Incêndio em Monchique « estabilizado » mas ainda « não dominado »

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Incêndios. Sétimo dia de combate em Monchique foi de estabilização do fogo que já queimou cerca de 27 mil hectares.

Resgistada uma situação mais calma na frente dos incêndios no Algarve. Ao final do dia de quinta-feira, o fogo de Monchique encontrava-se « globalmente estabilizado », mantendo-se cerca de 1.400 operacionais no terreno.

Depois de a tarde e noite de quarta-feira terem sido de sobressalto, com as chamas a atingirem uma grande velocidade em Silves – concelho vizinho de Monchique -, onde foram retiradas mais de 100 pessoas, a situação estava mais calma, não existindo frentes ativas, mas alguns « pontos quentes », informou a Proteção Civil, que alertou para a possibilidade de reativações.

Na noite de quinta-feira, a 2.ª comandante operacional nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, disse que o incêndio estava « globalmente estabilizado », mas “não está dado como dominado” e “está neste momento ainda ativo”, sem a existência de frentes de fogo.

O fogo destrui total ou parcialmente cerca de 50 casas e perdeu intensidade devido a menos vento, à baixa das temperaturas e por haver mais humidade no ar. No total fez 39 feridos, um deles em estado grave.

Rádio Alfa recebe Prémio de Mérito e Excelência Internacional – V Gala de Moura (Alentejo)

A Rádio Alfa recebeu nas suas instalações, nesta quinta-feira, 09, o Prémio de Mérito e Excelência Internacional, atribuído pela associação de estudantes de Moura (distrito de Beja, Alentejo), « Unidos pela Televisão ».

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Esta associação, que tem, desde 2014, cursos de formação em televisão e comunicação para estudantes, organiza em setembro a V Gala de Moura, onde serão divulgados todos os prémios.

O prémio foi entregue à Alfa por três estudantes e pelo jornalista Conçalo Farinho, que dirige os cursos, e que explicou deste modo as razões da atribuição do prémio à nossa rádio :

 

Empresa de construção civil recruta pessoal para todos os ramos do setor

BatiMyd’l , empresa da construção civil sedeada na região parisiense, procura pessoal para todos os ramos do setor, de quadros a serventes.

Se estiver disponível imediatamente e se for conducteur de travaux, serrurier, plaquiste, carreleur, plombier ou manœuvre, envie a sua candidatura para  contact@batimydl.fr ou telefone para o número 06 33 28 48 24.

BatiMyd’l garante oferecer um ambiente de trabalho caloroso e uma remuneração atrativa.

Fumo dos incêndios chega às praias algarvias

O violento incêndio que começou há seis dias na serra de Monchique (sul de Portugal) continua sem controlo e estava nesta quarta-feira ao início da noite às portas da cidade de Silves.

Zonas turísticas começam a ser atingidas, aldeias inteiras têm sido evacuadas, bem como hotéis e outras habitações com turistas e, sobretudo, populações residentes. Há vários feridos, um deles internado num hospital em estado grave.

A nuvem negra de fumo e de cinza já chegou a praias arlgarvias e mesmo à cidade de Faro, capital do Algarve.

O Canal televisivo francês, BFM-TV, tramsmitiu esta tarde imagens de helicópteros a carregarem água no mar, em frente a uma praia repleta de banhistas.

Fotos do JN

Português condenado em França a 30 anos de prisão tem « perdão » de 5 em Portugal

Um homem de Barcelos, condenado em França a 30 anos de prisão por violação e homicídio de uma mulher, conseguiu um « perdão » de cinco anos, com a transferência do cumprimento da pena para Portugal.

Alfa/Lusa

Segundo um acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, a que hoje a Lusa teve acesso, a redução da pena impõe-se pelo facto de o Código Penal português não permitir uma pena superior a 25 anos de prisão.

Os factos remontam a 05 de fevereiro de 2012, em França, quando o arguido levou para um contentor de obras uma mulher que tinha conhecido na véspera e a agrediu corporalmente, violou e estrangulou mortalmente.

Em junho de 2015, o tribunal de Toulouse condenou-o a 30 anos de prisão, pena que desde então começou a cumprir.

Em março de 2018, o arguido pediu ao Ministério Público francês que o remanescente da pena fosse cumprido em Portugal, numa prisão perto da mãe e irmãs.

As autoridades francesas anuíram, considerando que o cumprimento da pena em Portugal, perto da família, contribuirá para atingir o objetivo de facilitar a sua reinserção social.

Transmitiram o processo à Relação de Guimarães, para reconhecimento da sentença e sua execução em Portugal.

A Relação de Guimarães reconheceu a sentença, mas ressalvou que a pena de 30 anos de prisão excede o limite máximo de 25 anos previsto no Código Penal português, « pelo que não se mostra compatível com a lei interna portuguesa ».

Por isso, decidiu expurgá-la dessa parte que « ofende princípios fundamentais da Constituição », fixando-a em 25 anos.

Rafael Leão no Lille. Clube francês tem 4 portugueses na equipa

Oficial: Rafael Leão assina pelo Lille

O jovem de 19 anos assinou um contrato que o vincula ao clube francês durante as próximas cinco temporadas. O avançado foi um dos jogadores que rescindiu unilateralmente com o Sporting.
Alfa/Lusa/Sapo
Oficial: Rafael Leão assina pelo Lille

O Lille informa através de um comunicado na sua página oficial que firmou um contrato com « uma nova esperança do futebol internacional, o promissor atacante português Rafael Leão ». O clube do norte da França adianta que o jogador, « observado pelos melhores clubes do continente, escolheu juntar-se ao Lille ».

O contrato que Rafael Leão assinou é válido por um período de cinco anos. O avançado vai assim jogar sob as ordens do treinador Christophe Galtier e vai ter como colegas os portugueses Xeka, José Fonte e Edgar Ié. De recordar que Luís Campos é o diretor desportivo do clube.

“Estou muito contente por ter a possibilidade de jogar no Lille. O clube mostrou muito interesse e eu estou certo de que vou poder evoluir e despontar. Nestes últimos dias, tudo passou muito rápido, mas não pude recusar este desafio que me era proposto”, referiu Rafael Leão, citado pelo clube no mesmo comunicado.

O ex-jogador leonino fez cinco jogos pela equipa principal do Sporting na temporada passada, tendo marcado dois golos, tendo depois parado devido a lesão.

No documento, Marc Ingla, CEO dos Les Dogues, diz que a 31 de julho, Rafael Leão « obteve o estatuto de jogador livre e a oportunidade de recrutá-lo foi-nos apresentada », adiantando que, perante o aliciamento de outros clubes, « o Rafael escolheu nossa proposta e nosso projeto e agradecemos sua decisão. »

O responsável pelo clube francês refere-se ao processo em que nove jogadores rescindiram com o Sporting após os incidentes na Academia de Alcochete a 15 de maio, onde perto de 40 indivíduos invadiram as instalações do clube leonino e agrediram jogadores e equipa técnica.

Com esta confirmação, o Sporting perde o seu quarto jogador devido ao processo de rescisões, juntando-se Rafael Leão a Rui Patrício (Wolverhampton Wanderers F.C.), Gelson Martins (Atlético de Madrid), William Carvalho (Real Betis) e Daniel Podence (Olympiacos FC.).

Tendo sido este um acordo feito à revelia do clube leonino, o Sporting poderá avançar com uma queixa à FIFA, como fez nos casos de Rui Patrício, Gelson Martins e Daniel Podence.

Em sentido inverso, Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia também apresentaram as suas rescisões mas retornaram ao clube, firmando novos contratos. De todos os jogadores que rescindiram com o Sporting, apenas Ruben Ribeiro se encontra numa situação incógnita.

Português resgatou refugiados no mar. Agora é acusado de ajuda à imigração ilegal

Português que resgatou refugiados no Mediterrâneo é acusado de ajuda à imigração ilegal

Ajudou milhares de refugiados a chegar à Europa. Viu o desespero de muitos. Mas o navio para o qual trabalhava foi impedido de circular nas águas italianas, como aconteceu a outras ONG de resgate. Agora o Ministério Público italiano acusa Miguel Duarte de auxílio à imigração ilegal.

Alfa/ publico.pt

REPORTAGEM de Joana Gorjão Henriques

Não foi completamente apanhado de surpresa, já que um ano antes, a 2 de Agosto, o Governo italiano apreendeu o navio onde Miguel Duarte fazia voluntariado, o Iuventa, da Jugend Rettet, organização alemã responsável pelo resgate de 14 mil pessoas desde 2016 juntamente com outras organizações não governamentais (ONG).

A Jugend Rettet foi uma das ONG (entre uma dezena que actuaram no Mediterrâneo) que se recusaram a assinar um código de conduta proposto por Roma. O código sugeria, por exemplo, que cada embarcação tivesse um polícia armado a bordo, que estivessem sempre localizáveis e que não entrassem em águas territoriais líbias. Por considerar que o código iria dificultar o trabalho de uma entidade cuja prioridade é salvar vidas, a Jugend Rettet sugeriu revê-lo e estabelecer um diálogo com um mediador neutro, como a Organização Marítima Internacional da ONU. Foi recusado.

Miguel Duarte refuta. “Não temos relação alguma com traficantes líbios, não comunicámos nem tentámos comunicar com eles nem eles connosco”, comenta em entrevista ao PÚBLICO. Nunca se cruzou com um traficante e diz mesmo que duvida de “que algum” deles “se pusesse num barco daqueles”. “É uma acusação política, basta ver que toda a campanha eleitoral em Itália foi anti-imigração e anti-ONG de resgate. Disseram-se as maiores barbaridades para incutir medo nas pessoas. Foi a forma que a Itália arranjou de nos travar — estamos sem operar há um ano. Já muita gente terá morrido — o que seria evitável.”

Aliás, nota, todas as operações de resgate foram feitas em coordenação com o Centro de Coordenação Marítima de Roma (CCMR), a agência do Governo italiano responsável por coordenar aquela zona: “Não se passa nada que eles não saibam.”

Miguel Duarte está a ser assistido por um advogado italiano e a ONG “tem recolhido contribuições para um fundo legal que deverá” pagar os custos do processo.

Fez a primeira missão, com a duração de três semanas, em Outubro de 2016, começando “numa espécie de quartel-general” em Malta onde era dada formação e treinos à equipa. Ali aprendiam pilotagem ou como dar resposta a vários tipos de problemas de emergência (como abordar alguém que está em pânico, como tirar pessoas inconscientes da água, como fazer reanimação…).

Iuventa, antigo navio de pesca relativamente pequeno, tinha capacidade para uma média de 100 pessoas a bordo. “Em situações mais dramáticas, acabámos por ter umas 500, o que é desaconselhado, mas só o fizemos porque havia risco de afogamento”, explica. Que saiba, isso aconteceu apenas duas vezes — e numa delas ele estava a bordo.

O jovem português pertenceu à equipa do speed boats, “que fazem o primeiro contacto e distribuição dos coletes de salva-vidas e tiram as pessoas do perigo” que estão a viver no mar. O seu papel era estar na proa do barco a estabelecer contacto com os migrantes: “É preciso ter alguma facilidade de comunicação e sensibilidade para perceber o estado de espírito das pessoas. Porque muitas vezes estão em pânico e é difícil seguirem as nossas ordens. Mas é absolutamente necessário que o façam. É uma situação muito stressante, correm perigo de vida a todo o momento: vêm em barcos de borracha com 150 pessoas e basta um passo em falso para o barco rebentar e irem para dentro de água. Aí é uma catástrofe, não temos capacidade de tirar as pessoas rapidamente.”

Isso chegou a acontecer perto das águas nacionais líbias. Em Junho de 2017, o mar esteve calmo durante duas semanas. Chegavam milhares de pessoas por dia. “Entre nós e outras ONG, não tínhamos capacidade para responder. A 26 de Junho o navio da Save the Children pediu-nos auxílio e quando chegámos ao local encontrámos cinco barcos de madeira, o mais pequeno com 200 pessoas e o maior com 700 pessoas — estes barcos são um terror, porque viram com muita facilidade. Os nossos pequenos navios não tinham capacidade para responder. Fomos dando resposta a situações mais urgentes: crianças, mulheres grávidas, pessoas com queimaduras por causa da gasolina de má qualidade misturada com água salgada que arranca a pele, pessoas que chegam em muito mau estado de saúde… O que fizemos foi contactar o CCMR e tentar que fossem accionados todos os meios. Mesmo assim perdemos várias pessoas.”

Resgatou muita gente da Nigéria, cristãos a fugir da guerra com o Boko Haram, pessoas a fugir da guerra do Sudão do Sul e da ditadura da Eritreia e até um barco com 25 crianças sírias. “Até começar a primeira guerra civil da Líbia, em 2011, Muammar Kadhafi mantinha as fronteiras abertas para trabalhadores da África subsariana virem para a Líbia, quando a guerra estalou, os imigrantes foram os primeiros a fugir. Desde essa altura a Líbia ficou muito pior. Vimos pessoas com todo o tipo de marcas pelo corpo, são torturados, fogem da escravatura.”

Não sabe ao certo quanto paga cada pessoa para entrar no barco, mas ouviu falar “de valores entre 500 e 600 euros por pessoa”. Isto é “um negócio milionário”.

Ao todo, Miguel Duarte esteve em quatro missões, cada uma de três semanas: “Não deixavam fazer muitas seguidas, por causa da pressão psicológica. Temos reuniões de stress pós-traumático, antes e depois das missões.”

Nos intervalos, passou dois meses na Grécia a trabalhar com a Plataforma de Apoio aos Refugiados portuguesa, esteve nos campos da Turquia e ainda foi a Veneza fazer reparações no navio.

Analisa: neste momento, parece existir “uma conjugação” para que os resgates no mar por ONG acabem. “A Sea-Watch, pioneira no resgate, está impedida de sair por irregularidades no registo do navio; o Lifeline ficou preso em Malta, o Aquarius está impedido de aportar em Itália e Malta, e dois pequenos aviões de busca estão impedidos de levantar voo. Não existem observadores, não sabemos quantas pessoas estão a afogar-se.” Quanto à acusação de que as ONG incentivam o fluxo de migrantes, diz que não existe nenhum estudo que o prove: “Há muitos estudos académicos que dizem o contrário.”

O essencial é que se criem condições para as pessoas viverem nos seus países — mas, enquanto isso, é necessário garantir às pessoas que “podem vir de maneira digna e segura para a Europa quando requerem asilo”.

Por enquanto, está a fazer o doutoramento, mas quer continuar a participar. “Sou uma pessoa privilegiada a viver num país em paz há muito tempo. Foi-me oferecido tudo para ter uma vida confortável. Quando estava a tomar consciência global, estalou a crise. Pensava: ‘Sou jovem, tenho capacidades físicas e mentais, não tenho nada que me limite.’ Por isso tenho responsabilidade de fazer alguma coisa. Quero participar e não ficar a observar.”

Benfica ganha 1-0. Vai à Turquia em vantagem. Já não é mau

Título do jornal Público, depois do jogo: « Ir à Turquia em vantagem foi o melhor que o Benfica conseguiu »

O tom geral dos comentadores desportivos portugueses sobre o encontro é este: Embora não tenham deslumbrado, os “encarnados” partem em vantagem sobre o Fenerbahçe para a decisão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Golo solitário de Cervi deu a vitória à equipa de Rui Vitória.

Síntese de um comentário de Diogo Pombo, do Expresso, sobre o jogo:

« Disfarçar as coisas pela intensidade chegou, mas não vai chegar sempre. O Benfica ganhou 1-0 ao Fenerbahçe, o que é bom porque fica em melhor posição para seguir rumo ao play-off decisivo da Liga dos Campeões.

Mas o Benfica, com bola, continua a ser previsível, linear, com muito pouco jogo interior e sem gente a posicionar-se dentro do bloco adversário, carências que remediou na segunda parte com um aumento na intensidade, agressividade e velocidade de fazer as coisas. Foi o suficiente, desta vez, para encostar um adversário passivo ».

Benfica tenta esquecer desastre da época passada

Benfica tenta redenção europeia após o desastre da época passada quando, na Liga dos Campeões, jogou seis jogos e sofreu outras tantas derrotas, marcou um golo e sofreu 14. Benfiquistas recebem hoje à noite o Fenerbahçe na primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Jonas não vai a jogo.

Alfa, com Público (adaptação reduzida, leia mais em publico.pt)

Não adianta ao Benfica olhar para o passado em busca de inspiração para o caminho que inicia esta noite na Liga dos Campeões: a mais recente participação, na temporada transacta, teve um saldo historicamente negativo para o emblema da Luz, que não conseguiu vencer qualquer dos seis jogos disputados. Foram seis derrotas, 14 golos sofridos e apenas um marcado, um dos piores desempenhos na história da Champions. O Benfica procura limpar o nome e tem tudo para fazer melhor, admitiu o treinador Rui Vitória: “Ambicionamos começar bem em casa, a ganhar”, disse na antevisão ao encontro perante o Fenerbahçe.

A queda de Portugal na tabela de coeficientes da UEFA ditou que o segundo lugar no campeonato já só garante a entrada na terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Champions. Mesmo que o Benfica supere os turcos, ainda terá mais um adversário no play-off (PAOK ou Spartak Moscovo) antes de poder fazer contas aos mais de 15 milhões de euros que agora vale a presença na fase de grupos. “Vamos ser uma equipa muito convicta e determinada. Temos a perfeita noção do que queremos e também da nossa responsabilidade”, garantiu Rui Vitória.

Não haverá facilidades para o Benfica, que enfrenta o segundo classificado do último campeonato turco. Será um reencontro entre os dois emblemas, que se defrontaram pela última vez em 2013, nas meias-finais da Liga Europa. Após derrota em Istambul (1-0), na primeira mão, a equipa então orientada por Jorge Jesus impôs-se na Luz (3-1) e avançou para a final, que viria a perder frente ao Chelsea. André Almeida, Jardel e Salvio são os três jogadores que se mantêm no plantel “encarnado” e até é provável que alinhem de início esta noite, num “onze” “encarnado” que deverá contar com três caras novas: Vlachodimos, Gedson e Ferreyra.

Quem não irá a jogo é Jonas. O avançado brasileiro, cuja saída do Benfica tem sido dada como muito provável, não foi convocado por Rui Vitória. “Não reúne as condições que eu entendi para estar convocado. Perante o contexto dos últimos dias não reúne essas condições. Não está convocado para este jogo e para o próximo jogo logo se verá”, resumiu o treinador dos “encarnados”

« Estou a fazer história ». Inês Henriques é campeã da Europa e do Mundo

Inês Henriques conquista ouro em Berlim. “Já estava num estado em que podia cair para o lado a qualquer momento”

A portuguesa venceu a prova dos 50km de marcha dos Campeonatos da Europa de Atletismo na manhã desta terça-feira.

Inês Henriques era já uma das favoritas ao ouro, e conquistou-o na manhã desta terça-feira, na prova dos 50km de marcha dos Campeonatos da Europa de Atletismo, em Berlim.

A portuguesa era uma das 19 atletas inscritas na prova que marchavam desde as 7h35, hora de Lisboa (8h35 em Paris).

Em Agosto do ano passado, Inês Henriques conquistou a medalha de ouro e foi a primeira campeã mundial da distância com um tempo de 4h05m56s.

Inês Henriques liderou a prova, hoje, em Berlim, desde o início, concluindo a distância em 4:09.21 horas, impondo-se à ucraniana Alina Tsviliy e à espanhola Julia Takács, segunda e terceira classificadas, respetivamente.

Inês Henriques: « Estou a fazer história »

No fim da prova, a atleta portuguesa de 38 anos, coroada campeã europeia de 50 quilómetros marcha esta terça-feira, reagiu à vitória:

« Inicialmente foi fácil, mas tive de gerir muito bem a vantagem nos últimos 15km, fazer o melhor possível. Na parte final estava a fazer 5.30 por km, mas consegui, estou muito satisfeita por isso », começou por analisar Inês Henriques, em declarações à Sport TV, logo após ter cortado a meta da prova de 50 quilómetros de marcha nos Europeus de Berlim, na qual viria a sagrar-se campeã.

« Estou a fazer história », acrescentou, antes de confessar: “Já estava num estado em que podia cair para o lado a qualquer momento”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou esta terça-feira Inês Henriques pela conquista do título europeu através de uma mensagem divulgada no site da Presidência.

« Depois do recorde do mundo da modalidade e do título mundial, ambos conquistados em 2017, uma vez mais a atleta portuguesa de marcha nos enche de orgulho e alegria. Agora, em Berlim, Inês Henriques veio confirmar o excelente resultado do ano passado em Londres, alcançando o título europeu dos 50 quilómetros de marcha », escreveu o chefe de Estado.

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