Jovens emigrantes em França não regressarão a Portugal só com desconto no IRS

Desconto no IRS não seduz jovens emigrantes em França para o regresso a Portugal. A proposta de redução de 50% no IRS, avançada pelo primeiro-ministro português, não é suficiente para cativar a atenção de jovens emigrantes que partiram para França nos últimos anos, como os próprios admitem, preferindo falar em salários e estabilidade

 

Alfa/LUSA. Foto: © Aurore Alifanti

 

Uma cientista, uma dentista, um engenheiro e um operador de atrações na Eurodisney, emigrantes portugueses em França, consideram a redução proposta por António Costa, igualmente líder do PS, para o Orçamento Geral do Estado de 2019 como insuficiente para os fazer regressar, confessaram à agência Lusa.

A cientista Marta Lourenço chegou a França em outubro de 2015, trabalha no Institut Pasteur, em Paris, e gostava de regressar a Portugal, mas afirma que não é a redução de 50% no IRS que a vai convencer a voltar. « Eu gostava muito de voltar a Portugal mas não é esta nova proposta de pagar menos IRS que me faria voltar. O que me faria voltar era arranjar uma posição, um trabalho que me desse alguma estabilidade. Em Portugal faz-se muito boa ciência, o problema é não haver uma política que faça com que os cientistas não sejam trabalhadores precários mas que sejam considerados trabalhadores como toda a gente », explicou.

A jovem, de 27 anos, deverá concluir o seu doutoramento em microbiologia no Institut Pasteur no final de 2019 e por agora pensa ficar por França, onde, mesmo que não encontre logo trabalho, terá acesso ao subsídio de desemprego. « Não devo precisar, mas se precisar tenho alguma segurança. Aqui em França há contratos permanentes para cientistas, até aqui no Instituto, mesmo não sendo professor, coisa que em Portugal não há. Em Portugal, quando acaba a bolsa, acabou. O ser tão precário é o que faz com que as pessoas não voltem para Portugal », considerou, reiterando que o que a faria regressar é que « em Portugal os cientistas não tivessem um estatuto tão precário ».

Já Adriana Gonçalves, de 27 anos, chegou a França apenas há um ano e vê a proposta de redução de 50% do IRS como « insignificativa » e « uma forma de deitar areia aos olhos das pessoas ». « A medida não me faria voltar. De todo. Como médica-dentista não é suficiente porque não irá resolver a base do problema. É uma medida miserável e não vai resolver nunca o problema da emigração ao nível dos jovens, quer dentistas, quer enfermeiros. Não vai resolver o cerne da questão que é criar estruturas para impedir que se emigre e isso é olhando para os problemas de cada profissão », considerou.

A jovem disse que no ramo da medicina-dentária há muitos problemas em Portugal, onde o que se ganha « nunca é um salário digno », onde a medicina dentária não está integrada no Sistema Nacional de Saúde e onde a ausência de regras faz prosperar a « publicidade enganosa » e « muita exploração de jovens dentistas ». A solução é olhar para fora. « Tem que haver uma gestão da medicina dentária no país é é preciso olhar para os países que funcionam bem, como a Suécia, Suíça, Dinamarca, França, para resolver o que está mal », afirmou a dentista, alertando que só assim se corta o problema pela raiz.

Nos quatro anos que antecederam a sua saída de Portugal para Rouen – « quatro anos de luta, esperança, persistência que as coisas fossem melhorar » -, Adriana Gonçalves não teve falta de trabalho, mas acabou por saturar das condições laborais, do salário e do « feedback negativo » da profissão. Partiu e só regressa quando se puder « realizar profissionalmente em Portugal », apesar das saudades da família e dos amigos.

O engenheiro José Constantino Sousa, que trabalha na empresa de operação e manutenção de infraestruturas Egis Projects, admite que a redução de 50% de IRS é apelativa, mas « não é suficiente por si só » para o fazer regressar. « O que me faria regressar era ter uma oportunidade de emprego que, pelo menos, se possa equiparar à qualidade de vida de Portugal, que permitisse viver sem dificuldades. Claro que a redução do IRS ajudaria, mas não seria a única coisa que me faria retornar », explicou este portuense, de 40 anos.

José Constantino Sousa foi para Versalhes, na região de Paris, em 2014, quando surgiu uma oportunidade de evoluir no grupo em que trabalhava em Portugal. Em França, rapidamente se apercebeu das diferenças no mercado de trabalho. « É muito diferente. A França tem melhores condições, os valores salariais são altos e tem melhores condições ao nível da segurança social, e também há bónus. Aqui consegue-se ter um salário que permite viver para as condições de vida que são mais altas do que em Portugal. No nosso país, relativamente àquilo que se paga, os salários são mesmo muito baixos », concluiu.

Formado em Turismo, Luís Lopes chegou em 2014 à região de Paris e até tem « medo de ir para Portugal outra vez », pelo que as medidas propostas por António Costa há uma semana também são insuficientes para o fazerem regressar. « Isso é muito bonito, mas era preciso haver trabalho lá. Agora, sair daqui de um trabalho, ir para lá à procura, não encontrar. Para que servem algumas benesses nos impostos se a gente não tem trabalho lá? O problema principal é o mercado de trabalho. Eu estive lá muito tempo e não arranjava nada », explicou o português de 38 anos.

A trabalhar na Eurodisney como operador de atrações, Luís Lopes admite: « claro que gostava de voltar para Portugal ». Ainda assim, em França conseguiu um contrato de trabalho sem termo e em Portugal só foi tendo « contratos temporários ». « Pouco a pouco, Portugal fica condenado. Está tudo a ir para o estrangeiro. Vamos ver se melhora. Eu gostava de voltar porque é o nosso país, mas não sei », desabafou, pouco confiante, o português de Chaves.

Foto: © Aurore Alifanti

 

Gentilly, França. Padre madeirense suspenso por suspeita de abusos sexuais

Padre exercia sacerdócio na Paróquia portuguesa de Gentilly, junto a Paris. Foi suspenso por suspeita de abusos sexuais.  Suspeito de ter abusado de um menor, o padre madeirense Anastácio Alves foi suspenso pelo bispo do Funchal que diz estar neste campo « em comunhão com o Papa Francisco » e condenar a pedofilia, informa o Diário de Notícias da Madeira. Foto: D. António Carrilho, bispo do Funchal (Por Roberto Ferreira/Madeira).

Alfa, com Diário de Notícias da Madeira, Expresso e outras fontes.

A Diocese do Funchal interpôs uma medida cautelar para suspender o padre madeirense Anastácio Alves por suspeita de abusos sexuais, informa o Diário de Notícias da Madeira.

Anastácio Alves exercia há vários anos funções de padre em França, mas o facto de ser suspeito de abuso sexual de um menor levou na Madeira o bispo do Funchal, D. António Carrilho, a decicir o seu afastamento da ação pastoral.

O padre agora suspenso exercia sacerdócio na Paróquia portuguesa de Gentilly, ao lado de Paris, na Igreja do Sacré Coeur junto ao « Periférico » que envolve a capital francesa. A igreja foi cedida aos católicos portugueses  em 1979.

O caso de alegado abuso de um menor, na Madeira, remonta a 2005,  Foi nesse ano constituído arguido num processo investigado e arquivado pelo Ministério Público.

Depois, em 2008, o sacerdote manifestou a vontade de assumir uma experiência pastoral na Suíça e em França e a hierarquia da Igreja madeirense acedeu ao seu pedido.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, a medida cautelar decidida pelo bispo do Funchal representa « uma importante viragem na forma como a Igreja Católica madeirense aborda este tipo de situações ».

D. António Carrilho, bispo do Funchal, assume-se neste campo “em profunda comunhão com o Papa Francisco”, no sentido em que publicamente “repudia e condena a pedofilia e é solidária com as vítimas e com as suas famílias”.

Anastácio Alves, de 56 anos foi ordenado padre em julho de 1990 e começou a sua missão junto das Comunidades portuguesas em 2008. Estava em França desde outubro de 2012. Antes, esteve 4 anos em Lausanne, na Suíça.

O bispo António Carrilho segue deste modo a « tolerância zero »  sobre crimes sexuais pedida pelo Papa. A Justiça volta a investigar o caso.

Foto: D. António Carrilho, bispo do Funchal. Por Roberto Ferreira/Madeira

João Sousa faz história no ténis português e está nos oitavos do US Open

João Sousa: português está pela primeira vez nos oitavos de final de um torneio do Grand Slam. João Sousa bateu o francês Lucas Pouille, 17.º do ranking mundial, no US Open, em quatro duros sets e escreve mais uma página da história do ténis português. Aos 29 anos, é o primeiro tenista nacional a chegar aos oitavos de final de um torneio do Grand Slam, em singulares. Aconteceu este sábado no US Open, que decorre em Nova Iorque.

Alfa/Trinuma Expresso e Público

João Sousa faz história no ténis português e está nos oitavos do US Open.

Tenista português qualifica-se pela primeira vez para os oitavos-de-final de um torneio do Grand Slam. Um feito inédito no ténis português.

Nunca um jogador português havia chegado à segunda semana de um torneio do Grand Slam. Até à edição de 2018 do US Open. João Sousa fez história em Nova Iorque este sábado ao carimbar uma presença inédita nos oitavos de final de um dos quatro ‘majors’, depois de bater o francês Lucas Pouille, 17.º do ranking mundial, em quatro duros sets, com parciais de 7-6(5), 4-6, 7-6(4) e 7-6(5), que se estenderam por três horas e 39 minutos.

Trata-se de uma das melhores vitórias da carreira do minhoto de 29 anos, que já assegurou um salto de gigante na próxima atualização do ranking. Atualmente no lugar 68 na lista ATP, João Sousa deverá reentrar no top 50.

« Já tinha jogado imensas terceiras rondas, mas hoje estava muito focado, sabia que tinha de jogar bem e foi perfeito. Estou muito feliz por estar pela primeira vez nos oitavos-de-final », disse o português sobre este momento histórico da sua carreira, logo após o match point.

Agora, o destino de João Sousa poderá cruzar-se com o de Novak Djokovic. O atual campeão de Wimbledon será o adversário do melhor tenista português de sempre caso bata o francês Richard Gasquet na 3.ª ronda.

O português João Sousa tornou-se, aos 29 anos, no primeiro tenista nacional a chegar aos oitavos-de-final de um torneio do Grand Slam, em singulares. Aconteceu este sábado no US Open, que decorre em Nova Iorque.

Juventus vence, mas Ronaldo continua sem marcar

Ainda não foi desta Cristiano. Juventus vence Parma, mas português continua em branco. Equipa de Turim bateu o Parma por 2-1 e segue na frente do campeonato

Alfa/in TRIBUNA EXPRESSO

Reza a lenda que em 2003 o Parma esteve a um pequeno passo de se tornar no primeiro destino de Cristiano Ronaldo no estrangeiro. O Sporting pediu 12,5 milhões pelo miúdo genial e o negócio só não se fez porque nessa altura já a Parmalat dava os primeiros sinais de colapso.

Quinze anos depois, Cristiano jogou mesmo em Parma, mas com a camisola da Juventus. E ao terceiro jogo na Serie A, ainda não foi desta que apareceu o tão desejado golo do português, na vitória difícil da equipa de Turim por 2-1. Cristiano Ronaldo já leva 23 remates, mais que qualquer outro jogador da Serie A, mas ainda nenhum deles entrou na baliza.

Mandzukic fez o primeiro logo aos 2 minutos, mas na 1.ª parte o Parma criou muitas dificuldades à Juventus, conseguindo empatar aos 33’ por Gervinho. Na 2.ª parte, os campeões italianos aumentaram o ritmo e chegariam ao golo da vitória aos 58’ por Matiudi.

A Juventus segue na frente do campeonato por três vitórias em três jogos.

Golo de Jovane Cabral aos 88 minutos dá vitória ao Sporting

Um golo de Jovane Cabral permitiu hoje ao Sporting vencer o Feirense por 1-0, em jogo da quarta jornada da I Liga de futebol, disputado no estádio josé Alvalade.

Numa altura em que o empate parecia inevitável, o jovem cabo-verdiano Jovane Cabral marcou o golo da vitória ‘leonina’, aos 88 minutos.

Com esta vitória, o Sporting alcançou o Sporting de Braga no comando do campeonato com 10 pontos, enquanto o Feirense é quarto com sete.

Alfa/Lusa.

Incentivos para regresso dos emigrantes. Rui Rio diz « sim, mas »…

« Os portugueses não regressam só porque durante três anos têm desconto nos impostos”.

O presidente do PSD, Rui Rio, apoia a intenção do Governo para favorecer o regresso dos emigrantes a Portugal, mas não acredita na sua eficácia.

O líder social-democrata reconhece que a redução de 50 por cento no IRS para incentivar o regresso dos emigrantes que saíram do país pode ser « uma boa intenção », mas diz que não chega.

No discurso na tarde deste sábado na Festa do Pontal do PSD, em Loulé, Rui Rio sublinhou que é preciso é sobretudo oferecer « empregos e salários decentes » em Portugal. Antes de discursar,

Rio disputou um jogo de futebol, também no Algarve (foto)

Sporting defronta Arsenal, Qarabag e Vorskla Poltava

A equipa do Sporting integra o Grupo E da Liga Europa, época 2018/19, e defrontará Arsenal, Qarabag e Vorskla Poltava.

O sorteio da fase de grupos realizou-se ao início da tarde, no Fórum Grimaldi, no Mónaco, e deu a conhecer os adversários da equipa leonina.
Os antigos jogadores Aron Winter e Hernan Crespo ajudaram a tirar as bolas com os nomes das equipas.
No arranque do sorteio os verdes e brancos integravam o Pote 2 e sabiam que, em teoria, iriam defrontar um adversário mais forte.
Concluído o escalonamento dos grupos ficou a saber que o Sporting terá de defrontar: Arsenal, Qarabag e Vorskla Poltava.
A fase de grupos com seis jornadas será jogada entre 20 de setembro e 13 de dezembro.
Alfa/Lusa

Ronaldo, Adrien e Moutinho de fora dos convocados da seleção

Selecionador Fernando Santos anunciou os convocados para os jogos contra a Croácia (amigável) e Itália (Liga das Nações)

Pouco mais de dois meses depois da queda no Mundial, após a derrota por 2-1 frente ao Uruguai nos oitavos de final, Fernando Santos divulgou a lista de futebolistas para os próximos dois jogos da equipa nacional.

O capitão Cristiano Ronaldo é a ausência confirmada.

Por vontade do jogador, do treinador da Juventus e a concordância do selecionador nacional o melhor do mundo cumprirá um período de gestão competitiva.

Lista de jogadores escolhidos:

Guarda-redes:

Beto
Cláudo Ramos

Riu Patrício
 
Defesas:

Cédric Soares
João Cancelo
Luís Neto
Pedro Mendes
Pepe
Ruben Dias
Mário rui

Raphael Guerreiro
 
Médios:

Bruno Fernandes
Gedson Fernandes
Piizzi
Renato Sanches
Ruben Neves
Sérgio Oliveira

William Carvalho
 
Avançados:

Bernardo Silva
Bruma
Gedson
Rony Lopes
André Silva
Gonçalo Guedes

A seleção portuguesa, campeã europeia, defronta a Croácia, vice-campeã mundial, em 6 de setembro, às 20h45 (Hora de Paris), no Estádio do Algarve, num jogo de caráter particular.

Quatro dias depois, a equipa das quinas defronta, no Estádio da Luz, em Lisboa, também às 20h45, a Itália, em jogo da primeira jornada do Grupo 3 da Liga das Nações.

Comissão da UE vai propor fim da mudança de hora

Comissão Europeia vai propor o fim da hora de inverno

 

O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão, informa a Rádio TSF.

Jean Claude Juncker garante que vai seguir a orientação da grande maioria dos europeus e terminar com a mudança da hora.

Em declarações à televisão pública alemã ZDF, o presidente da Comissão Europeia explica que teve em conta a consulta pública que foi feita à população europeia, em que participaram quase 5 milhões de cidadãos europeus. Os resultados foram claros, 80% são a favor do fim da mudança da hora.

Os resultados do inquérito não são vinculativos, mas Juncker assegurou que se as pessoas querem, a Comissão Europeia assim o fará.

A proposta vai agora ser feita pela Comissão Europeia. Terá de ser aprovada no Parlamento Europeu e depois pelos chefes de Estado e de governo da União.

O presidente da Comissão, confirmou a seguir; “Milhões de cidadãos disseram que não querem continuar a alterar o relógio. A Comissão Europeia vai fazer o que eles dizem. Seguir-se-á proposta legislativa”, anunciou Jean-Claude Juncker, através da conta de uma das suas porta-vozes na rede social Twitter.

Emigrantes dinamizam fortemente comércio português em agosto

Compras de emigrantes fazem de agosto melhor do que “tempo de Natal”

Alfa – com sapo e JN

O regresso dos emigrantes para férias no nosso país faz com que o comércio reflita essa afluência. Os dados são da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Há comerciantes que comparam agosto à época de Natal, garante a Confederação de Comércio e Serviços de Portugal. « De acordo com a entidade, no segmento alimentar, por exemplo, há lojas com vendas em agosto superiores às do Natal », ecreve esta sexta-feira o Jornal de Notícias (exclusivo edição impressa).
Agosto é, por norma, um mês de eleição para os emigrantes portugueses voltarem ao país e visitarem a família e esse movimento de regresso está a refletir-se nas compras, apesar da diminuição recente do número de emigrantes. Neste momento, há mais de dois milhões de portugueses a viverem fora de Portugal.

A notícia surge poucos dias de pois de António Costa ter anunciado que pretende diminuir a carga fiscal para emigrantes que decidam voltar ao país, uma proposta para atrair o talento português que tem deixado o país desde o início da crise. A medida estará inscrita no Orçamento do Estado para 2019, a ser apresentado até 15 de outubro, e prevê um desconto de 50% no IRS, assim como dedução dos custos de instalação, da viagem de regresso e das despesas com habitação.

Em 2016, a Comissão Europeia referia no seu relatório Monitor da Educação e Formação que, entre 2001 e 2011 a proporção de portugueses com pelo menos o Ensino Superior a sair do país aumentou 87,5%, e mais 40 mil saíram do país entre 2012 e 2014. “As principais razões para emigrar são a baixa taxa de emprego em Portugal durante a crise económica, os baixos salários no país, poucas oportunidades para usar as suas capacidades no mercado de trabalho nacional e poucas perspetivas de avanço na carreira”, lê-se nesse relatório, que refere ainda: “Quase 20% dos emigrantes altamente qualificados portugueses estimam que o seu tempo no estrangeiro vai durar entre seis e dez anos, e 43% assumem que durará mais de dez anos”.