França reforçou segurança em escolas judaicas e locais de culto após ataque de Irão a Israel

França reforçou segurança em escolas judaicas e locais de culto após ataque de Irão a Israel

O Ministro do Interior francês pediu ontem aos presidentes de câmara para que reforçassem a segurança nos locais de culto e nas escolas religiosas judaicas, na sequência do ataque do Irão a Israel e antes das celebrações do Pessach judaico.

Gérald Darmanin apelou aos responsáveis do poder local que assegurem uma presença « estática e visível » de agentes da autoridade em frente dos locais de culto e dos edifícios « mais sensíveis ou emblemáticos ».

No período que antecede o Pessach, a Páscoa judaica (22 a 30 de abril), o ministro solicitou aqueles responsáveis para prestarem « especial atenção » aos « serviços e reuniões que tradicionalmente atraem um grande número de pessoas ».

O Ministro do Interior pediu também que, a partir de segunda-feira, sejam colocados « guardas permanentemente em frente das escolas religiosas, aquando da entrada e saída dos alunos ».

Gérald Darmanin solicitou ainda « patrulhas regulares da polícia e da ‘gendarmarie’ [força militar] » à porta das « lojas especializadas ».

Esta decisão foi tomada devido ao « nível muito elevado da ameaça terrorista », ao « nível elevado e contínuo de atos antissemitas » e à « persistência das tensões internacionais, incluindo o ataque do Irão a Israel » no sábado à noite, explicou na mensagem.

Alfa/ com Lusa

Benfica vence Moreirense e reforça segundo lugar da I Liga

O Benfica reforçou hoje o segundo lugar da I Liga de futebol, ao vencer na receção ao Moreirense por 3-0, em jogo da 29ª jornada da prova, reduzindo para quatro pontos a desvantagem para o líder Sporting.

Numa equipa com muitas alteraçoes em relação à última jornada e ao jogo para a Liga Europa frente ao Marselha, o Benfica não se ressentiu e chegou ao intervalo a vencer já por 2-0, com golos de Kökçü (18 minutos) e Tomás Araújo (45+1), tendo o argentino Rollheiser, aos 78, se estreado a marcar pelos ‘encarnados’, num jogo em que o Moreirense pouco incomodou.

Com esta vitória, o Benfica reforça o segundo lugar, com 70 pontos, menos quatro do que o comandante Sporting, que conta menos um jogo, e mais 11 do que FC Porto e Sporting de Braga, terceiro e quarto classificados, respetivamente, enquanto o Moreirense baixou ao sétimo posto nesta ronda, contando 43 pontos, os mesmos do que o Arouca, que subiu a sexto.

 

Resultados da 29ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 12 abr:

Gil Vicente – Sporting, 0-4 (0-4 ao intervalo)

 

– Sábado, 13 abr:

Vitória de Guimarães – Farense, 1-1 (0-1)

FC Porto – Famalicão, 2-2 (1-2)

Estoril Praia – Sporting de Braga, 0-1 (0-0)

 

– Domingo, 14 abr:

Estrela da Amadora – Rio Ave, 2-2 (1-1)

Arouca – Boavista, 2-1 (2-0)

Portimonense – Casa Pia, 2-2 (2-1)

Benfica – Moreirense, 3-0 (2-0)

 

– Segunda-feira, 15 abr:

Vizela – Desportivo de Chaves, 21:15

 

Com Agência Lusa.

 

 

PASSAGE À NIVEAU – 14 Abril 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 14 de Abril 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

 

Daniela Pamplona, PCP (região de Paris) e Julien Léger, PCF (Champigny) na Passagem de Nível (Foto. Manuel Alexandre).

 

25 de Abril / 50 anos (Foto. Manuel Alexandre)

Irão/Israel/Guerra. Portugal tem « tudo preparado se for preciso evacuação » (de portugueses)

Portugal tem « tudo preparado se for preciso evacuação »

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas garantiu hoje que « está tudo preparado se for preciso » retirar portugueses expatriados de Israel, revelando ainda que há 47 portugueses a tentar sair do Irão.

Em declarações à agência Lusa a propósito do ataque iraniano a Israel, no sábado, José Cesário referiu que em Israel « há uma comunidade de cerca de 30 mil cidadãos com nacionalidade portuguesa » e « alguns portugueses expatriados em turismo ou a trabalhar », estando neste último caso referenciadas 13 pessoas.

Segundo José Cesário, o Governo português está « atento à evolução da situação », estando “tudo preparado se for preciso uma evacuação », havendo os meios para o efeito.

Sublinhou ainda que esse acompanhamento da situação será feito em « articulação com os parceiros da União Europeia ».

Quanto aos portugueses que estejam em Israel e precisem de apoio, o mesmo responsável lembrou que devem recorrer ao Gabinete de Emergência Consular em Lisboa, por via telefónica, podendo ainda entrar em contacto com a Embaixada de Portugal em Israel.

De momento, aconselhou ainda, os cidadãos portugueses devem abster-se de viajar para a região em conflito e « quem lá estiver deve cumprir as orientações das autoridades locais em matéria de segurança ».

Quanto aos portugueses que tentam sair do Irão não foram adiantados mais pormenores.

O espaço aéreo israelita, encerrado no sábado à noite pouco antes do ataque iraniano a Israel, reabriu às 07:30 locais (05:30 em Lisboa), anunciou a autoridade aeroportuária.

O portal na Internet do aeroporto dá conta de atrasos significativos, tanto nas partidas como nas chegadas.

O Irão lançou no sábado à noite um ataque com ‘drones’ contra Israel « a partir do seu território », confirmou o porta-voz do exército israelita num discurso transmitido pela televisão.

Numa mensagem na rede social X, a missão iraniana junto da ONU alegou que, « de acordo com o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas sobre a legítima defesa, a ação militar do Irão foi uma resposta à agressão do regime sionista » contra as instalações diplomáticas iranianas em Damasco.

As tensões entre os dois países subiram nas últimas semanas, depois do bombardeamento do consulado iraniano em Damasco, a 01 de abril, no qual morreram sete membros da Guarda Revolucionária e seis cidadãos sírios.

Alfa/ com Lusa

Desporto Associativo – 13 Abril 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

Nélson da Rocha – Federação Portuguesa de Matraquilhos e Futebol de Mesa (Foto Manuel Alexandre).

Israel: Guterres condena ataque iraniano e pede contenção antes de « escalada devastadora »

Israel: Guterres condena ataque iraniano e pede contenção antes de « escalada devastadora ». Durante a noite de sábado para domingo, foram lançados mais de 200 drones e mísseis contra Israel, mas a larga maioria foi interceptada com a ajuda dos EUA e Reino Unido. 

O secretário-geral das Nações Unidas condenou o ataque lançado no sábado à noite pelo Irão contra Israel, pedindo « o fim imediato das hostilidades » antes de uma « escalada devastadora ».

Num comunicado divulgado durante a noite, António Guterres considerou que « o ataque de larga escala lançado contra Israel pela República Islâmica do Irão » é « uma escalada séria ».

« Estou profundamente alarmado com o perigo muito real de haver uma escalada regional devastadora. Peço a todas as partes envolvidas que apliquem máxima contenção para evitar qualquer ação que possa levar a grandes confrontações militares em várias frentes » no Médio Oriente, afirmou.

A missão permanente do Irão na ONU disse que o ataque foi uma retaliação « à agressão do regime sionista » contra as instalações diplomáticas iranianas em Damasco no início do mês e que « o assunto pode ser dado como encerrado ».

O gabinete de guerra de Israel reuniu-se. Após a reunião, o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, falou com o Presidente norte-americano, Joe Biden. O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência no domingo, a pedido de Israel.

Alfa/ com agências

 

FC Porto volta a marcar passo na I Liga com empate na receção ao Famalicão

O FC Porto voltou a ceder pontos em casa, ao empatar hoje 2-2 na receção ao Famalicão, em jogo da 29ª jornada da I Liga de futebol.

Um ‘bis’ de Jhonder Cádiz, aos nove e 45+1 minutos, permitiram à equipa famalicense, que vinha de dois triunfos consecutivos e chegou ao quarto jogo seguido sem perder, atingir o intervalo em vantagem por 2-1, depois de Zaydou ter feito na própria baliza o primeiro golo do FC Porto, aos 17.

Os ‘dragões’, que somaram o terceiro jogo seguido sem vencer, o segundo em casa, ainda chegaram à igualdade por Mehdi Taremi, aos 82, tendo ficado reduzidos a 10 aos 90+3, por expulsão de Evanilson.

Com este empate, o FC Porto manteve o terceiro lugar, com 59 pontos, menos 15 do que o líder Sporting e oito do que o segundo classificado Benfica.

 

 Resultados da 29ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 12 abr:

Gil Vicente – Sporting, 0-4 (0-4 ao intervalo)

 

– Sábado, 13 abr:

Vitória de Guimarães – Farense, 1-1 (0-1)

FC Porto – Famalicão, 2-2 (1-2)

Estoril Praia – Sporting de Braga, 21:30

 

– Domingo, 14 abr:

Estrela da Amadora – Rio Ave, 16:30

Arouca – Boavista, 19:00

Portimonense – Casa Pia, 19:00

Benfica – Moreirense, 21:30

 

– Segunda-feira, 15 abr:

Vizela – Desportivo de Chaves, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal exige ao Irão a libertação de navio com pavilhão português. Não há portugueses a bordo

Embaixador português em Teerão reúne-se com MNE do Irão para explicação sobre incidente com navio de pavilhão português.

 

O embaixador de Portugal em Teerão vai reunir-se no domingo com o chefe da diplomacia do Irão para obter esclarecimentos sobre a captura do navio com pavilhão português no Estreito de Ormuz, anunciou hoje o Governo português.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, dependendo desta reunião, as medidas diplomáticas de Portugal face a este incidente, que condenou « veementemente com preocupação », poderão ou não ser agravadas.

Para já, Portugal exige a libertação do navio e dos tripulantes adiantou o ministro.

O armador ítalo-suíço MSC do navio com pavilhão português apresado hoje pelo Irão perto do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, disse que o porta-contentores tem 25 tripulantes a bordo.

“Lamentamos confirmar que o MSC Aries, propriedade da Gortal Shipping Inc, afiliada à Zodiac Maritime, e fretado pela MSC, foi abordado pelas autoridades iranianas de helicóptero” e “há 25 tripulantes a bordo”, disse a Mediterranean Shipping Company (MSC), com sede em Genebra, à agência noticiosa France-Presse (AFP).

A agência noticiosa iraniana IRNA adiantou entretanto que a Guarda Revolucionária, a força paramilitar iraniana que promoveu assaltos semelhantes no passado, vai levar o navio para águas territoriais do Irão.

O helicóptero utilizado pela Guarda Revolucionária para apresar o navio é um ‘Mil Mi-17’, da era soviética, que tanto a Guarda quanto os Huthis, rebeldes iemenitas, apoiados pelo Irão, usaram no passado para realizar ataques de comando a navios.

Em Lisboa, o Governo de Portugal já tinha confirmado hoje ao final da manhã o apresamento do navio de pavilhão português, e tinha indicado que estava a acompanhar a situação, garantindo que não havia cidadãos portugueses a bordo e que pediu esclarecimentos a Teerão.

Numa nota à imprensa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou então tratar-se de um navio de carga, o MSC Aries, com pavilhão português (registo na Região Autónoma da Madeira), sendo a empresa proprietária a Zodiac Maritime Limited, com sede em Londres.

No comunicado é indicado que o acompanhamento da situação está a ser feito sob coordenação direta do gabinete do primeiro-ministro, envolvendo os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Presidência, da Defesa Nacional e da Economia.

“Não há registo de cidadãos portugueses a bordo, seja tripulação ou comando. O Governo português está em contacto com as autoridades iranianas, tendo pedido esclarecimentos e solicitado informações adicionais”, refere o executivo.

Ao contrário de Portugal, o Exército israelita escusou-se hoje a comentar a abordagem por um helicóptero da Guarda Revolucionária Iraniana ao navio de pavilhão português alegadamente associado a Israel no Golfo Pérsico.

“Sem comentários”, disse um porta-voz militar israelita questionado pela EFE, depois de a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, ter anunciado que “um navio cargueiro associado ao regime sionista [Israel]” fora apresado.

O incidente ocorre no meio da tensão criada pelo ataque israelita ao consulado do Irão em Damasco, a 01 deste mês, que deixou sete membros da Guarda Revolucionária mortos. O Irão prometeu entretanto retaliar, tendo os Estados Unidos alertado para a possibilidade de Teerão responder durante o fim de semana.

O navio porta-contentores capturado está ligado à empresa ‘Zodiac Maritime’, parte do ‘Grupo Zodiac’, com uma frota de mais de 180 navios e pertencente ao bilionário israelita Eyal Ofer.

O navio saiu de Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Nhava Sheva, na Índia, e a última posição recebida foi sexta-feira, exatamente no mesmo local perto do Estreito de Ormuz onde foi apresado.

As tensões, marcadas nos últimos seis meses pela guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, subiram recentemente com um bombardeamento a 01 de abril ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, que matou altos funcionários militares iranianos, e que foi atribuído a Telavive.

Alfa/ com Lusa

CORAÇÃO FADISTA – JOÃO CHORA – 12/4/2024

 

“Coração Fadista”, Difusão todas as sextas-feiras às 23h, apresentado por Odete Fernandes.
O programa repete às 3 da manhã de segunda feira.
Esta semana João Chora

25 de Abril/Livro: « Uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo »

25 de Abril: « Uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo »

O livro “Capitães de Abril – A Conspiração e o Golpe”, de Rui Cabral e Luís Pinheiro de Almeida, apresentado ontem, em Lisboa, é “uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo”, disse à Lusa um dos autores.

“Este livro pretende ficar para a posteridade”, apesar de ser “um sonho um bocado megalómano, mas é um bocado o que sentimos ao fazer este livro”, disse o jornalista Rui Cabral à agência Lusa, no final da apresentação de “Capitães de Abril – A Conspiração e o Golpe”, realizada no auditório da Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.

Editado pelas Edições Colibri, com o apoio da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril e da Agência Lusa, onde os dois jornalistas e autores trabalharam, a obra recupera “todo o movimento de capitães, a partir do 1.º Congresso da Liga dos Combatentes », realizado em junho de 1973, onde ocorreram « as primeiras contestações dos militares do quadro”, acrescentou Rui Cabral.

Os dois autores seguiram depois “todo esse percurso conspirativo que desembocou no 25 de Abril, o golpe e [a tomada de] todos os objetivos que tinham sido planeados: a RTP, o aeroporto, a Emissora Nacional, o quartel-general, o Rádio Clube Português”, com uma descrição, “o máximo possível jornalística e objetiva como se de uma grande reportagem se tratasse”, observou.

“No fim de contas, é uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo”, sustentou Rui Cabral, sublinhando o facto de a obra ter sido apresentada pelo coronel Rodrigo Sousa e Castro, que, em 1973, fez parte da Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, na clandestinidade.

“Um capitão de Abril, um valoroso capitão de Abril que [no lançamento] deu uma explicação muito perfeita dos acontecimentos e de como tudo se desenrolou”, frisou.

Rui Cabral observou ainda ter sido “muito cansativo, mas muito entusiasmante” o processo de escrita do livro, com o qual foram recuperar um trabalho que ambos tinham elaborado nos 20 anos do 25 de Abril, editado pela agência Lusa – a revista “25 de Abril – memórias” – e que “foram desenvolvendo”.

“Capitães de Abril – a Conspiração e o Golpe” tem ainda “um pormenor muito importante”, indicou Rui Cabral, acrescentando que, “talvez pela primeira vez”, foram buscar a “chamada ‘arraia-miúda’ da revolução”.

“Os furriéis, os aspirantes milicianos, aqueles que estavam a estudar, chumbaram o ano e foram para a guerra, ou foram para a tropa e estavam em vias de ir para a guerra… E quando o capitão revoltoso lhes pergunta se alinham, eles dizem ‘É para irmos para casa? Vamos já todos!’”, enfatizou.

Admitindo que a história do 25 de Abril “é feita de múltiplas histórias”, o antigo jornalista da Lusa referiu que, tanto ele como Luís Pinheiro de Almeida pretenderam fazer um livro “muito pedagógico”.

E muito de acordo com « o jornalismo de base de agência, que é muito rigoroso”, sublinhou, acrescentando que, depois, foi possível “’pintar por cima’ com verdade, com realidade” e “dar-lhe cor”.

“Dar cor a essa grande aventura” que foi o 25 de Abril de 1974, concluiu.

Alfa/ com Lusa

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