Participação Portuguesa na Grande Guerra. O 101º aniversário da Batalha de La Lys é assinalado hoje, dia 13, oficialmente, no norte da França- (na foto, o cemitério português de Richebourg)
A madrugada de 9 de Abril de 1918 foi violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada por milhares de vidas destruídas, entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.
Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.
Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 quilómetros onde estavam as forças portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens.
As forças portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva.
Os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros.
Foi autora de vários sucessos incluindo « Há sempre música entre nós » e « Amor d’água fresca ». Tinha 62 anos. A notícia é avançada pela RTP.
Ondina Maria Farias Veloso era conhecida no meio musical como Dina. Tinha 62 anos. A cantora lutava há vários anos contra uma fibrose pulmonar.
Ao longo da sua carreira, com mais de 40 anos, destacou-se por temas como « Há sempre música entre nós », « Amor d’água fresca » ou ainda a balada « Acordei o vento ».
Em 1992 venceu o Festival da Canção da RTP.
Destacou-se por discos como Dinamite (1982), Aqui e Agora (1991), Guardado em Mim (1993) e Sentidos (1997).
De hoje, sexta-feira, 12, a domingo, 14, a Rádio Alfa estará em direto da grande festa portuguesa com diversos programas e intervenções.
Esta sexta-feira, espetáculo de Fado no programa Só Fado – das 21h às 23h – apresentado por Odete Fernandes.
Se não puder ir à Festa, ligue-se à Rádio Alfa.
Os diretos prosseguem no sábado e domingo, com os programas Espaço Aberto e Passagem de Nível.
E também ainda com diversas intervenções na Antena em direto da feira durante todo o fim de semana. Não perca: « Portugal en Fête – Feira de Nanterre »
ESPECIAIS ELEIÇÕES EUROPEIAS. A Rádio Alfa prossegue com entrevistas exclusivas aos cabeças das Listas portuguesas.
Depois de entrevistas com os cabeças de lista do BE, PCP/PEV e PSD, respetivamente Marisa Matias, João Ferreira e Paulo Rangel (todos no programa Passagem de Nível dos dois últimos domingos), nesta sexta-feira, 12, às 15h, em direto: Pedro Marques, do PS, até há pouco tempo ministro do Planeamento e Infraestruturas.
Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD para as europeias, veio a Paris em campanha eleitoral. Mas há um grande apagão na sua lista porque não inclui nem sequer um candidato oriundo das Comunidades. Volte a ouvir aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do lusojornal:
John Moore é o grande vencedor deste ano do maior concurso de fotojornalismo do mundo. Português Mário Cruz ficou em 3.º lugar na categoria de ambiente.
O rosto de Yanela Sanchez, a criança que chora na fronteira dos EUA, é aquele que marca a fotografia vencedora do World Press Photo 2019, da autoria do americano John Moore. À sua frente, podemos ver a mãe a ser detida e levada sob custódia por funcionários da fronteira dos Estados Unidos da América. A obra fotográfica data de 12 de junho de 2018 e recebeu o maior galardão fotográfico mundial, que premeia as imagens mais marcantes recolhidas no ano anterior em várias categorias, sendo atribuído desde 1955.
No ano passado, em entrevista ao The Washington Post, o fotojornalista relatou o que viu na fronteira com os EUA e confessou que o que ali viu « foi doloroso ».
O fotojornalista é correspondente da plataforma Getty Images e já fotografou em 65 países e seis continentes diferentes. A nomeação para este prémio não é novidade para John Moore, também já vencedor de um Pulitzer, que já esteve entre os vencedores nas edições de 2012, 2008 e 2005.
O júri da 62.ª edição avaliou 78.801 imagens captadas por 4.738 fotógrafos que concorreram ao prémio. Pode consultar aqui todos os nomeados.
Português entre os nomeados
Entre o nomeados do concurso estava o fotojornalista português Mário Cruz, na categoria Ambiente, tendo ficado em terceiro lugar. A imagem mostra uma criança que recolhe materiais recicláveis deitada num colchão, rodeado de lixo, que flutua no rio Pasig, que já foi declarado biologicamente morto na década de 1990.
« Living Among What’s Left Behind » (« Viver entre o que foi deixado para trás », na tradução do inglês) é o título da imagem captada por Mário Cruz, que é fotojornalista da agência Lusa, mas desenvolveu este projeto a título pessoal sobre comunidades de Manila que vivem sem saneamento, junto ao rio, rodeadas de lixo.
Em 2016, o fotojornalista Mário Cruz já tinha conquistado o primeiro lugar na categoria Temas Contemporâneos, com um trabalho sobre a escravatura de crianças – dos meninos Talibés – no Senegal (« Talibés – Modern Days Slaves »), que deu origem a um livro, depois de publicado na Newsweek, e que constituiu um alerta global. No Senegal, foram distribuídos panfletos com fotografias feitas por si, tendo sido resgatadas centenas de crianças.
O Benfica colocou-se hoje em vantagem nos quartos de final da Liga Europa de futebol, ao vencer os alemães do Eintracht Frankfurt por 4-2, em jogo da primeira mão, disputado em Lisboa.
A equipa ‘encarnada’ adiantou-se aos 21 minutos, através de uma grande penalidade convertida por João Félix, numa falta cometida por N´Dicka, que ditou a sua expulsão, os alemães ainda igualaram aos 40, por Jovic, jogador emprestado pelo Benfica, mas a equipa lisboeta voltou para a frente três minutos depois, com o ‘bis’ de João Félix.
O defesa-central Ruben Dias, no arranque da segunda parte (50), ampliou a vantagem e João Félix, aos 54, completou o seu primeiro ‘hat-trik’ ao serviço do Benfica, tornando-se no mais jovem de sempre a consegui-lo pelas ‘águias’. Na reta final da partida, o português Gonçalo Paciência reduziu (72), mantendo assim a equipa alemã na luta pelas meias-finais.
Além do Benfica-Eintracht Frankfurt, realizaram-se esta quinta-feira os restantes três jogos da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Aqui ficam os resultados:
A seleção portuguesa surpreendeu os poderosos franceses (33-27) e assumiu a liderança do Grupo 6 de apuramento para o Campeonato da Europa de 2020.
Uma exibição de luxo, no Pavilhão Multiusos de Guimarães, valeu a Portugal uma grande vitória sobre a França. Sempre na frente do marcador, a equipa de Paulo Jorge Pereira não deu hipóteses à seleção gaulesa, que apresentou todas as estrelas, à exceção de Karabatic.
Com este triunfo, Portugal assume o comando de um grupo em que também competem Lituânia e Roménia, com seis pontos, mais dois do que a França, sendo que vai jogar fora com o adversário desta quinta-feira já no domingo.
Os dois primeiros classificados do grupo apuram-se diretamente para o Europeu do próximo ano, cuja fase final foi alargada a 24 seleções.
Portugal não marca presença numa grande competição desde 2006.
A última vitória portuguesa sobre a França tinha sido em 1949, quando o andebol se disputava a 11 contra 11!
Filipa Martins apurou-se para a final individual dos Europeus de ginástica, que decorrem em Szczecin, na Polónia, voltando a competir já na sexta-feira, no grupo das 27 melhores.
A ginasta da Associação Cristã da Mocidade (ACM) terminou as rotações do dia como a 22ª mais bem classificada, com um total de 50,332 pontos, garantindo ao mesmo tempo a qualificação para os Jogos Europeus de Minsk.
Ao longo do dia, conseguiu 11,500 na trave, 12,366 no solo, 13,366 no salto e 13,100 nas paralelas assimétricas.
Igualmente da ACM, Mariana Pitrez encerrou a competição como 64.ª e Beatriz Cardoso foi a 68.ª. Também do mesmo clube, Beatriz Dias não chegou a competir por se ter lesionado nos treinos, na quarta-feira.
Jiadista portuguesa: “Se me aceitarem, estou disposta a ir para Portugal”. Ângela Barreto foi para a Síria em 2014 para se juntar ao Daesh. Casou com um soldado português, teve dois filhos – a mais velha morreu há menos de uma semana
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A portuguesa Ângela Barreto está no califado desde agosto de 2014
D.R.
Alfa/Expresso/RTP
O português de Ângela Barreto tornou-se mau, há muito que o deixou de usar. A jovem que em agosto de 2014 fugiu para a Síria para se juntar ao Daesh está agora num dos campos no nordeste do país, tal como milhares de outras mulheres e filhos de soldados do grupo radical islâmico. Se a aceitarem, Ângela quer voltar a Portugal. Continua a acreditar “num estado que siga as regras do Islão”.
“O Estado Islâmico foi noutra direção. Eu apoio as regras do islão: usar o hijab, não fumar… Esse é o Estado que defendo. Por vezes, o Estado Islâmico foi noutras direções”, disse Ângela Barreto numa entrevista à RTP, emitida esta quarta-feira.
Ângela Barreto chegou àquele campo depois de ter deixado o último bastião do Daesh na Síria, Baghouz. Estava com os dois filhos: um menino de dois anos, uma menina de três. O pai das crianças, Fábio Poças, fazia parte do grupo de portugueses que também se juntou ao Daesh. O que lhe aconteceu? “Foi martirizado”, respondeu apenas.
– E o que é feito deles [dos filhos]?
– A minha filha morreu ontem.
A entrevista foi gravada na última sexta-feira, um dia após a morte da filha de Ângela – tal como o Expresso avançou. A menina foi atingida por estilhaços durante o cerco a Baghouz, no final de março. Era uma das 20 crianças de ascendência portuguesa que se encontram retidas em campos destinados a famílias de jiadistas e controlados por forças curdas.
“Um estilhaço da bomba ficou-lhe na cabeça. Esteve dez dias no hospital e nos primeiros cinco dias não me permitiram estar com ela. Ia todos os dias à direção do campo dizer que queria ir ter com a minha filha, mas diziam-me que não podia”, contou. Inicialmente disseram-lhe que o corpo da filha acabaria por expulsar sozinho o fragmento. Isso não aconteceu. “Não falava, não andava, os olhos andavam à volta. Só então me disseram que tinha mesmo de ir ao hospital ou ela podia morrer. E quando a levei ao hospital disseram que não a podiam operar porque já deveria ter ido antes.” O estilhaço tinha penetrado profundamente no cérebro da menina.
Fábio Poças, rapaz propaganda e aliciador de futuros jiadistas, e a mulher Angela Barreto, a única mulher portuguesa
Sobre a vida em Baghouz, Ângela pouco fala. Recorda apenas os bombardeamentos a toda a hora e os atiradores furtivos. Agora, no campo de deslocados, não sabe o que lhe vai acontecer. “Ainda bem que a minha filha partiu porque isto aqui não é fácil”, lamentou.
Questionada sobre se quer voltar a Portugal, a jovem de 24 anos respondeu: “Se me aceitarem… Mas ouvi dizer que não têm levado as pessoas de volta. Se me aceitarem, estou disposta a ir. Caso não me aceitem tenho de ver como viver nesta situação”.
Ângela garante que pediu ajuda ao Governo por causa da filha e que tem mantido o contacto com a família em Portugal. Tal como o Expresso noticiou há duas semanas, o Executivo está a preparar o repatriamento para Portugal de crianças e mulheres portuguesas que se encontram nos campos de detenção para jiadistas na Síria. A organização está a ser feita sob grande secretismo, tanto do lado do Governo como das famílias dos ex-combatentes do Daesh.
“Publicaram uma coisa online a dizer que querem levar-nos de volta. Mas que precisam de uma rota segura para Erbil, no Iraque, para nos levarem. A Cruz Vermelha também quer ajudar, mas primeiro o Governo tem de confirmar que nos quer mesmo levar. Vamos ver”, disse. “Mas isto não era para mim, era para a minha filha. Queria que tivesse assistência médica. Mas não fizeram nada. E ela morreu com três anos”, lamentou.
A fuga de Ângela Barreto, luso-holandesa, foi noticiada em 2014 pelo Expresso. A jovem fugiu para o ‘califado’ para casar com o português Fábio Poças, no verão de 2014. Em 2015 terá convencido através da internet três menores holandesas a rumar à Síria – e por isso também tem um mandado de captura emitido pelas autoridades na Holanda desde dezembro de 2016.
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