Covid-19: Vírus já matou mais de 325 mil pessoas e infetou quase cinco milhões no mundo

Covid-19: Vírus já matou mais de 325 mil pessoas e infetou quase cinco milhões no mundo – AFP

Covid-19: Vírus já matou mais de 325 mil pessoas e infetou quase cinco milhões no mundo

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A pandemia do novo coronavírus já matou 325.232 pessoas e infetou mais de 4,9 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de ontem, baseado em dados oficiais.

Segundo os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa), 4.943.050 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na província chinesa de Wuhan.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.827.200 agora são considerados curados.

Desde a contagem realizada às 19:00 TMG de terça-feira, 4.951 novas mortes e 94.820 novos casos ocorreram em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, com 1.404 novas mortes, o Brasil (1.179) e o Reino Unido (363).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos, com 92.583 mortes para 1.539.633 casos.

Pelo menos 289.392 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 35.704 mortes e 248.293 casos, a Itália, com 32.330 óbitos (227.364 casos), França, com 28.132 mortes (181.575 casos) e Espanha com 27.888 mortos (232.555 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o que apresenta maior número de óbitos face à sua população, com 79 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Espanha (60), por Itália (53), Reino Unido (53) e França (43).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente até hoje 82.965 casos (cinco novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (0 nova) e 78.244 curas.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 169.674 mortes e 1.944.258 casos, os Estados Unidos e o Canadá 98.674 mortes (1.619.714 casos), a América Latina e Caraíbas 32.422 óbitos (583.045 casos), a Ásia 12.941 mortes (387.127 casos), o Médio Oriente 8.420 mortes (306.715 casos), África 2.973 mortes (93.772 casos) e a Oceânia 128 mortes (8.426 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados reunidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal, com 1.263 mortes registadas e 29.660 casos confirmados é o 22.º país do mundo com mais óbitos e o 26.º em número de infeções.

Covid-19: Nove estádios aprovados pela DGS para regresso da I Liga

Nove estádios da I Liga portuguesa de futebol foram aprovados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para receberem jogos de imediato, enquanto outros seis necessitam de correções, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) informaram sobre o resultado das visitas realizadas pelas autoridades regionais de saúde a 15 estádios candidatos a receber jogos na retoma da competição, prevista para 04 de junho.

O Estádio da Luz (Benfica), Estádio do Dragão (FC Porto), Estádio José Alvalade (Sporting), Estádio D. Afonso Henriques (Vitória de Guimarães), Estádio João Cardoso (Tondela), Estádio do Marítimo, Estádio Municipal de Braga, o Portimão Estádio e a Cidade do Futebol (FPF) foram aprovados pela DGS para receberem jogos de imediato.

Quanto aos estádios do Bonfim (Vitória de Setúbal), Capital do Móvel (Paços de Ferreira), Cidade de Barcelos (Gil Vicente), do Clube Desportivo das Aves, do Bessa e do Rio Ave, a DGS indicou “um conjunto de correções de que terão de ser alvo para que possam ser novamente vistoriados pelas autoridades de saúde”.

O Santa Clara e do Belenenses SAD já anunciaram que vão jogar na Cidade do Futebol, em Oeiras, enquanto o Famalicão vai receber os adversários em Barcelos, e o Moreirense também não vai jogar no seu estádio, sendo Guimarães a hipótese mais forte.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição, com fortes restrições, como sucede em Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 04 de junho, depois de a Liga alemã ter sido retomada no sábado.

Faltam disputar 90 jogos do principal escalão do futebol nacional, o único que não foi cancelado devido ao novo coronavírus, assim como a final da Taça de Portugal, que vai opor Benfica e FC Porto.

Após 24 jornadas, os ‘dragões’ lideram a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. Vamos apoiar quem mais precisa.Programa Especial Solidariedade. Sábado, 23/ 11h

Espaço Aberto Programa Solidariedade/Covid-19. Vamos apoiar quem mais precisa

Espaço Aberto Especial: sábado 23 de maio entre as 11h00 e as 12h00, com apresentação de Manuel Pinto Lopes, Francisco Francisco e Vítor Santos.

Covid-19. Vamos apoiar quem mais precisa

O Covid-19 entrou de rompante nas nossas vidas e alguns perderam a vida deixando um doloroso vazio que nunca mais será preenchido.
A grave infeção e a crise que provocou lançaram muitas pessoas no desespero e na necessidade mais premente.
Por esse motivo, a Rádio Alfa tomou a iniciativa de convidar algumas associações, cujo ADN é a solidariedade, para uma reflexão e um debate, em direto, no próximo sábado, 23 de maio, no programa “Espaço Aberto”, entre as 11h00 e as 12h00.

O objetivo é tentar pôr em prática algumas ideias sobre a necessária solidariedade para com quem mais precisa.

Convidamos todos os ouvintes a participarem no debate da Alfa e a inscreverem-se –  de modo a fazermos nascer um forte movimento de solidariedade na Comunidade.

No programa estarão presentes:

 Manuel Soares, Presidente Academia do Bacalhau de Paris

Joaquim Barros, Presidente des Amis du Plateau

António Fernandes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Paris

 

Fernando Lopes, Diretor Geral da Radio ALFA

Covid-19: Mais de 323 mil mortos e mais de 4,9 milhões de infetados em todo o mundo

Covid-19: Mais de 323 mil mortos e mais de 4,9 milhões de infetados em todo o mundo – afp

Covid-19: Mais de 323 mil mortos e mais de 4,9 milhões de infetados em todo o mundo

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A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 323.370 pessoas e infetou mais de 4,9 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 11:00 hoje, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa, já morreram pelo menos 323.370 pessoas e há mais de 4.910.110 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.813.300 foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à covid-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 91.938 óbitos em 1.528.661 casos.

Pelo menos 289.392 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 35.341 mortes para 248.818 casos, Itália com 32.169 mortes (226.699 casos), França com 28.022 mortes (180.809 casos) e Espanha com 27.778 óbitos (232.037 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou em dezembro, contabilizou 82.965 casos (cinco novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.244 curados.

A Europa totalizou 168.725 mortes para 193.8946 casos e os Estados Unidos e Canadá 97.949 mortes (1.607.773 casos).

A América Latina e as Caraíbas registaram 32.386 mortes (578.921 casos). O Brasil regista mais de metade das mortes (17.971) e quase metade dos casos declarados oficialmente na região (271.628).

A Ásia totalizou 12.879 mortes (384.874 casos), o Médio Oriente 8.384 mortes (299.734 casos), África 2.919 mortes (91.443 casos) e Oceânia 128 mortes (8.426 casos).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Covid-19/Portugal: Mais 16 mortes e 228 casos. 1.263 vítimas mortais, 29.660 casos confirmados

Covid-19/Portugal: mais 16 mortes e 228 casos, doentes em cuidados intensivos já são menos de 100. No total, há agora 1.263 vítimas mortais, 29.660 casos confirmados e 6.452 recuperados em Portugal. Brasil registou pela primeira vez mais de mil mortes em 24 horas, EUA com mais de 1.500 no mesmo período.

Informação oficial/Portugal: 

Covid-19: Portugal com 1.263 mortos e 29.660 infetados

Portugal regista hoje 1.263 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na terça-feira, e 29.660 infetados, mais 228, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.247 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,3%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (29.660), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 228 casos do que na terça-feira (29.432), representando uma subida de 0,8%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (713), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (289), do Centro (230), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

93 doentes nos cuidados intensivos em Portugal, um mínimo de quase dois meses

O número de doentes nos cuidados intensivos baixou da barreira dos 100, algo que já não acontecia desde 28 de março (então eram 89). Face a ontem, há uma descida de oito pessoas (- 7,9%), para as 93.

Quanto ao grupo mais abrangente dos doentes internados, também está em mínimos de abril e maio: para encontrar um valor inferior aos 609 de hoje (menos 20 internados do que na véspera, -3,2%) temos de recuar a 30 de março (então eram 571).

São indiscutivelmente números que dão alguma confiança ao processo de desconfinamento, que entrou esta semana na sua segunda fase.

 

Sou emigrante e sem complexos

Sou emigrante! Sem problema algum, sou português e emigrante sem complexos!

Ouça aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

 

“Era como se estivessem numa prisão”. Família e bebé português retidos no aeroporto em Paris já estão em liberdade

“Era como se estivessem numa prisão”. Família e bebé português retidos no aeroporto em Paris já estão em liberdade

Fotografia da zona de partidas do aeroporto Charles De Gaulle, em Paris

AURELIEN MEUNIER/ GETTY IMAGES

A mãe é portuguesa e tem 25 anos, o pai é cabo-verdiano e tem 29, o bebé nasceu há um mês em Portugal. História foi denunciada por associação francesa de defesa dos direitos dos imigrantes, que considerou a situação como “clausura”

Alfa/Expresso. Por Marta Gonçalves e Mafalda Ganhão

Ele é cabo verdiano e tem 29 anos. Ela portuguesa e tem 25. Os dois viajaram de Lisboa para Paris com o filho de ambos, nascido há um mês em Portugal. A família ia juntar-se para cumprir o resto do confinamento na capital francesa, onde o homem trabalhar e mora. No entanto, foram travados no aeroporto Charles de Gaulle pelas autoridades fronteiriças, que os deteve por quatro dias. Foram esta quarta-feira libertados.

“Não tinham mais que um quarto muito pequeno para os três, não podiam ter acesso aos telefones. Era quase como uma prisão, podiam estar no corredor mas estavam sempre a ser controlados por polícias”, conta ao Expresso Quentin Dekimpe, advogado da família.

De acordo com o estado de emergência definido pelo Governo francês, neste momento só as viagens consideradas essenciais estão permitidas. Apesar de o homem ter “um contrato legal de trabalho e autorização de residência no país e de a mãe e bebé serem portugueses”, foram detidos, explica Laure Palun, diretora da Associação Nacional de Assistência Fronteiriça para Estrangeiros, que denunciou a situação.

O caso foi apresentado ao juiz de Bobigny, nos arredores de Paris, que considerou que não era urgente. Recorrendo da decisão, o caso foi ainda entregue a um juiz administrativo na segunda-feira, mas o casal e o bebé continuaram detidos.

“Foram libertados esta quarta-feira porque a lei não permite que estejam detidos mais de quatro dias. Ainda tentaram mandá-los de volta para Portugal, mas não conseguiram”, explica Laure Palun.

Tanto a associação como o advogado denunciam a falta de condições sanitárias do local em que a família ficou detida. “Não existiam as mínimas condições de segurança para se protegerem da covid-19, não havia espaço para que o distanciamento social fosse garantido, não havia álcool para desinfetar, faltava sabão para lavarem as mãos, não tinham máscaras. Embora não sejam conhecidos casos da doença na zona de trânsito do aeroporto, estavam a pôr esta família – e as outras pessoas que também foram detidas – em risco”, crítica Laure Palun.

“A limpeza do local era claramente insuficiente tendo em conta o que é necessário para evitar a transmissão do vírus, uma série de pessoas a partilharem os mesmos duches e casas de banho sem cuidados de limpeza”, acrescenta Quentin Dekimpe.

Descreve ainda a associação que, ao longo de todo o dia, naquelas instalações do aeroporto há um “altifalante ligado a dar ordens às pessoas”. “Isto é desgastante e muito stressante¨, refere Laure Palun, sublinhando que entretanto foi chamado um médico para observar o bebé.

O pai já vivia e trabalhava em Paris. A mãe continuava em Portugal, onde passou a gravidez e teve o bebé. Para cumprirem o que falta do confinamento juntos, o pai viajou até Lisboa para ir buscar a mulher e filho. Estavam agora de regresso à capital francesa, onde também iriam permanecer em quarentena.

Além desta família, a Associação Nacional de Assistência Fronteiriça para Estrangeiros dá conta de cerca de 20 pessoas detidas nestas instalações aeroportuárias destinada aos viajantes que não têm autorização de entrada no território francês e que aguardam o repatriamento.. Entre elas está ainda um bebé de 16 meses que chegou do México com a mãe.

Caso de família com bebé português retidos em aeroporto de Paris desde domingo deve ser resolvido hoje

Associação denuncia caso de bebé português retido em aeroporto em Paris

Uma associação francesa de defesa dos direitos dos imigrantes denunciou que duas crianças de tenra idade, incluindo um bebé de um mês de nacionalidade portuguesa, encontram-se retidas nas instalações do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, perto de Paris.

A diretora da Associação Nacional de Assistência Fronteiriça para Estrangeiros (Anafé, na sigla em francês), Laure Palun, precisou que o bebé chegou no domingo de Portugal « com a mãe portuguesa e o pai de nacionalidade cabo-verdiana », citada pela agência France-Presse (AFP).

De acordo com a associação, a criança de tenra idade e a respetiva família estão retidos numa zona do aeroporto parisiense destinada aos viajantes que não têm autorização de entrada no território francês e que aguardam o repatriamento.

Entre as 20 pessoas que estão atualmente nestas instalações está ainda outro bebé de 16 meses que chegou igualmente a Paris com a mãe, uma cidadã do México.

Estes casos deverão ser resolvidos hoje pelas autoridades francesas. O casal luso-cabo-verdiano vive em França há alguns meses, não têm trabalho e delocaram-se a Portugal para o nascimento do bebé.

« Via Verde » para as férias de verão dos emigrantes. Afinal quem tinha razão? Berta Nunes

Férias de verão para os portugueses residentes no estrangeiro e sem quarentena.

Despois das declarações publicadas na Rádio Alfa de Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, e do primeiro-ministro, António Costa (ambas editadas ontem no site da Alfa), convém « tirar o chapéu » à secretária de Estado Berta Nunes que, a oito de maio, fez esta pequena declaração sobre o assunto, na Antena1 e que a Alfa então publicou:

“A nossa expetativa é que venham (…de férias…) por via aérea, nada o impede (…) mas também por via terrestre, encontrar uma espécie de ‘via verde’ (…) para que possam vir de carro, através de Espanha, de França ou de outros países”. Volte a ouvir aqui, o que então disse a governante:

 

I Liga vai regressar com jogos de segunda-feira a domingo

A edição de 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol vai ser reatada com jogos em todos os dias da semana, depois da suspensão devido à pandemia de covid-19, disse hoje a diretora executiva da Liga de clubes.

Em entrevista à Rádio Renascença, Sónia Carneiro, diretora executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), expressou a vontade de « matar toda a fome de bola » dos adeptos, depois da interrupção em 12 de março, com os 90 jogos restantes da I Liga.

 

 

A organização da competição, que tem previsto o reatamento para 04 de junho, prevê completar a prova até 26 de julho, ou seja, em 52 dias. »Estamos a trabalhar com os operadores para otimizar horários e preencher o calendário o mais possível com o número máximo de dias com jogos. Vai haver alturas em que teremos jogos todos os dias. Os clubes estão a fazer um grande esforço nesse sentido e esse trabalho está a ser feito com os departamentos de futebol, para as equipas terem um período de descanso mínimo de três a quatro dias », explicou a responsável.

Sónia Carneiro ressalvou que essa dispersão de jogos deve ser maior nas duas primeiras semanas, a fim de reduzir os riscos de lesão dos jogadores, e menor na última jornada, « por razões regulamentares ».

O Regulamento de Competições da LPFP defende que os jogos da última jornada « devem ser realizados no mesmo dia e à mesma hora », admitindo, para efeitos de transmissão televisiva, « alterações em bloco de jogos que envolvam todos os clubes que disputem a obtenção de um mesmo objetivo », casos do primeiro lugar, despromoções ou acesso às competições europeias.

Na mesma entrevista à Rádio Renascença, Sónia Carneiro admitiu que, « provavelmente, ainda dentro desta semana, será publicado » o calendário, fazendo depender essa divulgação das vistorias aos estádios, que ainda hoje decorrem.

« Admito que amanhã [quarta-feira] ou o mais tardar na quinta-feira teremos os relatórios finais e o quadro de estádios definido », rematou.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas — Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição, com fortes restrições, como sucede em Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 04 de junho, depois de a Liga alemã ter sido retomada no sábado.

Faltam disputar 90 jogos do principal escalão do futebol nacional, o único que não foi cancelado devido ao novo coronavírus, assim como a final da Taça de Portugal, que vai opor Benfica e FC Porto.

Após 24 jornadas, os `dragões` lideram a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

 

Alfa/Lusa/RTP.

Som – RR

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