Andebol/Europeu: Portugal vence Bósnia-Herzegovina por 27-24

 A seleção portuguesa de andebol venceu hoje a Bósnia-Herzegovina, por 27-24, na segunda jornada do grupo D da fase preliminar do Euro2020, apurando-se para a ronda principal da competição, após a vitória da Noruega diante da França (28-26).

No pavilhão Trondheim Spectrum, a equipa das ‘quinas’, que ao intervalo vencia por 12-11, somou o segundo triunfo no Europeu, derrotando a estreante seleção dos Balcãs pela segunda vez em três embates.

A Noruega venceu a França por 28-26 na segunda jornada do grupo D  e garantiu também a passagem de Portugal à próxima fase. A última jornada as equipas vão definir quem fica no primeiro lugar.

 

Alfa/Lusa.

Óbito/Paulo Gonçalves: Paulo Gonçalves, do motocrosse ao topo do mundo

O piloto Paulo Gonçalves, que hoje morreu vítima de uma queda no Rali Dakar, era um dos principais embaixadores portugueses no motociclismo, graças, sobretudo, ao título mundial de ralis cross-country conquistado em 2013 e ao segundo lugar no Dakar2015.

A paixão pelas motas nasceu desde cedo, nas traseiras situadas junto da oficina do pai. O talento foi rapidamente reconhecido e daí às primeiras corridas de motocrosse foi um pequeno passo.

Foi no motocrosse e no supercrosse que conheceu os primeiros sucessos, com vários títulos nacionais conquistados, sobretudo frente àquele que foi, na altura, um dos principais rivais, Joaquim Rodrigues Jr., que haveria de se tornar seu cunhado.

A rapidez valeu-lhe a alcunha de « Speedy » Gonçalves, que haveria de se tornar a sua imagem de marca, à semelhança dos desenhos animados de « Speedy González ».

No início da década de 2000, acumulou o motocrosse com o enduro, onde conquistou quatro títulos na categoria e um absoluto.

Apesar da baixa estatura (1.68 metros) comparado com os adversários, compensava com a agilidade e capacidade atlética.

A vinda do Rali Dakar para Portugal, em 2006, levou à passagem para as grandes maratonas de todo-o-terreno. Aquela primeira edição do Lisboa-Dakar 2006 mostrou a fibra e tenacidade reconhecida ao piloto português.

Uma queda logo na primeira etapa em Marrocos danificou bastante a mota, passou grande parte da madrugada a tentar segurar as peças em cima da mota para conseguir chegar ao acampamento. « Vim com a mota presa por fitas plásticas e fita adesiva », contaria mais tarde.

Nesses dois anos em que a prova passou por território português, os resultados não foram brilhantes (25.º e 23.º), mas o gosto pelas provas de todo-o-terreno ficou, e foi acumulando experiência até que deu o salto para o estrelato já na América do Sul.

Conseguiu o primeiro sucesso na prova em 2011, vencendo uma especial antes de abandonar na oitava etapa.

A experiência acumulada começou a dar frutos e, em 2013, tornou-se no segundo piloto português a sagrar-se campeão mundial de ralis de cross-country, depois de Hélder Rodrigues o ter conseguido em 2011.

Em 2015, conseguiu o seu melhor resultado no Dakar, ao terminar em segundo, com uma especial ganha, apenas atrás do espanhol Marc Coma.

Os anos seguintes não foram felizes: em 2016, abandonou à 11.ª etapa, quando já contava com uma vitória em especiais, terminou em sexto em 2017, depois de ter liderado metade da corrida, e, em 2018, nem sequer chegou a arrancar devido a lesão. Em 2019, abandonou na quinta etapa, após violenta queda.

Conhecido por ser um piloto multifacetado, conquistou títulos nas vários modalidades que disputou.

Apesar do sucesso na carreira, mostrou-se sempre uma pessoa humilde e acessível, dizem os amigos mais chegados.

Gostava de praticar jetski e, sobretudo, jogar às cartas com os amigos.

Benfiquista assumido, chegou a ser patrocinado pelo clube do coração, com direito a apresentação no Estádio da Luz aos adeptos encarnados.

Em 2019, trocou a Honda pela Hero: lá encontrou o seu cunhado e grande rival de início de carreira.

Faleceu hoje, aos 40 anos, como um dos melhores pilotos de sempre do motociclismo português. Deixa mulher e dois filhos menores.

 

Alfa/Lusa.

Óbito/Paulo Gonçalves: Marcelo lamenta morte de « digníssimo representante de Portugal »

O Presidente da República lamentou hoje a morte de Paulo Gonçalves, que faleceu na sequência da uma queda durante a sétima etapa do Rali Dakar, lembrando que o piloto português foi “um digníssimo representante de Portugal” na prova.

“Paulo Gonçalves morreu a tentar alcançar o sonho de vencer uma das mais duras e perigosas provas de rally do mundo, na qual foi sempre um digníssimo representante de Portugal, chegando a alcançar o segundo o lugar em 2015”, pode ler-se na nota publicada no site da Presidência.

Marcelo Rebelo de Sousa apresentou ainda “as mais sentidas condolências” à família do ‘motard’ português.

O piloto português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu hoje na sequência de uma queda na 7.ª etapa do rali Dakar na Arábia Saudita, anunciou a organização.

Paulo Gonçalves, segundo da edição de 2015 e que disputava o seu 13.º Dakar, caiu ao quilómetro 276 da especial.

De acordo com a informação da Amaury Sport Organization (ASO), o alerta foi dado às 10:08 horas locais, menos três em Lisboa.

Foi enviado de imediato um helicóptero que chegou junto do piloto às 10:16, tendo encontrado Paulo Gonçalves inconsciente e em paragem cardio-respiratória.

« Depois de várias tentativas de reanimação no local, o piloto foi helitransportado para o hospital de Layla, onde foi confirmada a morte », lê-se.

Paulo Gonçalves participava no Dakar pela 13.ª vez desde 2006, ano de estreia na prova.

Foi segundo classificado em 2015, atrás do espanhol Marc Coma, o seu melhor resultado, depois de já ter sido campeão mundial de ralis cross-country em 2013.

Ocupava a 46.ª posição das motas à partida para esta etapa.

 

Alfa/Lusa.

Vídeo/Reportagem exclusiva. « Ser sincero é difícil ». « Parisiense » Cargaleiro no seu museu em Castelo Branco

Reportagem e entrevista de João Pinharanda. Vídeo/Exclusivo Alfa. « Ser sincero (na arte) é difícil ». Mestre Cargaleiro fala sobre a sua obra e convida os portugueses de França a visitarem o seu museu em Castelo Branco.

 

Reportagem e entrevista do curador João Pinharanda – historiador de arte, antigo reputado crítico de arte e atual diretor do Instituto Camões em Paris e conselheiro cultural da Embaixada de Portugal – nas reservas do museu Manuel Cargaleiro, em Castelo Branco.

« Conseguir ser sincero (na arte) é difícil », diz o pintor e ceramista que viveu dezenas de anos em Paris, onde pode ser vista em permanência uma vasta mostra da sua obra em azulejo na estação de metro Champs-Elysées-Clémenceau.

O mestre fala da sua arte e convida os « compatriotas de França » a visitarem o seu museu, em Castelo Branco:

 

 

Paulo Gonçalves morre no Dakar 2020

O piloto português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu hoje na sequência de uma queda na 7ª etapa do rali Dakar na Arábia Saudita, anunciou a organização.

 

 

Paulo Gonçalves, segundo da edição de 2015 e que disputava o seu 13º Dakar, caiu ao quilómetro 276 da especial refere a organização do Dakar em comunicado.

A organização da prova foi avisada do acidente às 10h08 e às 10h16 um helicóptero de apoio chegou ao motociclista mas este estava “inconsciente depois de entrar em paragem cardíaca”.

O piloto foi transportado de helicóptero para o Layla hospital, onde foi declarada a sua morte.

 

 

 

 

Alfa/Lusa.

Madonna « portuguesa » e « crioula » inicia em Lisboa digressão europeia « Madame X »

Madonna começa hoje em Lisboa digressão europeia « Madame X »

Madonna começa hoje em Lisboa digressão europeia Madame X

Alfa (com Lusa e outras fontes)
A cantora norte-americana Madonna começa hoje, domingo, 12, a digressão europeia « Madame X » com o primeiro de oito concertos no Coliseu de Lisboa, a cidade que a inspirou para o mais recente álbum.

A digressão « Madame X » chega à Europa, com 37 concertos em Lisboa, Londres e Paris agendados até ao final de março, depois de ter passado por palcos nos Estados Unidos, onde houve problemas de produção no arranque e cancelamentos no final por lesão da cantora.

De acordo com o alinhamento da digressão nos Estados Unidos, o espetáculo de Madonna estará dividido em quatro atos, a produção cénica incluirá a reinvenção de uma casa de fados e a interpretação de « Fado Pechincha », com o guitarrista Gaspar Varela.

Além do jovem guitarrista português, bisneto de Celeste Rodrigues – fadista de quem a artista norte-americana é admiradora -, a digressão conta ainda com a trompetista portuguesa Jessica Pina, os percussionistas Carlos Mil-Homens e Miroca Paris e o grupo feminino cabo-verdiano Batukadeiras.

Tanto o novo álbum como esta digressão são assumidamente influenciados, criativamente, pela vivência de Madonna em Lisboa nos últimos anos, onde contactou com a cultura lusófona e latina.

Feito com a colaboração do produtor francês Mirwais, o álbum « Madame X » inclui colaborações com a cantora brasileira Anitta e o músico colombiano Maluma.

Nos concertos « Madame X », que decorrem em salas mais pequenas e intimistas, Madonna desenhou um alinhamento que inclui alguns temas novos, como « God Control » e « I Rise », mas também material antigo com « Express Yourself », interpretado ‘a capella’, « American Life » e « Papa don’t preach ».

Além do concerto de hoje, Madonna, 61 anos, estará no coliseu de Lisboa nos dias 14, 16, 18, 19, 21, 22 e 23.

A primeira vez que Madonna atuou em Portugal foi em 2004, quando fechou em Lisboa a « Re-Invention Tour ». No ano seguinte atuou em Lisboa na cerimónia dos prémios europeus de música da MTV, tendo regressado à capital em 2008. Em 2012 atuou no Estádio Cidade de Coimbra.

É « como se fosse um musical sobre a Lisboa crioula”, escreve o Público na sua edição deste domingo.

Eleições no PSD, um partido bipolar. A vitória de um derrotado e a derrota da ausência

Um partido bipolar. A vitória de um derrotado e a derrota da ausência

Quartel-general de Luís Montenegro Foto TIAGO MIRANDA

O PSD preferiu (e parece que vai preferir) o líder que lhe deu as piores derrotas. Percebe-se? Sim. Do outro lado continua a haver um vazio por preencher

Alfa/Expresso. Por Vítor Matos (leia a versão original em expresso.pt)

Por uma unha negra de 344 votos. Dramático. Um poucochinho, de 0,56%. O PSD não é um partido, são dois. Rui Rio fez um discurso de pré-vitória, confiante na desmobilização do adversário, o lado “fraco”, na segunda volta. Luís Montenegro chamou-o para o ringue televisivo, mas o líder “forte” não quer arriscar uma luta na lama. Não precisa. O último debate “não foi prestigiante”, disse (mas Rio também estaria a fazer ‘mea culpa’?). Esta vai ser uma semana de grande atividade dos caciques de ambos os lados para garantir a participação. Será uma semana penosa para Montenegro: depois do alívio por ter passado a eliminatória com um penálti no último minuto, a angústia. Rui Rio só pode ganhar.

Os resultados anunciados foram estes:
Rui Rio – 15 301 votos (49,44%)
Luís Montenegro – 12 767 votos (41,26%)
Miguel Pinto Luz – 2 878 votos (9,3%)

Numa análise imediata, o PSD parece bipolar: metade do partido quer o centro político e estar mais próximo do PS, e outro prefere ir para direita, com uma estratégia de confronto direto de oposição aos socialistas (Sá Carneiro chegou a demitir-se da liderança porque Marcelo Rebelo de Sousa apresentou uma moção onde previa uma oposição não sistemática ao PS). Mas mais do que grandes diferenças ideológicas (não são assim tão vincadas), estes são caminhos táticos e estratégicos diferentes com raízes históricas no PSD.

Uma avaliação mais fina, porém, exige precaução: sabemos que os alinhamentos políticos internos que influenciam o voto em eleições desta natureza não têm muito a ver com ideologias ou posicionamentos: são decisivas as as ligações pessoais, promessas a ambições, amores e ódios de dirigentes e caciques. Neste aspeto, Rui Rio voltou a colocar-se mais uma vez acima dos políticos vulgares (Montenegro?) e elevou-se de novo a um estatuto de superioridade moral – ao nível do “banho de ética na política” -, quando garantiu que não trocou lugares por votos e que o voto em si foi o voto puro e cândido dos militantes amorosos. Cuidado: Rio não pode garantir que os seus apoiantes não prometeram lugares e empregos quando há autárquicas à espreita…

Na verdade, o resultado robusto de Rio significa que o PSD não rejeitou o líder centrista que lhe deu os piores resultados da história, e que não se apaixonou pelas ganas do mais irreverente opositor dos socialistas (e até admitiu no rol dos possíveis líderes uma cara nova).
Com a quase maioria absoluta de Rio e a vitória que parece certa para a semana, os militantes e dirigentes do PSD estão a dizer-nos que não têm uma alternativa que valha a pena. Ao premiarem uma direção sem resultados, os laranjinhas mostram ao país que não olham para Montenegro como “a” solução para o futuro do partido. Aliás, comprova-se que a bravata de janeiro passado de tentar ‘roubar’ a liderança num Conselho Nacional em ano de legislativas foi a asneira do ano. O povo da base não gostou. E castigou-o.

Por outro lado, os militantes preferiram premiar um líder que tem pouco para oferecer, até porque já prometeu não vai mudar nada do que fez até agora. O PSD teve o pior resultado de sempre nas europeias sob a liderança de Rui Rio. O PSD teve um dos piores resultados de sempre nas legislativas com um candidato a primeiro-ministro chamado Rui Rio. A direita tradicional está em mínimos e a abrir caminho para o PS se consolidar como o partido charneira do regime, e quem defende a estratégia de aproximação aos socialistas é Rui Rio. A saída de um ex-líder e a criação do Aliança e do Chega! deram-se no turno da chefia de Rui Rio. Mesmo assim, o PSD sinalizou que está prestes a escolher de novo Rui Rio para líder. E se o fizer no próximo sábado – como apontam as probabilidades -, vai ser de forma inequívoca, sem quaisquer dúvidas, por maioria absoluta e perante o concorrente mais agressivo.

A escolha aparentemente convicta por Rio, um líder derrotado que não oferece perspetivas de vitória ou de recomposição da direita, parece uma decisão contraintuitiva, mas terá a ver sobretudo com a falta de fé em Montenegro, que como candidato ficou muitos furos abaixo do que andou a prometer em expetativas. Só por acidente um destes dois homens chegará à chefia de um Governo.

Quanto a Pinto Luz, fez o que lhe competia. Um resultado de 10% – não de 12% como disse no discurso – não lhe dá garantias de um dia chegar à liderança, mas é digno. Já houve um tempo em que todos aqueles que foram candidatos à liderança do PSD acabaram mesmo por sê-lo (de Cavaco Silva a Passos Coelho foi assim). Agora veremos se será mesmo king maker do resultado no próximo sábado. Luis Montenegro disse que conta com ele no futuro. Tencionaria propô-lo para a a Câmara de Lisboa?

A razia nos cadernos eleitorais (que perderam 30 mil militantes) também pode explicar muita coisa. Foram as eleições internas do PSD com mais participação percentual (76%) e menos votantes brutos (31,3 mil). Quer dizer que os cadernos estão mais enxutos, mas não dá para perceber quantos ‘bebés’ – verdadeiros militantes – foram deitados fora com a água do banho. As novas regras anti-cacique para o pagamento de quotas podem ter reforçado a verdadeira militância, mas também beneficiaram os caciques mais profissionais – com meios para andar militante a militante, porta a porta, a tratar de papéis e a pedir as referências de multibanco recebidas nos telemóveis para depois fazerm os pagamentos tradicionais.

Já farsa dos cadernos eleitorais da Madeira são uma verdadeira vergonha para Miguel Albuquerque – mas também para Alberto João Jardim que agora veio criticar aquilo que ele sempre fez. Perguntas para queijo: o é que aquela gente toda viu em Miguel Pinto Luz que não gostou nos outros? Quem pagou aquelas quotas todas?

Com a vitória de Rio, o PSD passará pelo mais dois anos descomposto, mas a vitória de Montenegro não garante o contrário. Como sempre no PSD, quando o partido está na oposição – e parece que será por muitos e bons anos – os olhares vão voltar-se para quem se segue. Quem tem estado calado?

Sporting vence em Setúbal por 3-1, Famalicão passa no Bessa reduzido a 10

Dois golos no espaço de sete minutos permitiram ao Sporting ganhar vantagem importante e vencer em casa do Vitória de Setúbal por 3-1, em jogo da 16ª jornada da I Liga de futebol.

Numa semana marcada pelo pedido sadino de adiamento do jogo devido a uma virose que terá afetado o seu plantel, solicitação negada pelos ‘leões’, o Sporting chegou ao intervalo a vencer já por 2-0, após os golos de João Meira, aos 27 minutos, na própria baliza, e de Bruno Fernandes, aos 34, na conversão de uma grande penalidade.

Apesar de demonstrar algumas dificuldades físicas com o decorrer da partida, a equipa setubalense reentrou na discussão do resultado aos 63, com um grande remate de Carlinhos, que fez a bola passar por cima do guarda-redes Luís Maximiano, tendo Bruno Fernandes, já aos 90+4, desfeito as dúvidas quanto ao vencedor do encontro, anotando o 3-1.

A vitória permite ao Sporting, quarto classificado, chegar aos 29 pontos e ficar a um do Famalicão, terceiro, enquanto o Vitória é 10º com 19.

O Famalicão, reduzido a 10 jogadores desde o primeiro minuto, por expulsão do guarda-redes Defendi, venceu  na visita ao Boavista, por 1-0. O golo foi apontado aos 81 minutos por Toni Martinez. Com este triunfo, o Famalicão mantém o terceiro lugar na I Liga, com 30 pontos.

 

Resultados da 16ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sexta-feira, 10 jan:

Benfica – Desportivo das Aves, 2-1 (0-1 ao intervalo)

Santa Clara – Rio Ave, 0-1 (0-0)

Moreirense – FC Porto, 2-4 (2-2)

 

– Sábado, 11 jan:

Portimonense – Paços de Ferreira, 0-0

Boavista – Famalicão, 0-1 (0-0)

Vitória de Setúbal – Sporting, 20:30

 

– Domingo, 12 jan:

Gil Vicente – Belenenses SAD, 16:00

Marítimo – Vitória de Guimarães, 18:30

Sporting de Braga – Tondela, 21:00

 

Alfa/Lusa.

 

 

Lisboa Verde: « Estamos juntos e vamos vencer », diz Marcelo com elogios ao Governo e a Guterres

Lisboa Verde: « Estamos juntos e vamos vencer », diz Marcelo com elogios ao Governo e a Guterres

Lisboa Verde: Estamos juntos e vamos vencer, diz Marcelo com elogios ao Governo e a Guterres

Alfa/Lusa
O Presidente da República elogiou hoje a ação de Portugal por um ambiente sustentável, declarando o seu apoio ao Governo nesta matéria, e o papel do secretário-geral das Nações Unidas no combate às alterações climáticas.

« Lisboa abre o caminho, Portugal segue o caminho, a Europa apoia o caminho, António Guterres leva mais longe o testemunho universal nesse caminho. Estamos juntos e vamos vencer. Viva Lisboa Capital Verde Europeia 2020, viva Portugal », exclamou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava no Parque Eduardo VII, na cerimónia de abertura de Lisboa Capital Verde Europeia 2020, em que estiveram presentes o primeiro-ministro, António Costa, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o vice-presidente executivo da Comissão Europeia Frans Timmermans, entre outros.

« Vamos fazer desta capital uma capital cheia de juventude, vamos fazer deste ano um ano de juventude. Vamos mostrar aos pessimistas que é preciso ser-se otimista. Vamos mostrar àqueles que não percebem a causa do ambiente que esta é uma causa de todos. Vamos mostrar àqueles que querem adiar opções que não podemos adiá-las », apelou.

Dirigindo-se em especial aos jovens, o Presidente da República acrescentou: « Vamos mostrar aos poderosos do mundo que negam a evidência que há evidências que são mais fortes do que a sua negação. Vamos mostrar, a partir de Lisboa, a partir de Portugal, a partir da Europa, apoiando António Guterres, que somos uma pátria de futuro ».

Marcelo Rebelo de Sousa, que discursou depois do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, começou por felicitar o executivo autárquico « que trouxe para Lisboa esta aposta de futuro: aposta no ambiente, na ecologia, no desenvolvimento sustentável, no diálogo intergeracional, na juventude ».

Depois, virando-se para António Costa, elogiou a ação no plano nacional em matéria ambiental, considerando que « Portugal aposta no verde, Portugal aposta no ambiente, Portugal aposta no enfrentar as alterações climáticas e o aquecimento global ».

« Portugal e o Governo, senhor primeiro-ministro, têm mostrado que querem liderar esta causa em termos europeus e mundiais. O senhor primeiro-ministro sabe que conta com o apoio não só do parlamento, não só com consenso nacional, mas com o apoio do Presidente da República Portuguesa e de todos os portugueses. É uma aposta de Lisboa, é uma aposta de Portugal », declarou.

Os ministros do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também estavam na assistência.

O Presidente da República enalteceu igualmente « a liderança europeia no que respeita à luta pelo ambiente, pelo ambiente sustentável, pelo Acordo de Paris, pela implementação do Acordo de Paris », saudando a presença de Frans Timmermans nesta cerimónia: « É tão importante este papel europeu no mundo, estamos tão felizes por o ter aqui connosco. Obrigada ».

Em seguida, louvou o papel do antigo primeiro-ministro de Portugal António Guterres à frente das Nações Unidas, dizendo que foi « o primeiro a assumir o combate no domínio das alterações climáticas e do aquecimento global » e que tem sido « inspirador em todo o mundo e para todo o mundo ».

« Tem feito desta causa, a causa da humanidade. Nós apoiamos António Guterres, porque a sua voz é a voz de todos os cidadãos do mundo, sobretudo dos que mais sofrem, dos que menos têm », prosseguiu. « Nesse mundo, António Guterres é o líder do futuro. Nós estamos consigo, secretário-geral das Nações Unidas », afirmou.

No fim da sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa apontou a bandeira de Portugal erguida no topo do Parque Eduardo VII, feita a partir de detritos de plástico reciclados como um símbolo da « ponte que vai ser este ano », que « começa com Lisboa Capital Verde Europeia 2020 e continua com o grande congresso das Nações Unidas sobre os oceanos ».

MOBILIZAÇÃO EM PARIS VAI PEDIR JUSTIÇA PARA GIOVANNI. Texto de Carlos Pereira

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Texto de Carlos Pereira – Lusojornal
Uma mobilização está marcada para este sábado, entre as 15h00 e as 18h00, junto da Embaixada de Portugal em Paris, para pedir justiça para Luís Giovanni dos Santos Rodrigues Tavares, um jovem estudante cabo-verdiano que foi batido até à morte em Bragança.

Com 21 anos de idade, natural da ilha do Fogo, Giovanni estava a estudar em Bragança, mas no passado dia 21 de dezembro, quando saía de uma discoteca, foi barbaramente espancado com barras de ferro por um grupo de 10 a 15 jovens. Morreu 10 dias depois!

A mobilização deste sábado, dia 11 de janeiro, no ângulo da rue de Noisiel, quase em frente da Embaixada de Portugal, pede que seja feita justiça, que os agressores sejam identificados e julgados.

“Face a uma lenta reação e posicionamento das autoridades competentes portuguesas na abertura de processo crime e face a uma quase invisibilidade desta atrocidade nos medias tradicionais até ao dia 4 de janeiro, apelamos à mobilização de toda a Comunidade cabo-verdiana de França, mas também de todas as pessoas que se sentem interpeladas pela violência de que foi vítima Luís Giovanni” diz uma nota enviada às redações, assinada por Rosa Semedo, principal organizadora do evento em França.

A manifestação, declarada e autorizada pela Préfecture de Paris, quer ser uma “marcha branca, massiva, silenciosa e pacífica” e por isso, os organizadores pedem que os participantes se vistam de branco e levem flores, velas, poemas, desenhos…

Este evento realiza-se à mesma hora em todas as ilhas de Cabo Verde, mas também estão anunciadas manifestações deste tipo em Portugal (Lisboa, Porto, Coimbra, Bragança, Covilhã, Évora), no Luxemburgo, nos Estados Unidos (Brockton), na Holanda (Rotterdam), na Suíça (Genebra), em França (Paris, Marseille, Lyon)…

Sábado, 11 de janeiro

Das 15h00 às 18h00

Embaixada de Portugal

1 rue de Noisiel

75116 Paris

Texto Carlos Pereira, jornalista, diretor do Lusojornal