Incêndios: Cerca de 1.000 bombeiros mobilizados no fogo na Covilhã à meia-noite (em Paris)

Quase 1.000 operacionais combatiam hoje pelas 00:00 o fogo que deflagrou no sábado no concelho da Covilhã e que está ativo nos distritos de Castelo Branco e da Guarda, segundo a Proteção Civil.

De acordo com a informação disponível às 00:00 no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio que começou localidade de Garrocho (Covilhã) era combatido por 962 bombeiros, apoiados por 291 viaturas.

Um helicóptero ligeiro de combate a incêndios rurais sofreu na tarde de hoje um acidente durante as operações de combate ao incêndio da Covilhã, sem provocar vítimas mortais ou feridos, anunciou a Proteção Civil.

No mesmo fogo, três bombeiros e um sapador florestal sofreram hoje ferimentos ligeiros durante o combate, disse o comandante Operacional Regional do Centro.

O incêndio deflagrou às 04:18 de sábado, na localidade de Garrocho, freguesia de Cantar-Galo e Vila do Carvalho, no concelho da Covilhã (Castelo Branco), e alastrou para Manteigas, no distrito da Guarda.

Na conferência de imprensa ao início da noite, o comandante Operacional Regional do Centro salientou que, neste momento, existe « uma situação muito grave” no concelho de Manteigas.

“A situação que mais nos preocupa é a frente de fogo no concelho de Manteigas. Há duas frentes ativas, uma no concelho da Covilhã e outra no concelho de Manteigas”, sublinhou António Ribeiro, admitindo que espera “uma noite difícil” e de muito trabalho.

No total, os sete incêndios ativos em Portugal continental, mobilizavam 1.064 operacionais, com o apoio de 318 meios terrestres.

Um incêndio em Vilarelho da Raia, concelho de Chaves, distrito de Vila Real, já dado como dominado, concentrava, pelas 00:00, 77 operacionais, apoiados por 23 viaturas.

Cerca de 80 concelhos do interior Norte e Centro e norte Alentejo estavam hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

 

Um helicóptero ligeiro de combate a incêndios rurais sofreu na tarde de hoje um acidente durante as operações de combate ao incêndio da Covilhã, anunciou a Proteção Civil, não tendo provocado vítimas mortais ou feridos.

“As seis pessoas (um Piloto Comandante e cinco militares da UEPS) que compõem a guarnição do meio aéreo encontram-se todas bem fisicamente”, indica em comunicado.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o acidente ocorreu “durante a fase de aproximação ao local de desembarque da equipa helitransportada da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS/GNR), no âmbito das operações de combate ao incêndio da Covilhã, no distrito de Castelo Branco”.

O alerta para a ocorrência foi dado pelas 20:00, segundo a ANEPC.

“O helicóptero sofreu danos materiais significativos, tendo-se partido a cauda. O operador do helicóptero acidentado já garantiu a sua substituição por outro helicóptero da mesma tipologia durante a manhã do dia 10 de agosto”, salienta.

A Proteção Civil acrescenta que foram “de imediato mobilizados meios de socorro, bem como um Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais para proteção do helicóptero face à sua proximidade a uma das frentes do incêndio”.

 

Três bombeiros e um sapador florestal sofreram hoje ferimentos ligeiros quando combatiam o incêndio, disse o comandante Operacional Regional do Centro.

“Felizmente não há registo de vítimas mortais, nem feridos graves até ao momento, nem [problemas em] bens patrimoniais a registar. Não houve qualquer habitação afetada. Isso é motivo de regozijo. Tivemos quatro feridos ligeiros, três bombeiros e um sapador florestal”, afirmou António Ribeiro.

O responsável falava durante uma conferência de imprensa, realizada na Junta de Freguesia do Teixoso (Covilhã), sobre o incêndio que lavra desde sábado.

 

Com Agência Lusa.

Benfica volta a vencer Midtjylland e garante ‘play-off’ da Liga dos Campeões

O Benfica garantiu hoje um lugar no ‘play-off’ da Liga dos Campeões em futebol, ao vencer os dinamarqueses do Midtjylland por 1-3, em encontro da segunda mão da terceira pré-eliminatória, disputado em Randers.

Depois do triunfo por 4-1 na Luz, a formação comandada pelo alemão Roger Schmidt ganhou na Dinamarca com tentos do argentino Enzo Fernández, aos 23 minutos, Henrique Araújo, aos 56, e Diogo Gonçalves, aos 88, contra um de Pione Sisto, aos 63.

No ‘play-off’, de acesso à fase de grupos, o Benfica vai defrontar o Dinamo Kiev, com primeira mão em 17 de agosto, em reduto alheio, e segunda em 23 de agosto, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Resultados da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões em futebol:

SEGUNDA MÃO

– Terça-feira, 09 ago:

Caminho das Ligas

Midtjylland, Din – (+) Benfica, Por, 1-3

(+) PSV Eindhoven, Hol – Mónaco, Fra, 2-2, 3-2 após prolongamento

Sturm Graz, Aut – (+) Dinamo Kiev, Ucr, 1-0, 1-2 após prolongamento

(+) Rangers, Esc – Union Saint-Gilloise, Bel, 3-0

 

Caminho dos Campeões

Zalgiris, Lit – (+) Bodo/Glimt, Nor, 1-1

Apollon Limassol, Chp – (+) Maccabi Haifa, Isr, 2-0

(+) Viktoria Plzen, Che – Sheriff, Mda, 2-1

Pyunik, Arm – (+) Estrela Vermelha, Ser, 0-2

Ferencváros, Hun – (+) Qarabag, Azb, 1-3

(+) Dinamo Zagreb, Cro – Ludogorets, Bul, 4-2

(+) – Apurado para o ‘play-off’ da Liga dos Campeões.

PRIMEIRA MÃO

– Terça-feira, 02 ago:

Caminho das Ligas

Mónaco, Fra – PSV Eindhoven, Hol, 1-1

Union Saint-Gilloise, Bel – Rangers, Esc, 2-0

Benfica, Por – Midtjylland, Din, 4-1

Caminho dos Campeões

Sheriff, Mda – Viktoria Plzen, Che, 1-2

Ludogorets, Bul – Dinamo Zagreb, Cro, 1-2

 

– Quarta-feira, 03 ago:

Caminho das Ligas

Dinamo Kiev, Ucr – Sturm Graz, Aut, 1-0

Caminho dos Campeões

Qarabag, Azb – Ferencváros, Hun, 1-1

Bodo/Glimt, Nor – Zalgiris, Lit, 5-0

Maccabi Haifa, Isr – Apollon Limassol, Chp, 4-0

Estrela Vermelha, Ser – Pyunik, Arm, 5-0

 

Programa do ‘play-off’ da Liga dos Campeões em futebol:

PRIMEIRA MÃO

– Terça-feira, 16 ago:

Caminho dos Campeões:

Copenhaga, Din – Trabzonspor, Tur, 21:00.

Caminho das Ligas

Dinamo Kiev, Ucr – Benfica, Por

Rangers, Esc – PSV Eindhoven, Hol

 

Caminho dos Campeões

Qarabag, Azb – Viktoria Plzen, Che

Bodo/Glimt, Nor – Dinamo Zagreb, Cro

Maccabi Haifa, Isr – Estrela Vermelha, Ser

SEGUNDA MÃO

– Quarta-feira, 24 ago:

Caminho dos Campeões

Trabzonspor, Tur – Copenhaga, Din, 20:00

Caminho das Ligas

Benfica, Por – Dinamo Kiev, Ucr

PSV Eindhoven, Hol – Rangers, Esc

 

Caminho dos Campeões

Viktoria Plzen, Che – Qarabag, Azb

Dinamo Zagreb, Cro – Bodo/Glimt, Nor

Estrela Vermelha, Ser – Maccabi Haifa, Isr

Nota: Os jogos da primeira mão realizam-se em 16 e 17 de agosto e os da segunda mão em 23 e 24 de agosto. Horas em Lisboa.

 

Com Agência Lusa.

Incêndio está a causar « prejuízo irreparável » na Serra da Estrela

O incêndio que começou o sábado na Serra da Estrela entre a Covilhã e Manteigas e ameaçou a aldeia de Verdelhos. Está a ser combatido por cerca de 600 operacionais, apoiados por 195 viaturas e nove meios aéreos. O presidente da Câmara da Covilhã alerta que a recuperação da floresta naquela região irá demorar vários anos.

Em declarações à RTP, Vítor Pereira, presidente da Câmara da Covilhã, considerou que o incêndio dos últimos dias levou a uma perda « inestimável » do património daquela região.

O autarca fala de um « prejuízo irreparável » a nível ambiental na Serra da Estrela e indicou que irá demorar vários anos até que a floresta recupere.
Numa área protegida, património da UNESCO, a área ardida desde o fim de semana deverá chegar aos 4.000 hectares, estima o presidente da Câmara.

Vítor Pereira salientou ainda a importância dos meios aéreos no combate a este incêndio, já que as frentes ativas estão em zonas de difícil acesso.

Segundo o Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Castelo Branco, ao início do dia estavam montados três postos de comando – Penhas da Saúde (Covilhã), Manteigas e Sarzedo (Arganil) – e o incêndio mantinha duas frentes (Manteigas e Verdelhos).

O incêndio que começou há três dias na Covilhã invadiu o concelho vizinho de Manteigas e destruiu, nas contas da autarquia, mais de mil hectares de floresta em pleno Parque Natural da Serra da Estrela protegida pela UNESCO.

O incêndio deflagrou às 4h18 de sábado (hora em Paris), na localidade de Garrocho, freguesia de Cantar-Galo e Vila do Carvalho, no concelho da Covilhã (Castelo Branco), e alastrou para Manteigas, no distrito da Guarda.

Durante a tarde de domingo, três bombeiros foram retirados do teatro de operações por razão de “doença, queimadura e trauma”, tendo dois deles sido transportados para um hospital e outro recebido assistência num centro de saúde.

A Estrada Nacional (EN) 338, que faz a ligação entre Piornos e Manteigas, esteve cortada ao trânsito, mas reabriu ao final da tarde de segunda-feira. Contudo, o trânsito ainda permanece condicionado à circulação de veículos ligeiros.

Dificuldade nos acessos:
Ao final do dia de segunda-feira, a Proteção Civil admitia a necessidade de mais horas para dominar o incêndio.

O segundo comandante regional do Centro da Proteção Civil, Miguel Teixeira, justificava, ao início da madrugada, a dimensão do incêndio com o clima e a dificuldade de acessos.

“O ataque inicial foi aquele que era o apropriado na altura. O motivo prendeu-se principalmente com os acessos, com as acessibilidades e com a urografia do terreno, aliada à meteorologia a nível de ventos e rotação constante de ventos. Do que mais propriamente ao número de operacionais que no momento eram o que se consideraria indicado”.

Segundo Miguel Teixeira, “temos a meteorologia também com alguma rotação de vento. O aumento de intensidade. A urografia é a mesma e mantém-se com bastante dificuldade nos acessos”.

“Isto vai ser um trabalho moroso para os operacionais”, frisou.

Amigos da Serra da Estrela criticam a forma de combate:

A Associação de Amigos da Serra da Estrela voltou a criticar a forma como o incêndio tem sido combatido.

“No círculo que tinha ali tinha de ser coberto por pessoas apeadas, não seriam assim tantas. Era um sistema fácil e até com alguns caminhos. Portanto, não era nada, as dificuldades que muitas vezes se alimentam junto da comunicação social para impressionar, porque não pode haver estradas em tudo o que é sítio, não é?”, afirmou à Antena 1 José Maria Saraiva, presidente da associação.

“Era uma situação que para nós de se figurava muito fácil, só que isto não aconteceu. Não havia lá ninguém esta análise não foi feita; talvez porque as pessoas pensavam que chegavam cá acima e o fogo acabava por se extinguir, mas foi uma péssima análise, porque conhecendo muito bem o relevo que está ali, nós sabíamos o tipo de corredor e a facilidade com que o incêndio iria evoluir, como evoluiu, quer para o vale, quer depois para a Serra de Baixo, e consequentemente para o vale do Zêzere”, acrescentou.
Já na segunda-feira tinha defendido que o combate deveria ter sido feito com pessoal apeado e recurso a material sapador.
80 concelhos do interior Norte e Centro e Norte Alentejo em perigo máximo:
Cerca de 80 concelhos do interior Norte e Centro e norte Alentejo estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com a informação disponível no ‘site’do IPMA, as concelhos que estão sob risco máximo localizam-se nos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Porto, Coimbra, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

O IPMA colocou também em risco muito elevado de incêndio rural cerca de 50 municípios dos distritos Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro.

O risco de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Com RTP, Agência Lusa e Antena 1.

Portugal com 88 mortes em meio aquático, recorde dos últimos cinco anos

Portugal registou este ano, até 31 de julho, 88 mortes em meio aquático, um recorde dos últimos cinco anos, informou hoje a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).

Este é o valor mais elevado para os primeiros sete meses do ano desde que o Observatório do Afogamento, da FEPONS, começou a reunir estatísticas, em 2017, destacou a federação.

Segundo um comunicado, 35 mortes ocorreram em mar e 31 em rio, havendo ainda oito óbitos em poços, seis em barragens e três em piscinas domésticas.

Em 2021, também entre janeiro e julho, tinham sido registadas 62 mortes; 57 em 2020 e 2019; 66 em 2018 e 71 em 2017, de acordo com os dados do comunicado divulgado hoje.

Em 03 de agosto, um homem de 77 anos morreu depois de ter entrado em paragem cardiorrespiratória, na água, na praia da Quarteira, no concelho de Loulé, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Em 12 de julho, o Observatório do Afogamento tinha divulgado o relatório relativo ao primeiro semestre, revelando que as vítimas são sobretudo homens (72,1%) e as fatalidades verificam-se em locais não vigiados (97,15%).

A federação verificou um aumento dos óbitos nas idades mais jovens, até aos 24 anos, e que a maioria das vítimas mortais estava a tomar banho (26,5%), mas que 5,9% encontrava-se a passear junto à água ou a pescar.

“Num momento em que se está a registar uma enorme dificuldade na contratação de nadadores-salvadores, e num momento em que as temperaturas vão subir, estas conclusões preocupam a FEPONS, que apela à classe política uma urgente revisão da legislação deste setor”, pode ler-se no relatório.

Em 19 de julho, a AMN e a Direção-Geral da Saúde (DGS) associaram-se para sensibilizar a população portuguesa para os cuidados a ter nas praias com a campanha “Juntos Por Um Verão Mais Seguro”.

Para minimizar o número de acidentes durante a época balnear 2022, a AMN e a DGS recomendam que se vigie permanentemente as crianças, a frequentar praias vigiadas, utilizar calçado adequado nos acessos à praia e na utilização de apoios balneares e respeitar a sinalização das praias.

Recomendam igualmente às pessoas que se mantenham hidratadas, a tomar refeições ligeiras, a respeitar os períodos de digestão, a evitar as horas de maior exposição solar (11:00 – 17:00), usar protetor solar, a não se aproximarem de arribas instáveis e respeitar as indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias.

 

Com Agência Lusa.

Descoberto no Côa novo fragmento de rocha gravada com mais de 16 mil anos 

Arqueólogos do Côa colocaram a descoberto um novo fragmento de rocha, gravada com uma técnica diferente da chamada “Arte Do Côa”, que poderá ter cerca de 16 mil anos, disse hoje à Lusa o coordenador científico da Fundação Côa.

“Este é mais um exemplo de que há muito para descobrir no Vale do Côa. Encontrámos este novo fragmento de rocha, que foi descoberto numa camada já oficialmente datada de há 16 mil anos. Este fragmento poderá pertencer a um painel que foi descoberto há cerca de um ano e que representa uma cerva”, explicou à Lusa o diretor científico da Fundação Côa Parque, Thierry Aubry.

Após testes de datação por “luminescência”, que estiveram a cargo de um laboratório na Dinamarca, quando do achado inicial, no ano passado, é possível afirmar que esta gravura por incisão tem mais de 16 mil anos.

A descoberta do novo fragmento foi efetuada na passada sexta-feira, no sítio do Fariseu, em pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e, tal como a primeira descoberta, esta também a intrigar os investigadores.

“Começamos a ter as peças de um ‘puzzle’ que vão pouco a pouco aparecendo. Não se trata de arte móvel, mas sim de uma parte de uma parede que se desmoronou. Encontrámos esta peça na passada sexta-feira, é muito recente. Ainda estamos a escavar nesta camada e estamos à espera de encontrar outras partes para reconstituir este conjunto onde está representada uma cerva feita por incisão, e não por picotagem”, indicou o também arqueólogo.

Esta peça apresenta várias incisões que estão, na opinião dos arqueólogos, “incompletas”.

“Torna-se fascinante descobrir pouco a pouco e cada ano um pedacinho deste ‘puzzle’ que tem mais de 16 mil anos », afirmou o responsável.

Após escavações que decorreram em maio de 2021, junto à chamada ‘rocha 09’ do Fariseu, que representa um dos principais núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, classificados como Monumento Nacional e inscritos na Lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), foram encontrados 25 fragmentos de rocha com técnicas diferentes de gravação (picotagem e incisão).

“As duas primeiras peças de xisto que representam a cerva, e que foram encontradas no mesmo nível estratigráfico desta nova descoberta, despertam a curiosidade da comunidade científica e estão expostas em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Popular, integradas na exposição ‘Arte Sem Limite’”, recordou Thierry Aubry.

Agora os arqueólogos vão centrar esforços para perceber se esta nova peça “é adjacente”, mas há a certeza de que o tipo de traço é igual ao da primeira descoberta.

“Esta nova peça deve fazer parte da mesma rocha e do mesmo fragmento do painel que foi destruído. Estas descobertas feitas em contexto de datação são muito pouco frequentes, e temos a certeza que a Arte do Côa, ainda tem muito para dar”, vincou o especialista em arqueologia à Lusa.

A chamada « Arte do Côa » situa-se entre os 25.000 e 30.000, no que diz respeito à técnica por picotagem, sendo esta descoberta a mais recente na região, e apresenta uma técnica por incisão.

A “Arte do Côa” foi classificada como Monumento Nacional, em 1997, e como Património da Humanidade, pela UNESCO, um ano depois.

Como uma imensa galeria ao ar livre, o Vale do Côa apresenta mais de 1.200 rochas, distribuídas por 20 mil hectares de terreno com manifestações rupestres, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há mais de 25.000 anos, e distribuídas por quatro concelhos: Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Meda.

 

*** Francisco Pinto (texto) e Miguel Pereira da Silva (fotos), da agência Lusa ***

 

Chega quer modificar voto dos emigrantes e diz que Portugal precisa « muito » que eles regressem ao país

Chega quer agilizar legislação referente ao voto dos emigrantes e André Ventura diz que Portugal precisa “muito, muito, muito” que os emigrantes regressem ao país e apela ao Governo que crie incentivos a esse regresso.

O presidente do Chega, André Ventura, festas declarações ontem, em Viana do Castelo, onde explicou que em “setembro ou outubro” o partido vai apresentar uma proposta de lei para agilizar a legislação sobre o voto dos emigrantes.

Foram declarações proferidas numa Festa do Emigrante nessa cidade do norte de Portugal.

O líder extremista disse ainda que Portugal precisa “muito, muito, muito” que os emigrantes regressem ao país e apelou ao Governo que crie incentivos a esse regresso.

“Vamos, como prometemos, ter em setembro ou outubro uma proposta de lei no parlamento para que finalmente possamos ter uma legislação ágil, eficaz e rápida para que os emigrantes possam votar e não voltemos a ter os problemas que tivemos nas eleições deste ano”, referiu.

Para o líder do Chega, é necessário pegar no assunto da votação da emigração “já no início da legislatura”.

Taiwan acusa China de usar exercícios militares para preparar invasão e lança também exercícios com fogo real

Taiwan acusa Pequim de usar exercícios militares para preparar invasão. Entretanto, as forças armadas de Taiwan iniciaram hoje um exercício de artilharia com uso de fogo real a simular a defesa da ilha contra um ataque da China.

Após o exercício militar de hoje, está previsto um outro para quinta-feira.

 

facebook sharing buttonAlfa/ com Lusa (adaptação Alfa)
twitter sharing button
email sharing button
linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan acusou hoje Pequim de ter usado os exercícios militares para preparar a invasão da ilha.

Pequim « utilizou os exercícios militares para se preparar para a invasão de Taiwan », disse Joseph Wu numa conferência de imprensa em Taipé, após manobras das forças armadas da ilha que decorreram hoje.

« A verdadeira intenção da China é alterar o ‘status quo’ no Estreito de Taiwan e em toda a região », sublinhou.

« Está a conduzir exercícios militares e lançamentos de mísseis em grande escala, bem como ciberataques, uma campanha de desinformação e coerção económica para enfraquecer o moral da população de Taiwan », acrescentou.

As forças armadas de Taiwan efetuaram hoje um exercício de artilharia com uso de fogo real a simular a defesa da ilha contra um ataque da China, estando previsto um outro para quinta-feira.

A China lançou na semana passada as suas maiores manobras militares em torno de Taiwan, em resposta a uma visita da líder da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a mais importante figura política norte-americana a visitar a ilha em 25 anos.

A China considera Taiwan, com uma população de cerca de 23 milhões de habitantes, como uma das suas províncias, que deve ser reunificada ao resto do território, desde o fim da guerra civil chinesa de 1949, quando os nacionalistas perderam o conflito para os comunistas e refugiaram-se na ilha.

O exército de Taiwan disse na segunda-feira que os exercícios já estavam programados e não constituíam uma resposta aos exercícios chineses em curso.

A ilha realiza regularmente exercícios militares a simular uma invasão chinesa e no mês passado efetuou manobras do mar, num cenário em que procurava repelir ataques numa « operação de interceção conjunta », como parte dos seus grandes exercícios anuais.

Morreu Olivia Newton-John, a estrela de Grease. Tinha 73 anos

O marido anunciou a morte nas suas redes sociais dizendo que a atriz « morreu pacificamente no seu rancho no sul da Califórnia esta manhã, cercada por familiares e amigos ».

 

“Olivia Newton-John (73 anos ) morreu pacificamente no seu rancho no sul da Califórnia esta manhã, cercada por familiares e amigos”.

O post nas redes sociais da estrela de ‘Grease’ foi escrito pelo marido. É a nota do final de uma longa batalha que a atriz e cantora vinha a travar contra o cancro da mama.

A quatro vezes vencedora dos Grammy morreu na manhã desta segunda-feira, depois de 30 anos em que partilhou com os fãs e de forma pública a sua doença, tornando-se uma embaixadora da luta contra este tipo de cancro.

 

“A Olivia tem sido um símbolo de triunfos e esperança por mais de 30 anos, partilhando o seu dia a dia com cancro da mama. A sua inspiração para a cura e experiências pioneiras com plantas medicinais continua com a Olivia Newton-John Foundation Fund, dedicada à pesquisa de plantas medicinais e ao cancro”, escreve ainda o seu marido.

Daqui que acabe com um pedido: “Em vez de flores, a família pede que qualquer doação seja feita em sua memória para a Olivia Newton-John Foundation Fund (ONJFoundationFund.org)”.

 

‘Grease’, de 1978, catapultou Olivia Newton-John, no papel de Sandy, para a fama, ao contracenar ao lado de  John Travolta, Danny. O filme, uma comédia musical romântica baseada num musical com o mesmo nome de 1971, foi escrito por Bronte Woodard e dirigido por Randal Kleiser na sua estreia no cinema, e deixa uma das cenas mais icónicas cenas do cinema quando o casal, líderes de grupos rivais, se apaixona e cantam ambos aos amigos a relação em “You’re The One That I Want’.

 

Com Observador.pt

Crítica/Cinema. « Joyeuse retraite 2 ». Portugal não merecia (mais) este filme

Depois de um primeiro filme com mais de um milhão de espectadores em 2019, aqui está a segunda tirada de « Joyeuse retraite ».

Michèle Laroque e Thierry Lhermite, interpretam dois « jovens » reformados que vão enfrentar as dificuldades do final da vida ativa e da mudança de hábitos.

Em « Joyeuse retraite 2 », o casal burguês sexagenário aterra em Portugal onde acaba de comprar uma belíssima casa (ou pelo menos é o que pensa), para a oferecer aos seus filhos, e sem dúvida beneficiar também de uma excelente isenção fiscal, como milhares de outros franceses.

Fabrice Bracq, o realizador, achou que a receita da obra anterior era boa e faz o filme anterior de novo. Pega nos mesmos atores e recomeça uma história semelhante mudando simplesmente de cenário, escolhendo Portugal.

Bem-vindos a uma das maiores concentrações de estereótipos sobre Portugal e sobre os reformados, sobre as empregados das obras e sobre tudo aquilo de que temos memória sobre tangas relativas a Portugal. Os clichés não são maus por si só, mas só se aceitam se tiverem como resultado um mínimo de humor. Mas, neste caso, não há quase nada que se aproveite…

Marilou e Philippe (a dupla Laroque-Lhermitte) está muito pouco inspirada e também não inspira nada de especial. Os jovens reformados vão finalmente viver o seu sonho: ir para Portugal. Arrancam com os netos para lhes mostrar a nova casa de férias, só que, quando chegam lá abaixo, a casa ainda está em construção e o encarregado não é propriamente o homem ideal para o trabalho.

 

Quando a família atinge o seu destino depara-se com um estaleiro num pedaço de terra onde vagueiam burros (ai clichê, clichê!). Dessa situação caótica, Fabrice Bracq podia extrair muito divertimento, mas não consegue ir além do esboço de situações sem grande graça, que vai debitando a um ritmo respeitável.

 

Apesar dos muitos acontecimentos por minuto, qualquer aspiração à comédia é travada pela pobreza de uma escrita e de uma encenação que mais parece saída de um anúncio televisivo a um produto de limpeza.

« Joyeuse retraite 2 » mantém orgulhosamente o rumo: um cenário à moda antiga, um humor básico e os eternos estereótipos associados a Portugal. Nada de engraçado sai no contexto do fenómeno da gentrificação, por exemplo. Note-se apenas algumas notas divertidas sobre o conflito geracional. Nada está desgastado para o realizador, tudo é validado sem vergonha.

Gostava de poder a acreditar que Fabrice Bracq terá tentado gozar com o casal, mas rir de uma certa forma de mania da superioridade francesa exigia uma escrita mais contundente.

E Portugal encontrar-se no centro de um filme tão fraquinho, coproduzido por portugueses e com atores portugueses, custa a ver…

« Joyeuse retraite 2 », de Fabrice Bracq, com Michèle Laroque, Thierry Lhermitte, Nicole Ferroni e Rodolfo Ferreira Rebelo.

Artigo de António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS. www.wort.lu/pt/cultura/Jornal.Contacto. 

 

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Acidente no regresso de férias tira vida a Mãe e filha

Uma colisão na manhã de sábado entre dois carros e um camião envolveu uma família portuguesa que regressava a Chaux-de-Fonds, na Suíça, depois de terem passado férias em Portugal.

Elza Nogueira de 56 anos e Joana Santos de 19 (mãe e filha), morreram na sequência do acidente que ocorreu em França, na estrada entre Digoin e Paray-le-Monial, no sentido de Mâcon.

A mãe faleceu no local, e segundo as autoridades, a filha acabou por não resistir aos ferimentos vindo a falecer no hospital horas depois.

Na viatura seguiam Elza, o marido, Joana e ainda um sobrinho do casal. A família era originária do distrito de Aveiro.

Mais de trinta bombeiros foram mobilizados na sequência do sinistro assim como um helicóptero.

 

Informação com BomDia.eu

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