Em festa. Paris2024: Medalhado David Pina ‘abraçado’ por Cabo Verde na chegada a Lisboa

Paris2024: David Pina ‘abraçado’ por Cabo Verde na chegada a Lisboa

O pugilista David Pina, que conquistou a primeira medalha olímpica da história de Cabo Verde, em Paris2024, foi recebido, na segunda-feira, em Lisboa em festa, com direito a batuqueiras, que o deixaram com os olhos a brilhar.

O medalha de bronze na categoria de 51 kg cruzou a porta das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando faltava um quarto de hora para a meia-noite, mas, mesmo assim, tinha à sua espera perto de 300 pessoas.

A euforia, os cânticos, os gritos, as cores e a boa disposição foram aumentando e ganharam corpo quando David Pina se dirigiu a todos eles.

Pegando na filha, com o mesmo penteado do pai, com dois totós na cabeça, dançou, saltou e sorriu. Nos olhos estava bem patente o orgulho pelo feito inédito para a história olímpica de Cabo Verde.

“Nem sei como explicar nem como agradecer ao povo cabo-verdiano em Portugal esta mega receção. Agradeço à embaixada de Cabo Verde por ter mobilizado as pessoas para estarem aqui. Estou muito contente”, começou por dizer David Pina.

Com as batuqueiras a ritmarem a conversa, já perto de uma das portas de saída, e com a bandeira de Cabo Verde a ladeá-lo, David Pina espera agora que a conquista da medalha de bronze lhe dê um empurrão na carreira.

“Sei que a minha vida vai mudar. Só o facto de estar a ser recebido aqui desta forma é uma mudança enorme. Espero ter mais mudanças a nível económico e de estabilidade para poder treinar mais pelo meu país”, afiançou.

Para já, a única certa do pugilista é que atingiu um “sonho de criança”, motivo pelo qual aproveitou para deixar um recado para os jovens.

“Lutem. As coisas podem ser difíceis, mas acontecem. A persistência, a perseverança e a dedicação são a chave para o sucesso. Lutem. O meu país nunca teve uma medalha. É dar um presente inédito ao meu país. Estou muito orgulhoso e espero dar mais presentes como este”, concluiu.

No passado dia 04, David Pina, que é treinado pelo português Bruno Carvalho, ficou com a medalha de bronze na categoria de -51 kg nos Jogos Olímpicos Paris2024, apesar de ter sido derrotado nas meias-finais da competição pelo uzbeque Hasanboy Dusmatov.

O cabo-verdiano já tinha garantido a primeira medalha de sempre para o país na maior competição multidesportiva mundial, com o apuramento para as meias-finais, já que no boxe os dois derrotados nesta fase ficam com a mesma medalha.

O porta-estandarte de Cabo Verde na Cerimónia de Abertura de Paris2024 recebeu a terceira medalha da África lusófona, depois dos dois ‘metais’ da moçambicana Maria Mutola, campeã nos 800 metros em Sydney2000 e bronze em Atlanta1996.

Alfa/ com Lusa

Campeões olímpicos “sem palavras” para receção “inacreditável” no Porto

Os ciclistas portugueses Iúri Leitão e Rui Oliveira, os campeões olímpicos de madison em Paris 2024, assumiram-se hoje « sem palavras » para a receção que os esperava no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, após uns Jogos Olímpicos históricos.

« Não há palavras. Ao nível de quem é campeão olímpico. Muito bonito ver estes portugueses aqui a festejar connosco. Sinceramente, não esperava tanta gente. É muito especial, obrigado a todos« , disse Rui Oliveira, aos jornalistas. Os dois ciclistas, campeões olímpicos de madison, com Leitão a trazer também a prata do concurso de omnium, demoraram a assimilar a receção por mais de um milhar de pessoas, entre elas, o nosso jornalista Didier Caramalho que teve a oportunidade de conversar com Iuri Leitão:

 

Iuri Leitão e Rui Oliveira com Didier Caramalho no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto

Ainda incrédulo, além de quase afónico dos festejos, Rui Oliveira nota os Jogos Olímpicos como « o culminar do sonho de um atleta », depois de outras provas internacionais como Europeus e Mundiais, e trouxeram logo o ouro.

« Ainda não me cabe na cabeça que somos campeões olímpicos. Temos de desfrutar deste momento, espero que todos estejam connosco e não se esqueçam do ciclismo de pista. Em outubro, há Campeonato do Mundo, e ano após ano vamos continuar a tentar crescer », reforçou.

O ciclista de Vila Nova de Gaia, de 27 anos, não deixa de reforçar a necessidade de que a onda de apoio que têm recebido, e que hoje se manifestou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, continue nos próximos tempos.

« Espero que este seja um pequeno passo para que as pessoas se abram não só ao ciclismo, como às outras modalidades. Continuem a apoiar o ciclismo de pista, continuem a apoiar as outras modalidades, em que também tivemos diplomas. Foi um grupo fantástico. Agradeço a todos, mas continuem a apoiar », insistiu, elogiando a solidariedade entre atletas nacionais: « Se fazemos isto com tão pouco, imaginem que não se lembram só de nós em ano de Jogos Olímpicos para pedirem medalhas ».

Já Iúri Leitão, campeão do mundo e ‘vice’ olímpico no omnium, foi questionado sobre se gostaria de receber uma receção destas todos os anos, tendo ironizado na resposta para colocar em perspetiva o feito que lograram.

« Se eu conseguisse manter essa consistência, se calhar era um dos melhores da história… Felizmente tenho tido dois, três anos muito bons. Vamos tentar manter o nível, mas é muito complicado », explicou.

O vianense regressou a Portugal no dia seguinte à Cerimónia de Encerramento, no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, onde foi porta-estandarte da Missão lusa, ao lado da judoca Patrícia Sampaio, bronze na categoria -78 kg e primeira dos quatro medalhados nacionais.

« O Pedro Pichardo [prata no triplo salto] não estava lá, mas celebrámos o encerramento dos Jogos. Foi uma cerimónia muito bonita e deu para estar com todos os atletas, coisa que não conseguimos [durante as competições]. Essa partilha e experiência foi importante », descreveu.

Fernando Pimenta encorajado pelos fãs a prosseguir carreira

O canoísta Fernando Pimenta assumiu hoje que tem sido encorajado pelos seus seguidores a continuar uma carreira repleta de medalhas internacionais, após um frustrante sexto lugar na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Paris2024.

“Muitos portugueses, e não só, têm-me escrito mensagens a pedir para eu continuar. Depois de uma época tão difícil como esta, já me passou pela cabeça atirar a toalha ao chão. Senti-me muito cansado, às vezes sem cumprir objetivos, mas este empurrão ajuda bastante”, confidenciou aos jornalistas, após a chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

O limiano, de 34 anos, falhou a possibilidade de se tornar o primeiro português a conquistar três medalhas olímpicas na quarta participação em Jogos, após a prata em Londres2012, em dupla com Emanuel Silva, na prova de K2 1.000 metros, e o bronze em Tóquio2020, na sua distância predileta.

“Sinceramente, não senti peso nenhum. Foi o que sempre disse: havia uma probabilidade de conseguir uma medalha, mas também havia de não conseguir nenhuma. Infelizmente, saiu esta última probabilidade que não queríamos”, lamentou.

Fernando Pimenta terminou a final em 3.29,59 minutos, a 5,52 segundos do novo campeão olímpico, o checo Josef Dostal (3.24,07), num pódio completado pelos húngaros Ádám Varga (3.24,76) e Bálint Kopasz (3.25,68).

“Estava no lote dos candidatos, mas no final não me consegui encontrar bem. Fiz basicamente o mesmo tempo do que na meia-final, na qual tive uma boa gestão. Senti que dei o meu máximo, mas não dei o meu melhor. Quando assim é, ficamos tristes. Queria trazer uma medalha para Portugal. Saí de lá sem qualquer medalha, mas com o moral muito em alta pelo apoio de todos os portugueses”, reiterou.

Com desfecho idêntico ao Rio2016, onde foi quinto colocado em K1 1.000 e sexto em K4 1.000, o canoísta voltou a ficar aquém da única medalha em falta num extenso palmarés, com um total de 145 pódios, entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.

“Nem uma medalha consegue reconfortar esses momentos duros de treinos e de ausência da família. Passámos muito tempo em estágio e receber este carinho ajuda, não só a mim, mas também à minha família, aos amigos e a quem me apoia, porque sentem que estão numa onda de energia positiva”, valorizou.

Os Mundiais de distâncias não olímpicas e de maratonas seguem-se na agenda de Fernando Pimenta, que almeja uma quinta presença olímpica em Los Angeles2028, nos Estados Unidos, onde Messias Batista espera melhorar o sexto lugar alcançado com João Ribeiro no K2 500 metros.

“Já se passaram alguns dias da final. Não vou esconder a tristeza que tenho de não poder partilhar uma medalha olímpica com o João. Tínhamos indicadores que nos permitiam sonhar com isso, mas tenho de estar orgulhoso destes anos que fiz com o meu parceiro. Estou de consciência tranquila de que fizemos todos os possíveis para chegar a Paris2024 na melhor versão, mas o desporto é assim”, atirou.

Oitavos colocados na final de K4 500 em Tóquio2020, a par de Emanuel Silva e David Varela, Messias Batista e João Ribeiro partiram para França como campeões mundiais de K2 500 e apontavam às medalhas, mas não passaram do diploma olímpico.

“Não há ‘replay’ e isso é que torna o desporto interessante. Os Jogos Olímpicos têm um pouco esse mistério de naquele momento ter de correr tudo bem. Não desprezo os adversários, que foram melhores, mas gostava de estar aqui a festejar com uma medalha”, admitiu, logo após ter testemunhado uma receção apoteótica dos campeões olímpicos Iúri Leitão e Rui Oliveira, vencedores da prova de madison de ciclismo de estrada, no aeroporto.

Messias Batista promete espairecer a mente depois do Mundial de distâncias não olímpicas, ciente de que “há novas oportunidades” a cada novo ciclo olímpico, cenário ininterruptamente vivido pela também canoísta Teresa Portela desde Pequim2008.

“Sinto que estou bem, mas se [em 2028] forem os meus sextos Jogos, será porque as coisas se encaminharam. Estou muito tranquila com o que tenho feito”, assumiu.

Portela assegurou estar satisfeita pelo 10.º lugar obtido perante “excelentes atletas” no K1 500 metros, após ter falhado por 41 centésimos de segundo a presença na decisão principal, sendo relegada para a final B, na qual foi segunda classificada.

“Nunca fui à procura de ser a que tem mais Jogos Olímpicos, as coisas sempre foram acontecendo. Sinto-me muito tranquila com o que fiz e estive muito competitiva nos Jogos, a ficar praticamente no top 10”, recordou a esposendense, cuja melhor classificação individual foi o sétimo lugar em K1 1.000 em Tóquio2020.

Rádio Alfa com Lusa

Morreu José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal 

Morreu José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal 

 

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, morreu ontem, aos 74 anos, em Lisboa, anunciou o organismo olímpico, durante a cerimónia de encerramento dos Jogos Paris2024.

« Faleceu este domingo o presidente do COP, José Manuel Constantino. É com grande pesar que o COP partilha esta notícia, num dia de grande tristeza para a sua família e amigos, e para o desporto português. O nosso Presidente há muito lutava contra a doença e foi-nos dando ano após ano, dia após dia, exemplos de grande tenacidade na liderança da organização. A todos os familiares e amigos apresentamos sentidas condolências », lê-se no sítio oficial do COP na Internet.

José Manuel Constantino presidia ao COP desde 26 de março de 2013, quando sucedeu a Vicente Moura, no auge da sua experiência no dirigismo desportivo, após liderar o Instituto de Desporto de Portugal, antecessor do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e a Confederação de Desporto de Portugal.

Nascido em Santarém, em 21 de maio de 1950, Constantino foi o primeiro licenciado em Educação Física (1975) a presidir ao COP, depois de uma vasta experiência na docência, tanto no ensino universitário (1994-2002), como no ensino básico, no início da carreira (1973-1986).

Com vários livros e inúmeros artigos publicados sobre desporto, era um dos grandes pensadores sobre o fenómeno em Portugal, algo que foi reconhecido com os títulos de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto, em 2016, e pela Universidade de Lisboa, em 2023.

Neste último reconhecimento, em 22 de novembro de 2023, na Faculdade de Motricidade Humana (FMH), o Presidente da República dirigiu-se diretamente a Constantino, elogiando-o: « O desporto português aprendeu consigo ».

“Não pode descansar, nunca descansou na vida. A sua vida foi feita de canseira ao serviço de Portugal. E, por isso, eu aqui estou para lhe agradecer, em nome de Portugal, esse passado de canseiras, mas apostar num futuro de canseiras que tem à sua frente”, reconheceu, então, Marcelo Rebelo de Sousa.

Atleta federado de futebol nos Leões de Santarém (1962-1967), chegou ao dirigismo apenas em 1985 como secretário técnico da direção do Sport Algés e Dafundo, passando posteriormente a assessor da direção da Federação Portuguesa de Halterofilismo (1986-1990).

Em 2000, o seu primeiro projeto de âmbito nacional quando assumiu a presidência da Confederação do Desporto de Portugal, cargo que abandonou em 2002 para comandar o Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

Entretanto, em 2001, foi membro do Conselho de Fundadores da Fundação do Desporto e de 2001 a 2005 integrou o Conselho Superior do Desporto.

José Manuel Constantino foi também presidente da Comissão de Coordenação Nacional do Ano Europeu de Educação pelo Desporto (2003–2004).

De 1996 a 2002, assumiu a direção do departamento dos Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras e entre 2006 e 2013 presidiu ao Conselho de Administração da Oeiras Viva, EEM.

Morreu hoje, após três dias de internamento, num hospital em Lisboa, depois de ter acompanhado a melhor representação portuguesa em Jogos Olímpicos em Paris.

Tal como em Tóquio2020, Portugal conquistou quatro medalhas, mas mais valiosas, com o ouro no madison, por Rui Oliveira e Iúri Leitão, prata também no omnium, ambas no ciclismo de pista, a prata de Pichardo no triplo salto e o bronze de Patrícia Sampaio no judo.

Alfa/ com Lusa

Portugal. Milhares de migrantes esperados hoje e terça-feira na peregrinação de agosto a Fátima

Milhares de migrantes esperados hoje e terça-feira na peregrinação de agosto a Fátima

 

Milhares de migrantes são esperados hoje e na terça-feira no Santuário de Fátima, para a peregrinação internacional de 12 e 13 de agosto, presidida pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes.

A peregrinação integra a peregrinação nacional do migrante e do refugiado, o momento mais aguardado da 52.ª Semana Nacional das Migrações, que começou no domingo e termina no dia 18, este ano subordinada ao tema “Deus caminha com o seu povo”.

Este é o título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que se assinala em 29 de setembro.

A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Eugénia Quaresma, escreve, a propósito da Semana Nacional das Migrações, que “a peregrinação de 12 e 13 de agosto, coração desta semana, é uma oportunidade de encontro com os emigrantes que vêm de férias ou retornam a casa, com os imigrantes que escolheram Portugal para viver, com todos aqueles que pedem proteção e refúgio, com os que desde sempre viveram em Portugal”.

As celebrações no Santuário de Fátima começam às 21:30, com a recitação do terço, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão das velas e a celebração da palavra, no recinto de oração.

Já na terça-feira, as cerimónias religiosas iniciam com a procissão eucarística no recinto, às 07:00 e, duas horas depois, o terço, na Capelinha.

A missa, com a bênção dos doentes e a procissão do adeus, encerra a peregrinação, que também é conhecida como peregrinação dos emigrantes, e na qual se cumpre uma tradição iniciada há 84 anos por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica de 17 paróquias da então diocese de Leiria, a oferta de trigo.

No ano passado, foram oferecidos ao Santuário de Fátima 5.635 quilogramas de trigo e 477 quilogramas de farinha, divulgou o templo mariano.

Virgílio Antunes, de 62 anos, é também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e foi reitor do Santuário de Fátima entre setembro de 2008 e junho de 2011, templo onde recebeu o Papa Bento XVI (1927-2022) em 2010.

Alfa/ com Lusa

Paris2024/JO. Fotos dos medalhados portugueses. Encerramento e festa às 21h locais, em Paris

Alfa

Encerramento de Paris2024 na passagem para LA2028 – cerimónia e festa a partir das 21h locais. 

 

Na sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris2024, Portugal igualou o recorde de quatro medalhas alcançado em Tóquio e chegou aos 14 diplomas.

Depois de ter conquistado a medalha de prata no Omnium, na quinta-feira, o ciclista Iúri Leitão tornou-se o primeiro português a ter duas medalhas numa edição dos Jogos, ao ladear Rui Oliveira na conquista do Madison, alcançando ambos a medalha de ouro.

Pedro Pichardo foi medalha de prata do triplo salto enquanto a judoca Patrícia Sampaio foi a primeira portuguesa a conquistar uma medalha em Paris, com o bronze no judo na categoria até 78Kg.

Foto. Patrícia Sampaio (Foto de Ilustração) Oficial @sampaiolovesjudo

 

 

O atleta Pedro Pichardo, festeja após conquistar hoje a medalha de prata no triplo salto em Paris2024 e aumentou para três os ‘metais’ conquistados por portugueses na presente edição dos Jogos, tornando-se no sexto luso a subir duas vezes a pódios olímpicos, Paris, França, 09 de agosto de 2024. Pichardo assegurou hoje a prata em Paris2024 com 17,84 metros, que conseguiu duas vezes, a dois centímetros do espanhol Jordan Díaz (17,86), que lhe sucede depois de já o ter batido nos Europeus Roma2024, enquanto a medalha de bronze foi arrebatada pelo italiano Andy Díaz, com 17,64. HUGO DELGADO/LUSA

 

Os ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram hoje a medalha de ouro em madison em Paris2024, o sexto título olímpico do desporto português, depois dos cinco no atletismo, no 32.º pódio luso de sempre, Paris, França, 10 de agosto de 2024. Depois da medalha de prata de Iúri Leitão no omnium, a dupla lusa somou 55 pontos, nas 200 voltas à pista do Velódromo Saint-Quentin-en-Yvelines, mais oito do que a Itália, com Simone Consonni e Elia Viviani, segunda classificada, enquanto a Dinamarca, com Niklas Larsen e Michael Moerkoev, terminou no terceiro posto, com 41. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O ciclista português Iuri Leitão, reage após conquistar hoje a prata no omnium dos Jogos Olímpicos Paris2024, dando a primeira medalha ao ciclismo de pista português, em Paris, França, 08 de agosto de 2024. Na estreia olímpica masculina de Portugal no ciclismo de pista, Iúri Leitão concluiu o omnium com 153 pontos, atrás do francês Benjamin Thomas (164) e à frente do belga Fábio van den Bossche (131), dando a segunda medalha à Missão portuguesa em Paris2024, depois do bronze da judoca Patrícia Sampaio em -78 kg. HUGO DELGADO/LUSA

Venezuela. Manifestação em Lisboa. Pedida libertação de luso-venezuelanos detidos

Venezuela. Manifestação em Lisboa. Pedida libertação de luso-venezuelanos detidos

O presidente da Iniciativa Liberal (IL) disse ontem à noite esperar “firmeza” do Governo português no caso dos luso-venezuelanos detidos na Venezuela e que haja « veemência » nos contactos diplomáticos com o regime de Nicolás Maduro.

Rui Rocha falava à margem de uma manifestação organizada pela associação Venexos, de apoio aos venezuelanos e à mudança na Venezuela, que decorreu ao final da tarde de sábado na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

Questionado se o Governo deveria ter um papel mais firme no caso dos luso-venezuelanos detidos na Venezuela, Rui Rocha considerou que sim.

« É como digo, nós respeitamos os processos diplomáticos, mas sim », afirmou, elencando a violação dos direitos humanos, a perseguição, a falta de transparência e de democracia no país.

« Quando estão em causa membros da nossa comunidade, a comunidade luso-venezuelana, aquilo que se exige ao Governo português é firmeza », sublinhou o líder da IL.

Rui Rocha disse ainda ter ouvido as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e esperar “que a veemência que foi posta no discurso seja a veemência que é posta nos contactos diplomáticos com o regime de Nicolás Maduro ».

« É absolutamente inaceitável que tenhamos membros da comunidade luso-portuguesa sujeitos a prisão, desaparecidos », tal « como é inaceitável que um povo inteiro, o povo venezuelano, esteja refém de Nicolás Maduro », que classificou de « ditador sanguinário ».

Na sexta-feira, o Governo português exigiu às autoridades venezuelanas « a libertação imediata e incondicional de Williams Dávila Barrios, político da oposição e ex-governador do Estado de Merida, com nacionalidade portuguesa ».

Numa declaração na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou que « Portugal insiste na libertação dos opositores políticos detidos, na garantia da liberdade de manifestação política e na transparência democrática, em contacto estreito com os Estados da região e com os parceiros da UE ».

No texto, Paulo Rangel salientou que Dávila Barrios foi detido quinta-feira, « de modo arbitrário e com saúde precária ».

Também na sexta-feira, em declarações à Lusa, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, disse que dois luso-venezuelanos se encontram detidos na Venezuela devido à sua participação em manifestações contra Nicolás Maduro, estando o Governo português a acompanhar o caso.

Trata-se de um homem e uma mulher que foram detidos durante esta semana, quando participavam em atos que “o regime considera ilegais”, afirmou José Cesário.

Os detidos têm nacionalidade venezuelana e portuguesa, sendo, para já, os únicos detidos de que o Governo tem conhecimento.

Entretanto, fonte familiar disse à Lusa que foi detido um outro luso-venezuelano, um jovem que se encontra numa dependência policial na localidade de Puerto Cabello, estado de Carabobo (centro-norte do país), depois de ter sido apanhado pela polícia, juntamente com outras pessoas, durante uma manifestação pacífica de contestação aos resultados das eleições presidenciais de 28 de julho.

Questionado sobre se considera que o Governo português tem feito o suficiente no pós-eleições venezuelanas, Rui Rocha disse perceber que « há caminhos da diplomacia » e « que esses caminhos nem sempre são os caminhos mais diretos para os resultados pretendidos ».

« Creio que o Governo português tem estado do lado certo, aquilo que nós estamos a pedir é que esteja do lado certo de forma mais veemente, quer com o reconhecimento do resultado das eleições, quer com o trabalho junto dos parceiros europeus e, portanto, é essa pressão que nós queremos pôr junto do Governo português porque nestas coisas o passar do tempo pode fazer esquecer », sublinhou.

A Venezuela, país que conta com uma expressiva comunidade de portugueses e de lusodescendentes, vive uma crise eleitoral após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter atribuído a vitória a Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, enquanto a oposição afirma que o seu candidato, o antigo diplomata Edmundo González Urrutia, obteve quase 70% dos votos.

A oposição venezuelana e diversos países da comunidade internacional denunciaram uma fraude eleitoral e exigiram que sejam apresentadas as atas de votação para uma verificação independente, o que o CNE diz ser inviável devido a um « ciberataque » de que alegadamente foi alvo.

Os resultados eleitorais têm sido contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registo de cerca de duas mil detenções e de mais de duas dezenas de vítimas mortais.

Com Lusa (adaptação Alfa)

100 mortos. Médio Oriente: Governo português diz que ataque israelita a escola em Gaza é « intolerável »

Médio Oriente: Governo português diz que ataque israelita a escola em Gaza é « intolerável »

 

O Governo português qualificou hoje de “intolerável” o ataque israelita a uma escola-abrigo em Gaza, que causou mais de 100 mortos, e apelou a Israel para que « respeite o direito humanitário ».

“É intolerável o bombardeamento de escolas em Gaza pelas forças armadas de Israel”, lê-se numa mensagem na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

Na nota de repúdio ao ataque ocorrido de madrugada, o Governo português “apela, uma vez mais, a que o Governo de Israel respeite o direito humanitário”.

“Só um cessar-fogo imediato e incondicional pode proteger centenas de milhares de vítimas inocentes”, sublinhou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Israel efetuou hoje um ataque aéreo que atingiu uma escola transformada em abrigo em Gaza, quando decorriam as orações de madrugada, matando mais de 100 pessoas, todas civis, segundo as autoridades sanitárias palestinianas.

As forças armadas israelitas reconheceram que tinham como alvo a escola al-Tabin, alegando que tinham atingido um centro de comando do Hamas e que pelo menos 19 « terroristas » daquele grupo islamita e da Jihad Islâmica foram mortos no bombardeamento.

O grupo islamita Hamas negou que o interior da escola fosse um centro seu.

O atentado foi condenado internacionalmente por países árabes e muçulmanos, pelos Estados Unidos, pela União Europeia, Espanha, França, Irlanda e Reino Unido.

Este foi um dos ataques mais mortais da guerra de 10 meses entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, iniciado em outubro passado.

Alfa/ com Lusa

Paris2024: Pichardo cruzou-se com Montenegro e pediu uma reunião ao primeiro-ministro

Paris2024: Pichardo cruzou-se com Montenegro e pediu uma reunião ao primeiro-ministro

 

Por Ana Marques Gonçalves, da agência Lusa

Pedro Pichardo cruzou-se com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pediu-lhe um encontro, considerando que é importante que as entidades que governam o país reúnam também com atletas e não apenas com dirigentes.

“Vi-o hoje, cumprimentámo-nos, deu-me os parabéns. E tentei passar a mensagem para marcar um encontro com ele. Não sei se será possível, não sei como funcionam as coisas, mas passei a mensagem para reunir com ele”, revelou aos jornalistas.

O saltador de 31 anos regressou hoje ao Stade de França, onde na sexta-feira conquistou a prata no triplo salto, para receber a sua medalha, já depois de, durante a tarde, ter coincidido com o primeiro-ministro, que estava de visita à Aldeia Olímpica.

Para Pichardo, seria bom que os políticos tivessem “uma reunião ou uma conversa com os atletas também”.

“Reúnem-se sempre com os dirigentes, mas nunca falam com os atletas. E é bom sempre ouvir o lado também dos atletas. O que é que precisam, o que é que acham, como estão. As coisas estão a correr bem, não estão? E é muito importante. Espero ter uma reunião com as entidades e as pessoas do nosso país e ver se as coisas melhoram um bocado. Não só para mim, mas para o desporto português”, assumiu.

Na véspera, depois de conquistar a sua segunda medalha para Portugal, o campeão olímpico do triplo salto em Tóquio2020 acusou o Governo de só olhar para o futebol, denunciando a falta de apoio às modalidades, um dos fatores que o está a fazer ponderar terminar a carreira.

“Ainda não sei [se vai retirar-se]. Ontem [sexta-feira] já me falaram que tinha mais uma competição. Tinha uma [etapa da] Liga de Diamante. O empresário ontem falou-me pelo telefone e veio à Aldeia hoje”, revelou.

Hoje, Pichardo estava também mais ‘conformado’ com a sua prata, depois de ter perdido o ouro para o espanhol Jordan Díaz por apenas dois centímetros.

“Já aceitei. As coisas não correram bem ontem, cometi vários erros. Aceitei e estou bem contente com a medalha de prata. Acho que qualquer medalha olímpica é sempre uma boa sensação. Eu já tenho de ouro em casa, mais uma para casa, para Portugal. E estou contente, estou contente. Obviamente gostaria de ter ganho, mas mesmo assim estou feliz”, declarou.

Pichardo explicou ainda porque falhou a conferência de imprensa de sexta-feira, esclarecendo que não foi informado da mesma e que estava no controlo antidoping quando esta decorreu.

“Tenho feito mais de 20 testes doping seguidos. Não sei o porquê. Sempre de sangue. Vão a casa, vão fora do horário, vão no treino. Andam-me a perseguir em todo lado. Nunca tive problema de doping, nunca dei positivo, nunca andei a fugir. Não sei o que é que se passa. Já fiz uma reclamação também através do meu empresário”, indicou.

Alfa/Lusa

Paris2024: Ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira campeões olímpicos em madison

Os ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram hoje a medalha de ouro em madison em Paris2024, o sexto título olímpico do desporto português, depois dos cinco no atletismo, no 32º pódio luso de sempre.

Na estreia lusa em provas masculinas de pista, Iúri Leitão e Rui Oliveira juntam-se a Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nélson Évora e Pedro Pichardo, todos campeões olímpicos no atletismo.

Depois da medalha de prata de Iúri Leitão no omnium, a dupla lusa somou 55 pontos, nas 200 voltas à pista do Velódromo Saint-Quentin-en-Yvelines, mais oito do que a Itália, com Simone Consonni e Elia Viviani, segunda classificada, enquanto a Dinamarca, com Niklas Larsen e Michael Moerkoev, terminou no terceiro posto, com 41.

Os ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram hoje a medalha de ouro em madison em Paris2024, o sexto título olímpico do desporto português, depois dos cinco no atletismo, no 32.º pódio luso de sempre, Paris, França, 10 de agosto de 2024. Depois da medalha de prata de Iúri Leitão no omnium, a dupla lusa somou 55 pontos, nas 200 voltas à pista do Velódromo Saint-Quentin-en-Yvelines, mais oito do que a Itália, com Simone Consonni e Elia Viviani, segunda classificada, enquanto a Dinamarca, com Niklas Larsen e Michael Moerkoev, terminou no terceiro posto, com 41. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Com Agência Lusa.

Brasil. Presidente Lula declara três dias de luto pelas 61 vítimas da queda de avião em São Paulo

Lula declara três dias de luto pelas 61 vítimas da queda de avião em São Paulo

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whatsapp sharing buttonO Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou três dias de luto depois de um avião se ter despenhado no estado de São Paulo, causando a morte das 61 pessoas a bordo.

Numa nota publicada na rede social X (antigo Twitter), na sexta-feira, Lula da Silva decretou três dias de luto oficial em todo o Brasil, juntando-se assim à Câmara Municipal de Vinhedo, concelho onde ocorreu a tragédia.

Ao receber a notícia, durante a cerimónia de lançamento de uma fragata em que se encontrava a discursar, no estado brasileiro de Santa Catarina, o chefe de Estado brasileiro já tinha pedido “um minuto de silêncio para as vítimas”.

O avião da companhia aérea VOEPASS, um bimotor ATR-72-500, voava entre Cascavel e São Paulo e despenhou-se por volta das 13:25 (17:25 em Lisboa).

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o avião a dar voltas em torno de si próprio antes de se despenhar no meio de um grande estrondo e muito perto de algumas casas.

De acordo com o ‘site’ especializado Flightradar, o avião tinha realizado mais dois voos durante a manhã antes de se despenhar.

O Governo do estado de São Paulo anunciou a criação de um gabinete de crise instalado no Aeroporto de Guarulhos, para onde se dirigia o avião, para esclarecer as causas do acidente – uma vez que a descoberta da caixa negra já foi confirmada -, identificar os corpos das vítimas e apoiar os familiares.

A VOEPASS disse em comunicado que « está a dar prioridade à prestação de assistência sem restrições às famílias das vítimas e a colaborar efetivamente com as autoridades para determinar as causas do acidente ».

O Presidente e o primeiro-ministro portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro, endereçaram mensagens de condolências a Lula da Silva.

Alfa/ com Lusa