França está a negociar com Portugal imunidade de Rui Pinto

França está a negociar com Portugal imunidade de Rui Pinto. Objetivo é que Rui Pinto não seja julgado pela alegada tentativa de extorsão de agentes da Doyen Sports

Alfa/ TRIBUNA EXPRESSO

Foto RODRIGO ANTUNES

A possibilidade de Rui Pinto ter imunidade e não ser julgado pela alegada tentativa de extorsão de agentes da Doyen Sports, em 2015, está a ser negociada entre a procuradoria-geral francesa e Portugal. O objetivo, revela o jornal britânico “The Guardian”, é que assim o hacker continue a colaborar com as investigações em casos de corrupção no futebol.

Em prisão preventiva desde 22 de março, Rui Pinto, de 30 anos, foi detido na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num mandado de detenção europeu. Está indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada.

Em causa estão acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e a divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

O colaborador do ‘Football Leaks’ terá entrado, em setembro de 2015, no sistema informático da Doyen Sports, com sede em Malta, e é também suspeito de aceder ao endereço de correio eletrónico de membros do conselho de administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD leonina.

No período em que esteve detido na Hungria, Rui Pinto assumiu ser uma das fontes do ‘Football Leaks’, plataforma digital que tem denunciado casos de corrupção e fraude fiscal no universo do futebol, no âmbito dos quais estava a colaborar com autoridades de outros países, nomeadamente França e Bélgica.

Coletes amarelos. PR Macron fala ao país. É proibido desiludir

Sob a pressão de uma dura crise social que dura há cinco meses, o Presidente Emmanuel Macron vai responder no início desta semana às reivindicações dos “coletes”, que já convocaram novas manifestações “nacionais” para Paris, no próximo sábado, dia 20. Franceses aguardam com expetativa a comunicação: Macron não pode falhar.

Foto GUILLAUME HORCAJUELO

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

Os “coletes amarelos” voltaram a sair à rua, ontem, pelo 22º sábado consecutivo.

Quando ainda decorriam incidentes e confrontos duros nalguns locais – por exemplo na cidade de Toulouse duraram mais de seis horas – convocaram novas manifestações “nacionais” para o próximo sábado, designadamente para Paris.

Os líderes “amarelos” disseram não esperar “grande coisa” ou « esperar nada » da anunciada comunicação presidencial e, com a mobilização, mantêm o jovem chefe de Estado francês sob forte pressão.

Fechado no Palácio do Eliseu, Macron tem estado a consultar os seus apoiantes e ministros mais próximos e sabe que o seu futuro político está em jogo.

O exercício do Presidente será difícil porque o que os “coletes” pedem é exatamente o contrário do que o seu Governo tem feito até agora: aumento do poder de compra, diminuição dos impostos para os assalariados com rendimentos mais baixos, subida das pensões mais modestas dos reformados, supressão do IVA para os produtos de primeira necessidade, reposição do Imposto Sobre a Fortuna, democracia participativa com a introdução do Referendo de Iniciativa Cidadã, sistema eleitoral proporcional para as legislativas…

No fundo, o movimento social pede uma “revolução”, que foi precisamente o que Emmanuel Macron prometeu há mais de dois anos. Com efeito, “Revolução” foi precisamente o título do livro, com as suas promessas, que ele escreveu antes de se candidatar às presidenciais de 2017.

Ninguém sabe o que vai exatamente dizer o chefe de Estado porque tudo está a ser preparado no maior segredo.

Certo é que o fim da crise dos “coletes amarelos” depende das medidas que Macron anunciar. Se desiludir, o movimento poderá reforçar-se e radicalizar-se, tornando-se ainda mais incontrolável do que até agora. E o próprio quinquénio de Macron no Eliseu poderá ser colocado em perigo.

Depois da França ter vivido cinco meses de conflito e de o Governo e a Presidência terem “fechado” para participar no Grande Debate, o Presidente joga pessoalmente tudo porque, mais uma vez, tentará sair sozinho da crise.

A tradição da V República francesa é essa: é no chefe de Estado que repousa todo o Poder. Em dezembro, na altura em que a crise esteve quase a descambar em insurreição, foi também ele que assumiu solitariamente abrir os cordões à bolsa com concessões de cerca de 10 mil milhões de euros aos contestatários. Mas essas medidas não chegaram para travar um movimento que, apesar da violência, continua a ter forte apoio na população.

Com as contas da França no vermelho, Emmanuel Macron não poderá ser vago na sua comunicação. Bem pelo contrário: terá de anunciar, provavelmente amanhã ou depois, medidas concretas, com efeito imediato no bolso dos franceses.

Os “coletes” dizem que o Grande Debate foi uma “farsa” e, muitos, continuam a pedir eleições gerais antecipadas. Pedido que será renovado com mais força se o Presidente não for convincente.

Sporting com 10 vence Desportivo das Aves e reforça terceiro lugar da I Liga

O Sporting consolidou o terceiro lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer no terreno do Desportivo das Aves, por 3-1, em jogo da 29ª jornada, marcado pela expulsão do guarda-redes ‘leonino’ Renan.

O jogador do Sporting viu o cartão vermelho aos quatro minutos, mas os ‘leões’ ganharam com golos Luiz Phellype (24 minutos), Mathieu (44) e Bruno Fernandes (84), melhor marcador da equipa e segundo do campeonato, com 16 tentos – menos dois do que Seferovic (Benfica). Cláudio Falcão marcou para o Aves, de grande penalidade (33).

Com a sexta vitória seguida no campeonato, a equipa de Marcel Keizer soma agora 64 pontos, mais seis do que o Sporting de Braga, quarto classificado, que recebe o Tondela no domingo, enquanto o Aves mantém o 12.º lugar, com 30 pontos, e fica ao alcance de Marítimo (30), Boavista (29), Tondela (28) e Nacional (27).

O FC Porto lidera, com 72, depois de vencer hoje no terreno do Portimonense, mas pode ser novamente igualado pelo Benfica, que recebe o Vitória de Setúbal no domingo.

Resultados da 29ª jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 12 abr:

Desportivo de Chaves – Belenenses, 2-2 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 13 abr:

Santa Clara – Moreirense, 1-1 (1-1)

Portimonense – FC Porto, 0-3 (0-1)

Desportivo das Aves – Sporting, 1-3 (1-2)

– Domingo, 14 abr:

Marítimo – Feirense, 16:00

Rio Ave – Vitória de Guimarães, 16:00

Boavista – Nacional, 18:30

Sporting de Braga – Tondela, 18:30

Benfica – Vitória de Setúbal, 21:00

Alfa/Lusa.

FC Porto vence Portimonense e isola-se na frente da I Liga

O FC Porto isolou-se provisoriamente na liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer no terreno do Portimonense, por 3-0, em jogo da 29ª jornada, ficando a aguardar o resultado do Benfica.

O argelino Brahimi, aos 15 minutos, o maliano Marega, aos 73, e o mexicano Herrera, aos 90+3, marcaram os golos do campeão nacional em Portimão, onde os ‘dragões’ somaram a quinta vitória seguida no campeonato, o que lhes permite passarem a contabilizar 72 pontos, mais três do que os ‘encarnados’.

O Benfica recebe o Vitória de Setúbal no domingo e, em caso de triunfo, volta a igualar o FC Porto, à entrada para as últimas cinco jornadas.

O Portimonense sofreu a terceira derrota seguida e segue no 10º lugar, com 32 pontos, ficando ao alcance do Setúbal (31), do Desportivo das Aves (30), do Marítimo (30) e do Boavista (29).

Resultados da 29.ª jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 12 abr:

Desportivo de Chaves – Belenenses, 2-2 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 13 abr:

Santa Clara – Moreirense, 1-1 (1-1)

Portimonense – FC Porto, 0-3 (0-1)

Desportivo das Aves – Sporting, 21:30

– Domingo, 14 abr:

Marítimo – Feirense, 16:00

Rio Ave – Vitória de Guimarães, 16:00

Boavista – Nacional, 18:30

Sporting de Braga – Tondela, 18:30

Benfica – Vitória de Setúbal, 21:00

Alfa/Lusa.

Novas manifestações radicais em França dos “coletes amarelos”, nas vésperas do Presidente Macron falar ao país

Confrontos, gases lacrimogéneos e barricadas incendiadas ao princípio da tarde, em Toulouse, cidade declarada “capital” do “Ato 22” da revolta dos “coletes”. Trata-se do 22º segundo sábado consecutivo de manifestações em França. O PR Emmanuel Macron continua sob pressão, a dias de anunciar medidas de resposta à crise social

Foto GUILLAUME HORCAJUELO

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

Às 14h locais (menos uma hora em Portugal continental), decorriam em França diversas manifestações dos “coletes amarelos”, pelo 22º sábado consecutivo de mobilização pelo aumento do poder de compra e contra a política social de Emmanuel Macron.

O jovem chefe do Estado continua a ser acusado de ser o “Presidente dos ricos”, apesar das cedências ao movimento (na ordem de 10 mil milhões de euros) anunciadas no início de dezembro do ano passado.

O centro da revolta foi convocado este sábado para Toulouse (no sul do país) onde se verificaram confrontos de manifestantes com a forças policiais e incêncios de barricadas e de caixotes do lixo desde o fim da manhã.

Em Paris, decorrem neste momento três manifestações e a tensão é enorme.

Além de criticarem a política do Governo e do Presidente, os “coletes amarelos” atacam também as recentes medidas governamentais de restrição da liberdade de manifestar em França.

Hoje, diversas zonas centrais de Paris, bem como de Toulouse, de Lyon e de outras cidades, estão completamente fechadas à circulação. As manifestações foram proibidas em zonas centrais e estratégicas das principais metrópoles, designadamente, na capital francesa, numa vasta zona à volta dos Campos Elísios e junto ao Palácio do Eliseu e também de diversos ministérios e da Assembleia Nacional.

O Presidente Emmanuel Macron, que deverá anunciar, até à próxima quarta-feira, medidas para responder a esta crise, encontra-se sob forte pressão da rua.

O movimento dos “coletes” dura desde 17 de novembro do ano passado e é já o movimento social mais radical e mais longo da História da República francesa.

Lua de mel luso-cabo-verdiana. Cimeira em Lisboa

Cimeira entre Portugal e Cabo Verde com 12 acordos na agenda

Cimeira entre Portugal e Cabo Verde com 12 acordos na agenda

Alfa/Lusa
Os governos de Portugal e de Cabo Verde assinam hoje 12 acordos bilaterais, no âmbito da V Cimeira Luso-cabo-verdiana que decorre em Lisboa, com a presença dos primeiros-ministros dos dois países.

Depois da receção às comitivas dos dois países, na sexta-feira, a cimeira tem início marcado para a manhã de hoje, prevendo reuniões setoriais nos vários ministérios envolvidos. Por volta das 11:00, os membros de ambos dos governos dirigem-se ao Palácio Foz, em Lisboa, onde decorrerá a reunião plenária.

Pelas 11:15 inicia-se um encontro a sós entre os primeiros-ministros de Portugal e de Cabo Verde, com duração prevista de 15 minutos, seguindo-se a reunião plenária que se deverá prolongar por uma hora, de acordo com o programa oficial.

No final, está prevista a assinatura de instrumentos entre os dois países e declarações conjuntas de ambos os primeiros-ministros à comunicação social.

Além dos primeiros-ministros de Portugal, António Costa, e de Cabo Verde, José Ulisses Correia da Silva, irão participar nos trabalhos elementos dos dois governos.

Da parte de Portugal, estarão presentes os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augustos Santos Silva, da Administração Interna, Eduardo Cabrita, da Justiça, Francisca van Dunem, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, assim como vários secretários de Estado.

Já a comitiva de Cabo Verde inclui os ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Justiça e Trabalho, Administração Interna, Saúde e Segurança Social, Infraestruturas, Ordenamento de Território e Habitação e o embaixador de cabo-verdiano em Portugal, Eurico Monteiro.

Na cimeira, segundo informação oficial, os dois países vão assinar 12 instrumentos, entre os quais um projeto de reforço técnico das capacidades nacionais no domínio do desenvolvimento curricular para o ensino secundário e um projeto de informatização do Registo Criminal.

Membros dos dois Governos vão também assinar um protocolo para a cooperação técnica entre os ministérios das Finanças, que visa o desenvolvimento de programas e projetos para a qualificação da Administração Pública de Cabo Verde.

Na área da justiça e das forças de segurança será assinado um instrumento de cooperação técnico-policial de Portugal para Cabo Verde, a realizar já este ano, e um programa de cooperação no domínio da justiça, que se prevê seja desenvolvido também este ano.

A parceria Cabo Verde-União Europeia, as relações Europa-África, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), atualmente presidida por Cabo Verde e a segurança marítima no Golfo da Guiné são outros temas da cimeira.

Depois da última reunião de alto nível entre os dois países, que se realizou em 2017, na cidade da Praia, os dois governos “voltam a reunir-se com importantes instrumentos bilaterais sobre a mesa, em setores como Finanças, Defesa, Economia, Segurança e Justiça, Educação, Saúde, entre outros, visando reforçar a parceria estratégica entre Cabo Verde e Portugal, alicerçada numa abrangente e diversificada cooperação a todos os níveis, e plasmada no Programa Estratégico de Cooperação 2017-2021 enquanto documento orientador da cooperação entre ambos”, lê-se na nota publicada pelo Executivo cabo-verdiano, no passado dia 10.

Sob o lema “Juntos para um Desenvolvimento Inclusivo” a cimeira traduz, na opinião do executivo cabo-verdiano, “a visão partilhada e a vontade comum dos dois países em trabalharem em prol do desenvolvimento económico, social e humano sustentado das respetivas sociedades”.

Os dois Governos vão ainda fazer o balanço da execução do Programa de Cooperação Estratégica assinado em 2017, com um pacote financeiro na ordem dos 120 milhões de Euros.

Fundação Gulbenkian. Mudanças importantes em Paris. Comunicado

Um comunicado da Fundação Calouste Gulbenkian – Mudanças importantes em Paris: centro cultural atual fecha e a FCG terá em 2020 nova sede da delegação na capital francesa; Biblioteca passa para a Casa de Portugal, na Cidade Universitária de Paris. O comunicado oficial na íntegra:

« Novas instalações a partir de 2020

GULBENKIAN REFORÇA AÇÃO DA DELEGAÇÃO EM FRANÇA

 

– Mais apoio a atividades e projetos de artistas portugueses, em parceria com a rede de instituições locais

– Uma nova delegação da Fundação em Paris

– Maior proximidade da Biblioteca Gulbenkian a estudantes e investigadores, na Cidade Universitária

A partir de janeiro de 2020, a Fundação Gulbenkian vai reforçar financeiramente o apoio aos artistas portugueses e à sua internacionalização, em parceria com as instituições culturais francesas, passando a ter dois espaços em Paris: um em Saint-Germain-des-Prés e outro na Cité Universitaire.

As parcerias estabelecidas para a concretização desta nova estratégia, recentemente assinadas com ambas as entidades, assentam em dois eixos fundamentais: o cruzamento da cultura portuguesa com a francesa e o posicionamento da Fundação no debate europeu de defesa dos valores de abertura e tolerância.

A nova sede da Fundação, que abrirá em janeiro de 2020, ganhará centralidade, passando para o histórico edifício da Fondation Maison des Sciences de l’Homme, prestigiada instituição científica francesa criada nos anos 60 por Fernand Braudel, situada no 54 Boulevard Raspail, em Saint-Germain-des-Prés.

Durante o ano, prosseguirá o ciclo de conferênciasDialogues Gulbenkian proposto pelo politólogo Ricardo Soares de Oliveira. Este ciclo, criado com o objetivo de contribuir para a compreensão do mundo atual, conta com a participação de alguns dos pensadores mais influentes da atualidade. A colaboração com o Institute Jacques Delors terá continuidade ao longo do ano.

Em janeiro do próximo ano, também a Biblioteca Gulbenkian abrirá ao público num novo espaço – a Casa de Portugal André de Gouveia, perto da Cidade Universitária, servindo assim um número de alunos superior ao atual.

Até lá, este espaço será adaptado às suas novas funcionalidades num investimento inteiramente suportado pela Fundação. O objetivo da mudança é alargar o público-alvo da Biblioteca, fundamentalmente universitário e investigador. Na Cité Internationale Universitaire residem cerca de 12 mil estudantes de todo o mundo e a Biblioteca da Fundação ficará perto de todas as principais universidades de Paris.

APOIO ÀS ARTES VISUAIS

Ao estabelecer parcerias com instituições francesas de mérito reconhecido, a Fundação quer aumentar o impacto dos artistas nacionais que, num meio tão competitivo, terão assim uma maior visibilidade nos circuitos culturais e artísticos. Recorda-se, a título de exemplo, a exposição sobre Amadeo de Souza-Cardoso, realizada em 2016 em coprodução com o Grand Palais e que teve mais de 80 mil visitantes. Já este ano, a Delegação apoiou a primeira retrospetiva da artista Lourdes Castro em França atualmente aberta ao público no Museu de Sérignan, no sul do país. Esta exposição assinala o regresso da artista ao país onde viveu 25 anos.

Este apoio à internacionalização das artes visuais vem complementar os já existentes dirigidos às artes performativas e cinema atribuídos pela Fundação Calouste Gulbenkian, a partir de Portugal. »

Diz-me como te chamas dir-te-ei quem és? Um elogio e uma crítica aos portugueses de França. Opinião. Por Daniel Ribeiro

Um elogio aos portugueses que souberam integrar-se em França, até escolhendo nomes franceses para os descendentes. Perceberam rapidamente que o regresso a Portugal era uma quimera.  Mas também um reparo: não lhes fica bem serem contra outros emigrantes que, como eles, procuram, mesmo em Portugal, uma vida melhor. Volte a ouvir aqui a última crónica de Daniel Ribeiro sobre um estudo do INED (Instituto Nacional francês de Estudos Demográficos) a propósito dos nomes que os portugueses deram aos filhos:

101º Aniversário da Batalha de La Lys

Participação Portuguesa na Grande Guerra. O 101º aniversário da Batalha de La Lys é assinalado hoje, dia 13, oficialmente, no norte da França- (na foto, o cemitério português de Richebourg)

A madrugada de 9 de Abril de 1918 foi violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada por milhares de vidas destruídas, entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.

Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 quilómetros onde estavam as forças portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens.

As forças portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva.

Os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros.

 

Morreu a cantora portuguesa Dina

Foi autora de vários sucessos incluindo « Há sempre música entre nós » e « Amor d’água fresca ». Tinha 62 anos. A notícia é avançada pela RTP.

Ondina Maria Farias Veloso era conhecida no meio musical como Dina. Tinha 62 anos. A cantora lutava há vários anos contra uma fibrose pulmonar.

Ao longo da sua carreira, com mais de 40 anos, destacou-se por temas como « Há sempre música entre nós », « Amor d’água fresca » ou ainda a balada « Acordei o vento ».

Em 1992 venceu o Festival da Canção da RTP.

Destacou-se por discos como Dinamite (1982), Aqui e Agora (1991), Guardado em Mim (1993) e Sentidos (1997).

 

Alfa/Público/RTP/Youtube