Operação Marquês: Primeira manhã marcada por avisos da juiza contra manobras dilatórias

A primeira manhã de julgamento do processo Operação Marquês ficou marcada por sucessivos requerimentos e pedidos de nulidade pela defesa de José Sócrates, continuamente rejeitados pela juíza presidente, que advertiu contra manobras dilatórias.

Pedro Delille, advogado de Sócrates, apresentou sucessivos requerimentos com o objetivo de objetar ao andamento do processo, todos rejeitados pela juíza presidente do coletivo, sendo que a cada rejeição se seguia uma alegação de nulidade dessa decisão por parte do advogado.

Delille recuperou na sessão inicial algumas das objeções já apresentadas pela defesa ao longo do processo, o que levou a juíza a recordar que algumas matérias já tinham sido objeto de decisão anterior e que não impediria o andamento do processo.

O advogado do ex-primeiro ministro chegou a alegar a nulidade da interrupção feita pela juíza enquanto apresentava um requerimento.

“Isso significa que posso fazer os requerimentos que entendo no momento que entendo”, criticou o advogado.

A juíza Susana Seca pediu que o requerimento fosse apresentado por escrito, para ser decidido mais tarde, o que levou Pedro Delille a informar que alegaria a nulidade da decisão de não decidir imediatamente.

Perante os sucessivos requerimentos e invocação de nulidades a juíza Susana Seca recordou que a lei prevê penalizações para o recurso a manobras dilatórias no decurso do julgamento e lembrou os deveres a que os arguidos estão vinculados.

« O tribunal não pode compactuar com condutas processuais que pretendem entorpecer o andamento do julgamento », disse a juíza.

À saída da sessão da manhã, José Sócrates defendeu a ação do seu advogado em tribunal, frisando que tem direito à sua defesa, considerando ainda que a recusa em suspender o julgamento demonstra a “completa parcialidade” da juíza Susana Seca.

O julgamento do processo Operação Marquês arrancou 11 anos após a detenção de José Sócrates no aeroporto de Lisboa, leva a tribunal o ex-primeiro-ministro e mais 20 arguidos e conta com mais de 650 testemunhas.

Estão em causa 117 crimes, incluindo corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, pelos quais serão julgados os 21 arguidos neste processo. Para já, estão marcadas 53 sessões que se estendem até ao final deste ano, devendo no futuro ser feita a marcação das seguintes e, durante este julgamento serão ouvidas 225 testemunhas chamadas pelo Ministério Público e cerca de 20 chamadas pela defesa de cada um dos 21 arguidos.

 

Com Agência Lusa.

Portugal registou 69 mortes em excesso durante alerta de calor – DGS

Portugal continental registou 69 óbitos em excesso durante o período de alerta de calor, iniciado em 28 de junho, maioritariamente entre pessoas com 85 ou mais anos, revelam dados preliminares da Direção-Geral da Saúde avançados hoje à Lusa.

“Durante o período de alerta de tempo quente que teve início a 28 de junho de 2025 foi detetado um excesso de mortalidade, observando-se 69 óbitos em excesso em Portugal Continental”, indicou a DGS.

De acordo com o índice Ícaro (que estima o impacto das temperaturas do ar na mortalidade) de 2 de julho de 2025, a autoridade de saúde alerta ser “previsível que se mantenha um impacto significativo do calor sobre a mortalidade nos próximos três dias, podendo motivar uma revisão em alta do excesso de mortalidade”.

A DGS salienta que o calor extremo é um fenómeno conhecido por ter potencial impacto negativo na saúde, como consequência de desidratação e/ou de descompensação de doenças crónicas, entre outros fatores.

Antevendo a onda de calor que viria a registar-se, a Direção-Geral de Saúde, de acordo com as informações mais atualizadas do IPMA e dos restantes parceiros, emitiu a 25 de junho de 2025, nas suas diferentes plataformas, várias recomendações à população de proteção contra o calor.

A DGS refere que irá manter uma monitorização regular da situação, atualizando a informação sempre que necessário.

Cerca de um terço das estações meteorológicas de Portugal continental ultrapassaram ou igualaram, no fim de semana, os seus anteriores máximos históricos de temperatura máxima para o mês de junho, segundo o IPMA.

No domingo, foi atingido em Mora, Évora, um novo extremo absoluto para o mês de junho em Portugal continental, com a estação meteorológica a marcar 46,6 graus celsius (ºC).

As 31 estações, de um total de 90, em que foram alcançados ou ultrapassados máximos foram, além de Mora, Alvega com 46ºC (último máximo era de 45,4ºC), seguido de Alvalade, Coruche, Tomar, Pegões, Avis, Mértola, Santarém, Amareleja, Reguengos, Beja, Proença a Nova, Zebreira, Alcoutim, Estremoz, nelas, Chaves, Cabeceira de Bastos, Moimenta da Beira, Arouca, cabril, Zambujeira, Vila Real, Viseu, Pampilhosa da Serra, Vinhais, Lamas de Mouro, Foía e Montalegre, que alcançou os 34,4ºC (anterior máximo tinha sido de 34ºC em 20 de junho de 2003.

Na estação de Portalegre foi também ultrapassado, no domingo, o anterior máximo absoluto da temperatura mínima do ar, em junho, com 31,5ºC.

De acordo com os dados do IPMA, ainda no domingo, cerca de 82% das estações meteorológicas registaram valores de temperatura máxima do ar superiores a 35°C e cerca de 37% das estações meteorológicas alcançaram valores de temperatura máxima do ar superiores a 40°C.

O dia 29 foi o mais quente do mês com um valor médio de temperatura máxima de 38,5°C (desvio em relação à média mensal de +11,8°C) e um valor médio de temperatura mínima de 28,7°C (desvio em relação à média mensal de +8,4°C).

 

Com Agência Lusa.

Diogo Jota morre em acidente de viação em Espanha

O futebolista português Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão, de 26, morreram esta madrugada num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha.

Segundo informações da investigação à EFE, os dois futebolistas morreram na sequência de um despiste do carro na autoestrada Rias Baja, no sentido de Benavente, por motivos desconhecidos, cerca das 00:40 horas locais.

De acordo com as mesmas fontes, o carro, um Lamborghini, poderá ter tido um rebentamento de um pneu durante uma ultrapassagem, o que o fez sair da estrada e incendiar-se.

O incêndio que daí resultou, que alastrou à vegetação envolvente, foi apagado pelos bombeiros, com a Guarda Civil e os serviços de emergência médica a puderem apenas confirmar a morte dos dois futebolistas.

Diogo Jota era jogador do Liverpool, emblema que representava há cinco épocas e no qual brilhou, especialmente na segunda época, ainda com o alemão Jürgen Kloop, com 55 jogos e 21 golos marcados.

O avançado, que fez parte do trio ofensivo com Mo Salah, em outras épocas também com Roberto Firmino e Sadio Mane, esteve na conquista de uma Liga inglesa, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma Supertaça.

Na carreira, o jogador, que fez a formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, representou também por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, e que o voltou a ceder ao Wolverhampton, no qual acabou por assinar e jogar durante três épocas.

Na seleção, o futebolista, que tinha apetência para o golo, acabou também por ser referência, nem sempre a titular, mas com 49 internacionalizações e duas Ligas das Nações no currículo.

Do acidente em Espanha resultou também a morte de André Silva, irmão de Diogo Jota, extremo que representava o Penafiel, da II Liga de futebol.

 

Com Agência Lusa.

 

Presidente da República lamenta morte « trágica e prematura »:

O Presidente da República lamentou hoje a morte « trágica e prematura » do futebolista português Diogo Jota e do seu irmão André Silva, também jogador de futebol, considerando que é « uma perda que a todos os portugueses consternou ».

Numa mensagem de pesar publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa « lamenta profundamente a morte trágica e prematura do jogador de futebol Diogo Jota e do seu irmão André Silva ».

O Presidente da República « apresenta as mais sentidas condolências à sua família, amigos e colegas de profissão, por uma perda que a todos os portugueses consternou ».

 

Primeiro-ministro lamenta morte “inesperada e trágica” e diz que é « um dia triste”:

O primeiro-ministro lamentou a morte “inesperada e trágica” do futebolista Diogo Jota, num acidente de viação, considerando que hoje é “um dia triste para o futebol e para o desporto nacional e internacional”.

“A notícia da morte de Diogo Jota, um atleta que muito honrou o nome de Portugal, e do seu irmão é inesperada e trágica. Deixo aos familiares as mais sentidas condolências. É um dia triste para o futebol e para o desporto nacional e internacional”, escreveu Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.

 

Cristiano Ronaldo diz que “não faz sentido”:

Cristiano Ronaldo, capitão de seleção portuguesa de futebol, afirmou hoje que a morte de Diogo Jota, aos 28 anos, “não faz sentido”, lembrando que ainda há pouco tempo estavam juntos ao serviço de Portugal.

“Não faz sentido. Ainda agora estávamos juntos na seleção, ainda agora tinhas casado”, referiu Ronaldo, numa mensagem nas redes sociais, depois de ambos terem estado presentes em junho na ‘final four’ da Liga das Nações, na Alemanha, que Portugal conquistou.

Na seleção portuguesa, Diogo Jota, que casou recentemente com a mãe dos seus três filhos, somou 49 internacionalizações, tendo conquistado duas Ligas das Nações.

Ronaldo endereçou depois os sentimentos à família de Diogo Jota e do seu irmão André Silva.

“À tua família, à tua mulher e aos teus filhos, envio os meus sentimentos e desejo-lhes toda a força do mundo. Sei que estarás sempre com eles. Descansem em Paz, Diogo e André. Vamos todos sentir a vossa falta”, concluiu o internacional luso, que alinha nos sauditas do Al Nassr.

Diogo Jota era jogador do Liverpool, emblema que representava há cinco épocas, no qual se sagrou campeão da Liga inglesa na última temporada.

 

Futebol português devastado com morte de Diogo Jota e irmão – Pedro Proença:

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, disse que tudo o futebol português está “devastado” com a morte hoje do internacional luso Diogo Jota e do seu irmão André Silva num acidente em Espanha.

“Muito mais do que o fantástico jogador, com quase 50 internacionalizações pela seleção nacional A, Diogo Jota era uma extraordinária pessoa, respeitado por todos os colegas e adversários, alguém com uma alegria contagiante e referência na própria comunidade”, referiu o dirigente.

Pedro Proença expressou condolências à família e amigos de Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 26 e que também era futebolista, bem como aos clubes que ambos representavam, o Liverpool e o Penafiel, respetivamente.

“Perdemos dois campeões. O desaparecimento de Diogo e de André Silva representam perdas irreparáveis para o Futebol Português e tudo faremos para, diariamente, honrar o seu legado”, sublinhou Pedro Proença.

O dirigente máximo do futebol luso acrescentou que a FPF já solicitou à UEFA para que se respeite hoje um minuto de silêncio a anteceder o jogo entre Portugal e Espanha, na jornada inaugural do Europeu feminino de futebol.

 

Imigrantes « em pânico » com alterações legislativas em Portugal

As alterações às leis da nacionalidade e de estrangeiros que vão ser discutidas no parlamento na sexta-feira estão a gerar “pânico” nas comunidades do subcontinente indiano, com muitos a queixarem-se de já não serem desejados.

“Se compararmos com outros países europeus, Portugal não tem os mesmos salários, aqui são mais baixos, mas as pessoas optavam por ficar aqui porque sentiam segurança, poderiam trazer a sua família, construir aqui vida e obter a cidadania, mas agora parece que nada disto vai acontecer”, disse à Lusa o presidente da Casa da Índia, Shiv Kumar Singh.

O dirigente associativo é um dos cinco representantes das comunidades imigrantes no Conselho Nacional para as Migrações e Asilo (CNMA), órgão que não foi avisado pelo Governo das propostas de lei, as primeiras iniciativas legais apresentadas pelo governo, que alargam os prazos para a obtenção da nacionalidade, admitem a retirada da cidadania a naturalizados e impõem limites ao reagrupamento familiar.

“Os cinco conselheiros foram eleitos democraticamente e o Governo ignorou-nos”, lamentou Shiv Kumar Singh, que se queixa do discurso em torno da regulação das entradas em vez de medidas de integração.

Para o dirigente da Casa da Índia, “a comunidade [indiana] concorda que deve existir respeito pela lei e que a lei deve ser a favor de todos. Mudar estas regras é estar a criar pânico entre as pessoas, que tinham planos, queriam ficar cá e agora não se sentem desejadas” pelo Governo português.

“Estamos a favor de uma imigração regulada e organizada, mas, a nosso ver, estas medidas são unilaterais e não ajudam o país” disse, acusando o executivo de criar regras discricionárias, ao definir prazos diferentes de residência para o acesso à nacionalidade portuguesa (sete anos para de autorização de residência para quem é lusófono e dez anos para os restantes).

Shiv Kumar Singh disse que “o governo fala que tem uma linha humanista, mas criou classes entre seres humanos”.

O alargamento dos prazos para o requerimento de nacionalidade é uma das principais queixas, já que a atual lei permite o acesso a quem tenha cumprido cinco anos após o pedido de autorização de residência.

Alam Kazoi, dirigente da Comunidade do Bangladesh do Porto, afirmou que « as pessoas estão preocupadas com este regresso ao passado”, numa referência ao facto de as propostas do governo remontarem a prazos de 2007.

“Os imigrantes pensavam que conseguiriam ter a nacionalidade com menos tempo e muitos vieram para cá, mesmo sabendo que Portugal paga mal”, recordou o dirigente.

E o pedido de nacionalidade, em muitos casos, nada tem a ver com o desejo de sair de Portugal, mas porque a “burocracia para quem é imigrante é impossível”.

“As pessoas estão preocupadas, porque nada funciona, não há renovações de vistos, não há resposta da AIMA [Agência para a Integração, Migrações e Asilo] e conseguir a nacionalidade era acabar com uma burocracia”, porque “é possível renovar um cartão de cidadão em poucos dias”.

Hoje, “muitos estão presos em Portugal e não conseguem ir a casa ver a família, porque os documentos estão caducados”, devido à falta de resposta da AIMA, acusou Kazoi.

O governo português tem prolongado administrativamente a validade dos documentos dos imigrantes, mas essa decisão nem sempre é aceite pelas autoridades de outros países.

A estes problemas soma-se a proposta de introdução de um novo prazo para o reagrupamento familiar por parte do Governo, que quer exigir um período mínimo de dois anos com autorização de residência para poder requerer a vinda de familiares para Portugal.

Apesar das promessas, há dois anos que a AIMA não abre vagas para reagrupamento familiar e por isso, a maioria dos imigrantes é do sexo masculino e está em Portugal sem família, criando problemas de integração e inclusão social.

“As pessoas vieram para cá, estavam à espera de uma coisa e depois fazem isto. Parece que não gostam dos imigrantes”, desabafou o dirigente da comunidade do Bangladesh.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Tribuna Desportiva – 30 Junho 2025

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira hora:

 

Segunda hora:

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Tribuna Desportiva de 30 de junho de 2025 — em estúdio os antigos jogadores brasileiros, Valdo e Wellington Dantas (Tom da Bahia) e Steven Augusto, jornalista Flashscore.

Onda de calor: 40,1°C em Avignon, 39,8°C em Istres… Recordes mensais de temperatura batidos

No total, 16 departamentos estão em alerta vermelho, onda de calor esta terça-feira e 68 continuam em alerta laranja, com temperaturas que podem ultrapassar os 40°C em toda a França.

 

A Météo-France colocou 16 departamentos em alerta vermelho, onda de calor, esta terça-feira, 1 de julho.

Val-d’Oise, Yvelines, Paris, Seine-Saint-Denis, Val-de-Marne, Hauts-de-Seine, Seine-et-Marne, Essonne, Aude, Yonne, Loiret, Loir-et-Cher, Cher, Indre-et-Loire, Indre e Vienne foram colocados em alerta máximo.

 

O alerta laranja continua em vigor em 68 departamentos para esta terça-feira.

Uma onda de calor de intensidade abrasadora está a afetar quase todo o país: terça-feira e a noite de terça para quarta-feira serão particularmente intensas na bacia de Paris, especifica a agência meteorológica. O último alerta vermelho de onda de calor foi emitido em agosto de 2023.

 

Com BFMTV

José Vieira estreia em França documentário sobre o historiador Jean Loup Passek

O historiador e programador Jean Loup Passek, “português de coração”, é homenageado na terça-feira no festival de cinema La Rochelle, França, com um documentário assinado pelo realizador português José Vieira.

“O Homem do Cinema”, que tem estreia mundial na terça-feira, “presta tributo a uma personalidade que deixou marca indelével na história da sétima arte e que encontrou em Portugal a sua segunda pátria”, refere a produtora Fora de Campo Filmes em nota de imprensa.

O documentário é exibido no festival que Jean Loup Passek cofundou e dirigiu entre 1973 e 2001 e remete para o Museu de Cinema de Melgaço (Viana do Castelo), do qual foi grande impulsionador, assente numa doação do espólio cinematográfico pessoal.

Em “O Homem do Cinema”, José Vieira “resgata a memória de Passek – crítico, programador, editor e promotor cultural –, cujo espólio inclui mais de cem mil fotografias, milhares de cartazes, livros raros e equipamentos únicos do pré-cinema”.

O Museu de Cinema Jean Loup Passek foi inaugurado em 2005 – cumpre agora duas décadas – na zona histórica de Melgaço e acolhe o espólio colecionado pelo historiador e programador ao longo da vida, nomeadamente cartazes, fotografias, objetos e aparelhos do tempo do cinema mudo.

Em Melgaço, Jean Loup Passek dá ainda o nome aos prémios do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, organizado pela Associação Ao Norte e pela autarquia.

Jean Loup Passek morreu em dezembro de 2016, aos 80 anos, meses depois de ter recebido uma medalha de mérito cultural do Governo português e de ter sido homenageado com o título honorífico de Cidadão de Honra de Melgaço.

De acordo com o festival de Melgaço, foi nos anos 1970, quando fazia um documentário sobre emigração, que Jean-Loup Passek entrou em contacto com a comunidade portuguesa em França, nomeadamente dois habitantes do concelho de Melgaço “com quem viria a estabelecer laços de profunda amizade”.

“O Homem do Cinema”, produzido pela Fora de Campo Filmes, junta-se a uma filmografia de José Vieira dedicada à emigração, em particular a portuguesa em França, onde o realizador vive desde os anos 1960.

Oriundo da vila de Oliveira de Frades (Viseu), José Vieira chegou ao bairro de lata de Massy, nos arredores de Paris, em 1965, e aí ficou cinco anos. Voltaria a reencontrar o mesmo tipo de barracas no mesmo local, quase meio século depois, ocupadas por imigrantes romenos, quando filmou « Souvenirs d’un Futur Radieux » (2014).

É autor, entre outros, de « Weekend en Tosmanie » (1985), « Drôle de Mai » (2008), « Le pays où on ne revient jamais »(2005), « A Primavera do Exílio » (2011), “O pão que o diabo amassou” (2012) e « A ilha dos ausentes » (2016).

Na programação do Festival La Rochelle, que termina no sábado, foram ainda incluídos os filmes “On Falling”, de Laura Carreira, e “O riso e a faca”, de Pedro Pinho.

 

Com Agência Lusa.

Casais franceses são os que mais discutem sobre dinheiro, revela estudo europeu

Estudo europeu revela que os franceses lideram nas discussões conjugais sobre dinheiro e mostram grande relutância em partilhar a sua situação financeira com o parceiro.

Um estudo, realizado pelo banco móvel europeu Bunq e publicado pelo jornal Le Parisien, revelou que os casais franceses são os que mais discutem entre si sobre dinheiro e também os menos transparentes quando se trata de questões financeiras dentro da relação. O inquérito, conduzido junto de casais em vários países europeus, expõe diferenças significativas de comportamento e confiança no seio da vida conjugal.

De acordo com o estudo, 42% dos franceses em casal consideram perfeitamente aceitável não revelar todos os detalhes da sua situação financeira ao parceiro ou parceira. Este é o valor mais elevado entre todos os países europeus analisados, seguido pela Turquia (38%) e pelo Reino Unido (37%). Em contraste, os holandeses revelam ser os mais abertos, com apenas 13% a admitir tal comportamento.

Além disso, 14% dos franceses dizem que o seu companheiro ou companheira desconhece por completo a sua situação financeira ou as suas poupanças, enquanto 13% confessam esconder o valor real de determinadas compras.

O estudo mostra ainda que a falta de transparência é mais comum entre os mais jovens: 56% dos inquiridos entre os 18 e os 24 anos consideram legítimo esconder informações financeiras do parceiro, comparando com apenas 33% entre os maiores de 55 anos.

As diferenças também se fazem notar entre géneros. Cerca de 45% das mulheres admitem ocultar o valor do seu salário, face a 40% dos homens. Quando se trata de esconder o preço de uma compra, 16% das mulheres já o fizeram, comparado com 10% dos homens.

Embora apenas 13% dos casais franceses admitam mentir de forma direta sobre dinheiro — abaixo da média europeia (19%) —, o tema financeiro continua a gerar fricção. Segundo o estudo, os franceses são os casais europeus que mais discutem sobre dinheiro, ainda que outros assuntos, como as tarefas domésticas, também estejam entre as principais fontes de conflito conjugal.

A gestão do dinheiro continua a ser uma questão delicada na vida a dois. O estudo sugere que, em muitos casos, a opção por manter contas separadas ou não partilhar todos os rendimentos pode refletir mais um desejo de autonomia do que necessariamente uma falta de confiança.

Contudo, especialistas alertam que a ausência de diálogo sobre finanças pode levar a mal-entendidos e tensões acumuladas, sobretudo quando surgem decisões importantes como investimentos, dívidas ou grandes compras.

A vida a dois nem sempre é feita de total transparência — sobretudo quando se trata de dinheiro. Em França, o tema continua a ser motivo de reserva, especialmente entre os mais jovens e entre as mulheres. Embora a maioria não esconda informação relevante, o estudo sugere que o equilíbrio entre independência e partilha financeira ainda está longe de ser alcançado.

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