Os árbitros portugueses Eduardo Coelho e Miguel Castilho integram o lote de juízes hoje nomeados pela UEFA para a fase final do Euro2022 de futsal, que decorre entre 19 de janeiro e 06 de fevereiro, nos Países Baixos.
Os dois árbitros portugueses da elite europeia vão estar juntos “pela primeira vez” numa grande competição internacional, na qual Portugal vai defender o título conquistado na edição anterior.
Se Coelho já esteve em três Mundiais e vai para o quinto Campeonato da Europa, Castilho estreia-se em grandes palcos, aos 40 anos.
O Europeu2022 de futsal disputa-se em Amesterdão e Groningen, nos Países Baixos, de 19 de janeiro a 06 de fevereiro, com 16 seleções, em quatro agrupamentos, tendo Portugal sido sorteado no grupo A, juntamente com o organizador, Sérvia e Ucrânia.
Os lusos iniciam o torneio no primeiro dia, frente aos sérvios, seguindo-se os Países Baixos em 23 de janeiro e o derradeiro do grupo com os ucranianos em 28 de janeiro. Os quartos de final jogam-se em 31 de janeiro e 01 de fevereiro, as meias-finais em 04 de fevereiro e a final e o jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares no último dia.
A atriz portuguesa Teresa Mota morreu no sábado, aos 81 anos, em Paris, cidade onde vivia há mais de 60 anos, informou à Rádio Alfa o seu filho Emmanuel Demarcy-Mota, encenador, diretor do Théatre de la Ville de Paris e também presidente da Temporada cruzada França-Portugal, que terá lugar este ano.
A conhecida atriz morreu de cancro e era irmã de João Mota, fundador do teatro A Comuna, em Lisboa.
Teresa Mota foi atriz do Teatro Nacional D. Maria II, foi antifascista e exilada política, e faleceu no sábado em Paris, cidade onde vivia há mais de 60 anos mantendo sempre uma relação muito estreita com o seu país e com Lisboa.
Tinha amigos nesta rádio, designadamente o autor desta triste notícia, Daniel Ribeiro.
Foi o próprio Emmanuel Demarcy-Mota que nos anunciou a morte da mãe, nestes termos:
« Très cher Daniel J’ai la profonde tristesse de t’annoncer que Teresa nous a quitté, elle s’est battu jusqu’au bout, à sa manière avec dignité et courage- Elle m’a beaucoup apporté en poésie et en amour de la vie et du théâtre Je sais qu’elle t’aimait beaucoup elle qui était un vrai feu de poésie Je t’embrasse fort. Emmanuel »
Teresa Mota, que nasceu a 30 de Julho de 1940 em Tomar, destacou-se pelos seus papéis nos filmes Raça (1961), Histórias Simples da Gente Cá do Meu Bairro (1961) e Meus Amigos (1974).
Desenvolveu diversos trabalhos em Paris muito saudados pela crítica francesa. Trabalhou designadamente com o encenador e autor Richard Demarcy, que também já faleceu e com quem foi casada.
Ainda adolescente, protagonizou um dos primeiros programas infantis da televisão portuguesa, As cartas do tio João (e da sua sobrinha Teresinha), em que, juntamente com Gustavo Fontoura, respondia às cartas dos jovens telespectadores, o que a tornou conhecida do público.
Porém, foi em 1961, sob a alçada de Amélia Rey-Colaço, que Teresa Mota, então com 20 anos, viu reconhecida a sua interpretação em Romeu e Julieta, de William Shakespeare, com a qual recebeu o prémio da crítica.
Ainda na década de 1960, já a viver em Paris e juntamente com o então seu marido, o encenador francês Richard Demarcy, fundou o “Naif Theatre”, a companhia teatral na qual, durante mais de 25 anos, foi cocriadora de todos os espetáculos.
Teresa Mota foi também professora agregada da Sorbonne Nouvelle/Paris III, na especialidade de Língua e Teatro.
TERESA MOTA, ACTRIZ. FOTO: GUSTAVO BOM
A Rádio Alfa apresenta a Emmanuel e à enlutada família e amigos as mais sinceras condolências pelo desaparecimento desta nossa amiga e figura intelectual de grande relevo na cultura portuguesa.
Leia mais aqui sobre a família Demarcy-Mota e ouça, também, uma curta declaração de Emmanuel Demarcy-Mota à Rádio Alfa, sobre o pai, que faleceu em 2018, e a sua forte ligação a Portugal:
Funeral/Desmond Tutu: Cinzas do Prémio Nobel da Paz foram depositadas na Catedral de São Jorge. Arcebispo emérito sul-africano foi, com o Presidente e ex-prisioneiro, Nelson Mandela, figura determinante na luta contra o regime sangrento e desumano do « Apartheid »
As cinzas do arcebispo emérito sul-africano Desmond Tutu, que morreu em 26 de dezembro aos 90 anos, foram hoje depositadas na Catedral de São Jorge, na Cidade do Cabo, confirmaram as autoridades religiosas anglicanas.
Numa cerimónia privada que durou 30 minutos e que contou com a presença de cerca de vinte membros da família – incluindo a sua viúva, Nomalizo Leah Tutu – e de vários clérigos, o líder da Igreja Anglicana da África do Sul, Thabo Makgoba, depositou as cinzas de Tutu em frente ao altar principal da catedral.
Seguindo os desejos do próprio Desmond Tutu, que acrescentou à sua luta uma longa lista de causas, incluindo o ativismo climático, o corpo foi cremado no sábado, após o funeral, através de um método chamado aquamação, considerado mais ecológico.
As homenagens ao Nobel da Paz vão prolongar-se nas próximas semanas na África do Sul e em outros países, estando prevista uma cerimónia na Abadia de Westminster, em Londres, cuja data está ainda por confirmar.
Prémio Nobel da Paz em 1984 pela sua luta contra a brutal opressão do ‘apartheid’, Desmond Tutu é considerado uma das figuras-chave da história contemporânea da África do Sul.
A sua carreira foi marcada por uma constante defesa dos direitos humanos, algo que o levou a distanciar-se em numerosas ocasiões da hierarquia eclesiástica para defender abertamente posições como os direitos dos homossexuais ou a eutanásia.
Nos últimos anos, afastou-se da vida pública devido à sua idade avançada e aos problemas de saúde de que sofria, incluindo um cancro da próstata.
Marcelo pede um governo capaz de « refazer esperanças ».
O Presidente da República apelou ontem à noite a que a próxima Assembleia da República “dê voz ao pluralismo de opiniões e de soluções” e que o Governo garanta “previsibilidade para as pessoas e para os seus projetos de vida”.
Na mensagem tradicional de Ano Novo, proferida no Palácio de Belém e transmitida via TV, Marcelo Rebelo de Sousa falou das eleições legislativas de 30 de janeiro para defender que os portugueses terão de “decidir a Assembleia da República e o Governo para os próximos quatro anos, uma Assembleia da República e um Governo com legitimidade renovada”.
Consolidar o combate à pandemia, decidir sobre um governo para quatro anos, capaz de « refazer esperanças e confiança perdidas », usar com « rigor e transparência » os fundos europeus disponíveis, reinventar as vidas « congeladas » pela pandemia e « virar a página » – estes foram em resumo os desejos do Marcelo Rebelo de Sousa para 2022.
O Presidente considerou que os primeiros meses de 2021 foram duros mas salientou: « resistimos, vacinámos, reabrimos escolas, pusemos a economia a arrancar, exportámos, recebemos turistas, ensaiámos começar de novo, tivemos tempo de reeleger por aclamação António Guterres nas Nações Unidas e aprovar na nossa presidência europeia o certificado digital, os fundos para os próximos anos, e a lei do clima. Tudo isto no meio da pandemia, que teimou persistir no final do ano e que nos obriga, serena, mas teimosamente, a testar e a resistir, e a com ela aprender a conviver — com a paciência de quem já viveu quase 900 anos, já teve milhares de crises e ultrapassou-as o melhor que pôde ».
O PR Marcelo diz que há muito a fazer para « recuperar o tempo perdido »:
« O Novo Ano tem mesmo de ser ano novo e vida nova. Num mundo com menos pandemia e mais crescimento, menos pobreza, mais empenho nos desafios do clima, menos egoísmo de povos e estados, mais atenção ao custo imediato da vida, numa Europa com mais convergência e menos esperas, mais construção e menos desigualdade, mais aposta na juventude e menos solidão, sobretudo nos países em rápido envelhecimento ».
Sobre a pandemia disse ser necessário « consolidar o percurso para a sua superação, estamos encaminhados, mas falta o fim dos fins. De janeiro a março será um tempo crucial para que o inverno ajude a fechar um capitulo da nossa história e converta aflições em esperança ».
Quando ás eleições legislativas de 30 de janeiro, o PR deseja que delas sair um governo com « legitimidade renovada », que reflita « o pluralismo de opiniões e soluções. Um governo que possa refazer esperanças e confiança perdidas ou enfraquecidas, e garantir a visibilidade para as pessoas e os seus projetos de vida ».
Defendeu também a ideia de « reaproximar », que é segundo ele « redescrobrir a solidariedade, cuidar dos mais sacrificados pela pandemia, pela insolvência, pelo desemprego, pela paragem da vida, os mais pobres, os mais idosos, os mais doentes, os portadores de deficiência, os desamparados na escola, na busca de profissão ou de casa, na integração numa sociedade diversa feita de emigrantes que partem e regressam e imigrantes que chegam e partem, em particular olhando para as crianças ».
Por fim, disse, cabe « virar a página ». « O ano que findou prometia ser um fim e um recomeço, mas não foi. Esboçou esse recomeço, tarde e timidamente. O ano que hoje iniciamos tem de virar a página, retomemos a caminhada juntos. Eu estou presente mais do que nunca, e conto convosco mais do que nunca », concluiu.
Covid-19: Europa ultrapassou marca de 100 milhões de contágios
Alfa/com Lusa/contagem AFPAtual epicentro da pandemia de covid-19, a Europa ultrapassou a marca de 100 milhões de casos identificados desde a descoberta do novo coronavírus em dezembro de 2019, segundo uma contagem da France-Presse (AFP) feita ontem às 18h45 em Lisboa, uma hora mais tarde em Paris.
O valor representa mais de um terço dos contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2 contabilizados em todo o mundo.
Os 100.074.753 casos identificadas na região europeia (52 países e territórios que vão da costa do Atlântico ao Azerbaijão e Rússia) representam mais de um terço dos 288.279.803 casos detetados em todo o mundo desde o início da pandemia.
Com mais de 4,9 milhões de contágios registados nos últimos sete dias (59% a mais que na semana anterior), a região enfrenta atualmente níveis de contaminação sem precedentes.
Excluindo os países de menor dimensão, os dez países com maior incidência (número de casos nos últimos sete dias por 100.000 habitantes) no mundo são todos europeus, começando pela Dinamarca (incidência de 2.045), Chipre (1.969) e Irlanda (1.964).
Em França, mais de um milhão de casos (1.103.555) foram detetados nos últimos sete dias, ou seja, quase 10% do número total de contágios registados no país desde o início da pandemia.
Entre os 52 países e territórios que compõem a Europa, 17 deles bateram o recorde de casos detetados em uma semana nos últimos dias.
Os valores apresentados pela AFP têm como base os relatórios comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país.
Uma parte importante dos casos menos graves ou assintomáticos continua sem ser detetada apesar da intensificação do rastreamento em muitos países desde o início da pandemia, após a descoberta do vírus no final de 2019.
Além disso, as políticas de rastreamento e de testagem variam de país para país.
A aceleração dos contágios não é, ainda, acompanhada de um aumento das mortes no continente europeu.
Uma média de 3.413 mortes diárias foram registadas na Europa nos últimos sete dias, uma queda de 7% em relação à semana anterior.
No máximo, esse número havia atingido no continente em média 5.735 mortes por dia, em janeiro de 2021.
A população europeia está ligeiramente mais vacinada do que a média mundial.
Cerca de 65% dos europeus estão pelo menos parcialmente vacinados, dos quais 61% têm o esquema vacinal completo, contra 58% e 49% da população mundial, respetivamente, segundo dados compilados pelo portal « Our World in Data ».
França/Covid-19: Máscara obrigatória desde os 6 anos – a partir de segunda-feira. Única exceção: a prática de atividades artísticas ou desportivas.
O uso de máscara será obrigatório desde os 6 anos – até agora era a partir de 11 anos – em diversos lugares públicos: transportes coletivos, gares, aeroportos, estabelecimentos com público, mercados…)
O treinador português era finalista ao prémio atribuído pelo diário uruguaio El País, resultante de votação de um conjunto de jornalistas desportivos daquele continente.
Abel Ferreira, que venceu a Taça Libertadores com o Palmeiras pelo segundo ano consecutivo, era finalista a par de Marcelo Gallardo, treinador do River Plate, que venceu as últimas três edições (2018, 2019 e 2020) e Lionel Scaloni, que liderou a Argentina à conquista da Copa América.
O El País refere que não é feito comum vencer duas Libertados em dez meses, e que Abel venceu com 36 por cento dos votos, contra 33 por cento de Marcelo Gallardo, que este ano foi ´apenas´ vencedor do campeonato argentino. Scaloni recolheu 20 por cento.
O campeão olímpico de triplo salto Pedro Pichardo e a ‘vice’ da mesma disciplina em Tóquio2020 Patrícia Mamona foram eleitos atletas do ano 2021 pelo CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto.
A distinção dos dois atletas de triplo salto celebra o bom desempenho em Tóquio2020, além do resto da temporada, com Pichardo e Mamona a sucederem a outros dois colegas de modalidade, no caso os ciclistas Maria Martins e João Almeida, vencedores em 2020.
Antes de Tóquio2020, a dupla também ‘brilhou’ em Torun, na Polónia, cidade onde ambos se sagraram campeões europeus de pista coberta.
Na classificação feminina, a lançadora do peso Auriol Dongmo recolheu 19 votos, longe dos 45 da vencedora, e a judoca Telma Monteiro 16, ficando em terceiro lugar.
Em masculinos, o canoísta Fernando Pimenta, que também foi às medalhas em Tóquio2020, com um bronze, ficou no segundo lugar, com 18 votos, contra 40 de Pichardo, e o futsalista Ricardinho foi terceiro, com 14 escolhas.
Abaixo do pódio, Teresa Portela (canoagem) foi quarta e Yolanda Sequeira (surf) quinta, em femininos, e João Almeida surgiu em quarto e Pedro Gonçalves (futebol) em quinto, em masculinos.
A eleição foi decidida pelo júri do CNID, que reúne jornalistas e personalidades do desporto, como por exemplo o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP).
O treinador da equipa de futebol Sérgio Conceição foi homenageado com um espaço e uma estátua no Museu do FC Porto e revelou a vontade de reconquistar “a tal hegemonia que se apregoa” no clube.
“É um momento emocionante para mim, porque me vem à cabeça os meus 15 anos, quando ingressei neste clube. Estar no meio de tantas figuras ilustres que fizeram a história deste enormíssimo clube é fabuloso. Mais do que um reconhecimento, é uma inspiração e motivador”, disse à margem da cerimónia.
Sérgio Conceição falou ainda do futuro e da vontade de conquistar mais títulos ao serviço do FC Porto.
“Cheguei depois de um jejum de quatro anos e conseguimos a tal hegemonia que se apregoa no FC Porto, que queremos voltar a ter. Conseguimos outra vez ser muito competitivos, títulos, e agora é continuar. Isto é a partida para mais vitórias e títulos, principalmente”, garantiu ainda.
O técnico portista não poupou também elogios ao presidente Pinto da Costa.
“Tenho ambição de dar continuidade ao que tem sido a história deste clube, principalmente na era do nosso presidente. É o mais titulado e o melhor dirigente de sempre. Não digo isto para ser simpático. A forma como lidera o clube é impressionante. Passei por muitos clubes e sei do que falo. Quero ajudar para que continuemos a ganhar e escrever a história deste clube », concluiu.
O FC Porto inaugurou um espaço dedicado a Sérgio Conceição no Museu do clube e o presidente Pinto da Costa teceu elogios ao técnico da equipa de futebol, que acredita que vai “alcançar um recorde”.
“A confiança no técnico não é para apregoar, tem de se mostrar, dando cobertura ao que ele entender ser o melhor para levar o clube às vitórias. O Sérgio Conceição está na quinta época no FC Porto e vai alcançar um recorde que um dia será imbatível: nunca mais um treinador vai estar tantos anos seguidos no clube, para aí uns dez. Como mais nenhum presidente será capaz de estar 40 anos à frente do clube, até porque as pessoas agora são muito menos malucas”, referiu o dirigente.
Sobre o espaço dedicado ao treinador, Pinto da Costa revelou que é uma homenagem que demonstra “a importância de Sérgio Conceição na vida do FC Porto”.
“Chegou numa altura muito difícil do clube e conseguiu reconquistar títulos, que não ganhávamos há quatro anos. Como se viu ontem [quinta-feira, vitória sobre o Benfica, por 3-1, na I Liga], não há percalço qualquer que seja capaz de fazer tremer a sua determinação e encontra sempre soluções positivas para chegar à vitória. É um anseio que eu tinha há muito tempo”, referiu o presidente na cerimónia de inauguração do novo espaço no Museu.
Pinto da Costa falou ainda dos três treinadores que marcaram o seu percurso enquanto dirigente, e onde encaixa também Sérgio Conceição.
“Há três treinadores que me marcaram profundamente: Dorival Yustrich, José Maria Pedroto e Sérgio Conceição. Foram os treinadores com quem mais identifiquei no futebol e na convivência diária. É uma satisfação saber que o Museu do FC Porto fica mais enriquecido e que o Sérgio fica com a convicção de que todos nós reconhecemos o seu mérito e temos todo o gosto em que ele esteja aqui. E tenho muita satisfação em saber que ainda ficará muito mais tempo », terminou.
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