Netanyahu aceita plano Trump para Gaza com reforma “radical” da Autoridade Palestiniana

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou hoje apoio ao plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para Gaza, mas condicionou-o a mudanças “radicais” na Autoridade Palestiniana (AP).

O plano de 20 pontos de Trump, hoje apresentado na Casa Branca na presença de Netanyahu, contempla para o enclave sob invasão israelita um governo de transição palestiniano sem o Hamas, movimento islamita que protagonizou o ataque de outubro de 2023 contra Israel.

Para Netanyahu, mesmo a AP – mais moderada e que governa na Cisjordânia ocupada – não terá “qualquer papel a desempenhar” em Gaza sem mudanças “radicais”.

Segundo o primeiro-ministro israelita, ao abrigo do plano Israel irá manter « responsabilidade de segurança » em Gaza.

Se o Hamas não aceitar o plano de Trump, Israel irá “levar a tarefa até ao fim” em Gaza, que invadiu na sequência do ataque do Hamas, com o objetivo de erradicar este movimento.

 

Com Agência Lusa.

Jogos Paris2024 custaram 6,6 mil milhões de euros em despesas públicas

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris2024 custaram 6,6 mil milhões de euros em despesas públicas, de acordo com um relatório publicado hoje pelo Tribunal de Contas, que destaca « a ausência de derrapagens » e um impacto económico modesto.

O Tribunal de Contas reviu, assim, em alta a sua estimativa inicial de 5,9 mil milhões de euros, comunicada em junho.

A conta pública atualizada divide-se em 3,02 mil milhões de euros gastos na organização — incluindo 1,44 mil milhões de euros para segurança — e 3,63 mil milhões de euros para infraestruturas.

Em particular, a « primeira avaliação geral » acrescentou despesas do governo local (por exemplo, para desenvolver áreas de celebração), bem como despesas para garantir que o rio Sena pudesse receber as provas de natação em águas abertas e triatlo.

Para efeitos de comparação, em 2023, os documentos orçamentais previam investimentos públicos de 2,44 mil milhões de euros para Paris2024 e em março de 2024 o presidente do Tribunal de Contas, Pierre Moscovici, estimou que custariam entre três e cinco mil milhões de euros em recursos públicos.

Em conferência de impressa, Moscovici destacou hoje “o sucesso inegável dos Jogos”, embora o evento tenha gerado uma “forte mobilização das finanças públicas”, enfatizando “a ausência de derrapagens orçamentais” e de um custo público contido.

Além desta conta pública, deve ser ainda tidas em conta as despesas já conhecidas do Comité Organizador (COJO) de 4,4 mil milhões de euros (e 75 milhões de euros de excedente), contando quase exclusivamente com financiamento privado.

A estes números acresce a Solideo (Empresa de Entrega de Obras Olímpicas), que combina investimentos públicos e privados, com um orçamento total de 4,5 mil milhões de euros.

Em detalhe, porém, o Tribunal de Contas faz questão de sublinhar que, embora os gastos com infraestruturas tenham sido “geralmente geridos de forma adequada”, o processo orçamental da organização foi “particularmente irregular”.

Em relação à receita pública, o relatório fornece uma “estimativa inicial” de 293 milhões de euros referentes exclusivamente à organização, uma vez que “nesta fase, não foi possível identificar qualquer receita orçamental para as infraestruturas”.

Quanto ao impacto económico de Paris2024, o Tribunal de Contas — “dentro dos limites dos dados disponíveis” — considera que o impacto foi “modesto nesta fase” e “relativamente limitado no curto prazo”.

O tribunal afirma ainda que “apesar das incertezas metodológicas significativas, uma comparação com os Jogos Olímpicos de Londres, realizados em 2012, sugere que a edição de 2024 foi menos dispendiosa para as finanças públicas, numa proporção de pelo menos um para dois”.

 

Com Agência Lusa.

LPFP quer aumentar qualidade da Taça da Liga de futebol

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assumiu hoje a intenção de “aumentar a qualidade” da Taça da Liga, cuja ‘final four’ se realiza, pela sexta vez consecutiva, em Leiria no início de janeiro de 2026.

Na apresentação da competição, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, o presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, lembrou que a competição “tem vindo a crescer”, tanto “no desempenho das equipas, quer nas condições do estádio”, e destacou a « grande qualidade de competição e grande competitividade”,

Por isso, afirmou: “Temos a responsabilidade de, no mínimo, manter o nível, mas queremos crescer: a nossa equipa, os nossos parceiros, estamos todos envolvidos em aumentar a qualidade”.

“Estiveram cá [em Leiria] mais de 400 jornalistas e tivemos mais de sete mil notícias sobre o evento, o que prova bem a dimensão e o impacto que este evento tem a nível nacional e a nível mundial”, disse ainda.

A este respeito, o líder da LFPF recordou que pelo estário Magalhães Pessoa “passaram nas últimas edições 60 mil espetadores” e que os jogos foram vistos por “2,5 milhões de telespectadores”.

Reinaldo Teixeira referiu que a fase final da próxima edição da Taça da Liga terá, na programação paralela, a Corrida do Adepto e uma ‘fan zone’, e incluirá medidas para tornar a passagem da competição por Leiria “mais inclusiva”.

“Queremos uma ligação mais próxima com a comunidade local. Este é um evento que tem importância para Leiria, para o país e tem visibilidade importante a nível internacional e o pior que pode haver é as pessoas do local não terem acesso a bilhetes. Queremos potenciar e fortalecer essa ligação com a comunidade local, para que [os leirienses] possam vir ver os três jogos”, prometeu.

Dentro do estádio, uma das novidades será a possibilidade do público consumir bebidas de baixo teor alcoólico, avançou o presidente da Liga.

“Já conversámos com a Câmara Municipal e com a PSP e vamos tentar, em conjunto, tudo fazer para que consigamos ter a venda de produtos como cerveja dentro do estádio, com regras, disciplina, supervisão e acompanhamento”, em bares explorados por associações locais, explicou.

Reinaldo Teixeira avançou ainda que há vários municípios interessados em receber próximas edições da Taça da Liga, não confirmando que a mesma se manterá em Leiria, porque “a intenção é não fazer qualquer compromisso para além de 2027”, ano em que termina o seu mandato.

Disse também não ter havido “qualquer abordagem” para realizar a competição no estrangeiro: “Se o anterior presidente [Pedro Proença] o disse [ser essa uma possibilidade], aconteceu. Mas não tivemos, desde que chegámos [à LPFP] essas abordagens. Mas estaremos abertos para ouvir propostas e, dentro das propostas, decidiremos”.

A próxima Taça da Liga arranca em 29 de outubro, com os jogos dos quartos de final: Sporting-Alverca, FC Porto-Vitória de Guimarães, Benfica-Tondela e Sporting de Braga-Santa Clara.

Os vencedores apuram-se para a ‘final four’ a disputar em Leiria entre os dias 06 e 10 de janeiro de 2026.

 

Com Agência Lusa.

Lufthansa anuncia supressão de 4.000 postos de trabalho até 2030

A Lufthansa, o maior grupo aéreo europeu, anunciou hoje a eliminação de 4.000 postos de trabalho até 2030, principalmente na Alemanha, no âmbito de um plano destinado a reforçar a rentabilidade.

A redução de pessoal, a maior desde a pandemia da Covid-19, será feita « em concertação com os parceiros sociais » e « o foco será colocado nos cargos administrativos, em vez das funções operacionais », precisou a empresa alemã num comunicado publicado durante o dia do investidor do grupo.

O Grupo Lufthansa manifestou no início do mês a intenção de analisar « cuidadosamente » o caderno de encargos da reprivatização da TAP, considerando na altura ser « o melhor parceiro » para a companhia aérea portuguesa « e para Portugal ».

A Lufthansa destacou a ligação histórica à TAP através da Star Alliance e o investimento em novas instalações de manutenção perto do Porto.

« Aguardamos com interesse a entrada no processo para avaliar os requisitos definidos pelo Governo e a viabilidade comercial de um eventual investimento », respondeu o grupo alemão quando questionado pela Lusa sobre a aprovação do caderno de encargos e calendário do processo de reprivatização da companhia aérea portuguesa.

 

Com Agência Lusa.

Air France-KLM. Ben Smith admitiu a possibilidade de instalar uma unidade de manutenção

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O presidente executivo da Air France-KLM, Ben Smith, admitiu a possibilidade de instalar uma unidade de manutenção (“MRO”) ou reforçar a operação da Transavia em aeroportos secundários como o Porto.

Questionado sobre se faz parte dos planos investir numa fábrica de manutenção em Portugal, como a Lufthansa Technik, durante uma apresentação a jornalistas o responsável começou por lembrar que enquanto companhia aérea já investem em diferentes instalações de manutenção em “vários lugares do mundo”, como em Marrocos e na Florida, nos EUA.

“Por isso, abrir uma instalação de manutenção em Portugal pode ser uma opção”, admitiu, lembrando que a frota da Air France-KLM inclui aviões similares aos da TAP.

Ben Smith destacou ainda que “o ambiente de custos e de mão-de-obra qualificada em Portugal é muito atrativo”, e abriu a porta ao reforço das operações em outras bases no país, dando como exemplo a Transavia – que também pertence ao grupo – no Porto.

“Não é uma fábrica, mas isso não é o nosso negócio”, apontou.

O investimento no desenvolvimento de combustível sustentável de aviação(SAF) também está na lista de investimentos diretos do grupo em Portugal, estando à procura de um parceiro.

O gestor também abordou a questão da infraestrutura aeroportuária em Lisboa, reconhecendo limitações de capacidade, mas afirmando que “existem formas de aumentar a eficiência sem construir de raiz um novo aeroporto”, como através da operação com aviões de maior dimensão.

A par com a Air France-KLM, a Lufthansa e a IAG, dona da Ibéria e British Airways, já manifestaram interesse na privatização da TAP que prevê alienar até 44,9% do capital da companhia aérea.

O caderno de encargos prevê ainda que 5% do capital ficará reservado aos trabalhadores, conforme a Lei das Privatizações, e o futuro comprador terá direito de preferência sobre a fatia não subscrita.

Fundado em 2004, o grupo Air France-KLM resultou de uma fusão entre as companhias francesa e neerlandesa, mantendo centros de decisão em Paris e Amesterdão.

 

Air France-KLM admite flexibilidade mas se investir quer controlo na gestão:

O presidente executivo da Air France-KLM, Ben Smith, admitiu que o grupo poderá considerar uma entrada minoritária no capital da TAP, mas alertou que qualquer investimento só faz sentido se houver garantias de controlo da gestão comercial da companhia portuguesa.

Em resposta a jornalistas, durante uma apresentação em Amesterdão, Ben Smith, que participou remotamente, explicou que o “interesse não é apenas financeiro”, mas sim estratégico.

“O mais importante para nós é termos capacidade de tomar decisões comerciais. Se não pudermos gerir comercialmente na TAP, o interesse é muito limitado”, disse, acrescentando que “normalmente isso exige 51%, 60% ou 70% do capital”.

O CEO reconheceu, no entanto, que existem modelos alternativos que permitem obter sinergias e benefícios financeiros sem controlo total, como no caso da Delta com participações de 49% na Virgin e na Aeroméxico.

“Estamos abertos a estruturas diferentes, mas precisamos de estar confortáveis de que conseguimos as sinergias adequadas e que a TAP pode competir melhor no mercado”, sublinhou.

Questionado sobre o eventual desejo do Governo português em manter a maioria do capital, Ben Smith respondeu que existem formas de “aliviar preocupações”, como compromissos de proteção da marca e dos empregos, semelhantes aos aplicados no caso da KLM, em 2004.

Durante a apresentação, no âmbito da visita aos centros de operação da KLM nos Países Baixos, Bem Smith lembrou que esta já é a terceira vez que olham para a compra da TAP, devido aos recuos que tem sofrido com as consecutivas quedas de Governo, e prometeu uma decisão “a curto prazo”.

“Continuamos muito interessados em TAP”, mas “não decidimos internamente se vamos fazer uma oferta formal. Temos que ter certeza de que estamos numa posição certa para avançar”, explicou.

Fundado em 2004, o grupo Air France-KLM resultou de uma fusão entre as companhias francesa e neerlandesa, mantendo centros de decisão em Paris e Amesterdão.

Na semana passada, a Parpública, gestora das participações estatais, informou que os interessados na compra de até 44,9% do capital da TAP devem enviar a sua declaração de interesse por e-mail até às 16:59 de 22 de novembro.

O caderno de encargos prevê também que 5% do capital ficará reservado aos trabalhadores, conforme a Lei das Privatizações, e o futuro comprador terá direito de preferência sobre a fatia não subscrita.

Atualmente, o Estado francês detém uma fatia de 28% do capital e o Estado neerlandês 9,1%. Seguem-se os grupos CMA e China Eastern Airlines com 8,8% e 4,6, respetivamente.

Os trabalhadores também estão representados no capital, com 3,1%, e a Delta Air Lines, parceira do grupo para voos para os EUA, 2,8%.

O grupo tem ligações para 320 destinos e 90 países e emprega cerca de 78 mil pessoas a nível global, de acordo com dados de 2024.

 

*** A Lusa viajou a convite da Air France-KLM ***

 

Com Agência Lusa.

« PASSAGE À NIVEAU » – 28 Setembro de 2025

Passagem de Nível, magazine de informação na Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.

Ou aqui:

 

Passagem de Nível – Domingo 28 Setembro de 2025. Os destaques

Rússia nega intenção de atacar NATO mas promete « resposta decisiva » a ataques

O chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou hoje na ONU que Moscovo não pretende atacar qualquer país da NATO, mas avisou que qualquer agressão contra o país terá uma “resposta decisiva”.

“Cada vez mais são feitas ameaças de uso de força contra a Rússia. A Rússia é acusada de quase planear atacar os países da NATO e da União Europeia. O Presidente Vladimir Putin tem refutado repetidamente estas provocações”, declarou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, intervindo no debate geral da 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A Rússia, sublinhou, “nunca teve nem tem essas intenções, mas qualquer agressão contra o país terá uma resposta decisiva” e “não deve haver dúvidas sobre isto entre os países da NATO e da UE”.

Lavrov acusou os países ocidentais de “dizer aos seus eleitores que a guerra com a Rússia é inevitável e a forçá-los a apertar o cinto”, enquanto “falam abertamente sobre ataques a territórios russos”.

Sobre o conflito na Ucrânia, em curso desde a invasão russa em fevereiro de 2022, Moscovo está “pronto para discutir garantias de segurança” para Kiev, declarou.

“Como o Presidente Putin tem enfatizado repetidamente, a Rússia continua aberta a negociações para eliminar as causas do conflito”, repetiu o governante russo.

Mas, criticou, “até agora, nem Kiev nem os seus patrocinadores europeus parecem ter consciência da gravidade da situação ou estar dispostos a negociar honestamente”.

O ministro russo denunciou que a NATO “continua a expandir-se até às fronteiras” russas, “contrariando garantias dadas a líderes soviéticos de que não avançaria nem um centímetro para leste”.

Sobre as negociações, manifestou esperança na mediação norte-americana, liderada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Temos alguma esperança no diálogo Rússia-EUA, especialmente depois da cimeira no Alasca (em agosto, entre os presidentes Trump e Putin)”, disse Lavrov, adiantando que Moscovo vê na administração norte-americana “um desejo de contribuir para resolver a crise de forma realista mas também de desenvolver uma cooperação pragmática sem uma posição ideológica”.

O oposto do que o Kremlin (presidência russa) identifica na Europa, que acusou de estar “obcecada em impor uma derrota estratégica contra a Rússia”.

O chefe da diplomacia russa criticou ainda a postura ocidental em relação à Ucrânia, a quem “é permitido tudo, incluindo ataques terroristas, tortura, execuções extrajudiciais e sabotagem de centrais nucleares”.

 

Com Agência Lusa.