Liga Portuguesa tem o 15º salário médio mais alto do mundo

Sports Intelligence realizou um retrato financeiro do futebol mundial em 2018.

A consultora financeira realizou um ranking, relativo aos salários médios anuais pagos em cada campeonato, e o português surge na 15.ª posição.

A média salarial dos 18 clubes da Liga é de 307 mil euros, muito longe dos 3,4 milhões de euros pagos em Inglaterra, país com onde o campeonato tem o salário médio mais alto.

A título de curiosidade, São Marino é o clube onde o valor é mais baixo (2 mil euros).

Top 10 dos campeonatos com salário médio mais alto

País Salário médio anual
1.Inglaterra 3,4 milhões de euros
2.Espanha 2,5 milhões de euros
3.Itália 1,7 milhões de euros
4.Alemanha 1,6 milhões de euros
5.França 1,2 milhões de euros
6.China 903 mil euros
7.Rússia 753 mil euros
8.Turquia 742 mil euros
9. Brasil 576 mil euros
10.Canadá 446 mil euros
(..) 15. Portugal 307 mil euros

Violência: Domicílio é o « lugar mais perigoso para as mulheres »

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Mais de metade das mulheres assassinadas no mundo em 2017 foram mortas pelo companheiro ou familiares, o que faz da própria casa « o lugar mais perigoso do mundo para uma mulher », indica um estudo da ONU.

Neste estudo difundido por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, assinalado no domingo, o gabinete da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) calculou que de um total de 87 mil homicídios de mulheres registados em todo o mundo no ano passado, cerca de 50 mil (58%) foram cometidos por companheiros ou familiares.

Cerca de 30 mil (34%) homicídios foram perpetrados pelo parceiro da vítima.

« Isto significa que cerca de seis mulheres são mortas em cada hora por alguém que elas conhecem », observou o gabinete da ONU, com sede em Viena.

A grande maioria (cerca de 80%) das vítimas de homicídios no mundo são homens e « as mulheres continuam a pagar o preço mais elevado em termos de desigualdade entre homens e mulheres, de discriminação e de estereótipos negativos », declarou o chefe do gabinete da ONU, Iuri Fedotov.

« Elas são também aquelas com mais probabilidade de serem mortas pelo companheiro ou familiares (…) o que faz do domicílio o local mais perigoso para uma mulher », sublinhou.

« O facto das mulheres continuarem a ser vítimas deste tipo de violências mais que os homens denota um desequilíbrio nas relações de poder entre homens e mulheres na esfera doméstica », acrescentou.

De acordo com os cálculos do UNODC, a taxa global de mulheres vítimas de homicídio eleva-se a 1,3 vítimas por 100 mil mulheres.

A África e as Américas são as regiões do mundo onde as mulheres correm maior risco de serem mortas pelo companheiro ou familiar.

Em África, a taxa é de 3,2 vítimas por 100 mil mulheres. Nas Américas, 1,6, na Oceânia 1,3 e na Ásia 0,9.

A taxa mais baixa observa-se na Europa, onde é de 0,7.

A ONU acrescentou que « nenhum progresso tangível » para combater este crime foi conseguido nos últimos anos, « apesar das legislações e de programas desenvolvidos para erradicar a violência contra as mulheres ».

As conclusões do relatório « sublinham a necessidade de uma prevenção da criminalidade e de uma justiça penal eficazes para enfrentar a violência contra as mulheres ».

O documento defendeu também uma melhor coordenação entre a polícia e a justiça para que os autores da violência sejam responsabilizados pelos atos.

O relatório sublinhou ainda a importância de implicar os homens nas soluções, nomeadamente através da educação nas idades mais jovens.

Alfa/Lusa

Pedro Abrunhosa exorciza angústias em « Espiritual »

“Espiritual”, o novo trabalho de Pedro Abrunhosa, será editado na sexta feira e é um disco com 15 canções, nas quais o músico exorciza angústias sobre vários assuntos, unidas pela “profundidade da palavra” e pelo som, “gravado à moda antiga”.

“A palavra é fundamental no registo da minha escrita de canções, na minha atividade de escritor de canções. Esta atividade é uma atividade de escrita, e, portanto, a palavra é primordial”, afirmou, em entrevista à Lusa, acrescentando que as letras “são o fio condutor” do disco, a ser editado na sexta-feira.

O conjunto de 15 canções, que escolheu de um total de 30 compostas ao longo dos últimos dois anos, “faz um bloco”, ao qual decidiu chamar “Espiritual” porque, “em tempo de frivolidades, de superficialidade”, a Arte “devolve esta profunda capacidade de contemplação, de usufruto, de estremecimento, de encantamento, de iluminação”.

O músico sublinha tratar-se de uma espiritualidade “que não é o monopólio das religiões, é uma espiritualidade que é obviamente humana, que é esta do transcendente que existe na Arte”.

O que une este disco, o oitavo da carreira do músico, é “a profundidade da palavra” e a “organicidade do som”.

“Espiritual” foi produzido por João Bessa e Pedro Abrunhosa, no estúdio do segundo, e foi “gravado à moda antiga”, com os músicos, “às vezes dez ou doze, a gravar ao mesmo tempo, num espaço ‘armadilhado’ de microfones”.

O álbum inclui uma série de convidados, entre os quais seis cantores com quem Pedro Abrunhosa gravou outros tantos duetos: as portuguesas Ana Moura, com quem trabalha frequentemente, e Elisa Rodrigues, “uma emergente jovem que tem uma voz curiosíssima”, a francesa Carla Bruni, a norte-americana Lucinda Williams, a mexicana Lila Downs e o brasileiro Ney Matogrosso.

Lembrando a “grande ligação” que tem à música francesa e a sua “cultura luso-francesa, por questões de educação”, Pedro Abrunhosa partilhou que “Balada Descendente” “‘tem escrito’ Carla Bruni na sua génese”. “Quando começo a fazer a canção já estou a pensar na Carla Bruni”, contou.

O mesmo aconteceu com Lucinda Williams, embora “num outro universo, o universo norte-americano”. “Ela é uma das grandes resistentes do folk norte-americano, é uma das referências do [Bob] Dylan. Há um imaginário na Lucinda Williams que é absolutamente fundamental na minha música, que é o imaginário da planície norte-americana”, disse à Lusa.

Convidar a mexicana Lila Downs para com ele dar voz a “Amor entre muros”, escrita há dois anos “sobre os refugiados em geral”, foi uma “consequência natural”, já que a cantora “tem uma voz ativa neste assunto há muitos anos”, e “nada melhor para representar esta situação do que a situação corrente no México”.

Pedro Abrunhosa escreveu “Amor entre muros” a pensar nos movimentos dos migrantes, “pessoas que procuram Paz, procuram um chão onde educar os filhos, fogem da violência, procuram pão”.

“E esta questão é uma questão que infelizmente está a correr em paralelo com o populismo. Quanto mais nacionalismo, que é uma deturpação do patriotismo, mais as tribos se fecham. É um retrocesso civilizacional e os muros acontecem, de arame farpado, ou de tijolo, ou em ferro, em todo o mundo”, considerou.

A questão dos migrantes e dos refugiados é também abordada pelo músico em “Porque é que não fui eu”, tema no qual Ney Matogrosso “faz a voz de Deus”.

“É uma canção duríssima dedicada àquela criança [o sírio Alan Kurdi, de três anos] daquela imagem terrível que todos nós vimos da morte na praia [na Turquia, em 2015]”, contou à Lusa.

A letra da canção “é um diálogo entre Deus e uma criança”, e Abrunhosa achou “que a voz do Ney poderia simbolizar esse Deus em todos os seus aspetos, quer espirituais quer humanos”.

“São coisas que me marcam de tal maneira que eu, em vez de ir ao psiquiatra, sento-me ao piano e expulso de mim e partilho com os outros. É uma necessidade de exorcizar a minha própria angústia sobre um problema”, partilhou.

O mesmo aconteceu com “Dizes que gostas de mim”, sobre “uma realidade nefasta”, a da violência doméstica, e com “Meu querido filho, tão tarde que é”, que o músico escreveu depois dos grandes incêndios que assolaram Portugal no ano passado.

“É uma mãe que está a pensar ‘meu querido filho, que tarde que é’, ele não volta, e é uma expressão demasiadamente poética para passar ao meu lado. Eu sei que a criei, mas se eu a criei ela vai ter de encontrar o seu caminho para se afirmar num disco que conta histórias”, disse à Lusa.

O que o move a escrever estas e outras canções “não é uma consequência política, é uma consequência ética”. “Eu perante a minha consciência, não no sentido de um pensar na consequência que vai ter, mas naquilo que eu acho que é o bem”, afirmou.

O que o leva a essas letras são “ímpetos criativos”, “uma necessidade de expulsar a dor”, os mesmos que o levaram a escrever sobre Gisberta, a transexual brasileira assassinada no Porto em 2006, ou sobre o ‘Senhor do Adeus’, “uma personagem poética de Lisboa, que exemplificava de alguma forma a poesia possível na banalidade urbana” (em “Contramão”, de 2013).

Apesar de considerar que, “se calhar ninguém vai olhar para trás, daqui a cem anos, e querer perceber o que se passava em Portugal no meio artístico”, quando o mundo “viveu aquele momento de ‘multi-ditadores’, entre o norte-americano, o coreano e o russo e o turco”, Pedro Abrunhosa, cujo primeiro álbum, “Viagens” data de 1994, gostava de, “se olharem”, não ser visto como “uma voz silenciosa”.

Alfa/Lusa

Morreu o realizador italiano Bernardo Bertolucci

O realizador italiano Bernardo Bertolucci, responsável por filmes como “O Último Tango em Paris” e o “Último Imperador”, faleceu em Roma, aos 77 anos, informaram hoje os meios de comunicação italianos.

Poeta, produtor, guionista e cineasta era considerado “o grande mestre” do cinema italiano por ter realizado obras-primas como “O Último Imperador”, com o qual ganhou um Óscar.

Bernardo Bertolucci nasceu a 16 de março de 1940 em Parma, Itália, tendo estudo Literatura Moderna na Universidade de Roma.

Em 1961, participou como assistente de realização do filme “Accatone”, de Pier Paolo Pasolini.

No ano seguinte dirigiu a sua primeira longa-metragem, “La Commare Secca”, e dois anos depois dirigiu “Prima della rivoluzione”.

A seguir dirigiu o conto de Jorge Luís Borges “La Strategia del Ragno” (1970) e, ainda nesse ano, “Il Conformista”, baseado na obra de Alberto Moravia.

Em 1972 realizou “O Último Tango em Paris”, filme que causou polémica um pouco por todo o mundo devido às cenas de sexo, com Marlon Brando e Maria Schneider como protagonistas.

Com o “Último Tango em Paris”, Bertolucci foi nomeado para o Óscar de Melhor Realizador.

Em 1976, dirigiu o épico “1900”, que contava com um elenco de luxo com nomes como Robert de Niro, Gérad Dépardieu, Donald Sutherland, Burt Lancaster, Sterling Hayden e Dominique Sanda.

Em 1987, dirigiu “O Último Imperador”, que foi um sucesso mundial, tendo sido galardoado com nove Óscares, entre os quais o de Melhor Filme e Melhor Realizador.

Mais tarde, voltou ao cinema com “Um Chá no Deserto”, “O Pequeno Buda” (1993), “Beleza Roubada” (1996) e “Assédio” (1998).

Alfa/Lusa

« Coletes amarelos » querem voltar aos Campos Elísios no sábado

« Coletes amarelos » querem voltar a Paris no próximo sábado. O anúncio foi divulgado na rede Facebook.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, promete diálogo e vai falar sobre os protestos e reivindicações nesta terça-feira.

Ouça, na Rádio Alfa, também na terça-feira, 27 uma nova crónica de opinião de Pascal de Lima sobre esta crise: « A saga dos Coletes Amarelos, cujo movimento continua ativo ».

« O fracasso de uma certa ideia da social-democracia e do ascensor social ».

Ouça a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, esta terça-feira, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

Braga sofre, mas apura-se em Taça de Portugal sem ‘tomba gigantes’

O Sporting de Braga foi hoje a última equipa a reservar lugar nos oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, ao vencer com inesperada dificuldade o Praiense, do terceiro escalão, por 2-1, num dia sem ‘tomba gigantes’.

Um golo marcado por Paulinho aos 89 minutos poupou a disputa do prolongamento ao Braga, que só inaugurou o marcador aos 47, por João Novais, e consentiu o empate à equipa do Campeonato de Portugal, consumado por João Peixoto, aos 74, através de uma grande penalidade.

Horas antes, o Desportivo de Chaves e o Feirense tinham vencido os duelos entre primodivisionários com o Santa Clara, por 2-1, e o Marítimo, por 3-0, respetivamente, numa ronda em que as equipas da I Liga apenas tombaram em confronto com os seus ‘pares’.

Nos Açores, o Desportivo de Chaves impôs a terceira derrota seguida aos anfitriões, com golos de Platini e André Luís, e apurou-se para os ‘oitavos’, num jogo em que o tento de Fábio Cardoso não chegou para o Santa Clara evitar a eliminação.

O Marítimo somou a quinta derrota seguida e o 10.º encontro consecutivo sem vencer, na receção ao Feirense, que se impôs por 3-0 na Madeira, com golos de João Silva, aos 11 e 62 minutos, e de Luís Machado, aos 38.

O Vitória de Guimarães foi vencer por 2-0 ao reduto do União da Madeira, do Campeonato de Portugal, enquanto o Tondela goleou o Vale Formoso, da distrital dos Açores, por 7-0, e chegou aos ‘oitavos’ pela segunda vez na história.

O Sporting de Espinho saiu goleado por 4-0 da receção ao Boavista, que segue para os oitavos, à semelhança do Vitória de Setúbal, vencedor por 4-1 na deslocação a Penafiel, e do Paços de Ferreira, que bateu o Casa Pia por 3-1.

Na Covilhã, o Moreirense venceu por 3-0 frente ao Sporting local, enquanto o Rio Ave recebeu e goleou o Silves, do campeonato distrital algarvio, por 7-0, confirmando a superioridade das equipas da I Liga, todas apuradas nos confrontos com adversários de escalões inferiores.

Num duelo entre equipas do Campeonato de Portugal, o Montalegre venceu por 1-0 na receção ao Águeda e segue em prova como único representante da terceira divisão nacional, apurando-se pela primeira vez na história para esta fase da competição.

Benfica, Sporting, FC Porto, os três principais favoritos a vencer a prova, bem como o Desportivo das Aves, detentor do troféu, já estavam apurados, ficando a conhecer os adversários nos oitavos de final no sorteio a realizar na sexta-feira.

Resultados dos encontros da quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol:

– Quinta-feira, 22 nov:

(+) Benfica (L) – Arouca (II), 2-1

– Sábado, 24 nov:

Cova da Piedade (II) – (+) Desportivo das Aves (L), 0-0 (0-3 ap)

Lusitano Vildemoinhos (CP) – (+) Sporting (L), 1-4

(+) FC Porto (L) – Belenenses (L), 2-0

– Domingo, 25 nov:

(+) Montalegre (CP) – Águeda (CP), 1-0

Sporting da Covilhã (II) – (+) Moreirense (L), 0-3

(+) Rio Ave (L) – Silves (D), 7-0

(+) Leixões (II) – Anadia (CP), 1-0

(+) Paços de Ferreira (II) – Casa Pia (CP), 3-1

Penafiel (II) – (+) Vitória de Setúbal (L), 1-4

Sporting de Espinho (CP) – (+) Boavista (L), 0-4

União da Madeira (CP) – (+) Vitória de Guimarães (L), 0-2

(+) Tondela (L) – Vale Formoso (D), 7-0

Marítimo (L) – (+) Feirense (L), 0-3

Santa Clara (L) – (+) Desportivo de Chaves (L), 1-2

(+) Sporting de Braga (L) – Praiense (CP), 2-1

(+) – Apurado os oitavos de final.

Alfa/Lusa.

Brexit. 10 pontos para compreender o acordo aprovado pela UE

O que é afinal o Brexit? 10 pontos essenciais para compreender o acordo aprovado este domingo pela UE. A declaração política aprovada este domingo no Conselho Europeu, em Bruxelas, é um documento de 35 páginas que define as áreas em que a União Europeia e o Reino Unido deverão trabalhar, conjuntamente, para estabelecer a relação futura e evitar que o divórcio provoque mais problemas do que os já criados com o anúncio do Brexit

 

Alfa/Expresso. Por Miguel Prado

O texto da Declaração foi fechado na passada quinta-feira, 22 de novembro, pelas equipas de negociadores da UE e do Reino Unido, e recebeu agora o aval político na reunião extraordinária do Conselho Europeu a 27. É o ponto de partida para as negociações sobre a futura parceria – incluindo um acordo comercial – que deverão arrancar após 29 de março, o dia da saída dos britânicos.

Com a aprovação da declaração pelo Conselho Europeu, caberá agora à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu dar os passos necessários para que o acordo do Brexit possa entrar em vigor a 30 de março de 2019, dando início a um processo controlado de saída do Reino Unido da União Europeia.

No essencial, as linhas de trabalho estão lançadas. Vão da economia à justiça, passando pela defesa e governação, entre outros temas. Aqui ficam dez áreas-chave da declaração política, que deverão marcar a cooperação com o Reino Unido. O objetivo é fechar a relação futura durante o período de transição que mantém os britânicos no Mercado Único até ao final de 2020, com possibilidade de ser prolongado por mais dois anos. Isto, se o Acordo de Saída que foi hoje também aprovado pelos 27 sobreviver à passagem no parlamento britânico.

Trocas comerciais

A declaração estipula que “as partes procurarão acordos que criarão uma área de comércio livre, combinando uma cooperação regulatória e aduaneira profunda, balizada por disposições que assegurem um espaço equilibrado de concorrência livre e justa”. Em concreto, a parceria económica do Reino Unido e da União Europeia “deverá assegurar a inexistência de tarifas, taxas ou restrições quantitativas em todos os sectores”. Embora se admita que cada uma das partes terá autonomia do ponto de vista regulatório, o objetivo será promover abordagens ao nível dos regulamentos que evitem a criação de barreiras técnicas para o comércio de bens e serviços. A declaração também indica que “as partes deverão criar disposições para facilitar o comércio eletrónico”, sem que isso ponha em causa as regras de proteção de dados pessoais.

Serviços financeiros

Londres é uma das principais praças financeiras do mundo. E por isso o tema dos serviços financeiros é contemplado na declaração política, que assume que as duas partes “aceitam envolver-se numa cooperação próxima sobre matérias de regulação e supervisão nos organismos internacionais”. Estipula-se junho de 2020 como prazo para que a União Europeia e o Reino Unido avaliem as regras vigentes na supervisão dos serviços financeiros e os mecanismos de equivalência ou reconhecimento mútuo dessas regras. A declaração também estipula que as duas partes deverão promover “o livre movimento de capitais e de pagamentos”, ainda que sujeito a “exceções relevantes” (não identificadas).

Mobilidade

“Os acordos de mobilidade irão basear-se na não discriminação entre os Estados-membros e na total reciprocidade”, diz a declaração. Assim, cada país deverá assegurar na sua legislação a isenção de vistos para viagens de curta duração, devendo também avaliar a possibilidade de permitir a permanência de estrangeiros (britânicos na União Europeia e nacionais de países da União no Reino Unido) em áreas como a investigação, ensino, treino e intercâmbios de jovens. As partes irão ainda “explorar opções de cooperação judicial em matérias ligadas ao casamento, responsabilidade paternal e outras”. Por outro lado, haverá cooperação entre o Reino Unido e a União Europeia para facilitar a conectividade no transporte aéreo de passageiros e de mercadorias, mas também para garantir reciprocidade no tratamento do transporte rodoviário de passageiros e mercadorias. Também o transporte ferroviário, nomeadamente a circulação no Túnel da Mancha, deverá ser objeto de disposições que garantam a sua contínua operação. No transporte marítimo a declaração prevê que o Reino Unido e a União Europeia cooperem ao nível da segurança, mantendo trocas de informação regulares.

Energia

As duas partes terão de criar um quadro que facilite a cooperação técnica entre os operadores das redes de gás e eletricidade, mantendo uma colaboração para garantir um fornecimento de energia seguro e acessível “baseado em mercados concorrenciais e num acesso não discriminatório às redes”. Mais: o Reino Unido deverá ter um sistema de comércio de licenças de emissão de carbono associado ao sistema da União Europeia.

Pescas

A declaração indica que “as partes deverão cooperar bilateralmente e a nível internacional para assegurar níveis sustentáveis de pesca”. Assim, as partes deverão trabalhar em medidas de conservação e gestão racional das pescas, também sem discriminação. Deverá ser alcançado até 1 de julho de 2020 um novo acordo de pescas, que contemple o acesso às águas e as quotas de cada país.

Concorrência

“A futura relação tem de assegurar livre e justa concorrência. As disposições para o garantir deverão cobrir os temas das ajudas de Estado, concorrência, padrões sociais e de emprego, padrões ambientais, alterações climáticas e assuntos fiscais relevantes”, pode ler-se na declaração. Os compromissos a adotar entre o Reino Unido e a União Europeia, em matéria de concorrência, devem ter mecanismos compatíveis com a implementação dos mesmos em cada um dos Estados-membros.

Cooperação judicial

Em matérias criminais, o futuro relacionamento terá de passar por uma cooperação judicial “próxima, equilibrada e recíproca”, tendo em consideração que o Reino Unido, apesar da proximidade geográfica, passará a ter um país terceiro de fora das regras de Schengen. A declaração agora aprovada estipula que o Reino Unido deverá assumir compromissos que alinhem a sua legislação com as regras europeias de resolução de litígios, incluindo o recurso ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Em particular, a cooperação futura nesta área deverá contemplar três áreas: troca de informação, cooperação operacional entre as autoridades policiais e judiciais e financiamento do combate ao terrorismo e à lavagem de dinheiro.

Defesa

Deverá ser criado um acordo-quadro que preveja a possibilidade de o Reino Unido avaliar. caso a caso, a sua participação em missões da União Europeia a nível civil e militar. Além disso, o relacionamento futuro deve respeitar a autonomia estratégica e liberdade de ação de cada uma das partes no que respeita à gestão das respetivas forças armadas e ativos na área da Defesa. O Reino Unido poderá continuar a colaborar com a Agência Europeia de Defesa (EDA), mas também em projetos do Fundo Europeu da Defesa (EDF). Finalmente, os serviços secretos das duas partes deverão trocar informação numa base voluntária, em matéria de contra-terrorismo. “Embora as partes vão ter serviços de informação autónomos, essas trocas deverão contribuir para um conhecimento comum do ambiente de segurança da Europa”, refere a declaração.

Ciber-segurança

As duas partes reafirmam o compromisso de promover a segurança e estabilidade no ciberespaço, através de uma cooperação internacional reforçada. Assim, deverão, ainda que numa base voluntária e recíproca, trocar informação sobre ciberataques, técnicas e origens dos atacantes. O Reino Unido deverá trabalhar de perto com a equipa de resposta que a União Europeia tem nesta área (Computer Emergency Response Team).

Imigração ilegal

Neste capítulo, a declaração indica que “as partes irão cooperar para combater a imigração ilegal, incluindo quem a fomenta”, e ao mesmo tempo “reconhecendo a necessidade de proteger os mais vulneráveis”. O Reino Unido deverá cooperar com a Europol para combater o crime organizado ligado aos migrantes e trabalhar com a agência europeia que vigia as áreas costeiras.

FC Porto vence Belenenses e apura-se para os ‘oitavos’ da Taça de Portugal

O FC Porto qualificou-se hoje para os oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, ao vencer por 2-0 na receção ao Belenenses, num dos três jogos entre primodivisionários da quarta eliminatória da prova.

O avançado brasileiro Soares inaugurou o marcador logo aos 12 minutos, resultado que se manteve até ao intervalo (1-0), cabendo ao compatriota Otávio fechar a contagem, aos 58, três minutos depois de ter falhado uma grande penalidade.

O FC Porto juntou-se aos rivais lisboetas Benfica e Sporting, assim como ao Desportivo das Aves, detentor do troféu, que já estavam apurados para os oitavos de final da Taça de Portugal, cujo sorteio está marcado para sexta-feira.

Resultados dos encontros da quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol (horas de Paris):

– Quinta-feira, 22 nov:

(+) Benfica (L) – Arouca (II), 2-1

– Sábado, 24 nov:

Cova da Piedade (II) – (+) Desportivo das Aves (L), 0-0 (0-3 ap)

Lusitano Vildemoinhos (CP) – (+) Sporting (L), 1-4

(+) FC Porto (L) – Belenenses (L), 2-0

– Domingo, 25 nov:

Montalegre (CP) – Águeda (CP), 15:30

Sporting da Covilhã (II) – Moreirense (L), 15:30

Rio Ave (L) – Silves (D), 16:00

Leixões (II) – Anadia (CP), 16:00

Paços de Ferreira (II) – Casa Pia (CP), 16:00

Penafiel (II) – Vitória de Setúbal (L), 16:00

Sporting de Espinho (CP) – Boavista (L), 16:00

União da Madeira (CP) – Vitória de Guimarães (L), 16:00

Tondela (L) – Vale Formoso (D), 16:00

Marítimo (L) – Feirense (L), 17:00

Santa Clara (L) – Desportivo de Chaves (L), 18:00

Sporting de Braga (L) – Praiense (CP), 20:30

(+) – Apurado os oitavos de final.

Alfa/Lusa.

Sporting nos ‘oitavos’ da Taça de Portugal, ao vencer Lusitano de Vildemoinhos

O Sporting qualificou-se hoje para os oitavos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer o Lusitano de Vildemoinhos, do Campeonato de Portugal, por 4-1, em Viseu, na estreia do treinador Marcel Keiser.

Bas Dost, aos 42 e 71 minutos, Bruno Fernandes, aos 64, e Diaby, aos 73, apontaram os tentos dos agora comandados do técnico holandês, enquanto Diogo Braz marcou, aos 44, o golo de honra dos viseenses, que chegaram ao intervalo empatados.

O Sporting, finalista vencido na temporada passada, face ao Desportivo das Aves, junta-se ao Benfica (2-1 ao Arouca) nos ‘oitavos’, cujo sorteio está marcado para sexta-feira.

Resultados dos encontros da quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol:

– Quinta-feira, 22 nov:

(+) Benfica (L) – Arouca (II), 2-1

– Sábado, 24 nov:

Cova da Piedade (II) – (+) Desportivo das Aves (L), 0-0 (0-3 ap)

Lusitano Vildemoinhos (CP) – (+) Sporting (L), 1-4

FC Porto (L) – Belenenses (L), 21:45

– Domingo, 25 nov:

Montalegre (CP) – Águeda (CP), 15:30

Sporting da Covilhã (II) – Moreirense (L), 15:30

Rio Ave (L) – Silves (D), 16:00

Leixões (II) – Anadia (CP), 16:00

Paços de Ferreira (II) – Casa Pia (CP), 16:00

Penafiel (II) – Vitória de Setúbal (L), 16:00

Sporting de Espinho (CP) – Boavista (L), 16:00

União da Madeira (CP) – Vitória de Guimarães (L), 16:00

Tondela (L) – Vale Formoso (D), 16:00

Marítimo (L) – Feirense (L), 17:00

Santa Clara (L) – Desportivo de Chaves (L), 17:00

Sporting de Braga (L) – Praiense (CP), 20:30

(+) – Apurado os oitavos de final.

Alfa/Lusa.

Marine Le Pen diz nunca ter apelado à violência em manifestação em Paris

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A líder do partido de extrema direita francês União Nacional, Marine Le Pen, declarou hoje que “nunca apelou a qualquer violência”, após as acusações do ministro do Interior na sequência de confrontos na manifestação dos “coletes amarelos” em Paris.

“Eu perguntei ao Governo na sexta-feira as razões pelas quais os ‘coletes amarelos’ não se podiam manifestar nos Campos Elísios. Nunca apelei, evidentemente, a qualquer tipo de violência”, afirmou Marine Le Pen, líder da União Nacional (ex-Frente Nacional).

O ministro francês do Interior atribuiu hoje responsabilidades à líder de extrema direita Marine Le Pen pelos distúrbios nas manifestações dos “coletes amarelos” na zona dos Campos Elísios, no centro de Paris, cidade onde estão cerca de 8.000 manifestantes ».

O ministro do Interior francês alertou hoje para uma “mobilização da extrema direita” entre os cerca de 5.000 manifestantes nos Campos Elísios, em Paris, onde as forças de segurança lançaram hoje gás lacrimogéneo e um camião de água para tentar travar “coletes amarelos”.

Castaner atribuiu responsabilidade a Marine Le Pen pelos distúrbios, recordando que, através da rede social “Twitter”, a líder de extrema direita apelou aos manifestantes para se dirigirem aos Campos Elísios, apesar da proibição expressa de se concentrarem nessa avenida da capital francesa.

Os « coletes amarelos » são um movimento cívico à margem de partidos e sindicatos, criado nas redes sociais e alimentado pelo descontentamento da classe média-baixa, tendo surgido inicialmente como protestos contra o aumento dos combustíveis, mas alargando o descontentamento em relação a várias medidas do Presidente Emmanuel Macron.

Alfa/Lusa.