Amália Rodrigues: “Quando convinha, eu era comunista, quando não convinha eu era fascista”

Amália Rodrigues: “Quando convinha, eu era comunista, quando não convinha eu era fascista” – título do jornal Público.

É o título do dia quando se celebra o centenário do nascimento da maior fadista de sempre, emblema de Portugal.

« Enviou uma carta elogiosa a Salazar e escreveu-lhe até um poema quando o ditador estava doente. Mas cantou opositores do regime e deu muito dinheiro a presos políticos, grevistas e, por essa via, ao PCP. Foi esta Amália, dual e indomável, que o jornalista Miguel Carvalho foi encontrar, fixando-a no livro Amália — Ditadura e Revolução. », lê-se no Público de hoje.

Eis o resumo do Livro, pela FNAC:

Chamaram-lhe “cantora do regime”. Acusada de servir a ditadura e colaborar com a polícia política (PIDE), foi perseguida e ostracizada após 25 de Abril de 1974, reconquistando depois a unanimidade enquanto voz de Portugal no Mundo.

Esta é a história secreta da vida de Amália Rodrigues. Como se relacionou com o Estado Novo e sobreviveu à admiração por Salazar? Como enfrentou a pobreza, seduziu a aristocracia e os intelectuais? Como ajudou presos políticos, cantou poetas proibidos, colaborou com antifascistas e financiou clandestinamente a oposição e o PCP? Como sobreviveu aos boatos, ataques e tentativas de silenciamento no pós-revolução? Como é que os políticos, os músicos, os poetas, a ditadura e a democracia lidaram com a maior cantora portuguesa de sempre?

« Amália – Ditadura e Revolução » (a história secreta) é uma investigação jornalística que atravessa dois regimes, vários continentes e reúne perto de uma centena de entrevistas e depoimentos exclusivos, gravações inéditas da fadista e de personalidades que com ela conviveram, milhares de páginas de documentos nunca revelados, além de cartas e fotografias desconhecidas da cantora.

Governo cria marca para dar visibilidade ao ‘investidor da diáspora’ em Portugal 

Governo cria marca para dar visibilidade ao ‘investidor da diáspora’ em Portugal

Alfa/Lusa

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje que a criação da marca ‘investidor da diáspora’ e o ‘estatuto do investidor’ são importantes para “dar visibilidade” e apoiar os emigrantes portugueses que apostam no seu país de origem.

“Temos duas novidades importantes, uma para dar visibilidade ao investimento que já existe [marca ‘investidor da diáspora’] e outra para dar mais incentivo a novos investimentos [‘estatuto do investidor’]”, explicou Berta Nunes.

A governante falava após a assinatura de protocolos relativos à criação de Gabinetes de Apoio aos Emigrantes (GAE) do Alto Tâmega e Barroso, que decorreu em Montalegre, no distrito de Vila Real.

Para Berta Nunes, é importante “dar visibilidade” aos investimentos já existentes através da marca ‘investidor da diáspora’.

“Quando às vezes passamos num investimento da diáspora, não sabemos que aquela pessoa é um emigrante que trabalhou muitos anos e depois investiu na economia local”, realçou.

O objetivo é também que a opinião pública em Portugal perceba que o emigrante não se limita a enviar remessas para o seu país de origem, mas que também investe, acrescentou.

Será também criado o estatuto de ‘investidor da diáspora’ que permita aos emigrantes beneficiarem de apoios ao investimento.

“Estamos a trabalhar com o Ministério da Coesão [Territorial] e com a secretaria de Estado da Valorização do Interior para poder haver avisos dedicados a investidores da diáspora, poder haver majorações nas candidaturas para o investidor da diáspora, que é outra forma de atrairmos os nossos investidores, e não só incentivar a investir, mas dar um apoio adicional, pelo seu esforço, que bem merecem”, sublinhou.

Berta Nunes lembrou ainda que a pandemia de covid-19 pode ser também uma “oportunidade” para alguns emigrantes que estão “em situações mais complicadas” e até “já tinham a ideia de voltar a Portugal”.

“Em alguns diálogos que temos tido com as comunidades, num deles foi-nos dito que há um pouco esse sentimento, e uma das expressões que utilizaram é que crise por crise vamos viver a crise no nosso país”, referiu.

A secretária de Estado das Comunidades Portugueses frisou ainda que alguns dos instrumentos do Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID) “podem ser úteis para orientar o investimento e até para a criação do próprio emprego”.

Na cerimónia de hoje, as autarquias de Montalegre, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena assinaram a adenda ao protocolo já existente, por já terem também aceitado a transferência de novas competências para as autarquias locais por parte do Estado.

Berta Nunes explicou que esta adenda, entre outras medidas vai acrescentar formação para os técnicos que trabalham nos GAE, de forma a “poderem orientar quem quer investir ou quem quer exportar, no caso das empresas e produtores locais”.

“O que estamos a acrescentar vem em bom momento porque na verdade provavelmente muitos emigrantes vão aproveitar a oportunidade para regressar a casa”, atirou.

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, destacou também a importância do GAE pela necessidade de informar os emigrantes.

E elogiou também a transferência de competências que permite que o país “pouco a pouco” se vá descentralizando.

“Neste caso concreto esta descentralização coloca-nos na roda do movimento que está direcionado para a informação, sem contrapartida nenhuma”, frisou Orlando Alves.

“Mas o que importa é que comecemos a sentir que algo está a mudar, comecemos a perceber que a seguir a esta transferência venha outra e pouco e pouco o país liberta-se da centralidade inoperante que Lisboa se transformou”, apontou o também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega, que junta os concelhos de Chaves, Montalegre, Boticas, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Valpaços.

Covid-19: Campanha de prevenção rodoviária para emigrantes em França arranca em ano « particular »

Covid-19: Campanha de prevenção rodoviária para emigrantes em França arranca em ano « particular » – Cap Magellan/Lusa

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A habitual campanha de prevenção rodoviária destinada aos emigrantes em França que regressam a Portugal no verão, a cargo da associação de jovens luso-descendentes Cap Magellan, tem este ano uma atenção especial à prevenção da covid-19.

« Este ano, com a situação de crise sanitária e covid, este lado de prevenção e saúde ganha uma dimensão muito mais importante. Não esquecemos a prevenção rodoviária, mas vai haver uma componente forte nos cuidados a ter nesta situação particular », afirmou a delegada-geral da associação Cap Magellan, Luciana Gouveia, em declarações à agência Lusa a propósito da 18.ª edição da campanha ‘Sécur’été’ (uma combinação entre as palavras segurança e verão, em francês).

Este ano, devido à covid-19, para os que escolhem partir para Portugal, o carro tem sido apontado como um dos meios preferidos para fazer a viagem.

« Reparámos em várias tendências. Desde já, a maior parte das pessoas quer ir de férias a Portugal e há também um leque importante de pessoas que optaram por ficar, pelas mais diversas razões. […] As pessoas acabam por se sentir mais seguras no seu veículo para fazer a viagem », constatou a dirigente associativa.

A campanha ‘Sécur’été’ vai fazer-se habitualmente entre França e Portugal com os quase 150 voluntários a entrarem em ação já no final de julho.

A 25 e 26 de julho, a Cap Magellan vai estar nas áreas de descanso de Bordéus-Cestas e na Route Centre-Europe Atlantique (RCEA), estrada de grande sinistralidade em França atravessada por muitos portugueses que vivem na Alemanha e na Suíça.

Já em Portugal, nos dias 01 e 02 de agosto, os jovens vão estar nas fronteiras de Vilar Formoso, Chaves e Valença.

Para além destes pontos, a campanha costuma também acontecer nos locais de diversão nocturnos e festivais em Portugal, alertando para os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas associado à condução. Com muitos desses espaços fechados, as equipas de voluntários vão privilegiar bares, praias e pontos turísticos.

A ‘Sécur’été’ 2020 é apresentada hoje em Paris com a presença em video-conferência do padrinho desta ação, o apresentador José Carlos Malato, e vai ser ainda lançado o Guia de Verão, editado anualmente pela Cap Magellan, onde para além das habituais sugestões de o que fazer em Portugal, vão constar ainda as medidas de segurança sanitária a preservar nestas férias.

Esta campanha acontece em associação com a Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária.

Covid-19: três mortos, 312 casos (segundo dia seguido de descida) e 314 recuperados em Portugal

Informação oficial:

Covid-19: três mortos, 312 casos (segundo dia seguido de descida) e 314 recuperados em Portugal.

O boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde regista mais três mortes, 312 casos de covid-19 e 314 curados em Portugal (dados relativos a quinta-feira). No total, há agora 1.682 vítimas mortais, 48.077 casos confirmados e 32.790 recuperados.

O número de óbitos repete o registado ontem. A taxa de aumento é de 0,2%.

Quanto aos novos infetados, há menos 27 do que ontem (+ 0,7% do que o total de casos registado ontem). A média dos cinco dias desta semana é ligeiramente superior (313), mas continua-se acima da barreira psicológica das 300 infeções.

Hoje há mais 314 recuperados da doença contabilizados, um número inferior aos dos últimos três dias (366 ontem, 560 na quarta-feira, 485 na terça-feira). A taxa de crescimento face a ontem é de 1%.

236 dos casos de novos infetados são na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Lisboa e Vale do Tejo com 76% dos novos casos

Com efeito, Lisboa e Vale do Tejo concentra 236 dos 312 casos a nível nacional, o que representa 76%. Ontem tinham-se registado 274 casos na região.

A distribuição regional não apresenta grandes alterações face aos valores que têm sido comuns nas últimas semanas, com a exceção do Alentejo, que duplica o número de novos infetados face a ontem (passa de nove para 18). É o valor mais elevado dos últimos 20 dias.

O Norte apresenta 40 casos (13%), o Centro 10 (3%), o Algarve sete (2%) e os Açores um (0,3%). A Madeira não regista qualquer caso pelo quarto dia consecut

Covid-19/UE: Costa e Merkel fazem anos, mas acordo da UE em Bruxelas está dificil

UE/Cimeira: Líderes reunidos desde hoje em Bruxelas em busca de acordo urgente

António Costa faz 59 anos. Angela Merkel celebra 66. O dia de aniversário vai ser marcado por negociações e ambos estão motivados a fechar um acordo o quanto antes.

No entanto, antes da reunião, a chanceler alemã admitiu que « as diferenças ainda são grandes », não podendo ainda prever um desfecho final positivo. « Isso seria desejável, mas temos de ser realistas », afirmou.

Quanto a Costa esteve também a falar com o Presidente Emmanuel Macron e este disse: « este é um momento da verdade e ambição para a Europa ». O presidente francês diz-se « confiante, mas prudente » e promete fazer tudo para ajudar a selar um entendimento.

 

Com efeito, os líderes da União Europeia estão reunidos a partir de hoje em Bruxelas, em busca de um compromisso sobre o plano de relançamento face à crise da covid-19 que todos admitem ser urgente, mas um acordo afigura-se difícil de alcançar.
(Leia mais em artigo relacionado nesta página)

Consulados reforçados se retoma levar à rutura – Governo

Consulados reforçados se retoma levar à rutura – Governo

Consulados reforçados se retoma levar à rutura - Governo

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A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas admite reforçar os meios dos consulados portugueses no estrangeiro se existirem situações de rutura nesta fase de retoma dos serviços que ficaram pendentes durante o confinamento devido à covid-19.

“Situações pontuais em que haja quase uma rutura, ou mais dificuldades, como no Luxemburgo, é claro que temos de considerar o reforço, que foi o que fizemos nesse caso”, disse em entrevista à agência Lusa.

No Consulado-Geral de Portugal no Luxemburgo o horário de atendimento vai ser alargado e reforçados os meios, para dar resposta aos pedidos pendentes devido à pandemia.

Os problemas neste consulado já tinham sido identificados e agravaram-se com a retoma da atividade que tinha ficado suspensa durante o confinamento para prevenir a covid-19.

“Nas situações em que nos são reportados problemas maiores, como no Luxemburgo, onde já havia dificuldades anteriormente, fizemos um reforço das pessoas e um alargamento de mais 35 horas semanas, que inclui o sábado. Já era um consulado com necessidades”, esclareceu.

Berta Nunes diz que esta é a única situação que, até ao momento, exigiu uma intervenção, mas garante estar atenta.

Durante o período do confinamento, adiantou, os consulados optaram por fazer mais trabalho de BackOffice, resolver problemas pendentes e situações urgentes e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas com dificuldades, empresas com trabalhadores retidos ou as próprias pessoas retidas.

“Agora estão a retomar a normalidade. É evidente que todas as marcações que existiram nesse período não foram atendidas e o critério é fazer as remarcações todas, o que exige um esforço adicional”, declarou.

Berta Nunes disse ainda que teve conhecimento de atrasos no pagamento das reformas a portugueses residentes na Austrália, o que se deveu à forma como este é realizado.

“O pagamento ainda é feito por cheque, enviado pelos correios, que não funcionaram e a situação já foi reportada à Segurança Social para encontrarem outra forma de pagamento que não implique enviar um cheque pelo correio, o que depois tem este tipo de problemas.

Governo quer preencher todas as vagas nas universidades para filhos de emigrantes

Governo quer preencher todas as vagas nas universidades para filhos de emigrantes

Governo quer preencher todas as vagas nas universidades para filhos de emigrantes

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O Governo espera em dois ou três anos ocupar as 3.500 vagas disponíveis nas universidades portuguesas para filhos de emigrantes, das quais apenas 416 foram preenchidas no último ano letivo, segundo a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas.

O ensino superior em Portugal tem um contingente reservado a filhos de emigrantes de 7% do total das vagas nacionais, o que corresponde a cerca de 3.500 vagas. O número de candidatos tem vindo a crescer desde 2013, ano em que se registou o menor número de sempre com apenas 99 candidaturas.

No ano letivo 2019/2020, candidataram-se 483 emigrantes e lusodescendentes, tendo ficado colocados 416, o que representa 86 por cento.

“Esperamos que tenha cada vez mais adesão e que dentro de dois a três anos seja preenchida a totalidade das vagas, que é muito interessante para os nossos jovens que vivem no estrangeiro”, disse Berta Nunes em entrevista à agência Lusa.

A governante disse que a campanha de informação e sensibilização para esta possibilidade, que teve início no ano passado, vai ser reforçada, nomeadamente através de publicidade nos órgãos de comunicação social portugueses na diáspora que, desta forma, são apoiados para superar as perdas causadas pela pandemia de covid-19.

Tratam-se de vagas que não exigem concurso e que agora também permitem o acesso a alunos que seguiram a via do ensino profissional, muito comum em vários dos países onde a presença da comunidade portuguesa é mais intensa.

“Queremos que os nossos jovens venham estudar em Portugal”, disse.

 

Covid-19. Crise afasta mais emigrantes de Portugal que o vírus – Berta Nunes

Covid-19. Crise afasta mais emigrantes de Portugal que o vírus

Está difícil fazer as malas e voltar a Portugal
Está difícil fazer as malas e voltar a Portugal (Foto RTP)Alfa/Lusa

Mais do que o receio da covid-19 são as perdas no rendimento e o medo de perder o emprego que estão a levar muitos emigrantes a adiar a visita a Portugal neste verão, de acordo com a secretária de Estado das Comunidades Portuguesa.

Berta Nunes afirmou que « Portugal é um país seguro », com as fronteiras terrestres e aéreas abertas para os cidadãos que vivem no Espaço Schengen.

« Não é preciso fazer quarentena nem trazer um teste covid-19 negativo« , disse em entrevista à agência Lusa.

E sublinhou: « Não temos neste momento em Portugal nenhuma transmissão comunitária do vírus que possa pôr em risco as pessoas. O risco será se as pessoas não cumprirem as medidas » de segurança, como o uso de máscara, distanciamento social e higienização.

Berta Nunes disse ainda que o aumento da população nas aldeias portuguesas, que tradicionalmente acontece no verão devido à vinda dos emigrantes, não levanta questões maiores em termos de saúde pública.

« Penso que não haverá problemas desse teor e, desde que as pessoas cumpram as regras, até há menos risco numa aldeia, com menos gente do que numa cidade, que tem maior interação social e muito maior densidade populacional« , acrescentou.

Mas a secretária de Estado calcula que este aumento da população não deverá ser tão significativo como nos anos anteriores, porque « alguns portugueses estão a ser pressionados para ficar » pelos patrões.

Devido à covid-19, especificou, « as pessoas ficaram em lay-off, ou mecanismos semelhantes, e por isso perderam alguns rendimentos », além de outros trabalhos que asseguravam pontualmente para amealharem mais dinheiro e poderem voltar para Portugal.

« Esta situação de perda de rendimentos é também uma das razões por que algumas pessoas não vêm a Portugal. Porque isso também implica custos e agora não estarão em condições de ter esses custos acrescidos, embora gostassem de vir », referiu.

 
Desemprego atinge a comunidade

Por outro lado, Berta Nunes tomou conhecimento de que alguns patrões, nomeadamente na Suíça e Alemanha, estão a dizer aos trabalhadores que se tiverem de fazer quarentena no regresso podem ficar sem o trabalho ou não lhes ser pago o período da quarentena.

A secretária de Estado confirmou que o desemprego « está a atingir toda a comunidade e é muito provável que em alguns pontos possa estar a atingir mais as comunidades portuguesas e outras comunidades emigrantes, porque em algumas situações são empregos temporários, na agricultura, turismo, construção civil« .

Aquando da decretação da pandemia registaram-se « muitas situações que as pessoas tiveram de retornar a Portugal, porque ficaram sem o trabalho ».

« Nessas situações de empregos mais precários ou sazonais é normal que existam mais dificuldades, embora existam vários mecanismos de apoio e estes tenham entrado em funcionamento », declarou.

O Governo português recebeu pedidos de ajuda para as pessoas voltarem a Portugal nessas situações de falta de rendimento, tendo acionado os mecanismos previstos.

« Quando as pessoas têm rendimentos, apenas ajudamos a encontrar um voo. Se as pessoas não têm rendimento, temos uma figura que é o repatriamento em que o consulado avança com o dinheiro e a pessoa depois paga quando chegar a Portugal« .

Segundo Berta Nunes, nestes repatriamentos foram até agora gastos 40 mil euros, um valor « bastante acima do normal » em relação aos anos anteriores, em que também se registam pedidos pontuais.

Ainda assim, a governante considera que este aumento dos pedidos de repatriamento não foi « tão grande como o expectável », o que se deverá aos sistemas de proteção de que os portugueses beneficiam nos países onde trabalham.

 
Situações mais graves na África do Sul, Venezuela e Perú

Na África do Sul, Venezuela e Peru estão identificados os casos de portugueses em situação mais grave e que por isso estão a receber ajuda através dos consulados e também canalizada por associações.

Tratam-se de « dezenas de portugueses » que estão a receber uma verba calculada em função das necessidades e durante um período que pode ir até três meses.

Uma ajuda enquadrada no apoio extraordinário que o Governo definiu em contexto covid-19 e que veio somar aos 600 mil euros atribuídos a associações que trabalham com as comunidades portuguesas em vários países.

Este apoio extraordinário visa ajudar pessoas e famílias com dificuldades na alimentação, alojamento ou problemas de saúde.

 
Apoio à comunicação social

Também o apoio aos órgãos de comunicação social na diáspora já foi aprovado e vai ser atribuído, nomeadamente aos que são propriedade de portugueses, têm mais de um ano de existência e são difundidos em português, ou bilingue, com 50% em português.

O dinheiro é atribuído em função das perdas reportadas e totaliza 200 mil euros, através da aquisição de publicada a 32 órgãos de comunicação social.

Berta Nunes referiu que parte dessa publicidade vai ser utilizada para esclarecimento das comunidades portuguesas sobre a covid-19, nomeadamente para quem está a pensar passar o verão em Portugal.

Sem ser por razões financeiras, foram até agora ajudados cerca de 5.000 portugueses que foram confrontados com o encerramento dos espaços aéreos e das fronteiras, situação que ainda se mantém em alguns países africanos e da América do Sul.

Atualmente, segundo a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, ainda esperam ajuda para regressar a Portugal entre duas a três centenas de portugueses, por variadas razões, pessoais ou profissionais.

Covid-19: Espanha regista mais 580 casos, novo máximo diário desde fim do estado de emergência

Covid-19: Espanha regista mais 580 casos, novo máximo diário desde fim do estado de emergência

Covid-19: Espanha regista mais 580 casos, novo máximo diário desde fim do estado de emergência

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Espanha contabilizou 580 novos casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que representa um novo máximo diário desde o fim do estado de emergência naquele país, em junho passado, foi ontem divulgado.

Segundo os dados disponibilizados pelas autoridades espanholas, este número diário representa um aumento de 190 casos em relação a quarta-feira.

Dos 580 novos casos de infeção, 266 foram diagnosticados em Aragão e 142 na Catalunha.

Os números globais do país, desde o início da pandemia, apontam para 258.855 casos de infeção.

Nos últimos sete dias foram contabilizadas nove mortes associadas à doença covid-19.

Em termos totais, e desde o início da pandemia, Espanha regista 28.416 vítimas mortais (com testes positivos à covid-19), mais três óbitos em comparação aos dados fornecidos na quarta-feira pelo Ministério da Saúde espanhol.

O fim do estado de emergência em Espanha aconteceu no passado dia 21 de junho, depois de três meses de medidas drásticas para controlar a pandemia.

Desde que o novo coronavírus foi detetado na China, em dezembro do ano passado, a pandemia da doença covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse (AFP).

UE/Cimeira: Líderes reunidos desde hoje em Bruxelas em busca de acordo urgente

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UE/Cimeira: Líderes reunidos desde hoje em Bruxelas em busca de acordo urgente

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Os líderes da União Europeia reúnem-se a partir de hoje em Bruxelas, em busca de um compromisso sobre o plano de relançamento face à crise da covid-19 que todos admitem ser urgente, mas um acordo afigura-se difícil de alcançar.

Naquele que é o primeiro Conselho Europeu presencial dos últimos cinco meses – a anterior cimeira “física” teve lugar em fevereiro, pouco antes da chegada da pandemia da covid-19 à Europa -, e que deverá prolongar-se pelo menos até sábado, os 27 terão de ultrapassar as muitas diferenças que ainda os separam relativamente às propostas de um Fundo de Recuperação e do orçamento da União para 2021-2027.

“Chegar a um acordo vai exigir trabalho árduo e vontade política de todos”, escreveu o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na carta-convite dirigida aos chefes de Estado e de Governo dos 27, na qual reitera todavia que “agora é o momento”, pois “um acordo é essencial”.

A fasquia é alta, aprovar o Quadro Financeiro Plurianual (QFP), o orçamento da UE para 2021-2027, de 1,07 biliões de euros, e o Fundo de Recuperação pós-pandemia que lhe está associado, de 750 mil milhões de euros.

Parece haver acordo entre todos os 27 quanto à necessidade de uma resposta urgente à crise, mas as posições quanto às modalidades dessa resposta estão afastadas e, admitem vários dirigentes europeus, o consenso exigido está longe de adquirido e esta pode não ser a cimeira que aprova o orçamento.

A chanceler alemã, Angela Merkel, quebrou um ‘tabu’ europeu, e alemão, ao apoiar que as verbas do fundo sejam obtidas junto dos mercados em nome da Comissão Europeia, criando uma dívida comum, ponto que parece fechado e, no último Conselho Europeu, não foi contestado por nenhum Estado-membro.

Persistem, no entanto, grandes divergências quanto à distribuição das verbas do fundo de recuperação, que a proposta da Comissão Europeia prevê sejam canalizados em dois terços (500 mil milhões de euros) através de subvenções e um terço (250 mil milhões de euros) de empréstimos em condições muito favoráveis.

Os chamados “países frugais” – Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia e, em menor grau, a Finlândia – opõem-se à proporção de verbas canalizadas sob a forma de subvenções, defendendo uma maior proporção de verbas por empréstimo e que os fundos sejam condicionados à realização de reformas, que permitam aos países em pior situação fazer face a futuras crises sem ajuda europeia.

Na quinta-feira à noite, já em Bruxelas para participar no Conselho, o primeiro-ministro António Costa manifestou-se todavia convicto de que é possível chegar a um acordo nesta cimeira, adiantando que, pela sua parte, está pronto a aceitar a proposta atualmente sobre a mesa.

Costa considera que a mais recente proposta colocada sobre a mesa pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, “é uma proposta muito equilibrada, que, além daquilo que já tinha sido proposto pela Comissão, procura ir ao encontro das resistências que uns e outros tinham apresentado”, pelo que espera “que se possa estabelecer ao longo deste fim de semana o consenso necessário para que possa ser aprovada”.

“No que diz respeito a Portugal, as duas questões que ainda estavam em aberto – uma ainda relacionada com uma redução nas verbas do segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) e outra com o cofinanciamento para as regiões autónomas – ficaram agora resolvidos durante a tarde, e portanto da nossa parte estamos em condições aliás de entrar no Conselho e de aprovar a proposta do presidente Charles Michel”, adiantou.

A cimeira tem início às 10:00 de Bruxelas, 09:00 de Lisboa, devendo prolongar-se pelo fim de semana.

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