Legislativas. PS ainda pode chegar à maioria, PSD em baixa, CDS em crise. As supresas das eleições. Siga aqui os resultados em tempo real

Os dados da projeção SIC/Expresso, cheios de surpresas. As projeções dos resultados eleitorais divulgadas pela RTP, SIC e TVI também dão a vitória ao PS nas eleições legislativas, com entre 34% e 40% dos votos, seguindo-se o PSD, com entre 24,2% e 31%. Crise no CDS: Assunção Cristas demite-se e não se recandidata

 

Alfa/Expresso/outras fontes

As supresas, segundo o Expresso:

« Surpresa número um: o PS terá 36% a 40% dos votos nestas legislativas – e a projeção de deputados (feita pelo ICS/ISCTE/GFK Metris) admite que os socialistas possam chegar à maioria absoluta: terá entre 105 e 117 deputados – com 116 há maioria dos deputados.

Outra surpresa: há três pequenos partidos que podem entrar na AR pela primeira vez. Por ordem de probabilidade, são o Iniciativa Liberal, que pode ter de um a trêso Livre que pode eleger um ou dois; e o Chega, que pode eleger um (ou nenhum deputado). O Iniciativa terá de 0,6% a 2,6%; o Livre de 0,5 a 2,5% e o Chega de 0,4% a 2,4%.

A direita em quedaPSD terá de 24,2% a 28,2%, elegendo de 72 a 82 deputados. O CDS de 2,4% a 5%, elegendo 2 a 8 deputados.

À esquerda, sobe e desceBE de 8,9% a 11,9% (elegendo de 17 a 24 deputados). E a CDU a descer: de 4,7% a 7,3% (com 5 a 13 deputados).

Quanto ao PAN, o esperado: terá entre 2,5% e 4,5%, passando a ter de 2 a 6 deputados ».

 

Siga aqui os rersultados oficiais em tempo real.

 

Entretanto, a primeira consequência destas eleições no CDS, que vai ter nova liderança:

Cristas não se recandidata à liderança do CDS

Assunção Cristas pediu a realização de um congresso extraordinário e não se recandidata – o CDS vai ter uma nova liderança depois do conclave que será marcado pelo conselho nacional que a ainda líder decidiu convocar esta noite depois de conhecidas as projeções que são hecatombe para o partido.

« Dei o meu melhor. Decidi não me recandidatar », disse Assunção Cristas numa declaração curta na sede nacional dos democratas-cristãos, em Lisboa.

As projeções divulgadas pelos três canais de televisão dão um mínimo de dois e um máximo de oito deputados ao CDS (SIC), três a sete (TVI) e três a seis (RTP).

Nas últimas legislativas, em 2015 – ainda Paulo Portas era líder do partido – o CDS concorreu coligado como PSD e elegeu 17 lugares para a Assembleia da República.

 

Revista Lusitano de Zurique celebra 25 anos de trabalho pelos emigrantes na Suíça

O Lusitano de Zurique, a revista mensal destinada à comunidade portuguesa residente em Zurique lançou hoje uma edição especial evocativo dos 25 anos de trabalho de um projeto que quer « ser a voz dos sem voz ».

A ideia nasceu há 25 anos, quando dois membros do Centro Lusitano de Zurique criaram um boletim informativo, primeiro quatro folhas A3 que juntavam recortes de várias revistas e jornais com o intuito de informar a comunidade portuguesa sobre os acontecimentos da região.

“Na altura, era tudo feito à mão, por eles, dava muito trabalho”, afirmou Sandra Ferreira, atual diretora da revista mensal Lusitano de Zurique.

Com o falecimento de um dos fundadores e a alteração da direção do Centro Lusitano de Zurique, as quatro páginas soltas A3 deram origem à revista como é hoje conhecida pela comunidade portuguesa residente em Zurique.

“Em 2005, quando lançámos a primeira edição da revista, algumas páginas eram a cores, outras a preto e branco, para reduzir nos custos. Entretanto, fomos crescendo, com a ajuda dos nossos patrocinadores, e decidimos apostar numa revista totalmente a cores”, disse a diretora.

A revista de 40 páginas, é garantida pelo trabalho de 20 colaboradores, residentes em Portugal e na Suíça, que cooperam de forma voluntária para garantir que a publicação chegue a casa dos portugueses residentes em Zurique de forma totalmente gratuita.

“Nem todos os nossos colaboradores têm formação jornalística, mas vou dando todas as informações e ferramentas necessárias para que consigam fazer um trabalho de qualidade”, afirmou Sandra Ferreira, diretora e jornalista da revista.

Atualmente, são distribuídos cerca de 2500 exemplares por todo o cantão de Zurique e são publicadas 11 revistas por ano.

“Nos primeiros anos, a revista era distribuída somente aos associados do Centro Lusitano de Zurique e nas igrejas locais”, recordou a diretora.

Hoje, a revista é distribuída por todo o cantão de Zurique ao público português em geral, privilegiando as associações portuguesas.

“Hoje em dia a solidariedade é cada vez mais difícil, principalmente no que toca as associações. Há uma dificuldade enorme em encontrar pessoas que estejam prontas a ajudar”, disse a diretora atual da revista, acrescentado que o maior problema é a substituição dos voluntários.

“Quando perdemos pessoas solidárias que fazem tanto pela revista, é complicado substituí-las”, explicou.

A diretora da revista, Sandra Ferreira, deixa transparecer uma forte preocupação quanto ao futuro do periódico, considerando que, “deveria haver mais apoio para este tipo de projetos. Não é fácil encontrar colaboradores voluntários e tenho medo de que isso possa comprometer a qualidade do conteúdo da revista”.

“As pessoas que têm estado à frente da direção do Centro Lusitano de Zurique têm sido fundamentais para a existência desta revista ao longo destes 25 anos”, declarou.

Já participaram na redação da revista algumas personalidades como o cantor Pedro Barroso ou os escritores Rui Aragonez Marques e Alice Vieira.

A diretora promete ainda que fará o esforço necessário para manter viva a revista com a promessa de “dar uma nova cara à revista a cada ano” e fazer o necessário para angariar novos patrocinadores para garantir a qualidade e diversidade da informação.

 

Alfa/Lusa.

Programa Portugal no Coração leva 15 emigrantes idosos e sem meios a redescobrir o país

Programa Portugal no Coração leva 15 emigrantes a redescobrir o país. Programa dirigido a quem não tem meios seleciona candidaturas entre quem tem mais de 65 anos e não visita Portugal há mais de 20. Objectivo é dar a conhecer museus, monumentos históricos ou gastronomia. Mas candidatos têm de residir fora da Europa. Viagem turística é de 11 a 20 de novembro.

 

O programa Portugal no Coração vai levar 15 emigrantes portugueses no estrangeiro que não visitam Portugal há mais de 20 anos a redescobrirem o país, numa viagem de turismo entre 11 e 20 de Novembro.

O programa, válido apenas para emigrantes de fora da Europa, é promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, pela Fundação Inatel, e pela TAP Portugal.

“A iniciativa destina-se a contemplar com uma visita a Portugal aos cidadãos que pela sua situação económica, pelo avançado da idade e pela distância que os separa da sua terra natal, dificilmente o poderiam fazer pelos seus próprios meios”, disse à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Entre os requisitos de candidatura estão idade igual ou superior a 65 anos, condição física que lhes permita viajar autonomamente e um período de mais de vinte anos sem visitar Portugal.

O regulamento indica, no entanto, que os candidatos que cumpram estes requisitos mas tenham condições económicas vantajosas não serão considerados, visto que o programa pretende fazer a ponte com os emigrantes que estão afastados de Portugal por falta de meios.

Existe ainda a possibilidade de alargar a temporada de estadia após o programa, caso o emigrante tenha familiares ou amigos que possam suportar os encargos de alojamento.

O programa promete dar a conhecer “museus modernos e monumentos históricos”, proporcionar “os pratos e doçaria que fazem da gastronomia portuguesa uma das melhores do mundo” e mostrar aos emigrantes “o quanto o seu país natal mudou”, numa viagem em pensão completa na companhia de outros portugueses da diáspora.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, este programa foi criado em 1996 e interrompido apenas em 2015 “por falta de candidatos em número suficiente para a realização da edição anual”.

Na Califórnia, onde se concentra a maior comunidade luso-americana dos Estados Unidos, o presidente da coligação de luso-americanos na Califórnia (CPAC), Diniz Borges, referiu que o conhecimento do programa é escasso, mesmo que haja emigrantes que se qualificam no âmbito dos requisitos.

As contas do MNE indicam que, desde o seu início, o programa “Portugal no Coração” já levou a Portugal 840 emigrantes residentes em 25 países, incluindo dos Estados Unidos e Canadá.

Ginasta portuguesa Filipa Martins consegue lugar nos Jogos Olímpicos Tóquio2020

A ginasta portuguesa Filipa Martins, do Acro Clube da Maia, garantiu hoje um lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, nos Mundiais de ginástica artística, que decorrem em Estugarda, na Alemanha.

Filipa Martins, de 23 anos, já esteve presente nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, no Brasil, onde obteve a melhor classificação de sempre de uma portuguesa na ginástica artística, ao terminar o concurso completo na 37ª posição.

“Foram três anos difíceis, em que tive de recuperar de algumas lesões, tive obstáculos e mudanças. Espero nos próximos Jogos ser melhor do que fui no Rio”, disse a atleta lusa, citada no Facebook da Federação de Ginástica de Portugal.

A ginasta do Acro Clube da Maia alcançou o apuramento com 49.698 pontos, um resultado que na sua opinião “podia ter sido bastante melhor”, sendo que deu “tudo aquilo que podia”, sabendo que os restantes resultados já não dependiam de si.

A ginasta do Acro Clube da Maia, alcançou o 20º lugar das vagas disponíveis para o apuramento olímpico.

 

Alfa/Lusa.

Já recebeu o barrete e o anel: eis o 46º cardeal português. É um poeta e é madeirense

Já recebeu o barrete e o anel: eis o 46º cardeal português. José Tolentino de Mendonça já foi investido cardeal pelo Papa Francisco

Foto TIZIANA FABI

Alfa/Lusa/Expresso

José Tolentino de Mendonça, desde o ano passado arquivista e bibliotecária da Igreja Romana, recebeu já o barrete vermelho e o anel, que simbolizam a sua subida a cardeal. A cerimónia foi presidida pelo Papa Francisco.

Marcelo Rebelo de Sousa queria ter estado presente no evento, mas acabou por cancelar devido ao funeral de Diogo Freitas do Amaral. Contudo, fez uma nova nota da Presidência a congratular o novo cardeal.

46º CARDEAL PORTUGUÊS

O bispo Tolentino Mendonça foi investido cardeal numa cerimónia no Vaticano, tornando-se o sexto cardeal português deste século e no 46.º da História, a quem foi atribuída a igreja de São Jerónimo da Caridade, em Roma.

O arquivista e bibliotecário do Vaticano recebeu o anel e barrete cardinalícios, assim como a bula, numa cerimónia na Basílica de São Pedro, que começou às 16:00 locais (menos uma hora em Lisboa). Este foi o sexto consistório para a criação de cardeais de Francisco, cujo pontificado começou em março de 2013, depois da resignação do papa Bento XVI, no mês anterior.

Natural de Machico, Madeira, o futuro cardeal, poeta e estudioso da Bíblia, entrou no seminário aos 11 anos. Doutorado em Teologia Bíblica e antigo vice-reitor da UCP, é um nome de destaque da poesia portuguesa contemporânea, tendo já recebido vários prémios.

Tolentino Mendonça, de 53 anos, foi um dos 13 novos cardeais anunciados pelo papa Francisco em 1 de setembro.

MINISTRA DA JUSTIÇA PRESENTE, MARCELO REPETE CONGRATULAÇÃO

Dezenas de portugueses assistiram à cerimónia de investidura, incluindo a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, em representação do Governo português, e o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

Impedido de estar presente devido às cerimónias fúnebres de Freitas do Amaral, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma nota no site da Presidência.

« Gostaria de estar presente no consistório em que recebe os sinais da sua nova condição, mas na impossibilidade de o fazer, envio ao novo Cardeal um cumprimento caloroso e amigo e os desejos de que continue a ser uma referência para tantos, católicos ou não, que lhe reconhecem o valor cultural e humano de quem é, como o próprio se definiu, ‘um facilitador de encontros’”, aponta a nota.

PAPA PEDE COMPAIXÃO

Juntamente com Tolentino Mendonça são também investidos um total de 13 cardeais, três não eleitores. Na lista estão Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, Itália, da Comunidade de Sant’Egídio, um dos quatro mediadores do acordo de paz de 1992 em Moçambique, e Jean-Claude Höllerich, arcebispo do Luxemburgo, onde residem 95 mil portugueses, que são 15% da população do país.

Um dos cardeais não eleitores, por ter ultrapassado os 80 anos, é Eugenio Dal Corso, arcebispo emérito de Benguela, Angola.

Antes de entregar o barrete cardinalício e o anel, o papa criticou o « hábito da indiferença » e pediu aos novos cardeais compaixão, que definiu como « requisito essencial ».

« A disponibilidade de um purpurado para dar o seu próprio sangue — significado na cor vermelha das suas vestes — é certa, quando está enraizada nesta consciência de ter recebido compaixão e na capacidade de ter compaixão. Caso contrário, não se pode ser leal », afirmou Francisco.

O líder da Igreja Católica disse ainda que « muitos comportamentos desleais de homens da Igreja dependem da falta deste sentimento da compaixão recebida e do hábito de passar ao largo, do hábito da indiferença ».

TRÊS CARDEAIS ELEITORES (E ELEGÍVEIS) NACIONAIS

Tolentino Mendonça junta-se ao cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, e ao bispo da Diocese de Leiria-Fátima, António Marto, como cardeais eleitores – e também podem ser eleitos – num futuro conclave para escolher o sucessor de Francisco, de 82 anos.

No Colégio Cardinalício, que tem por missão apoiar o Papa, estão mais dois portugueses que, por terem mais de 80 anos, não participam no conclave: Monteiro de Castro, de 81 anos, que foi penitenciário-mor da Santa Sé e teve uma vasta experiência diplomática ao serviço do Vaticano.

Já Saraiva Martins, de 87 anos, foi secretário da Congregação para a Educação Católica e depois prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Foi criado cardeal por João Paulo II (1920-2005), no mesmo dia do ex-cardeal-patriarca de Lisboa José Policarpo (1936-2014).

Portugal teve um papa, João XXI, cujo pontificado começou em setembro de 1276 e terminou em maio de 1277. Morreu na sequência de um acidente na Catedral de Viterbo, Itália, cujas obras acompanhava. Está aí sepultado. Natural de Lisboa, Pedro Julião ou Pedro Hispano era designado no seu tempo como filósofo, teólogo, cientista e médico.

Legislativas. Votação dos emigrantes triplicou face a 2015

Votação dos emigrantes triplicou face a 2015 – segundo números oficiais até ontem, dia 04.

Alfa/Lusa
Um total de 97.244 portugueses residentes no estrangeiro votaram até ontem por carta para as eleições legislativas, três vezes mais do que em 2015, segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

O último relatório da SGMAI com informações e números sobre o processo eleitoral refere que foram rececionadas até quinta-feira 88.244 cartas resposta, remetidas pelos eleitores residentes no estrangeiro, enquanto em 2015 votaram 31.610.

Entretanto, fonte oficial do Ministério da Administração Interna indicou à Lusa que durante o dia de ontem foram recebidas 9.000 cartas de portugueses residentes no estrangeiro, totalizando 97.244.

O relatório da SGMAI indica que, das 88.244 cartas recebidas, 69.053 foram remetidas pelos portugueses que votam pelo círculo da Europa e 19.191 por Fora da Europa.

Os portugueses residentes em França foram os que votaram em maior número, um total de 35.182, seguido do Brasil (11.322) e Suíça (9.779), refere o relatório da SGMAI.

No ano passado foi aprovado o recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro, que permitiu alargar o número de eleitores de cerca de 300 mil para 1,4 milhões.

Nas últimas legislativas de 2015, o universo eleitoral era de 242.852 inscritos e votaram 31.610 votos eleitores, dos quais 28.354 foram considerados válidos (11,68%).

A SGMAI refere também que foram devolvidos “por motivos vários” 87.521 boletins de voto, contra os 38.367 de há quatro anos.

As cartas podem ser devolvidas por vários motivos, nomeadamente o eleitor não residir no endereço indicado, o boletim não ter sido reclamado ou o eleitor já ter morrido.

No estrangeiro, estão inscritos 1.464.514 eleitores para votar por via postal, 895.386 dos quais pelo círculo da Europa e 569.128 por Fora da Europa, e 2.240 para votar presencialmente, 204 da Europa e 2.036 de Fora da Europa.

Para os portugueses votarem presencialmente, a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas vai instalar 79 locais de voto nos consulados.

A Administração Eleitoral enviou no total 1.464.709 cartas, 1.464.508 expedidas inicialmente, seis expedições adicionais resultantes de reclamações e 195 segundos envios.

O voto dos emigrantes portugueses por via postal terá de ser expedido até ao dia da eleição (06 de outubro) e chegar à Assembleia de Recolha e Contagem, em Lisboa, até 16 de outubro.

Rádio Alfa faz 32 anos. A aventura continua.

#RadioAlfaParis – #Aniversário – A aventura, há 32 anos, começou assim …

Eram duas da tarde em ponto. Rogério do Carmo, então – a 5 de Outubro de 1987 – com 52 anos, abria o microfone no estúdio improvisado num apartamento no último andar da Torre Atlas, no 13.º Bairro de Paris, para dizer, na frequência 98,6 FM: « Estão à escuta da Rádio Alfa, a rádio para todos os portugueses da região parisiense. Se calhar estou aqui a falar para o boneco, de maneiras que se alguém estiver à escuta por favor telefone ». Depois de o radialista ter revelado o número, o telefone tocou. A pequena equipa ficou em êxtase.

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Ataque à facada na Prefeitura de Paris. Investigação privilegia pista terrorista

Ataque que fez quatro mortos mais o atacante na sede da polícia em Paris: Investigação privilegia pista terrorista

Attaque de Paris: l’enquête privilégie la piste terroriste

 

As investigações sobre o ataque de há dois dias foram entregues à brigada antiterrorista.

Segundo diversas fontes, diversos elementos apontam para a premeditação do ataque do funcionário civil da Prefeitura.

Em Gonesse, na localidade da região parisiense onde residia  Mickaël Harpon, o homem que matou à facada quatro colegas (três deles polícias) dentro da Prefeitura, diz-se que ele se tinha convertido ao islamismo desde há alguns anos, de acordo com informações do jornal Le Figaro.

Já o Le Parisien diz que existem numerosos indícios da sua radicalização e confirma que a Justiça se lançou numa investigação por « ato terrorista ». « Foi a análise do telefone do assassino » que levou a esta decisão, acrescenta o jornal.

 

 

Legislativas. Seguranças tiveram de afastar Costa de um homem que o acusava de estar de férias nos fogos

Legislativas. Nas últimas horas da campanha eleitoral: seguranças tiveram de afastar Costa de um homem que o acusava de estar de férias nos fogos. António Costa exaltou-se com um eleitor e tiveram de ser os seguranças a afastá-lo quando se dirigia, transtornado, contra esse cidadão. « Tive de reagir, há limites para tudo », explicou depois

Foto TIAGO MIRANDA

Alfa/Expresso. Por Filipe Santos Costa. (Veja mais fotos de Tiago Miranda e um vídeo do incidente em expresso.pt) 

António Costa teve de ser travado, na tarde desta sexta-feira, pelos seguranças que o acompanham na campanha eleitoral, quando se virou contra um homem que o acusava de estar de férias aquando da tragédia dos fogos de Pedrógão Grande em 2017 (onde morreram 67 pessoas).

 

A arruada que desceu do Chiado até à Praça do Comércio já estava a desmobilizar, sob as arcadas o edificio do Supremo Tribunal de Justiça, quando um homem idoso abriu caminho até ao líder do PS. Disse-lhe que era eleitor socialista de sempre, mas acrescentou que desta vez está « relutante » em votar PS, porque Costa estava em « merecidas férias » no momento mais crítico da tragédia dos fogos de 2017, em Pedrógão Grande.

« É mentira, é mentira », respondeu-lhe António Costa, num crescendo de exaltação, acabando quase aos gritos. « Não esteve presente », insistiu o cidadão. Mas Costa não o deixou prosseguir.

« Isso é mentira que o senhor está a dizer », insistiu Costa. O líder socialista fez tenções de virar as costas ao eleitor que o interpelava mas, subitamente, voltou a direcionar-se para ele com o rosto transtornado, como se o fosse agredir, repetindo: « O senhor é um mentiro! Um mentiroso! »

Foi nesse momento que os seguranças tiveram de intervir para o travar, ao mesmo tempo que Maria Begonha, líder da JS, tentava acalmar o líder socialista e Fernando Medina, ao lado de Costa, dizia « Calma, calma, vamos embora ». Em simultâneo, a restante comitiva cerrou alas em trono do líder e o cidadão que o abordava foi afastado do centro dos acontecimentos.

« UM PROVOCADOR QUE FOI AQUI PLANTADO », DIZ COSTA

« Era um provocador que foi aqui plantado », disse António Costa conforme se afastava do local, de rosto muito tenso, e acompanhado de perto pelos dois filhos e pela mulher, todos bastante abalados pelo incidente que se prolongou por poucos segundos. Muitas das pessoas que haviam acompanhado a arruada nem se deram conta do que se havia passado.

Esse momento acabou por marcar uma arruada com centenas de pessoas, desde o Largo do Chiado até à Praça do Comércio, que decorreu em clima de festa apesar de não ter bombos nem música, por causa da morte de Freitas do Amaral. Após a altercação, o rosto dos responsáveis da campanha socialista denotava preocupação sobre o impacto que este episódio de última hora possa ter no eleitorado.

« CAMPANHAS NEGRAS DO PSD E CDS », DIZ O LÍDER SOCIALISTA

Minutos depois, já na Estação de Santa Apolónia, onde apanhou um comboio para o Porto, António Costa explicou que a questão dos fogos é, para si, « muito sensível », e repetiu a acusação de que se tratou de um « provocador » a repetir um facto « absolutamennte falso ».

« É uma mentira que a direita repetidamente tem vindo a lançar », acusou, falando em « campanhas negras em que o PSD e o CDS se tornaram especialistas ». « É lamentável que a campanha tenha descido a este nível ».

Costa admitiu que « devia ter reagido mais calmamente », mas « também tenho os meus limites ». « Tive de reagir, há limites para tudo. »

IV Encontro de Investidores da Diáspora em dezembro, em Viseu

IV Encontro de Investidores da Diáspora – de 13 a 15 de dezembro, em Viseu. (Informação oficial do Consulado Geral de Portugal em Paris)


IV Encontro de Investidores da Diáspora

Uma foto do III Encontro de Investidores da Diáspora

 

Nos próximos 13 a 15 de dezembro, em Viseu, a Secretaria de Estado das Comunidades Portugueses, através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID) e da Comunidade Intermunicipal de Viseu-Dão-Lafões, organizará o IV Encontro de Investidores da Diáspora.

Relembra-se que os Encontros de Investidores da Diáspora visam fornecer aos empresários portugueses no estrangeiro o acesso a informação em áreas-chave sobre as políticas públicas em Portugal, nomeadamente no plano dos mecanismos institucionais de apoio ao investimento, por via da presença de membros do Governo de Portugal e de responsáveis de entidades públicas em diferentes domínios.

Outro objetivo destes encontros é o de facilitar o estabelecimento de redes de contacto entre os empresários portugueses no estrangeiro e aqueles que exercem a sua atividade em Portugal, proporcionando-lhes o espaço para possíveis oportunidades de negócios ou de parcerias e oferecendo-lhes uma plataforma privilegiada para o diálogo, o debate, a partilha de experiências e de boas práticas, e o esclarecimento de dúvidas em tempo real. Ao mesmo tempo, procura-se contribuir para fortalecer um sentimento identitário comum entre os empresários portugueses pelo mundo, independentemente dos países onde estão estabelecidos e das realidades e contextos específicos em que se inserem.

Nesse sentido, convidamos todos os interessados a participarem neste importante evento!

Poderá encontrar em breve mais informações, nomeadamente o programa, na página do Consulado Geral em Paris ou no Portal das Comunidades. Pode utilizar ainda o endereço gaid@mne.gov.pt (a utilizar também para as inscrições).