPF anunciou oficialmente nas redes sociais que Jorge Jesus tinha sido o escolhido para assumir o cargo de selecionador de Portugal, rendendo o espanhol Roberto Martínez.

« Hoje, começa um novo caminho. Benvindo à seleção nacional, mister Jorge Jesus », escreveu a entidade numa publicação no Instagram.

Jesus, de 71 anos, conta na sua trajetória com etapas no Benfica, Sporting e Flamengo, do Brasil, e regressa a Portugal depois de ter passado uma temporada no Al Nassr, da Arábia Saudita, no qual sagrou-se campeão e coincidiu com Cristiano Ronaldo e João Félix.

 

Com Agência Lusa.

 

Assista ou reveja a conferência de apresentação:

Mundial2026: França vence Marrocos e é a primeira semi-finalista

A vice-campeã em título França qualificou-se para as meias-finais do Mundial de futebol de 2026, ao vencer Marrocos, por 2-0, no primeiro encontro dos ‘quartos’, disputado em Foxborough, nos Estados Unidos.

Kylian Mbappé, aos 60 minutos, para o seu oitavo golo na prova e 20.º em Mundiais, em 20 jogos, e o ‘Bola de Ouro’ Ousmane Dembélé, aos 66, apontaram os tentos dos gauleses, que já tinham batido os marroquinos por 2-0 nas ‘meias’ de 2022.

Nas meias-finais, na terça-feira, em Arlington, às 14:00 locais (21:00 em Paris), a França, pela oitava vez nesta fase, depois de 1958, 1982, 1986, 1998, 2006, 2018 e 2022, vai defrontar o vencedor do embate de sexta-feira entre Espanha e Bélgica.

 

Com Agência Lusa.

Jorge Jesus é o novo selecionador de futebol de Portugal

O treinador Jorge Jesus é o novo selecionador de Portugal, tendo assinado um contrato válido por quatro anos, até 2030, com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

De acordo com a mesma fonte, Jesus, de 71 anos, deverá ser apresentado na sexta-feira à tarde, sucedendo ao espanhol Roberto Martínez, que deixou o cargo imediatamente após a derrota com Espanha (1-0), que ditou a eliminação da equipa das ‘quinas’ do Campeonato do Mundo, nos oitavos de final.

O técnico português estava livre desde que deixou o Al Nassr em maio, após conquistar o título de campeão saudita com um plantel no qual pontificavam os internacionais lusos Cristiano Ronaldo e João Félix.

Antes, tinha passado duas épocas nos também sauditas do Al Hilal – num regresso ao clube que tinha comandado em 2018/19 -, sendo que, na primeira época, venceu a Liga saudita, a Taça da Arábia Saudita e a Supertaça saudita, mas caiu nas meias-finais da Liga dos Campeões asiáticos, tal como sucedeu no ano seguinte.

Na segunda temporada seguida no Al Hilal, em que se cruzou igualmente com outros internacionais portugueses, no caso João Cancelo e Rúben Neves, o técnico venceu a Supertaça local, mas foi eliminado nos quartos de final da Taça da Arábia Saudita, acabando por sair ainda antes do final da temporada, quando a equipa estava na segunda posição.

Em quase 40 anos de carreira como treinador, que se iniciou em 1989/90, no Amora, na III Divisão, esta será a primeira vez que Jorge Jesus irá assumir a liderança de uma seleção, depois de ter orientado 16 clubes, entre os quais os ‘grandes’ lisboetas Benfica, em duas passagens (2009 a 2015 e entre 2020 e 2021), e Sporting.

De resto, em nove épocas e meia nos ‘encarnados’ conquistou 10 troféus, todos na primeira passagem, entre 2009/10 e 2014/15, com três títulos de campeão, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e cinco taças da Liga, enquanto, pelos ‘leões’, venceu uma Supertaça e uma Taça da Liga, entre 2015/16 e 2017/18.

O currículo do técnico inclui ainda Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses, Sporting de Braga, Flamengo e Fenerbahçe.

Se no emblema de Istambul, em 2022/23, venceu somente a Taça da Turquia, no clube brasileiro deixou ‘marca’, não só nos adeptos ‘rubro-negros’, como em todo o futebol do país, entre 2019 e 2020.

Em cerca de ano e meio ao comando do Flamengo, conquistou um campeonato brasileiro, uma Supertaça do Brasil, uma Taça Libertadores e uma Supertaça sul-americana, além de ter atingido a final do Mundial de clubes de 2019, que o ‘mengão’ perdeu diante do Liverpool, no prolongamento (1-0).

O novo selecionador de Portugal terá agora pela frente a missão de conduzir o conjunto luso ao Campeonato da Europa de 2028, que terá lugar no Reino Unido e na Irlanda e cuja fase de qualificação se disputará entre março e novembro de 2027. O sorteio dos grupos de apuramento terá lugar em 06 de dezembro deste ano.

Na mente de Jorge Jesus estará igualmente o Mundial de 2030, que será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos.

Contudo, a estreia de Jesus à frente da seleção nacional está marcada para 24 de setembro, quando Portugal começar a defender o título da Liga Nações diante do País de Gales, na primeira jornada do Grupo A1, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

A equipa lusa terá ainda como adversários Dinamarca e Noruega nesse agrupamento, que será disputado até 17 de novembro, apurando-se os dois primeiros classificados para os quartos de final.

 

PERFIL: O pináculo da carreira de ‘JJ’ chega repleto de desafios

 

*** Marco Oliva, agência Lusa ***

Com quase 40 anos de carreira como treinador, Jorge Jesus atinge, aos 71 anos, o pináculo do percurso nos bancos, assumindo uma seleção portuguesa novamente a ‘carpir mágoas’ após mais um ‘banho de realidade’ numa competição de futebol.

A derrota com Espanha nos oitavos de final teve como consequência maior a eliminação do Mundial2026, mas também a saída do espanhol Roberto Martínez do cargo de selecionador, três anos e meio após ter rendido Fernando Santos na sequência de outra desilusão mundial, no Qatar – a narrativa das candidaturas lusas às grandes competições tem sido, invariavelmente, contrariada no campo.

A substituição do técnico não é propriamente uma novidade e o nome do novo responsável menos ainda, tendo em conta que Jorge Jesus era apontado há muito como o senhor que se seguiria, nomeadamente desde que José Mourinho se afastou do rol de opções da FPF com a ida para o Real Madrid.

Jorge Jesus é, assim, a primeira escolha de Pedro Proença desde que foi eleito presidente da FPF, alcançando o maior e mais prestigiante cargo em quase quatro décadas de banco, mesmo que tenha no currículo passagens por clubes com a grandeza de Benfica, Sporting ou Flamengo.

« Quem é que pode dizer que não à seleção? Já disse que não a uma das melhores seleções do mundo, não posso dizer a outra », confessou no final de maio.

Quando decidiu pendurar as botas e assumir-se como treinador, Jesus começou por baixo, na III Divisão, no Amora, em 1989, chegando a esta fase com um total de 16 clubes treinados, maioritariamente em Portugal, mas também na Arábia Saudita – onde se cruzou com Rúben Neves, João Cancelo, João Félix e Cristiano Ronaldo -, no Brasil e na Turquia, que lhe proporcionaram praticamente 1.500 partidas como técnico.

Estrela da Amadora e Benfica foram os únicos emblemas que comandou em duas ocasiões distintas, sendo que foi na liderança dos ‘encarnados’ que emergiu internacionalmente e começou a compor o palmarés de conquistas – à cabeça, três títulos de campeão nacional entre 2009 e 2015.

Na Luz, cruzou-se com dois internacionais argentinos insuspeitos, Pablo Aimar e Javier Saviola, que, anos mais tarde, lhe reservaram elogios pelo conhecimento do jogo e pela forma como vive o treino.

“Aprendi muito com ele, pela sua forma de ver o futebol e a paixão que transmitia. Foi um excelente técnico”, apontou o antigo avançado, cuja opinião foi reforçada por ‘el mago’, atual treinador-adjunto de Lionel Scaloni na seleção argentina: “Gostava de treinar com o Jorge no Benfica. Gostava dos exercícios e das explicações. Gostava da paixão com que ele vivia o futebol. Aprendi com ele e uso muito dele no meu papel de treinador”.

Se a presença no Euro2028 é a exigência mais próxima do novo selecionador, não se pode descurar – ainda que esteja mais distante – o Mundial2030, a segunda competição organizada por Portugal desde o Europeu de 2004, agora juntamente com Espanha e Marrocos.

Contudo, outros desafios estarão mais próximos no horizonte de ‘JJ’, desde logo se será levada a cabo alguma renovação da seleção, se é possível aumentar o nível qualitativo da equipa com jogadores que estão espalhados por vários campeonatos e equipas de caraterísticas diferentes, sem esquecer o mais premente: qual será no curto prazo o papel de Cristiano Ronaldo, com quem o técnico esteve no Al Nassr até há poucos meses.

O capitão da equipa das ‘quinas’ anunciou que não disputaria mais nenhum Mundial, mas não revelou se pretende abandonar a seleção definitivamente, isto depois de uma fase final em que foram notórias as limitações do avançado na integração de um coletivo que, também ele, nunca foi potenciado por Martínez – embora muitos queiram fazer da Liga das Nações algo que a competição não é.

Por outro lado, Jesus é, desde já, uma ‘pedrada no charco’ das escolhas da federação, tendo em conta que nunca treinou uma seleção, ao contrário dos seus antecessores mais recentes: Fernando Santos comandou a Grécia durante três anos antes de conduzir Portugal ao maior feito nacional em 2016 e Roberto Martínez esteve à frente da Bélgica, entre 2016 e 2022.

Neste particular, ergue-se uma outra curiosidade: sendo Jesus um assumido ‘obsessivo’ pelo treino de campo diário, com uma preocupação contínua com o pormenor e correção táticos, como irá adaptar-se a uma função que somente lhe permite ter jogadores de forma intermitente, na maioria das vezes durante oito a 10 dias e com dois ou três jogos pelo meio.

 

Com Agência Lusa.

Cantora Bonnie Taylor morreu aos 75 anos

 A cantora galesa Bonnie Tyler, conhecida por êxitos dos anos 1980 como « Total Eclipse of The Heart » ou « It’s a Heartache », morreu quarta-feira à noite, aos 75 anos, anunciou a família num comunicado.

« A família e a equipa da Bonnie estão de coração partido ao anunciar que a Bonnie faleceu inesperadamente ontem à noite num hospital em Portugal, em consequência da doença para a qual estava a ser tratada », pode ler-se num comunicado publicado na conta do Facebook da cantora, noticiado pelas agências noticiosas AP, France Presse e EFE.

A cantora de 75 anos, que tinha casa no Algarve, foi internada no Hospital de Faro em maio, na sequência de uma cirurgia de emergência.

Bonnie Tyler, nome artístico de Gaynor Hopkins, nasceu em 08 de junho de 1951, na vila de Skewen, no município de Neath Port Talbot, no País de Gales, Reino Unido, onde cresceu.

A cantora foi descoberta pelo produtor Roger Bell, numa discoteca em Swansea, tendo lançado o seu primeiro ‘single’, « Lost in France », em 1977.

No mesmo ano, gravou a balada “It’s a Heartache”, com a qual começou a ficar conhecida, tendo atingido êxito internacional com « Total Eclipse of the Heart », em 1983, canção que, na altura, esteve duas semanas em primeiro lugar no ‘top’ do Reino Unido, e quatro semanas, nos Estados Unidos. Este ano ultrapassou mil milhões de reproduções no Spotify, adiantou a BBC.

O sucesso de « Total Eclipse of the Heart » deu a Bonnie Tyler uma nomeação para os Grammys, o que também aconteceu com o álbum « Faster Than the Speed of Night » e o ‘single’ « Here She Comes ».

Em 2013, Bonnie Tyler representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção, terminando em 19.º lugar entre 26 participantes.

Em 2023, foi condecorada com a Ordem do Império Britânico (MBE) pelos serviços prestados à música.

Entre as mais recentes atuações de Bonnie Tyler em Portugal, contam-se os concertos no Casino Estoril e no Campo Pequeno, em Lisboa, em 2023, e no Coliseu dos Recreios e no Coliseu do Porto, em 2024.

 

Com Agências.

 

 

 

 

 

José Dias Fernandes recua e diz que vai continuar deputado do Chega

O deputado do Chega José Dias Fernandes, eleito pelo círculo da Europa, recuou hoje, ao fim da tarde, no pedido para passar à condição de não inscrito, horas depois de ter apresentado um requerimento para se desvincular da bancada do partido.

 

Questionado pela agência Lusa, fonte do gabinete do presidente da Assembleia da República confirmou estas duas iniciativas de José Dias Fernandes, eleito pelo círculo da Europa.

Segundo fonte parlamentar, ao início da tarde o gabinete de José Pedro Aguiar-Branco recebeu um email de José Dias Fernandes a pedir para passar a deputado não inscrito, desvinculando-se da bancada do Chega.

Porém, ao fim da tarde, foi recebida outra comunicação do deputado, esta a solicitar que fosse desconsiderado o anterior pedido que formulara ao início da tarde.

Pouco depois da publicação das notícias que davam conta que José Dias Fernandes iria abandonar a bancada do partido, fonte oficial desta força política disse à Lusa que o eleito « continuará a ser deputado do Chega ». A mesma fonte confirmou depois o recuo do deputado.

A Lusa tentou contactar o deputado várias vezes, mas José Dias Fernandes não respondeu nem atendeu o telemóvel.

Nas últimas eleições legislativas, o Chega conseguiu eleger 60 deputados, mais dois do que o PS, apesar de ter tido menos votos.

Se José Dias Fernandes saísse, a bancada do Chega ficaria com 59 eleitos e se perdesse depois mais um deputado o partido corria o risco de poder deixar de ser a segunda principal força política.

De acordo com o Regimento da Assembleia da República, um deputado que não queira integrar a bancada parlamentar do partido pelo qual foi eleito comunica-o ao presidente da Assembleia da República e exerce o mandato como deputado não inscrito.

Na anterior legislatura, o Chega já tinha tido uma dissidência do grupo parlamentar, quando Miguel Arruda passou a não inscrito depois de notícias que deram conta que o ex-deputado era suspeito de furtar malas em aeroportos nas viagens entre os Açores e Lisboa.

José Dias Fernandes foi eleito pela primeira deputado do Chega na lista pelo círculo da Europa nas legislativas de 2024 e reeleito novamente nas últimas eleições para a Assembleia da República, no ano passado. Das duas vezes encabeçou a lista de candidatos por aquele círculo.

De acordo com o ‘site’ oficial do Grupo Parlamentar do Chega, José Dias Fernandes é natural de Viana do Castelo e emigrou para França na década de 1970.Politica

 

Com Agência Lusa.

« Direito a saber » (n°22) – Reforma – ALFA 10/13

« Direito a saber » é uma rubrica do ALFA 10/13. Todos os meses, Didier Caramalho recebe Paula Manuel para abordar um tema relativo ao direito e às leis. Este mês, a jurista e professora de direito veio falar das reformas em França e Portugal.

 

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13.

Contactos da Paula Manuel:
CABINET PAULA MANUEL
2 RUE DE POISSY, 75005, Paris
p.manuel@clm-avocats.com / 01 76 70 45 82

Perfil do novo selecionador de Portugal « definido », com « novidades » em breve

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, assegurou hoje que o perfil do novo selecionador de Portugal “está definido” e irá “tratar pessoalmente” da sua contratação, prometendo “novidades” até ao final da semana.

“Neste momento, obviamente, há várias hipóteses e o perfil está definido. Ainda hoje, irei para a Cidade do Futebol para tratar, pessoalmente, deste ‘dossier’, e espero que até ao final desta semana tenhamos novidades concretas e objetivas”, declarou o líder federativo, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, após a participação da seleção portuguesa de futebol no Mundial2026, competição na qual a foi eliminada nos oitavos de final pela Espanha (1-0).

Proença liderou a comitiva, que incluiu 18 dos 27 futebolistas que representaram Portugal no campeonato do mundo e ainda o espanhol Roberto Martínez, selecionador nacional que em breve terá um sucessor, cujo “perfil”, segundo o responsável máximo da FPF, será o de conhecedor do futebol português e de partilha da “dinâmica de vitória” da equipa lusa.

“O perfil do novo treinador tem de ser o de alguém que conheça muito bem o futebol português e que se identifique com esta dinâmica de vitória da nossa seleção. É, portanto, esse perfil que vamos procurar para encontrar a solução que queremos e que, obviamente, nos próximos dias a possamos apresentar”, fez saber o presidente da FPF.

Pedro Proença garantiu celeridade na contratação e apresentação do novo selecionador nacional para que este assuma funções de imediato e prepare o “novo ciclo” que pretende para Portugal, com início na Liga das Nações, que arranca em setembro, e fase de apuramento para o Euro2028, competições para as quais o conjunto nacional se apresenta com o claro objetivo de conquista.

“Onde a nossa seleção entra é para ganhar e, efetivamente, tínhamos colocado a fasquia aí [Mundial2026]. Temos já uma Liga das Nações, onde queremos participar e queremos, obviamente, ter a fasquia de ganhar”, estabeleceu o líder federativo, apontando “prioridade em dar resposta à ambição da seleção AA” por parte do organismo a que preside.

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Mundial2026: Cerca de uma centena recebeu seleção após torneio “muito aquém”

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Portuguese national soccer team headcoach Roberto Martinez arrives with his players at Humberto Delgado airport after the team leave the FIFA World Cup 2026 with a defeat against Spain, in Lisbon, Portugal, 8th July 2026. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Cerca de uma centena de adeptos recebeu hoje a seleção portuguesa de futebol, de regresso ao país após um Mundial2026 que ficou “muito aquém” do pretendido, na sequência da eliminação nos oitavos de final.

Ainda o sol não tinha nascido e já algumas dezenas de pessoas esperavam pela comitiva no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com o avião a aterrar às 06:15 na pista e os primeiros elementos a saírem pelas 06:40, através da porta VIP.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, assumiu que os lusos não cumpriram os objetivos durante a prova, na qual eram candidatos ao inédito triunfo, mas caíram diante da Espanha.

“Tínhamos noção da expectativa do povo português e este Campeonato do Mundo ficou muito aquém do que pretenderíamos. Tínhamos a plena consciência de que, quando assumimos a FPF, essa não era a nossa opção, mas assumimo-la e demos todas as condições a esta direção técnica. Cabe-nos a nós dar resposta o quanto antes, para que isto possa acontecer”, realçou Pedro Proença, à chegada a Lisboa.

O dirigente deixou ainda uma nota de agradecimento aos “inúmeros emigrantes” que acompanharam a seleção portuguesa em solo norte-americano, enquanto os futebolistas que fizeram a viagem de regresso iam aparecendo junto dos adeptos.

O selecionador Roberto Martínez, que já comunicou a sua saída do cargo, foi o primeiro a aproximar-se, tirando fotografias e dando autógrafos para a ‘despedida’, tendo sido bem acolhido pelos adeptos, apesar das muitas críticas que recebeu.

Além do espanhol, também Nuno Mendes, Vitinha e Bruno Fernandes estiveram durante alguns minutos a fazer valer a pena a presença dos adeptos, alguns que vieram de propósito de longe e de vários pontos do país, como Aveiro ou Algarve.

Cristiano Ronaldo viajou com a comitiva e era, como habitual, o mais aguardado pelos adeptos, mas não apareceu na saída, ao passo que a maioria dos jogadores nem entrou no autocarro, entrando em viaturas particulares que os esperavam.

A seleção chegou já sem nove dos futebolistas convocados, pois José Sá, Diogo Dalot, Matheus Nunes, Rúben Dias, Gonçalo Inácio, João Neves, Bernardo Silva, João Félix e Gonçalo Ramos abandonaram o estágio ainda nos Estados Unidos.

A equipa das ‘quinas’ foi eliminada na segunda-feira pela Espanha nos oitavos de final do Mundial2026, ao ser derrotada por 1-0, com um golo de Mikel Merino apontado já aos 90+1 minutos.

O Mundial2026 decorre até ao dia 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

 

Com Agência Lusa.

Marine Le Pen anuncia que será candidata às eleições presidenciais francesas de 2027

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen anunciou hoje que será candidata às eleições presidenciais de 2027, horas depois de ter sido condenada a uma pena de um ano de prisão efetiva, sob vigilância eletrónica.

O Tribunal de Recurso de Paris condenou hoje Marine Le Pen a um ano de prisão, com a possibilidade de uso de pulseira eletrónica, por desvio de fundos públicos europeus, mas a instância também decidiu reduzir o seu período de inelegibilidade.

Numa entrevista ao canal TF1, na qual compareceu com o presidente da União Nacional (a sua força política) Jordan Bardella, Marine Le Pen declarou-se inocente e anunciou que irá interpor um recurso junto do Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa, o que “suspende os efeitos do acórdão” do Tribunal de Recurso de Paris.

“Farei, portanto, campanha sem pulseira eletrónica”, acrescentou.

Le Pen foi condenada por desvio de fundos europeus a uma multa de 100.000 euros, três anos de prisão (dois deles suspensos) e 45 meses de incapacidade para exercer cargos públicos (30 deles suspensos), o que significa que já cumpriu os 15 meses da sua inelegibilidade previstos na sentença original, de 31 de março de 2025.

 

Com Agência Lusa.

Acidente com autocarro da Carris Metropolitana fez dois mortos e 22 feridos – PSP

Duas pessoas morreram e 22 pessoas ficaram feridas na sequência do despiste de um autocarro da Carris Metropolitana e atropelamento que ocorreu hoje na União de Freguesias de Agualva e Mira-Sintra, informou a PSP.

“O acidente envolveu um autocarro de passageiros e várias pessoas que estavam junto à paragem. O autocarro despistou-se e colheu duas pessoas, duas vítimas mortais. (…). Temos confirmados 20 feridos. Isolámos a área. Várias corporações de bombeiros e psicólogos estão no local a assistir vítimas e familiares”, disse o comandante da divisão da PSP de Sintra, Francisco Alves, aos jornalistas no local.

De acordo com o comandante, as vítimas estão a ser encaminhadas para os Hospitais Amadora-Sintra e São Francisco Xavier, em Lisboa.

“As duas vitimas mortais estavam a aguardar pelo autocarro quando foram colhidas. O motorista do autocarro está a ser assistido no local”, disse.

Francisco Alves disse ainda que a brigada de acidentes da PSP de Lisboa vai investigar as causas. “Neste momento, o importante é assistir as pessoas”, sublinhou, acrescentando que o trânsito está a circular, com exceção do túnel de acesso à estação de comboios, onde ocorreu o acidente.

Fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) dissera anteriormente à Lusa que o alerta para o despiste e atropelamento foi dado às 09:42 (10:42 Paris), na Rua Elias Garcia, em Agualva e Mira-Sintra, concelho de Sintra.

Segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as vítimas mortais são duas mulheres com idades entre os 30 e 40 anos.

Pelas 10:50, estavam no local 36 operacionais dos bombeiros de Agualva-Cacém, Belas e Queluz e da PSP.

Foi também enviada para o local uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência.

 

Com Agência Lusa.