Imigrantes são 4% da população. Portugal precisa de mais. Um artigo do Público

Imigrantes são 4% da população. Portugal precisa de mais. Imigrantes ainda são vistos como ameaça. Mas vários estudos mostram que o país precisa que venham mais. Eles ocupam os trabalhos que os portugueses evitam e contribuem mais para a Segurança Social do que dela beneficiam.

(Um trabalho de Joana Gorjão Henriques no jornal Público, onde pode ler a publicação original, que inclui fotos e diversos gráficos explicativos sobre a emigração em Portugal. Leia na íntegra em publico.pt)

Já não há espaço para quase ninguém na sala onde Om Bahadur Gharti está a fazer atendimentos, na sede da Solidariedade Imigrante (Solim), na Baixa de Lisboa. Todos os dias, dezenas de cidadãos vão ao seu encontro pedir ajuda no processo de regularização em Portugal ou outro tipo de papelada. Há cinco anos que este nepalês de 28 anos chegou a Portugal sozinho. Só mais tarde a mulher se lhe juntou.

Esteve primeiro na Dinamarca, antes de chegar a Portugal em busca de “um futuro melhor” para a família. Não conhecia ninguém. Não é que em Portugal os salários sejam atractivos, mas obter a autorização de residência é mais fácil do que em outros países onde há um fluxo maior de imigrantes, confessa em inglês. O seu grande objectivo era chegar à Europa.

Hoje, a maioria dos imigrantes que o procura na Solim está a trabalhar na agricultura. “As condições não são boas, mas são melhores do que no Nepal.” Muitos desses trabalhadores recebem 500 ou 600 euros, por oito horas diárias, e não são raros os casos de exploração que lhe chegam aos ouvidos. “Ajudamos os imigrantes a regularizarem-se. E, quando os patrões não pagam, fazemos queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho.” Ele próprio teve que esperar dois anos pela regularização, numa altura em que os processos no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) se acumulavam. Durante esse período, “não podia viajar, nem trazer a família”.

A demora nas marcações para a entrevista a quem faz a denominada “manifestação de interesse” ao abrigo do artigo 88 da Lei de Estrangeiros — ou seja, imigrantes que estão ou planeiam trabalhar em Portugal — continua a ser uma dificuldade para quem se quer regularizar.

Recentemente, o Parlamento aprovou uma alteração à lei para regularizar os estrangeiros indocumentados que estejam a trabalhar e tenham feito descontos para a Segurança Social durante, pelo menos, um ano. Mas não foi consensual. A direita (PSD e CDS) votou contra, alegando que se estão a abrir indiscriminadamente as portas a todos os estrangeiros que queiram vir para Portugal.

Eis uma percepção errada, aponta Timóteo Macedo, dirigente da Solim. O peso dos imigrantes na população atesta-o: representam apenas 4% da população. “Nenhuma alteração à lei até agora provocou o ‘efeito de chamada’”, afirma. “Estamos num espaço de livre circulação, as auto-estradas da comunicação funcionam e todo o mundo sabe que Portugal está a alterar as leis. Mas poucos estão interessados em largar o trabalho que têm na Alemanha, Inglaterra, Espanha, onde ganham duas ou três vezes mais… Se houvesse um processo para legalizar pessoas na Alemanha, aí, sim, muitos dos que aqui estavam iriam. Agora Portugal não é atractivo. Tem trabalhos precários e salários baixos. Os imigrantes ocupam lugares na agricultura, restauração, no serviço doméstico, porque os portugueses já não querem trabalhar nesses sectores. As pessoas vêm lutar pela sua sobrevivência, agarram-se ao trabalho. Portugal tem é que agradecer aos que ainda têm coragem de vir e enfrentar patrões sem escrúpulos.”

Vamos aos números. Segundo o mais recente relatório do Observatório das Migrações (OM), os imigrantes estão mais representados nos grupos profissionais de base (51% estavam empregados em sectores como a construção, indústria e trabalhos não-qualificados de diferentes tipos) e têm remunerações médias inferiores às dos trabalhadores portugueses (menos 5% em 2015 e 2016). Correm mais risco de pobreza e estão mais vulneráveis ao desemprego (em 2017 a taxa de desemprego para imigrantes não-europeus era de 14,4%, enquanto para o total da população era de 8,9%). Porém, ficam menos tempo sem trabalho, desde logo porque aceitam os piores trabalhos — o que faz com que a taxa de desemprego de muito longa duração (procura de emprego há 25 meses ou mais) corresponda, entre os imigrantes, a metade (21,2%) da dos portugueses (40,7%).

São ainda mais dependentes de contratos precários: em 78,5% dos casos os portugueses que trabalham por conta de outrem têm contratos permanentes, mas entre os imigrantes essa percentagem é de 57,7%.

Quem se opõe?

É verdade que, com a recuperação económica, tem vindo a diminuir a oposição à entrada dos imigrantes, como mostram dados do Inquérito Social Europeu, num estudo de Alice Ramos, socióloga no Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa, e coordenadora do European Social Survey. Em 2014/2015 Portugal estava entre os três países europeus que mais se opunham a receber imigrantes, mas em 2016/2017 ficou abaixo da média europeia e tornou-se aquele onde essa oposição mais baixou.

A descida de Portugal não apareceu isolada: em metade dos 20 países analisados a oposição à imigração diminuiu. Mesmo assim, ainda persiste a percepção de que a entrada de imigrantes representa uma ameaça económica (ou seja, de que é má para a economia). Não é tão acentuada como na Hungria, Polónia ou República Checa, nem é tão baixa como na Suíça ou na Suécia.

A ideia de que os imigrantes representam uma ameaça económica é um mito que não tem evidência empírica, conclui-se da análise das profissões que os estrangeiros ocupam e do saldo das contribuições e benefícios que auferem da Segurança Social. Isso mesmo afirma quem, como Timóteo Macedo, trabalha no terreno: os imigrantes “aceitam qualquer coisa, o que há na indústria, na agricultura, no trabalho doméstico” — geralmente, aquilo que os portugueses não querem fazer. E confirma-o também alguma investigação, analisa o sociólogo do Instituto Superior de Economia e Gestão João Peixoto, coordenador de Migrações e Sustentabilidade Demográfica, Perspectivas de Evolução da Sociedade e Economia Portuguesas (Fundação Francisco Manuel dos Santos).

Exemplo: mesmo nos anos em que o desemprego era mais alto, os portugueses emigraram e os estrangeiros entraram para trabalhar em áreas como a agricultura ou a assistência a idosos ao domicílio em regime interno, empregos “indesejáveis” ou mal pagos. Ou seja, os portugueses não aceitam todo o tipo de tarefas, preferem emigrar em busca de salários mais bem pagos, mesmo que seja em postos menos qualificados. “A entrada de pessoas não é uma aritmética simples”, afirma.

“Os imigrantes também alimentam a economia e às vezes vêm multiplicar o emprego — as lojas de chineses também deram emprego”, sustenta. Por outro lado, os imigrantes recorrem pouco aos benefícios sociais, e mesmo em situações de despedimento a experiência de entidades como a Solim mostra que a maioria de imigrantes do sudeste asiático, por exemplo, não recorre ao subsídio de desemprego, inclusivamente quando a ele tem direito. Este é outro facto que pode ser confirmado pelos dados. Em 2017, a relação das contribuições e das prestações sociais dos imigrantes atingiu valores inéditos desde o início de 2000, com um saldo financeiro positivo de 514,3 milhões de euros. Ou seja, os imigrantes contribuíram com 603,9 milhões e beneficiaram de apenas 89,6 milhões em 2017.

“A percepção de que os imigrantes vão usar os recursos do Estado é generalizada”, mas não corresponde à verdade, diz João Peixoto. Aliás, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico tem feito vários estudos sobre os impactos fiscais dos estrangeiros na Europa e as conclusões repetem-se, sublinha: os impactos “são fracos, pesam pouco” à Segurança Social. Até porque quando os imigrantes ficam no desemprego normalmente “vão embora”. E quando envelhecem tendem a regressar “aos seus países”.

No estudo que João Peixoto coordenou concluiu-se que Portugal precisa de mais imigrantes para não encolher: se fechasse já as portas à imigração, se contasse apenas com as suas taxas de fecundidade e de mortalidade e nada fizesse para controlar o ritmo da emigração, passaria dos actuais 10,4 milhões para 7,8 milhões de habitantes até 2060.

“Sabemos que o grande problema da Segurança Social é o envelhecimento da população”, diz. A médio e longo prazo a escassez de pessoas, sobretudo mais qualificadas, vai ser uma questão com a qual o país terá que se confrontar. “Portugal não pode suportar mais êxodos”, avisa. “Tem é que ter uma política consistente de entradas.”

Com as novas alterações à lei, os 30 mil imigrantes estimados que estavam irregulares e trabalharam e descontaram para a Segurança Social durante, pelo menos, um ano vão poder legalizar-se, mesmo que não tenham entrado no país de forma legal. O número de 30 mil “ou mais” tem sido estimado por algumas associações como a Solim. “Deu-se um passo importante, retirou-se o poder discricionário do SEF”, afirma Timóteo Macedo sobre as mudanças recentemente aprovadas.

Há anos que a Solim e outras organizações reivindicavam que a entrada legal no país não deveria ser um requisito, pois colocava de fora milhares de pessoas que entraram num dos países do Espaço Schengen, mas não directamente em Portugal. Juristas como Maria Helena Varela (do Centro sobre Direito e Sociedade da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa), que está a desenvolver uma tese de doutoramento sobre trabalhadores imigrantes em situação irregular, acreditam que “o direito ao trabalho” é universal e “deve ser reconhecido a todos”: “É o trabalho que nos dignifica, que nos permite viver com o mínimo de dignidade social. Por isso deveriam ser protegidos todos os trabalhadores, pelo simples fato de o serem, independentemente do seu estatuto administrativo.”

Real Madrid humilhado em pleno Santiago-Bernabéu, ao ser goleado (1-4) e afastado da Liga dos Campeões pelo Ajax

O Ajax afastou  o Real Madrid nos oitavos de final da Liga dos Campeões, depois de vencer em casa dos tricampeões europeus, por 4-1, em jogo da segunda mão.

Depois de ter perdido em casa por 2-1, o conjunto holandês deu a volta à eliminatória, com golos de Hakim Ziyech (07 minutos), David Neres (18), Dusan Tadic (62) e Lasse Schöne (72).

O Real Madrid, que vinha de oito presenças consecutivas nas meias-finais, ainda reduziu por Marco Asensio (70), terminando o jogo reduzido a 10, por expulsão de Nacho (90+3).

Desde 2002/03 que o conjunto holandês não atingia os quartos de final da Liga dos Campeões.

No outro embate da noite, o Tottenham venceu o Borussia Dortmund por 1-0. Em desvantagem na eliminatória (0-3), a primeira parte do jogo ficou marcada pelo domínio dos alemães, que acabaram por esbarrar sempre em Hugo Lloris. No segundo tempo, Sissoko descobriu Kane (49’) e o avançado colocou um ponto final na eliminatória. Raphael Guerreiro foi titular na equipa de Lucien Favre.

Com este resultado, o Tottenham confirma a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões com um total de 4-0 na eliminatória.

Desde 2011 que os Spurs não chegavam a esta fase.

Tottenham e Ajax, segundos classificados nos grupos, contrariaram o favoritismo e acabaram por eliminar Borussia Dortmund e Real Madrid, respetivamente.

 

Oitavos de final:

 

Terça-feira, 5 de março

 

Borussia Dortmund – Tottenham, 0-1 (4-0 no agregado)

Real Madrid – Ajax, 1-4 (5-3)

 

Quarta-feira, 6 de março

PSG – Manchester United (21 horas), 0-2 na primeira mão

FC Porto – Roma (21 horas), 1-2

 

Terça-feira, 12 de março

Juventus – Atlético de Madrid (21 horas), 0-2

Manchester City – Schalke (21 horas), 3-2

 

Quarta-feira, 13 de março

Barcelona – Lyon (21 horas), 0-0

Bayern de Munique – Liverpool (2 horas), 0-0

 

Alfa/aBola.

Rui Pinto recorre e não quer ser extraditado para Portugal. Diz temer pela vida

Tribunal de Budapeste decidiu extraditar Rui Pinto para Portugal. O português pediu ao tribunal húngaro para não ser extraditado, alegando tratar-se de uma questão de vida ou morte, mas a decisão foi contrária. Enretanto, Rui Pinto recorreu e a decisão foi suspensa.

O português Rui Pinto, colaborador do ‘Football Leaks’ vai ser extraditado para Portugal, onde deverá ser julgado, decidiu hoje a justiça húngara.

A decisão foi anunciada pelo tribunal metropolitano de Budapeste, no final de uma sessão em que as partes apresentaram argumentos contra e a favor da extradição do português, que vive na Hungria.

Durante a audiência, Rui Pinto pediu para não ser extraditado, alegando tratar-se de uma questão de vida ou morte.

Rui Pinto está em prisão domiciliária em Budapeste, capital da Hungria. É acusado pela justiça portuguesa de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de tentativa de extorsão.

Mas o colaborador do ‘Football Leaks’, recorreu da extradição da Hungria para Portugal, suspendendo desse modo a decisão tomada por um tribunal de Budapeste, disse à Lusa fonte judicial.

Rui Pinto terá acedido, em setembro de 2015, ao sistema informático da « Doyen Sports Investements Limited », com sede em Malta, que celebra contratos com clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas (SAD).

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.

Alfa/RTP.

Fez-se história. Curado o segundo paciente com VIH 12 anos depois

Apenas pela segunda vez desde o início da epidemia global, um paciente foi curado da infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), na origem da sida.

A notícia, avançada pelo « The New York Times » à primeira hora desta terça-feira, chega quase 12 anos depois de um primeiro doente ter sido curado do vírus, um feito que há muito a comunidade científica tentava replicar.

O sucesso confirma que a cura para o VIH é possível, apesar de difícil, disseram os investigadores, que estão a descrever o caso como uma remissão a longo prazo.

Ao jornal norte-americano, através de um e-mail, o doente, identificado apenas como « o paciente de Londres », disse sentir-se « responsável por ajudar os médicos a entender como é que a cura aconteceu, para que possam desenvolver a ciência ». « Nunca pensei que haveria uma cura para a sida enquanto eu fosse vivo », acrescentou.

Diagnosticado com o VIH em 2003, começou a tomar medicação para controlar a infeção em 2012, ano em desenvolveu linfoma de Hodgkin. Em 2016, concordou em ser submetido a um transplante de células estaminais para tratar o cancro.

Os médicos assistentes conseguiram encontrar um doador com a mutação genética que confere resistência natural ao VIH. Cerca de 1% dos descendentes de pessoas do Norte da Europa herdaram a mutação dos dois pais e são imunes à maioria do VIH.

Foi um « evento improvável », afirmou o investigador principal Ravindra Gupta da University College de Londres. « É por isso que isto não tem sido observado com mais frequência ».

O transplante mudou o sistema imunitário do « paciente de Londres », que voluntariamente deixou de tomar a medicação contra o VIH, para ver se o vírus reaparecia.

Habitualmente, os doentes com VIH têm de tomar medicação diária para controlar o vírus, que ressurge, normalmente em duas ou três semanas, quando essa medicação é suspensa.

O « paciente de Londres » está há 18 meses sem tomar medicação e sem vestígios do VIH.

Em ambos os casos – neste mais recente e no de há 12 anos -, as curas resultaram de transplantes de medula óssea que eram destinados, não a tratar as infeções em causa, mas a tratar cancro diagnosticado nos pacientes.

Mas, salvaguarda o « The New York Times », é improvável que o transplante de medula óssea – arriscado e com efeitos severos que podem durar anos – seja uma opção de tratamento realista num futuro próximo, em que vão estar disponíveis medicamentos poderosos para controlar o VIH.

 

Alfa/JN

Paris. É preciso ganhar 7 mil euros por mês para comprar uma casa de 50m2

Em 2018, as habitações em Paris atingiram preços bastante elevados e prevê-se que continuem a subir ainda este ano.

Torre Eiffel, Paris© REUTERS/Gonzalo Fuentes

O aumento dos preços dos imóveis em Paris está a fazer com que várias famílias deixem de viver na cidade e se mudem para Bordéus, Lyon e Nantes. Atualmente, o preço médio por metro quadrado em Paris é de 9.560, mas pode subir para 9.730 euros já em abril.

Há uns meses, o porta-voz do partido Em Marcha, Benjamin Griveaux, afirmou que não poderia comprar uma casa em Paris com o seu ordenado. Uma afirmação que gerou indignação, uma vez que o político ganha 7.900 euros por mês.

Mas a verdade é que, segundo simulações feitas pelo jornal Le Figaro, para comprar um apartamento de 50 metros quadrados em Paris, financiado a 100% por um empréstimo bancário, tem de se ganhar mais de 7.000 euros por mês. Se, por exemplo, necessitar de um apartamento com 75 m2, o valor da prestação ao banco poderá ser superior a 10 mil euros por mês.

O bairro mais barato para se habitar em Paris é La Chapelle, onde o valor do metro quadrado é de 7.460 euros. A zona mais cara é Odeon, onde o preço do metro quadrado ascende a 17.410 euros.

Em dez anos, os preços dos imóveis aumentaram quase 62% na capital francesa e nem a descida das taxas de juro conseguiu fazer uma compensação da subida louca dos preços.

Os preços, segundo agências imobiliárias, de apartamentos de 50m2, em prédios antigos de Paris, ultrapassam os 450 mil euros, em bairros « intermédios » (populares, nem de luxo nem pobres) como os números 11, 12, 13….

 

Alfa/DN/outras fontes

Grupo francês cria mais de 200 postos de trabalho em Viana do Castelo

A multinacional francesa Solutions 30 inaugurou esta segunda-feira, em Viana do Castelo, um centro de soluções tecnológicas com 140 trabalhadores, prevendo até junho contratar mais 80 com a ampliação do espaço, num investimento global superior a 750 mil euros.

Segundo o administrador da Solutions 30 Portugal, João Martinho, o centro de competências hoje inaugurado ficou concretizado « em tempo recorde, cerca de seis meses, desde o dia em que foi identificado o local até à abertura », na segunda fase da zona industrial de Neiva, em Viana do Castelo.

« Vamos ampliar ainda no primeiro semestre 2019 estas instalações, com mais 350 metros quadrados, para podermos recrutar mais 80 pessoas, em áreas como os recursos humanos, financeira, contabilidade, informática, entre outras ».

João Martinho adiantou que o grupo francês, fundado por Karim Rachedi, hoje presente na inauguração do centro de Viana do Castelo, « terminou o ano de 2018 com um volume de negócio de 440 milhões de euros, mais de 7.000 colaboradores, em sete países, com um crescimento sustentado a dois dígitos, nos últimos 10 anos ».

« O grupo é cotado em bolsa, na Alternext Paris, tendo em 2018 ultrapassado os mil milhões de capitalização, tornando-se o primeiro unicórnio do setor », disse, estimando que uma faturação de 640 milhões de euros no final de 2019.

« O grupo continua a crescer a dois dígitos, esperando em 2019, continuar com este ritmo de crescimento, graças à digitalização dos serviços associados a pessoas e objetos potenciando, assim, o seu crescimento nos próximos anos », sublinhou.

Adiantou que a multinacional, considerada europeia na prestação de serviços para novas tecnologias, investiu quatro milhões de euros na aquisição dos contratos ganhos pela empresa Painhas em França, para a instalação de contadores inteligentes.

João Martinho apelou ainda ao presidente da Câmara de Viana do Castelo para resolver « alguns constrangimentos » na zona empresarial de Neiva, apontado como exemplo as « dificuldades » sentidas pelos trabalhadores no estacionamento e acesso aos transportes coletivos.

Na resposta, o socialista José Maria Costa explicou que até final do primeiro semestre deste ano ficará concluído o projeto de requalificação da segunda fase da zona industrial do Neiva e que, até final do ano, ao abrigo da descentralização de competências para os municípios, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho irá lançar a concurso uma nova concessão dos transportes na região.

José Maria Costa destacou que o novo centro da Solutions 30 resultou da refuncionalização de uma unidade industrial que se encontrava desativada.

« Viana do Castelo está sinalizada no radar das empresas internacionais pela sua localização, pelos bons quadros e boas acessibilidades e pela proximidade de escolas de ensino superior, universidades, centros de ciência e investigação », sublinhou.

Alfa/DinheiroVivo/Lusa

PR Marcelo inicia visita de Estado a Angola

Marcelo Rebelo de Sousa chega hoje a Luanda para visita de Estado

Marcelo Rebelo de Sousa chega hoje a Luanda para visita de Estado

Alfa/Lusa

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, chega hoje à tarde a Luanda, para uma visita de Estado de quatro dias a Angola que começa oficialmente na quarta-feira e se estende às províncias de Benguela e Huíla.

O chefe de Estado português, que fez escalas em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, chega hoje à capital angolana para estar presente no aniversário do Presidente de Angola, João Lourenço, que completa 65 anos.

O programa da sua visita de Estado começa na quarta-feira de manhã, com a deposição de uma coroa de flores no Memorial Agostinho Neto e um encontro com João Lourenço no Palácio Presidencial, onde haverá igualmente conversações ministeriais, seguido de uma conferência de imprensa conjunta.

Em cima da mesa estará certamente o tema de regularização de dívidas de Angola a empresas portuguesas, que teve avanços durante a visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola, em setembro do ano passado, e na visita de João Lourenço a Portugal, em novembro.

À tarde, o Presidente português discursa numa sessão solene na Assembleia Nacional e encontra-se com estudantes na Universidade Agostinho Neto, onde deu aulas de direito. À noite, tem um jantar oficial oferecido pelo chefe de Estado e de Governo de Angola.

Pela parte do Governo, Marcelo Rebelo de Sousa é acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, bem como pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

Três líderes parlamentares, Fernando Negrão, do PSD, Nuno Magalhães, do CDS-PP, e João Oliveira, do PCP, integram a sua comitiva oficial nesta visita.

A delegação parlamentar inclui também a vice-presidente da bancada do PS Lara Martinho e a deputada Maria Manuel Rola, do BE, partido que acompanha pela primeira vez uma visita oficial a Angola.

Entre quinta e sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa desloca-se ao Lubango, na Huíla, e a Benguela, Lobito e Catumbela – viajando de comboio entre estes dois últimos municípios -, na província de Benguela, alargando os seus contactos políticos aos governadores destas regiões.

O chefe de Estado português visita Angola três meses depois de ter recebido em Portugal, também em visita de Estado, o Presidente angolano, João Lourenço, que tomou posse em setembro de 2017, dando início a um novo ciclo político, após 38 anos com José Eduardo dos Santos no poder.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Angola nessa cerimónia de posse, em que João Lourenço deixou Portugal de fora da lista de principais países parceiros que mencionou no seu discurso.

Esta visita de Estado, considerada uma das mais importantes do seu mandato, termina precisamente no dia 09 de março, em Luanda, onde se irá despedir do Presidente angolano, João Lourenço, e terá um encontro com membros da comunidade portuguesa e lusodescendente.

A passagem deste aniversário em solo angolano não é casual, disse o Presidente à agência Lusa: « Foi uma opção intencional minha e foi possível conjugar o programa ».

Esta é a 13.ª visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, que desde que tomou posse, em 09 de março de 2016, já se deslocou ao estrangeiro mais de meia centena de vezes e esteve em 32 países diferentes.

Libertação de Carlos Ghosn foi anunciada e depois suspensa em Tóquio

Tribunal de Tóquio concedeu liberdade sob fiança ao franco-brasileiro ex-presidente da Nissan, mas o procurador recorreu e o processo de libertação foi suspenso.

A caução estabelecida era de oito milhões de euros.

Devido ao recurso, a libertação vai ter de ser de novo examinada por um juíz, o que ainda deverá acontecer esta terça-feira.

Tribunal de Tóquio concede liberdade sob fiança a ex-presidente da Nissan

Carlos Ghosn foi detido há três meses na capital nipónica e poderá sair em liberdade ainda durante o dia de hoje.

Na segunda-feira, Hironaka afirmou ter proposto novas formas de monitorizar Ghosn após a libertação sob fiança, como vídeovigilância. Hironaka questionou também o fundamento da detenção de Ghosn, num caso que considerou « muito peculiar », sugerindo que podia ter sido resolvido como um assunto interno da empresa.

No Japão, os suspeitos ficam em detenção provisória durante meses, frequentemente até ao início dos julgamentos. Os procuradores defendem que os suspeitos podem alterar provas e não devem ser libertados.

O empresário franco-brasileiro de origem libanesa Carlos Ghosn, de 64 anos, foi detido em novembro em Tóquio por suspeitas de fraude fiscal e de quebra de confiança.

Alexandre Estrela expõe na Gulbenkian de Paris

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Alexandre Estrela. Métal Hurlant

Atista plástico expõe obras recentes na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian – de 13 de março a 16 de junho de 2019.

Entrada livre

Comissário : Sérgio Mah

« Depuis le milieu des années 90, le travail d’Alexandre Estrela (né à Lisbonne, en 1971) se distingue par sa manière originale et idiosyncratique d’agglutiner et de superposer un large éventail de domaines, de thèmes et de références : des études sur la perception à la science-fiction, de la culture populaire au cinéma et aux arts plastiques. Il convient dans ce dernier cas de souligner son intérêt manifeste pour l’héritage des pratiques expérimentales et conceptuelles qui ont contribué de manière décisive à la formation d’un champ hétérodoxe indéfinissable et inclassable entre les arts visuels et le film expérimental, traduisant une investigation vaste et incisive sur la nature et la portée de l’image.

Métal Hurlant a été conçue pour l’espace d’exposition de la Fondation Calouste Gulbenkian à Paris. Au total, elle réunit neuf des œuvres récentes d’Alexandre Estrela, dont quatre inédites. Dans ces œuvres, l’artiste poursuit son exploration de questions et de thèmes liés aux qualités de l’image (technique) en articulation étroite avec les potentialités intrinsèques des dispositifs de prise de vue, d’édition et de diffusion des images, notamment dans le domaine de la vidéo. Pour l’artiste, le caractère éminemment factice et paradoxal de l’image induit tout un champ de possibilités de reformulation – déstabilisation, illusion, expansion – de l’arc des relations et des transmutations entre image, médium et perception. Ainsi, dans cette exposition – et le titre en est un premier indice – la présence d’un type de matériau spécifique est mise en avant : le métal. Un matériau qui devient un objet de thématisation mais aussi une caractéristique de certains des écrans de projection. En ce sens, ce sont des œuvres fortement attachées à leurs conditions physiques et spatiales, qui mettent en lumière les aspects plus proprement sculpturaux et architecturaux du travail d’Alexandre Estrela. »

Portugueses em destaque nos Encontros Internacionais Paris/Berlim

Os Encontros Internacionais Paris/Berlim, que arrancam hoje, em Paris, vão contar com a exibição de três obras de Salomé Lamas, o filme « Mariphasa » de Sandro Aguilar e ainda uma projeção de Rita Quelhas.

Alfa/Lusa

Já Miguel Valverde, diretor do Indielisboa, e Emília Tavares, curadora do Museu do Chiado, são alguns dos participantes nas mesas redondas do certame.

O festival Encontros Internacionais Paris/Berlim, que decorre até domingo na capital francesa, junta na edição de 2019, diferentes expressões da arte contemporânea, nomeadamente no que diz respeito à imagem e às artes performativas.

Na edição de 2019, Portugal marca presença na mostra de cinema com três filmes de Salomé Lamas – “Terminal”, “Hangar” e “Metro” -, que serão mostrados no âmbito da secção « Arquitecturas », na sexta-feira.

Esta é a primeira vez que estes filmes são mostrados em França e Emília Tavares, diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, vai conversar com o público sobre as obras da cineasta portuguesa.

Já no domingo, o filme « Mariphasa », de Sandro Aguilar, será mostrado numa sessão especial no auditório do Museu do Louvre. A obra de Rita Quelhas, « A Minha Juventude », estará disponível na videoteca do evento.

Além de uma mostra artística, este encontro, que existe desde 1997, promove ainda debates sobre as novas formas de cinema e da arte contemporânea em geral e, este ano, conta nas suas mesas redondas com várias personalidades da cultura portuguesa.

Entre os convidados para as diferentes mesas redondas estão também Miguel Dias, diretor do Curtas Vila do Conde, e Dario Oliveira, diretor do Porto/Post/Doc.