Melhoria dos números do desemprego em França deve ser lida com precaução. Opinião

Vá ao fundo das coisas. Sobre o desemprego em França, ouça aqui a análise do economista e professor em SciencesPo, Pascal de Lima:

Liga dos Campeões. Derrotas para Paris SG e Campeão da Europa Liverpool

O Borussia Dortmund recebeu, esta terça-feira, e venceu o Paris Saint-Germain no Signal Iduna Park, por 2-1, em jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

O inevitável Erling Haaland prossegue a sua série de golos a marcar, assinando um bis aos (69’ e 77’),  que respondeu ao golo dos forasteiros, na altura do empate, marcado por Neymar (75′).

No outro embate o Atlético Madrid – João Félix, lesionado, esteve ausente, enquanto Felipe (ex-FC Porto) foi titular – bateu, esta terça-feira, o Liverpool, detentor do título, por 1-0, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

 

 

No Wanda Metropolitano, o único golo da partida surgiu logo aos quatro minutos, com Saúl Ñíguez, à boca da baliza.

A segunda mão, em Anfield Road, está agendada para 11 de março.

 

Alfa/Lusa/abola.

 

 

Vírus: Rússia proíbe entrada no seu território a cidadãos chineses

Rússia proíbe entrada no seu território a cidadãos chineses – agências noticiosas

Rússia proíbe entrada no seu território a cidadãos chineses

Alfa/Lusa
A Rússia anunciou hoje que vai proibir a entrada no seu território aos cidadãos chineses a partir de quinta-feira, uma nova medida drástica destinada a impedir a propagação da epidemia do coronavírus Covid-19.

“A entrada de cidadãos chineses através das fronteiras governamentais russas fica suspensa a partir de 20 de fevereiro para as viagens de trabalho, as viagens privadas, os estudos e o turismo”, indicou Tatiana Golikova, vice-primeira-ministra responsável pela Saúde, citada pelas agências noticiosas russas.

A decisão foi tomada “devido ao agravamento da epidemia na China e ao facto de cidadãos chineses continuarem a chegar ao território russo”, explicou Golikova, que também dirige um grupo de trabalho responsável pelo combate ao coronavírus.

Numerosos chineses estão a viver na Rússia, e os aeroportos russos são massivamente utilizados como escala entre a China e a Europa.

As autoridades russas adotaram estritas medidas para impedir a propagação do Covid-19, incluindo o encerramento dos cerca de 4.250 quilómetros de fronteiras da Rússia com a China, a suspensão das ligações ferroviárias e a restrição do número de voos em direção às cidades chinesas.

A Rússia não registou oficialmente doentes afetados pelo novo coronavírus no seu território após a saída do hospital na semana passada de duas pessoas, cidadãos chineses. Nos dois casos, a infeção era ligeira, referiram os médicos russos.

O coronavírus Covid-19 já provocou 1.873 mortos e infetou cerca de 73.400 pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final de 2019, na província de Hubei, a mais afetada pela epidemia.

Além de 1.868 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Portugal, há um caso suspeito de infeção de uma criança regressada na China, que foi hoje internada no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, a unidade de referência pediátrica para estas situações, onde serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Antes deste, houve 11 casos suspeitos em Portugal, mas em nenhum deles se confirmou infeção.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 45 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

ÁUDIO: Coronavírus – Jean Michel Pawlotsky, responsável do departamento « Bactériologie – Virologie » do Hospital Henri-Mondor em Créteil no ‘Programa da Saúde’

Áudio: Está disponível o ‘podcast’ do programa da Saúde n°31 “Je vais bien et vous?” de Suzette Fernandes com o doutor Jean Michel Pawlotsky, responsável do departamento « Bactériologie – Virologie » do Hospital Henri-Mondor em Créteil.

O tema da conversa é o Coronavírus – Covid-19

 

 

 

 

Vitória SC. «AQUI NÃO HÁ LUGAR AO RACISMO»

Num vídeo publicado nas redes oficiais do Vitória de Guimarães, é Neno, embaixador do clube, que explica o porquê de o clube usar as cores preto e branco no equipamento, «uma referência a igualdade e inclusão».

 

 

O Vitória está no centro da polémica depois dos insultos racistas dirigidos por alguns adeptos a Marega no confronto do último domingo com o FC Porto, no Estádio D. Afonso Henriques.

PSP identificou várias pessoas suspeitas de entoarem cânticos racista a Marega

A PSP identificou várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas ao futebolista Moussa Marega no jogo entre Guimarães e FC Porto no domingo, disse hoje à Lusa fonte daquela polícia.

A mesma fonte, que não adiantou o número de suspeitos identificados até ao momento, adiantou que a PSP continua as diligências para recolher informações e identificar outros envolvidos nos cânticos racistas ao futebolista Marega.

Segundo a Polícia, a PSP está utilizar todos meios legais ao dispor, como videovigilância e testemunha, para identificar os envolvidos.

A fonte da Polícia de Segurança Pública disse ainda que toda a informação recolhidas é enviada para o Ministério Público (MP) de Guimarães, no âmbito do processo crime, e para a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, que instaurou um processo contraordenacional.

No domingo, em Guimarães, durante um jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o avançado maliano dos ‘dragões’ Moussa Marega abandonou o jogo, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Ao abandonar o relvado, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

Na sequência deste incidente, o MP instaurou um inquérito.

Alfa/Lusa.

Racismo é crime. Opinião

Racismo no futebol e não só. O que significa o caso Marega. Nestas questões, é preciso justiça, porque racismo é crime.

Crónica da escritora Luísa Semedo para ouvir, na Rádio Alfa, nesta quarta-feira, 19.

 

Lisboa, Guimarães e Sintra entre as melhores na ação climática

Lisboa, Guimarães e Sintra estão entre as 105 cidades do mundo líderes na ação pelo clima, segundo uma lista esta terça-feira divulgada pela organização internacional « Carbon Disclosure Project » (CDP).

Sintra foi uma das cidades distinguidas© Pixabay

A CDP é uma organização sem fins lucrativos, com sede no Reino Unido, que apoia investidores, empresas, cidades e regiões a gerir os impactos ambientais.

Numa lista das cidades « classe A », as cidades que tomaram três vezes mais ações climáticas do que outras, Portugal aparece três vezes na lista das cidades líderes em ação climática e transparência.

A lista, na qual um terço das cidades são europeias, inclui outras cidades como Berlim (Alemanha), Barcelona (Espanha), Cidade do Cabo (África do Sul), Los Angeles (Estados Unidos), Cidade do México (México) ou Paris (França).

Na contagem referente a 2019 o número de cidades na Ásia-Pacífico mais do que dobrou em relação ao ano anterior.

A lista do CDP é baseada em dados de mais de 850 cidades sobre elementos como emissões, vulnerabilidades relacionadas com o clima e ações para reduzir as emissões e adaptação aos riscos. Com os resultados as cidades são classificadas de « A » a « D ».

Lisboa, por exemplo, aparece na lista « A » porque, diz o CDP, reduziu as emissões em 50% entre 2002 e 2014 e o Plano Diretor Municipal inclui um plano de hortas urbanas que aumentará as zonas verdes em quase 20%.

A capital irá construir 75 quilómetros de novos corredores ‘bus’ e 92 quilómetros de percursos pedestres.

« A ciência do clima não deixa dúvidas que as emissões globais (de gases com efeito de estufa) têm de ser reduzidas até 2030 para limitar os efeitos da crise climática global. As cidades têm um papel crucial para enfrentar esse desafio, cobrindo apenas 02% da superfície da Terra são a fonte de 70% das emissões », disse Kyra Appleby, diretora para a área das cidades, estados e regiões do CDP.

E acrescentou: « Estas 105 cidades estão a dar o exemplo a nível de transparência e ação que precisamos das cidades do mundo inteiro ».

Pelo mundo e entre as cidades classe « A » estão exemplos como Manchester, no Reino Unido, que está a agir para ser neutra em carbono em 2038, ou a região eThekwin, na África do Sul, que quer ter 40% das energias renováveis em 2030. Ou mesmo Petaling Jaya, na Malásia, que em 2011 lançou um esquema de impostos que premeia o baixo carbono.

Alfa/TSF

Montijo: Petição em defesa de ave holandesa por causa do aeroporto

A Associação para a defesa das aves da Holanda avançou com uma petição em defesa do maçarico-de-bico-direito, uma ave símbolo daquele país e que estará em risco por causa da construção do aeroporto do Montijo.

GETTY IMAGES

De acordo com a rádio TSF, a petição, da Associação para a defesa das aves da Holanda, em parceria com a Organização Não Governamental BirdLife Europe, já reuniu 26 mil assinaturas.

O abaixo-assinado, promovido pela Vogelbescherming Nederland, tem por título « Maçarico Sim! Aeroporto Não! » e visa proteger as centenas de milhares de aves do estuário do rio Tejo e em particular o maçarico-de-bico-direito.

Em declarações à TSF, o porta-voz da associação explica que o maçarico é a ave nacional da Holanda, país por onde passam, uma vez por ano, cerca de 85% dos animais desta espécie.

O responsável disse estar “chocado” quando a associação teve conhecimento do plano para construir o aeroporto no Montijo, um projeto que no seu entendimento vai afetar não só os maçaricos, mas milhares de outras aves que por ali passam.

“Ficámos chocados francamente. É um estuário que é essencial para o maçarico migrar de África para a Holanda. Os campos de arroz do Tejo são vitais para a sobrevivência da espécie”, disse Thijs den Otter.

Os maçaricos-de-bico-direito viajam entre África e a Holanda e pelo meio descansam na área do estuário do Tejo.

“Esta área perto de Lisboa é crucial para este tipo de ave carregar baterias e ganhar forças para o final da viagem. A ideia de ter um aeroporto num estuário é difícil de entender numa sociedade de preservação da natureza. É uma zona protegida vital para milhares de aves migratórias e pode causar um desastre ecológico”, destacou.

Thijs den Otter sublinhou também que não percebe como Portugal planeia fazer um aeroporto numa zona considerada protegida pela União Europeia para salvar espécies selvagens ameaçadas ou vulneráveis.

Os cientistas estimam que entre janeiro e fevereiro o Estuário do Tejo seja usado como abrigo e fonte de alimento por cerca de 50 mil maçaricos-de-bico-direito, refere a TSF.

Em 08 de janeiro de 2019, a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto.

O aeroporto do Montijo poderá ter os primeiros trabalhos no terreno já este ano, depois da emissão da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) e da reorganização do espaço aéreo militar e após os vários avanços registados em 2019.

Hoje, o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, escreve um artigo de opinião no jornal Público, em defesa do aeroporto do Montijo, onde reconhece que o risco mais sério é o ‘bird strike’, conhecido em vários aeroportos.

“Não há aeroportos sem impactos (…). Os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem. E este postulado arriscado é tão cientificamente sólido como o seu contrário: o de que eles não vão encontrar paragens estalajadeiras, como no Mouchão. Ciência sem dados comprovados não é ciência”, disse.

No mesmo artigo, o secretário de Estado critica ainda aqueles que defendem a construção do aeroporto em Alverca.

 

Alfa/LUSA

Super Bock e Sagres juntas contra o racismo

O caso Marega juntou as duas marcas nas redes sociais. Sagres e Super Bock esqueceram as rivalidades e dizem não ao racismo.

Uma cerveja Sagres e uma Super Bock surgem juntas na mesma imagem e com uma mensagem de união: « contra o racismo, não há rivais ». A imagem surgiu na página do Facebook das duas marcas de cerveja pelas 20h e já está a viralizar nas redes sociais.

Foi uma ação conjunta das duas marcas de cerveja para responder ao caso que, no passado domingo, colocou o futebol português nas páginas da imprensa internacional pelos piores motivos: os ataques racistas de que foi alvo Marega, jogador do F. C. Porto, no jogo com o Vitória de Guimarães, que o levaram o jogador a abandonar a partida.

O caso motivou mensagens de repúdio do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa. « Todos e quaisquer atos de racismo são crime e intoleráveis. Nenhum ser humano deve ser sujeito a esta humilhação. Ninguém pode ficar indiferente. Condeno todos e quaisquer atos de racismo, em quaisquer circunstâncias », escreveu o segundo no Twitter.

Há muito ligadas como patrocinadores ao futebol as duas marcas de cerveja deixaram as rivalidades de lado e juntaram-se ao protesto contra o racismo. A Sagres é patrocinadora oficial da Seleção Nacional, bem como da Taça de Portugal e a Supertaça. Já a Super Bock patrocina o Sporting e o F. C. Porto, tendo desde janeiro de 2019 passado a ser a cerveja oficial da Liga de Portugal.

Alfa/JN