A lista dos desejos do PR Marcelo para 2019

Mensagem de Ano Novo. Marcelo deixa alerta para eleições de 2019. O Presidente da República apelou ao exercício do voto nos três atos eleitorais de 2019 e considerou fundamental que haja bom senso nessas campanhas, advertindo que radicalismos, arrogâncias e promessas impossíveis destroem a democracia.

Mensagem de Ano Novo. Marcelo deixa alerta para eleições de 2019

|Foto: António Cotrim, Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu estas posições sobre os riscos da demagogia e do populismo na sua tradicional mensagem de Ano Novo, na qual assinalou que o clima pré-eleitoral para as três eleições que se realizam em 2019 (europeias, regionais da Madeira e legislativas) « já começou em 2018 ».

« O que vos quero pedir, hoje, é simples, mas exigente. Votem. Não se demitam de um direito que é vosso, dando mais poder a outros do que aquele que devem ter. Pensem em vós, mas também nos vossos filhos e netos, olhem para amanhã e depois de amanhã e não só para hoje », defendeu o chefe de Estado.

Ainda num apelo contra a abstenção, o Presidente da República incentivou os portugueses a « debater tudo, com liberdade », mas sem criar « feridas desnecessárias e complicadas de sarar ».

« Chamem a atenção dos que querem ver eleitos para os vossos direitos e as vossas escolhas políticas, pela opinião, pela manifestação, pela greve, mas respeitem sempre os outros, os que de vós discordam e os que podem sofrer as consequências dos vossos meios de luta », completou, referindo-se à conjuntura de contestação social.

Neste contexto, Marcelo Rebelo de Sousa deixou depois uma série de avisos a todos aqueles que pretendem candidatar-se nas próximas eleições europeias, regionais da Madeira e legislativas: « Se quiserem ser candidatos analisem, com cuidado, o vosso percurso passado e assumam o compromisso de não desiludir os vossos eleitores ».

« Pensem como demorou tempo e foi custoso pôr de pé uma democracia e como é fácil destruí-la, com arrogâncias intoleráveis, promessas impossíveis, apelos sem realismo, radicalismos temerários, riscos indesejáveis. Com o mundo e a Europa como se encontram bom senso é fundamental », salientou o chefe de Estado.

Na sua mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou também que « bom senso » e « ambição » não são incompatíveis em democracia e, nesse sentido, traçou objetivos para Portugal nos planos político, económico e social.

« Podemos e devemos ter a ambição de assegurar que a nossa economia não só se prepare para enfrentar qualquer crise que nos chegue, como queira aproximar-se das mais dinâmicas da Europa, prosseguindo um caminho de convergência agora retomado. Podemos e devemos ter a ambição de ultrapassar a condenação de um de cada cinco portugueses à pobreza e a fatalidade de termos portugais a ritmos diferentes, com horizontes muito desiguais », lamentou o Presidente da República.

O chefe de Estado assumiu ainda como ambição do país « dar mais credibilidade, transparência, verdade » às suas instituições políticas, fazendo com que « a confiança tenha razões acrescidas para se afirmar ».

« Ponto de encontro entre povos, economia mais forte, sociedade mais justa, política e políticos mais confiáveis. Será pedir muito a todos nós, neste ano de 2019? Não, não é. Quem venceu crises e delas saiu, com coragem e visão, é, certamente, capaz de converter esse esforço de uma década num caminho mobilizador e consistente de futuro », concluiu o Presidente da República.

Nesta sua tradicional mensagem de Ano Novo dirigida aos portugueses, o Presidente da República referiu-se com preocupação à atual conjuntura internacional, considerando que « estes tempos continuam difíceis ».

« Num mundo em que falta em direito, paz, diálogo, justiça, certeza o que sobra em razão da força, conflito, desigualdades, incerteza. Numa Europa que fica mais pobre com a partida do Reino Unido, desacelera na economia, vê crescerem promessas sem democracia e sem pleno respeito da dignidade das pessoas. Num Portugal, que saiu da crise, reganhou esperança, mas que precisa de olhar para mais longe e mais fundo », adverte o chefe de Estado.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, « a resposta a estes tempos só pode ser uma: valores, princípios e saber aprendido em quase novecentos anos de História; dignidade da pessoa, de todas as pessoas, a começar nas mais frágeis, excluídas, ignoradas ».

Ainda em defesa da liberdade, do direito à diferença, do pluralismo e do Estado de Direito, o Presidente da República deixou o aviso de que « não há ditadura, mesmo a mais sedutora, que substitua a democracia, mesmo a mais imperfeita ».

« Justiça social, combate à pobreza, correção das desigualdades. Que não há democracia que dure onde alguns poucos concentrem tanto quanto todos os demais », acrescentou.

Bolsonaro, um Salazar brasileiro – Editorial do jornal Público

Bolsonaro traz para ideologia oficial do Brasil tudo aquilo que foi a cartilha da ditadura portuguesa, o mesmo ódio às « ideologias », a religião como parte do Estado, a defesa dos valores das famílias ultraconservadoras, o mesmo horror aos « vermelhos ».

Editorial do jornal Público, por Ana Sá Lopes

Os dois discursos que ontem Jair Messias Bolsonaro fez na tomada de posseprenunciam o pior. Já sabíamos, evidentemente, desde o início da campanha, mas o capitão reformado entendeu não desiludir quem o elegeu para o cargo de Presidente do Brasil. O elevado grau de aprovação com que Bolsonaro chega ao Planalto é, evidentemente, um susto para quem defende a liberdade e a democracia no sentido ocidental do termo.

Para nós, portugueses, assistir ontem aos discursos de Bolsonaro, trouxe reminiscências dos discursos de um homem que saiu do poder em 1968, embora isso tivesse acontecido por doença: Oliveira Salazar. Bolsonaro traz agora para ideologia oficial do Brasil tudo aquilo que foi a cartilha da ditadura portuguesa, o mesmo ódio às « ideologias », a religião como parte do Estado, a defesa dos valores das famílias ultraconservadoras, o mesmo horror aos « vermelhos ».

Há uma frase que não poderia nunca ter sido usada durante a ditadura, porque naquele tempo a expressão « ideologia de género » era desconhecida, mas é todo um programa: « Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar a religião, a nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de género, conservando os nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas ». A ideologia dos que são « contra os políticos » foi expressa por Salazar na sua época – aliás, a sua ascensão ao poder e o golpe de 20 de Maio de 1926 tiveram, como tem agora Bolsonaro, um esmagador apoio popular.

Tudo naquela cerimónia de posse foi um monumento à tragédia anunciada: o discurso do número 2, o general Hamilton Mourão, foi um regresso às cavernas que o povo aplaudiu em delírio; o fim do discurso de Bolsonaro, quando ergue a bandeira brasileira em conjunto com Mourão e grita: « Esta é a nossa bandeira, que jamais será vermelha, só será vermelha se for do nosso sangue derramado para a manter verde e amarela ».

Bolsonaro vem preencher um anseio profundo da população, o da segurança seja de que maneira for. « Temos o desafio de enfrentar a ideologia que descriminaliza bandidos, pune polícias e destrói famílias, vamos restabelecer a ordem no país », disse ontem, já depois de ter prometido liberalizar o acesso às armas. O anseio da « ordem » também foi o que levou Salazar ao poder. A democracia brasileira é demasiadamente jovem, mas também as democracias jovens podem morrer.

“Esta é a nossa bandeira, jamais será vermelha, daremos o nosso sangue para mantê-la verde e amarela » – Bolsonaro

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse no discurso que proferiu junto ao Palácio do Planalto, em Brasília, que este « é o dia em que o povo se começou a libertar do socialismo ».

Alfa/Expresso/LUSA/Outras fontes

Bolsonaro recebeu a faixa presidencial e voltou a defender a legítima defesa e o direito de propriedade. Também voltou a dizer que é preciso acabar com as « ideologias nefastas », a corrupção, « os privilégios e as vantagens », e restabelecer « padrões éticos e morais que transformarão o Brasil ».

O novo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, recebeu esta terça-feira a faixa presidencial de Michel Temer, chefe de Estado cessante, que sucedeu a Dilma Rousseff há dois anos.

Milhares de brasileiros encheram o espaço defronte do Palácio do Planalto, em Brasília, para assistir ao fim das cerimónias de tomada de posse do novo Presidente, que terminaram com a passagem da faixa presidencial entre os dois políticos.

« A NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ VERMELHA »

Depois de receber a faixa presidencial, Bolsonaro leu um discurso já escrito. « Este é o dia em que o povo começou a libertar-se do socialismo, a libertar-se da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto », começou desde logo por referir o Presidente brasileiro, perante milhares de apoiantes e ladeado pela sua mulher e por uma intérprete de linguagem gestual.

Depois, sublinhou que é preciso tirar « o peso do governo de quem trabalha », « acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza polícias » e defendeu ainda o direito de propriedade e a legítima defesa, conforme tinha já feito no Congresso no momento da tomada de posse, momentos antes.

Jair Bolsonaro afirmou que é preciso « fazer com que o Brasil ocupe o lugar de destaque que merece no mundo » e chamou a atenção para a necessidade de « tirar o viés ideológico das relações internacionais. « Vamos restabelecer a ordem nesse país. Sabemos do tamanho da responsabilidade e dos desafios que vamos enfrentar ». Mas também sabemos, continuou Bolsonaro, « onde queremos chegar e do potencial que nosso Brasil tem » – « por isso, vamos dia e noite perseguir o objetivo de tornar o nosso país um lugar próspero ».

O recém-empossado Presidente brasileiro voltou a falar em acabar com as « ideologias nefastas » que, a seu ver, destroem os valores e as tradições do país e apelou ao restabelecimento de « padrões éticos e morais que transformarão o Brasil ». « A corrupção, os privilégios e as vantagens precisam acabar. Os favores partidarizados devem ficar no passado para que o governo e a economia sirvam de verdade à nação ».

Voltou também a agradecer ao povo brasileiro – que ajudou a « montar um governo sem conchavos ou acertos políticos » e permitiu que Bolsonaro fosse eleito « com a campanha mais barata da história », e referiu-se várias vezes a Deus – Deus que « preservou » a sua vida e Deus que lhe está no « coração » e ao qual pediu « sabedoria » para conduzir os destinos da nação. « Brasil acima de tudo, Deus acima de todos ».

O Presidente brasileiro encerrou o seu discurso exibindo uma bandeira do Brasil e afirmou: « A nossa bandeira jamais será vermelha ». E se for necessário « derramar sangue » para que ela « continue verde e amarela », então que assim seja.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, elogiou Bolsonaro pelo seu « grande discurso ».

Foto : RICARDO MORAES / POOL / AFP)

ANÁLISE: O Brasil parte à aventura

Foto: RICARDO MORAES / POOL / AFP

O padrinho de Richard, morador numa das imensas favelas do Rio de Janeiro, disse numa frase aquilo que muitos cientistas políticos ou jornalistas foram incapazes de explicar em milhares de textos sobre a eleição de Jair Bolsonaro. Ele disse à jornalista Joana Gorjão Henriques que votou no presidente do Brasil que é amanhã empossado por ser “uma verdadeira incógnita”. A explicação que troca a certeza de um país corrompido e violento pela aventura incerta de um líder boçal, retrógrado e agressivo permite-nos situar o Brasil que aí vem. O país que emerge dos escombros de um sistema político falhado abomina o passado e está disposto a correr riscos pelo futuro. Em vésperas de tomar posse, Bolsonaro conta com uma taxa de aprovação de 75% dos brasileiros, a mais alta desde que Fernando Henrique Cardoso foi reeleito em 1997. Perante este estado de graça, todos os erros serão perdoados, todas as divisões internas serão toleradas, todas as ameaças desvalorizadas.

Na guerra cultural, Bolsonaro e a sua linha dura vão continuar a sua luta pelas palavras e vão resistir ao uso do poder político para hostilizar os índios que são “indigentes”, os negros que só fazem filhos, os homossexuais ou os milhões de pobres que tantas vezes não passam de peças subalternas do tecido social. A palavra do presidente será suficiente para estimular uma cultura de medo entre as minorias habituadas às amenidades de uma sociedade aberta e tolerante. Medo de ser, medo de fazer, medo de falar. Bolsonaro e os seus pares prometem uma profunda e brutal revolução conservadora. Os seus credos a favor das armas, do culto da violência como resposta à violência, a sua homofobia ou o seu racismo nem sempre velado tendem a criar uma legião de milicianos da nova moral dispostos a concretizar nas ruas a revolução que Bolsonaro apregoa desde o Planalto. O “renascimento político e espiritual” do Brasil que anuncia o ministro dos Assuntos Exteriores, Ernesto Araújo, vai por isso entrar em execução, mas este programa só terá consequências se Bolsonaro consolidar o seu poder.

É aqui que se encontram as maiores incógnitas. No Congresso, e em particular na Câmara dos Deputados, vai ser difícil Bolsonaro obter maiorias. O seu partido tem apenas 10% dos deputados (52 em 513) e a estratégia de agregar o “baixo clero” (deputados menos conhecidos e influentes) e os segmentos mais conservadores dos diferentes partidos pode dar resultados. Mas está tudo em aberto. A decisão de Bolsonaro de não trocar apoios por cargos de ministros, uma quebra crucial dos vícios do “fisiologismo” que está na origem da corrupção endémica do Brasil, torna difícil a obtenção de maiorias numa câmara fragmentada e desde sempre mais preocupada com o umbigo dos seus titulares do que com os compromissos da governabilidade. O facto de quase metade dos deputados serem de “primeira viagem” (estreantes) pode ajudar. Mas maiorias qualificadas como a que a premente reforma da Previdência precisa são uma miragem nos tempos próximos.

Do lado da Justiça federal (ao nível da verificação da constitucionalidade), as incertezas aumentam. Parece claro que as diferentes instâncias judiciais fizeram parte do movimento de transformação que acabou na eleição de Bolsonaro. O rosto desta transformação através do combate à corrupção dos políticos, Sérgio Moro, está no Governo e com poderes reforçados. Saber se a Justiça será tolerante a desvios de Bolsonaro por os considerar instrumentais num processo de “limpeza” do país, ou se será intransigente na defesa da Constituição é uma dúvida que só a realidade pode esclarecer. Saber se a Justiça terá mão dura com as suspeitas sobre eventuais actos de corrupção que pairam sobre cinco ministros ou sobre os filhos de Bolsonaro como teve com os desmandos do PT, ajudará a perceber o papel que os magistrados terão no futuro próximo. O caso do motorista de um dos filhos de Bolsonaro, apanhado com 1.2 milhões de reais de proveniência duvidosa, será um bom ponto de partida para se perceber o que aí vem.

Marcelo reúne-se esta quarta-feira com Bolsonaro

Encontro vai realizar-se um dia após a tomada de posse do novo Presidente brasileiro

Alfa/LUSA/Expresso

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, vai reunir-se com o novo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, esta quarta-feira, em Brasília, no dia seguinte à sua posse, disse à Lusa fonte diplomática. O encontro está marcado para as 10h45 locais (12h45 em Lisboa), no Palácio do Planalto, adiantou a mesma fonte.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou esta segunda-feira a Brasília, juntamente com o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, para assistir à cerimónia de posse de Jair Bolsonaro como Presidente do Brasil, que se realiza esta terça-feira. O Presidente da República viajou de Lisboa no domingo, em voo da Força Aérea Portuguesa, com escala em Cabo Verde.

São esperados nesta cerimónia de posse sobretudo presidentes de países sul-americanos como Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Paraguai e Bolívia e também os primeiros-ministros da Hungria, Viktor Orbán, e de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Mike Pompeo.

A 29 de outubro, um dia após a eleição de Jair Bolsonaro, o chefe de Estado português defendeu que Portugal e o Brasil « têm de se dar bem » e disse esperar « um trabalho em conjunto a nível de chefes de Estado » durante o mandato do novo Presidente brasileiro. Marcelo Rebelo de Sousa salientou na altura que « há uma comunidade portuguesa e lusodescendente fortíssima no Brasil, de várias gerações, e agora há uma comunidade brasileira fortíssima em Portugal ».

O candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, de 63 anos, capitão do Exército brasileiro na reforma, filiado no Partido Social Liberal (PSL), foi eleito o 38.º Presidente da República Federativa do Brasil – atingiu 55,1% dos votos na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, a 28 de outubro. O seu adversário, Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), obteve 44,9% dos votos, numas eleições com cerca de 147,3 milhões de eleitores inscritos e em que a abstenção registada foi de 21,3%, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil.

Alta segurança em França para a passagem de ano

O Ministério do Interior de França destacou 147.000 agentes das forças de segurança para garantir a ordem durante as comemorações da passagem de ano, devido aos « movimentos reivindicativos na via pública » e à « ameaça terrorista ».

Alfa/Lusa/Expresso

O Ministério do Interior de França destacou 147.000 agentes das forças de segurança para garantir a ordem durante as comemorações da passagem de ano, devido aos « movimentos reivindicativos na via pública » e à « ameaça terrorista ».

« Com efeito, a celebração do novo ano de 2019 inscreve-se num contexto de ameaça terrorista que continua elevada e em movimentos reivindicativos na via pública », escreveu este domingo o Ministro do Interior num comunicado divulgado na rede social Twitter e citado pela agência de notícias espanhola Efe.

Depois de um sábado de protestos dos « coletes amarelos » em que o executivo contabilizou 12.000 manifestantes (contra os 38.600 registados na semana passada e os 66.000 na anterior) o grupo organiza-se agora através das redes sociais para fazer novas reivindicações na noite de segunda-feira.

Além das propostas de bloqueios de rotundas e estradas, está ainda prevista uma concentração nos Campos Elísios, ideia que o governo parece disposto a cortar pela raiz.

As autoridades locais estabeleceram dois perímetros de proteção para assegurar a segurança nos lugares de maior afluência, seguindo as diretivas de reforço da segurança interna e da luta contra o terrorismo. Um deles será a avenida dos Campos Elísios, acrescenta a nota do ministério.

Menos de um mês depois do atentado no mercado de Estrasburgo, entre as medidas antiterroristas conta-se a cobertura de todo o território com o dispositivo de vigilância antiterrorista Vigipirate, que dará prioridade à segurança em grandes espaços comerciais, lugares de reunião e infraestruturas de transportes públicos.

Nas estradas, o ministro indicou que se realizarão operações para dissuadir os cidadãos de conduzirem sob o efeito do álcool e/ou estupefacientes e prevenir os comportamentos perigosos.

Taça da Liga: Benfica empata e apura-se paras as meias-finais

Benfica empata nas Aves e apura-se para as meias-finais da Taça da Liga

Benfica empata nas Aves e apura-se para as meias-finais da Taça da Liga

Foto: OCTÁVIO PASSOS

Alfa/Lusa

O Benfica apurou-se hoje para as meias-finais da Taça da Liga de futebol, ao empatar 1-1 em casa do Desportivo das Aves, em jogo da terceira jornada do grupo A da prova.

A necessitarem de apenas empatar para seguirem em frente, os ‘encarnados’ ainda se viram em desvantagem, quando Mama Baldé, aos 49 minutos, adiantou os avenses, que assim ficavam em posição de seguirem em frente, mas um golo do suíço Seferovic, aos 70, permitiu ao Benfica igualar a contenda e marcar presença na fase decisiva da prova.

Maria, João, Rodrigo e Leonor. Alice entra no Top 10. Os nomes mais populares das crianças em Portugal

Crianças: João destrona Santiago e Alice estreia-se entre os dez nomes mais populares. Maria domina nas meninas.

Alfa/publico.pt

Maria continua a ser o nome mais popular entre as meninas. João volta ao primeiro lugar, que não ocupava desde 2015. Só um bebé recebeu o nome de Vanda. Tal como aconteceu com Evaristo. Kyaras foram 133.

No caso das meninas, a liderança inequívoca é de Maria — aliás, já o é desde 2005, ano em que ultrapassou Ana. Em 2018, foi a escolha de 5608 pais. O segundo e terceiro lugar — Leonor e Matilde —, ficam muito abaixo deste valor. Foram 1609 e 1568, respectivamente. Carolina, Beatriz, Sofia, Alice, Mariana, Ana e Benedita fecham o “top 10”.

As promessas de António Costa para os próximos tempos

Mensagem de Natal de Costa: “Ainda temos muito para continuar a melhorar”. O primeiro-ministro fez um discurso natalício a apontar para o futuro e para os eixos da sua mensagem eleitoral do próximo ano: conseguiu fazer muito e ter resultados, embora ainda lhe falte muito para fazer. Adivinhe o que isto quer dizer…

Alfa/Expresso. Por Vítor Matos

Na sua mensagem de Natal deste ano – que antecipa um intenso 2019 com três eleições – o primeiro-ministro avança com a narrativa que deverá fixar nos próximos meses e que não deixa de ser um apelo ao eleitorado: Portugal melhorou, mas ainda pode continuar a melhorar, sobretudo se forem aplicadas as políticas certas – ou seja, as do Governo do PS.

« Estamos melhor, mas ainda temos muito para continuar a melhorar », disse António Costa esta terça-feira numa mensagem transmitida em direto na televisão, no mesmo dia em que Marcelo Rebelo de Sousa alertou para a possibilidade de estarmos precocemente a entrar num longo período de campanha eleitoral. « A primeira condição é dar continuidade às boas políticas que nos têm permitido alcançar bons resultados », pediu o primeiro-ministro.

Ao mesmo tempo que fez esta interpelação velada à continuação das suas opções – só poderão continuar se os portugueses voltarem a dar-lhe o voto -, o chefe do Governo e secretário-geral do PS referiu que foi possível « dar continuidade a este percurso, sem riscos de retrocesso ». Quer dizer que conseguiu executar o plano de devolução dos rendimentos sem repetir a bancarrota de José Sócrates, com as contas a caminharem para um saldo próximo de zero (embora só tenha pronunciado a palavra « défice » uma vez ao longo do discurso).

Um dos objetivos futuros? « Eliminar o défice e continuar a reduzir a dívida, condições da credibilidade internacional que reconquistámos, e que é fundamental para reduzir os juros que Estado, empresas e famílias pagam ». Apresenta-se aqui com um discurso que, não sendo novo, é uma diferença essencial para os partidos que suportaram a ‘geringonça’ nos últimos quatro orçamentos: as contas certas e o cumprimento dos critérios europeus, uma base de conversa para não assustar o eleitorado moderado do centro-direita.

« Eu não me iludo e não nos podemos iludir com os números », afirmou, para citar os valores positivos da criação de emprego e dos médicos de família, justificando-se sempre com humildade. E ensaiou a mensagem que já tem usado para puxar dos galões da sua governação: « Pela primeira vez desde o início do século a nossa economia cresceu mais do que a média europeia, reduzindo fortemente o desemprego, permitindo-nos ter, finalmente, contas certas e melhorar a vida da maioria das famílias. »

Com uma palavra para o futuro, falou sobretudo para a sua esquerda: « Temos de continuar a melhorar os rendimentos e a dignidade no trabalho, aumentar o investimento na educação, na formação ao longo da vida, na criação cultural e científica, na inovação ». Mas também apontou para a direita: « Temos de continuar a criar condições para termos empresas mais sólidas que investem na sua modernização tecnológica, exportam cada vez mais e para mais mercados, criando mais postos de trabalho, mais estáveis e melhor remunerados ».

António Costa lançou dois desafios que diz ser necessário vencer nos próximos tempos (pode ler-se na próxima legislatura?): o território e o interior, mas também a natalidade. O primeiro desafio é « o pleno aproveitamento do nosso território, valorizando os recursos desaproveitados (…) onde temos de aproveitar o seu potencial e a proximidade a um grande mercado ibérico de 60 milhões de consumidores, para repovoar este território e ganharmos coesão territorial ».

O segundo desafio assumido pelo líder do PS é « demográfico », que admite não ser possível resolver apenas com a imigração: « É absolutamente essencial que os jovens sintam que têm em Portugal a oportunidade de se realizarem plenamente do ponto de vista pessoal e profissional, e assegurar uma nova dinâmica à natalidade ».

O primeiro-ministro fechou a mensagem de Natal com o que poderá continuar a fazer para o país ser « mais justo, com mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade », o tom do « clima pré-eleitoral » de que falava o Presidente da República no artigo que publicou esta terça-feira no « Jornal de Notícias ».

Alerta para novo maremoto na Indonésia. Tsunami de sábado fez mais de 280 mortos. Balanço provisório

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Alerta para novo maremoto na Indonésia. Tsunami de sábado fez pelo menos 281 mortos e cerca de mil feridos. A Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia alertou este domingo para a possibilidade de ocorrer um novo maremoto na costa do Estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra. Balanço do desastre é provisório.

ANTARA FOTO/REUTERS

Alfa/Expresso/Lusa

O alerta deve-se ao facto de o vulcão Anak Krakatau continuar em atividade. Deslizamentos ou abatimentos do fundo marinho provocados pela erupção do vulcão provocaram, este sábado, um primeiro maremoto, que fez pelo menos 281 mortos e cerca de mil feridos, de acordo com o mais recente balanço da agência nacional.

As autoridades indonésias confundiram inicialmente o maremoto com uma maré súbita e chegaram a apelar à população para não entrar em pânico, noticiou a agência de notícias France-Presse. « Foi um erro, sentimos muito », escreveu na rede social Twitter o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.

O maremoto foi desencadeado por um deslizamento do fundo marinho causado pela erupção do vulcão Anak Krakatoa. O maremoto atingiu Lampung, Samatra, e as regiões de Serang e Pandeglang, em Java.

« A combinação causou um maremoto repentino que atingiu a costa », segundo a agência. A área mais afetada foi a região de Pandeglang, na província de Banten, em Java, que abrange o Parque Nacional de Ujung Kulon e praias populares, de acordo com as autoridades.

O vulcão Anak Krakatoa, no Estreito de Sunda, que liga o Oceano Índico ao Mar de Java, tem 305 metros de altitude e está localizado a cerca de 200 quilómetros a sudoeste da capital Jacarta, onde tem sido registada atividade desde junho. Em julho, as autoridades tinham ampliado a proibição de acesso numa área de dois quilómetros à volta da cratera.

O atual vulcão formou-se após a erupção do Krakatoa, em 1883, que destruiu a ilha onde se erguia, criando a atual atual. Fez 36 mil mortos.
O pior maremoto que atingiu a Indonésia foi o de 26 de janeiro de 2004, que causou cerca de 230 mil mortos numa dezena de países banhados pelo Oceano Índico, dos quais 168 mil em território indonésio.

A Indonésia é o quarto país em número de habitantes e também um dos mais castigados por desastres naturais. A localização geográfica da Indonésia, no chamado Anel de Fogo do Pacífico, e o número de vulcões ativos no país, mais de cem, tornam o país vulnerável a este tipo de desastres naturais.

Repete-se o balaço ainda provisório deste tsunami que atingiu a Indonésia no sábado:  causou pelo menos 281 mortos e mais de mil feridos, segundo um novo balanço das autoridades que alertam que « o número de vítimas continuará a aumentar ».

A informação foi prestada pelo porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, que declarou ainda que 57 pessoas estão dadas como desaparecidas.