Governo quer « fazer crescer acima de 20% » as verbas para Jogos Los Angeles2028

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, prestou hoje “a merecida homenagem” aos atletas olímpicos e paralímpicos que representaram Portugal em Paris2024, expressando orgulho por aquilo que alcançaram nos Jogos da capital francesa.

“[Agradecer] às atletas e aos atletas paralímpicos e olímpicos que, neste ano de 2024, ergueram bem alto esta sensação única que é ser português. Sentir as cores da nossa bandeira, sentir um arrepio da espinha, um saltitar no coração sempre que algum subiu ao terreno de jogo, ao terreno da competição para representar todo um povo”, salientou o chefe de Governo.

Luís Montenegro, que discursava nos jardins de São Bento perante os atletas olímpicos e paralímpicos que representaram Portugal em Paris2024, recordou que teve o privilégio de estar nos Jogos Olímpicos – falhou os Paralímpicos por questões de agenda – e ver ao vivo a conquista do ouro por Iúri Leitão e Rui Oliveira no Madison e o salto que valeu a Pedro Pichardo a prata no triplo salto.

“Quero dizer-vos que tenho bem presente que no fim há sempre esta distinção, que é merecida, para aqueles que atingem um patamar mais elevado, mas acreditem que o respeito que nós temos, e que eu tenho pessoalmente, é igual para cada uma e para cada um dos atletas que disputaram estas duas enormes, das maiores competições desportivas do mundo”, declarou, já depois de ter condecorado os medalhados lusos em Paris.

Com Rui Oliveira ausente, os medalhados de ouro Iúri Leitão, Miguel Monteiro (lançamento do peso F40) e Cristina Gonçalves (boccia BC2) receberam das mãos do primeiro-ministro o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, com os restantes a receberem a Medalha de Mérito Desportivo

“Em nome do Governo, nós prestamos aqui hoje uma mais do que merecida homenagem, reconhecimento, tributo ao vosso trabalho, ao vosso desempenho nestes Jogos, mas a tudo aquilo que esteve na génese, primeiro da vossa presença e, depois, dos vossos resultados”, disse.

Luís Montenegro considerou que o valor que o executivo atribui ao desempenho dos atletas olímpicos e paralímpicos “é um valor que se expressa na vibração, que se expressa na alegria, que se expressa no sentimento de identidade nacional e que a própria representação do país encerra”.

“Mas vai muito mais longe do que isso. Nós sabemos, temos bem consciência, que esta vossa demonstração de capacidade de fazer bem, de capacidade de fazer melhor do que os outros, de superarem muitas vezes cada um a si próprio, àquilo que já fez antes, são mensagens de inspiração para toda a sociedade e em particular para aqueles que têm apetência para a prática desportiva”, destacou, considerando que os exemplos destes atletas pode ajudar a “estimular a prática desportiva” no país.

O primeiro-ministro expressou ainda o “muito orgulho” por aquilo que os desportistas lusos fizeram em Paris2024, enaltecendo o reconhecimento “pelo sofrimento e sacrifício que está por trás” dos resultados destes.

Montenegro manifestou ainda a esperança de conseguir “fazer melhor” em Los Angeles2028, já depois de ter revelado querer “fazer crescer acima de 20%” o valor alocado aos contratos-programas para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Antes, já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, tinha declarado que “o sentimento de reconhecimento” do Governo era para todos os atletas olímpicos e paralímpicos que estiveram em Paris2024, considerando que “todos foram embaixadores do desporto português”.

 

Presidente do CPP e secretário-geral do COP coincidem no apelo a reforço de verbas

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal e o secretário-geral do Comité Olímpico de Portugal coincidiram hoje na necessidade de um reforço financeiro para o ciclo de Los Angeles2028, durante a receção dos participantes em Paris2024 pelo primeiro-ministro.

“Viemos de Paris muito satisfeitos, com sentimento de dever cumprido, em que os atletas, todos eles, tiveram um desempenho notável e em que o nosso objetivo foi concretizado. Foi uma missão mais pequena, mas ainda assim conseguimos o melhor resultado desde Pequim, sete medalhas, duas delas de ouro”, começou por realçar José Manuel Lourenço.

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal defendeu que este é o momento de começar a pensar em Los Angeles2028, revelando que o organismo foi hoje contactado pelo secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, para agendar uma reunião de trabalho para “delinear as condições” para os próximos Jogos Olímpicos.

“E por isso, penso que também é um bom sinal, é algo que nos satisfaz muito perceber que já estamos a trabalhar para Los Angeles. […] Importa agora que consigamos todos trabalhar para que em Los Angeles possamos ter mais atletas. Sei que é uma tarefa difícil, porque os atletas não nascem de um momento para o outro, existe uma grande dificuldade no recrutamento de novos atletas, e eu diria que também estes eventos podem potenciar o aparecimento de novos atletas”, estimou.

José Manuel Lourenço acredita mesmo que momentos como a receção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, aos atletas paralímpicos e olímpicos de Paris2024, nos jardins da Residência Oficial, pode atrair “mais pessoas com deficiência para a prática desportiva”.

Já o secretário-geral do COP quis agradecer “a presença significativa do Governo durante os Jogos Olímpicos”. “É algo que apreciámos muito. Para nós, é importante que o Governo de Portugal sinta diretamente o empenho, o esforço da equipa olímpica”, completou.

José Manuel Araújo destacou que a Missão olímpica portuguesa a Paris2024 foi a primeira paritária e teve 50% de atletas estreantes, um sinal de que estão a ser dados passos certos para que “esta dimensão desportiva tenha futuro”.

“E por isso mesmo, para olhar para o futuro, o Sr. Primeiro-Ministro esteve em Paris, acompanhei muito a sua presença e ouvi muito atentamente – todos nós ouvimos atentamente -, e naturalmente que o reforço das políticas públicas na área do desporto é obviamente uma expectativa que todos temos como positiva, um reforço obviamente que tem uma dimensão política, mas também há de ter uma dimensão financeira”, vincou.

O secretário-geral do COP, que evocou José Manuel Constantino, o presidente do organismo que faleceu exatamente há um mês, lembrou que o reforço financeiro para os atletas “não é verdadeiramente um objetivo de terem eles mais para eles, é poderem dar mais”.

“Se temos a felicidade de ter tido, nestes últimos ciclos olímpicos, uma consistência nos resultados, olhamos para a frente com o objetivo de elevar o patamar. E para elevar o patamar é preciso também ter, da parte do Governo, o sinal que todos esperamos”, concluiu.

Os dois dirigentes discursaram ainda antes de Luís Montenegro ter manifestado a intenção de “fazer crescer acima de 20%” o valor alocado aos contratos-programas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Los Angeles2028.

Portugal esteve representado por 73 atletas nos Jogos Olímpicos Paris2024, tendo conquistado quatro medalhas: o ouro no madison de Rui Oliveira e Iúri Leitão, que também se sagrou vice-campeão no omnium, a prata de Pedro Pichardo no triplo salto e o bronze de Patrícia Sampaio nos -78 kg.

Nos Jogos Paralímpicos, a missão portuguesa de 27 atletas saiu de Paris com sete medalhas: duas de ouro, de Miguel Monteiro, no lançamento do peso F40, e de Cristina Gonçalves, boccia BC2, uma de prata, do atleta Sandro Baessa, nos 1500 metros T20, e quatro de bronze, da atleta Carolina Duarte, nos 400 metros T13, do nadador Diogo Cancela, nos 200 metros estilos SM8, do judoca Djibrilo Iafa (-73kg J1) e ainda do ciclista Luís Costa (no contrarrelógio H5), que teve um controlo positivo na capital francesa e se encontra suspenso preventivamente.

« Je ne me nourris que de petits rêves, que de petits accomplissements  » – Glaçon

Glaçon est un artiste graffeur portugais, résidant en France, dont l’atelier est à Corbeil-Essonnes. Fier de sa double nationalité, Bryan Diegues (de son vrai nom) insuffle dans chacune de ses œuvres une part de son héritage culturel lusophone, offrant au public une réflexion sur ses deux pays.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 11 septembre 2024 :

 

Son aventure artistique commence sur les bancs du lycée, armé d’un simple « posca bleu », en dessinant sur les rebords des « tables, des chaises et des murs ».

C’est après avoir visionné la version portugaise de Faites le mur ! de Banksy (2010) que Bryan découvre véritablement la culture du street art. Ce documentaire, véritable révélation, le pousse à concrétiser ses envies : fabriquer ses propres pochoirs, sortir et s’engager définitivement dans l’art urbain. En hommage au rappeur américain Ice Cube, le jeune artiste adopte le nom de Glaçon. Son parcours débute avec un portrait de son père, réalisé après son décès en 2014, et son activité se professionnalise en 2018-2019.

Glaçon « recherche l’émotion, pas la beauté », il court après la spontanéité. Son geste artistique vise à rendre hommage et à sceller – de façon éphémère comme ses œuvres – une affection. C’est ce que nous avons tenté de faire aujourd’hui dans l’ALFA 10/13 : rendre hommage à cet artiste graffeur prometteur, qui ne nous laisse pas de glace.

Didier Caramalho

Didier Roustan morreu esta quarta-feira, aos 66 anos

O jornalista Didier Roustan morreu esta quarta-feira, aos 66 anos, na sequência de um cancro recentemente detetado.

Esta é uma notícia triste para os adeptos de futebol. Jornalista especialista conhecido do público há mais de 40 anos.
inventor duma nova linguagem televisiva em torno do futebol” Antigo apresentador do Téléfoot na TF1, trabalhou também na Antenne 2 (atual França 2) e no Canal+.
Nos últimos anos, apareceu regularmente na L’Equipe TV no programa « L’Equipe du Soir », no papel de « presidente vitalício », sendo um amante do jogo Bonito.
Didier Roustan criou em 1995, com Eric Cantona e Diego Maradona, a Associação Internacional de Jogadores Profissionais (AIFP), o primeiro sindicato global de jogadores de futebol.
Em 2003, fundou a associação Foot Citoyen com Arsène Wenger, com o objetivo de lutar contra a violência e o racismo no futebol.

 

« Grand Tour » de Miguel Gomes é o candidato de Portugal na corrida aos Óscares

« Grand Tour » de Miguel Gomes é o candidato de Portugal na corrida aos Óscares

O filme “Grand Tour”, de Miguel Gomes, é o candidato de Portugal a uma nomeação para os Óscares, os prémios norte-americanos de cinema, revelou hoje a Academia Portuguesa de Cinema.

A longa-metragem foi escolhida pelos membros da academia, entre cinco obras finalistas, para ser candidata a uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

Os cinco filmes finalistas eram “Grand Tour”, “A Flor do Buriti”, de João Salaviza e Renée Nader Messora, “Manga d’Terra”, de Basil da Cunha, “O teu rosto será o último”, de Luís Filipe Rocha, e “O vento assobiando nas gruas”, de Jeanne Waltz.

“Grand Tour” chega às salas portuguesas a 19 de setembro, depois de ter sido premiado, em maio, no Festival de Cinema de Cannes, em França, valendo a Miguel Gomes o prémio de melhor realização, inédito para o cinema português.

A história de « Grand Tour » segue um romance de início do século XX, com Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do império britânico, que foge da noiva Molly (Crista Alfaiate) no dia em que ela chega para o casamento, embarcando numa viagem solitária pela Ásia.

“Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste ‘Grand Tour’ asiático”, refere a sinopse.

“Grand Tour” foi produzido por Uma Pedra no Sapato, em coprodução com Itália, França, Alemanha, China e Japão.

A longa-metragem de ficção foi feita em dois tempos, com uma primeira rodagem durante um périplo do realizador e de uma pequena equipa por vários países do Oriente e, mais tarde, com filmagens com os atores em estúdio, em Roma, e em Lisboa.

A 97.ª edição dos Óscares está marcada para 02 de março de 2025, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, sendo os nomeados revelados a 17 de janeiro.

De acordo com a Academia Portuguesa de Cinema, desde 1980 Portugal tem submetido anualmente um candidato à categoria de Melhor Filme Internacional. No entanto, nunca houve um nomeado português nesta categoria.

A Academia Portuguesa de Cinema é responsável desde 2012 pela escolha do filme candidato a uma nomeação para os Óscares, sendo esta a segunda vez que seleciona um filme de Miguel Gomes, depois de, em 2016, ter submetido o tríptico “As mil e uma noites”.

Além deste processo de seleção da Academia Portuguesa de Cinema, é possível ao cinema português entrar na corrida a uma nomeação para os Óscares, noutras categorias, consoante diferentes critérios de elegibilidade, como, por exemplo, os filmes serem premiados em determinados festivais internacionais.

Além de Portugal, outros países foram já anunciando as suas escolhas na corrida a uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Internacional.

A Alemanha, por exemplo, vai candidatar “Les graines du figuier sauvage”, do realizador iraniano Mohammad Rasoulof, uma coprodução com França e Alemanha, que foi prémio da crítica e do júri em Cannes.

Mohammad Rasoulof apresentou o filme em Cannes depois de ter conseguido fugir do Irão, onde foi condenado por atentar contra o regime de Teerão.

A Letónia submeterá “Flow”, uma história de sobrevivência contada em animação, sem diálogos, realizada por Gints Zilbalodis, premiada em Annecy (França) e protagonizada por um gato.

No final de agosto foi anunciado que pela Palestina seria submetido o filme “From Ground Zero”, que articula 22 curtos filmes de novos realizadores oriundos de Gaza, numa iniciativa que partiu da organização Masharawi Fund, criada em novembro de 2023.

Alfa/ com Lusa

Timor/fim da visita do Papa: Francisco agradece generoso acolhimento e calorosa receção

Foto – Papa Francisco à chegada a Dili  (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

Timor/Papa: Francisco agradece generoso acolhimento e calorosa receção

 

O Papa Francisco agradeceu hoje, num telegrama enviado ao Presidente timorense, José Ramos-Horta, o “generoso acolhimento” e a “calorosa” receção recebida em Timor-Leste, durante a visita de três dias que realizou ao país.

O telegrama foi enviado após o Papa deixar Timor-Leste, às 12:25 locais (04:25 em Lisboa) rumo a Singapura, a bordo de um avião da Aero Díli.

“À medida que deixo Timor-Leste após a minha jornada apostólica, saibam que estou profundamente grato, a vossa excelência, às autoridades locais e aos seus cidadãos pelo generoso acolhimento e calorosa receção durante toda a minha visita”, afirma o Papa Francisco.

No telegrama, o Papa diz também que reza para que “Deus Todo-Poderoso conceda ao país os dons da paz e da solidariedade”, invocando uma “abundância de bênçãos” sobre todos os timorenses.

A visita do Papa teve início na segunda-feira com uma cerimónia de boas-vindas na Presidência timorense e um encontro com as autoridades, sociedade civil e corpo diplomático timorense.

No segundo dia da visita, o ponto alto foi a missa realizada em Tasi Tolu, a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, para perto de 600 mil pessoas, segundo dados das autoridades, citados pelo Vaticano.

Milhares de timorenses voltaram hoje a sair à rua para um último adeus a Francisco antes de partir para Singapura, onde termina na sexta-feira a 45ª viagem apostólica internacional e a mais longa, que teve início na Indonésia e incluiu também a Papua Nova Guiné.

Alfa/ com Lusa

Portugal bate Croácia e está a um ponto do Europeu de futebol de sub-21

A seleção portuguesa de futebol de sub-21 venceu hoje a Croácia por 0-2, em Karlovac, e colocou-se a um ponto da fase final do Europeu da categoria de 2025, com dois encontros por disputar no Grupo G.

O ‘capitão’ Paulo Bernardo, aos 50 minutos, e o suplente Carlos Borges, aos 89, após assistência do estreante Rodrigo Mora, marcaram os tentos da formação das ‘quinas’, que conta sete vitórias e uma derrota no agrupamento.

Na classificação do Grupo G, Portugal, que em outubro joga fora com Ilhas Faroé e Andorra, soma 21 pontos (oito jogos), contra 17 da Grécia (nove), 16 da Croácia (oito), sete das Ilhas Faroé (oito), seis da Bielorrússia (nove) e três de Andorra (oito).

Os vencedores dos nove grupos de qualificação e os três melhores terceiros seguem para a fase final do Europeu de 2025, na Eslováquia, enquanto os restantes segundos colocados jogam um ‘play-off’ para encontrar as últimas três vagas.

 

Falta disputar:

– Sexta-feira, 11 out:

Ilhas Faroé – Portugal

Croácia – Andorra

– Terça-feira, 15 out:

Ilhas Faroé – Bielorrússia

Andorra – Portugal

Croácia – Grécia

 

Nota: Qualificam-se para a fase final os vencedores dos nove agrupamentos de apuramento e os três melhores segundos, não contando os resultados com o sexto classificado. Os restantes seis melhores segundos classificados vão disputar um play-off.

 

Com Agência Lusa.

Fuga de prisioneiros em Alcoentre demorou seis minutos e só foi detetada uma hora depois – ministra

Fuga de Vale de Judeus demorou seis minutos e só foi detetada uma hora depois

Com efeito,  a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, explicou hoje que a fuga de cinco reclusos da prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre, no sábado, “demorou seis minutos” e só foi detetada cerca de uma hora depois.

“A operação de fuga de cinco reclusos começou às 9:55 com a intrusão de três indivíduos no perímetro externo do estabelecimento prisional. A evasão dos reclusos teve início às 9:57. O último recluso a evadir-se ultrapassou a vedação exterior do estabelecimento prisional, às 10:01. Assim, segundo este relatório, a evasão demorou seis minutos e foram usados recursos (como duas escadas) que não existiam no interior do estabelecimento prisional”, referiu.

Rita Alarcão Júdice indicou de seguida que a fuga foi “detetada por dois guardas, quase em simultâneo, pelas 11:00”, ou seja, cerca de uma hora depois, sendo que um dos guardas estava no pavilhão da prisão e o outro circulava de viatura no perímetro interior quando se deparou com uma escada. “O alerta dado a toda a corporação ocorre entre as 11:04 e as 11:08”, acrescentou.

“Nos relatos recebidos vimos desleixo, vimos facilidade, vimos irresponsabilidade e vimos falta de comando. Também vimos decisões erradas ou ausência de decisões nos anos mais recentes. Temos fundamento para concluir que a fuga de cinco reclusos resultou de uma cadeia sucessiva de erros e falhas muito graves, grosseiras, inaceitáveis que queremos irrepetíveis”, acrescentou.

Os prisioneiros continuam em fuga desde sábado passado.

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

Paralímpicos: Paraciclista Luís Costa pediu contra-análise ao teste positivo em Paris

Luís Costa, o paraciclista medalhado que teve um controlo antidoping positivo nos Jogos Paralímpicos Paris2024, afirma estar « de consciência tranquila » e revela que já pediu a contra-análise ao teste positivo para clortalidona, um diurético.

 

Numa publicação na rede social Facebook, a que deu o título « Do Céu ao Inferno », Luís Costa, medalhado de bronze em Paris2024, nega ter tomado deliberadamente o diurético.

« Fui notificado de que testei positivo para uma substância proibida, em teste antidoping realizado em Paris dois dias antes de competir. Segundo o relatório, trata-se de um diurético (chlortalidona). Estou de consciência tranquila, não tomei deliberadamente tal substância e já pedi a contra-análise », escreveu o atleta.

Luís Costa assume que « avizinham-se tempos muito difíceis » para ele e que « o julgamento público será imediato e implacável, como sempre acontece nestas situações ».

O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) divulgou hoje este controlo positivo, ocorrido ainda antes de Luís Costa ter conquistado a medalha de bronze no contrarrelógio de ciclismo de estrada da classe H5 (handbikes).

“O CPP foi notificado pelo Comité Paralímpico Internacional, em data posterior à da competição do atleta Luís Costa, de que este apresentou um ‘resultado analítico adverso’ em teste de controlo antidoping realizado em Paris”, lê-se no comunicado do organismo paralímpico nacional.

Luís Costa, de 51 anos, está “provisoriamente suspenso, estando a decorrer o prazo legal para o atleta exercer o seu direito de defesa”, esclarece o CPP.

Contactado pela Lusa, o chefe da Missão de Portugal a Paris2024, Luís Figueiredo, esclareceu que “a suspensão provisória do atleta não implica, para já, a retirada da medalha, que só poderá acontecerá depois de esgotados todos os recursos legais ao dispor do atleta”.

Na passada quarta-feira, Luís Costa conquistou a medalha de bronze paralímpica na prova de contrarrelógio de ciclismo de estrada da classe H5, disputada em Clichy-Sous-Bois.

“O CPP repudia qualquer forma de adulteração de resultados e pugna por um desporto limpo e transparente”, acrescentou ainda o organismo no comunicado.

Este foi o segundo caso de doping da missão lusa aos Jogos Paralímpicos Paris2024, que terminaram no domingo, depois de Simone Fragoso ter ficado afastada da estreia portuguesa nas provas de powerlifting, após três presenças como nadadora.

Portugal terminou os Jogos Paralímpicos Paris2004 com sete medalhas e outros 18 diplomas.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 09 Setembro 2024

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Tribuna Desportiva é um dos programas mais antigos da Rádio Alfa.

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

Tribuna Desportiva com Tiago Castro, jogador Lusitanos St Maur e Christophe da Silva, Seleção portuguesa de Basquetebol cadeira de rodas (Foto. Manuel Alexandre).

Macron e Le Pen terão feito acordo para garantir continuidade de Michel Barnier

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Emmanuel Macron e Marine Le Pen terão feito um acordo para garantir a continuidade de Michel Barnier no Governo.

O jornal « JDD » avança que o presidente francês e a líder parlamentar do Rassemblement National terão evitado uma moção de censura contra o novo primeiro-ministro. Relembre-se, Michel Barnier foi nomeado chefe do Governo no passado dia 5 de setembro, nomeação que tem provocado várias manifestações.

Marine Le Pen já veio, entretanto, negar a existência de um acordo.

Rádio Alfa com RTP Notícias