Ana Paixão é « porta-voz » dos 12 mil residentes da Cidade Universitária de Paris

A diretora da Casa de Portugal na Cidade Universitária Internacional de Paris é também a representante das 42 casas que existem neste campus único onde vivem pessoas de todas as nacionalides e cujo lema é « paz e harmonia entre os povos ».

 

 

O telemóvel de Ana Paixão, professora universitária na Universidade Paris VIII e diretora da Casa de Portugal na Cidade Universitária Internacional de Paris, nunca para de tocar. Se já era assim desde 2010, quando assumiu as rédeas da casa dedicada aos estudantes portugueses, só se agravou em 2017 quando esta portuguesa se tornou a representante de todos os diretores das 42 casas que existem neste campus.

« Traz a responsabilidade acrescida de ser não só a porta-voz dos diretores, mas também dos próprios residentes porque implica estar em contacto permanente com as pessoas e com os problemas, assim como [procurar] formas de melhorar a própria Cidade Universitária », disse Ana Paixão em entrevista à Agência Lusa.

A Cidade Universitária Internacional de Paris foi imaginada por André Honnorat, ministro da Educação francês entre as duas Grandes Guerras, como um lugar em que estudantes de todo o mundo que acorriam a Paris travariam amizade, partilhariam culturas e construiriam a paz do futuro. « É um projeto utópico de paz e harmonia entre os povos », sublinhou a diretora.

Este campus é um espaço residencial, onde os estudantes ficam alojados e que se foi expandido, ora recorrendo a mecenas, ora por interesse dos países desde 1925. Conta atualmente com 42 casas de países de todo o globo, como Índia, Japão, México ou Espanha, incluindo a Casa de Portugal André de Gouveia – erudito português que dirigiu a Universidade de Paris no século XVI -, e acolhe cerca de 12 mil alunos por ano.

A Casa de Portugal André de Gouveia foi construída nos anos 1960, por iniciativa de Azeredo Perdigão, então diretor da Fundação Calouste Gulbenkian e a casa continua a ser administrada, em parte, pela fundação portuguesa sem qualquer intervenção do Estado português.

 

 

Ana Paixão conheceu o campus com apenas 12 anos, quando acompanhou a mãe, professora de Francês, num estágio linguístico e apaixonou-se por Paris. « Fiquei muito surpreendida com a Cidade Universitária, mas fiquei mais fascinada ainda com a cidade em si. Percebi que era uma coisa única, mas toda a cidade era única. Havia uma interculturalidade que era algo que não existia em Portugal nos anos 80 », explicou.

Todos os anos, alunos de todo o Mundo que vêm estudar para Paris tentam ter um lugar na Cidade Universitária de Paris, não só por esta praticar preços mais baixos no que os alugueres convencionais em Paris, mas por todas as comodidades dentro do campus, como ginásio, teatro ou cantina. Mas nem todas as candidaturas são aceites.

Quando regressou a França para começar a dar aulas de português e língua portuguesa na Universidade Paris III no início dos anos 2000, Ana Paixão tentou voltar à Cidade Universitária para viver, mas viu a sua candidatura recusada.

Agora que a escolha dos candidatos para viver na Casa de Portugal passa por ela, explica que há um perfil preferencial partilhado pelas diversas casas. « É um perfil pós-licenciatura, média de idades é 25 anos e tentamos também ter um critério social », indicou Ana Paixão, referindo que o âmbito de estudos a realizar é largo e vai desde artistas a estudantes de Medicina.

Pela Casa de Portugal já passaram figuras como o violoncelista Paulo Gaio Lima, a artista Isabel Pavão, o comissário europeu Carlos Moedas ou a cientista Odette Ferreira. A Casa de Portugal conta com 180 vagas, sendo que dois terços, normalmente, são ocupados por alunos portugueses ou de países lusófonos – o Brasil também tem uma casa neste campus.

Mas se gerir uma casa de estudantes já é complexo, ajudar a gerir 42 agrava as situações inesperadas.

« Os comportamentos e visões sobre o mundo são bastante diferentes. Por exemplo, é preciso gerir às vezes residentes indianos que estão habituados a um sistemas de castas, se apaixonam em Paris e isso transforma a sua lógica cultural. O diretor também está cá para ajudar nesses casos, ou quando há papéis perdidos ou vistos para fazer », refere Ana Paixão, referindo um « choque cultural ».

Com a perspetiva de coordenar tantas nacionalidades diferentes, a diretora da Casa de Portugal está convencida que há algo diferente na interação dos portugueses com outras nacionalidades.

« Sendo um país com uma diáspora enorme, temos a experiência do contacto com o outro. Aquilo que eu noto bastante é a experiência da tolerância em relação às outras culturas, coisa que nem sempre encontramos. As situações de conflito entre alguns residentes acontece com frequência nalgumas casa, na Casa de Portugal também temos, mas eu diria que em menor percentagem », sublinhou.

A Casa de Portugal é também um pólo da cultura portuguesa em Paris com celebrações de datas importantes como o 25 de abril , concertos ou conferências. Um trabalho que Ana Paixão leva a cabo desde 2010. « Colar esses dois mundos [académico e da comunidade portuguesa] não é algo adquirido. Tem de ser uma procura permanente. A estratégia começou por chamar as crianças que estão a aprender português e vieram também os pais e os avós e foi assim que progressivamente começou a aproximação à comunidade. Também fazendo parcerias com imensas associações e abrindo o nosso espaço », revelou a diretora.

Foi a comunidade portuguesa que ajudou a renovar há poucos anos, através do mecenato, as salas Fernando Pessoa e Vieira da Silva que servem para acolher espectáculos e exposições.

Agora a Casa de Portugal está prestes a viver uma nova fase. Com a mudança da delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris de instalações, a biblioteca, uma das maiores de língua portuguesa fora de Portugal e do Brasil, vai passar para a Casa de Portugal, acrescentando 300 metros quadrados de salas de arquivo e reconversão de um dos espaços de 200 metros quadrados para sala de leitura. Uma « sorte », segundo referiu Ana Paixão.

Para além destas incumbências, a diretora da Casa de Portugal está ainda à frente do projeto « Mulheres do Mundo » que visa sensibilizar todas as residentes para « os direitos que têm em França, porque muitas vêm de países muito diversificados e não têm essa noção ».

« Percebi que são as mulheres que têm a maior mudança na vida quando chegam a Paris », indicou a diretora.

O trabalho de Ana Paixão, nas suas diversas frentes, foi reconhecido no final do ano passado quando recebeu na Embaixada de Portugal em França o Grau de Comendador por ser « uma figura incontornável da cultura portuguesa em França ».

 

Reportagem  Catarina Falcão, da agência Lusa.

Kristalina Georgieva é a candidata europeia à liderança do FMI – oficial

A búlgara Kristalina Georgieva é a candidata europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), confirmou hoje o ministro das Finanças francês, responsável pela coordenação do processo de eleição do candidato da União Europeia (UE).

“Os Estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre o candidato a ser o próximo diretor-geral do FMI”, anunciou Bruno Le Maire, indicando que Kristalina Georgieva é agora a candidata dos países europeus.

Alfa/Lusa.

Sá Pinto vai agir judicialmente contra Ryanair após “postura arrogante e mal-educada”

O treinador do Sporting de Braga, Sá Pinto, considerou que o funcionário de um avião da Ryanair teve uma “postura arrogante e mal-educada” para consigo e assegurou que vai agir judicialmente contra a companhia.

O antigo futebolista, em comunicado conjunto com o Sporting de Braga, condena a postura do funcionário da companhia ‘low cost’ irlandesa e garante que “irá proceder judicialmente contra esta empresa e contra o aludido chefe de cabine pela atuação tida contra a sua pessoa”.

No documento, Sá Pinto explica mesmo o que motivou a sua identificação por parte PSP e consequente abandono do voo.

O treinador luso refere que reservou lugar na primeira fila, uma vez que as restantes obrigam a “manter o joelho dobrado durante o tempo de voo”, aludindo às “graves lesões sofridas nos joelhos enquanto jogador de futebol”.

Sá Pinto lamenta que a tripulação não tenha compreendido o seu argumento e, que, por isso, “recusou iniciar o voo” com destino à cidade do Porto, “obrigando ao desembarque” do técnico.

O treinador do Sporting de Braga foi identificado pela PSP, após esta ter sido chamada a um avião em Faro, devido a um alegado desentendimento com uma hospedeira, informou fonte desta força de segurança.

“A PSP foi chamada pela tripulação de um avião porque havia um homem bastante exaltado com uma hospedeira”, disse à Lusa fonte da Direção Nacional da PSP, referindo que esta força de segurança “desconhece os motivos da exaltação”.

Já na aeronave, que tinha como destino o Porto, os elementos da PSP pediram a Sá Pinto que os acompanhasse.

“Ele acompanhou e foi identificado na Divisão de Segurança Aeroportuária da PSP de Faro”, acrescentou a mesma fonte, referindo que Sá Pinto “não foi nem expulso nem detido”.

A PSP adiantou que o ex-futebolista “já não embarcou no avião” e esclareceu que, se houver queixa por parte da transportadora ou da hospedeira, a situação será comunicada ao Ministério Público.

 

https://www.youtube.com/watch?v=ZBjJEHA9qvA

 

Alfa/Lusa.

Portugueses na Suíça regressam em massa a Portugal

MIGRAÇÕES – Regresso de emigrantes. Há uma vaga inédita de portugueses a deixar a Suíça. Milhares estão a voltar. É já considerado um “caso excecional” na história da emigração portuguesa. Pensões de reforma baixas e impostos motivam retorno sem precedentes na história da emigração portuguesa

Alfa / Resumo de um longo trabalho do Expresso (por Raquel Albuquerque, edição semanal)

João e Joneide do Carmo voltaram ao Marco de Canaveses este ano e investiram numa rulote <span class="creditofoto">FOTO joão girão</span>

João e Joneide do Carmo voltaram ao Marco de Canaveses este ano e investiram numa rulote

FOTO JOÃO GIRÃO

O calendário da rulote para este mês de agosto já está cheio: por cada fim de semana, uma festa. De aldeia em aldeia no Marco de Canaveses e noutras redondezas do Porto, a rulote amarela do senhor João ganha quilómetros e clientes. Com apenas dois meses de vida, está ainda a adaptar-se às estradas, tal como João Babo do Carmo está a ambientar-se à nova etapa, agora que pôs fim à vida de emigrante. Trinta e dois anos depois de ter partido para a Suíça, levado pela onda de portugueses que para lá fugiram à procura de trabalho, o cozinheiro de 61 anos juntou-se agora à crescente vaga de regressos. Voltou em janeiro deste ano e com vontade de se agarrar, de vez, à terra onde nasceu.

“Quando fui para a Suíça, por cada 20 portugueses que iam, um regressava. Agora, por cada um que vai, há 20 que voltam”, conta. O número de portugueses a deixar aquele país europeu, durante décadas um dos principais destinos da emigração nacional, está a aumentar há seis anos e disparou nos últimos dois. Só em 2018, foram mais de 10 mil, o dobro de 2013. E pelo segundo ano consecutivo houve mais portugueses a sair da Suíça do que a entrar (…). “Chegámos a um ponto em que a comunidade está a diminuir. Isso só aconteceu em destinos não europeus, como os Estados Unidos ou o Canadá”, diz Rui Pena Pires, coordenador do Observatório da Emigração.

Só da cidade de Chaux-de-Fonds, na fronteira com a França, saíram 400 famílias portuguesas no ano passado. E há regiões como Friburgo onde vários prédios quase exclusivamente habitados por portugueses estão agora a ficar sem ninguém.

A primeira geração de portugueses na Suíça está a chegar à reforma e a pensão é demasiado baixa para o custo de vida.

Os dados da Secretaria de Estado das Migrações da Suíça, enviados ao Expresso, mostram que metade dos portugueses que saíram daquele país no ano passado tinham autorização de residência permanente (ou seja, viviam no país há mais de cinco anos). Cerca de 40% tinham entre 40 e 64 anos, mas tem aumentado a proporção dos que têm mais de 65. E embora não seja certo que todos regressem a Portugal, os investigadores admitem que a maioria está a voltar à terra natal.

Só para o Marco de Canaveses regressaram no último ano 21 emigrantes portugueses na Suíça. João é um deles. Outros 60 já manifestaram vontade de voltar, segundo o Gabinete de Apoio ao Emigrante da autarquia.

“A primeira geração de portugueses a emigrar para a Suíça, no final dos anos 70 e início dos 80, está a chegar à reforma. Muitas pessoas entre os 60 e os 65 anos, que nem pensavam regressar a Portugal porque é na Suíça que têm os filhos e os netos, fizeram as contas e perceberam que a reforma é demasiado baixa para lá viverem sem terem de recorrer às poupanças”, afirma Liliana Azevedo, que tem uma bolsa de doutoramento no CIES — Instituto Universitário de Lisboa para estudar os percursos dos reformados portugueses naquele país europeu. “As rendas são altíssimas e cada pessoa é obrigada a pagar um seguro de saúde mensal entre 500 e 600 euros. Com reformas pouco acima dos mil euros é impossível viverem. Por isso, uns já regressaram e outros estão para regressar.” A realidade não deixa dúvidas a Rui Pena Pires: “A Suíça já é um caso excecional na história da emigração portuguesa na Europa.”

O PÂNICO GERADO PELO FISCO

Mas há outras razões para o regresso, como o desemprego ou o facto de os salários não terem acompanhado o aumento do custo de vida. “Alguns portugueses deixaram de esconder a miséria em que viviam. Há quem tenha dívidas porque o salário não chega para as despesas ou porque está desempregado”, alerta Nuno Santos, presidente da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça.

A troca automática de informação financeira entre países da OCDE, que permitiu ao Fisco suíço saber se os estrangeiros estão a declarar todo o seu património, é outro fator. “Quase todos os portugueses têm bens em Portugal. A maioria nunca os declarou na Suíça e agora foi obrigada a fazê-lo”, diz Liliana Azevedo. “Alguns cantões exigiram acertos nos impostos e gerou-se um pânico que levou muitas pessoas a antecipar o regresso.”

((…)

O que os faz vir não é a tributação suíça, que já conseguiram resolver, mas a baixa reforma, explica. “Pagar renda, despesas, mais cerca de mil euros por mês para os dois seguros de saúde é duro. Viver na Suíça assim é difícil. Aqui em Portugal vive-se melhor com o mesmo dinheiro, ainda que lá consiga rapidamente marcar um exame médico se precisar e cá não seja bem assim.

(…)

VAGA DE RETORNOS SEM PARALELO

Agora, vêm para ficar. “Em alguns casos, é quase como se estas pessoas estivessem a emigrar novamente”, realça Rui Pena Pires. “Voltam para as aldeias de onde partiram há 40 anos, mas já não é o mundo de onde saíram. Agora não há lá ninguém. Alguns portugueses que emigraram para França também voltaram na reforma, mas nunca houve uma vaga de retornos com esta dimensão.” O caso excecional da Suíça exige respostas, defende. “É preciso dar apoio e informação”, por exemplo mediando o contacto com a Segurança Social ou as Finanças.

(….)

Emigrantes já podem fazer registo para procurar emprego. 42 já se candidataram a apoio financeiro para regressar.

Mais de 1800 cidadãos portugueses residentes em 72 países inscreveram-se no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) nos últimos três meses, desde que foi criada a possibilidade de os emigrantes se registarem para procurarem ofertas de trabalho antes do seu regresso.

A medida insere-se no “Programa Regressar”, criado pelo Governo com o objetivo de apoiar o retorno de trabalhadores que tenham deixado o país até 31 de dezembro de 2015. O programa inclui um apoio financeiro pago pelo IEFP aos emigrantes e lusodescendentes que comecem a trabalhar por conta de outrem em Portugal continental em 2019 ou 2020, com um contrato de trabalho sem termo (…). Segundo dados do Ministério do Trabalho, desde que as inscrições arrancaram há duas semanas, o IEFP já recebeu 42 candidaturas e 500 pedidos de esclarecimento. Só na declaração de IRS relativa aos rendimentos de 2019 será possível conhecer o impacto da redução de 50% do IRS dado aos emigrantes que regressam este ano ou no próximo.

IEFP recebeu 42 candidaturas e 500 pedidos de esclarecimento sobre apoio até €6500

Além das medidas incluídas neste programa, há 2055 portugueses a beneficiar do Regime Fiscal dos Residentes Não Habituais, dirigido a cidadãos nacionais ou estrangeiros que tenham tido morada fiscal fora de território nacional nos cinco anos anteriores à sua entrada em Portugal. São uma minoria (7%) no total de 29.901 beneficiários do regime, embora não se saiba quantos são trabalhadores ou pensionistas.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que 20 mil portugueses tenham regressado em 2017 (últimos dados disponíveis), num total de cerca de 50 mil desde 2015. Mas ainda não existem dados relativos ao ano passado e só os Censos de 2021 irão permitir fazer um retrato pormenorizado destes regressos. O que se sabe é que 90% dos emigrantes que voltam ao país se fixam nas freguesias de onde partiram, o que justifica a aposta na criação de mais gabinetes de apoio ao emigrante nas autarquias. Segundo o Portal das Comunidades Portuguesas, dos 157 gabinetes existentes em câmaras e juntas de freguesia, 142 estão a funcionar e os restantes estão em fase de instalação.

Leia mais e veja gráficos em expresso.pt /semanário/

Créteil-Lusitanos arranca para época 2019-20 com empate a zero

O Créteil-Lusitanos iniciou a nova temporada, agora no Championnat National (D3), com um empate a zero diante do Bastia-Borgo.

 

 

No estádio Dominique Duvauchelle, a equipa presidida pelo Comendador Armando Lopes, desenvolveu um futebol típico de início de campeonato, tendo ainda assim as melhores oportunidades de golo, sendo a mais flagrante em cima do minuto 90 por intermédio de Diallo.

A eficácia ou a falta dela foi de resto salientada no final do encontro à Rádio Alfa pelo treinador Carlos Secretário, para quem, se houvesse um vencedor teria de ser a sua equipa:

 

 

Também o lateral direito, Alexandre Pardal destacou as oportunidades de golo do Créteil-Lusitanos, « um zero a zero que tem um pequeno sabor amargo ».

 

 

Assistiram ao encontro mais de 600 pessoas.

Ministra da Cultura diz que para obra de José Afonso ser classificada é necessário aceder a gravações

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmou hoje que a obra musical de José Afonso pode ser classificada como Património Material Móvel, mas, para que tal aconteça « é preciso ter acesso às ‘masters’ e ao seu conteúdo ».

Graça Fonseca falava numa audição, que se iniciou pelas 12:00 no Ministério da Cultura, em Lisboa, com Francisco Fanhais e Manuel Freire, da Associação José Afonso (AJA), que lhe entregaram a petição com mais de 11 mil assinaturas para apelar à salvaguarda e reedição da obra do cantautor português.

Graça Fonseca esclareceu que a classificação é uma das formas de proteger a obra, mas não a única, acrescentando que há uma dificuldade em iniciar esse processo de classificação.

A ministra revelou que o Arquivo Sonoro Nacional e a Direção-Geral do Património Cultural, em diálogo com os herdeiros de José Afonso (detentores dos direitos da obra musical), « têm feito trabalho técnico de construção do que é necessário » para iniciar um processo de classificação.

Isto porque, « até agora, nenhum património deste tipo [‘masters’ com fonogramas] foi classificado ». « Não existe », reforçou a ministra da Cultura.

Aos dirigentes da AJA, Graça Fonseca assegurou: « Se o processo de classificação não se iniciou não foi por falta de vontade ».

José Afonso, que nasceu faz hoje 90 anos, em Aveiro, começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, pela Alvorada, « dos quais não existem hoje exemplares », refere a associação na biografia oficial do músico.

« Voz de um povo sofrido, voz de denúncia, voz de inquietude. Voz sinete da revolução de Abril », como descreve a AJA, José Afonso gravou álbuns como « Cantares do Andarilho », « Traz Outro Amigo Também », « Cantigas do Maio », « Venham Mais Cinco » e « Coro dos Tribunais ».

Autor de « Grândola, Vila Morena », uma das canções escolhidas para anunciar a Revolução de Abril de 1974, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

A família do músico José Afonso revelou hoje à agência Lusa que apoia a classificação e « o reconhecimento do interesse público » da obra fonográfica do cantautor português.

Em nota enviada à Lusa, a família de José Afonso, explicou que « tem vindo a colaborar diretamente com o Ministério da Cultura, desde 2018, para que este desenvolva o processo de classificação dos registos ».

A família considera que « as recentes iniciativas públicas relacionadas com este tema, incluindo uma resolução na Assembleia da República e uma petição, vieram reforçar o acerto e a oportunidade desta classificação ».

« Espera-se que este processo resulte, não apenas no reconhecimento oficial da importância maior desta obra, mas também na sua eficaz proteção e preservação para as gerações vindouras », sustentou.

A petição promovida pela Associação José Afonso (AJA) foi iniciada com o objetivo de acelerar o processo de classificação da obra de José Afonso, com vista à sua proteção e reedição, porque a maioria do trabalho do cantor está indisponível no mercado discográfico.

Em junho, quando foi lançada a petição, o presidente da AJA, Francisco Fanhais, explicava que se estava perante « um imbróglio jurídico, porque a Movieplay [editora que detém os direitos comerciais da obra de José Afonso] está em situação de insolvência e não se sabe do paradeiro dos ‘masters’ das músicas gravadas pelo Zeca Afonso », o que compromete a reedição destes trabalhos.

Um mês depois, a 19 de julho, o parlamento aprovou um projeto de resolução do PCP que recomendava ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, precisamente com vista à sua reedição e divulgação.

 

 

Alfa/Lusa.

Video: RTP.

Número de turistas em Portugal cresce 7,5% em 2018 para 22,8 milhões

O número de turistas em Portugal atingiu os 22,8 milhões em 2018, mais 7,5% face ao ano anterior, apesar deste crescimento ter sido inferior ao estimado para o ano passado (+16,6%), divulgou hoje o INE.

De acordo com a publicação Estatísticas do Turismo 2018, do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Espanha mantém-se como sendo o principal mercado emissor de turistas internacionais, com uma quota de 25,4%.

Sobre a atividade do setor do alojamento turístico, o INE refere que no ano passado, o número de hóspedes cifrou-se em 25,2 milhões e as dormidas 67,7 milhões, o que correspondeu a aumentos de 5,1% e 3,1%, respetivamente, contra crescimentos em 2017 de 12,9% e 10,8%, pela mesma ordem.

No ano passado, na hotelaria os turistas representaram 81% dos hóspedes e 83,6% das dormidas, seguindo-se o alojamento local com 15,6% e 13,8%, respetivamente.

No documento pode ler-se ainda que o turismo no espaço rural e de habitação surge na terceira posição no ano passado em termos de hóspedes e de dormidas, com uma quota de 3,4% e 2,6% , pela mesma ordem.

O INE realça ainda que o mercado interno assegurou 19,9 milhões de dormidas (29,4% do total) e evidenciou um aumento de 6,5% em 2018 (+7,3% em 2017).

Quanto às dormidas dos mercados externos (70,6% do total), realça que registaram um crescimento significativamente inferior (+1,8%, após +12,2% no ano precedente) e atingiram 47,8 milhões.

Em 2018, os residentes em Portugal realizaram 22,1 milhões de deslocações turísticas, o que correspondeu a um crescimento de 4,2%, mas que denota um abrandamento face à subida de 5% em 2017 e de 5,4% em 2016.

As viagens turísticas em território nacional atingiram 19,6 milhões, refletindo um aumento de 3,2%, contra uma subida de 4,1% no ano anterior.

O INE refere ainda que as deslocações para o estrangeiro (2,5 milhões) representaram 11,3% do total, tendo-se observado um aumento de 13,3%, que compara com um crescimento de 13,1% em 2017.

Alfa/Lusa.

Inédito. Árbitra (francesa) apita na Supertaça Europeia entre Liverpool e Chelsea

Vamos assistir a um momento histórico no futebol: será uma árbitra a apitar a Supertaça Europeia. A árbitra francesa Stéphanie Frappart foi a escolhida pela UEFA para apitar o jogo entre Liverpool e Chelsea, em Istambul

Alfa / TRIBUNA EXPRESSO

A árbitra francesa Stéphanie Frappart   Foto : DEAN MOUHTAROPOULOS

É a primeira vez que uma árbitra do sexo feminino vai orientar a final de uma competição europeia. A francesa Stéphanie Frappart foi a escolhida pela UEFA para apitar a Supertaça entre Liverpool, vencedor da Liga dos Campeões, e Chelsea, vencedor da Liga Europa, a 14 de agosto.

Stéphanie Frappart, 35 anos, será assistida por Manuela Nicolosi e por Michelle O’Neal, numa final que será disputada em Istambul, na Turquia.

Em julho, a árbitra francesa apitou a final do Mundial feminino, precisamente em França, entre os EUA e a Holanda.

Frappart foi a primeira mulher a apitar um jogo da Ligue 1 em França, em abril, e faz parte do lote de árbitros do campeonato francês.

« Já disse em várias ocasiões que o potencial do futebol feminino não tem limites e estou encantado por ter Stéphanie Frappart a apitar a Supertaça Europeia », disse o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, ao site da UEFA.

Créteil-Lusitanos de Carlos Secretário recebe esta noite (20h) o Bastia Borgo no pontapé de saída da época 2019-20

 Começa esta sexta-feira o ‘Championnat National’ (D3). O Créteil-Lusitanos recebe no estádio Dominique Duvauchelle em Créteil, o Bastia Borgo às 20h.

Depois do título no ‘National2’ (D4) na temporada passada, a direção do clube continua com os objectivos em alta para a época 2019-2020. Lutar pelos três primeiros lugares na tentativa de conseguir uma segunda subida consecutiva.

Para o técnico Carlos Secretário esta partida será « difícil para as duas equipas que subiram de divisão e que querem começar da melhor maneira…».

Em relação à temporada, o técnico do USCL, mantém o discurso do jogo a jogo :

 

Rádio Alfa.

 

 

Lista de Convocados para o jogo frente ao Bastia Borgo:

Guarda-redes: Mandanda – Veron

Defesas: Belkouche – Dauchy – De Taddeo – Fofana Y. – Pardal

Médios: Baal – Baptista – Buaillon – Llambrich – Pereira

Atacantes: Bouhmidi – Diallo – Habbas – Okou.

 

Fotos: uscl.fr

Filme « A Gaiola Dourada » em primeiro nas audiências TV em França

TF1 difundiu ontem, quinta-feira, em prime time (início da noite), o filme La Cage Dorée, uma comédia sobre a emigração portuguesa em França que bateu recordes quando foi exibido nas salas de cinema. A aposta da TF1 foi ganhadora e ficou à frente a essa hora nas audiências da TV francesa.

A comédia de Ruben Alves, com Rita Blanco, Joaquim de Almeida e Roland Giraud, entre outros, foi vista por 2,7 milhões de telespetadores, alcançando 15,4% das partes de mercado.

Em segundo ficou M6, com um episódio de Pékin Express – 2,3 milhões e 14,6%.

Em terceiro ficou Secrets d’histoireapresentando por Stéphane Bern – 2,1 milhões e 12,75.