O Gil Vicente vai ser reintegrado na I Liga portuguesa de futebol na próxima temporada, assegurou hoje o presidente da Liga de clubes, após uma reunião com os clubes do G15.
« O Gil Vicente, para o ano, estará na I Liga. Esse é um facto adquirido », disse Pedro Proença.
O dirigente falava após a reunião que manteve, em Vila Nova de Gaia, com o grupo dos clubes da I Liga de futebol com exceção dos três ‘grandes’, e do qual faz parte também o Paços de Ferreira, da II Liga.
O porta-voz dos clubes, que hoje foi o presidente do Paços de Ferreira, Paulo Meneses, confirmou o que Proença dissera.
« Essa era a decisão que todos nós esperávamos que saísse daqui, que fosse mais ou menos consensual », afirmou Paulo Meneses, indicando que tal decisão corresponde a uma « conclusão » sobre a subida do Gil Vicente à I Liga, questão acerca da qual, contudo, se levantaram algumas dúvidas na semana assada, chegando a ser noticiada uma possível impugnação dos campeonatos.
O português Onofre Costa assumiu hoje o departamento de comunicação da FIFA, sucedendo no cargo ao francês Fabrice Jouhaud, anunciou o organismo que rege o futebol mundial.
De acordo com a FIFA, Onofre Costa, antigo responsável pela comunicação da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), iniciou hoje funções em Zurique.
Fabrice Jouhaud liderava a comunicação da FIFA desde agosto de 2016.
Onofre Costa, de 45 anos, assessorou o atual presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, nas eleições para o organismo vencidas pelo antigo secretário-geral da UEFA, em fevereiro de 2016, depois de ter liderado a comunicação da candidatura do ex-futebolista português Luís Figo ao mesmo cargo, tendo também integrado a comunicação da candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial2010.
Licenciado em Direito, foi jornalista da RTP. Depois tornou-se gestor do projeto na sociedade Euro2004, antes de assumir a direção de comunicação da FPF. Desempenhou ainda funções no comité de media da UEFA e, recentemente, era consultor de comunicação de várias entidades portuguesas e estrangeiras.
“Damos as boas-vindas a Onofre na direção, enquanto expressamos a nossa sincera gratidão a Fabrice pelos anos de bom trabalho e desejando-lhe sucesso nos desafios futuros”, lê-se no comunicado da FIFA.
Uma das primeiras tarefas de Onofre Costa será a preparação do congresso eleitoral da FIFA, marcado para 05 de junho, em Paris, onde Infantino será reeleito, sem oposição, para um novo mandato de quatro anos.
A FIFA descreve o português como um “experiente executivo, com larga experiência na área administrativa no mundo do futebol”.
Torre Eiffel celebra 130 anos e é a dama mais velha de França. O seu rendilhado de ferro sugere um vestido de noiva.
Localizada no Champ de Mars, a dama de ferro foi concebida pelo engenheiro parisiense Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889, na ocasião do centenário da Revolução Francesa de 1789. Tornou-se um ícone mundial da cidade de Paris, sendo o edifício mais alto da capital francesa e também o mais visitado do mundo.
Foram Emile Nouguier e Maurice Koechlin, dois engenheiros da empresa Eiffel, que tiveram a ideia inicial da construção de uma torre alta, como entrada para a Exposiçao Universal. O projecto de Gustave Eiffel, engenheiro e empresário, Maurice Koechlin e Emile Nouguier, ambos igualmente engenheiros, foi eleito, entre 107 outros projectos, para a Exposição Universal.
A construção iniciou-se no dia 1 de Julho de 1887 com a montagem das patas da Torre. Foram cerca de 300 operários que trabalharam durante dois anos, dois meses e cinco dias, para montar as 18.038 peças de ferro da torre, constituindo um conjunto impressionante de rendilhado de ferro. Por isso, alguns chamam também a Torre de « a noiva de Paris” por o seu rendilhado de ferro sugerir um vestido de noiva.
Inaugurada em 31 de Março de 1889, nas comemorações do centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel foi construída para ser uma estrutura temporária por vinte anos. Quando o contrato chegou ao prazo, em 1909, a Torre Eiffel quase foi demolida, mas o seu valor como uma excelente antena de transmissão de rádio salvou-a da demolição.
A sua altura de 324 metros de altura permite ainda hoje transmissão de rádio e de televisão para 11 milhões de habitantes de Île-de-France.
Os ataques dos ‘coletes amarelos’ aos símbolos de luxo não abalam a celebração do estilo francês. Nas ruas de Paris ou na comemoração dos 110 anos da L’Oréal Professionnel, escreve a jornalista Catarina Nunes na crónica desta semana
Andar nas ruas do centro de Paris, por estes dias, é um exercício de análise sociológica. Os símbolos de luxo da cidade exibem os resquícios da passagem dos ‘coletes amarelos’, que não dão tréguas desde novembro de 2018, e a segurança faz-se de forma mais musculada. Nas mesmas localizações (Campos Elísios, rua Saint Honoré e Praça Vendôme), o chique parisiense mostra-se inabalado, pelo menos na Rive Droite, a margem do rio Sena mais tradicional e sofisticada.
Em brasseries, floristas, esplanadas e bares de hotéis — ou, simplesmente, nas ruas —, as francesas continuam firmes a defender o estatuto de referência de estilo. Na roupa e na beleza. Às caxemiras e aos lenços de seda, acrescentam o batom vermelho e os cabelos impecavelmente em desalinho. Ou alinhados com um chignon ou um corte carré, numa infinidade de louros, castanhos e cores mais ousadas (menos comuns na margem conservadora do Sena).
O hair stylist francês John Nollet com duas modelos, nos bastidores do desfile La French, Art of Hair Coloring, no Carrousel du Louvre, em Paris
É com esta inspiração que a L’Oréal Professionnel celebra o ‘je ne sais quoi’ dos cabelos franceses e assinala os 110 anos de existência, iniciada quando o jovem engenheiro químico, Eugène Schueller, cria a primeira formulação para tingir cabelos, que vende aos cabeleireiros parisienses, dando origem ao maior grupo mundial de produtos de beleza e cosmética (L’Oréal). E é num dos símbolos de Paris, o Carrousel du Louvre, que a divisão de produtos profissionais do grupo L’Oréal celebra a arte da coloração de cabelos ‘à francesa’.
Nos bastidores acertam-se os últimos detalhes, pelas mãos de seis hair- artists (a denominação sofisticada dos populares cabeleireiros) que fazem as suas criações com os produtos L’Oréal Professionel. São a meia dúzia mais afamada do mundo, pelo talento e lista de clientes célebres. É o caso da francesa Odile Gilbert (penteou Kirsten Dunst no filme ‘Marie-Antoinette’ e participa em inúmeros editoriais e desfiles de moda) e do seu conterrâneo John Nollet (penteou Audrey Tautou no filme ‘Amélie’ e Monica Bellucci, Isabelle Adjani, Marion Cotillard e Juliette Binoche).
Vindo dos Estados Unidos, Adir Abergel apresenta as suas interpretações das colorações de cabelo ‘à francesa’
Vindos dos Estados Unidos apresentam-se Adir Abergel (Anne Hathaway, Gwyneth Paltrow, Amanda Seyfried e Sienna Miller) e Anh Co Tran (Jessica Alba. Coco Rocha, Alexa Chung e Jessica Chastain), aos quais se somam Godhands Joe e Khun Gong, este último a vedeta dos cabelos na Tailândia, país em ascensão nas colorações, que crescem também na Ásia em geral.
Pentes, escovas, alisadores, frisadores e laca dão os últimos retoques antes do início do espetáculo, que arranca com as boas vindas de Nathalie Roos, presidente da divisão de produtos profissionais da L’Oréal, e Marion Brunet, diretora-geral internacional da L’Oréal Professionel.
Estão feitas as honras da casa. O palco passa para a cantautora Juliette Armanet, ao piano e a entoar baladas nostálgicas, evocando o romantismo da música francesa. Fica criado o ambiente para a apresentação do ‘La French, Art of Hair Coloring’, a razão pela qual mais de 2 mil convidados (entre 1700 hair-stylists, convidados e celebridades) estão reunidos, numa noite de domingo, no Carrousel du Louvre.
Dividido em quatro momentos, que remetem para vários estilos parisienses, o desfile arranca ao som da icónica ‘Paris Paris’. A canção que, em 1994, pôs a correr mundo a música de Malcom McLaren, acompanhada por vozes de apoio africanas e o timbre de Catherine Deneuve a declamar partes da letra, que é um tributo à ‘Cidade das Luzes’. A propósito: a atriz francesa encontra-se na plateia, lado a lado com outras celebridades, como Virgine Ledoyen, Elle Von Unwerth e Alexa Chung (embaixadora da L’Oréal Professionnel), por exemplo.
Catherine Deneuve com Jean Agon, presidente executivo da L’Oréal, e Nicolas Hieronimus, vice-presidente executivo da L’Oréal
Sucede-se um desfile que percorre os estilos das duas margens do rio Sena, a boémia Rive Gauche e a burguesa Rive Droite, com penteados entre o desconstruído rock-chique de Charlotte Gainsbourg e a sofisticação incarnada por Catherine Deneuve no filme ‘Belle de Jour’, abrangendo todos os comprimentos de cabelos e colorações de louro, castanho e ruivo, e ainda os arrojados cinzento, cor-de-laranja e azul-cobalto. A fechar o ‘La French, Art of Hair Coloring’, um regresso ao passado palaciano, com cabelos volumosos ou entrançados a fazerem lembrar as empoadas cabeleiras reais.
Nathalie Roos, presidente da divisão de produtos profissionais da L’Oréal Professionel, ostenta um orgulhoso cabelo entre o branco e vários tons de cinzento, cortado ao nível dos ombros. Não é obra da coloração de um dos hair-stylists presentes, mas antes o culminar de um processo que começa aos 18 anos. Assume, desde essa época, o branquear precoce do cabelo sem pensar em escondê-lo com uma das muitas tintas que ajuda a vender. Diz, com humor, que está à frente da moda dos cabelos cinzentos, a cor que – garante – é a tendência número um em coloração nos dois últimos anos.
Nathalie Roos, presidente da divisão de produtos profissionais da L’Oréal, com o hair-stylists francês John Nollet
Os cortes e os penteados apresentados no Carrousel du Louvre são a expressão final daquilo que está na base do negócio que representa a maioria das vendas dos produtos profissionais da L’Oréal: a coloração. De uma opção funcional para cobrir os cabelos brancos, o tingimento cresce como uma expressão de identidade, com a explosão e diversidade de cores, em formulações temporárias, semi-permanentes ou permanentes. A ideia é garantir também que nem as mais céticas em relação aos processos químicos (ou às cores mais conservadoras) ficam de fora.
A tendência atual dos cabelos pintados há muito que é a prática corrente em França, onde é bastante difícil detetar se a cor dos cabelos das mulheres é aquela com que nasceram, seja pelo tipo de coloração ou pela forma chique como o penteiam. A ideia é ter uma tal misturada de tons, o menos uniforme possível, que distinga o cabelo pela naturalidade. Esta especificidade (entre outras) da elegância francesa é o que a L’Oréal Profissionel pretende que faça sonhar as clientes dos 300 mil salões de cabeleireiro, nos 66 países onde está presente. Seja com a marca que dá o nome à divisão de produtos profissionais, como com a Redken e a Kérastase, que também fazem parte do grupo, com um total de 550 cores diferentes.
Nathalie Roos entrega o futuro aos 1,5 milhões de cabeleireiros que, no mundo, utilizam as marcas L’Oréal como ferramentas de trabalho e que dão a liderança mundial ao grupo francês, que apesar de ter nascido com a coloração em 1909, hoje é um conglomerado na beleza e na cosmética. Soma mais de 50 marcas, divididas em luxo (Lancôme e Yves Saint Laurent), grande consumo (L’Oréal Paris, Garnier e Maybelline), cosmética ativa (Vichy, La Roche Posay e Skinceuticals), além da divisão profissional. No segmento que dirige, Nathalie Ross defende que o desafio é a formação dos cabeleireiros e transformar os salões em locais onde o aconselhamento é o principal ativo à venda.
Com Nicolas Hieronimus (vice-CEO da L’Oréal),a apresentadora e modelo inglesa, Alexa Chung, que é também a embaixadora mundial da L’Oréal Professionnel
Curiosamente, a responsável da L’Oréal relega para segundo plano a inovação dos produtos, porque se para quem vai ao salão a experiência não valer a pena, os produtos, por muito bons que sejam, ficam nas prateleiras. Atire a primeira pedra quem nunca saiu do cabeleireiro furiosa com a cor de cabelo desajustada do que foi pedido e a jurar nunca mais lá voltar… É por isto que a celebração dos 110 anos da L’Oréal Profissionel culmina com workshops para profissionais, no Palais de Tokyo, em Paris, onde os hair-artists tanto aprendem a trabalhar com os novos produtos, como testam inovações digitais, como o Style My Hair, que permite simular numa imagem real 3D o resultado final de uma coloração.
Nathalie Roos não teme a crescente sofisticação e diversificação dos produtos para pintar o cabelo em casa. Garante que o aconselhamento de produtos e a aplicação de técnicas profissionais fazem a diferença no resultado final. Sem revelar números, avança que as vendas nos salões crescem 2% ao ano e estão mais dinâmicas do que o negócio das colorações caseiras, outra grande área onde o grupo francês está instalado com as marcas L’Oréal Paris e Garnier.
A merecida dignidade reconhecida aos cabeleireiros, com a crescente valorização do seu trabalho e o estatuto de estrelas, é a alavanca que faz crescer um mercado onde as mulheres procuram para si um cabelo com a diferenciação saída das mãos de hair-stylists convertidos em celebridades. Nathalie Roos diz que enquanto a esmagadora maioria das marcas busca influenciadores que possam servir como embaixadores, a L’Oréal Professionel já os tem em casa. São 1,5 milhões de cabeleireiros espalhados pelo mundo a venderem o imaginário de classe e elegância das mulheres francesas. Inabalado pelos ‘coletes amarelos’. É a história de dualidade da convivência do luxo com a resistência que, na verdade, faz sonhar com as referências francesas.
Il existe à Lisbonne une école qui enseigne l’art du pavage à la portugaise, un savoir-faire ancien qui se perd peu à peu. Nous avons rencontré Luisa Dornellas qui dirige cette école depuis une vingtaine d’années.
Petite histoire de la calçada portugaise
La pratique du pavage au Portugal est ancienne et date de la Rome antique. Alors qu’elle avait quasiment disparu, le Marquis de Pombal l’a réintroduit après le tremblement de terre de 1755. Le marquis vit dans les ruines et les pierres brisées une manière de reconstruire la ville à moindre coût. Il fallut tout de même attendre un siècle de plus pour que la première véritable « œuvre » de pavage soit réalisée en 1842, dans la cour du Château Saint-George dans la capitale. Sous les ordres du Général Eusébio Furtado, des prisonniers –marteaux en main et chaînes aux pieds– imaginèrent la première calçada portugaise avec des motifs noirs et blancs. Le succès fut tel que le roi décida de faire paver la place du Rossio avec le motif « Mar largo » (vague), depuis devenu un classique au Portugal. À la fin du 19e siècle, portée par une nouvelle génération d’artistes comme Ângelo Rodrigues Chaves, Francisco Manuel Anil ou João Rodrigues, Lisbonne se recouvrit peu à peu de petits pavés de calcaire (blanc) et de basalte (noir) prenant la forme de figures décoratives inspirées de la culture portugaise et de l’univers maritime des grandes découvertes. Le Largo de Camões fut pavé en 1867, celui du Chiado en 1886, la Rua Garrett en 1888, et l’Avenida da Liberdade en 1889.
Le « L » Symbole de Lisbonne
Une école spécialisée à Lisbonne
Dans le quartier de Moscavide, pas très loin de l’aéroport Humberto Delgado, se niche la très secrète École de Jardinage et de Pavage de Lisbonne : « Escolas de Jardinagem e de Calceteiros ». Pendant près de trois siècles, cette ancienne ferme a appartenu à la famille du Conte d’Arcos, un riche Portugais anobli par le roi Philippe II en 1620. Au milieu des années 1950, le tribunal de Lisbonne réquisitionne la maison qui devient la propriété de la ville, avant d’être finalement transformée en école en 1986. À la fin des années 1980, les artisans paveurs vieillissants se font rares au Portugal et c’est pour parer à ce manque de main d’œuvre et perpétuer ce savoir faire unique que la Mairie de Lisbonne a lancé cette école singulière, partagée entre terre et pierre. Une vingtaine d’ouvriers, aussi appelés les « orfèvres du sol lisboète », sont chargés de l’entretien des chaussées de la ville. C’est dans cet écrin de verdure où poussent aussi tous les futurs arbres des parcs publics de Lisbonne, que Luisa Dornellas nous reçoit.
Lepetitjournal : Quels sont les profils des élèves qui viennent étudier dans cette école ? Luisa Dornellas : À la fin des années 1980, les élèves étaient plus jeunes, certains avaient mêmes des bourses européennes pour venir étudier ici. Aujourd’hui, les choses sont différentes. Si certains ont fait des d’études avant, la majorité de nos élèves sont des chômeurs de longue durée qui n’ont pas de bagage universitaire, et qui ont pour certains des difficultés économiques et sociales. Ils sont envoyés ici par l’IEFP1. Ils ont l’opportunité d’étudier l’art du pavage mais également de terminer le cursus scolaire obligatoire que certains n’ont pas eu la chance d’achever. Ils ressortent donc avec un diplôme scolaire et professionnel. Ils restent ici un an et demi, l’équivalent de 1800 heures de formation. Ils apprennent l’histoire du pavage, les mathématiques, le portugais etc. 100% de nos élèves en 2019 sont des hommes.
Il y a un vrai décalage entre la fierté nationale qu’inspire la calçada portugaise considérée comme un art, et la réalité. En fait, vos élèves sont plutôt des gens qui se voient offrir une seconde chance professionnelle, pas vraiment des artistes ou des gens qui sont là de leur plein gré ?
C’est un travail physiquement très difficile, souvent à l’extérieur, plutôt mal payé (600€/mois en moyenne). Les élèves veulent apprendre une formation, mais peu d’entre eux veulent véritablement être maître paveur et faire ça toute leur vie. Le sujet du pavage attire évidemment des artistes, des architectes, des designers, des paysagistes, nous en recevons beaucoup ici. Ils apprennent à paver et puis s’en vont. L’exécution du pavage, le vrai boulot de paveur dans les rues de Lisbonne, cela demande un profil bien différent qui est en effet plus proche du milieu de la construction et des chantiers que du monde de l’art.
Les élèves s’amusent à paver ce qui leur plait – À droite, Bienvenu en japonais
S’il y a de moins en moins d’artisans qualifiés pour faire ce travail, pourquoi leurs conditions de travail sont elles toujours aussi mauvaises ?
C’est une formation publique, et les salaires sont fixés par l’Etat. De manière générale au Portugal, les salariés du service public sont malheureusement plutôt mal payés. Certains arrivent à devenir auto entrepreneur et à travailler pour des privés. Il y a beaucoup de gens qui veulent faire paver leur maison, leur patios, etc. notamment à l’étranger, certains arrivent à gagner beaucoup mieux leur vie qu’en travaillant pour l’Etat. Mais il ne faut pas oublier que la majorité de ceux qui apprennent ce métier dans notre école sont des chômeurs de longue durée, plus très jeunes. Ils doivent souvent faire face à de graves difficultés financières, ont des familles, et cette formation leur garantit un emploi. Travailler en indépendant ce n’est pas une option pour eux, ils cherchent la stabilité.
Alors comment améliorer les conditions de travail des paveurs et comment revaloriser cette profession ?
Dans d’autres pays, quand l’offre de main d’œuvre est faible, généralement les salaires augmentent. Moi je pense que pour améliorer les conditions de travail des artisans paveurs et revaloriser ce métier il faut former plus de gens (jeunes et vieux) qui ont envie d’apprendre ce boulot par intérêt, par passion, et pas seulement former des gens qui n’ont rien trouvé de mieux à faire. Des gens passionnés, mieux payés, redéfiniraient les contours de cette profession, lui redonneraient ses lettres de noblesses, cela pourrait changer ce que cela veut dire d’être un artisan paveur dans ce pays. C’est une profession trop obscure, la plupart des Lisboètes ne savent même pas que cette école existe. Je pense qu’il faudrait explorer davantage le côté artistique, promouvoir de nouveaux projets avec des artistes. En 2015, l’artiste portugais Vhils, qui a une renommée internationale dans le monde du street art, a rendu hommage à la calçada, aux paveurs et à la culture portugaise en faisant le portrait de Amalia Rodrigues sur un trottoir de Lisbonne. En partenariat avec la mairie nous essayons aussi de faire découvrir les plus belles calçadasde Lisbonne en organisant des visites guidées, des workshops et des jeux de pistes dans la ville. Les gens sont ravis, ils apprennent le nom des motifs et se rendent compte qu’ils ne regardent pas vraiment le sol sur lequel ils marchent.
La question de la mobilité à Lisbonne est souvent avancée en défaveur de la calçada. Beaucoup préféreraient des trottoirs en béton. Que pensez vous de ce débat sur la praticabilité des pavés ?
La vraie question c’est de savoir si le pavage est bien fait ou non. S’il est bien fait c’est la meilleure façon de revêtir une ville pour moi. Libre à chaque ville, chaque pays, de choisir quel genre de pierres et de style ils souhaitent. Certains pavages sont mieux que d’autres pour certaine ville et inversement. D’un point de vue environnemental, le béton est beaucoup moins durable, il dure une vingtaine d’années alors que les pavés peuvent durer des siècles. Ils sont poreux aussi, ce qui permet aux arbres de respirer. Et d’un point de vue esthétique, les pavés sont tout de même beaucoup plus jolis que le béton, et c’est aussi pour cela que les gens viennent de loin pour visiter Lisbonne et le Portugal en général.
1Instituto do Emprego e Formação Profissional, l’équivalent du Pôle Emploi en France.
Bicicletas de segunda geração da Uber vão ser desenvolvidas em Portugal. A expansão do serviço de partilha de bicicletas eléctricas que a Uber quer fazer na Europa vai ser feito com o apoio de uma fábrica de Águeda.
FotoDR
Alfa/Público
Depois de ter arrancado o serviço partilhado de bicicletas eléctricas na Europa a partir de Portugal – as bicicletas Jump estão em funcionamento em Lisboa há um mês -, a Uber escolheu uma fábrica portuguesa para desenvolver e fabricar a segunda geração destas bicicletas, que pretende expandir por toda a Europa.
Ao que o PÚBLICO apurou, este foi o resultado de reuniões entre representantes da empresa norte americana com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, durante os encontros de Davos, na Suiça. Contactada pelo PÚBLICO para comentar a noticia, fonte oficial da Uber limitou-se a confirmar que a empresa tinha celebrado “uma parceria com uma fábrica portuguesa” para concretizar a “expansão de bicicletas Jump na Europa”. O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, disse que o Governo estava “muito satisfeito” com estas notícias. “Isto significa que a nossa indústria está na linha da frente da inovação e que o nosso talento tem a capacidade para dar resposta às necessidades de empresas como a Uber, que está a expandir a presença das bicicletas Jump em toda a Europa, tendo começado por Lisboa”, afirmou.
Depois de ter comprado a empresa de bicicletas Jump , a Uber trouxe a mobilidade suave eléctrica partilhada para Portugal no final do mês de Fevereiro. Actualmente há 750 bicicletas a rodar em Lisboa e, entretanto, já arrancou um projecto-piloto em Berlim.
Na apresentação do serviço em Lisboa, Ryan Rzepecki, responsável da Jump , dizia que a escolha de Lisboa para arrancar com o serviço era “óbvia”, porque a cidade era “uma referência na inovação e tecnologia”, que lhes serviria “de um ponto de entrada para a Europa”.
Ao que o PÚBLICO apurou, vai agora entrar outra região de Portugal nesta equação. Trata-se da zona de Águeda, no centro do país, morada do cluster da Mobilidade Suave nacional, responsável por projectos como o Portugal Bike Value. Este projecto surgiu com o apoio do Compete2020 precisamente para demonstrar o potencial do território nacional para localização de indústrias, pela integração com centros tecnológicos, universidades e autoridades locais.
Bolsonaro, o presidente eleito que celebra a ditadura. Três meses depois de ter tomado posse, o novo Presidente confirma-se como um perigo. Haja quem o ponha na ordem.
Foto Fernando Souza. AFP
Editorial do Público de hoje – Por Manuel Carvalho
Primeiro, o Presidente do Brasil quis “comemorar” o golpe militar de 1964 que instituiu no país uma feroz ditadura de duas décadas. Depois, já não estava em causa “comemorar” mas apenas “rememorar”. Retirando a possibilidade de haver no recuo uma réstia de vergonha, entre um e outro verbo permanece uma mesma atitude: Jair Bolsonaro tem simpatia por um regime que assassinou 450 opositores, que torturou entre 30 e 50 mil cidadãos que discordavam da supressão das liberdades civis ou recusavam a inexistência de um Estado de Direito, que obrigou ao exílio de centenas de brasileiros. Já sabíamos que tinha lamentado que a ditadura não tivesse matado mais 30 mil pessoas, e se alguns fossem inocentes “tudo bem”, já sabíamos que o torturador-mor Carlos Brilhante Ustra é um dos seus ídolos, mas Bolsonaro já não é o irrelevante deputado com propensão para a grosseria e a estupidez: é o Presidente do Brasil e isso faz toda a diferença.
Debater uma ditadura e as suas consequências faz parte do exercício normal da memória das democracias. Mas convocar os quartéis para a rememorarem, ou comemorarem, é uma profissão de fé. Que afronta os valores da Constituição brasileira e agride os democratas – mesmo os que, em desespero de causa, votaram em Bolsonaro a pensar na necessidade de expurgar o Brasil da violência e da corrupção. O que este triste episódio confirma é por isso a existência de um programa político que insiste no extremismo ideológico da direita militar e aposta na teoria do confronto para se sustentar. Com o apoio popular em níveis muito baixos, com o cenário da ingovernabilidade a consolidar-se no Congresso, com o Governo dividido em hostes radicais no qual os generais se revelaram como os garantes do bom senso e da estabilidade, Bolsonaro precisa de agitar o espantalho da ditadura para esconder as suas dificuldades para governar em democracia.
Não se sabe onde este clima tenso, caótico e irresponsável criado por um Presidente capaz de rivalizar com o patético Jânio Quadros (que governou meses antes do golpe de 1964) vai levar o Brasil. A principal esperança está na sociedade, na ciência ou nas empresas brasileiras, que demonstraram nos últimos anos uma extraordinária capacidade de resistir à loucura que os políticos criaram no país. Entretanto, a guerra ideológica que Bolsonaro leva até à apologia da ditadura cria novas ameaças. Três meses depois de ter tomado posse, o novo Presidente confirma-se como um perigo. Haja quem o ponha na ordem.
Milhares de golfinhos estão a dar à costa atlântica em França
ALAIN LE BOT/GETTY
Ambientalistas referem que o número de animais que aparecem gravemanete feridos e mutilados está aumentar a um ritmo alarmante. Pesca de arrastão será a causadora do massacre.
Alfa/Expresso
Um número recorde de golfinhos tem aparecido na costa francesa do Atlântico durante os últimos três meses. Ambientalistas que investigam a situação revelaram que os animais dão à costa seriamente feridos e mutilados, de acordo com o jornal britânico « The Guardian ».
As estimativas indicam que desde janeiro de 2019 terão aparecido 1.100 golfinhos naquelas condições, mas há quem aponte para uma quantidade muito superior de golfinhos mortos, equivalente a dez vezes aquela soma. Perante a dimensão do fenómeno, há já quem alerte para o risco de extinção deste cetáceos na região.
A causa do massacre dos golfinhos estará na prática da pesca de arrastão no alto mar, sobretudo de espécies como o robalo, quando duas embarcações puxam uma rede colocada entre si. Os animais, de acordo com as autópsias efetuadas, sofrem graves lesões ao tentarem libertar-se das redes em que são apanhados e os próprios membros das tripulações dos barcos de pesca serão os causadores de muitos dos ferimentos ao tentarem desenredar os cetáceos.
Lamya Essemlali, presidente da organização ecológica Sea Shepherd, afirma que o número de animais mortos naquelas circunstâncias possa situar-se entre 6.500 e 10.000 por ano. Os golfinhos precisam de ascender à superfície do mar para conseguirem respirar, pelo que ficarem presos numa rede de pesca significa um elevado risco de morte por asfixia.
Aquele ativista referiu que o número de golfinhos mortos desta forma tem aumentado ao longo dos anos mais recentes, mas acrescentou que a taxa de crescimento dos óbitos está agora num nível alarmante. As organizações ambientalistas estão a apelar ao Governo francês para que reforce a vigilância dos barcos que fazem a pesca de arrastão, mas queixam-se de que os alertas têm caído em saco roto.
O jovem avançado Kylian Mbappé marcou o único golo, com que o Paris SG derrotou o Toulouse, em jogo da 30ª jornada da Liga francesa.
O PSG conseguiu desbloquear a situação aos 74 minutos.
Com mais este golo, Mbappé alcançou o feito de marcar pelo sétimo jogo consecutivo na Liga francesa e soma 27 golos no campeonato, onde é o melhor marcador.
Na jornada deste fim de semana destaque também para a primeira derrota do Mónaco, na era Leonardo Jardim, 1-0 com o Caen, e também para o triunfo do Lille em casa do Nantes por 3-2. Rafael Leão marcou o primeiro golo dos forasteiros, quando o Lille perdia por 2-0.
O Boavista regressou às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, ao impor-se por 2-0 na receção ao Belenenses, em jogo da 27ª jornada da prova, que permitiu à equipa portuense afastar-se da zona de despromoção.
O avançado gambiano Yusupha inaugurou o marcador aos 53 minutos, cabendo ao angolano Mateus fechar a contagem, aos 90+2, o que permitiu aos ‘axadrezados’ voltarem aos triunfos, após três derrotas seguidas no campeonato, frente a um adversário que ganhou apenas um dos últimos cinco encontros na condição de visitante.
O Belenenses manteve-se no sétimo lugar, com 38 pontos, mas desaproveitou a oportunidade de se aproximar do Vitória de Guimarães, sexto, com mais quatro, enquanto o Boavista ocupa o 13.º posto, com 29, mas agora com quatro pontos de vantagem sobre a primeira equipa em zona de despromoção, o Tondela.
Resultados da 27ª jornada da I Liga:
– Sexta-feira, 29 mar:
Portimonense – Moreirense, 0-2 (0-1 ao intervalo)
– Sábado, 30 mar:
Sporting de Braga – FC Porto, 2-3 (1-1)
Desportivo de Chaves – Sporting, 1-3 (0-1)
Santa Clara – Vitória de Guimarães, 1-0 (1-0)
Benfica – Tondela, 1-0 (0-0)
– Domingo, 31 mar:
Marítimo – Nacional, 3-2 (3-1)
Rio Ave – Desportivo das Aves, 0-2 (0-1)
Boavista – Belenenses, 2-0 (0-0)
– Segunda-feira, 28 jan:
Feirense – Vitória de Setúbal, 21:15
Programa da 28ª jornada:
– Sexta-feira, 05 abr:
FC Porto – Boavista, 21:30
– Sábado, 06 abr:
Belenenses – Santa Clara, 16:30
Nacional – Desportivo das Aves, 16:30
Vitória de Guimarães – Desportivo de Chaves, 19:00
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